Avante Galiza!
'Estamos fartos de saber que o povo galego fala un idioma de seu, fillo do latim, irmao do Castellano e pai do Portugués. Idioma apto e axeitado para ser veículo dunha cultura moderna, e co que ainda podemos comunicar-nos com mais de sesenta millóns de almas (...) O Galego é un idioma extenso e útil porque -con pequenas variantes- fala-se no Brasil, en Portugal e nas colónias portuguesas'.

(Castelão - Sempre em Galiza)



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Estamos a preparar o galego para o futuro?
Com o passar dos anos, muito tenhem mudado as circunstáncias em que se desenvolve o nosso principal sinal de identidade: o galego. Ao mesmo tempo, foi mudando a própria língua e a atitude da comunidade galegófona quanto a ela. Fala-se menos e transmite-se muito menos às novas geraçons. Basta só olhar para a língua usada polos filhos e filhas de umha grande parte de militantes nacionalistas, impotentes perante a nova correlaçom de forças idiomática.

No Dia das Letras de cada ano costumam escrever-se muitos artigos em que se realizam ?diagnósticos? da situaçom, mesmo em jornais escritos habitualmente em espanhol: ?falta de promoçom?, ?a igreja nom se galeguiza?, ?contexto político opressivo?, ?auto-ódio?, ?atitude do espanholismo?... Porém, existem outros elementos responsáveis polo declínio da língua aos quais, incompreensivelmente, continua sem dar-se releváncia algumha. Esses elementos, nom obstante, multiplicam a sua importáncia de ano para ano. Quero salientar dous deles: a urbanizaçom da sociedade e o isolamento no contexto internacional que padece o galego.

A urbanizaçom da sociedade chegou já ao último cantinho da Galiza, polo menos no que di respeito à vontade das e dos jovens de imitar hábitos de vida urbanos. É umha vontade bem simples de satisfazer, reconheçamos, com o espectacular progresso comunicacional, no campo audiovisual por exemplo, que estám a viver as sociedades ocidentais. Com este processo em curso, o galego também deveria deixar de ser a língua doméstica e agrária que tem sido, mas facilmente podemos constatar que está longe de ser assim. Recorremos ao espanhol para pôr nome a qualquer objecto ou conceito da vida contemporánea e, nom é preciso dizer, para denominarmos qualquer cousa que, em geral, se compra ou se vende, isto é, praticamente todo o que usamos nos dias de hoje. Continuar a pôr os mesmos exemplos de ?castelhanismos? que eu estudei na escola (pueblo, Dios, bueno, carretera...) passou a ser, neste contexto, imensamente redutor. Há quem faga meritórias adaptaçons morfológicas de algumhas palavras, mas devemos perguntar-nos se existe algumha política lingüística capaz, nom só de deter a desfiguraçom formal do galego, mas também de conseguir socializar umha forma nem que seja timidamente galega da ingente quantidade de palavras que cada dia penetram nas falas galegas, através de relaçons comerciais cada vez mais diversificadas. Continuar a confiar, neste enquadramento, nos laboratórios terminológicos que nos proporciona a Real Academia Galega, ou os diferentes departamentos universitários, é tam irrealista como pensar que vamos normalizar o galego obrigando a memorizar a gramática a todos os galegos. Porque se continua entom a desconsiderar a relaçom das nossas falas com as outras variantes do galego-português, saudáveis na medida em que disponhem de meios de comunicaçom fortes que minguam radicalmente este problema?

Também som mui poucas as vozes que se atrevem a tratar com seriedade outro, digamos, ?problema da língua?, de crescente importáncia: fortalece-se a impressom popular de que a subsidiaçom permanente de umha língua minoritária, desnecessária para as relaçons internacionais, é um esforço inútil. Há muitos anos que essa sensaçom popular existe, mas sempre foi tratada como um simples ?preconceito?. Porém, a comunicaçom com o exterior continua a avançar e nom parece que o ?preconceito? vaia recuar. Cada vez som menos os jovens que chegam aos 25 anos sem ter visitado mais de um país estrangeiro. Parecerá constataçom simplificadora, mas muito menos se se perguntar aos avós deles se sequer chegárom a sair meia dúzia de vezes da sua comarca. Contra isto, os discursos do ?legado cultural?, da ?identidade?, etc., nunca deixarám de ter validez, mas é previsível que continuem a perder importáncia.

A luta pola sobrevivência
Por ocasiom do debate parlamentar sobre o acordo que aproxima as ortografias de Portugal e do Brasil, realizado em Lisboa, Carlos Reis, um dos seus grandes defensores, fijo umha advertência aos detractores do mesmo: daqui a algumhas décadas só um clube selecto de quatro ou cinco línguas continuarám a lutar pola sobrevivência. Portugal, continuava, nom deveria perder o trem desse clube recusando-se a fortalecer-se, neste caso através de um acordo ortográfico com o país lusófono mais forte: o Brasil.

