Made in Galiza


Eu nunca serei yo
Um caderno de trabalho de Séchu Sende

A minha obra neste caderno está licenciada baixo creative commons, copiceibe.

O autor solicita comunicar-lhe qualquer uso ou modificaçom da sua obra no email de contacto aqui sinalado.

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A mugideira


Tenho um colega no hospital. Telefonou-me chorando. Contou-me o que lhe passara chorando e suponho que aínda estará chorando e que seguirá chorando durante uns días. É Lucas.

Pobre Lucas.

Há momentos nos que a nossa vida deixa de parecer a nossa vida. Quero dizer que esta vida que vivemos, -durmir, erguer-se, fazer o que há que fazer, falar com a gente, pasá-lo bem, viajar e essas cousas- de súbito cámbiam e por um momento a nossa vida, pois isso, semelha outra vida, doutra persoa. É como se um dia sucedesse algo que, pensamos, nunca nos poderia ter ocorrido a nós. Suponho que isso foi o que pensou Lucas. Como me puido ter passado a mim algo assi? Em fim.

Todo começou aquel sábado no botelhom. Ali estavamos de noite, na alameda, dando-lhe á priva e fumando e falando das nossas cousas.

Puff, que mal rolho, em fim.

Ali estávamos os cinco fazendo-nos as palhas mentais de sempre, o Marcos, a Sabela, a Rosa, o Lucas e eu.

Acabamos confesando-nos virgens, -si, eu tamém, que passa?- e, umha cousa leva a outra, dando-lhe ao palique, num momento dado sacamos o tema das lendas urbanas.

- Que si, ho, dizia Marcos, umha tia meteu-se umha botelha de coca-cola por aí e colheu-lhe aire e quedou-lhe apegada a presom?

- O que!, isso é um desfase .- dixo Rosa.

- Eu sabia o do cao, o da senhora á que se lhe apegou o seu cadelo, que nom lhe saía, nem botando-lhe água fria nos colhóns, e quando chegou ao hospital por urgéncias meterom-nos no quirófano e tiverom que cortar-lhe todo, pobre cao?

- E vós credes que o da panca de cámbios pode ser posíbel?, dixo Lucas.

- O que?

- O da tia á que lhe meterom um calentom na coca-cola e chegou ao carro toda quente e colheu e meteu a panca de cámbios por aí...

Buá, em fim, e despois aínda contamos a lenda da coitela de afeitar e a da mugideira e a do rato dentro do calcetim de Richard Gere e nom sei quantas histórias dessas mais e tanto nos escaralhamos, tanto nos esmendrelhamos, e tanto choramos co riso que Rosa nom puido aguantar e escapou-se-lhe e molhou nas bragas e aí já tivemos que marchar.

Em fim, que ao dia seguinte estou acabando de jantar com umha resaca de tres pares e aí me soa a musiquinha do móbel. O mamom de Lucas. Mecagoem.

- Que passa, meu?

- Nada, que estou no hospital.

E vai e bota a chorar.

O tipo nom é mala gente. O tipo é como o pao. É o típico que fai as cousas sem pensar. Lucas é Lucas, um pouco jas, um pouco jam.

Ao tipo sempre lhe molou a electricidade e a mecánica e os chismes. Flipam-lhe mais os ruídos do motor dum buga que toda a música da história. Mola-lhe mais um ibiza tuneado que todos os museus de arte contemporánea do mundo. Em fim, que nom me estranha que a súa paixom polas máquinas o levasse ao hospital...

Resulta que o domingo pola manhá seus pais marcharom e el ficou só na casa. E resulta que o tipo espertou com um resacom do caralho e duchou-se e entrarom-lhe as ganas.

A mim dixo-mo por teléfono, chorando.

- Óstia, tio, sabes esses dias que tes ganas e queres probar algo diferente.

- Umm?, dixem eu. Oink? Eu estaba flipado. E o colega vai e di-me polo aparato:

- Estava aborrecido de me fazer palhas como sempre, dando-lhe á manivela, mirando as fotos das revistas do coraçom ou zapeando na tele, e comecei a pensar no que falaramos de noite, o das lendas urbanas, e aínda me quentei mais, imaginando o do cámbio de marchas e o da botelha e essas cousas e puxem-me doente. Mamá deixara-me umha nota na cocinha, que fosse limpar um pouco a corte, que lhe passasse umha mangueira, botar-lhe de comer ás vacas e listo. E alá fum.

