OUTRA VISIÓN


CONTRA O PENSAMENTO ÚNICO (Oficial ou alternativo)
Se repetimos unha mentira unha e outra vez, a xente terminará por crela.

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A Finlândia: o mito erótico de Galicia Bilingüe e do galeguismo
Artigo de Pablo Gamallo en Vieiros.com
A Finlândia: o mito erótico de Galicia Bilingüe e do galeguismo
Mesmo se é possível encontrar conflitos linguísticos análogos ao nosso em qualquer parte do mundo, vou-me centrar aqui na fantasia sexual de Galicia Bilíngüe (GB): o sistema educativo da Finlândia, número 1 do mundo segundo os últimos relatórios do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA), e paraíso miltoniano onde as mães e pais escolhem livremente a língua de instrução das crianças.

A Finlândia pertenceu ao reino da Suécia durante 700 anos, sendo o sueco a língua de prestígio durante todos esses anos. O finlandês começou a recuperar relevância a partir do ressurgimento nacionalista no século XIX. Na actualidade, são línguas oficiais o finlandês, língua materna do 92% da população e o sueco, língua materna do 5'6%. Os principais objectivos da política linguística do Estado são os seguintes: um de natureza ecolinguística, que consiste em respeitar e mimar a minoria suecófona para evitar a sua extinção, um outro de natureza psicolinguística, cujo intuito é conseguir que os estudantes tenham competências amplas em duas línguas (a materna e a outra oficial), e ainda um outro objectivo mais pragmático, que consiste em manter o sueco como língua oficial para aproximar a Finlândia do resto de países nórdicos, dado que o sueco é similar e inteligível com o dinamarquês e o norueguês, enquanto que o finlandês pertence a um grupo não-indoeuropeu mui afastado do resto de línguas do seu contexto geográfico. Graças ao estudo obrigatório do sueco, os estudantes teriam mais fácil a aprendizagem de outras línguas germânicas como o inglês ou o alemão. Para levar a cabo estes objectivos, o Estado está a pôr em prática as estratégias educativas que considera mais apropriadas. O modelo de ensino baseia-se nestas duas medidas: ensino obrigatório da língua sueca em primária e secundária para os alunos que tenham o finlandês como língua de instrução (ou imersão), e possibilidade de receber a instrução em sueco se hai suficiente demanda ou se o estudante mora num concelho considerado como bilingue ou monolingue em Sueco. Um concelho é bilingue se a língua minoritária atinge o 8% da população do concelho ou, no seu defeito, ultrapassa os 3.000 falantes em números absolutos. Por outro lado, é interessante constatar que o sueco falado na Finlândia está regulado polo Instituto de Investigação de Línguas de Finlândia. Este instituto ocupa-se, entre outras cousas, de reintegrar o sueco da Finlândia ao sueco da Suécia evitando empréstimos e decalques do finlandês.

Não é preciso fazer uma análise mui aprofundada para dar-se conta que a situação linguística da Finlândia é o sonho erótico de qualquer nacionalista galego: a língua própria, antigamente dominada, é quem domina numa situação equilibrada de claro monolinguismo social. Hai uma clara hegemonia social do finlandês. O mais irónico e morboso, no entanto, é o facto de o sueco ser ainda uma língua viva no território graças ao proteccionismo benfeitor do Estado que quer aproveitar essa situação para formar indivíduos bilingues e melhor preparados. Que galeguista não sonha com esta Arcádia feliz? Quem não sonha com um galego hegemónico na maioria do território e com o castelão em minoria, mas protegido, numa sociedade de indivíduos mais ou menos bilingues?

Aos olhos de muitos simpatizantes de GB, devemos estar perto de viver nesta Arcádia pois eles mesmos se identificam com os suecófonos da Finlândia, minoritários e em perigo de extinção. Ora bem, é bom diferenciar os adeptos integristas de GB da sua direcção, um pouco mais esperta e realista. O discurso oficial de GB assume que o castelão não está em perigo, o que está em perigo é a liberdade de escolha dos pais. Segundo os dirigentes desta associação, a estratégia do governo finlandês ao respeito do ensino é a mais ajeitada sempre que se aplique num território onde haja duas línguas em contacto. Consideram-na uma estratégia universalmente válida, independentemente do grau de dominação duma das línguas ao respeito da outra. Bom, reconheço que eu sinto certa ternura pola inocência infantil que mostra a direcção de GB ao respeito de temas sociolinguísticos. De facto, o mito erótico da Finlândia acabaria por esvaecer-se quando se dessem conta que qualquer finlandês falante desta língua nunca optaria pola estratégia vigente hoje no país se o finlandês fosse a língua minorizada. Neste caso hipotético, o principal objectivo glotopolítico do Estado não seria preservar o sueco, língua estrangeira dominante, senão mais bem estender desesperadamente a língua própria minorizada fazendo uso dum modelo básico de imersão (talvez com 2/3 horas de sueco à semana como na Catalunya, se fosse um governo 'cool'). É uma questão de simples supervivência. Nenhuma nação se suicida se já venceu o auto-ódio típico do ex-colonizado e conta com as armas políticas dum Estado próprio.

A Finlândia ainda dá para uma última analogia, a mais realista. Se seguimos a tendência do uso do galego desde hai 30 anos, constatamos que a situação actual da Finlândia é uma fotografia exacta da Galiza dentro de 50 ou 60 anos. Mas agora o 5'6% de suecófonos não são os falantes de castelão da nossa Arcádia sonhada, mais um pequeno reduto de intrépidos galegofalantes. Para que a analogia seja perfeita, nessa altura, o novo Instituto de Investigação de Línguas da Galiza (fusão do ILG e da AGAL) procurará desesperadamente reintegrar o galego falado na Galiza ao galego do Portugal e do Brasil.

Para quebrarmos a tendência apocalíptica que mostram friamente os gráficos e as estatísticas do uso do galego entre os mais novos, é preciso novas estratégias e, portanto, novos planos de normalização. Temos que assumir primeiro a realidade: por um lado, o galego já deixou de ser língua maioritária do país entre os menores de 65 anos e, por outro, a 'síndrome do colonizado' (auto-ódio) é ainda um sentimento mui generalizado. Nesta situação já mui precária, discutir se as matemáticas devem ou não impartir-se em galego (a única diferença significativa entre o decreto 1995 frente a decreto 2007) é improdutivo. O uso do galego vai seguir em linha descendente. Desde o meu ponto de vista, deveríamos assumir que, se mantemos os mesmos planos estratégicos, nunca conseguiremos frear o processo acelerado e irreversível de castelanização. Em poucos anos, os galegofalantes seremos um pequeno reduto dentro dum território dominado polo castelão e, tal como os suecos da Finlândia, precisaremos das mesmas medidas de protecção que estes desfrutam, nomeadamente o direito à imersão em galego no ensino.

E que estratégias se poderiam propor? Bem, antes de nada, é fundamental redefinir claramente os objectivos do galeguismo. Sem objectivos claros, não pode haver métodos de actuação eficientes. Penso que o Manifesto pola Hegemonia Social do Galego é um bom ponto de partida. O galego, como o finlandês na Finlândia, debe aspirar a ser língua hegemónica no nosso território. Não é nada novo, mas ultimamente os discursos glotopolíticos atrapalham-se entre bilinguismos harmónicos e patrimónios universais. Para atingir este objectivo, é fundamental analisar a realidade, propor planos estratégicos realistas e aplicá-los. Desde o meu ponto de vista, parece improdutivo manter uma estratégia de consensos sobre a língua baseiados em mínimos avances para a maioria. Um mínimo avance é, por exemplo, consensuar um 30, 40 ou 50% de matérias em galego em primária e secundária. Os acordos de 'mínimos' não permitem visualizar contextos de uso onde o galego seja hegemónico e, além de mais, facilitam o incumprimento sistemático das normas. São perfeitos para manter as velhas inercias dos que só buscam como adaptar-se às novas normas fazendo nada ou o mínimo imprescindível. Em fim, não ajudam a modificar os sentimentos negativos ao respeito da língua. Vejo mais útil propor estratégias baseadas em acordos de 'máximos' para uma minoria. São medidas mais radicais que colocam o galego em situação hegemónica, embora só se apliquem a grupos sociais reduzidos e mais ou menos ideologizados. Uma medida de máximos seria, por exemplo, permitir aos pais e mães optar pola imersão em galego das crianças no ensino obrigatório, com 2/3 horas semanais de língua espanhola.