Eu nom pido a ninguém que renuncie à defesa da mais minoritária das línguas, mas creio que seria um exercício de responsabilidade reflectir sobre umha hipótese que de facto já está instalada no senso comum da maioria das pessoas, também das galego-falantes: é evidente que em poucas décadas aquelas línguas que nom disponham de um ou vários estados para promovê-las tenhem um futuro incerto. Haverá quem diga agora, claro: ?o galego há-se de falar se os galegos querem? ou ?se nom desapareceu em oito séculos, porque nom vai sobreviver agora?? Sim, sempre haverá quem se refugie num optimismo vazio, disfarçado de patriotismo se o contexto o requer, mas o preocupante é que esse discurso centraliza a actividade de umha boa parte dos agentes culturais e lingüísticos deste país, incapazes de pensar o futuro com sequer 20 anos de antecedência, como ficou demonstrado desde a aprovaçom da Lei de Normalizaçom Lingüística. Como noutros assuntos (urbanismo, ambiente...) a responsabilidade política reside precisamente em ver além do ano em curso, da leirinha. O populismo ortográfico, como outros, poderá tornar-nos o caminho mais fácil agora, mas costuma nom ser o melhor para o futuro, cada vez mais presente.

Nom sou dos que penso que que a adopçom do ?nh? vai pôr todas as pessoas a falar galego, mas preocupa-me que parte do nosso mundo cultural continue instalado no ?lamento?, virando as costas às reflexons que pedem avanços mais decididos no caminho da integraçom no mundo lusófono. Entretanto, a Internet provocou que se multiplicassem as pessoas que já caminham nesse sentido. Som[os] ainda minoria, mas a motivaçom que as [nos] move marca significativamente a diferença. Será que vem[os] luz no fundo do túnel, apesar das difíceis circunstáncias de isolamento que padece o reintegracionismo na actualidade?


Comentários (0) - Secçom: Língua - Publicado o 10-06-2008 17:32
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DdoOLeR '08

Hoje, 25 de Julho, Dia Internacional da Toalha, celebra-se na Galiza o Dia do Orgulho Lusista e Reintegracionista. Nom ando mui inspirado como para fazer um artigo com jeito... assi cá deixo um vídeo luso-galaico e pergunto: ú-las diferenças?

Vozes da Rádio e Guadi Galego - Ponte ao meu lado



O Dia do Orgulho Lusista e Reintegracionista na Galega:

Comentários (0) - Secçom: Língua - Publicado o 25-05-2008 21:37
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Diferenças entre o inglês e o inglês
Porque o português nom é a única língua que precisa dum 'acordo ortográfico'. Todas as línguas recolhem diversas variantes, tanto na fala como na escrita e o inglês nom havia ser menos. Mas... alguém é quem de dizer que o inglês dos USA é umha língua diferente do de UK... e mesmo dentro do UK, é umha língua diferente o inglês falado em Alba (onde há outra língua) e o de England (de onde é nativa)?? Logo, o castelhano/espanhol falado na Galiza (onde há outra língua) é o mesmo que o de Castilla, mas o galego/português falado na Galiza (onde é nativo) é distinto que o de Portugal??

Inglês vs. Inglês


Pois si... a Galiza é um pais no que umha enorme parte da populaçom tem tal esquizofrenia como para dizer que o galego é umha língua isolada...
Comentários (4) - Secçom: Língua - Publicado o 20-05-2008 01:04
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Paisaxe da lingua
Prezado Antón:

Recollido ao carón do lume dunha vella lareira, e meditando sobre a desfeita urbanística sufrida polo país, decateime da súa relación co tratamento da lingua: a degradación da paisaxe e o desleixo no deseño das nosas vilas e cidades foron a par co descoido e abandono da nosa fala.

Alí onde había pedra puxemos cemento á vista. Onde as alturas respectaban a harmonía inzamos bloques de formigón feitos á présa e sen criterio. Se había unha ría con abundantes recursos naturais e paisaxísticos cubrímola de malos fumes e noxentos olores que van e veñen ao antollo dos ventos.

Tamén alí onde falabamos de coitelos puxemos ?cuchillos? e dabamos os ?buenos días?; e onde ofreciamos unha cadeira para sentaren os convidados pasamos a empregar ?sillas? para ?sentarse?. E non foramos por elas ao sobrado, senón que ?habíamos traído unas do piso?. Pouco a pouco, igual que o cemento gris e descontextualizado foi facéndose co contorno urbano e paisaxístico tamén un feixe de palabras, xiros lingüísticos e entoación alleas fóronse apropiando da nosa lingua. O uso abusivo do pronome enclítico antes do verbo ven ser algo así como o ladrillo á vista. Que haxa políticos, xentes da cultura, do mundo da empresa, en fin, persoas de relevancia social que estraguen a paisaxe da nosa sintaxe, da nosa fonética, do noso riquísimo vocabulario, non ten perdón. Oxalá a súa preocupación pola estética urbana derive tamén en preocupación polo uso coidado da nosa lingua.

