Made in Galiza


Eu nunca serei yo
Um caderno de trabalho de Séchu Sende

A minha obra neste caderno está licenciada baixo creative commons, copiceibe.

O autor solicita comunicar-lhe qualquer uso ou modificaçom da sua obra no email de contacto aqui sinalado.

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Arredemo 2008!


Pois nom vou abandonar este caderno -voltarei de vez em quando pintar algo de verde, negro, vermelho ou violeta- mas vou cambiar o ritmo de publicaçom, que ás vezes já me vinha a vertige do rápido que subiam as cousas.

E vou seguir a aventura noutro lugar com mais gente, que o trabalho em grupo tem outras emoçons.

Aínda que ás vezes nom se veja, hai gente que fai trabalhos invisíbeis que ao final estám aí..., e só se descobrem quando saem do forno .

Arriba, o calendário de arredemo para o novo ano, desenho de Pancho Lapeña.

Estamos trabajando n´ello!



Comentários (5) - Categoria: Nom serviam - Publicado o 19-12-2007 08:20
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BJORK / Declare independence


DECLARA A INDEPENDÉNCIA!
NOM DEIXES QUE ELES CHE FAGAM ISSO!
DECLARA A INDEPENDÉNCIA!
NOM DEIXES QUE ELES CHE FAGAM ISSO!

TIRA A TUA PRÓPRIA MOEDA
CREA O TEU PRÓPRIO SELO
PROTEXE A TUA LINGUAXE

DECLARA A INDEPENDÉNCIA!
NOM DEIXES QUE ELES CHE FAGAM ISSO!
DECLARA A INDEPENDÉNCIA!
NOM DEIXES QUE ELES CHE FAGAM ISSO!

FAI A TUA PRÓPRIA BANDEIRA

ERGUE A BANDEIRA!

DECLARA A INDEPENDÉNCIA!

NOM DEIXES QUE CHE FAGAM ISSO!
DECLARA A INDEPENDÉNCIA!
NOM DEIXES QUE CHE FAGAM ISSO!

MALDITOS COLONIALISTAS
IGNORA O SEU PATERNALISMO
ROMPE AS SUAS VENDAS
E FAI-LHES ABRIR OS OLHOS

DECLARA A INDEPENDÉNCIA!
NOM DEIXES QUE ELES CHE FAGAM ISSO!
DECLARA A INDEPENDÉNCIA!
NOM DEIXES QUE ELES CHE FAGAM ISSO!

COM UMHA BANDEIRA E UMHA TROMPETA
VAI AO CÚMIO DA TUA MONTANHA MAIS ALTA!

ERGUE A BANDEIRA!

DECLARA A INDEPENDÉNCIA!
NOM DEIXES QUE ELES CHE FAGAM ISSO!
DECLARA A INDEPENDÉNCIA!
NOM DEIXES QUE ELES CHE FAGAM ISSO!


ERGUE A BANDEIRA!
Comentários (3) - Categoria: Nom serviam - Publicado o 17-12-2007 16:18
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Pay per ler nas bibliotecas nom!


Umha das consecuéncias de que Made in Galiza fosse, -com fortuna e alegria!- nominado ao Prémio Anxel Casal como Livro do Ano pola Asociación Galega de Editores é que queria comentar, assi de passada, que a entrega de prémios é patrocinada polo Centro Español de Derechos Reprográficos, CEDRO, que tem um Plam para todos e todas nós: FAZER-NOS PAGAR POLO EMPRÉSTIMO DE LIVROS DAS BIBLIOTECAS PÚBLICAS.

Primeiro pagamos polo alimento.
Despois pola luz, a energia, a informaçom, a cultura, a saúde, a comunicaçom...

Quanto tempo lhes queda aos caminhos públicos para serem privatizados?
As bibliotecas públicas som caminhos públicos ao conhecemento, á cultura e á liberdade.

Num relato de Made in Galiza a gente chega a pagar por falar umha língua fabricada e privatizada por umha multinacional.