E alá foi o mui imbécil. E vai e chega e pum, pum, pim, pam, a mangueira, a comida dos animais, se finí, e ali queda olhando para as vacas pasmado como um imbécil. Porque hai que ser mui imbécil, e já vam tres vezes, para pensar o que pensou. Eu já lho dixem:

- Óstia, tio, que as lendas urbanas som isso, lendas, que som verosímiles, porque podem parecer verdade, que semelha que puiderom passar em realidade nalgúm sítio?pero que nom, tío, que as lendas urbanas som lendas, len-das, que se o buscas no dicionário pom ?relato de ficçom?, óstia, de ficçom. Que a gente pode escoitar a lenda da boa constrítor que se lhe escapou a um circo e que se meteu polos sumidoiros e que saiu polo báter e comeu o tipo que estava cagando pero que a gente no fondo tamém sabe que as lendas nom som verdade, aínda que o poidam parecer.

Pois nada. O Lucas resultou ser mais tonto do que se podia pensar, mais tonto mesmo do que pensava el. Que esse dia levantou-se com um grao suficiente de estupidez como para intentar superar a ficçom.

O tipo vai e di-me, chorando:

- Óstia, tío, já sabes que eu controlo, que eu sempre me levei bem com as máquinas, que as conheço, tio.

Vale, tio, vale, pensei eu, que desfase, a ver que caralho fixo este tipo. E o Lucas a chorar. E di-me:

- Assi que me dixem, E por que nom?

E contou-me chorando perdido que prendera a mugideira e que meteu um dedo para probar o que se sentia.

E eu pensando: óstia, óstia, eu nom tenho nem ideia de mugideiras eléctricas mas suponho que farám algo assi como chup, chup, assi como sucionando e que tenhem umha goma suave por onde se metem os tetos da vaca e chup, chup, vai chuchando o leite e assi. Vale, o mecanismo é doado de entender...

Assi que é fácil de imaginar o Lucas probando com os dedos o aparato, chup, chup, e logo, tirando a roupa e ficando em bolas ali diante das vacas. Surrealista.

O tipo queria ter umha dessas experiéncias que só se podem imaginar sem dar-se conta de que esse tipo de experiéncias só se podem imaginar, como a própria expresom indica, óstia. Só-se-po-dem-i-ma-gi-nar.

Assi que ali está o Lucas com a pirola dura frente á mugideira. E as vacas, suponho, a mira-lo de esguelho e pensando com o seu pensamento bovino Este tipo deve estar mal da cabeça.

Vale, si, está esse rolho chungo da zoofília, que na história de humanidade dim que houvo tipos que o figerom com cabras e burros e assi, mas todo o mundo sabe que esse tipo de gente é gente trastornada, gente enferma, desfasados, pirados, de camisa de força. E Lucas, si, Lucas sempre foi um tipo algo raro, um pouco inconsciente, mas eu sempre pensei que era dos que sabem parar o carro.

Em fim, ali estava o Lucas na corte das vacas, com a sua deméncia sexual transitória na cabeça e o caralho teso na mao pensando se si ou se nom, se si, se nom, se se enchufava ou se nom na mugideira...

- Óstia, tio, enchufei-me ?dixo-me chorando polo teléfono- enchufei-me ali e dava gusto, tio. Nada comparable, que passada meu, via as estrelas, estava no ceu, eu ali de pé com a ventosa a mamar-me a pirola, um minuto, dous, tres, com os olhos fechados, a imaginar a tal e a tumba como nos melhores sonhos, de fantasia, tio, que aquilo era um descontrol, um superpracer que se me metia no espinhazo e me sacava um gusto como nada no mundo, umha super-mamada, umha super-mamadaza!


E o Lucas dizia-me todo isto chorando, o cabrom, chorando e chorando dizendo que vira as estrelas, que vira destelhos de luz e que se escoitava a si mesmo suspirando e fazendo ruídos desfazendo-se de gusto, e que el chegou um momento no que já nom podia mais e, claro, ras, correu-se.

