Made in Galiza


Eu nunca serei yo
Um caderno de trabalho de Séchu Sende

A minha obra neste caderno está licenciada baixo creative commons, copiceibe.

O autor solicita comunicar-lhe qualquer uso ou modificaçom da sua obra no email de contacto aqui sinalado.

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Rob Gonsalves


É canadense e fai realismo mágico.

Mais sobre o artista.

Comentários (3) - Categoria: Geral - Publicado o 03-12-2007 14:16
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Verde

Apreçado senhor mamífero:

Som a cor verde.
Quando estou baixa de ánimo
venho aqui e sinto-me útil
e acompanhada.
Um livro verde,
um bolígrafo verde,
um filme verde,
árbores, letras e
muitas cousas verdes.

Sinto-me como na casa.

Um abraço.


Comentários (3) - Categoria: Geral - Publicado o 03-12-2007 10:33
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Eu leo

Um desenhador que mola, Puño, grande animador á leitura
Comentários (5) - Categoria: Geral - Publicado o 03-12-2007 10:14
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O cao


Aquel cao era tam terrorífico, tam de pesadelo, tam negro e grande, tam aparentemente raiboso e louco e selvagem por fóra, e ao mesmo tempo era um cao tam mansinho e minha joia, tam medoso, tam frágil e cuitado e indefenso por dentro, que quando atopou num rio o seu reflexo morreu do susto.
Comentários (4) - Categoria: Geral - Publicado o 30-11-2007 11:54
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Omar Khayyam



Umha escena do famoso livro Rubaiyat.

Escaneado dumha página que supostamente alguem arrincou dum livro otomano de 1647 e posta á venda no bazar dos livros de Estambul, junto a milheiros de manuscritos originais e falsificaçons.

Cúmplice do expólio, pensei: Isto nom é como se alguém arrincase os fólios do Cancioneiro de Ajuda e os vende-se na feira de velharias de Sárria ou Aveiro?

30 euros polo que, em fim, suponho, ha ser umha falsificaçom que nom deixa de ilusionar.


Omar Khayyam, o livro, a copa, o sol.




55.

Iremos nos perder na estrada do amor,

e o destino nos pisará, indiferente.

Vem, menina, taça encantada, dá-me de beber

em teus lábios, antes que eu me torne pó.




73.

Alguns amigos me dizem: Não bebas mais Khayyam.

Respondo: Quando bebo, ouço o que me dizem

as rosas, as tulipas, os jasmins;

ouço até o que não me diz a minha amada
.



64.

Um pouco de pão, um pouco de água,

a sombra de uma árvore, e o teu olhar;

nenhum sultão é mais feliz do que eu,

e nenhum mendigo é mais triste.




Os Rubaiyat

Comentários (3) - Categoria: Geral - Publicado o 28-11-2007 10:15
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O bolígrafo verde


Um boli, um lápiz, algo
com que escreber, por favor.
É moi urgente!
E buscas nos caixóns, entre as revistas,
detrás do sofá, na cozinha,
por toda a casa,
desesperadamente,
como um ionqui a jeringa,
porque necessitas escreber
e ao final, si, aparece
um boli verde encima da neveira
entre os limóns.

De caminho fixo-se de noite.
Ana dorme.
E durmida chama por ti
Vem para a cama, tenho frio nos pés,
e Ummm, queixa-se
e repite Tenho frio.

E colhes a lanterna, o frontal amarelo
e vas para a cama.
Prendes a luz do foco sobre os olhos,
projecta no papel um círculo pequeno,
recordas que Leolo
sentava na cozinha e lia com a luz
da neveira aberta.

Entom as palavras aparecem
no círculo de luz.
Movem-se cara á mao,
passam por entre os dedos,
saem da ponta do bolígrafo
e caem,
as palavras caem,
umha detrás de outra, a presiom,
até que se acabam.

Já estam fóra. Aí estam,
fóra, livres.
A fatiga vence os olhos,
apagas a lanterna
e o boli verde cae debaixo da cama,
junto aos tres lápices, um boli vermelho
e um rotulador azul.


Comentários (9) - Categoria: Geral - Publicado o 27-11-2007 22:56
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Querida desbrozadora


Querida desbrozadora:


Os caminhos deixarom de se-lo
desde que as fouces se encerrarom nas casas
e oxidarom.