E agora, os senhores neo-liberais dam um paso mais: sacar-nos a pasta quando queiramos ler um livro da biblioteca pública.

Chegaremos a pagar por pensar?


Que é CEDRO?

Aqui, mais, em Polvo á feira

Ou como se explica no manifesto Em defensa do conhecemento e a cultura para tod@s:

O direito de autor como direito humano deve levar implícito o equilíbrio entre o direito do autor sobre a sua obra e o direito da sociedade a ter acceso a ela. Este equilíbrio foi roto, nom a favor dos autores nem da sociedade, senóm a favor de quem ejercem os direitos a nome dos autores, ousexa, dos cada vez máis grandes monopólios da indústria editorial e do entretemento.

O exercício dos monopólios exclusivos que outorga a legislaçom de propiedade intelectuais entra frecuentemente em contradiçom com o exercício de outros direitos humanos tam importantes como o direito á saúde, á vida e á educaçom, e som estes os que saem perdendo.



E, relacionado em chuza!
Comentários (2) - Categoria: Nom serviam - Publicado o 14-12-2007 08:16
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Falar Kurdo, Literatura e conflito lingüístico (4)


1.

"Toda a burocracia, toda a magistratura, toda a tecnicidade só utiliza e entende a língua do colonizador, ao igual que os sinais das estradas, os paineis das estaçons do caminho de ferro, as placas das ruas ou os recibos de pago. O colonizado é um estrangeiro dentro do seu próprio país."

Albert Memmi, Retrato do colonizado.


2.


Musa Anter:

"Falar kurdo está proibido. Em caso de que os funcionários ouvissem falar em kurdo, o culpábel devia pagar por cada palavra kurda pronunciada".

"Quando umha mulher kurda vai ver o seu filho ao cárcere, deve estar calada, nom pode falar-lhe, porque ela nom sabe turco. De xeito que o mira e chora."



A utorizaçom de falar kurdo na rua chegou em 1991.


3.

Fatma


O primeiro dia
o mestre pintou unha árbore com mazás brancas
ao lado da janela.
Cada quem tinha a sua mazá.
Tinhas que aprender a falar turco.
A ser turco.
Ás vezes pegava-nos.
ás vezes traia-nos caramelos.
Ao final do ano todas as mazás
eram vermelhas
agás a minha.
Eu som kurda.



O poema chegou logo de ler Ser kurdo, ¿es un delito?, Txalaparta, 1999, Tafalla.

Comentários (4) - Categoria: Nom serviam - Publicado o 07-12-2007 13:31
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Um castinheiro no armário


Um dia ao abrir os olhos vim a ponla dum castinheiro a saír pola porta do armário. Ups! que é isto?

Freguei os olhos, choutei da cama, abrim o armário e ali estava, um castinheiro pequeno, com o tronco entre gerseis e a raíz entre os calcetins.

Saín do cuarto e vim a mamá com os olhos arregalados mirando um carvalho que aparecera entre os livros, num estante na sala. Mira, dixo, naceu umha árbore nos livros de poesia!

No ascensor havia umha nogueira e baixamos em siléncio com as cabeças entre as folhas. E quando chegamos á rua descubrimos que algo estranho estava a suceder: as árbores frondosas do monte invadiram a cidade.

Havia um pradairo na parada do autobus, e de dentro do quiosko, como asomando a cabeça para fora, saía umha faia ergueita. O autobus urbano passou com umha cereijeira saíndo pola janela do condutor, o toxo de alecrim dourado rubia polas farolas, e abelairas e teixos e mais ducias de espécies diferentes naciam nas ruas...

Cada dia que passa hai mais árbores ao carom nossa. Debaixo da minha cama está medrando um acivro. E na cocinha um buxo onde a neveira.

Hoje quando abrim um livro de Rosalia atopei umha figueirinha e na banheira aparecerom três nenúfares violeta. E do caixom da mesinha saem flores lila de queiruga.

Dim que as árbores estám fugindo dos incéndios.