O tipo foi-se na mugideira. E como já nem podia ter-se de pé ageonlhou-se primeiro e despois sentou e botou todo o aire que levava dentro e colheu aire como se acabasse de estar cinco minutos mergulhado no fondo do mar e saísse de súbito a respirar. E que ali quedou, derreado, flipado, alucinado, recuperando o alento, com as vacas pasmadas a mirar para el com os seus olhos grandes.

E claro, vai o tipo e di-me:

- Entom quixem saca-la? E quedara atascada, tio! Nom me saía. A mugideira trincara-me polo pito, tio. Quedara ali dentro, atrapado. Apaguei a máquina, desenchufei-na, e puxem-me a dar-lhe com os dedos á ventosa a ver se me deixava livre e nada. Estava enganchado, tio. Quedara ali enganchado na merda da mugideira pola pirola. Encendi-na, voltei-na desconectar, voltei mirar, tirei da mangueira, forcei as gomas, dei-lhe com todas as minhas forças á ventosa, tirei da pirola e nada. Nom saía. E assi botei umha hora e quando me dei conta já estava chorando sem escapatória com as cabronas da vacas a bruar de quando em vez passando de mim, tio, como se nada.

Lucas contou-me que intentara romper os cables, que tirara polas correas, que golpeara com os pés a máquina, que despelexara as mans turrando a ver se arrincaba o tubo que o tinha preso e que nada e que seguia chorando ali, em pelotas, ali, em coiros, enchufado á mugideira quando escoitou chegar o 4x4 de seus pais duas horas despois.

E buá, o tipo seguia chorando polo telefone porque suponho que o que buscava era alguém que o escoitasse, que o comprendesse, alguém que lhe dixesse Tranquilo, Lucas, que isso pode pasar-lhe a qualquera, e eu dixem-lhe Tranquilo, tio, nom te preocupes, já verás com o tempo que risas nos botamos, venha, home, nom chores...

E o tipo, nada, desesperado, seguia chorando, porque ademais nom acabara de contar a história. Porque seu pai e sua mai, claro, fliparom. Que sua mai botou a chorar, Ai, meu filho, ai, meu filho pero ti! E seu pai começou a berrar-lhe Mecagoemtodo!, mecagoemcristobendito!, e arreou-lhe tal óstia que mesmo as vacas sentirom pena, que para bruto o pai de Lucas, que se puxo com o desparafusador e com a chave inglesa e nada.

E alá foi a mai desesperada e claro, colheu e..., porque chegou um momento no que o Lucas se puxo a chorar já doutra maneira porque a pirola lhe doía de tantas horas ali trincada, e digo, ali foi a mai desesperada e chamou os bombeiros.

E chegarom os bombeiros, com a sirena e todo, ni-no, ni-no, e buá, fliparom com o panorama. O besta do pai dicindo que ía malha-lo a óstias quando quedasse ceivo, que que vergonha, que já veria el, e os bombeiros vam e dizem Aqui nom se pode tocar nada sem um médico.

E alá chamam ao 061 e chega a ambuláncia, ni-no!, ni-no!, dous médicos, dous enfermeiros, que alucinarom, claro, e a gente toda ali metida na corte, uns com as maos na cabeça, a mai chorando, o pai cagando-se no filho, outros com a boca aberta, outros numha esquina escaralhando-se de risa e disimulando, e o Lucas, em fim, pobre Lucas?, até que si, ao final, conseguirom desenchufa-lo e mete-lo na ambuláncia e para o hospital.

Que resulta que ao final em urgéncias mirarom-no bem de arriba abaixo e dixerom que nada, que nom passara nada, que nom havia que preocupar-se, que passasse a noite ali, baixo observaçom, que nom parecia grave, e que, em tal caso, o Lucas podia necessitar ajuda psicológica e tal.

E ali quedou o pobre Lucas no hospital, que quando o deixarom só com a súa desgraça o pobre já me telefonou, porque o tipo devia necessitar um colega que o comprendesse ou algo assi, e quando falou comigo já me dizia Por favor, por favor, nom lho contes a ninguém, e eu E que tal estás?, Tes que tranquilizar-te, Venha, ánimo, tio, e el chorando e chorando e dizendo Na vida volto fazer-me umha palha e eu Home nom é para tanto, e el choraba e choraba e nom parava de chorar.

Comentários (11) - Categoria: Geral - Publicado o 23-12-2007 18:29
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HORTOGRAFÍA


O cultivo das palabras: un negocio con futuro

Primícia mundial: em vivo e em directo!!!

