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'Estamos fartos de saber que o povo galego fala un idioma de seu, fillo do latim, irmao do Castellano e pai do Portugués. Idioma apto e axeitado para ser veículo dunha cultura moderna, e co que ainda podemos comunicar-nos com mais de sesenta millóns de almas (...) O Galego é un idioma extenso e útil porque -con pequenas variantes- fala-se no Brasil, en Portugal e nas colónias portuguesas'.

(Castelão - Sempre em Galiza)



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Umha superlíngua... para quem a quiger
Calcula-se que existam 4.000 línguas no mundo, cobrindo um amplo abano entre a língua franca em que se tornou o inglês até códigos de pequenas comunidades com dezenas de falantes. Todas elas tenhem um poder, o de ser a língua própria de um coletivo, é isso o que as torna imprescindíveis e o que lhes dá valor.

É comum, no entanto, ouvir e ler discursos emanados de Madri no sentido de valorizar as línguas em funçom do número de falantes. Neste sentido haveria superlínguas e línguas normais e seria um absurdo que comunidades e pessoas renunciassem à primeira (o castelhano) para ficarem com umha das segundas (galego, catalám, basco...).

Aqui seria pertinente fazer a estas pessoas umha pergunta: e se o castelhano tivesse umha sorte histórica diferente? E se ficasse reduzido à sua extensom original? Enfim, se nom se saísse de Castela... os seus inflamados valedores deixariam de a falar, de a escrever, de a promover? Tenho a certeza de que nom.

Perguntemo-nos também nós: qual foi e qual é a nossa história? O galego nasceu no extremo noroeste da Península Ibérica no sul da Europa. Foi umha das primeiras variedades do latim que passou à escrita. Do seu berço avançou para sul, num processo paralelo com o castelhano e o catalám. E da Europa, cruzando os oceanos, chegou a África, Ásia e América onde ainda reside. Hoje podemos ver no youtube pessoas com os mais variados traços raciais falarem a mesma língua que as nossas avós e os nossos avôs.

Se tudo isto nom tivesse acontecido, o galego nom teria menos valor porque seria a língua criada pola nossa comunidade, polo nosso país mas o certo é que sucedeu. A nossa língua nom é apenas nossa e compartilhamo-la com outros países, com outras sociedades. É umha super-língua.

Ora, todo o Super acarreta a sua kryptonita. Na Galiza os efeitos do mineral verde evidenciam-se de duas formas. Por um lado, um governo que foca a nossa língua como um problema e que investe as suas energias em esvaziá-la de valor para a tornar inútil. Por outro lado, umha visom da língua como sendo minoritária, isolada das variantes que som oficiais nos países onde som faladas com toda a riqueza que isso implica.

Para além de escrever como escrevamos, de falar como falemos, de pensar o que pensemos sobre a sua identidade, o certo é que possuímos umha super-língua. Agora o que se trata é de ser consequentes com este facto... e desfrutá-la.


Um artigo de Valentim R. Fagim.
Comentários (1) - Secçom: Língua - Publicado o 26-07-2010 18:16
# Ligaçom permanente a este artigo
Chuza! Meneame
1 Comenta-se que...
1 good, the content is sim#blgtk08#ple, easy to understand
Dito por 192.168.1.1 (24-07-2016 10:59)
E ti que pensas disto?
Venho a ser:
Correio-e: (Nom aparecerá publicado)
URL: (Debe começar por http://)
E digo eu:

(Introduza o código da imagem)
© by Abertal
"Se aínda somos galegos é por obra e gracia do idioma"
(Castelao)


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