Comentários (6) - Categoria: Nom serviam - Publicado o 04-12-2007 18:31
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Os Tres do Eixo: outra carta devolta


Primeiro passou isto

Duas das tres cartas enviadas aos Tres do Eixo forom devoltas. Numha parece ser que "faltava o segundo apelido", a outra foi devolta porque o interno na prisom "non constava"(?)

E agora outra vez, com umha ligeira variaçom argumental no absurdo.

Das duas cartas com livro que lhes enviei a José Moreira e a Simón Vázquez, -dous sobres exactamente iguais com idéntico contido: um livro e umha carta- recibim de volta a carta de Simón.

O motivo da devoluçom: CONTENIDO SOSPECHOSO/PROHIBIDO.

Assi está a vida: Made in Galiza chegou a ser, tras passar polo tacto das mans dum funcionário penitenciário ou talvez polo escáner dumha máquina, um objecto sospeitoso ou proibido.

A muita honra.

Voltaremos intenta-lo!

Liberdade para Os Tres do Eixo!
Comentários (3) - Categoria: Nom serviam - Publicado o 03-12-2007 15:44
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Espanhol eu?


Nom, galego ;)

Umha mani com muitas cores
Comentários (2) - Categoria: Nom serviam - Publicado o 02-12-2007 22:59
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A casa nom se vende


Nós temos umha casa
azul e verde
que ten um cartel
A casa nom se vende.

Tem janelas de aire,
o teito é de pedra,
tem círculos de cores,
e a porta sempre aberta.

Está perto da praia
e do monte verde,
e hai gente que pergunta:
Por que nom a vendes?

A casa nom se vende,
a terra nom se vende,
o vento nom se vende,
Galiza nom se vende.

Faremos edifícios
e fábricas de peixes,
um campo de golf,
se a casa nos vendes.

Canteiras de pizarra
e muínhos de vento,
e umha planta de gas,
se a casa nos vendes...


Nom hai cartos que paguem
o médio ambiente,
a natureza é livre
e nom se vende.

A casa nom se vende
a terra nom se vende
o vento nom se vende
Galiza nom se vende.

Temos excavadoras
e muitas influéncias,
podemos expropiar-te
se a casa nom nos vendes.


Nós temos as estrelas
e um raio transparente,
e umha cançom alegre
que canta muita gente:

A casa nom se vende
a terra nom se vende
o vento nom se vende
Galiza nom se vende.


A ilustraçom é de Hundertwasser
Comentários (6) - Categoria: Nom serviam - Publicado o 23-11-2007 13:07
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Manu Chao vs Reganosa


Conta-me Maria que Manu Chao abriu as portas da sua web para entrarmos e berrar Reganosa fóra da Ria!

Aínda que o feche no concelho de Mugardos já acabou anima saber que hai gentinha polo mundo a botar umha mao.

Aqui está.

Galiza nom se vende!
Comentários (3) - Categoria: Nom serviam - Publicado o 21-11-2007 10:29
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Julia Butterfly


A Balada de Julia Butterfly.

Julia Butterfly Hill despertou atenção internacional para a situação de alarde em que se encontram as florestas de sequoias.

Ela viviu por quase dois anos nos troncos de uma Sequoia sempervirens (Redwood) ? considerada a árvore mais alta do planeta ? de onde se recusou a descer.

Seu histórico de protesto contra a destruição do meio ambiente e a desvastação das Sequoias terminaram depois de 738 dias, gerando um acordo oferecendo permanente proteção para a árvore conhecida como LUNA e 3 acres ao redor da mesma.

Comentários (2) - Categoria: Nom serviam - Publicado o 20-11-2007 12:41
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GZ nom se vende!


Rede GALIZA NOM SE VENDE!


