Avante Galiza!
'Estamos fartos de saber que o povo galego fala un idioma de seu, fillo do latim, irmao do Castellano e pai do Portugués. Idioma apto e axeitado para ser veículo dunha cultura moderna, e co que ainda podemos comunicar-nos com mais de sesenta millóns de almas (...) O Galego é un idioma extenso e útil porque -con pequenas variantes- fala-se no Brasil, en Portugal e nas colónias portuguesas'.

(Castelão - Sempre em Galiza)



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De Galescola a Curral

Vem de fazer-se pública a nova imagem que o governo feixista da Xunta quer para as escolas infantis anteriormente conhecidas como Galescolas.

Nom gostam nem da bandeira galega nem de que as crianças se considerem Galegas... é melhor que os "galegos" do futuro sejam dóceis como as pitas, e por isso querem que se criem com umha galinha (azul, por suposto) num curral.

Aguardo que entre tanto pitinho saia algum galo... GALEGO:

Comentários (1) - Secçom: Denúncia - Publicado o 18-08-2009 16:33
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Aulas de português na Galiza
Dos muitos feitos contra-senso que historicamente se têm dado na Galiza e, o que é muito mais grave, ainda hoje se dam, está o de nom ter estendido de forma normal em todos os centros educativos galegos de primária e secundária o ensino da língua portuguesa. Ensino que, por pôr um exemplo, está muito mais estendido e normalizado na Extremadura, o que nom deixa de ser paradoxal se fazemos uma comparaçom com a nossa Galiza.

E nom só pola sua grande utilidade, pois todos os especialistas europeus em línguas compartem a ideia de que na Europa, depois de inglês e castelhano, o português é o terceiro idioma em importância. Antes que francês, alemám e o formoso italiano. Claro que hoje eu nom teria argumentos para este meu artigo, se em 1983 se houvesse adoptado uma norma etimológica para o galego, seguindo a proposta do galego Carvalho Calero e nom a foneticista do asturiano Constantino García, que falava muito mal o galego. Mas isso, infelizmente, já foi e agora é necessário recuperar o muito tempo perdido.

Há pouco tempo o presidente da Junta, Nunes Feijom, esteve com o embaixador de Portugal, Sr. Álvaro de Mendonça e Moura. Com bom critério, este propôs ao mandatário galego que seria bem que quanto antes se estabelecessem aulas de português nos centros de ensino galegos. E nom foi necessário que lembrasse aquele famoso e lindo discurso de Castelão nas Cortes Constituintes republicanas dos anos trinta, em que de maneira lúcida assinalou que era a Galiza, polo seu idioma galego-português, a comunidade que tinha a chave da porta para entrar em Portugal.

Que acertado seria que o presidente natural dos Peares, comunicasse a ordem imediata ao seu conselheiro de Riba d’Ávia, para estabelecer já o desenho da extensom do português nos centros de ensino da Nossa Terra. E nom só nos que já existe, por haver uma ampla comunidade de portugueses, como é o caso de Val d’Eorras, por exemplo. Graças, todo há que dizê-lo, ao trabalho e interesse posto, entre outros, polo inspector ourensano, meu amigo, Pepe Delgado.

Por outra parte, o professor Monjardim, habitual colaborador do nosso La Región, publicou no passado 9 de Junho um interessante artigo sobre este tema, que comparto quase na sua totalidade. Só discrepo um pouco dele quando se refere às "evidentes diferencias entre as nosas línguas irmás". Por se o meu amigo Afonso nom o sabe, sobre o particular, direi-lhe eu que existem muitas mais diferenças entre o castelhano de Palência e o de Sevilha, e ninguém diz que nom tenham ambas cidades o mesmo idioma. Também lhe tenho que dizer que mais de 99 % das palavras e topónimos portugueses existem na Galiza ao igual que em Portugal. Por exemplo: eu sou professor-tutor do Centro Associado da UNED em Ponte Vedra, que está situado em Monte Porreiro. A palavra porreiro, tam galega como portuguesa, significa lindo ou formoso. Em todo o demais do artigo concordo plenamente.