Ninguem pode chegar aquí, nem saír sequera.
Estamos atrapados eu, os nenos, Laura, e os animais.
E o resto da gente fechou-se nas suas casas.

A estrada de abaixo comeu-na o toxo
e a de arriba, a carqueixa.
A uz bloqueou a autoestrada
e o caminho de ferro está inzado de mimosas.
As ruas, as avenidas, as praças som das silvas.
Os cines, os hospitais, as bibliotecas som monte bravo.

Querida desbrozadora,
invade-nos o abandono,
rescata-nos,
necesitamos o teu disco de aceiro.

Com os meus braços e o teu motor
abriremos os caminhos todos.
Comentários (8) - Categoria: Geral - Publicado o 26-11-2007 16:34
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Pipilotti Rist


Ever Is Over All

Desde que olhei com os olhos abertíssimos estas images, hai já tanto tempo, alá em París, cambiou a minha forma de sonhar.



......


Esta gravaçom tem umha qualidade de pena!

aqui! hai outras versions em youtube.

Lástima que a arte seja tam cara e inalcanzábel tantas vezes!

Quando perguntei no CGAC polo preço das video-criaçons de Pipilotti Rist estavam a mais 200 euros!

Comentários (6) - Categoria: Geral - Publicado o 26-11-2007 14:25
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Billy Collins


BUDAPEST

A minha pluma percorre a página como o focinho dum animal extranho com a forma dum braço humano vestido com a manga frouxa dum gersei verde.

Vexo-a ulindo a página sen cesar, concentrada, como se fosse um buscador de comida que nom tem outra cousa na cabeça que as larvas e insectos que lhe permitirám viver outro dia.

Só quere estar aqui manhá vestida talvez com a manga dumha camisa a cadros, com o nariz pegado á página escrebendo umhas poucas e bonitas linhas mais, en tanto eu olho em fite pola janela e imagino Budapest ou algumha outra cidade onde nunca estivem?



Mais poesia animada de Billy Collins aqui
Comentários (5) - Categoria: Geral - Publicado o 26-11-2007 10:19
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Hundertwasser


Nom o conhecedes?

É fantástico.

Para nen@s!

Comentários (3) - Categoria: Geral - Publicado o 23-11-2007 13:21
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A letra dos médicos


Por que a gente que se dedica a cuidar da nossa saúde escrebe tam mal?

Por que esses homes e mulheres que estudarom durante anos milheiros de páginas sobre hérnias de hiato, cordas vogais e contracçons quando entram na consulta deformam as letras dessa maneira monstruosa?

Um estudo da National Academy of Science´s Institute of Medicine de EEUU asegura que a mala letra d@s médicos causou mais de 7.000 mortes só no país do Tio Sam.

E que mais de 1.500.000 de problemas de saúde forom originados polas letras que forom mal interpretadas, tanto nos remédios como nas indicaçons para toma-los.

E parece ser que agora para evitar iso, esta-se tratando de que @s médicos prescrebam de forma electrónica, para evitar problemas de interpretaçom.

Mas isto nom resposta a minha pergunta: Por que?

Por que @s médicos escrebem mal?

Grande mistério!

Hai algumha, algum médico na sala?

Comentários (9) - Categoria: Geral - Publicado o 21-11-2007 12:50
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O galego segundo a BBC


Y aún te hablo bien el castellano!
A situaçom da língua nuns segundinhos para parte do estrangeiro.
Aqui

Comentários (5) - Categoria: Geral - Publicado o 16-11-2007 14:33
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A nena com palavras nos petos!


Salva pediu-me un diálogo entre duas nenas para representarem no seu cole.

Este é o primeiro rascunho. Seguro que aínda lhe dou umha volta.

Copyceibe para beibiceibes!

...............

A NENA CON PALABRAS NOS PETOS

Dúas nenas de 7 anos, máis ou menos, entran no escenario. Un campo ou prado, con moito verde. Unha senta nunha pedra. A outra dá unha volta mirándoa?

Achégaselle.


- Ola? .- Ten un pantalón ancho e unha chaqueta cumprida, cheos de cores e petos por todas partes.

A outra nena non responde

-Olaa?

Nada.

-Olaaa!

Nada de nada.

