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o reintegracionismo
Reproducimos aqui un artigo de Jurjo Agra, lector do noso blog, onde explica qué é e como xurdeu o reintegracionismo. Posto que temos observado no blog comentarios pouco respetuosos con esta opción, pedímoslle a Jurjo que nos escribira un artigo sobre o tema, porque sendo reintegracionista ten recibido múltiples comentarios nalgún artigo pouco respetuosos aos que el ten respostado dun xeito moi correcto e didáctico. Publicámolo coa finalidade de que sexa máis sinxelo comprender o reintegracionismo e pedimos a todas as persoas que len este blog que tenten comprendelo e, inda que non compartan a opción, que sexan respetuosos con ela. Agradecémoslle a Jurjo que se molestara en escribilo e facernólo chegar. Para nós tamén é clarificador.

O que é o Reintegracionismo?

O reintegracionismo é umha corrente que aporta umha opçom de padronizaçom para o galego baseado na história da nossa lingua. Hoje em dia existem duas opçons de padronizaçom para o galego: umha é a ?oficial? ou isolacionista, baseada em umha concepçom que separa o galego do seu diassistema lingüístico próprio e achéga-o ao castelhano ao adoptar a sua grafia; a segunda é a opçom reintegracionista, que pretende a integraçom da nossa lingua no seu diassistema histórico.

O fundamento do reintegracionismo atópa-se na história do galego. Depois de um periodo de gram importáncia e prestigio durante a Idade Media, entre os séculos XVI e XVIII, os conhecidos como Séculos Obscuros, a nossa lingua permanece como umha lingua ágrafa. Esta situaçom nom acontece por causas naturais; moi ao contrário, déve-se à política uniformizadora e centralizadora levada a cabo polos Reis Católicos que na nossa terra fica bem definida em palavras do cronista dos Reis, Alonso de Zurita, quando se refire à ?Doma y castración del Reino de Galicia?, e que nom se limita tam só a persecuçom à lingua, senom que atinge também aos ámbitos político, social e económico.

Já no século XIX, quando se produze o fenómeno conhecido como Rexurdimento, numerosos/as escritores/as (Rosalía de Castro, Curros Enríquez, Eduardo Pondal...) empregam o galego para as suas produçons literárias, depois de séculos de silêncio. Mas existe um problema, que nom é precisamente menor, e é o seguinte: como se escrebe o galego? Na altura, as pessoas que tinham a sorte de estar alfabetizadas, eram alfabetizadas em castelhano, e por suposto nom existia umha norma ortográfica para a nossa lingua nim estudos sobre o passado do galego, e o portugués ficava demasiado longe. Prodúze-se entom umha situaçom caótica na escrita, posto que cada escritor/a adoptava um jeito de escreber o galego característico e único, adoptando rasgos próprios das variedades dialectais das zonas nas que viviam.

Malia este caos, existia umha característica comum a todos/as eles/as, adoptavam a ortografia do castelhano para representar o galego. Isto nom se deve a que considerassem que era o jeito correcto de escreber o galego, senóm por umha raçom obvia, a sua alfabetizaçom era em castelhano e nom se conhecia suficientemente a tradiçom escrita da nossa lingua. É dizer, à hora de escrever "lenha" que é o jeito correcto da nossa lingua escrebem "leña" porque na norma ortográfica que conhecem, que é a do castelhano, escrebe-se assi, mas é indiscutível que é um erro, posto que nom obedece a ningum fundamento filológico ou histórico, senom ao desconhecemento existente da nossa lingua. E assi acontece com moitos outros exemplos: "ll" quando é "lh", "x" quando é "g" ou "j", terminaçom das palavras em "n" quando é em "m" (p.e. comúm, um...), a desapariçom do "ç"...

Mas esta situaçom caótica na escrita do galego provocou, como é natural, um debate sobre como devia escrever-se a nossa lingua a medida que os estudos e as investigaçons iam aportando luz sobre a lingua galega na Idade Media, antes do seu silenciamento. Praticamente todas as grandes figuras do galeguismo (Castelao, Murguía, Pondal, Viqueira..., etc.) manifestarom a sua opiniom favorável ao achegamento da ortografia galega ao portugués.

Mas nos primeiros anos tras a morte do ditador Franco, nos que se acomete a tarefa de dotar, por fim, a nossa lingua de umha norma para a escrita, a soluçom adoptada foi desafortunada. Ópta-se, obedecendo a supostas raçons prácticas, por "legalizar" um despropósito carente de fundamento histórico. Na altura já se conhecia a tradiçom da nossa lingua, polo que o estabelecimento da normativa ?oficial? actual fai-se incomprensível, carente de rigor histórico e convertiu a nossa lingua numha especie de dialecto do castelhano, afastando a nossa lingua do portugués, com o que comparte a mesma raiz, malia que existam algumhas pequenas diferências lógicas que obedecem ao distanciamento de vários séculos.

Esta postura nom se pode entender mais que tendo em conta a situaçom política do pais. O poder estava em mans dos/as herdeiros/as do franquismo, é dizer os/as mesmos/as que perseguirom o galego defendiam umha norma ortográfica que saca ao galego do seu diassistema histórico e coloca-o numha posiçom subordinada ao castelhano, algo completamente fora de toda raçom histórica.

O galego, como dizia o professor Ricardo Carvalho Calero, ou é galego-portugués ou é galego-castelhano. A segunda opçom nom tem ningúm tipo de justificaçom.

Jurjo Agra.
Comentarios (0) - Categoría: lingua e cultura - Publicado o 23-09-2009 12:34
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