Todos os docentes de galego de primária, e mais os de secundária, poderiam perfeitamente ensinar português. Especialmente, e melhor, todos aqueles que tenham estudos de Filologia Galego-Portuguesa. No fim de contas, entre a norma "oficial" imposta no seu dia para o galego, e a norma portuguesa, só existem doze diferenças, que qualquer rapaz pode aprender em quinze minutos (nh, lh, ç, s duplo, m final, g, j e x quando corresponda e acento à galega e nom à castelhana). Sr. Feijom, por favor, ponha quanto antes a andar a proposta que lhe fez recentemente o embaixador português. Seria a melhor maneira para derrubar logo todo este maremagnum artificial que há arredor do nosso idioma nos últimos tempos. Tema em que nem uns nem outros estám obrando com acerto e com cordura.


Um artigo de José Paz Rodrigues.
Comentários (0) - Secçom: Língua - Publicado o 16-08-2009 22:39
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Êxitos e fracassos de três modelos normalizadores
Uma língua minorizada, dialectalizada e abastardada como a falada na Galiza, tem duas graves questões que afrontar se quer sobreviver: elaborar uma coiné -padrão linguístico adequado- e conseguir uma normalidade social. Mas a normativização é requisito prévio para a normalização -factores intimamente ligados entre si-. Quando se tem um problema, a melhor solução costuma ser analisar o jeito em que outros tentaram resolver problemas similares.

Quando se tem um problema, a melhor solução costuma ser analisar o jeito em que outros tentaram solventar problemas similares: convidamos-vos, pois, a um breve percurso pola Europa para examinar os êxitos e fracassos de três processos normalizadores.

Comecemos polo caso occitano. A língua ocitana fala-se numa trintena de Departamentos do centro e sul da França, vales da vertente oriental dos Alpes italianos e no vale d'Aran - Catalunya-. Teve grande prestígio literário ao longo da sua história, desde o esplendor da sua lírica trovadoresca medieval à Renascença no séc. XIX, liderada polo prémio Nobel F. Mistral. Mas todas estas glórias literárias não serviram para evitar a sua progressiva desaparição. A decadência arranca do decreto de imposição do francês -edito de Viller-Cotterêts, 1539-.

O ‘culturalismo’ dos protagonistas da Renascença de XIX obviaram que detrás de um conflito linguístico há sempre um conflito político, e a adopção de um modelo linguístico dialectalizado - baseado na fala provençal- e escrito com a ortografia francesa -modelo maioritariamente rejeitado agora- só facilitaram o caminho à língua opressora. Curiosamente, hoje o occitano só é co-oficial no Val d'Aran -Lleida-, o território onde melhor se conserva, o que demonstra a eficácia jacobina do Estado Francês.

Mais ao norte, os flamengos conseguiram normalizar o seu idioma frente ao francês aplicando dous princípios para nós muito conhecidos: reintegracionismo linguístico e monolinguismo social. Primeiro normativizaram uma língua dialectalizada adoptando um padrão comum ao dos seus vizinhos holandeses; e desde 1938 aplicaram a territorialidade linguística, que consagrou o monolinguismo social. É claro que a maior parte dos flamengos são poliglotas, mas entre eles só falam na sua língua... e este país não é precisamente um dos mais atrasados da Europa... Ainda, o neerlandês da Flandres continua a chamar-se popularmente flamengo -vlaams- e Flandres continua a fazer parte da Bélgica.

A obediência à mitra de Roma dos croatas e a dos sérvios à de Constantinopla, levou a que o idioma comum destes povos se escrevesse com dous alfabetos diferentes -latino e cirílico-. O servo-croata é uma língua eslava falada nas agora independentes Sérvia, Montenegro, Bósnia- Herzegovina e Croácia e ao longo da agitada história destes territórios houve diversas tentativas de destruir esta unidade linguística. Nas últimas décadas, como consequência da guerra, do ódio interétnico e dos interesses políticos, as tendências isolacionistas têm aumentado a sua influência em Zagreb... Não por acaso o croata Zarko Muljacic, defensor do conceito de 'língua por elaboração' é um dos principais referentes intelectuais dos 'oficialistas' galegos... E ainda há agora no Montenegro independente quem fale dum novo idioma... Porque, como já dizíamos em 1993, isto é mais do que um debate bizantino.


Um artigo de João Aveledo.
Comentários (0) - Secçom: Língua - Publicado o 16-08-2009 22:30
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"Se aínda somos galegos é por obra e gracia do idioma"
(Castelao)


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