-Vaia? -Míraa como a um bicho raro. Podería sacar unha lupa do pantalón e ollala como Sherlock Holmes.- E ti porque non falas?
A nena encolle os ombros. Di que non coa cabeza.

-Non falas porque non queres?

Di que non coa cabeza.

-Non falas porque?non tes lingua?

Di que non coa cabeza.

-Non falas porque? es muda?

Di que non coa cabeza?

-Pois falo eu? Sabes, eu tiña un tataratataravó que traballaba nun Circo. Chamábanlle O Gran Peidinni! Naceu aquí hai moito moito tempo e no Circo, alá en París e en Londres, anunciábano como O home que botaba lume polo cu?
Ri?

-Si, si, non rías. Mira, cóntoche? Sempre comía castañas ou lentellas ou fabas e resulta que con iso enchía a barriga de gases, así que cando comezaba a función poñíase a medio metro dunha vela, e arrimaba o cu do seu pantalón de seda cara a chama, así e Pppppprrri, saíalle un fogonazo de lume polo cu.

- ?

-Posiblemente foi o artista máis maleducado da historia dos Circos.

- ?

-Pola súa culpa despediron o home que botaba lume pola boca, porque non tiña tanto chiste?

- ?

-Non dis nada?

- ?

-Oes, ti sabes falar, verdade?
Fai máis ou menos coa man

-Ah, xa me parecía? E entendes ben o que che estou dicindo, non?
Fai así así coa man?

-Ah? Ti non es de aquí?
Fai o signo de oquei?

-E de onde es?

-Kiziguiristán?

-Kiziriguistán!, claro, xa me parecía a min que ti eras de Kiziriguistán? Pois entón ti debes ser kiziriguistaní?

-Si.

-Ves, sabes dicir si! Xa sabes unha palabra? E seguro que sabes outra? Como te chamas?


-Berva.

-Ola, Berva, eu son Uxía, encantada?
Danse dous bicos.

-Pois nada, non te preocupes, a miña lingua é moi fácil de aprender? É como todas, preparas as palabras, abres e pechas a boca, moves a lingua, etcétera. Sabes que é un?, un?, un chourizo?
Di que non coa cabeza?

-Umm, a min encantanme os bocadillos de chourizo, umm? Pois, mira, unha cousa asi, como che diría, así, que se come, e ten un rabo, e sabe moi rico? e ás veces pica? Boh, a ver se teño un por aquí? Eureka! .-Saca un chourizo dun peto!

-A ver, unha palabra máis fácil?

-Castaña.

-Ah, así que non sabes que é unha castaña, pois mira, a ver, si, precisamente teño unha castaña aquí ? Ves, como se di no teu idioma?

-Currushka.

-Anda, curruska, que ben soa! E sabes que é un peido? Si -fai así coa cabeza- ou non -move a cabeza-.

-Non?

-Vaia, así que non sabes que é un peido? Pois? .- Mira nos petos, desconcertada- Un peido é? .-Explícallo en cámara lenta, facendo teatro: sinala o cu e despois fai como unha bomba enorme, que enche o escenario como un gas tóxico, e despois pon os dedos no narís e fai que afoga?

-Castaña, peido, ben? E vela?

-Ahá, vela?

Saca unha vela, apáganse as luces. Xuntanse, falan máis en baixiño.

-Isto é unha vela. E isto é o lume. E isto é a miña man. E estes son os meus ollos?

-Esta é a miña man, estes son os meus ollos, repite.

-Ves, a miña lingua é fácil de aprender. Moi, moi fácil. Xogamos ao eco?

-Xogar .-Fai si coa cabeza.

-É un xogo relativamente divertido? Repite, por exemplo, se eu digo? Caracola, ti dis ola, ola, ola? Vale?

-Si, vale!

-A ver? Caracola? -Uxía tira unha caracola do pantalón ou do abrigo?

-Ola, ola, ola? - Saúdanse coa man

-Caracol? - Uxía saca unha foto dun caracol do peto.

-Col, col, col. ?Uxía saca unha col do peto.

-Vagalume? -Uxía saca outro vagalume e déixao voar?

-Lume, lume, lume? -Uxía sinala o lume da vela.

-Lucecú! ?Uxía saca un lucecú do peto e déixao no aire...

-Cu, cu, cu? -Uxía sinala o cu?

-Ves que fácil. En tres días xa estás aprendendo un trabalinguas?