Penso que esta medida específica pode ser mui produtiva. Primeiro, segundo os dados fornecidos pola consulta da actual Conselharia de Educação, é provável que haja entre um 20 e um 30% de pais e mães interessados nesta opção. Não é um mal começo. Trata-se duma minoria muito mais representativa do que o 5% de suecófonos da Finlândia. Segundo, como o número de professores no modelo de imersão em galego é menor, seria mais fácil melhorar o nível global da língua em que se impartem as matérias. Na actualidade, o galego empregado por parte do professorado é péssimo, problema do que se fala pouco mas que está a causar um grande desprestígio da nossa língua entre o alunado. O facto de termos um grupo reduzido e voluntarioso de professores em galego facilitaria a organização de cursos de formação com o objectivo de melhorar a língua das aulas e dos materiais didácticos. Terceiro, haveria por fim uma concorrência directa entre o ensino em galego e o ensino em castelão, o que permitiria medir o grau de aquisição das duas línguas por parte do alunado em cada um dos dous modelos. Nestes momentos, sabemos que a imersão na língua minorizada é o único modelo onde se assegura que, ao final do período escolar, os alunos tenham competências avançadas nas duas línguas em contacto. A prova: os alunos do modelo D (só éuscaro) no País Basco são os únicos que conseguem notas razoáveis em éuscaro sem baixar da média nacional em castelão. Resultados semelhantes no modelo catalão não fam mais que confirmar a hipótese de partida. Quarto, à diferença do sueco da Finlândia, o galego da Galiza é a língua própria do país, portanto, a percentagem inicial de alunos em imersão poderia (e deveria) ir crescendo a medida que a sociedade fosse interiorizando que o modelo em galego é o mais rendível em termos de qualidade docente, aprendizagem de conteúdos e aquisição de conhecimentos multilingues. Por último, é importante sublinhar que a separação dos alunos em função da língua de instrução não acarreta uma ruptura social em dous blocos linguísticos. Sendo o galego e o castelão duas línguas mui próximas, toda a povoação continuaria a ter, como mínimo, um conhecimento passivo do galego, mesmo nos núcleos urbanos mais castelanizados. De facto, não haveria uma mudança qualitativa ao respeito da situação actual, já que existem muitas escolas em contextos urbanos e na periferia das cidades que, incumprindo os acordos de mínimos, só utilizam o galego de maneira residual.

É certo que a estratégia proposta coincide em muitos aspectos com a de GB, mas esta coincidência deve ser percebida como uma oportunidade e não como uma eiva. Também coincide na percepção mitológica da Finlândia. Mas este mito é visto de duas maneiras bem diferentes. Para GB, a Finlândia representa o mito da liberdade de escolha da língua de instrução. Para os galeguistas, a Finlândia é a fantasia mais morbosa que se pode imaginar: uma Galiza em galego, mas com galegos bilingues e com uma pequena minoria protegida de simpáticos e inofensivos castelão-falantes.
Comentarios (1) - Categoría: Galiza - Publicado o 01-09-2009 18:21
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Galescolas, escoliñas, ou o que puido ser
Galescolas, escoliñas, ou o que puido ser
MANOEL SANTOS


Sería de cínicos non recoñecer os dous grandes avances que supuxeron as galescolas creadas polo bordo nacionalista do bipartito no seu efémero pasar polo poder galaico. Por unha banda, o incremento de prazas de educación infantil -unha eiva social e económica para moitas familias- foi realmente espectacular, e probabelmente non se tería dado se as escolas infantís fosen competencia de Educación no canto do polémico Consorcio, por canto para o BNG eran unha prioridade e para o PSdeG non.

Pola outra banda, a presenza do galego na educación dos pícaros e pícaras era unha materia pendente e un acto de xustiza, quer co país, quer cos moitos pais e nais que nos vemos totalmente incapaces de transmitirlles -sobre todo nos primeiros anos- a nosa lingua aos nosos fillos e fillas, pois a españolización da sociedade galega, e xa que logo da contorna educativa, é absolutamente abafante, inxusta e indignante.

Dito isto, confeso tamén que sempre fun moi crítico co modelo de escolas infantís de Quintana, pero máis que polo que fixo, polo que deixou de facer.

Primeiramente, nunca concordei co nome de galescolas. Sendo obvio que o termo procedía lexitimamente das palabras "galega" ou "Galiza" e "escola", era máis que evidente a carga simbólica do seu parecido ao de "ikastolas", cuestión que, amais de amosar pouca imaxinación, serviulle de arma política a un PP botado ao monte na súa cruel e, esta si terribelmente ideolóxica, campaña desgaleguizadora no "noroeste de España". E facer de menos á dereita supón perder o partido. Na nosa lingua atopamos vocabulario dabondo para definir as escolas infantís con só mirar ao Brasil, que por lóxica e historia mantén moitas esencias da lingua nosa. Alí son, simplemente, escolinhas.

En segundo lugar, e partindo da base de que a prioridade é fornecer de prazas de educación infantil de balde a quen máis as precisa, o esforzo na creación das galescolas deixounos a moitos galegofalantes desleixados.

Por primeira vez tiñamos a esperanza de educar os nosos cativos e cativas en galego. Mais quen -por sorte- tiñamos ingresos familiares que superaban os requisitos para acceder ás prazas públicas de infantil, ficamos fóra e, polo tanto, condenados a seguir a pagar 250 ou 300 euros mensuais en escolas infantís privadas, todas con ausencia absoluta do galego.

Paraxodalmente, as escolas infantís en galego enchéronse de nenos e nenas cuxos pais e nais non tiñan a máis mínima intención de educalos nesa lingua, e un bo número de nenos e nenas cuxos pais querían educalos en galego seguiron a ateigar "las guarderías".

Deste xeito, o BNG cumpriu coa prioridade de dotar Galiza de máis prazas de educación infantil, é certo, mais fracasou -cando menos en parte- na de galeguizar a educación infantil, porque nunca pensou na dobre misión de crear prazas de balde para quen máis as necesita e outras concertadas -ou públicas de pagamento- para quen, tendo ingresos abondos, nos vemos privados do dereito a educarmos os nosos na lingua que, pese a quen pese, falamos acotío.
Comentarios (0) - Categoría: Galiza - Publicado o 23-08-2009 18:43
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O coche de Feijoo
Comentarios (0) - Categoría: Galiza - Publicado o 02-07-2009 02:37
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A derrota militar dos Támis do Sri Lanka. Por Vitor Martíns
A derrota militar dos Támis do Sri Lanka
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Vitor Martins informa sobre este tema de raivosa actualidade.

http://outraesquerda.blogspot.com

No Sri Lanka, a antiga Ceilám batizada polos portugueses, a maioria cingalesa de religiom budista, hegemónica após a independencia de 1948, discriminou à minoria támil, uns 3 milhons de pessoas, de religiom hinduista, tanto aos nativos como aos Támis importados como colonos polos británicos do sul dravídico indiano no século XIX para trabalhar as plantações en regime de semiescravidom.

A imposiçom do nacionalismo populista cingalês budista na Constituiçom de 1972 provocou o nascimento de um nacionalismo radical támil, que alentou a formaçom desde 1975 de vários grupos armados, sendo o mais importante deles o dos Tigres do Támil. A polarizaçom étnica que seguiu deu lugar a umha guerra em 1983 que, trás 25 anos e causar 70.000 mortos, chegou ao seu fim o passado 17 de Maio.
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[Figuras referenciadas ao final da postagem]
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Sri Lanka, é umha ilha situada frente às costas indianas surorientais com umha populaçom de 19 milhões de habitantes, dos quais 74% som Cingaleses e 18% Támis (13% nativos e 5% trasladados polos británicos do sul da Índia). Os Támis, de fala dravídica e religiom hinduista, moram nas províncias do norte ?a península de Jaffna- e do Leste, onde conformam, respectivamente, o 98% e o 45% da populaçom. Os Cingaleses, de língua sánscrita e religiom budista, moram nas sete províncias restantes, conhecido como o Sul. Existem também minorias de Mouros e Malaios (50.000), e grupos religiosos mussulmanos (7%) e cristaos (8%).

A parte costeira de Ceilám foi ocupada desde o século XVI por sucessivos colonizadores europeus, Portugueses, Holandeses e, desde 1796, Ingleses. No interior da ilha existiu um reino cingalês que manteve a sua independência até 1815. O Império británico implantou na ilha umha economia colonial de monocultivo baseada exploraçom dos recursos naturais (café, chá, coco e cauchu). Para isto necessitou importar mao-de-obra semiescrava do sul do subcontinente indiano (da zona onde hoje se acha o Estado de Támil Nadu e com 66 milhões de habitantes).

Sri Lanka obtivo a sua independência em 1948, trás a da Índia. A sua Constituiçom, a foi a dum Estado centralizado segundo o modelo británico. A língua cingalesa é tratada como a única oficial do país e estabeleceu-se um sistema de checks and balances polo que o Parlamento mantinha umha proporçom de 3 a 2 entre os eleitos Cingaleses e as minorias e umha cláusula constitucional salvaguardava os seus direitos étnicos.


