Avante Galiza!
'Estamos fartos de saber que o povo galego fala un idioma de seu, fillo do latim, irmao do Castellano e pai do Portugués. Idioma apto e axeitado para ser veículo dunha cultura moderna, e co que ainda podemos comunicar-nos com mais de sesenta millóns de almas (...) O Galego é un idioma extenso e útil porque -con pequenas variantes- fala-se no Brasil, en Portugal e nas colónias portuguesas'.

(Castelão - Sempre em Galiza)



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Do bilingüismo harmónico à livre eleiçom
No meio de tanto ruído em torno do idioma como tem havido nos últimos meses, é importante sermos capazes de analisar se os fenómenos em curso respondem a umha simples sucessom de factos casuais e isolados ou suponhem um salto a umha nova fase do processo substitutivo em vigor no nosso país.

Nom é preciso lembrar aqui qual tem sido o eixo vertebrador do discurso oficial em matéria de língua na Galiza das últimas três décadas. As virtudes do bilingüismo harmónico ou equilibrado tenhem servido de enquadramento teórico das políticas desenvolvidas polos sucessivos governos autonómicos, desde Albor até Tourinho, passando por Laje e Fraga. Umha doutrina só questionada, do ponto de vista sobretodo teórico, polo nacionalismo galego nas suas diferentes correntes políticas e culturais. Falamos de um questionamento principalmente teórico porque, na hora de aplicar umha política de língua nas instituiçons em que governou, esse nacionalismo foi incapaz de apresentar umha estratégia alternativa à bilingüista; mas esse nom é agora o tema.

O tema é agora que o sistema autonómico, lançado em fins da década de setenta polo regime resultante da reforma ‘ordenada’ do franquismo, assumiu um discurso diferente, baseado num objectivo alegadamente “democrático”. Assim sendo, quem ia poder questionar tam louvável e igualitária meta como o tal “bilingüismo harmónico”?

Numha naçom ainda sem homologar com o projecto nacional espanhol como era a Galiza dos anos 70, com umha esmagadora maioria galegofalante apesar de ter subsistido vários séculos sem soberania política, era necessário harmonizar o objectivo estratégico (a espanholizaçom) com a flexibilidade táctica (a falsa harmonia bilingüista). Isso explica as boas palavras com que a nova autonomia enfeitou as inoperantes políticas “normalizadoras” que nada normalizárom, a nom ser o entom minoritário espanhol.

E assim, entre boas palavras e nulas acçons, os últimos tempos estám a trazer-nos novidades no discurso desse nacionalismo espanhol que tanto gosta de se definir como “nom-nacionalista”. Foi assim que a recente campanha eleitoral serviu para a apresentaçom em sociedade de um reajustamento discursivo do mesmo projecto estratégico que até há pouco dizia aspirar a umha absurda repartiçom a 50% entre as duas línguas oficiais.

Nesta altura, a direita sem complexos e um importante sector do PSOE, unidos por umha ideia clara sobre a construçom nacional espanhola, estám a reformular os seus objectivos “democráticos” para a Galiza em matéria de língua. Se bem é certo que nunca praticárom com sinceridade essa ilusom dos 50%, sim legislavam e discursavam com essa falsa premissa, que nom só mantinha adormecidas as consciências no seio do nosso povo, como conseguiu ganhar para esse consenso envenenado umha parte substancial do nosso nacionalismo.

Como explicar, entom, que de repente o Partido Popular tenha mudado radicalmente o discurso para começar a falar em termos de “livre eleiçom dos pais”, o que em nengum caso admitiriam em relaçom à primacia constitucional do espanhol?

Para já, a mudança nom se produziu assim tam de repente. A ruptura do consenso do falso bilingüismo equilibrado e a mudança de discurso encenou-se com a rectificaçom no apoio parlamentar dado ao Decreto do ensino aprovado polo bipartido PSOE-BNG em 2007. Aí começou um período de dous anos em que o sector social mais ultra afim ao PP testou a possibilidade de acomodar o discurso e as práticas políticas a umha realidade social que já nom é a dos anos 70.

A tese desse novo discurso parte de um facto que considera favorável: na actualidade, a populaçom galegofalante, caso continue a se maioritária, deixou de ser esmagadoramente maioritária. Nas áreas urbanas e entre as pessoas mais novas, é, de facto, claramente minoritária, sem que saibamos ao certo em que medida, pois só contamos com dados relativos a 2004, facilitados pola RAG com cinco anos de atraso.

Nom temos nengumha dúvida que os ideólogos da construçom nacional espanhola vam à frente no estudo das tendências sociais no que a identidade, língua e demais parámetros nacionalitários di respeito.

Com a comunidade lingüística galega em recuo, acham que estám em condiçons de dar mais um passo à frente no processo substitutivo, sem simularem inocentes igualitarismos como os que nos tenhem feito engolir nas últimas décadas. Agora que já quase som mais as galegas e os galegos que falam mais ou só espanhol, porque continuar a vender o artifício do fifty-fifty?