-Tracalingus?

-Trabalinguas? Un xogo de palabras? Umm, por exemplo .-Saca un papel do peto- : Se vou a Bueu nun bou, vou, se non vou a Bueu nun bou, non vou.

-Se vou a bueu nun afjñklgfñl´fñl´bn -Trabúcase

-Se vou a Bueu?
Apréndelle até que despois de varios intentos dá feito coa lingua.

-Pois esta era a cousa máis difícil de dicir na miña lingua, e xa ves, aprendiches de camiño! O que che digo, seguro que en tres dias falas mellor a miña lingua que moitos nenos e nenas de aquí?

-Non?

-Si?

-Non?

-Si, que é moi fácil?

-Non,

- Si, muller. -Xogan, como nos debuxos animados.

-Non?

-Si?

-Non.

-Non

-Si? -Trabúcase.

-Ves, si! Mira, aínda que che pareza mentira, aquí hai moitos nenos e nenas que falan moi pouquiño a nosa lingua, sabes?

-Por que?

-Umm, ninguén o sabe. É un misterio.

-Un misterio?

-Saca unha interrogante do pantalón.- Unha cousa que non se sabe, - Fai así enconllendo os ombros, erguendo os brazos, como que non sabe.

-Misterio?

-Pois mira, hai nenos e nenas que?, eles falan pero non ou si pero en fin depende ao mellor si ao mellor non ousexa, é dicir, falar falar? Bah, eu non o sei explicar. Son cousas difíciles de explicar. Mira se é difícil que nin a xente maior o dá explicado ben... .

-Por que?

-Pois ese é o misterio.

-Misterio?

-Pero, ves, ti xa o estás falando? Así dá gusto? Falar é a cousa máis fácil do mundo. Eu tampouco me explico porque os nenos e as nenas non falan máis a miña lingua? Eu, por exemplo sempre o falei e xa ves, de marabilla. Deben ter vergonza de algo?

-Eu teño vergonza de algo.

-Ahhh, tes vergonza? Por que?

-Porque non falo ben?

-Claro, é normal. Eu antes de aprender a falar, cando era un bebé tamén falaba fatal? Dicía Aba en vez de auga, e Teiropapolasnopeleiro en vez de Teño cacolas no cueiro? A xente aprende a falar pouco a pouco. Ao primeiro equivócaste mais, despois menos e ao final, nada. Canto máis falas menos te equivocas.

-Eu quero falar mais contigo. En Kiziguistan eu falar moito. Falaba moitísiiimo. E gustábame moito? -Fai así coas mans?, como se tivese un libro.

-Ler? Os libros?

-Si, gustábame moito ler. Eu gusto libros. Baila cun libro entre as mans, con música. Traballar a coreografía.

-Pois aquí teño un libro. ?Sácao do peto- Mira, se queres podemos lelo xuntas.

Nesta altura da representación o autor propón dous camiños:

1. Proxección a través dun visor de fotos dos debuxos subtitulados do conto As palabras de Laura

2. Unha representación do conto con máis nenos e nenas que entran en escena como paxariño, ra, esquimó? etc.

Uxía e Berva len o conto e detrás delas, a historia.

AS PALABRAS DE LAURA

As ilustracións do conto proxectadas sobre o fondo do escenario, nun visor de imaxes, poden ser realizadas días antes da representación polos nenos e nenas espectadores da obra.


Esta é a historia de Laura,
que un día perdeu as palabras.

Coméralle a lingua o gato?
Roubáranllas nun pesadelo?
Era aquilo un gran misterio!

Laura botouse a chorar
porque non podía falar

Daquela saiu ao camiño
buscar as palabras
e atopou un paxariño?
Púxose a escoitar?

Mais cando quixo falar
Laura dixo Pío, pío.

Nun río atopou unha rá
Que lle aprender a cantar.

Mais cando quixo falar
Laura dixo Croá, croá.

Nun barco marchou moi lonxe
e chegou ao Polo Norte
e atopou un esquimó
que lle aprendeu a falar como aló..

Mais cando voltou á súa casa
e botou a falar:
-Pingüirilus, pingüírilis?
E a xente preguntoulle Que dis?

Despois viaxou a China,
a Australia, a Singapur
e a Oklahoma?
E aprendeu moitos idiomas?