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O Partido Nacional Unido (UNP), representante dos Cingaleses anglófilos e conservadores ganhou as eleições. A pressom dos camponeses Cingaleses da montanha impom umha lei de 1949 que exclui da cidadania e do voto os Támis trazidos como colonos da Índia. Em 1952 os Támis do UNP constituem um partido federalista. A Frente Popular Unida esquerdista de Bandaranaike, ganhou as eleições de 1956, mas a força social que predominava na coaligaçom era a Frente Unida dos Monges, que fez do nacionalismo budista a nova ideologia dominante e conseguiu que o singalês fosse declarado única língua oficial do Estado. Bandaranaike tentou pactuar umha soluçom com os federalistas Támis mas foi assassinado em 1959 por um monge budista. Porém, quando a sua viúva acedeu ao poder em 1960 a sua política procurou a resurreiçom da «grande cultura cingalesa». Em 1965 UNP ganha as eleições graças a umha coaligaçom na que faziam parte os federalistas támis, mas as suas reivindicações forom desouvidas mais umha vez. Ao volver a viúva Bandaranaike ao poder e sob a pressom dumha Frente de Libertaçom Nacional cingalesa que se levantou em armas, promulgou-se em 1972 umha constituiçom republicana que impuxo brutalmente o domínio da maioria budista e cingalesa.


Os Támis, em consequência, começarom a reclamar a partir de 1972 um Estado independente. Emergeu no seu seio umha liderança solidamente implantada na península de Jaffna, de extracçom mais popular e antiociental que o antigo federalismo. O novo nacionalismo támil, inspirado nos modelos palestiniano e vietnamita, pôs em prática a luta armada para conseguir o controlo do território que habitava. Forom surgindo assim distintos grupos que atacavam forças de segurança e colaboracionistas. O grupo mais forte foi o dos Tigres da Libertaçom do Támil Eelam (LTTE), criado em 1975 e dirigido por Velupillai Prabhakaran, que acabou por se impor nos oitenta.


As eleições de 1977 polarizarom-se entre a UNP, que aglutinou o conjunto do nacionalismo cingalês e a Frente Unida de Libertaçom do Támil, que conseguiu os doze escanos da província do Norte e quatro dos doze da do Leste, convertendo-se no maior partido da oposiçom da ilha. As tentativas do governo de negociar com os Támis moderados para os afastar radicais nom derom fruto. Para sufocar a insurreiçom do Norte, reformou-se a Constituiçom de 1978 em sentido presidencialista, aprovou-se em 1979 um Acta de Prevençom do Terrorismo e enviou-se o Exército aos territórios sublevados, mentres que os Támis que viviam no Sul eram objecto de umha crescente violência social.

O conflito étnico converteu-se assim em guerra, trás um atentado no que os Tigres abaterom em Julho de 1983 a treze soldados. A populaçom cingalesa voltou-se no Sul contra todos os Támis que toparom, massacrando a milhares deles e forçando a fugida de outros 90.000 ao Estado indiano de Támil Nadu. Os campos de refugiados dos arredores de Madrás converterom-se em ninhos onde os grupos támis recrutavam os seus combatentes (que chegariam a 6000). Após umha tentativa de reuniom em 1984 dos cinco grupos mais importantes, os Tigres acabarom por se impor polo expeditivo método de dar morte aos quatro rivais da Organizaçom Popular e Libertaçom de Eelam Támil (PLOTE), Organizaçom de Libertaçom de Îlam Tamil (TELO), a Frente de Libertaçom Revolucionaria Popular de Îlam (EPLRF) e do EPDP. Nom lhes custou muito apoderar-se da zona da península de Jaffna.

Em Julho de 1987 o exército do Sri Lanka lança a primeira operaçom militar no seu próprio solo desde a independência do país com o objectivo de expulsar os simpatizantes dos Tigres do Támil de Jaffna, onde viviam 750.000 pessoas assediadas polo Exército e bombardeadas pola aviaçom, sem subministros e com umha taxa de desemprego do 40%.

A solidariedade que esta situaçom despertou no sul da Índia, que conhecia à sua vez um movimento nacionalista dravídico, acabou envolvendo o Governo indiano no conflito, fazendo de mediador para conseguir a abertura de negociações entre as duas partes, primeiro em Thimpo (Bhutám), e porfim em Colombo, a capital de Sri Lanka. Fruto indirecto destes encontros foi o Acordo Indo-Lanka de 1987, polo que o governo cingalês se comprometeu a criar uns Conselhos Provinciais que conferiam certos poderes a todas as províncias da ilha, e nom só às Támis, o que se supunha resolveria o conflito. A Índia comprometia-se a enviar a Sri Lanka umha força militar de paz duns 45.000 homens que supervisaria o cumprimento do Acordo e desarmaria os grupos támis.

O Acordo, que com todas as suas limitações dava forma institucional por vez primeira ao carácter multiétnico e plurinacional da ilha, foi aceitado ao princípio pola oposiçom cingalesa e polos Tigres do Támil, que respeitarom durante certo tempo um cessar-fogo embora nom se implicassem nas eleições derivadas dele. Estas celebrarom-se no sul cingalês em Abril de 1988, e no Norte e Leste támis em Novembro desse ano, com presença indiana. Aqui, a Frente Revolucionária do Povo de Eelam ganhou-as amplamente.

Ao cabo de ano e meio os Conselhos Provinciais criticarom as limitações legais derivadas dumha emenda constitucional que devolvia ao Governo central competências que foram outorgadas em matéria de ordenamento rural, polícia, segurança, educaçom e administraçom pública. Aliás, as tropas indianas de paz pronto se converterom em forças repressivas. O governo de Sri Lanka pediu em 1989 a retirada das forças indianas e iniciou novas negociações com os Tigres. Os Conselhos Provinciais do Norte e Leste proclamarom pola sua parte o Estado Támil independente, polo que forom dissolvidos.


Em Março de 1990, dous meses depois da retirada indiana, as negociações romperom, reanudando-se no Norte umha guerra a grande escala. Os Tigres, aos que se atribuiu o assassinato em atentado do ex-presidente indiano Rajiv Gandhi em 1991 derom morte ao presidente de Sri Lanka Premadas em 1993. Kumaratunga, viúva dum líder da Frente Popular abatido polos Tigres em 1988 e filha do assassinado Bandaranaike, ganhou as eleições em Novembro de 1994 contra outra viúva, cujo marido, líder do UNP Disanayake, acabava de ser assassinado em atentado um mês antes.


Contrariamente ao UNP, o programa da Frente Popular contemplava reiniciar as negociações de paz com os Támis, rotas em 1990, a fim de relançar e melhorar o projecto que convertera a Sri Lanka numha uniom de províncias autónomas dotadas dum alto grau de autonomia nos oitentas. Mas o cessar -fogo acordado polos tigres em Janeiro de 1995 foi roto quatro meses mais tarde ao exigir-lhes o desarmamento como condiçom para iniciar as conversas de paz. A ofensiva lançada polo exército do Sri Lanka em Outubro de 1995 culminou em Dezembro de 1996 com a tomada do quartel geral támil na península de Jaffna.

Em 30 de Janeiro de 1996 um sangrento atentado dos Tigres num banco de Colombo causava um centenar de mortos. Em Julho, os Támis, que ao ser expulsos de Jaffna se atrincheiraram na selva, atacarom umha base militar causando mil baixas ao exército do Sri Lanka. A ofensiva terrestre, aérea e naval lançada polo governo contra o quartel geral dos Tigres em Killinochi nom acabou com a sua resistência.

Em Maio de 1997, 20 mil soldados governamentais nom dá organizado umha linha de fornecimento cara Jaffna através da zona de Vanni controlada polos LTTE. Nestas operações a populaçom civil é habitualmente assassinada en cada lado.


Em Março de 1999 durante a Operaçom Rana Gosa o exército cingalês invade o distrito de Vanni polo Sul, conquista vários territórios, mas nom consegue derrotar os Tigres na regiom. Em resposta, estes lançam umha ofensiva com a Operaçom «Ondas Incessantes», retomando os territórios ainda ocupados polo exército.


Em Abril de 2000 os Tigres lançam umha nova ofensiva em direcçom ao norte e atacam a Passagem dos Elefantes onde se reagrupam 17.000 soldados cingaleses. Em 22 de Abril tomam o controle desta zona estratégica que corta a península de Jaffna do distrito de Vanni desde 17 anos.

Os Tigres instauram unilateralmente um cessar-fogo em Dezembro de 2000. Em Abril de 2001 o exército governamental lança a operaçom Agni Khiela tentando retomar, sem sucesso, o sul da península de Jaffna.

Após vários anos de guerra civil e de embargo económico na parte norte da ilha, o país entra entre 2002-2005 num período conhecido como «pós-conflito». Os Tigres, que controlam a costa oeste da ilha e una zona circunscrita no norte, moderam as suas exigências e procuram umha autonomia económica e política no seio do Estado cingalês, declarando que a luta militar nom é um bom método para atingir os seus objectivos. No fundo, após os atentados terroristas de 11 de Setembro nos Estados Unidos, acha-se o receio dum possível apoio internacional para o exército do Sri Lanka, ou mesmo sobre um possível ataque internacional.

