Avante Galiza!
'Estamos fartos de saber que o povo galego fala un idioma de seu, fillo do latim, irmao do Castellano e pai do Portugués. Idioma apto e axeitado para ser veículo dunha cultura moderna, e co que ainda podemos comunicar-nos com mais de sesenta millóns de almas (...) O Galego é un idioma extenso e útil porque -con pequenas variantes- fala-se no Brasil, en Portugal e nas colónias portuguesas'.

(Castelão - Sempre em Galiza)



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Êxitos e fracassos de três modelos normalizadores
Uma língua minorizada, dialectalizada e abastardada como a falada na Galiza, tem duas graves questões que afrontar se quer sobreviver: elaborar uma coiné -padrão linguístico adequado- e conseguir uma normalidade social. Mas a normativização é requisito prévio para a normalização -factores intimamente ligados entre si-. Quando se tem um problema, a melhor solução costuma ser analisar o jeito em que outros tentaram resolver problemas similares.

Quando se tem um problema, a melhor solução costuma ser analisar o jeito em que outros tentaram solventar problemas similares: convidamos-vos, pois, a um breve percurso pola Europa para examinar os êxitos e fracassos de três processos normalizadores.

Comecemos polo caso occitano. A língua ocitana fala-se numa trintena de Departamentos do centro e sul da França, vales da vertente oriental dos Alpes italianos e no vale d'Aran - Catalunya-. Teve grande prestígio literário ao longo da sua história, desde o esplendor da sua lírica trovadoresca medieval à Renascença no séc. XIX, liderada polo prémio Nobel F. Mistral. Mas todas estas glórias literárias não serviram para evitar a sua progressiva desaparição. A decadência arranca do decreto de imposição do francês -edito de Viller-Cotterêts, 1539-.

O ?culturalismo? dos protagonistas da Renascença de XIX obviaram que detrás de um conflito linguístico há sempre um conflito político, e a adopção de um modelo linguístico dialectalizado - baseado na fala provençal- e escrito com a ortografia francesa -modelo maioritariamente rejeitado agora- só facilitaram o caminho à língua opressora. Curiosamente, hoje o occitano só é co-oficial no Val d'Aran -Lleida-, o território onde melhor se conserva, o que demonstra a eficácia jacobina do Estado Francês.

Mais ao norte, os flamengos conseguiram normalizar o seu idioma frente ao francês aplicando dous princípios para nós muito conhecidos: reintegracionismo linguístico e monolinguismo social. Primeiro normativizaram uma língua dialectalizada adoptando um padrão comum ao dos seus vizinhos holandeses; e desde 1938 aplicaram a territorialidade linguística, que consagrou o monolinguismo social. É claro que a maior parte dos flamengos são poliglotas, mas entre eles só falam na sua língua... e este país não é precisamente um dos mais atrasados da Europa... Ainda, o neerlandês da Flandres continua a chamar-se popularmente flamengo -vlaams- e Flandres continua a fazer parte da Bélgica.

A obediência à mitra de Roma dos croatas e a dos sérvios à de Constantinopla, levou a que o idioma comum destes povos se escrevesse com dous alfabetos diferentes -latino e cirílico-. O servo-croata é uma língua eslava falada nas agora independentes Sérvia, Montenegro, Bósnia- Herzegovina e Croácia e ao longo da agitada história destes territórios houve diversas tentativas de destruir esta unidade linguística. Nas últimas décadas, como consequência da guerra, do ódio interétnico e dos interesses políticos, as tendências isolacionistas têm aumentado a sua influência em Zagreb... Não por acaso o croata Zarko Muljacic, defensor do conceito de 'língua por elaboração' é um dos principais referentes intelectuais dos 'oficialistas' galegos... E ainda há agora no Montenegro independente quem fale dum novo idioma... Porque, como já dizíamos em 1993, isto é mais do que um debate bizantino.


Um artigo de João Aveledo.
Comentários (0) - Secçom: Língua - Publicado o 16-08-2009 22:30
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Estratégia Google
E insistimos, do verbo insistir, da terceira conjugação como era previsível. Que sucederia se uma empresa como Google figera um tradutor estatístico de catalão usando corpus paralelos (traduzidos um do outro) do francês?

Pois que pensaríamos provavelmente que se trata do mesmo idioma. Pois isto é como contamos anteriormente o que fijo Google com o galego. Continuamos a investigar e descobrimos que usara corpus do português do Brasil, provavelmente a variedade da nossa língua com maior produção textual do mundo.

Agora que estamos em crise, como dizia o outro, há que refletir sobre qual a estratégia para recuperar o nosso idioma.

