Avante Galiza!
'Estamos fartos de saber que o povo galego fala un idioma de seu, fillo do latim, irmao do Castellano e pai do Portugués. Idioma apto e axeitado para ser veículo dunha cultura moderna, e co que ainda podemos comunicar-nos com mais de sesenta millóns de almas (...) O Galego é un idioma extenso e útil porque -con pequenas variantes- fala-se no Brasil, en Portugal e nas colónias portuguesas'.

(Castelão - Sempre em Galiza)



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Dia das Letras Colonizadas

Para mim, a comemoração do 17 de maio não faz sentido nenhum. Antes que alguém me atirar a primeira pedra, explico-me: é o dia perfeito para a camuflagem ideológica.

Até La Voz editará umas obrinhas em galego; de Castelão e dos trovadores medievais, seica. Enternecedor. Provavelmente, algum colunista fará uma exceção no costume de publicar em castelhano para escrever em galego e num tom bucólico, inçado de metáforas e imagens sugestivas, sobre a formosura do nosso vernáculo. Fala agarimosa, tenra, meiga e não sei que outras porcarias. A mensagem é clara: as armas que empregara o castelhano não vão servir para o galego, o galego não se tem que impor, tem que "seduzir". Cumpre a estas alturas ter que contra-argumentar que todas as línguas que sobrevivem de maneira tranqüila pouparam-se a paquera? Na Galiza, o castelhano foi bastante bem com essas armas que se negam à nossa língua.

O pior não é isso. O pior é o balbinismo. Todos e todas em Compostela irão como ratinhos atrás do flautista de Hamelin da plataforma "Queremos Galego". Pessoalmente, para me somar, teria de estar certo das convicções que encerra o nome da entidade convocante. Queremos galego? De verdade? E por que esses setores insistem em tratar na prática a nossa língua como se for um dialeto regional? Por que insistem em negar-lhe as suas potencialidades comunicativas e de acesso ao mundo cultural da lusofonia? Por que os vultos que avalizarão a manifestação insistem em viver dessa economia de gueto? Queremos galego? Estaremos dispostos e dispostas a impor o galego da mesma maneira que se impõem as línguas bem sucedidas ou, pelo contrário, buscaremos algum subterfúgio do tipo «a legalidade não o permite», «temos que ir passinho a passinho» ou «há que buscar o máximo de consenso possível»? Queriam galego as forças políticas que governaram até o 2009 e que se manifestarão o dia 17? Quererão galego a malta espanholista do PSdG-PSOE? E o BNG? E por que entregaram então a política lingüística a pessoas de sinalada incompetência? E por que não aspiraram, quando menos, aos modelos de normalização mais ambiciosos existentes no estado espanhol? E por que nem se preocuparam nem de garantir a legislação existente nesta matéria, incluída a que eles próprios elaboraram? E por que a ambigüidade, e por que essa preocupação por não incomodar, de respeitar os direitos «dos que falam galego e dos que falam castelhano»?

Insisto: estão por impor o galego? Não? Pois daquela era melhor que ficaram na casa: vocês são o principal obstáculo à normalização da língua. E não o Feijoo. Nem sequer esse "harki" de Anxo Lorenzo.


Um artigo de Ângelo Pineda.
Comentários (0) - Secçom: Língua - Publicado o 17-05-2010 15:32
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Chuza! Meneame
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