Made in Galiza


Eu nunca serei yo
Um caderno de trabalho de Séchu Sende

A minha obra neste caderno está licenciada baixo creative commons, copiceibe.

O autor solicita comunicar-lhe qualquer uso ou modificaçom da sua obra no email de contacto aqui sinalado.

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M.A.K: Musika Armatu Komando


M.A.K, a nova músika basca.

DENOK ALA INOR EZ, Ou tod@s ou ninguem.

Umha entrevista, aqui.

Hip hop em euskera!

Denak ala inor ez, dena ala ezer ez.
Bakarka ezin da
fusilak ala kateak
denak ala inor ez, dena ala ezer ez.

Ou tod@s ou ninguém. Ou todo ou nada
Um só nom pode salvar-se.
Ou os fusis ou as cadeas.
Ou tod@s ou ninguém. Ou todo ou nada.


Bertold Bretch / Mikel Laboa

Comentários (4) - Categoria: Geral - Publicado o 17-09-2008 15:00
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O melhor taxidermista do mundo


O meu vizinho do 4º B,
o melhor taxidermista do mundo,
segundo a Associaçom de Taxidermistas de Europa,
nunca conseguiu,
por muito que o intentou,
manter um vagalume prendido.

Menos mal.
Comentários (19) - Categoria: Geral - Publicado o 17-09-2008 08:59
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No semáforo


Tlim, tlom!
Na minha rua
um peto verdeal
está fazendo
o seu ninho
num semáforo.
Parece mentira!

Comentários (3) - Categoria: Geral - Publicado o 17-09-2008 08:52
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Estatística


Na história de Marinho,
desde que temos datos fiáveis,
os congros amputarom
76 dedos de marinheiros.
E 4 maos.


Comentários (4) - Categoria: Geral - Publicado o 17-09-2008 08:49
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Literatura e conflito lingüístico: Poesia hispana nos EEUU


Do poeta de Nuevo México, José María Alarid, de primeiros de século XX, aqui vai este poema, que recorda a Florencio Delgado Gurriarán:


Conocí aquí en California
Una paisana muy bella
Con diociocho primaveras.
Mas como estaba educada
En la Americana escuela,
Inglesaba algunas frases
Que olían a gringo a la legua.
Con frecuencia se le oía
Llamar al cesto basqueta,
Cuenta las cuadras por bloques,
A un cerco decirle fensa
Al café llamarlo cofe
A los mercados marqueta
Al bodegón grosería


Um poema de Pedro Pietri, do Movemento Niuyorricano, escrito nessa mestura de portorriquenho e inglés:

Aquí se habla Español all the time
Aquí you salute your flag first
Aquí there are no dial soap commercials
Aquí everybody smells good
Aquí tv dinner do not have a future
Aquí the men and women admire desire
And never get tired of each other
Aquí Qué Pasa Power is what?s happening
Aquí to be called negrito
Means to be called LOVE.


E, sobre essa actitude bífida, um poema de A. Ortiz Vargas, de 1939:


Corrompieron su lengua
Con la mezcla bizarra
De la lengua extranjera
Que jamás aprendiera.
Y a la sombra indulgente
De la extraña bandera
En sus pobres derrotas
Para siempre se hundieron.


Mais, aqui.

Comentários (4) - Categoria: Geral - Publicado o 15-09-2008 20:48
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A cabra de Josua Slocum



Na ilha de Juan Fernández, oceáno Pacífico.


O dia mais agradável que passei na ilha, se nom o mais agradável de toda a viagem, foi o último -mas nom por ser o último- em terra, quando todos e cada um dos nenos da pequena comunidade me acompanharom a recolher frutos silvestres para a viagem.

Atopamos marmelos, pessegos e figos, e os rapazinhos encherom um cesto de cada clase. Custa mui pouco compracer aos nenos e estes pequenos, que na sua vida escoitaram palavra distinta do espanhol, ao escoitar as inglesas fixerom que os outeiros resoassem com gritos de alegria.