Cando voltou á súa casa
Ninguén a entendeu
porque non falaba a lingua de seu.

Sabía falar como os paxaros
como as ras e os esquimós,
como en China, como en Niza?
mais aínda non atopara
as palabras da Galiza

Ollou no armario
e na lavadora
entre os libros e no buzón
debaixo da cama e no balcón?

E dentro dun espello
descubriu con grande emoción
que as palabras estaban?

?no cuarto da súa avoa
debaixo dun zapatón!


As dúas nenas aplauden?

Uxía apaga a vela e préndense as luces de escenario.

-Uxía?

-Dime Berva.

-A min gústame falar, gústanme as palabras? castaña, chourizo, peido, misterio?

-Pois mira, o meu idioma ten milleiros e milleiros de palabras... -Saca moitas palabras dos petos e tírallas ao público, lendo algunha: parafuso, tartaruga, etc.- Logo di: -A min tamén me gusta a túa lingua: currusca

-Currushka, -corrixe Berva.

-Currushka?

Rin.

-Pois mira, vouche contar a historia dunha tataratataravoa miña á que lle gustaban tanto os mocos do narís que un día morreu empachada!

-Mocos? Que ser mocos?

-Umm, vamos, xa cho explico polo camiño?


VANSE EMBORA.

TELÓN
Comentários (5) - Categoria: Geral - Publicado o 11-11-2007 20:44
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Touriño, Quintana, nom somos tont@s!


Cumpre distinguir para nos pór ao dia entre Plataforma Nunca Máis e Movimento Social Nunca Mais.

1. A Plataforma Nunca Mais hoje em dia é um instrumento que responde preferentemente á dinámica partidista, electoralista e publicitaria da pugna entre partidos. Perdeu a sua identidade originária: plataforma de participaçom cidadá.

2. O Movimento Nunca Mais foi umha corrente de creaçom de discurso e acçom baseado na participaçom directa e na responsabilidade política -política como res pública clásica- da cidadania, entre outras muitas cousas.

Durante estes dias tanto o Psd-G como o BNG estám a celebrar actos conmemorativos no 5º aniversáiro do Prestige. E botam man nos seus discursos de palavras altisonantes como movimento cidadá ou dignidade popular.

E nas suas mensages nos média, nas fotos de Touriño diante da Cadea Humana ou nas de Quintana entre overois brancos tinguidos de chapapote, pretendem identificar-se com os valores de justiça e integridade, entre outros, que representam o azul e negro.

Mas nom somos tont@s.

E sabemos que a energia nom desaparece, transforma-se.

O epicentro da dignidade social ou o quilómetro cero da conciéncia política cidadá nom estavam onte onde forom as cámaras da TVG, nom estavam onde Touriño e Quintana falarom para os micros com um papel diante.

O lugar onde se manifestava esse espírito que levou á cidadania a berrar Nunca Mais estava onte em Mugardos, com a gente fechada contra Reganosa na casa do concelho.

E a semana anterior estivo em Corrubedo, nos passos da gente que caminhou até o mar berrando Galiza nom se vende!

E antes estivo, e voltará estar no Courel, entre a gente que reclama que este governo nom permita, nom cause, a destruçom da montanha, entre as persoas que exigimos um plam alternativo para o desenvolvemento sustentável da serra de Novoneyra.

E manhá a energia que moveu milheiros de persoas ao berro de Nunca Mais estará em Quilmas, ou na Serra da Groba ou em qualquer dos muitos nós desta rede de agresons, de atentados terroristas contra o médio ambiente, e contra nós mesm@s, dos que o governo bipartito é responsável.

Nom é de estranhar que já se esteja pensando em botar mao da experiéncia e começar a boicotear, com humor mas com poténcia, os actos propagandísticos d@s responsábeis políticos que nom se derom conta de que agora, si, dicimos que chove.

E que quando os responsáveis políticos despreçam, ingoram, e humilham a gente oprimida polas suas decisons hai muita gente para os sinalar com o dedo: Vós sodes os culpáveis.

E íde-lo pagar.

Esta sexta feira, venres, apressenta-se a REDE GALIZA NOM SE VENDE, umha rede social que já aprendeu que um dos objectivos é evitar as intrusons de qualquer partido político e as asociacións colaboracionistas...

Umha rede na que a gente tem confiança e que hai que tecer entre tod@s.