Umha nova página web para trabalhar a língua e a literatura.

Muito trabalhinho...Na punta da lingua!

Aplausos para a autora!!!

Venha, fazemos-lhe a onda desde a bancada?

Um, dous, tres... Arriiiiiiiiiiiiiba!!!



.......

Pêches, óleo de Man Ray






Comentários (5) - Categoria: Geral - Publicado o 18-12-2007 14:06
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Il sogno è il mondo mio



"Nom intento recordar as cousas que ocorrem nos livros, o único que lhe pido a um livro é que me inspire energia e valor, que me diga que hai mais vida da que podo abranguer, que me recorde a urgéncia de actuar"

Léolo!

A vida não se passa na terra, mas na minha cabeça.

Réjean Ducharme, em L´Avalée des Avalés
Comentários (3) - Categoria: Geral - Publicado o 18-12-2007 10:34
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A motoserra

Estou canso.
Hoje cansei de picar lenha,
de erguer e deixar caer o machado
umha e outra vez sem descansar.

Cómo se converte o castinheiro
em lenha para arder
,
semelha o título dum Manual de Instruçons
escrito por Jack London.

Tenho que confesar que tenho medo
da motoserra.
Tem demasiados dentes, ruído
e revoluçons.
E semelha inestábel
como umha persoa que nom é de fiar.
Tranquila em OFF,
entra acesa nos meus pesadelos
e vira-se contra mim com os seus dentes de aceiro,
como um sonho
que se volve realidade.

Ou tamém pode ser
que nom a conheça bem e
nom é que a motoserra seja insegura
senom que o inseguro som eu.

Talvez algum dia
deixe de picar lenha a mao,
de erguer e deixar caer o machado
umha e outra vez
e lhe perda o medo á motoserra.

Tenho que cambiar,
mas necessito tempo.
E algumhas outras cousas.




Courel, 2007
Comentários (5) - Categoria: Geral - Publicado o 17-12-2007 23:46
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Holi


No filme de Bolliwood The Rising, sobre o rebelde independentista de mediados do XIX Mangal Pandey, unha representaçom do holi,
a festa das cores.

O filme está guai. Mas o heroe morre noventa anos antes dos tempos de Gandhi. O final é triste.

Um arco iris nuns dias tristes.







Comentários (3) - Categoria: Geral - Publicado o 17-12-2007 10:40
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O coleccionista de línguas: Laracha



Despois de anos e anos de coleccionismo, decido-me hoje a fazer pública umha parte importante da minha colecçom de línguas...

Estas som algumhas línguas desenhadas polos seus proprietári@s, recolhidas o passado 14 de dezembro na Laracha.

Como podedes ver, a primeira vista gozam de boa saúde!

Aseguro-vos que vistas frente a frente as línguas aínda tinham melhor aspecto. Porque ao final conseguim ve-las, quando conseguimos provocar risos e gargalhadas o suficientemente abertas...

Aínda nos rimos um cacho com esse relato súcio e lendário d´A muxideira, eh?

Um saúdo, repaces e ripozas da Laracha!

E gracie mille a Teresa, pola voz do pobre Lucas!

Comentários (32) - Categoria: Geral - Publicado o 16-12-2007 20:29
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O coleccionista de línguas: Coristanco


O coleccionista de línguas chegou a Coristanco com umha misiom: pór em práctica o Método de Hipnose para Falar Galego.

Funcionou nas Sinas com aquel grupo de monitor@s de tempo livre, e nos cursos de formaçom para professorado de Infantil, Primária e Secundária, tamém para um grupo de gente nova de Vilagarcia de Arousa...

Assi que alá fum com o meu péndulo...

Mas umha cousa era certa, como sospeitava: em Coristanco falam muito e mui bem o galego.

E quando me dei conta de que puidem ter aproveitado e hipnotiza-los para aprenderem inglés... já era demasiado tarde!

De todos xeitos estivo bem ver funcionar as línguas dos repazes e repozas de Coristanco, aínda que nom puidem traer nimgumha para a minha colecçom.

Um saúdo grandíssimo, grandíssimo para @s valentes que se atreverom a fazer perguntas sobre Made in Galiza, superando esse temor instintivo aos escritores com barba e lentes...