Aliás, a poderosa guerrilha Támil é umha das poucas que conta com umha marinha de guerra (Tigres Marinhos), com capacidade de levar a cabo batalhas navais para controlar as vias e aprovisionamento da ilha. Igualmente, umha unidade chamada Tigres Negros é a encarregada de organizar atentados suicidas contra as forças regulares. Desde 1987, ano do seu primeiro ataque suicida, esta unidade realizou mais que qualuqer outra organizaçom no mundo. As táticas usadas polos tigres do Támil resultarom na sua classificaçom como organizaçom terrorista nos EE.UU., no Brasil, na Austrália, na UE e no Canadá.

Para retomar a iniciativa o governo cingalês aumenta o orçamento da defesa (5% do PNB) e os efectivos do seu exército (aumento do 500% entre 1985-2005). Nestas condições em 2005 o exército do Sri Lanka rompe a trégua desistindo ao cessar-fogo em repetidas ocasiões. Em 2008 a coaligaçom de governo central na Índia, integrada pola primeira vez polo partido pró-támil, viu-se abalada pos protestos baseados no nacionalismo támil, para que começasse a apoiar os támis de Sri Lanka e do qual se esperava mais apoio indiano para com os támis no Sri Lanka. Todos os partidos támil do Estado indiano do Támil Nadu exigirom o cessar-fogo imediato. Como contrapartida, os támis do Sri Lanka acusam o próprio povo támil indiano de apoiar os Cingaleses.


As sucessivas ofensivas governamentais desde 2007 fam recuar o território controlado polos independentistas támis. A partir de Novembro de 2008 o exército cingalês começou umha ofensiva indiscriminada sem precedentes que consegue, a partir de Janeiro-Fevereiro de 2009, ocupar todas as cidades controladas polos Tigres támis, incluída Kilinochchi, a «capital» rebelde. Os Tigres, que começam a recuar em larga escala, solicitam um cessar-o-fogo que é rejeitado polo governo.

Em 25 de Abril de 2009 os independentistas ficam confinados numha zona de 48km2 rodeados polo exército cingalês, mas a presença de mais de 50.000 civis complicam a situaçom humanitária. E, 16 de Maio os Tigres perdem o seu acceso ao mar, vital para o seu fornecimento. O dia 17 os independentistas támis anunciam o fim dos combates e a deposiçom de armas. Mais de 250 dirigentes e quadros dos Tigres som abatidos nos últimos combates nas praias de Mullaitivu. Em 18 de Maio as autoridades cingalesas anunciam a morte de Velupillai Prabhakaran, dirigente histórico dos Tigres. O governo de Sri Lanka declara a derrota militar final dos Tigres do Támil.

Segundo as Nações Unidas, o último ataque governamental causou o desalojamento de 265.000 pessoas em campos de refugiados, a morte de mais de 6.500 civis e 14.000 feridos.


BIBLIOGRAFIA

«Juego de espejos: conflictos nacionales centro-periferia». F. Letamendia. Edit. Trotta (1997)

MAPAS
FIGURA 1
Percentagem de Támis por distrito segundo os recenseamentos de 2001.

FIGURA 2
Situaçom em Dezembro de 2005. Em vermelho, zonas controladas polos Tigres. Em laranja, zonas controladas polo governo com áreas controladas polos Tigres. Em amarelos, zonas controladas polo governo e reivindicadas polos Tigres para um Estado támil independente.


FIGURA 3
Situaçom territorial em Julho de 2007.

FIGURA 4
Zona reivindicada (em verde) polos Tigres támis e território controlado de facto (limites aproximados em amarelo) no momento do lançamento da ofensiva governamental de 2008-2009.
Publicado no blog OUTRA ESQUERDA
Comentarios (0) - Categoría: Galiza - Publicado o 02-06-2009 20:50
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Las voces bajas de la historia
El crítico Xesús González edita las cartas de su padre, superviviente de Mauthausen
DANIEL SALGADO - Santiago - 31/05/2009
Albino González González remite su primera carta tras sobrevivir a cinco años en el campo de exterminio de Mauthausen. "Después de cuatro años te escribo estas líneas, para que sepas solamente que aún vivo, y que vivo pensando en ti", escribe, "en la lucha tan larga y dura que se me ha impuesto para vivir, no he olvidado, por ello, el recuerdo de un ser que me ha sido siempre querido". Era el 6 de agosto de 1945 y la destinataria, María Gómez Torres, "mi inolvidable Marujita", no sabía de Albino desde 1939, cuando fue internado en Argelés, al sur de Francia. El hijo de ambos, Xesús González Gómez, acaba de recoger en el volumen Cartas a la novia (Edicions Documenta Balear, 2008) 26 muestras de aquella correspondencia.

"Estas cartas", argumenta González Gómez, crítico literario, traductor y escritor, "revelan una resistencia moral y física al fascismo que no aparece en los libros de historia". González Gómez habla, con la misma expresión que utilizó en su día para la novela Os libros arden mal, de "las voces bajas" del siglo. No son misivas de lucha, no declaran resentimiento ni necesidad de reorganizar las fuerzas, sino que reflejan al individuo zarandeado y superviviente, el hombre que sale del infierno nazi con 30 años y 36 kilos de peso.

Albino González había nacido en Moles, comarca de Valdeorras, en 1915. El alzamiento fascista de julio del 36 lo cogió en San Sebastián y lo llevó al ejército republicano. Capitán, comandante, teniente coronel y, ya con el Ejército Popular constituido, comisario político, González lo fue casi todo en defensa de la II República. Y también en aquel tiempo de guerra conoció a María Gómez Torres, la que diez años más tarde se convertiría en su esposa y madre de Xesús González Gómez.

"Desde Argelés [el campo de concentración donde el Gobierno francés recluyó a parte de los republicanos españoles exiliados en 1939] escribió algunas cartas, enviadas a través de la Cruz Roja; mi madre las quemó", recuerda. Del inhóspito lugar que las democracias europeas reservaron a los perdedores de la Guerra Civil, González González pasó a la resistencia francesa. Pero en julio del 40, París caía bajo la bota nazi, y en agosto las divisiones alemanas atrapaban al combatiente de Valdeorras. Junto a más de 7.000 españoles -los historiadores cifran en un 2% el porcentaje de gallegos-, Albino pasará cinco años en Mauthausen. Los tenues indicios de organización de los presos contarán con su experiencia. "Llegó a ser algo así como responsable de barracón", apunta el hijo.

"Las últimas noticias que recibió mi madre datan de los primeros meses en Mauthausen". La comunicación se corta y hasta la liberación de Francia, la pareja pierde todo contacto. "Pienso que te extrañará mucho recibir esta misiva mía tan tardía, pero la primera por la posibilidad", comienza la primera carta de Albino remitida desde Francia. La respuesta de Marujita revela que ella "ha respetado" la ausencia. A los dos años, ya se habían casado: Vivían en A Rúa.

Albino González ya no volvió a la política activa. Y aunque esta correspondencia deja entrever la dureza de la época, él no entra en contacto con la clandestinidad. "Sin embargo, el primer 14 de abril [aniversario de la proclamación de la República] que pasa en Galicia, la Guardia Civil lo mete en el cuartelillo", explica Xesús González. La sombra del pasado no se apartaba de un Albino que reconstruyó su vida como empresario del chocolate, asociado con quien se convertiría en presidente de la Preautonomía, José Quiroga. En 1966, emigró con su familia a Barcelona.

"Nunca me habló directamente de Mauthausen", apunta el hijo, que conoció la historia por su madre. "Cuando todavía vivíamos en A Rúa", rememora, "estaban levantando un embalse con técnicos franceses; mi padre hablaba con ellos en francés y yo iba entendiendo". El comisario político y preso de Mauthausen, que pasó los últimos días de su vida reclamando indemnización de los Estados alemán y español (sólo atendió Alemania), murió en Castellón en 1981.