É certo que os dados sobre o uso do idioma são muito desencorajadores, e como dizia Leonardo Boff ao Papa J. Paulo II quando foi admoestado por segunda vez, por essa teologia da libertação incômoda para a hierarquia, "mais grave que perder a fé, é perder a esperança". E a verdade que as elites, sobretudo filológicas, que se dedicam a isto da planificação da língua, fazem muito por convencer-nos que devemos perder o mesmo que o Leonardo. Mas isso não vai ser possível. Cada vez mais a sociedade civil está a dar passos precisos sem perder nunca o objetivo final.

Por tanto, o galego tem de ter uma orientação lusófona para ser a língua atmosférica. Não devemos perder a outra língua que habita na Galiza, o espanhol, e devemos ganhar o inglês como língua internacional.

Google, empresa que mudou o paradigma das pesquisas por Internet, mudando a forma de realizar-nos na net, aposta para o galego, pola reutilização, polo trabalho coordenado, pola convergência com os outros sabores da língua, o sabor português, e o sabor brasileiro principalmente.

Google está a marcar uma estratégia para as próximas políticas lingüísticas, se é que realmente queremos sobreviver. Com esta orientação podemos mudar de via a autoestima que temos do nosso idioma. Temos a sorte de ter um idioma rico para o mundo por existir e útil por insistir.

Com esta mudança de práticas e com relacionamento e paciência, poderemos ter mais hipóteses de que o idioma dos nossos avôs continue com vida. Já agora seria fantástico que os organismos públicos e privados aprendessem de Google, reconhecessem que falamos uma língua própria, que se fala para além de na Galiza, em tantos lugares da net, da net do mundo. Que quando dizemos no google translator "falamos galego" em cristiano significa "nosotros hablamos português". Com efeito, para não perder a esperança.


Um artigo de José Ramom Pichel.
Comentários (1) - Secçom: Língua - Publicado o 08-04-2009 02:25
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Google é reintegracionista

E isto não é uma palavra de ordem e vamos demonstrar que isto é certo.

Uma língua, sobretudo as europeias, têm de dotar-se de muitas ferramentas ou produtos de tecnologia linguística para que os seus falantes poidam nao só acceder a diferentes conteúdos das línguas mas também ser capazes de exportar conteúdos próprios ao resto do mundo.

Produtos como a tradução automática tanto a baseada em dicionários como a baseada em corpus de texto ou recuperadores de informação são precisos para que uma língua poida ter futuro.

Línguas minoritárias e também as minoriçadas têm muitos problemas para conseguir dicionários para incrementar as suas ferramentas por exemplo de tradução automática, e também muitas dificuldades para conseguir corpus (conjunto de documentos eletrônicos) tanto paralelos, quer dizer, documentos traduzidos entre dous idiomas, como comparáveis, isto é, documentos que falam em dous idiomas de temas parecidos mas que um não é tradução do outro. O euskera por exemplo não tem excessiva produção de inglês-euskera, por tanto é muito custoso em dinheiro poder desenvolver um corpus para este par de línguas.

Mas os investigadores do euskera sabem que sem ele, é impossível em princípio ter um bom tradutor automático entre esse par de línguas. Para isto estão a tentar procurar outras linhas de investigação menos custosas mas menos efetivas.

Como é o caso galego para conseguir um tradutor automático entre o galego, o inglês, o alemão, o chinês, o francês? Pois se aplicamos a crença das elites galegas que o galego é um idioma independente do português, a cousa é complexa e muito custosa mesmo só para o inglês, já não digo para outras línguas. As empresas multinacionais da tradução automática não apostarão para estes pares por ser um mercado muito reduzido. Os cálculos monetários são simples: No money, no way!

Mas Google, aplicando o sentido comum, para conseguir um tradutor automático entre o galego e inglês, francês, alemão, etc, que fijo? Apanhar corpus de português, converter no que puido a ortografia internacional a ortografia espanhola (galego) e construir automaticamente um tradutor estatístico de galego a outras línguas. Google demonstra que galego e português são variantes da mesma língua e marca qual a sorte e a estratégia que tem de ser para a língua. E se não acreditam nisto ponham a traduzir a palavra "galego" em http://translate.google.com/?hl=pt-BR de galego a inglês, e vejam para Google o que é o galego: portuguese.


Um artigo de José Ramom Pichel.
Comentários (0) - Secçom: Língua - Publicado o 07-04-2009 16:12
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Do bilingüismo harmónico à livre eleiçom
No meio de tanto ruído em torno do idioma como tem havido nos últimos meses, é importante sermos capazes de analisar se os fenómenos em curso respondem a umha simples sucessom de factos casuais e isolados ou suponhem um salto a umha nova fase do processo substitutivo em vigor no nosso país.