Perguntarom-me os nomes de toda clase de cousas existentes na ilha. Chegamos junto a umha figueira brava, cargada de frutos, e dei-lhes o nome em inglés. "Figuis, figuis", berrarom em quanto os recolhiam, até que encherom os cestos. Mas quando lhes dixem que a cabra que me sinalavam era só umha goat, esmendrelharom-se, caendo a rolos pola erva ao pensar que chegara á sua ilha um home que lhe chamava goat a umha cabra.


Navegando em solitário arredor do mundo, 1890.
Josua Slocum, na foto.
Comentários (1) - Categoria: Geral - Publicado o 14-09-2008 20:05
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Um poema de Elvira Ribeiro Tobio



Falarei na lingua de Maria Peres,
a Balteira,
musa prostibularia e tecedeira de cantigas coa quentura por
entre as coxas.
Falarei na lingua das irmandiñas que arrebolaron con forza
berros de liberación aos pais
da tiranía,
falarei bidueiro,
falarei croio,
sarabia, laxe, seara, burato, morno,
sistema de signos,
símbolo
da memoria que esmorece.
Falarei na lingua de Rosalía,
de Xaquina Trillo,
de María Mariño Carou,
a lingua renegada da meniña Carolina Otero violada
no camiño,
a lingua da miña avoa, canteira anónima,
arxina da Terra de Montes,
labradora de sucos na pedra de gra
e nas conciencias de todas as que soñaron ser amazonas
da linguaxe.
Para vós, meniñas de augamel,
mulleres en froita de madurecer,
falarán estes gromos de firmeza que me rebentan nos dentes
e son matas de arandeiras.
As palabras han ser xermolos nas miñas fillas e netas innumerábeis,
despois,
os meus ósos falarán na terra
para dar vida á terra
para dar nome á terra
e á prole que me xurdirá coa boca chea do poexo enchoupado nas brañas.


Andar ao leu, Ed. Tambo. 2005


...

Na foto, quatro pombas e Carolina Otero asomada ao balcom pouco antes da sua morte.
Comentários (2) - Categoria: Geral - Publicado o 13-09-2008 09:44
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The invisible man


Castelao, por Suso Sanmatin
Comentários (1) - Categoria: Geral - Publicado o 12-09-2008 16:03
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Duas luzes amarelas



1.

No méio da noite escura
cheguei a um caminho negro
e ali começou a aventura.

Eu fiquei paralisado,
na curva do caminho havia
um cadáver esmagado,

seco, sem vida e frio.
Vim o seu pelelho morto
e sentim um calafrio

ao ver no caminho ademais,
cinco passos adiante,
outro cadáver mais.

Onde umha planta de menta
agochei-me e aguardei
ao pé dum sinal de 80,

entre umha lata oxidada
e umha bolsa de plástico
contra a terra molhada.

A néboa cobreu-me inteiro,
cravou-se-me nas espinhas
e ventei do medo o cheiro.

Daquela escoitei um ruído
como umha pedra rodando,
medrar e medrar no ouvido.

E agochado naquelas
saquei o focinho e vim
duas luzes amarelas.

Ao princípio pequeneiras,
medrarom cara a mim
como duas fogueiras.

Crecerom as luzes e o som
e encherom toda a noite
os meus olhos e o coraçom.

- Acabou-se o que se dava!,
berrei-lhe em siléncio
á morte que se achegava.

Encheu a terra e o céu,
fechei os olhos, fixo Brrrrrroooum!
e aquel monstro desapareceu.

Brilhara mais que o lume,
cheirava todo a queimado
e deixou um ronsel de fume.

No médio do caminho
ficamos a noite e mais eu
e erguim ao céu o fozinho

e com passo ventureiro
e o fozinho ergueito
botei a andar silandeiro.
Comentários (2) - Categoria: Geral - Publicado o 12-09-2008 01:50
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Umha caixa monstruosa



7


- Aqui, amigo ouriço,
venhem beber os carros,
é umha estaçom de serviço.

Chamam-lhe gasolineira,
-e sinalou-me com a pata-
bebem por essa mangueira.

Aginha puidemos ver
como chegava um auto
e se ponhia a beber.