GALIZA NOM SE VENDE

A Man


Com um fio
atei papeis de muitas cores
e fixem-lhe um arco íris pequeno ao vento.
Ás vezes a morte envolve-me
como a um ouriço a noite.
E sonho contigo e os teus círculos de cores.
Sonho que apareces entre os castinheiros do Courel
despido,
que vives numha árbore
como Julia Butterfly para evitar
que o governo permita umha canteira mais
no círculo de cores.
E sonho que apareces em Corrubedo
entre os cons, ou em Merexo,
e tes um lagarto arnal no ombro
e estás diante dumha excavadora
ergueito sobre um círculo de cores.
E contigo hai muita gente.
A gente que se deixa invadir pola natureza
-entra-lhe pola boca, os olhos, a língua
e fica protegida dentro sua
e fóra, nos círculos de cores-
E vós que vendedes Galiza
por dinheiro, íde-lo pagar.
Porque em cada um dos nossos sonhos,
das nossas palavras,
nos paus que baixam polos rios,
nas pedras de Man de Camelhe
e nas ponlas das árbores da vida
hai círculos de cores,
e nas casas, nas ruas
e nos toxos que nacem debaixo da cama
hai círculos de cores.
Todos os dias pintamos
umha pancarta no ceu:
GALIZA NOM SE VENDE,
com círculos de cores.

Comentários (2) - Categoria: Nom serviam - Publicado o 16-11-2007 14:44
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Corrubedo: emocionante!


"Dende a Plataforma Medioambiental de Corrubedo, un dos moitos colectivos que onte, 4 de novembro, marcharon en Corrubedo contra a desfeita irreversíbel que pode supor o Plano Acuícola da Xunta, queremos manifestar o noso orgullo por formarmos parte da Galiza digna, da mesma que se move polo amor a terra e da mesma que se ergue por fin e para sempre nun berro colectivo contra a violación do mellor de nós, que son as nosas paisaxes, os nosos mares, os nosos cantís, as nosas tradicións, a terra galega toda.

Non imos entrar na tradicional danza de cifras post-mobilización porque calquera pode percibir que onte, en Corrubedo, no cabo verde, houbo milleiros de persoas. Foi un éxito sen precedentes nunha vila tan pequena como esta que onte, dalgún xeito, foi a capital da dignidade dun país. Todas e todos os que se achegaron onte a Corrubedo, os que encheron de orgullo térreo as rúas desta pequena vila mariñeira, eran galegas e galegos dignos cuio único obxectivo é amosar que cando o poder político non cumpre co pobo, sexa cal for a súa cor, cando os apoltronados do Hórreo traizoan o país, aí está o poder popular, a nación, para lembrarlles que é en nós, nos do común, onde reside a soberanía desta Galiza nosa. Sen nós, non hai goberno e sen nós non hai país.

E nós, o pobo soberano, o que vive a pé de rúa, dixemos onte en Corrubedo non só que o Plano Acuícola da Xunta é inaceptábel, indecente e indigno, senón que o camiño autodestrutivo emprendido polo noso goberno, non é o noso camiño. Cando milleiros de persoas de todo o país, dende Ribadeo á Guarda e dende O Courel a Corrubedo, conflúen nun afastado cabo como o noso; cando tanta xente gasta horas e horas do seu tempo en ir berrar a un dos fins da terra nosa, é que algo acontece. Cando asociacións veciñais, pobos enteiros, sindicatos, colectivos ecoloxistas, confrarías de pescadores, asociacións de mariscadoras e mergulladores, intelectuais e artistas, marchan xuntos e sen fisuras nunha causa común, é que algo moi grave acontece.

E abofé que algo moi grave acontece. O ritmo de destrución de ecosistemas, paisaxes e mesmo aldeas e tradicións é escandaloso. Nada xustifica roubar a terra ao pobo para entregarlla a empresas depredadoras. Nada xustifica privatizar o litoral ao máis puro estilo colonialista. Nada xustifica ir contra a vontade de todo un pobo.