Nom é preciso lembrar aqui qual tem sido o eixo vertebrador do discurso oficial em matéria de língua na Galiza das últimas três décadas. As virtudes do bilingüismo harmónico ou equilibrado tenhem servido de enquadramento teórico das políticas desenvolvidas polos sucessivos governos autonómicos, desde Albor até Tourinho, passando por Laje e Fraga. Umha doutrina só questionada, do ponto de vista sobretodo teórico, polo nacionalismo galego nas suas diferentes correntes políticas e culturais. Falamos de um questionamento principalmente teórico porque, na hora de aplicar umha política de língua nas instituiçons em que governou, esse nacionalismo foi incapaz de apresentar umha estratégia alternativa à bilingüista; mas esse nom é agora o tema.

O tema é agora que o sistema autonómico, lançado em fins da década de setenta polo regime resultante da reforma ?ordenada? do franquismo, assumiu um discurso diferente, baseado num objectivo alegadamente ?democrático?. Assim sendo, quem ia poder questionar tam louvável e igualitária meta como o tal ?bilingüismo harmónico??

Numha naçom ainda sem homologar com o projecto nacional espanhol como era a Galiza dos anos 70, com umha esmagadora maioria galegofalante apesar de ter subsistido vários séculos sem soberania política, era necessário harmonizar o objectivo estratégico (a espanholizaçom) com a flexibilidade táctica (a falsa harmonia bilingüista). Isso explica as boas palavras com que a nova autonomia enfeitou as inoperantes políticas ?normalizadoras? que nada normalizárom, a nom ser o entom minoritário espanhol.

E assim, entre boas palavras e nulas acçons, os últimos tempos estám a trazer-nos novidades no discurso desse nacionalismo espanhol que tanto gosta de se definir como ?nom-nacionalista?. Foi assim que a recente campanha eleitoral serviu para a apresentaçom em sociedade de um reajustamento discursivo do mesmo projecto estratégico que até há pouco dizia aspirar a umha absurda repartiçom a 50% entre as duas línguas oficiais.

Nesta altura, a direita sem complexos e um importante sector do PSOE, unidos por umha ideia clara sobre a construçom nacional espanhola, estám a reformular os seus objectivos ?democráticos? para a Galiza em matéria de língua. Se bem é certo que nunca praticárom com sinceridade essa ilusom dos 50%, sim legislavam e discursavam com essa falsa premissa, que nom só mantinha adormecidas as consciências no seio do nosso povo, como conseguiu ganhar para esse consenso envenenado umha parte substancial do nosso nacionalismo.

Como explicar, entom, que de repente o Partido Popular tenha mudado radicalmente o discurso para começar a falar em termos de ?livre eleiçom dos pais?, o que em nengum caso admitiriam em relaçom à primacia constitucional do espanhol?

Para já, a mudança nom se produziu assim tam de repente. A ruptura do consenso do falso bilingüismo equilibrado e a mudança de discurso encenou-se com a rectificaçom no apoio parlamentar dado ao Decreto do ensino aprovado polo bipartido PSOE-BNG em 2007. Aí começou um período de dous anos em que o sector social mais ultra afim ao PP testou a possibilidade de acomodar o discurso e as práticas políticas a umha realidade social que já nom é a dos anos 70.

A tese desse novo discurso parte de um facto que considera favorável: na actualidade, a populaçom galegofalante, caso continue a se maioritária, deixou de ser esmagadoramente maioritária. Nas áreas urbanas e entre as pessoas mais novas, é, de facto, claramente minoritária, sem que saibamos ao certo em que medida, pois só contamos com dados relativos a 2004, facilitados pola RAG com cinco anos de atraso.

Nom temos nengumha dúvida que os ideólogos da construçom nacional espanhola vam à frente no estudo das tendências sociais no que a identidade, língua e demais parámetros nacionalitários di respeito.

Com a comunidade lingüística galega em recuo, acham que estám em condiçons de dar mais um passo à frente no processo substitutivo, sem simularem inocentes igualitarismos como os que nos tenhem feito engolir nas últimas décadas. Agora que já quase som mais as galegas e os galegos que falam mais ou só espanhol, porque continuar a vender o artifício do fifty-fifty?

O ensaio eleitoral do grupo liderado por Rosa Díez, com o apoio de grandes grupos financeiros e mediáticos, confirma os testes bem sucedidos com que o sistema institucional tenta avançar para um novo cenário em matéria lingüística.