- Que nojo da esse olor!
cheira que fede -dixem-
o que sae do surtidor.

- Vem, que isto nom é nada,-
e achegamo-nos de vagar
a umha casa acristalada.

A minha sorpresa medrava,
dentro da casa havia
umha caixa que falava.

Acheguei-me um pouco mais
e vim que dentro da casa
tinham presos animais.

No interior da caixinha
puidem ver um elefante
e tamém umha girafa

e dous tigres e um leóm!
- Como podem estar dentro?
- Chama-se televisom.

Nom sei como podem fazer,
metem o mundo na caixa
e nom se cansar de o ver.

Passam os dias enteiros
sentados ao televejo
com os olhos silandeiros.

E nunca deixa de falar,
a caixa di-lhes seguido
o que tenhem que pensar

e o que tenhem que fazer.
Se di a tele: Bebe Cola,
ao pouco já a estám a beber.

Di a tele: Isto está bem,
pois aínda que esteja fatal
as persoas dizem Amem.

Como a Ulises as sereas
engaiola com o seu canto
e acaba com as suas ideias.

E tem outra propriedade:
repite umha mentira
até parecer verdade.

A tele trae cousas malas
se pensas com as suas ideias
e com as suas palavras falas.

Muito mais que o raposo
a tele pode volver-se
um monstro mui perigoso.

Ves, estás engaiolado!
Ouriço, estás a escoitar?
Tu pareces aparvado!

Vamos, amigo ouriço.
- Espera um pouquirrichinho
que estou a morrer com o riso.

- Ves, ouriço, que che digo
a tele é como umha trampa,
fecha os olhos, meu amigo.

- Vou intenta-lo, a ver,
mas estou-che atrapado,
a tele é um gran pracer.

- Esforça-te de verdade.
- Ai, que estou preso...
- Com toda a tua vontade.

- Tenho os olhos entrampados
e agora nom podo deixa-lo:
hai desenhos animados.

- Fai força, colhe alento!
- Nom dou ceibado os olhos!
- Fai um último intento!

- Aaaaaai! conseguino... menos mal.
- Se te descoidas, a tele
é um inimigo fatal.

- Manipula a tua mente!
- Isto explica porque a gente
é tam pouco inteligente.
Comentários (3) - Categoria: Geral - Publicado o 12-09-2008 00:41
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Fugindo dos caçadores



14.


- Viches por aí algum caçador?
- Pois ultimamente ningum.
- Essa gente é do pior.

Perseguem-me sem parar,
estam sempre atrás minha
com os seus cans a ladrar.

Parecem persoas correntes
até que colhem a escopeta
e se armam até os dentes

e nos prados, entre os pinos
o seu sangue quente enfria
e voltam-se assassinos.

Eu tamem quero a licéncia
para caçar seres humanos
e pendurar a cabeça

no salom da minha casa
ou num carvalho no monte.
Já estou farto, que passa?

Nós sempre a fugir: o oso,
o corço, o lobo, o coelho,
o teixugo, o raposo...

Estamos sempre em perigo,
já gostaria de ve-los
vivendo como nós, digo

eu. Os jornais anunciariam:
O governo aprobou onte
umha grande caçaria

de seres humanos. É que...
hai demasiados! e estragam
os rios, o campo, disque.

Que autoricem batidas
de persoas, e saímos
os animais em partidas

a ver quem caça o macho
mais grande e fermoso.
Tu que dis, ouriço cacho?

- Digo que aí os venhem,
escoita, som os seus cans!
Mira que ganas che tenhem!.

- Toda a vida a escapar
das persoas, espero que
hoje tamem poda librar.

Em fim, ouriço cacho, adeus,
e lembra: os meus inimigos
tamem som inimigos teus.

Esconde-te bem, amigo,
que estes matam por pracer
e levam a morte consigo.

- Vai pola sombra, jabali,
eu já me agocho nos fieitos,
nom te preocupes por mim.


Comentários (2) - Categoria: Geral - Publicado o 11-09-2008 17:07
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Na casa do taxidermista



35

Entom entrei pola porta
dumha casa amarela
que havia ao final da horta

e o que ali vim nom sei
se foi sonho ou pesadelo
mas nunca o esquecerei.