Sabes ben, amigo Antón, que non sinto ningún receo, máis ben simpatía, cara á xente que comeza a falar en galego; aínda que se lle note a falta de soltura. Non hai que ser especialista para pórse a falar o noso idioma. Non é iso! Eu mesmo, lembra os nosos anos de instituto, sumeime ao carro do galego sendo un mociño. Ao principio, dábame reparo, algo de vergoña. O dos pronomes resultábame complicado; para o do vocabulario aproveitei o esforzo en Lingua Galega. A maneira de dicir as cousas foi cuestión de tempo, oído, atención e intención. Desde aquela sempre escoitei á miña avoa doutro xeito... ata que nos deixou. Pero, sabes?, fervíame o sangue cada vez que un veciño se metía comigo dicíndome aquilo de que "na Coruña, así, non te van escoitar!". (Que sabería el da Coruña, paspán do carallo!)

Doeume moito, a principios dos noventa, ver como un mozo de Corme foi eliminado nunhas probas selectivas para un posto de xornalista na TVG porque "tiña moito acento" e, para os examinadores, o periodismo era algo moi serio. Mesmo lle recomendaron presentarse ao castin de Mareas Vivas, que probabelmente alí tería éxito. Por suposto, todo iso cun adobío de pronomes mal colocados, reflexivos inexistentes, algún que outro tempo composto e, iso si, unha voz grave moi aséptica e de imposíbel identificación fonética.

Agora que tes responsabilidades políticas, amigo Antón, quero animarte a ti e a todos os teus compañeiros a que poñades tanto empeño no coidado da nosa paisaxe e das nosas vilas como no da nosa lingua. Tan importante é o patrimonio material como o inmaterial. E a mellor maneira de emprender ese labor é comezardes vós mesmos dando exemplo. Esforzádevos día a día na dignificación do seu uso. Que se note que vos doe. Hai moita ilusión posta no recambio vivido polo país. Non o defraudedes.
Despídese cunha aperta o teu amigo que o será sempre e que sempre che agradecerá o térelo animado a falar en galego.


Um artigo de Farruco Graña.
Comentários (0) - Secçom: Língua - Publicado o 19-05-2008 18:33
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Onde está a imposición?

Non hai correspondencia entre o número de persoas que utilizan o galego no seu día a día e a presenza deste idioma nos diferentes ámbitos: medios de comunicación, ensino, xustiza, comercio etc. Esta contundente exclusión da lingua de Galiza, por secular e abafante, está interiorizada como natural. Denunciar esta situación e pórlle remedio son os dous eixos da manifestación convocada para o próximo 18 de maio.

A posibilidade de equilibrar minimamente a balanza, garantindo o dereito a comunicarse en galego alí onde se exclúe, é descrito polos sectores máis inmobilistas da sociedade como ?imposición?. Trátase dunha mentira, dun discurso cínico e irracional, aínda que reiterado mil veces e desde lugares de inmenso poder. Así, o oprimido na realidade faise ver como opresor.

En cantas ocasións non temos que padecer as persoas que queremos vivir en galego os efectos dese perverso discurso? Permitídeme que vos conte algo que me aconteceu hai poucos días. Coido que é un bo exemplo do contraste que hai entre o discurso de ?la imposición del gallego? e a triste verdade da negación de dereitos lingüísticos.

Tiven de presentar unha denuncia perante a Policía Nacional na comisaría de Santiago. Cando me tocou a vez, solicitei que a denuncia, que eu asinaría, estivese en galego. ?No puede ser. El programa no nos lo permite?. Eu insisto e o funcionario que me respondeu chama a outro: ?Nosotros no tenemos por qué entender el gallego. Si quiere, preséntela por escrito, si no se la recogeremos en castellano?.

Expliqueille que o galego era lingua cooficial, que eu agardara a miña quenda como calquera outro veciño e como tal quería ser atendido. Por falar en galego non somos cidadáns de segunda que teñamos de facernos os nosos propios formularios.

O segundo funcionario víase incómodo pola resposta e repetiu: ?Nosotros no tenemos por qué entender el gallego?, ao que lle retruquei: ?Perdoe, mais eu non falo galego para molestar, fáloo porque é a miña lingua, e a Administración ten de garantirme ese dereito.?

O primeiro funcionario transixe e dime que, aínda que el non teña por que saber galego, si está disposto a transcribir o que eu lle diga, mais requere a autorización, para o cal deciden chamar aos seus superiores. 45 minutos de reloxio tardou en chegar a resposta, indicando que eu tiña, efectivamente, ese dereito.

Conseguín que a parte que eu declaraba fose en galego, mais todo o resto foi en español: cabeceira e final do escrito, dereitos do denunciante, atención oral... Castigóuseme con 45 minutos de agarda que non tería de sofrer se claudicase do meu dereito, como se ven obrigados a facer a maioría dos falantes de galego, que deben presentar as súas declaracións traducidas por persoal que ?non ten por que entendelos?.

Cando asinei a miña denuncia, o funcionario non puido resistirse: ?A mí, el gallego, sin imposiciones?.


Um artigo de Carlos Callón.
Comentários (1) - Secçom: Língua - Publicado o 13-05-2008 23:26
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"Se aínda somos galegos é por obra e gracia do idioma"
(Castelao)


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