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"A historia dunha lingua debería ser coma a dunha longa cadea, onde cada xeración fora un elo que lla transmitira á seguinte"

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A lingua materna
Escribe José Paz Rodríguez(*) na "Región" de Ourense:

"No ano 1999 a Unesco proclamou o dia 21 de fevereiro como o Dia Internacional da Língua Materna. Nom queremos deixar passar este dia sem falar dum tema tam importante. Que genera nas pessoas muitas e variadas atitudes. Tanto positivas como negativas. Para mostra o que está a suceder nos últimos tempos com enfrontamentos entre tírios e troiános. Com rios de tinta nos jornais, dando espaço aos que organizam batalhas lingüísticas, criando problemas artificiais e artificiosos. Com uma enorme falta de juiço e raciocínio. Os idiomas som toda uma riqueza cultural e todos som importantes. Inclusivé aqueles falados por um grupo reducido de pessoas. Existe em Ourense um ciber muito peculiar por ser cosmopolita, multiétnico, multicultural, multinacional e multilingüístico. Para nós é um prazer escoitar falar nel aos senegaleses em wolof, aos equatorianos em quéchua ou aymara, aos brasileiros na nossa língua, aos bengalíes em bangla -que já lemos e escrevemos- e aos latino-americanos num formoso e musical castelhano. Nom é a primeira vez que aos do Senegal e o Equador lhe pedimos que organizem algum curso dos seus idiomas tam lindos. Quanto nos gostaria aprende-los, embora que tiveramos sacar tempo do que pouco temos! De passo poderiamos fazer audiçoes musicais da harpa senegalesa chamada kora, ou da da harpa e flauta dos Andes. Seja qual seja, a mais importante de todas é a língua materna de cada cidadao. Nom é baladí o uso do termo língua materna. O primeiro idioma que se escoita dos beizos da mae é muito importante, por estar ligado à afectividade, aos sentimentos e ao coraçóm. Da nossa mae escoitamos as palavras dozes e amorosas, os poemas e os contos, as cantigas, e isso fica muito gravado na personalidade das crianças. Ir contra a língua materna dos nenos é um crime, que atenta contra todos os princípios. As loitas lingüísticas som sempre perniciosas. Mas nos tempos actuais convem ter muito claro que os rapazes e os jovens devem aprender outros idiomas. E quantos mais melhor. Especialmente aqueles mais falados no mundo. Disfrutar lendo em galego-português, em castelhano, em francés, em inglés e, se se pode, em alguma língua oriental, onde está o futuro. Hindi, chinés, bangla, japonés... Sem perder a perspectiva de que primeiro é o idioma da comunidade onde um vive, respira e trabalha. Idioma materno muito ligado à cultura própria, como manifestaçom da mesma, e tambem à afectividade, que tam importante é. E contra a que ninguêm tem direito a ir. Em isto os políticos deveriam ser os primeiros em dar exemplo. O que infelizmente nom acontece.

Na Índia todos os que estudam (infelizmente nom todos e todas) terminam por dominar como mínimo três idiomas. Os dous oficiais de toda a Uniom Índia e o do seu estado. Isto é tam positivo que, ademais de generar respeito entre os jovens hácia todos os idiomas, lhes facilita a aprendizagem doutros. Na Bengala da que tanto gostamos, o amor pola língua materna é proverbial. Mas ninguem desprécia as demais. Em Bangladesh ou Bengala Oriental o dia 21 de fevereiro é uma das festas mais importantes do ano, por ser o dia do idioma. Existe um grande monumento dedicado ao seu idioma, tam formoso que é denominado italiano da Ásia. Este país conseguiu a sua independência de Pakistán em 1973, com muitos sacrifícios humanos. O principal motivo para loitar pola independência foi o idioma materno que todo bengalí ama e quere que perviva. Mesmo tiveram no poeta Naszrul Islam um mártir, que morreu pola defesa da língua.

Voltando para a Galiza, sentimos o tempo que levamos perdido e lembramos o que nos diziam os nossos devanceiros. Biqueira sinalava: ?Galegos/as, amade a vossa língua, que é um rico tesouro oculto ou o galego, nom sendo uma língua irmá do português, senom uma forma do português (como o andaluz do castelhano), tem-se que escrever pois como português?. Pola sua parte, Castelao afirmava: ?A nossa língua floresce em Portugal e eu desejo que na Galiza se fale tam bem o galego como o castelhano, e que o galego se confunda com o português, de modo que tivéssemos assim dous idiomas extensos e úteis?. O ourensano Risco apontava: ?O galego e o português som duas formas dialectais do mesmo idioma. Queiramos ou nom, isto trava-nos fortemente, estreitamente, com Portugal e com a civilizaçom portuguesa?. O grande Vilar Ponte sentenciou acertadamente: ?Mentras viva o português, o galego nom morrerá e o galego que nom ama Portugal nom pode amar a Galiza?. Murguia, Tettamancy, Pondal, Lapa, Marinhas del Valle, Guerra da Cal, Carvalho Calero, Dieste, Bouça... opinavam o mesmo. Qual é entom a razom para que muitos galegos segam sem apoiar a integraçom da nosa língua materna no mundo da lusofonia ao que pertence? Dominando o galego-português por um lado e o castelhano por outro, os nossos jovens estariam no mundo numa situaçom preeminente. Castelao estaria feliz."

(*) Professor Numerário da Faculdade de Educaçom de Ourense
Categoría: Opinión - Publicado o 23-02-2009 23:14
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