Nada se movia, só eu.
Era como se o tempo
se parasse, agás no meu

coraçom, que latejava
arreitado e mui forte.
Pensei que alucinava.

Havia muitos animais
paralisados, inmóbeis
e pareciam vivos mais

nos seus olhos enxoitos
o brilho estava morto.
Eu acheguei-me a muitos

deles, animais parados
no tempo: um raposo
saltando no ar, dous veados

um lobo a ouvear-lhe á nada,
um peto verdeal, umha
garça gris paralisada

e, como num pesadelo,
umha parelha de ouriços
que só pareciam se-lo:

a pel que nom cheira,
a língua toda violeta,
a sua olhada baleira...

Acheguei o meu ouvido
ao peito do ouriço cacho
e nom escoitei sonido

ningum, dei-lhe com a pata,
toc, toc, estava baleiro!
soava como umha lata

vacia. Estavam secos,
vaciados, em vez de vida
por dentro só tinham ecos.

Entom vim coitelos, fio,
agulhas, olhos de cristal...
e sentim um arrepio.

E até que perdim de vista
a morte corrim longe da
casa do taxidermista.
Comentários (2) - Categoria: Geral - Publicado o 11-09-2008 16:45
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A ovelha negra


27.

Atopei umhas ovelhas
que só se diferenciavam
com um número nas orelhas.

Acheguei-me ao rabanho
e dixem-lhe a umha,
parecia aínda um anho:

- Poderias explicar-me
onde ides todas juntas?
E a ovelha dixo: - Meee.

- Ola, ovelha, desculpa...me,
acheguei-me-lhe a outra,
e a ovelha dixo: - Meee.

Isto é desesperante,
- Onde vas, dixem-lhe a outra,
- Onde vai a de diante...

Insistim um pouco mais
e as respostas das ovelhas
pois eram todas iguais.

Assi que decidim ir-me
porque as ovelhas eram
todas a dicer-me: meee, meee!

- Que aborrecida semelha,
dixem antes de machar,
a vossa vida de ovelha!

- Eu som a excepçom á regra!
dixo alguém ao meu carom,
era umha ovelha negra!

- Todas vam o mesmo lugar,
todas pensam o mesmo
e todas o mesmo falar.

Todo isso é terrível,
mas eu quero umha vida
única, irrepetível.

As outras falam mal de mim
porque eu som diferente,
a mim importa-me plim.

Simplesmente eu som como som,
no rabanho aprendim que
a maioria nom dá a raçom.



Continuará...
Comentários (3) - Categoria: Geral - Publicado o 11-09-2008 14:56
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A tua casa no Courel



A tua casa no Courel
é pequena,
20 m2,
mas aqui colhe o mundo enteiro
e as portas estam abertas
á gente que defende as estrelas
e as formigas
e que fai por que as casas nom caiam.

A tua casa no Courel
está na aldea onde as casas caem,
e por cada casa que a chuva desfai
e bota abaixo
cumpre erguer umha casinha
sobre as ruínas dumha casa que vai caer
na aldeia onde as casas caem
de vez em quando.

A tua casa no Courel
é como a de Quico e Mai,
e Saca e Diego, Pablo, Andrés, Maria, Afonso,
ou Pedro e Pile
e o resto da gente que está amanhando casas
para demostrar que a única forma
de salvar as casas de caerem
é entrando nelas, durmir no saco,
fazer café, ter água, luz
e pouco a pouco.

Numha casa do Courel que esteja a piques
da derruba
podem entrar milheiros de persoas
ao mesmo tempo.
Fecha os olhos. Imagina.
Tu tamém estas dentro agora.

Na tua casa no Courel
está amencendo,
é mércores,
um esquio no lousado,
Tarim dorme no colchom inflável
e o teu bóli escrebe na mao aberta
polo pico e a pa:
Dentro de pouco
teremos ducha.
Hoje chega o azulejo.
Quero-te.


