Avante Galiza!
'Estamos fartos de saber que o povo galego fala un idioma de seu, fillo do latim, irmao do Castellano e pai do Portugués. Idioma apto e axeitado para ser veículo dunha cultura moderna, e co que ainda podemos comunicar-nos com mais de sesenta millóns de almas (...) O Galego é un idioma extenso e útil porque -con pequenas variantes- fala-se no Brasil, en Portugal e nas colónias portuguesas'.

(Castelão - Sempre em Galiza)



Esta web apoia á iniciativa dun dominio galego propio (.gal) en Internet





 SECÇONS
 FOTOGRAFÍAS
 Também ando por:
 PESQUISAR NO BLOGUE
 PESQUISAR EM BLOGUES GALEGOS
 ARQUIVO
 ANTERIORES
 Artigos destacados

'Falantes Recuperados', o sector olvidado

Levava já bem tempo querendo escrever este artigo, mas juntam-se três problemas: sou um fopeiro e tenho o blogue a monte, nom tenho tempo nem ganas de escrever um artigo desta índole, nom penso que seja quem de me expressar correctamente e fazer um resumo claro e conciso do conceito. Mas, que caralho! a botar-lhe colhões!

Por que este artigo?
Porque estou já bastante farto da bipolaridade da sociedade -zômbica- galega, porque nom encaixo em nenhum dos grupos-tipo do mundilho nacional galego e tampouco em nenhum dos grupos-tipo do mundilho alheado galego, e porque acadei -por fim- um estado de ataraxia que me levou a ter a mente suficientemente despejada para descobrir que a minha postura mental-socio-política galeguista nom é incompatível com o meu hedonismo.

Sim, vale, mas deixa de dar a chapa e vai ao tema, que caralho é isso de 'falantes recuperados'?
Que caralho é? Pois um grupo esquecido, um sector social completamente esquecido por todos aqueles que tanto gostam de se masturbar mentalmente com o tema da língua galega -como é o meu caso-.

Para saber o que é um falante recuperado primeiro hai que saber o que é um paleofalante e um neofalante. E aqui algum escachará a rir porque som conceitos tam amassados que já mesmo cheiram a râncio... e o chiste está em que lho perguntas a qualquer persoa na rua e seria mesmo estranho que alguns tivessem umha vaga ideia sobre o tema.

Na Galiza diz-se que um paleofalante é umha persoa que falou galego toda a sua vida... o de 'paleo' (do grego 'palaiós', antigo) vem-lhe mui acaido, pois a maior parte deste grupo som velhos. Este conceito nom o poderíamos aplicar em Portugal ou no Brasil, mas sim em Timor-Leste ou Goa.

O oposto -aqui o tema da fodida bipolaridade- seria um neofalante. Um neofalante na Galiza vem sendo umha persoa que sendo já grandinha -adolescente- dá em falar galego -intenta-o- por umha causa desconhecida -sim... interessou-se na política e descobriu o mundo do nacionalismo-. O conceito de neofalante (corrijam-me se erro) nasceu na sociolinguística catalã, mas nom é o mesmo no seu país que no nosso, e explico-o:
- Um senegalês com estudos chega à Catalunya, aprende catalám -num desses cursos que lá existem e cá nom-, e ascende socialmente -tem acesso a um trabalho melhor e é bem visto polos seus vizinhos-. É um neofalante, e isso prestigia-o.
- Um galego educado em castrapo -assumamo-lo dumha puta vez, aqui quase-ninguém sabe falar castelhano- remata o bacharelato e vai estudar a Santiago -cidade que posteriormente nomeará Compostela-. Como já levava no corpo o formigo do galeguismo decide pôr-se a falar galego com toda a gente, e assim pode ligar no Avante. O galego vale-lhe pra fazer amigos nos garitos e conhecer gente do mundilho nacionalista. É um neofalante, também conhecido como 'bloqueiro' por boa parte da sociedade, e só lhe dará quebradelas de cabeça.

Ninguém mais fala galego? Fiuh! Estaríamos aviados! Claro que nom, existe muita mocidade que fala galego de sempre também, principalmente nos núcleos pequenos de populaçom. E existem também Falantes Recuperados, e eu sou um deles :)

Um Falante Recuperado tem família galegofalante, e também amigos galegofalantes. É educado principalmente em castelhano, bem na escola, bem na casa, bem mirando a TV ou jogando com seus amigos na rua... hojendia também jogando a videojogos; mas sem excluir algo de TV em galego, algum livro e diversas aulas na escola. E um dia, por X motivo -sim, a postura política principalmente- decide que deveria falar mais galego... e vaia galego! Tem a capacidade de se desenvolver em galego de quem toda a vida o escuitou na família e/ou com os amigos somada ao neo-léxico adquirido na escola. E mais ainda, sabe escrever em normativa ILG-RAG.

Alguns ficam aí, outros continuamos o processo... mas quase que o deixo para outro artigo que isto já vai longo demais.


E logo... por que deches agora em escrever este artigo?
Pois porque vejo que se abriu -por fim- o debate sobre a dialectalizaçom do galego. E porque venho de ler aqui este despropósito:
Son los gallegohablantes de a pie los que dicen "jueves" y "acera", pero también los que mantienen la sintaxis propia y los que crean o adaptan los neologismos que demandan los tiempos (como se puede comprobar, y de paso partirse de risa, en la web Disionario da Revolusionaria Academia Morracense da Lingua). Los neohablantes de gallego (y los que lo han aprendido aunque no lo usen) saben que se dice "xoves" y "beirarrúa", pero en la mayoría de los casos suena como si emplearan un traductor informático del castellano.

Seica na mente bipolar do senhor Xosé Manuel Pereiro só existem paleofalantes castelhanizados ou neofalantes castelhanizados... aviados estaríamos!!
Comentários (0) - Secçom: Língua - Publicado o 25-08-2010 00:45
# Ligaçom permanente a este artigo
Orquestra Olympus: homófoba, misógina, racista e mal-falada

Resulta que hai um dia circulou pola rede umha crítica ao (penoso) espectáculo da orquestra Olympus, no que se acusava ao conjunto de racista, homófobo, misógino e espanholista.

Alguns -eu- achávamos que se tratava dumha crítica desproporcionada, mas visto o resultado da denúncia, as críticas ficaram curtas.

O -payasín- membro da orquestra nomeado Peke publicou no blogue oficial da orquestra umha resposta às criticas que, ainda que já foi eliminada deste foi copiada noutros espaços da internet, para que todo o mundo saiba que tipo de gente -gentalha- toca nesta orquestra.

Pola minha parte tamém tenhem resposta: nom penso assistir a nenhum espectáculo desta panda de mal-falados... e hei fazer saber isto a toda a gente, ademais de indicar ao concelho o meu total desacordo no caso de que pretendam contratar ao senhor Peke com o meu dinheiro.


Pode-se ver o artigo original aqui, aqui e aqui.
Comentários (0) - Secçom: Denúncia - Publicado o 20-08-2010 15:58
# Ligaçom permanente a este artigo
© by Abertal
"Se aínda somos galegos é por obra e gracia do idioma"
(Castelao)


Apoiamos a Candidatura do Patrimonio Inmaterial Galego-Portugués


Creative Commons License
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.