Comentarios (0) - Categoría: Galiza - Publicado o 31-05-2009 13:37
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En defensa da lingua propia

Arredor de 40.000 persoas recuperan o espírito das mobilizacións contra a marea negra do "Prestige" para rexeitar a política lingüística do Partido Popular "O galego une", un dos lemas que usa a Mesa pola Normalización Lingüística nas súas campañas, foi onte máis certo ca nunca na manifestación que concentrou en Compostela miles de persoas para rexeitar o desregulamento do idioma propio do país proposto polo goberno do Partido Popular (PP). A manifestación, convocada pola Mesa e apoiada por 600 colectivos, converteuse na máis multitudinaria en Galicia desde as marchas pola marea negra do Prestige no 2002 e nun fito histórico das mobilizacións para a defensa do galego, advertencia clara ao presidente Alberto Núñez Feijóo de que a conflito lingüístico aberto polo seu partido na pasada campaña electoral pode ser só o comeza dun incendio que sacuda a lexislatura. Nin o frío nin as continuas chaparradas impediron que arredor de 40.000 persoas marchasen durante case tres horas polas rúas da cidade desbordando as máis optimistas previsións dos organizadores. De feito, a Praza da Quintana, onde concluía o percorrido, tivo que ser baleirada dúas veces para dar cabida a todos os asistentes, repetindo en cada ocasión a lectura do manifesto. Gaitas, pandeiretas ou caracolas acompañaron a manifestación nun espectáculo onde non só se vían as pancartas de partidos como o BNG, sindicatos como a CIG ou a CUT ou organizacións como Galiza Nova. Máis alá das bandeiras coa estrela vermella, o que había eran carteis con enormes corazóns, familias enteiras berrando "En Galicia, en galego!" e manifestantes sen unha adscrición política concreta que fan pensar no rexurdir do movemento social xestado a finais dos anos noventa e elevado ao rango de fenómeno de masas con Nunca Máis. Nun dos seus discursos máis incisivos e enxeñosos, o presidente da Mesa, Carlos Callón, arremeteu especialmente contra Núñez Feijóo e a súa tese recente de que el defendería a linguas dos que pretenden apropiarse dela, en alusión ao nacionalismo galego. "Que se apropie o seu goberno", escenificou Callón sobre o estaribel, "que se apropie a conselleira de Sanidade, analfabeta en galego. Que se apropie o consell eiro de Economía, Javier Guerra, analfabeto en galego tamén. Que se apropie a conselleira do Mar, Rosa Quintana, que quixo xurar o seu cargo en castelán, como se fose tan difícil aprender dúas frases en galego". Callón tamén criticou o conselleiro de Cultura -"exhibe moito curriculum cosmopolita pero non ten vergonza de dicir que a cultura galega está moi ben, pero é limitada"- e a "demagoxia e manipulación" do Goberno do PP. "As persoas que falamos en galego tamén temos dereitos civís" e "o feito de gañar as elección non fai que as mentiras se convertan en verdade". Desde esta prespectiva, o presidente da Mesa advertiulle a Feijóo que "non conten con ningún consenso para reducir a nosa lingua". O acto concluíu coa lectura do manifesto en defensa do galego "impulsado por 30 personalidades" en xuño de 2008 e que conta xa "con máis de 20.000 apoios individuais e de 600 entidades sociais, deportivas e culturais".
Durante a súa lectura -que se realizou en dúas ocasións- as escritoras Teresa Moure e Yolanda Castaño pediron "igualdade de dereitos entre galego e castelán". Pola súa banda, Avelino Pousa Antelo e Nemesio Barxa recordaron que o Consello de Europa advertiu que en Galicia "non se aplican os tratados internacionais para promocionar a lingua no ensino ou os servizos públicos" e que lle corresponde ó pobo galego definir a súa política lingüística a través das institucións". O portavoz nacional do BNG, Guillerme Vázquez, deputados deste partido como Teresa Táboas ou Carlos Aimerich, escritores como Bernardino Graña, Cesáreo Sánchez e Manuel Rivas, militantes socialistas como Mercedes Rosón, o patriarca nacionalista Xosé Manuel Beiras, o cineasta Antón Reixa ou a académica Margarita Ledo -que prefriu Compostela a Láncara, sede da sesión extraordinaria da RAG- son algúns dos nomes que acompañaron desde distintos ámbitos aos manifestantes."Unha lingua", díxolles Manuel Rivas aos periodistas, "só nace unha vez. É un don marabilloso que pertence ao mundo" e "aínda que existan 5.000 non chegan". Son, engadiu, como "6.000 ríos ou 6.000 bosques, que sempre parecerán poucos". E o mesmo que cómpre defender a natureza, a defensa do galego é "unha obriga" porque o benestar da lingua "está asociada ao benestar xeral".

REACCIÓNS A "desconfianza" de Feijóo O presidente da Xunta de Galicia, Alberto Núñez Feijoó, expresou onte a súa "desconfianza" cara a "aqueles que queren apropiarse do que é de todos", en referencia ás 40.000 persoas que onte se manifestaron en Compostela en defensa do galego. "Creo que tódalas manifestacións en democracia son lexítimas. Se hai un partido político e outras organizacións afíns que queren manifestarse, só podemos expresar ou noso absoluto respecto. Defender o galego dende a liberdade e promocionar a lingua galega dende o bilingüismo cordial é a posición maioritaria na que conflúe a sociedade galega e na que está instalado o Goberno da Xunta", dixo. "O galego", engadiu, "é de todos, non ten siglas e é un idioma oficial en Galicia, xunto co español". Na mesma liña, garantiu que a Xunta "protexerá" e "promocionará" este idioma.
Comentarios (0) - Categoría: Galiza - Publicado o 18-05-2009 10:31
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Carte Aberta de Camilo Nogueira
"Quero mostrar o meu total desacordo con a decisión tomada, a instancia de CiU, pola Comisión Executiva en funcións do BNG, e depois polo Consello Nacional, sobre a renuncia ao escano de deputado que me pertence. Creo que tomaron unha decisión moi prexudicial para Galiza e o que nela representa o nacionalismo galego. Perante a posibilidade de estar como BNG no Parlamento Europeu no remate desta lexislatura a Comisión Executiva aceitou decontado as posicións de Converxencia e Unió, a mesma que contra os nosos intereses acababa de romper o pacto Galeusca que outorgaba a Galiza a terceira posición na candidatura das eleicións europeas. A negativa Carta de CiU nen siquer foi apresentada na reunión da Comisión Executiva que tomou a decisión favorábel a organización catalá.
Coido tamén, e teño abondas razóns obxectivas para facelo, así que na decisión tomada e na forma de facelo influi determinantemente o feito de que defendo e partillo con compañeiras e compañeiros no BNG, e con muita xente da nación, ideas diferentes ás da maioría actual na direción da organización.

Ainda así, teño a intención de renunciar a acta de deputado no Parlamento Europeu.?

1.-?Demitido o deputado Ignasi Guardáns (depois de serlle negada por CIU a posibilidade de apresentarse de novo nas eleicións europeas e como consecuencia de incorporarse a un cargo no Ministerio de Cultura do Governo do Estado) correspóndeme legalmente substituilo por ocupar a terceira posición como candidato do BNG, logo do deputado do PNV Josu Ortuondo. A pasada semana o Parlamento Europeu debe principiar o proceso de substituición para ser trasladado á Xunta Eleitoral Central do Estado Español, organismo que comprobada a lista apresentada debe dar resposta á Camara europea.

2.-A ocupación do escano non sería debida a ningunha ilexítima pretensión pola miña parte, como deu a entender a Comisión Executiva, nen sería un simples produto da miña vontade, senón a consecuencia legal da posición mantida na lista conxunta. Sería en todo o caso coerente co Pacto de Coalición Eleitoral de Galeusca, que asinamos os candidatos.

4.- Teño a convición de que a entrada do BNG ao final da lexislatura tería un carácter simbólico beneficioso para o nacionalismo na campaña eleitoral que se aviciña.

5.-Mais, depois de receber unha Carta de Convergencia i Unió na que demandaba a miña renuncia, dirixentes do BNG aceitaron decontado as posicións da mesma organización catalá que acababa de romper o pacto Galeusca no que BNG ocupaba o terceiro lugar nas listas eleitorais.

6.-A Carta de CiU non foi posta en coñecimento dos membros da Comisión Executiva que, celebrada o 22 de abril, tomou estrañamente unha decisión favorábel a esa organización e contraria aos intereses do BNG. A maioría dos membros da Comisión Executiva, e todos no sentido formal, ignoraban o contido concreto da Carta. Afectado directamente, eu tamén o descoñecía. Pasaron dous días até que o 24 de Abril me fixeron chegar a nota que enviaran aos medios de comunicación e os documentos que pretendían xustificar a renuncia pedida por CiU.

7.-A Carta tampouco foi apresentada como tal ante o Consello Nacional do sábado 25 de Abril, cuxo contido foi dado a coñecer por min nese acto. Membros da Comisión Executiva tiveron noticia por esta vía do contido exacto da mesma.

8-Depois de manter o silencio posíbel, defendin a miña postura perante o Consello Nacional, o orgao ao que lle corresponden as decisións políticas depois da dimisión da Comisión Executiva a consecuencia do fracaso nas eleicións galegas. Dixen que os termos e os argumentos da Carta refletían moi discutíbeis intereses de CiU, que non respeitaban o sentido do Pacto de Coalición e eran contraditorios cos intereses do BNG.

9.-Depois de facer apelación ao Pacto da Coalición Eleitoral, e en particular a Norma Oitava do mesmo, a Carta de CiU reclamaba que ?o candidato Camilo Nogueira, do BNG, presente a súa renuncia a tomar posesión da súa acta de eurodeputado?. Non a pedían, surpreendentemente en favor do cuarto candidato, de Unió Democrática, que parece estar separado de CiU, senón do quinto militante de Convergencia, o outro partido da federación CiU. Agregaban que reclamaban a renuncia ?tamén para evitar alteracións laborais na equipa de asesores a cargo de CiU?, engadindo: ?trátase tan solo de manter a continuidade da equipa até o mes de xullo, data en que tomarán posesión os novos deputados?, asunto que podía arregrarse sen renunciar aos intereses galegos e do BNG outorgándolle a CiU o direito a receber a asignación para secretariado proporcionado polo Parlamento.