Onte, en Corrubedo, o país galego díxolles aos seus gobernantes que xa abonda, que queremos outro modelo de desenvolvemento, que queremos conservar o pouco que nos queda, que antes cás siglas políticas, antes cós intereses económicos, está a vontade da nación, a dignidade deste curruncho do noroeste peninsular que onte, para ben ou para mal, comezou unha loita unitaria pola dignidade porque aqueles en quen confiou o seu goberno mudaron en cegos e xordos. Si, este 4 de novembro, no afastado cabo do ollar largacío que é Corrubedo, o pobo galego dixo: Galiza non se vende. E xa non pararemos, por dignidade. Parabéns a todas e todos e adiante, pois este é o camiño."


Valoración da Plataforma Medioambiental de Corrubedo ao respecto da Marcha Nacional pola Defensa do Litoral do 4 de novembro
Comentários (4) - Categoria: Nom serviam - Publicado o 07-11-2007 21:12
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Manfred


Vai ser o aniversário.

Ira pro nobis
Comentários (2) - Categoria: Nom serviam - Publicado o 06-11-2007 21:41
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Os tres do Eixo



Como!
Justiça?
... á merda.

Em quatro palavras.

Liberdade para Os tres do Eixo
Comentários (9) - Categoria: Nom serviam - Publicado o 31-10-2007 09:31
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Asembleia: Galiza nom se vende


Este sábado, 20 de outubro, na Galeria Sargadelos, 12.00. Compostela.

Convoca Rede Litoral Vivo:

"Pregamos a asistencia de todos os colectivos cidadáns, organizacións ecoloxistas, representantes da cultura e calesquera cidadáns que sintan a necesidade ineludíbel de opoñerse á perda do privilexiado hábitat galego, o que mellor define a nosa identidade."

Aqui mais info: Galiza nom se vende

Aqui:
Homer Simpsom em Reganosa
Comentários (4) - Categoria: Nom serviam - Publicado o 18-10-2007 14:40
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É tam difícil dicer Josep Lluis?


No programa Tengo una pregunta para usted.

Primeiro, um rapaz:

- Señor José Luís...

- Perdón, yo me llamo Josep Lluis...

- No, es que yo no entiendo catalán...

- No, es que no hace falta entender el catalán... Yo me llamo como me llamo aquí y en la China Popular y usted no tiene ningún derecho a modificar mi nombre. Yo me llamo Josep lluis, no me llamo de otra forma.

- Bueno, pues, Carod-Rovira..., como quiera usted llamarse.





Mais tarde, umha senhora:

- Señor José Luís... (...)

- (...) Yo no me llamo Jose Luís. Si ustedes en trescientos años, desde 1714 hasta ahora, no aprendieron siquiera a decir Josep Lluis, pero en cambio saben decir Schwarzenegger o Shevardnadze, ustedes tienen algún problema...
Comentários (13) - Categoria: Nom serviam - Publicado o 17-10-2007 17:38
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Yolanda Castaño impom-lhe fronteiras aos aduaneiros


A página web de Aduaneiros Sem Fronteiras vem de suspender-se ante as ameaças legais do serviço jurídico de Yolanda Castaño. E nom é broma.

A criatividade rebelde e humorística dum dos referentes do activismo lúdico da rede galega vem de caer no siléncio.

Eu sempre me sentim de aduaneiros sem fronteiros, e hoje tamem.

E o Ex-aduaneiro Pánchez tamem fai parte de Made in Galiza, polas bombonas com olhos da portada.

Conseguistes ver o desenho gráfico?

Aqui hai muito que ler...

Gostaria de ler o que pensades, especialmente as mulheres que o tenhades visto. Tamem, gostaria de conhecer os pareceres de, se tal, humoristas gráficos, poetas e gente do comum. ;)
Comentários (24) - Categoria: Nom serviam - Publicado o 16-10-2007 20:25
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Bombonas de butano polas janelas


A cousa era assi, tio. Seria 1978 mais ou menos. Em Santiago havia um mogolhom de bulhas entre os estudantes e a policia.

Pero nom era como agora, olho. Daquela case todo o mundo estava metido em politica. Todo o mundo, digo, muita gente que estudava. Era todo mui combativo, sabes. A gente era mui consciente dos abusos. E protestava. Arrea.