Como berrou onte Luz Marina de Meá em Mugardos: Venceremos nós!

Que queiram, que nom, temos a raçom!

Mecaghiná...
Comentários (4) - Categoria: Geral - Publicado o 11-11-2007 17:28
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Imaginas-te inocente e as 24 horas do dia pres@?


Isto é intolerábel.
Comentários (2) - Categoria: Geral - Publicado o 10-11-2007 12:12
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Dinamita contra Reganosa?


No programa O Tren do Serán, da Rádio Galega, falando sobre Reganosa, Carlos Mella e Avelino Pousa parolam sobre a protesta cidadá e o abuso de impor a planta de gas no médio da ria.

Chegado um momento, Avelino Pousa asombra com o seu ímpeto:

-Eu creo que se as protestas houvesem sido em sério, hasta vola-lo cando tal...

-Avelino está feito um revolucionário, vamos, sanguinário já.

-Volar antes de que fixeram aqueles monstros... Cando empezara... Buscar um dinamiteiro... Ao melhor salvavamos a esse que vendiu a dinamita para os de Madrid, ao melhor traíaa para ai, (...) e ao melhor se se houvera recorrido a eso nom se terminava a obra.


É-che o que hai.

Aqui está a ligazóm com a rádio pública em directo

O fragmento de Avelino Pousa está nos arquivos, no minuto 54.44 da terceira faixa do programa, -ás oito menos cinco mais ou menos- do xoves, quinta feira, 8 de novembro.


Comentários (3) - Categoria: Geral - Publicado o 10-11-2007 11:28
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Made in Japan


Chorai de risa.
Comentários (2) - Categoria: Geral - Publicado o 09-11-2007 23:49
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Bipartito DEP?


Por isto
e isto
e isto
e isto
e isto
e isto
e isto
e algumhas cousas mais...

...a muita gente da-lhe que o bipartito subestimou e despreza a força do movimento social.

...um movimento empurrado por uns quantos milheiros de persoas que, por outra parte, já foi decisivo no anterior cámbio de régime.

Antes foi: Hai que bota-los.
Agora, como di a pancarta da Burla: Hai que rebotar-se.

Nós sós, nós soas.
Como contra o chapapote, ou parecido.

Num dia triste, abraços para a gente do Cruceiro da Meá contra Reganosa. E apertas para os tres do Eixo.

Galiza nom se vende!

Comentários (4) - Categoria: Geral - Publicado o 08-11-2007 20:40
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O Caralho 29


Um clasico
Comentários (8) - Categoria: Geral - Publicado o 07-11-2007 12:49
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Sobre Made in Galiza


Como já puidemos ler antes nos Muitos Papeis, o lugar onde a vida é mentira, ás vezes aparece gente que escrebe sobre Made in Galiza.

A primeira, plafff!.
Despois, flores..
Outra hai nada, caput!
E agora aparece mais umha: Compromiso coa palabras

Ehem...

"No ronsel de Castelao, aínda que salvando as obvias distancias, cómpre situar esta peza narrativa de Séchu Sende, merecedora dun xuízo crítico semellante ao que Carballo Calero (sic) escribiu no seu dia verbo do libro abraiante, conmovedor e sempre cheo de compromisocoa terra e coa Lingua que é a obra mestra de Castelao."

"...segue a súa mesma técnica narrativa: pequenos cadros, brevísimas historias, moi orixinais case que todas, que interveñen de xeito decisivo na realidade. E tamén un semellante grao de narratividade, a axilidade para encerrar en dúas ou tres páxinas unha ensinanza útil, a impagable mensaxe da valoración da lingua."

"...e outros relatos (...) nos que non está ausente nin o compromiso nin o humor e a ironía e que nos fan lembrar os nosos clásicos, malia a súa feitura fragmentaria e as súas trazas postmodernas."


Ponho-me colorado...
Ah, e que eu saiba, juro que a este senhor nom o conheço.

Por se nom se nota, estou moi contento polo livro. Obrigado a todas e a todos os que participades nel.

.......

"Feito de nós", Francisco Martínez Bouzas
Suplemento Faro da Cultura, 1 nov 2007
Faro de Vigo.
Comentários (4) - Categoria: Geral - Publicado o 06-11-2007 21:29
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© by Abertal

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