10.-En todo o caso, a cuestión central reférese á interpretación daquela Norma oitava do Pacto de Coalición, referente á substitución no caso de ?falecimento, incapacidade ou renuncia de un deputado?. A Norma di que nese caso ?os partidos integrantes da Coalición se comprometen a posibilitar o acceso á condición de Deputado a outro candidato pertencente á mesma formación política que o que causa baixa, para respeitar a proporcionalidade que saia das urnas?, rematando con unha frase referente a que os partidos se comprometen a por esta circunstancia en coñecimento de todos os integrantes da candidatura, chamamento este que pertencente ao Protocolo global da Coalición que asinamos os candidatos e debemos respeitar.

11.- Contra a decisión tomada pola Comisión Executiva do BNG, tan prexudical para Galiza e o nacionalismo galego, defendín no Consello Nacional que esa ?proporcionalidade saida das urnas? está máis que respeitada tendo en conta que CiU tivo o escano cinco anos, entanto que o BNG non o ocuparía máis que un mes até o momento das eleicións e outro máis até a toma de posesión dos novos deputados. Non se trataría, pois, de no cumprir os acordos con CiU e o PNV, ou de non respeitar a literalidade dos acordos, como pretendeu a Comisión Executiva, senón de consideralos desde o ponto de vista galego, utilizando unha argumentación máis correcta, racional e xusta.

12.-Débese lembrar que, contra os argumentos difundidos pola Comisión Executiva en funcións esa cláusula non se refere para nada a acordo de non rotación contemplado no Pacto de Coalición, senón a unha situación sobrevinda que, obviamente, se pode dar tanto se existe o acordo de rotación como se non.

13.-Non está en demais recordar de novo que foi a organización catalá a que, negándolle a última hora ao BNG o terceiro posto nunha coalición posíbel para a próxima lexislatura europea, obrigouno a procurar outra alianza.

14.-Por estes motivos, ante o Consello Nacional reclamei a reconsideración da posición da Comisión Executiva en funcións para evitar os prexuizos na próxima campaña eleitoral que se orixinarían tanto no caso da renuncia, contraria á presenza simbólica do nacionalismo galego no Parlamento Europeu no final desta lexislatura, como no caso de ser mantida por min a decisión persoal de ocupar o escano que me corresponde legal e politicamente.

15.-Sigo considerando que a Comisión Executiva tomou unha decisión moi prexudicial para o nacionalismo galego e para o que representa en Galiza. Estou en total desacordo con esa decisión. Penso tamén, e teño abondas razóns obxectivas para facelo así, que na decisión tomada e na forma de facelo influi determinantemente o feito de que o candidato son eu, que defendo e partillo con compañeiras e compañeiros no BNG e muita xente na nación ideas diferentes e contraditorias coas da maioría actual na direción da organización.

16.-Ainda así, teño a intención de renunciar a acta de deputado que me corresponde no Parlamento Europeu.

17.-Non lle teño medo aos xustos conflitos mais, desexando uns bós resultados nas próximas eleicións , non quero que a miña presenza no Parlamento Europeu se relacione con nada do que suceda. Abonda co que xa pasou sen eu ter nada a ver. Depois de defender en 1999 a idea de o BNG apresentarse en solitario, en 2003 non pensaba repetir como candidato e así o anunciei na Comisión Executiva do BNG á que pertencía. Acabei aceitándoo. Faltaron 160 votos e fallaron muitos máis. Con todo, tiven o privilexio de ser deputado do BNG por Galiza na lexislatura 1999-2004 e teño tamén a experiencia excepcional de ter sido deputado eleito por unha semana no principio da lexislatura 2004-2009 e deputado virtual por uns días ao final da mesma. Debo agradecer o voto das mulleres e dos homes que o posibilitaron. Fica moito por facer.

Camilo Nogueira
Comentarios (0) - Categoría: Galiza - Publicado o 29-04-2009 08:29
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UPG, o cancro do BNG

Un artigo de Miguel A.Boo

A UPG quere perpetuarse cun enroque político que ao cabo será a súa tumba. Agora ven de apadriñar a Guillerme Vázquez como verdadeiro gardián das esencias do marxismo leninismo, pero controlando baixo corda a Aymerich, ao que nos presentan como quintanista cando en realidade é tan radical e sumiso como o anterior. Só que de cara á galería, cando Carlos Aymerich trunfe, venderánnos a moto de que a UPG manda menos. Pero a ?U? sigue chuchándolle o sangue ao BNG, no que se agocha camuflado o último partido comunista que con máis poder conta en toda Europa (alcaldías, concellerías, diputados a Cortes?). Calquera maña lles sirve para manter o seu férreo control sobre os demais nacionalistas que vexetan na Fronte, aos que acotío lles abren (ou pechan) os locais e lles acenden e controlan os ordenadores. A estas alturas deberían saber que a sociedade galega xa percibiu que debaixo da súa pel de ovella ocúltanse os mesmos que no seu programa político vixente falan duns inquietantes ?principios científicos da prevención do delito e defensa racial?? (1)
(1) http://www.uniondopovogalego.org/upg/Programa_Politico/Politico_Administrativas.htmb>
Comentarios (2) - Categoría: Galiza - Publicado o 16-04-2009 20:08
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Un galego en Mauthausen

Un impresionante relato dun preso republicano galego no campo de concentración nazi de Mauthausen.
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O mar desde esa banda
Carlos Penela*