E outro saúdo grande para @s tímid@s, tamém!

E para Ana, que fixo tam bem de Lucas, pobre Lucas!, no conto d´ A Muxideira!


Aqui, o blog regueizeiros, de Coristanco!
Comentários (3) - Categoria: Geral - Publicado o 16-12-2007 20:26
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Pippi Langstrumpf


Milheiros de afeccionad@s á leitura, e de Astrid Lindgren em particular, reunid@s no último Congreso Internacional sobre Pippi Langstrumpf em Frankfurt, coreando o seu tema preferido.

Isto si que é animaçom á leitura!

...

Aqui tedes a letra, facilinha de recordar:

Zwei mal drei macht vier, widde widde witt und drei macht neune,
ich mach' mir die Welt, widde widde wie sie mir gefällt.

Hey Pippi Langstrumpf, trallahi, trallahei, trallahopsassa,
Hey Pippi Langstrumpf, die macht was ihr gefällt!


E um dos capítulos, traduzido polo Coleccionista de Línguas: Pippi no colexio!
Comentários (2) - Categoria: Geral - Publicado o 16-12-2007 00:14
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A taberna de Mou, de balde!


hip!
hop!


- Si, aqui a taberna de Mou, diga-me

- Dios ke te crew!

....

Mou apressenta disco um em solitário e bem acompanhado, como el mesmo explica:

Intervencións de Dj Kaze (Vinilo Keepers), Hevi (Malandromeda e Non Residentz) con Dj Beware, MVP (Circo Records) e o resto do colectivo Dios Ke Te Crew como Dj Murdock, Sokram, García e Jamas conforman o plantel de invitados especiais da miña bodega.


A foto é de anosaterra
Comentários (2) - Categoria: Geral - Publicado o 15-12-2007 21:54
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Minimaladas!


Um ouriço cacho veu visitar-nos!
E trouxo com el cincuenta e nove animais mais.

Estam no livro Minimaladas, de Carlos López, com ilustraçons de David Pintor.

Acabo de le-lo. E se tivesse o que tem Amáncio Ortega enviaria-lhes este livro a todas e a todos os nenos galegos.

Hai que traducir este livro a todas as línguas do mundo!
Arrasa!

Vou começar a recomenda-lo entre @s colegas!
Gostei muitíssimo!
E olho, que nom é só para nenos e nenas!

Aqui está o caderno persoal do ilustrador..., com sorpresas!

Comentários (3) - Categoria: Geral - Publicado o 15-12-2007 09:51
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Made in Galiza: Prémio Ánxel Casal


Pois os editores e as editoras derom-lhe a Made in Galiza o Premio Anxel Casal ao Libro do Ano!

Assi que aló estava eu para o receber, em nome do livro, numha ceia diante dos acuários gigantes da Casa dos Peixes da Corunha.

E alá fum recolhe-lo.

Isto foi o que dixem dumha maneira aproximada, despois de lhe dar dous bicos á senhora Conselheira de Cultura, que me entregou umha pequena escultura, e rompendo o protocolo dumha forma um tanto gamberra, com perdóm, -porque @s premiados nom podiamos falar- numha cea tam séria:

... agradecim este prémio em primeiro lugar a papá e a mamá, que estám contentíssimos!, especialmente á minha nai que me contagiou esta língua que me botei a falar sempre e para sempre aos dezasete anos...

....expliquei, mais ou menos, -porque nom o levava anotado e estou intentando recordar- que o livro o escrebim para toda a gente: a que fala sempre em galego, a que fala sempre em castelám, a que fala mais em galego ou mais em castelam, porque vejo a língua como património de todos e todas...

...contei, como anécdota curiosa, que enviei tres Made in Galiza á prisom de Teixeiro, para Os Tres do Eixo, e que da primeira vez dous livros forom devoltos por razóns do tipo "objeto sospechoso", e que despois voltei enviar os livros e que um dos sobres me foi devolto considerado como "objeto prohibido", e que por isso e outras cousas tamém este livro berra Liberdade para Os Tres do Eixo...

...contei que estava agradecido á gente com a que me atopei -e sigo atopando- nos últimos anos na base do movimento Nunca Máis, de Area Negra, de Burla Negra...

