Avante Galiza!
'Estamos fartos de saber que o povo galego fala un idioma de seu, fillo do latim, irmao do Castellano e pai do Portugués. Idioma apto e axeitado para ser veículo dunha cultura moderna, e co que ainda podemos comunicar-nos com mais de sesenta millóns de almas (...) O Galego é un idioma extenso e útil porque -con pequenas variantes- fala-se no Brasil, en Portugal e nas colónias portuguesas'.

(Castelão - Sempre em Galiza)



Esta web apoia á iniciativa dun dominio galego propio (.gal) en Internet





 SECÇONS
 FOTOGRAFÍAS
 Também ando por:
 PESQUISAR NO BLOGUE
 PESQUISAR EM BLOGUES GALEGOS
 ARQUIVO
 ANTERIORES
 Artigos destacados

Hitler adire-se à causa espanholista
Vem de fazer-se público um vídeo capturado com câmara oculta no que se descobrem duas cousas: que Hitler realmente e como confirmavam as teorias nazistas nom morreu, e que fugiu à Espanha para aderir-se ao movimento espanholista e rematar com os galegos que resistem nas Galia... estoo, na Galiza. Entre outras cousas pergunta-se como pode continuar havendo galegofalantes trás 600 anos de imposiçom do espanhol e enfada-se porque os galegos pretendem desfazer-se do 'Ñ' imposto.

Menos mal que nos queda Portugal
Comentários (1) - Secçom: Humor - Publicado o 08-04-2009 15:44
# Ligaçom permanente a este artigo
Estratégia Google
E insistimos, do verbo insistir, da terceira conjugação como era previsível. Que sucederia se uma empresa como Google figera um tradutor estatístico de catalão usando corpus paralelos (traduzidos um do outro) do francês?

Pois que pensaríamos provavelmente que se trata do mesmo idioma. Pois isto é como contamos anteriormente o que fijo Google com o galego. Continuamos a investigar e descobrimos que usara corpus do português do Brasil, provavelmente a variedade da nossa língua com maior produção textual do mundo.

Agora que estamos em crise, como dizia o outro, há que refletir sobre qual a estratégia para recuperar o nosso idioma.

É certo que os dados sobre o uso do idioma são muito desencorajadores, e como dizia Leonardo Boff ao Papa J. Paulo II quando foi admoestado por segunda vez, por essa teologia da libertação incômoda para a hierarquia, "mais grave que perder a fé, é perder a esperança". E a verdade que as elites, sobretudo filológicas, que se dedicam a isto da planificação da língua, fazem muito por convencer-nos que devemos perder o mesmo que o Leonardo. Mas isso não vai ser possível. Cada vez mais a sociedade civil está a dar passos precisos sem perder nunca o objetivo final.

Por tanto, o galego tem de ter uma orientação lusófona para ser a língua atmosférica. Não devemos perder a outra língua que habita na Galiza, o espanhol, e devemos ganhar o inglês como língua internacional.

Google, empresa que mudou o paradigma das pesquisas por Internet, mudando a forma de realizar-nos na net, aposta para o galego, pola reutilização, polo trabalho coordenado, pola convergência com os outros sabores da língua, o sabor português, e o sabor brasileiro principalmente.

Google está a marcar uma estratégia para as próximas políticas lingüísticas, se é que realmente queremos sobreviver. Com esta orientação podemos mudar de via a autoestima que temos do nosso idioma. Temos a sorte de ter um idioma rico para o mundo por existir e útil por insistir.

Com esta mudança de práticas e com relacionamento e paciência, poderemos ter mais hipóteses de que o idioma dos nossos avôs continue com vida. Já agora seria fantástico que os organismos públicos e privados aprendessem de Google, reconhecessem que falamos uma língua própria, que se fala para além de na Galiza, em tantos lugares da net, da net do mundo. Que quando dizemos no google translator "falamos galego" em cristiano significa "nosotros hablamos português". Com efeito, para não perder a esperança.


Um artigo de José Ramom Pichel.
Comentários (1) - Secçom: Língua - Publicado o 08-04-2009 02:25
# Ligaçom permanente a este artigo
Google é reintegracionista

E isto não é uma palavra de ordem e vamos demonstrar que isto é certo.

Uma língua, sobretudo as europeias, têm de dotar-se de muitas ferramentas ou produtos de tecnologia linguística para que os seus falantes poidam nao só acceder a diferentes conteúdos das línguas mas também ser capazes de exportar conteúdos próprios ao resto do mundo.

Produtos como a tradução automática tanto a baseada em dicionários como a baseada em corpus de texto ou recuperadores de informação são precisos para que uma língua poida ter futuro.

Línguas minoritárias e também as minoriçadas têm muitos problemas para conseguir dicionários para incrementar as suas ferramentas por exemplo de tradução automática, e também muitas dificuldades para conseguir corpus (conjunto de documentos eletrônicos) tanto paralelos, quer dizer, documentos traduzidos entre dous idiomas, como comparáveis, isto é, documentos que falam em dous idiomas de temas parecidos mas que um não é tradução do outro. O euskera por exemplo não tem excessiva produção de inglês-euskera, por tanto é muito custoso em dinheiro poder desenvolver um corpus para este par de línguas.

Mas os investigadores do euskera sabem que sem ele, é impossível em princípio ter um bom tradutor automático entre esse par de línguas. Para isto estão a tentar procurar outras linhas de investigação menos custosas mas menos efetivas.

Como é o caso galego para conseguir um tradutor automático entre o galego, o inglês, o alemão, o chinês, o francês? Pois se aplicamos a crença das elites galegas que o galego é um idioma independente do português, a cousa é complexa e muito custosa mesmo só para o inglês, já não digo para outras línguas. As empresas multinacionais da tradução automática não apostarão para estes pares por ser um mercado muito reduzido. Os cálculos monetários são simples: No money, no way!

Mas Google, aplicando o sentido comum, para conseguir um tradutor automático entre o galego e inglês, francês, alemão, etc, que fijo? Apanhar corpus de português, converter no que puido a ortografia internacional a ortografia espanhola (galego) e construir automaticamente um tradutor estatístico de galego a outras línguas. Google demonstra que galego e português são variantes da mesma língua e marca qual a sorte e a estratégia que tem de ser para a língua. E se não acreditam nisto ponham a traduzir a palavra "galego" em http://translate.google.com/?hl=pt-BR de galego a inglês, e vejam para Google o que é o galego: portuguese.


Um artigo de José Ramom Pichel.
Comentários (0) - Secçom: Língua - Publicado o 07-04-2009 16:12
# Ligaçom permanente a este artigo
© by Abertal
"Se aínda somos galegos é por obra e gracia do idioma"
(Castelao)


Apoiamos a Candidatura do Patrimonio Inmaterial Galego-Portugués


Creative Commons License
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.