Na aldeia onde as casas caem,
se amanhas umha casa sentes
que estás cambiando o mundo
mais ou menos,
nom todo vai ser sonhar
e o trabalho
ademais de músculo e poemas
levanta casas aqui no Courel
onde hai gente que as derruba
mentres nós as erguemos.

A nossa casa no Courel
é de pedra e de palavras
e agora acabo porque me doem
os pulsos de levantar palavras
tantos dias seguidos
com outra gente
para que nom caiam mais casas.

Quando o sol entra pola porta
sentes que todo começa
e nada acaba na tua casa
no Courel
e isso é bem.
Hai muito que fazer
e dar umha volta em bicicleta
atrás dum raposo de vez em quando.

Sae pola porta da noite
e entra pola do dia o ouriço cacho.
Ai o vem:
Volta á casa a salvo.
- Que, como foi?
- Uf, por pouco! Numha curva
case me esmaga um 4 por 4. Agora
vou durmir.

E entra debaixo da cama
na tua casa no Courel,
mentres fóra se escoita
como cae umha casa ao longe
e outra se levanta aqui ao lado.

É a de Gringo Lou,
o famoso desorientador,
que está aprendendo a levitar as pedras.


....


Á casa de Fon e Maria, na foto.

Comentários (7) - Categoria: Geral - Publicado o 10-09-2008 11:18
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Aguas de Mondariz resposta


Acabo de receber este correio electrónico, em resposta ao meu anterior

NOM DI NADA SOBRE A RESPONSABILIDADE DE AGUAS DE MONDARIZ -COMO MEMBRO DO CLUB FINANCIERO DE VIGO-, NO COMUNICADO CONTRA A LÍNGUA GALEGA: SILÉNCIO!

A OFENSA PÚBLICA CONTRA A LINGUA GALEGA DO COMUNICADO DO CLUB FINANCERO DE VIGO EXIGE QUE OS MEMBROS QUE NOM ESTEJAM DE ACORDO COM O TEXTO O MANIFESTEM PUBLICAMENTE.

ASSI QUE, COMO O DEMO E OUTRA MUITA GENTE, SEGUIMOS ADIANTE COM O BOICOT

Aqui está o correio:

..........


Estimado Señor:


Póñome en contacto con vostede en relación co correo electrónico que nos
envía, e no que se fai eco do rumor estendido a través de internet
acerca da oposición de Augas de Mondariz á difusión da lingua e cultura
galegas.


Descoñecemos a orixe desta noticia, que desmenten as iniciativas que
desde Mondariz se levaron a cabo pola Cultura e Lingua Galegas nos
últimos anos:


No campo da literatura, merecen especial mención a coedición con Ed.
Xerais de NA NOITE ESTRELECIDA, escrito por Ramón Cabanillas en
Mondariz, ou a colaboración na publicación da histórica cabeceira La
Temporada ?La Temporada? -dirixida no seu momento polo poeta- en
colaboración coa Fundación Mondariz Balneario, xunto coa que se teñen
patrocinado Exposicións de Pintores Galegos (X.M. Barreiro, M. Aramburu
ou X. Pousa), ou a recuperación de esculturas de indubidable valor de
escritoras galegas como Rosalía de Castro, E. Pardo Bazán ou Concepción
Arenal.


Tamén destacable é o esforzo actual por documentar a presenza e
actividade de personalidades históricos en Mondariz. Nunha primeira
etapa, motivadas pola relación da familia Peinador con A. R. Castelao,
Valle Inclán, E. Pardo Bazán, W. Fernández Flórez, Rei Soto, M. Murguía,
ou a propia Real Academia Galega? . Posteriormente, cando Mondariz
recuperou o seu esplendor, con C. Casares, Torrente Ballester, ou Fco.
Fernández del Riego.


Augas de Mondariz foi ademais Membro Fundador da Fundación Galicia
Emigración nos seus esforzos por achegar lazos coa "outra Galicia", e de
forma continuada colabora con decenas e decenas de asociacións e
entidades culturais de toda Galicia, ademais de exercer o mecenado nos
concellos da súa contorna inmediata: Mondariz, Mondariz Balneario e
Ponteareas.


