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'Estamos fartos de saber que o povo galego fala un idioma de seu, fillo do latim, irmao do Castellano e pai do Portugués. Idioma apto e axeitado para ser veículo dunha cultura moderna, e co que ainda podemos comunicar-nos com mais de sesenta millóns de almas (...) O Galego é un idioma extenso e útil porque -con pequenas variantes- fala-se no Brasil, en Portugal e nas colónias portuguesas'.

(Castelão - Sempre em Galiza)



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Mapa e música
Eu sou, tu és, ele é... escravo do passado
Nós somos, vos sois, eles são... a razão deste fardo


A raiz de ler umha nova sobre o emprego da música para reintroduzir o português no Timor-Leste relembrei a estratégia empregada por mim próprio para explicar aos meus amigos, conhecidos e familiares o porquê do reintegracionismo: mapa e música.

O artigo em questom foi publicado na revista Pessoa; um dos parágrafos diz assim:

'Linguistas e pedagogos sabem que o desafio do ensino de uma língua é unir a aprendizagem com a emoção, e abrir caminho para explorar o prazer de aprender. O prazer afeta a produção de uma substância chamada dopamina, que funciona como mensageiro químico que facilita a aprendizagem. Quem fica passivo com a música da Daniela Mercury? Por outro lado, a memorização é imprescindível na aprendizagem de uma segunda língua, e a música, pelo ritmo, fornece uma rota para nosso cérebro. Foram estes os princípios arrojados reproduzidos em Timor'.

Eu alucinei bastante quando descobri que o mesmo que eu fazia no meu entorno mais achegado é empregado como método de reaprendizagem -da mesma língua- na outra ponta do planeta... e aí é que entra o mapa. Porque eu nom tinha nem puta ideia da existência dum país chamado Timor-Leste (e isso que sou amador da geografia) e muito menos de que lá se falasse a língua que nasceu na antiga Gallaecia há umha mão-cheia de anos.

A questom é que a música está omnipresente em qualquer acto lúdico e no lazer da mocidade, bem para bailar, bem por gosto pola música, bem como simples som de fundo que anime o ambiente. A nível geral, nas rádios, televisões e locais de copas da Galiza bombardeiam-nos com música em inglês e em espanhol... e a gente vê estas línguas como úteis e internacionais.

O inglês é a dia de hoje o pidgin internacional por causas geopolíticas do capitalismo global; o espanhol é a segunda língua com mais falantes nativos no planeta... o galego, do ponto de vista autonomista, é umha língua que falam os velhos dumha esquina do Reino de Espanha.

Como dizia Valentim Fagim no seu screencast sobre a estratégia lusófona para o galego, o nosso universo de referência é principalmente o espanhol, sabemos quem som Shakira, Maná, Violadores del Verso, ou Ricky Martin... mas somos bem poucos os galegos que conhecemos a Ivete Sangalo, Skank, Bob da Rage Sense ou Lizha James. E já vai sendo tempo de divulgar estes artistas no nosso país! Todos lembramos um vrão no que, enquanto na Espanha triunfava o Paquito el Chocolatero de King África, na Galiza arrasava A Cabritinha de Quim Barreiros... por que havia ser esse vrão a excepçom no lugar de ser a norma?

A minha melomania leva-me a ter, além dum disco rígido cheio de música, umha cheia de discos tanto em formato CD como USB no carro, e umha importantíssima parte destes de música em galego... em galego da Galiza, em galego do Brasil, em galego de Portugal, em galego de Angola, etc. Sempre que conheço gente nova e vamos a algum sítio no meu carro a primeira reacçom é alucinar... e com o passo do tempo algum/ha acaba por me pedir tal disco ou tal cançom. Alguns e algumhas perguntam: 'e estes de onde som?' 'Do Brasil', digo eu, ou de Angola, ou de onde forem. A cara de surpresa sempre aparece junto com o desconhecimento de que se falasse português em mais sítios que Portugal e Brasil... algumhas vezes a surpresa levo-a eu: 'como vam ser de Angola se falam como a minha avoa de Carvalho!'. Pois é... temos falta de Mapa.

E temos falta de mapa porque na escola nos dizem que o galego se fala em quatro províncias espanholas, enquanto o espanhol é falado em todo o Reino de Espanha e além disso na América do Sul. O Brasil nom existe nos nossos livros de texto, ainda sendo o gigante geográfico e económico da América Latina. Por isso era tam necessário o mapa que vem de editar a AGAL baseando-se no de Carvalho Calero, que sim chegou a aparecer nos nossos livros de texto.

Por isso é tam importante divulgar a música lusófona; porque, como no Timor-Leste, na Galiza precisamos de recuperar o nosso lugar no mundo, e nom há melhor jeito de reaprender umha língua que de jeito lúdico por médio da música. Por isso é tam importante e urgente divulgar o mapa da galeguia, para fazer ver à gente que a nossa língua é extensa.

Por se estas nom fossem razões suficientes... que me dizem da possibilidade de reproduzir música em qualquer lugar sem ter de render contas ante a SGAE? ;)

P.S.- As estrofas iniciais deste artigo som da cançom 'PALOP', dos Bob da Rage Sense.
Comentários (0) - Secçom: Cousas Minhas - Publicado o 17-09-2010 20:53
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