Seria ingénuo duvidarmos que os estrategas do espanholismo tenham mantido sempre o mesmo objectivo assimilista, mas é claro também que a maneira como o atingir tem mudado consoante as circunstáncias históricas. Quando eram umha pequena minoria, conformárom-se primeiro com a tomada dos pontos nevrálgicos do comando militar e institucional da Galiza, económico e político depois, chegando à pura violência estrutural, física e simbólica do franquismo. A adaptaçom ao democratismo formal da ?Espanha das autonomias? foi mais um passo na mesma direcçom e, na actualidade, podemos estar a assistir a umha nova fase em que, cada vez mais, o Estado espanhol e as suas forças de sustentaçom se mostrarám como o que realmente sempre fôrom, com a novidade de se arrogarem a representaçom da maioria social espanholfalante.

O movimento actual das placas tectónicas do panorama sociolingüístico galego conduz para umha estabilizaçom da maioria espanholfalante com todo o peso do poder a seu favor. Isso vai levar-nos a um risco tam certo como iminente para o futuro do nosso idioma, incrementado pola assunçom de posiçons neo-bilingüistas por parte de um sector crescente do nacionalismo galego.

Todo o anterior pode ajudar-nos a compreender que estamos diante da aplicaçom de um plano coerente e sistemático que mantém o objectivo histórico que Madrid nos reserva, com a inestimável colaboraçom da burguesia subsidiária galega: a definitiva espanholizaçom da Galiza.


Um artigo de Maurício Castro.
Comentários (0) - Secçom: Língua - Publicado o 31-03-2009 21:08
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En BCN fálase catalán
Está claro que o galego ten un problema en Galiza, porque hai galegos que no fondo non cren o contido desa frase maxistral do popular Xesús Palmou, segundo a cal non se pode amar a Galiza sen amar ao galego. O fácil nestes casos é deixarse levar, secundar o que din os catro de Galicia Bilingüe e que ao galego o parta un raio.

É iso o que debe facer tamén o futuro presidente da Xunta, Alberto Núñez Feijóo? Máis aló do seu pensamento individual, suponse que se exerce como presidente de todos non levará á práctica o que di para contentar aos máis radicais do seu partido. De ir por esa vía, estaría facendo historia cunha política curtopracista impropia de alguén que tamén dirixe un partido que se define como galeguista.

Os paradoxos do tempo quixeron que mentres Catalunya mesmo aposta estes días pola exhibición de películas en versión orixinal e pola paridade de copias, en catalán e castelán, das dobradas, en Galiza esteamos a ningunear a nosa propia lingua no seu conxunto, coma se un tesouro así nos parecese un trasto.

O autoodio dalgúns galegos existe, do mesmo xeito que existen galegofalantes que desprezan o idioma no que se comunican, ou galegos que só queren falar castelán, aos que o galego lles parece unha lingua de aldeáns incultos. Pero o feito de que existan e convivan con todos os demais non quere dicir que debamos rirlles enriba a graza. Menos aínda, que fagamos do galego unha fronte de guerra. En realidade, aos catro que se queren cargar o galego facéndose os finos, é moi fácil replicarlles: a xente guapa de Barcelona ?fina onde a haxa? fala catalán, cuxa presenza é, por outra banda, cada día máis notoria nas artes e nos medios de comunicación.

Nun país que ten o galego como lingua propia e no que, segundo o Estatuto, galego e castelán se equiparan en dereitos e deberes, parece surrealista o que estamos vendo, non xa a favor do castelán, que é unha lingua extraordinaria, senón en contra do galego.

Máis de dúas décadas de inmersión lingüística e case un cen por cento de coñecemento da lingua propia de Galiza non poden tirarse pola borda porque o digan catro señoritos de Vigo e Coruña.
A final de contas, a evolución da política lingüística deslizouse desde a inicial normalización de 1983 á maior proactividade do decreto do Goberno bipartito, que se Feijóo o leva por diante dará pé ao primeiro paso atrás da democracia na defensa do galego.

Coa normalización do galego, non se trata, en contra do que dixeron sectores do PP e Galicia Bilingüe, de aplicar unha política paternalista ou de impor a lingua na que temos que estudar ou falar. Trátase, con todos os respectos e toda a contundencia democrática, de ofrecer aos cidadáns e á propia lingua galega unha oportunidade que é súa. De todos. Porque, como xa dixo Castelao, podemos ser competentes en castelán e considerar o galego a lingua propia de Galiza.


Um artigo de José Luis Gómez.
Comentários (0) - Secçom: Língua - Publicado o 07-03-2009 15:22
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"Se aínda somos galegos é por obra e gracia do idioma"
(Castelao)


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