As tecnoloxías da información e comunicacións avanzaron moito nos
últimos anos, pero o esforzo de lograr un diálogo fluído en internet
require un soporte demasiado grande para dar cobertura a consumidores
-afortunadamente- dos cinco continentes. Por iso a decisión de Augas de
Mondariz de empregar na súa web os idiomas Inglés e español.


Por todo iso pensamos que non pode argumentarse que Augas de Mondariz
estea contra a cultura galega, salvo que esta afirmación sexa promovida
por intereses alleos á cultura.


AUGAS DE MONDARIZ


P.D.- Se vostede ten interese, temos algúns exemplares de "NA NOITE
ESTRELECIDA", e catálogos das exposicións de Xaxier Pousa, X.Mª Barreiro
ou Manuel Aramburu no noso arquivo que poñemos á súa disposición até
esgotar existencias, se nos facilita unha dirección física á que enviarllo.


ESTA é A UNICA NOTA OFICIAL DE AUGAS DE MONDARIZ, POLO QUE
AGRADECEREMOSLLE NON PRESTE ATENCIÓN A OUTROS COMUNICADOS"
Comentários (5) - Categoria: Geral - Publicado o 09-09-2008 20:37
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O pano branco



Ergueu-se, almorçou e botou a andar ao trabalho. Á tarde voltou cruçar o campo entre os prados como todos os dias. E quando chegou á casa soou o nariz e viu um pouco de terra no pano branco.

Ergueu-se, almorçou, colheu a moto para ir trabalhar. Á tarde voltou cruçar a cidade polos tuneis, entre os coches como todos os dias. E quando chegou á casa soou o nariz e viu a mancha negra do fume no pano branco.

Comentários (4) - Categoria: Geral - Publicado o 02-09-2008 01:05
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Made in Galiza, em checo


Dous relatos traduzidos por Irena Fialová forom premiados no Concurso Nacional de Novos Tradutores da República Checa!

Obrigado, Irena, por construír esta ponte entre a nossa e a vossa língua!

Upa!


Kategorie próza:
1.cena: Dominika Kovářová (Jean Ray, Fantom v podpalubí, francouz?tina)
2.cena: Vendula Va?áková (Zadie Smith, Dal?í tři na cestě, angličtina)
2.cena: Irena Fialová (Séchu Sende, Zloděj slov etc., galicij?tina)
2.cena: Pavel Bakič (Nick Mamatas, Pod zemí, angličtina)
3.cena: Jana Poláková (Willem G. Maanen, Miluj a neohlí?ej se, nizozem?tina)
3.cena: Roman Tilcer (Jeff Noon, Automated Alice, angličtina)

Comentários (0) - Categoria: Geral - Publicado o 01-09-2008 17:53
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Bichos


Hoje acordei com um grilo pequeno
no embigo.

De vez em quando consigo caçar
num nocelho ou num braço
umha pulga
das que traem as cabras de Mario.

Porta com porta,
som vizinho dumha colónia de formigas vermelhas,
boa gente.

As avelaínhas nunca falham:
carta ou visita.

Imagino
que os vagalumes respiram pola luz.

Tenho um detector de vacalouras
no teléfono móbil.

No meu citroem vive um saltóm.
Umha vez viajou no meu ombro
a Portugal
dentro do espelho retrovisor.

Conhecim um neno que pensava
que as bolboretas nom existiam.

Tenho que mercar umha guia
de insectos
para saber como se chama
o que apareceu debaixo da tixola.
Tamém eu gosto de que me chamem polo nome
e nom estaria mal saber
se tem veleno ou que.

Porque agora estou em urgéncias
com Rozio.
Tem umha perna inflamada
por culpa dumha aranha
que durmiu com nós esta noite.
Em fim.
Bichos.

Comentários (2) - Categoria: Geral - Publicado o 01-09-2008 15:18
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Arde o Courel


Na tarde do domingo 24 de agosto, na comarcal 651, no quilómetro 27, iniciouse un incendio que a esta hora aínda segue a queimar unha importante área de Rede Natura do Courel. O lume, con todos os indicios de ter sido provocado, começou a 800 metros do lugar de Ferreirós de Abaixo, e cruzou a estrada descontroladamente.