Na traxedia insondábel e metódica que, noite a noite, se larvaba na raíz dos homes, aquel silencio era o único que remitía ao mundo, aquela pulsión do silencio era o único que daba un pouso de verdade e fuxida na madrugada hórrida e sen alma dos barracóns. Concentrarse naquel silencio, nas esferas últimas do silencio, pois, era quizais o único que podía dar paso a certo xeito de serenidade e ésta, se cadra, a algún recordo menor, semellante a algo tépedo e familiar. Por iso, como un illote perdido nunha sordidez imensa, oceánica, o prisioneiro tentou lembrar un otro mar, outro horizonte lonxe da cotación infernal do Lager. Fechou os ollos con forza, apertouse a si mesmo como quen acouga o abalo dunha nave á deriva e bisbillotando un breve nome tentou lembrar...outro mar, o escorzo luminoso e fresco do seu mar cando rapaz, o tacto real e vivo, aquel, dos limos da ría mentras enredaba apañando ameixa e caramuxo coa mamá e a madriña, cos primos, cos seus, tan lonxe. Volveu repetir lento e fráxil, como se for algo moi valioso, aquel nome no idioma do seu mar e procurou formar así as imaxes de outrora, a xeira cansa dos veciños ao pé da praia, o regreso á tarde, os espellos tornasolados da beiramar. Cómo lle prestaban as cancións da madriña con aquela voz salgada e gasta, o brillo das patelas pesadas, cheas co xornal do día, as olladas piscas e paveras dos vellos, as carreiras cando ía facer os recados á tenda de coloniais. Daquela pensaba que o mundo sempre sería así, a roda lóxica das angueiras e os soños; cómo lle prestaba ficar deitado na duna quentiña, amodorrado logo da merenda, alí, aparvado ollando o ceu baixo e mol na cerna do verán, a pasaxe das gaivotas, sentindo a brisa mareira como unha certeza da infancia que sempre existiría. Enriba do seu camastro arfaba ennovelado, cos laios vidrados pola disentería, Marek, o militante de orixe polaca; estivera de voluntario no frente de Aragón e ás veces falaba con el nunha sorte de lingua franca, castrapa, apenas intelixíbel. El fora quen lle advertira do que realmente significaba aquel lugar durante a viaxe do traslado, durante aquela travesía alucinada por camiños de ferro que se prolongou varios días desde as terras altas de Francia. Contoullo para que fora endurecendo o seu ser, para que o fora tensando, para que a súa sombra non fora ferida tan rápido pola maré de frío e desolación que agardaba, á espreita, no Lager. Na xelatina pestilente en que se convertera o ar escuro do vagón podía distinguir outros rostros cheos de medo que aínda comprendían menos aquel relato, tamén cabezas que asentían de xeito febril perante as palabras de Marek, bocas entreabertas, manchadas polo destrozo da desgraza e o esgotamento. A burocracia da crueldade non axía de balde, o mozo polaco non se enganara. Desde os primeiros momentos comprendeu, como se algo vencera no seu interior de xeito miserábel, que era mellor dar os pasos que daba a maioría, levar ben visíbel o triángulo azul da chaqueta e non ollar nunca de frente aqueles rostros de papel (oficiais bradando cousas durísimas, executando á toa); por iso pensaba sempre nos contos de luces de ánimas das xuntanzas onda a madriña, cando fóra batía a galerna, para non sentir a tentación de cruzar o ollar con aquelas miradas acuosas, fantasmais dos SS. As vellas afirmaban que non había que mirar de frente aos defuntos porque, se non, a alma dun ficaba para sempre no seu feitizo e a vida baleirábase de nós. Por iso evitaba a atención dos capos, dos soldados ferrados con cans e trallas, para ficar desta banda das cousas, sobrevivindo cara adentro. Vira convois completos desaparecer no mesmo día en que chegaban ao Campo Central. O fervor ordenado e frío con que se mantiña aquela lei homicida puxérao a ramo da loucura; e con todo aínda estaba alí, con todo abocaba a vida como o fixera noutro tempo entre as liñas inimigas, entre as ráfagas de metralla, entre os días da derrota e o exilio. Era aínda moi novo, daquela non sabía máis que o peso dalgo novo que dicían era a esperanza e as leituras acendidas e atrapalladas dos boletíns atrasados que lle enviaban os da Célula. Rematara o seus cursos de torneiro naquela academia da capital e estaba á procura dun emprego estábel para axudar na casa. Un veciño da pensión, un viaxante do Levante moi mullereiro, faloulle duns talleres na súa cidade onde traballaba un curmán seu que estaban precisando persoal especializado. Non o pensou moito, mesmo fixo a metade da viaxe co fulano, escoitando recomendacións de fondas baratas e outros garitos naquela nova cidade. O mundo abríase nunha baralla insólita, infinita, e el quería estar alí, no medio do tremor, no medio dos días facéndose en si mesmos, avantando neles. Mais todo bulía xa como un avispeiro perigoso na cidade aquela?por horas medraba unha tensión cega e en varias ocasións mesmo dubidou do que estaba facendo. Pero, que podía acontecer? Eran os compañeiros outra vez a falar da esperanza, eran rapazas bonitas con pucha e palabras firmes, incendiarias...eran bandeirolas nas prazas, cancións a fío, noites de pándega e poemas nas tabernas. E alí vería estourar a Guerra. Alistouse a unha columna anarquista porque a moza pola que debecía militaba nela. Non era pouco. No marasmo dos días máis espesos do confronto, ela desapareceu sen dar sinal algún e entón foi cando decidiu fuxir a Barcelona, lonxe do desconcerto e a dor, das bombas, dos horrores. Achou unha cidade alucinada, dunha vitalidade malsá...nun pulo de sorte, cando a capitulación era cousa apenas xa de semanas, deu cuns tipos que o deixaron a uns quilómetros da fronteira...pagáralles co que, por primeira vez na súa vida, roubara. Como un animal encanallado, durmiu en refuxios de portos de montaña, rillando en códeas de pan duro e en frebas de touciño rancio. Deu tombos por cuadrillas de traballo, como peón, como xornaleiro, xunto con outros exilados, a carón de antigos lexionarios e exconvictos de mirada esguía. E pouco tempo despois, cando tentaba refacer as pezas fanadas da súa vida clandestina, nunha pensión suxa de Marsella soubo que a Guerra abrira outra fenda nas entrañas de Europa. Tamén nesa arriscaríao todo. Aos poucos situábase máis alá do frío e o tremor naquela noite de naufraxio; contodo, quería atinxir aínda o seu mar, as ondas rebuldeiras e calmas da baía, botar de canto os seixos contra a tona calmiza daquel mar e conseguir que desen cinco, seis, até sete ou oito chimpos rápidos...cómo lle prestaba a preguiza do mediodía na praia, o cheiro vivo das sardiñas grelladas baixo o emparrado, na casiña branca dos seus tíos, as risadas das mozas no baile da noite, os fogos do folión...A Marek baleirábaselle a vida no xergón de enriba, coitado, se cadra envenenárase con aquela observación de pedernal contra a que xa avisaban as vellas da súa aldea. A el non, a el non lle podía acontecer nada, aquilo só era frío, sempre se coidara de non pousar a mirada nos óculos tintados do terríbel Obersturmführer, de picar sen pausa no pedregullo, de esquecer as chagas que lle trababan os membros como farpas de fósforo...por iso, aquilo só era frío, colléralle o frío, como dicía a madriña, iso era todo., mais con aquel ponche quente de leite e ovo todo sanaba, só tiña que dormir ben tapado polo agocho dos cobertores e botar a febre suando...dormiría tanto que sentiría logo febleza no corpo todo e acordaría coa luz clara do novo día a perfillar siluetas contra as rendas das cortinas...cómo lle prestaba entón fechar os ollos e intuir a orixe daquelas voces que ecoaban desde o patio, sentir os pasos suaves da irmá maior a traerlle o pratiño de caldo limpo e a pavía fresca...non, nada lle podía acontecer, só era frío e devagar el xa estaba máis alá do frío porque agora estaba entrando na boca da ría, bogando na ?Aurora?, na dorna do seu tío, que ía farta e brillante de camarón, de lula, de martiños, que ía tan farta que se cadra podería mesmo afundir antes de chegar á outra banda...escoitaba agora dos beizos de Marek aquela ladaíña, de novo aquel rezo nunha lingua rara e fermosa que non era a da misa do domingo, a mesma pregaria que compartillaran axeonllados cinco homes de nacións diferentes (tres gregos de Thesalónica, o estudante húngaro e un señor moi alto que dicía ter sido actor en Berlín), antes dun mallar de culatas e varios tiros de graza do Obersturmführer, como cuspes negros, dar cabo de vez do seu alento humillado. Fixéranlles presenciar toda aquela encenación obscena da execución, escoitar logo as advertencias histéricas do oficial que descobrira os homes tentando fuxir, recoller a masa dos corpos desfigurados. Xa non quedaba moito para chegar á bocana da ría, pero o mar estaba a virar moi picado, cunha marexada traicioneira...tiñan que bulir, remontar os cons e atinxir a outra banda, o ceu cubrírase de cores aceiradas e zoaba un vento que non era de verán...comezara a chviñar e a dorna semellaba non dar termado xa co peso dos canastos a rebordar de peixe fresco... tiveron medo, polo ceu cruzaban perdidas aves grasnando e a serea dun barco pequeneiro resoprou ao lonxe como un presaxio... ou sería a voz de Marek? Ésta convertérase nun asobío rouco, perdido nas tábuas de enriba... xa non daba apalpado nada co frío que lle entrara no sámago do corpo... a mamá tería un tazón de sopa recén feita para eles, poríase ben contenta por aquela xornada tan boa...había que alcanzar a praia como fose...tiveron medo...o volume da dorna alastrábase ferida entre aquelas ondas bravas... só era frío, frío e un mar alleo de lamentos, a nave terminal, sen anxo, dos barracóns... rompera a chover con máis forza e as batidas do mar mantíñaos anicados co medo...e entón souberon que non chegarían nunca á outra beira...cunha certeza ameazante, definitiva, souberon que aquela tarde non chegarían á marxe da costa...e perdido, perdido nese frío, decatouse ao fin, como nunha iluminación tremente, que a súa voz se afundiría tamén coa do mozo Marek, que ningún dos dous chegaría ao perfil gañado doutros días, doutros abrentes...porque, se cadra, naquela noite non loitaban pola vida nos lombos feros do mar de Noia, porque se cadra aquilo chamábase en verdade Gusen-Mauthausen e o mar desde esa banda non era máis ca un país descoñecido e morto.
Coda:
Entre 1940 e 1945 perto de douscentos exilados galegos foron deportados desde Francia a campos concentracionarios nazis: Dachau, Bergen-Belsen, Mauthausen...foi sobre todo neste último e nos seus anexos de Hartheim e Gusen onde pereceron máis da metade deles. Estímase que, entre xaneiro do 41 e marzo do 42, uns setenta e seis destes cidadáns foron directamente asasinados por diferentes métodos, naquela imensa industria nazi de eliminación; así por exemplo, dezaoito deles foron gaseados no campo satélite de Hartheim antes citado. A biografía resumida neste relato breve, ainda que ficticia, quixera testemuñar como recordatorio necesario a noite dun prisioneiro calquera sen nome, a súa ensoñación última do mar, noite e ensoñación que ben puideron ser, talvez, as dalgún daqueles outros galegos devorados polo deserto negro e real dos KZ.
Carlos Penela é escritor (Vigo 1975). Licenciado en Filoloxía galego-portuguesa pola Universidade de Santiago de Compostela-USC. Reside en Viena. Obtivo o Premio Espiral Maior de Poesía (1997), o Premio Eusebio Lorenzo Baleirón (2000) o Premio Esquío de poesía (2004). En 2007 gaña o Premio de Poesía Caixanova-Pen Clube coa obra Sombras, rosas, sombras.
Mañá de Sábado
Editorial Toxosoutos (2008)
ISBN 13:978?84?96673-61-8
Web de Amical Mauthausen
Web do campo de Mauthausen
Comentarios (1) - Categoría: Galiza - Publicado o 19-03-2009 01:27
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O estanque do BNG