... e que esse movimento segue presente na gente que berra Governe quem governe Galiza nom se vende, pedindo umha planificaçom política de desenvolvemento sustentábel e respectuoso com a natureza, desde o Courel até Merexo ou Quilmas e muitos outros espaços com agresons medioambientais, porque o livro tamém fala de ecologia...

... tamém dixem que eu som mui tímido e que nom acostumo a fazer essas cousas de falar quando nom me toca, que normalmente falo pouco, e que acabava enseguida para começarmos a cear, que desculpas...

...e para Isaac Díaz Pardo pedim um reconhecemento e algo mais, porque nestes momentos tam difíciles hai que actuar de forma enérgica, potente, na súa defensa e na defensa do Instituto Galego de Informaçom e de todo o que Díaz Pardo repressenta...

...e finalmente agradecim-lhe ao Ex-Aduaneiro Pánchez a portada do livro, com as bombonas de butano com boca e olhos, que nom som as de Reganosa, dixem, pero case...

...e já nom me deu tempo a mais nada, porque o protocolo dicia que os premiados nom podiamos falar e, já vedes, ao final falei assi como um pouco nervioso aínda que penso que se me entendeu.


Esqueceu-me agradecer-lhes o prémio aos editores e editoras: Um saúdo afectuoso.

E mais nada, pensei que estava bem dar a minha versom aproximada dos feitos...








Comentários (9) - Categoria: Geral - Publicado o 15-12-2007 03:21
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E matar um porco com estoque é ilegal?


Seria ilegal umha corrida de porcos?

Colheriamos o porco e levariamo-lo a umha praça.
Nós vestimo-nos com pantis cor de rosa e um chaleco com ombreiras e muitos adornos.
Apanhariamos umha espada e um capote.
E toureariamos o porco.

Cravamos-lhe umha lanza...
Ponhemos-lhe banderilhas...
E por último entramos a matar e espetamos-lhe umha estocada que lhe chega ao coraçom...

É isso ilegal?

Pois faze-lo com um touro, nom.

E é a mesma bestiada.
Estes espanhois estám tolos!
A tauromáquia é umha enfermidade mental.
Comentários (3) - Categoria: Geral - Publicado o 10-12-2007 22:58
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Festa no Courel
Comentários (4) - Categoria: Geral - Publicado o 10-12-2007 22:05
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Made in Galiza: estás nominado!


A AGE
acaba de nomear como finalista o Made in Galiza na categoria de Libro do ano.

Gracie mille á gente que o levades de boca em boca!

E especialmente ao Ex-Aduaneiro Pánchez, polas bombonas de butano, images que valem mais que mil palavras!
Comentários (8) - Categoria: Geral - Publicado o 10-12-2007 15:59
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INSTRUCCIONES PARA EMPEZAR A HABLAR GALLEGO


Welcome to the best method to learn Galician!

Bienvenu à la meilleure méthode pou apprendre le galicien!

El primer paso que debería dar la persona que pretenda empezar hablar gallego es sacarse una fotigrafía tamaño carné para tener un recuerdo
de cómo era antes de saber hablar gallego.

El segundo paso requiere un esfuerzo algo mayor: enfrentarse a leer sin miedo en la lengua objecto del aprendizaje. ¡Suerte!


E xa estamos no terceiro paso, que ten que ver co método Bulinsky de interpretación teatral, que consiste en asumir o papel dun personaxe que está aprendendo unha lingua con todas as consecuencias dramáticas que iso conleva.

Así, por exemplo, pode disfrazarse cun sombreiro de copa ou bigotes falsos ou perruca é dicir no supermercado, por poñer un caso, as súas
primeiras palabras en galego en boca do seu presonaxe: Por favor, onde están os cepillos de dentes?

A finalidade do disfrace -recomendado para a xente máis tímida- é pasar desapercibidos diante das persoas coñecidas que nesta etapa da
aprendizaxe, nalgúns casos, poden facer fracasar a misión con frases pouco animosas do tipo:

? ¿Y luego ahora hablas gallego? Pues te veo rara (cun ton burlón)

? Uy, que gracioso estás? (cínico)

? ¿Y que dicen tus padres de todo esto? (incrédulo)

? ¿Y como tedio por ahí? (asustada)

? Ostia, colega, ¿y tú de que vas? (molesto)

? Aún si lo hablaras bien? (indignada)

? Nótase que non o mamaches (purista)

A maioría da xente que di esas parvadas non ten mala intención, mais ás veces escápansenos estas cousas que teñen botado para atrás, aínda que
pareza mentira, a algunhas persoas que, cando algún día intentaron falar galego, non o conseguiron debido á presión do que dirán.