Desde a asociación SOS Courel queren destacar a descoordenación e lentitude da reacción por parte dos servizos de extinción de incendios, así como criticar a dirección técnica do operativo, o que permitiu que o incéndio gañase intensidade nos primeiros momentos.

O incéndio está controlado nestes momentos, -mediodía do 25 de agosto- perto do cauce do río Lor.

Desde SOS Courel denuncian a política continuísta a respecto da prevención de lumes no Courel -Rede Natura e futuro Parque Natural- da que este incéndio pode ser unha consecuéncia: as beiras das estradas están a monte, os camiños tradicionais pechados, promóvese a plantación de pinos e non de árbores frondosas.

Desde SOS Courel reclaman a atención pública para exixir medidas eficaces que eviten que o Courel sexa pasto de futuros incendios.
Comentários (12) - Categoria: Geral - Publicado o 25-08-2008 11:19
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Trivial GZ


ENTREVISTA CON TOXO.

3º clasificado no Campionato de Trivial GZ do Dia da Pátria

P.- Como coñeceu o Trivial.gz? Xa xogaba antes dos campionatos? Era vostede xogador de algún trivial similar?

R.- Comecei a jogar para leva-lo ás aulas pois, como profe, dei com umha ferramenta interessante para o alumnado. Nunca fum mui jogador de trivial nem de parchis ou baralhas e o monopoli pareceu-me sempre umha tonteria como umha casa. Mas no trivial gz aplicado ás novas tecnologias atopei um jogo divertido e educativo.

P.- Élle útil para a súa profesión unha ferramenta como esta?

R.- Como defensor do Aprender Jogando e consciente da importáncia da criaçom de motivaçom no lugar do trabalho em grupo que é umha aula de secundária, o trivial gz é umha pílula vitaminante e supermineralizante.

P.- Cre que ferramentas como estas contribúen á normalización lingüística e cultural de Galiza?

R.- Pois si. É um jogo participativo e a participaçom social é imprescindíbel para conseguir cambios e procesos de transformaçom social. Semelha participativo polo grande número de persoas que incluem, de seu, perguntas mui variadas e representativas de construçons ideológicas diferentes.

P.- Que melloraría vostede desta aplicación, tanto nos aspectos referidos á dinámica do xogo como nos meramente informáticos?

R.- O jogo nom pode consistir numha proba de resisténcia de horas e horas na que ganhe quem aguante mais horas ao pé do ordenhador, como foi desta.

P.- Que recomendación daría a quen se achegue a xogar ao trivial?.

R.- Nom te deixes enganchar. Eu que nunca fum ludópata vivim durante este campionato momentos de preocupaçom pola minha saúde mental e livre albedrio. De feito penso que se quedei de terceiro foi debido a algum tipo de trastorno.


P.- Utilizou vostede algunha estratexia especial neste campionato

R.- Todas as estratégias secretas do Livro de Estratégias Secretas do Trivial GZ.


P.- Que tipo de xogos cre que se deben desenvolver para a web?

R.- Um jogo de rol sobre política actual: Que farías tu se fosses Tourinho? E se estivesses na pel de Quintana? Protagoniza um Conselho da Xunta no papel de Pachi Vázquez. Como te comportarias se fosses um cidadam/á implicada na Rede Galiza nom se Vende? Com probas especiais do tipo: Missiom em Reganosa ou Operaçom Courel ou O regreso do Partido Popular...

P.- Finalmente, pensa que é unha boa opción que a AS-PG aposte polo desenvolvemento das novas tecnoloxía no campo do lecer e o tempo libre?

R.- Por suposto.

P.- Quere comentar algunha cousa máis?

R.- Pois que no fondo todo o mundo é um pouco friki algumha vez na sua vida. Hai que leva-lo com humor. E que bem me venhem os 200 euros em livros! Trabalhinho custou!

Mais, aqui

E aqui, para jogar ao TRIVIAL GZ
Comentários (2) - Categoria: Geral - Publicado o 30-07-2008 11:59
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