O estanque do BNG
Manoel Santos

A desfeita electoral do BNG non me sorprendeu tanto como a torpeza do PSdeG, que nin con tan millonarias siglas, que traballan por si soas, foi quen de soster o goberno. Mais os seus efectos para a malpocada identidade do país serán, de seguro, moito máis graves.A sucursal galega de Ferraz irase recuperando aos poucos apoiada no xigantesco aparato estatal, tanto máis axiña como se decate de que a opción Pachi Vázquez -causante de moitas das mobilizacións sociais que nos dous últimos anos foron minando o bipartito- é un mal parche. O dos nacionalistas é outra cousa. A sangría de escanos semella non ter paranza e fala dunha realidade que moitos non quixeron ver. Accedérase ao poder, si, mais cunha notábel perda de actas -de 17 a 13- que anunciaba dende había anos que as cousas non ían ben. Era un vivir no autoengano, se cadra propio da cegueira que produce o poder. Se o proxecto con Beiras estaba estancado, como dicían daquela, con Quintana e a UPG afogou no estanque. Centos de análises falan estes días das causas do ridículo electoral-gobernamental do BNG, e moitas auguran un futuro ben escuro para a fronte. No entanto, poucas conclúen que iso é o de menos. Aferrarse a unha marca ou unhas siglas non parece ter sentido cando o que realmente periga no país non é a organización do BNG, que ao cabo só é un instrumento, senón o proxecto que abandeirou o BNG, imprescindíbel para a supervivencia dos sinais identitarios -e até etnomentais- que nos definen como pobo. Hai tres destas análises, moi estendidas entre os cegos xestores da derrota, nas que un non pode coincidir. Primeiramente, falar dos efectos da crise parece máis ca nada unha mala desculpa. Considerar que o pobo ten tan pouca capacidade de análise como para pensar que o bipartito é o causante da crise e que o PP a vai resolver é desprezar o bo sentido das xentes da nación. En segundo lugar, ese "non fomos quen de transmitir á sociedade o labor de goberno" ao que se alude sempre dende o BNG para xustificar fracasos, non parece moi realista. Ao meu xuízo aconteceu exactamente o contrario. óubose transmitir e moi ben, mais non era ese o camiño desexado polas bases, foran estas militantes ou non. Alguén pensou que se podía producir o cambio sen cambiar, e ninguén reparou en que o primeiro que había que facer era retirar as tropas de Iraq e pechar Guantánamo.
Terceira análise. É esa que fala da excesiva crítica á que as bases da esquerda sempre someten a quen levan ao poder. A esquerda, deberiámolo saber, é crítica por definición, certo é, pero tanto máis como se sinta apartada dos proxectos que emprende. Porque un proxecto como o do BNG non pertence a quen dirixe a organización. Naceu do pobo, sen apoio empresarial, nin burgués, nin mediático, e no pobo cómpre que resida. Ese "de costas ao pobo" do que tanto se fala. Ese foi o motivo de máis peso. E as desculpas que o Beiras esixiu o mércores de cara aos movementos sociais un paso imprescindíbel, mais non único, para colmatar o estanque.
Comentarios (1) - Categoría: Galiza - Publicado o 10-03-2009 17:07
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Beiras pide a dimisión de Quintana
Comentarios (0) - Categoría: Galiza - Publicado o 07-03-2009 05:13
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Quintana non debe demitir

A culpa foi do PSOE por baixar de máis. E da Voz de Galicia claro.
Comentarios (3) - Categoría: Galiza - Publicado o 05-03-2009 05:35
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Retrato dunha xenófoba vergonzante
Comentarios (0) - Categoría: Galiza - Publicado o 14-02-2009 04:18
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Gaza e o Prestige
Pedro Gómez-Valadés
Presidente da Asociación Galega de Amizade con Israel
www.amizadeconisrael.org


Novembro de 2002. Unha maré negra invade as nosas costas. No medio da perplexidade e da impotencia da cidadanía, un clamor nunca visto nestas terras sacode de norte a sur e de leste a oeste as rúas, prazas e fogares de Galicia. A sensación de impotencia e indefensión é tal que provoca nas galegas e galegos un escalofrío pola espiña dorsal como nunca antes se sentira. Ver como as nosas praias e rías eran atacadas pola inmensa maré negra coa ausencia clamorosa do Estado provocou unha mobilización cidadá inédita e dificilmente repetíbel.

Sderot, Ashkelon, Néguev. Desde hai anos unha maré negra de milleiros de foguetes, morteiros, mísiles invade as súas rúas, prazas, fogares? Anos de correr aos refuxios nos 15 segundos que se teñen unha vez soa a sirea antiaerea? 15 segundos. Só 15 segundos.

18 mortos e centos de feridos en 3 anos baixo a maré negra ?artesanal? dos Qassam/Prestige. Pregúntome que faríamos nós nunha situación semellante. ¿Calaríamos? ¿Durante canto tempo? ¿Gardaríamos un estoico silencio ou esixiríamos con rotundidade a intervención contundente do Estado?

Durante anos o sul de Israel ven sendo inmisericordemente atacado polo terrorismo. Desde a Franxa de Gaza, onde desde o ano 2005 non hai nin un só israelí. Nin civil nin militar, o integrismo islámico acosa, provoca e fai imposíbel a vida normal de centos de miles de israelís. Civis israelís. Homes, mulleres e nenos. Pregúntome, ¿Que faríamos nós nunha situación semellante. ¿Calaríamos? ¿Canto tempo? ¿Gardaríamos un estoico silencio ou esixiríamos con rotundidade a resposta contundente do Estado?

No verán de 2007 o exército libanés sitia o campo de refuxiados palestinos de Nahr al Bared perto de Trípoli. Alí un grupo terrorista palestino, Fatáh Al Islam, atrinchérase con máis de 10.000 civis palestinos e fai fronte ao exercito libanes. Este ataca con artilleria pesada durante semanas ? semanas- o campo de refuxiados sitiado. Pregúntome, ¿Lembra vostede algunha mobilización cidadá nas nosas rúas reclamando a fin do bombardeo? ¿Lembra vostede algún artigo de opinión nos nosos xornais atacando a ?resposta desproporcional? do ?xenocida? exército libanés? Non. ¿Por qué? A resposta non por evidente é menos desconcertante. Pois simplemente porque non estaba Israel na diana. Porque os palestinos, rodeados e bombardeados, érano polo exército libanés e ninguén se preocupou entón polas vítimas civís palestinas, nin pola proporcionalidade, nin por esixir a mediación internacional, nin sequera se pediu unha tregua. Curiosa sensibilidade solidaria selectiva que só se activa cando o ?inimigo? é o satán Israel.


Un dos argumentos máis absurdos que estes días se escoitan e len sobre a operación militar israelí contra o grupo terrorista Hamás en Gaza, é o da ?desprorcionalidade? da resposta e dos medios que Israel emprega contra Hamás.

¿Alguén pensa que as tropas da OTAN en Afganistán, con ampla presenza española, non teñen unha infinita superioridade técnica e de fogo sobre os talibáns que combaten? Que por cada soldado francés, español ou americano que morre, non caen 50 ou 60 talibáns?

¿Alguén pensa que a forza aerea e naval despregada no índico, con ampla participación española, non é infinitamenmte superior ás forzas e medios dos piratas somalís que combaten?

É dun cinismo indecente reclamar nas guerras a proporcionalidade na resposta como se dun partido de fútbol do Calcio italiano se tratara, só cando é Israel quen se defende. Ninguén, ninguén busca nunha guerra o empate. Todo o demais é demagoxia antiisraelí. Nin máis nin menos.
Comentarios (1) - Categoría: Galiza - Publicado o 12-01-2009 08:54
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Contra Irán

CONTRA IRÁN
XOSÉ A. PEROZO
GALICIA-HOXE
27.12.2008


Debo confesar que nunca presenciei un partido de fútbol nun estadio nin son afeccionado a ningún deporte. Cústame meterme na pel dos que gritan nas bancadas dos campos e non son quen de entender as fobias e filias que desatan os equipos profesionais. É polo que, cando escoito a publicidade do encontro a celebrar hoxe entre Galiza e Irán, non consigo captar a profundidade semántica dese eslogan no que se di que "o fútbol une". Parece unha inocentada propia do día de mañá. En realidade todo este tumulto que a Consellería de Cultura e Deportes pretende xerar coa selección galega ten máis cara de carnaval que de espectáculo deportivo. Crean unha selección para medir o fútbol galego cun país tan prestixioso como Irán. A quen se lle ocorreu semellante xenialidade?

Hoxe unimos o noso esforzo deportivo para poñérmonos ó nivel dun país onde a revolución islámica contra os Pahlevi conseguiu, hai unhas décadas, facer retroceder a súa historia ó medievo. Onde Amnistía Internacional non para de denunciar a represión de menores e as lapidacións. Onde o seu presidente, Mahamoud Ahmadineyad, ameaza o mundo con bombas nucleares no nome do seu deus... Todo un universo para imitar en Galicia
Comentarios (0) - Categoría: Galiza - Publicado o 27-12-2008 02:26
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