O ?que dirán? é unha desas cousas que pode preocupar a unha nai cando o seu fillo rouba un banco, por poñer un caso, mais realmente falar unha lingua no ten as mesmas consecuencias. Hai que ter claro, iso si, que esta será unha pregunta que pode crear inseguridade: Y si empiezo hablar gallego, ¿que dirán?

Nunha categoría semellante estaría o?que pensarán?, o que nos fai reflexionar sobre a importancia da psiquiatría nun proceso de aprendizaxe e uso da lingua galega.

O cuarto paso para comezar a falar galego é rirse dos propios erros antes de que se ría outra xente. Hai que levar con humor eses pequenos disparates e interferencias do tipo ?Este libro é miño? ou ?Voute pegar unha
leite? sabendo que ningunha persoa da historia pasou do estado A: Non falar unha lingua ao estado C: Falar ben unha lingua sen un período intermedio B: Falar máis ou menos mal esa lingua.

A xente que saiba ler pode atopar algo de axuda nos libros. Nos dicionarios veñen case todas as palabras ordenadas do A ao Z.

A xente que non saiba ler ou prefira non facelo que non se preocupe. Hai moitos casos de persoas que nunca leron un libro en galego e o falan perfentamente.

Estamos chegando ao final, entrando xa na etapa de desmitificación da lingua galega, cando descubrimos que realmente o galego é unha lingua
como outra calquera, sen aparentes poderes trascendentais engadidos. E así podemos sorprendernos un día preguntándolle a hora en galego a alguén con toda naturalidade, sen darnos conta.

Conseguido o noso obxectivo, descubrimos de maneira sorprendente que, contra o que pensa algunha xente, para falar galego non é imprescindíbel ser independentista nin necesario ir vivir a unha aldea.

O último paso destas instrucións para falar galego non ten volta atrás: Chegou a hora de comparar a antiga foto de carné coa nosa imxe actual nun espello e comprobar que todo segue no mesmo sitio.

Os cambios son imperceptíbeis, e calquera transformación inesperada só pode ter como
explicación o paso do tempo ou calquera outra incidencia allea á lingua galega.



Made in Galiza, Editorial Galaxia, 2007
Comentários (20) - Categoria: Geral - Publicado o 10-12-2007 14:23
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Esterko!


Directamente da terra do lume e do ferro, aqui os tedes num ensaio.

Karral 2007

Vam dar ke falar!

Hai ke arder!
Comentários (2) - Categoria: Geral - Publicado o 10-12-2007 14:07
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Xan Castro e Serán Vencello


Quando cheguei de Viveiro a Compostela, no 90, a primeira semana de aulas conhecim a Xan, Xan Castro Huerga

Xan vinha com a ideia de criar um colectivo de gente nova que escribisse, um colectivo de poesia. Fazer cousas juntos. Ao pouco conhecim á gente que formaria Serán-Vencello, rapaces de Santiago, aginha amigos.

Reuniamo-nos no café bar Rhin, perto do Teatro Principal, e aló falamos e falamos e passamo-lo bem com os nossos 18 anos e os olhos abertissimos.

Se alguem tirou polo colectivo, polo grupo, polas relaçons entre a gente, esse foi Xan. Aínda debemos botar uns tres anos juntos, como colectivo de feito, que se diria agora.

Na foto de arriba, que atopei fazendo limpeza e já tem tantos anos, -máis de 15!-, estamos aquel fato de rapaces que o passavam bem fazendo performances, recitais blasfemos e, de quando em vez, algo de poesia.

Comezando por arriba á esquerda: Pepe, Fran, Gonzalo, Martin.
E abaixo: Xan, David, eu e César.

Logo da man de Gonzalo tamén participou daquela aventura Galia Blanco.


Em fim, a anécdota do avó...