Eu falo-che de 1978, que já morrera Franco e estavamos com a transiçom e os ánimos mui caldeados. Era impressionante. Umha vez quedamos em ir a Simago. Daquela Simago era a óstia, claro, como agora o Corte Inglés, sabes, um súper grande, enorme, moderno e guai, sabes?.

Entom quedávamos e alá apareciamos de repente douscentos estudantes em Simago. Faciamos a compra e quando nos tocava pagar deixavamos o tiquet e diciamos Isto vai a conta da Universidade. E assi, pum, pum, pum, um a um. Paga a Universidade, Paga a Universidade. Umhas colas...!

Alá os douscentos colapsando o rolho com a movida e de súbito vemos os antidistúrbios á porta de Simago. Um monte deles, claro. Fechando a saída. E eu recordo ali todo o mundo dos nervos, A ver, como saímos, e pam, óstia, por onde saímos agora, cabróns, e tal e tumba.

Nom sei como fixemos mais atravessamos a barreira de antidistúrbios, pum, pum pum, somanta de óstias, e já estavamos do outro lado. Uf...

Umha vez na rua de Santiago de Chile. Alucinante, tio. Umha mani bastante grande, petada, e de repente, plas, plas, a policia corta todas as saídas. Furgonas, escudos, pelotas de goma. Encerrados. Aí venhem. Todas as saídas fechadas, tio, nom havia escapatória.

E alá começam a repartir porrazos e pelotazos, a discreçom, e a gente chamando aos timbres, piii, piiii, piiiiii, por favor, por favor, entrando nos portais, subindo polas escaleiras a lume de caroço, pa, pa, pa, e alá todos apretados no descanso do último andar. Alguns entraban nos pisos, abriam-lhes a porta, os que viviam ali metiam gente dentro, e eu tenho gravada na cabeça a imagem das bombonas de butano, bombonas de butano!, a gente tirando-lhe bombonas de butano desde os pisos á policia. Bombonas de butano!

...


A Miguel de Lira, que estivo ali.


(Publicado em Grial, 2005)
Comentários (5) - Categoria: Nom serviam - Publicado o 10-10-2007 19:16
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Um grao de areia polo Courel


Aqui: Imposto revolucionário polo Courel...
Comentários (4) - Categoria: Nom serviam - Publicado o 05-10-2007 13:34
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No feche de Mugardos


Lerom-se um capítulo d´O home inédito e tres relatos de Made in Galiza e Orixe. Despois a gente falou.
Algumhas ideias sobre o que se comentou e sentiu:

1. Objectivo prioritário:

Vertebrar o movimento social. Tecer a rede entre os conflitos locais. Hai que botar a rede.

Hai convocada umha reunióm pola Rede Litoral Vivo o 20 de outubro em Compostela: Galeria Sargadelos. 12.00.

2. Nova detonaçon de humanidade: as relaçons persoais a unir gente que nom se conhecia. A rede mais efectiva é tamem afectiva.

3. Estado de ánimo social:

Muita energia!!!!!
Hai que rebotarse!!!!!

4. Diante dos intentos de criminalizaçom: alegre rebeldia.

5. Com Luz e António lembramos, despois da charla, o feche no Concelho de Allariz com Anxo Quintana como um dos líderes sociais:




"O 11 de agosto de 1989, ducias de veciños de Allariz iniciaron un peche peche nas oficinas da casa do concello para denunciar o mal estado das augas do río Arnoia.

Os veciños de Allariz que se pecharon no concello aquel verán do 89 viviron ameazas de desaloxo, negociacións políticas a múltiples bandas, denuncias xudiciais, grandes celebracións festivas, cárcere, demisións, procesos de disolución da corporación, cambio de alcalde, enfrontamentos personais, soños colectivos...

En definitiva, unha explosión de acontecementos sociais e individuais que lle deron corpo ao seu futuro cun intermedio de ?acción revolucionaria? de pouco máis de tres meses"




Comentários (5) - Categoria: Nom serviam - Publicado o 05-10-2007 13:01
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© by Abertal

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