Numha destas foramos a Vigo dar um recital -a Sargadelos?, pode ser- e coincidiramos com Ferrín na cafeteria De catro a catro (?). Eu daquela nom bebia e por isso lembro melhor o momento:

Estabam todos bem borrachos e chega Ferrín idem e começou a botar contra o Comunismo, falava pestes, si, contra Marx e o proletariado e nós flipando, claro, o tipo todo sulfurado. E remata e fai um cámbio de ritmo..., pom-se sério e di, mais ou menos, algo assi:

- E vós sodes poetas novos? Sodes uns inútiles, escoitades um velho falar como um fascista e nom lhe pegades um par de óstias.

Só podo dicir que para nós Ferrin era algo assi como um deus. Que andava Xan com umha primeira ediçom de Retorno a Tagen Ata como com umha joia. Era um guia espiritoal, a nossa droga, o nosso mais ademirado escritor vivo do planeta... Assi que justo nesse momento no que quedamos antes, no que o Maestro nos pom a proba dessa maneira tam surrealista, vai o Xan e solta:

- Ti cala e vai-te ao caralho.

E já nom lembro mais. Ferrim voltou ao lugar de onde vinhera, e nós acabamos a noite num pub que parece ser que era de Antón Reixa.

Ao dia seguinte quando lhe contei a Xan o que lhe dixera a Ferrin, claro, flipou porque non se acordava de nada. E isso de mandar ao caralho ao nosso ídolo era mui, mui forte.

-O peor nom é que lhe dixera isso, o peor é que nom me acordo!

Ai, como passa o tempo!



Um chupinho de licor café por Xan!


Comentários (14) - Categoria: Geral - Publicado o 07-12-2007 14:07
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A lúa dos Everglades



De súpeto, un estrépito abanéalle a cama. Unha sacudida seca, coma se o seu orgasmo se concentrase nun punto e nunha milésima de segundo. Deseguido, unha chuvia, coma se sarabiase, redobra na lousa do tellado. (...)

Que foi ese ruído?
É a dinamita que botan na louseira. Cada día chegan máis preto. Calquera hora tiran coa casa. Sabe que lles van permitir expropiar as casas?

Non sabía.

Claro, vostede leva moito tempo fóra. Nós imos vender e marchar a Ponferrada. Isto xa é insoportable. O outro día escapóuselle unha pedra e caeu no teito do coche dun veciño. Se o colle dentro, mátao. Calquera día aparecemos coas casas nas balsas de decantación.

Non me estrañaría.


...........


Gostei do livro de Xesús Manuel Marcos, fixo-me passar o tempo no aire, pareceu-me moi cinematográfico, é dizer, com umha história em movimento case diante dos olhos, e entretido, e aqui vos deixo este fragmento que nos permite ver como se pode chegar a viver o problema das canteiras de lousa no Courel.

Comentários (2) - Categoria: Geral - Publicado o 04-12-2007 13:57
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Hai cu!


Um pouco de poesia made in ghaliçia!

6 Hai cus d´O Leo!

De volta de nada

Rebeldía con alegria
García DKT

A alegría
é unha obriga
revolucionaria



Militancia

Mollarse
non quere dicir
queimarse



Endodighlosia

O abuso da norma sirve
pra seghir convençendo ós d´abaixo
de que non saben falar



DRAG (queen)

Dicionario da
Real Miñ-
Abuela Ghallegha


Hai cu, O´Leo, Xerais, 2007.

"Os neofalantes liberarán Mátrix"


Um livro inzado de informalidade profunda
e profundidade aparentemente superficial,
um livro com palavras a saír do rotulador
e do spray,
um livro divertido,
com um sentido do humor imprescindíbel para viver entre os mamíferos que somos,
com Iggy Pop e Robert de Niro como estrelas convidadas,
com umha Superabuela com seseo e gheada,
um livro para ler no báter,
um dos melhores momentos do dia,
abofé,
útil como o papel higiénico,
ou mellor dito: necessário.
Um livro que mola.
Valioso!

Aqui hai cu!

O LEO, POETA E CANTAUTOR PUNK: "Hoxe en día a poesía popular só resiste nos baños"
Comentários (2) - Categoria: Geral - Publicado o 04-12-2007 10:40
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Made in Galiza:Instrucciones para aprender a hablar gallego


Atopei isto na rede, num blog que se chama Fonte do Fial.

E aqui o deixo!

Obrigado, Fonte do Fial.

Instrucciones para aprender a hablar gallego

Comentários (2) - Categoria: Geral - Publicado o 03-12-2007 14:25
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© by Abertal

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