O ensaio eleitoral do grupo liderado por Rosa Díez, com o apoio de grandes grupos financeiros e mediáticos, confirma os testes bem sucedidos com que o sistema institucional tenta avançar para um novo cenário em matéria lingüística.

Seria ingénuo duvidarmos que os estrategas do espanholismo tenham mantido sempre o mesmo objectivo assimilista, mas é claro também que a maneira como o atingir tem mudado consoante as circunstáncias históricas. Quando eram umha pequena minoria, conformárom-se primeiro com a tomada dos pontos nevrálgicos do comando militar e institucional da Galiza, económico e político depois, chegando à pura violência estrutural, física e simbólica do franquismo. A adaptaçom ao democratismo formal da “Espanha das autonomias” foi mais um passo na mesma direcçom e, na actualidade, podemos estar a assistir a umha nova fase em que, cada vez mais, o Estado espanhol e as suas forças de sustentaçom se mostrarám como o que realmente sempre fôrom, com a novidade de se arrogarem a representaçom da maioria social espanholfalante.

O movimento actual das placas tectónicas do panorama sociolingüístico galego conduz para umha estabilizaçom da maioria espanholfalante com todo o peso do poder a seu favor. Isso vai levar-nos a um risco tam certo como iminente para o futuro do nosso idioma, incrementado pola assunçom de posiçons neo-bilingüistas por parte de um sector crescente do nacionalismo galego.

Todo o anterior pode ajudar-nos a compreender que estamos diante da aplicaçom de um plano coerente e sistemático que mantém o objectivo histórico que Madrid nos reserva, com a inestimável colaboraçom da burguesia subsidiária galega: a definitiva espanholizaçom da Galiza.


Um artigo de Maurício Castro.
Comentários (0) - Secçom: Língua - Publicado o 31-03-2009 21:08
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Chuzando polo rego
Palhoças nazistas
Ir polo rego, esta é umha expressom muito galega, que se pode ouvir mesmo nas mais espanholizadas cidades da Galiza (como poderia ser Corunha) a gente que duvido saiba a sua origem apesar do óbvio desta.

Qualquer pessoa que, coma mim, tivera a oportunidade de arar as leiras com arado romano sabe que se a vaca se vai do rego mais lhe vale obedecer a voz que ordena volver a este se nom quer levar umha losquetada.

Há um problema... eu nom sou mansa vaca galega. E isto é algo que molesta, a muita gente. O galego para ser considerado bom galego tem de ser raça falsa, pequeneiro e humilde, avaro e servil. Tem-me sucedido muitas vezes que me disseram que nom pareço galego, tanto galegos como forasteiros. E por que nom dizê-lo, orgulho-me de destroçar tópicos :)

Bom... ao tema. Há já bem tempo que descobri chuza! a melhor rede galega que tenha visto. Entre as cousas boas desta rede está (estava) a enorme liberdade que se goza dentro dela. Os usuários enviam as novas que lhes parecem interessantes para comparti-las com o resto da comunidade, tendo como único requisito redigir a nova em galego (com plena liberdade normativa: ILG, AGAL e AO).
Depois essa nova é comentada e votada polo resto da comunidade (positiva ou negativamente). Deste jeito som os usuários quem decidem a importância das novas segundo os seus gostos, interesses, fobias e prejuízos.

Há bastante menos tempo descobri o Forum-Gallaecia. Trata-se dum forum principalmente sobre história da Galiza e celtismo, mas também há borralha nazista. É o que tem a internet e, sobretudo, a ausência de votos à hora de publicar cousas como sucede em chuza!. Mas tenho atopado cousas mui interessantes e que desconhecia, como pode ser isto.

Chegados a este ponto, faço um pequeno parêntese. No nacionalismo galego, como em todo movimento político nacional, há direitas e esquerdas. No nacionalismo galego produz-se um fenómeno curioso (e sumamente estúpido): a esquerda defende a língua, a direita, a história.
Eu, como toda-la-vida, vou ao meu rolho, pois considero que ambos som compatíveis, defendíveis e dignos de conservar, mas nom num museu, senom vivos para amossar-lhos ao mundo em todo o seu esplendor. E assim como defendo a nossa língua defendo a nossa história e tradiçom e nom vejo que sejam incompatíveis. Mas nom se confundam, não. Sou um tipo raro e isto nom é comum ;)

E agora, volvendo à história, a prova de que nom é comum. O senhor webmaster de chuza, um tipo que apenas conheço de conversar pola rede mas que desde primeiros me caeu bem, diz que chuzar umha nova sobre palhoças é fomentar o nazismo. Eu, como mal galego, nego-me ir por nenhum rego que nom seja o que a mim me gosta... e dá-me igual que mo diga um tipo que me cai bem como o susodito ou um tipo que me cai mal como o papa. Já estou canso de tanto papanatismo galaico.

Galegos, raça falsa. Em muitos lugares do planeta chamar a alguém 'galego' é um insulto... nom sei, cada vez estou mais seguro de que eles estám no certo, um povo de renegados, do meu ponto de vista, nom me merece respeito. Faríamos bem auto-extinguindo-nos, pois a estas alturas já nom é "nazista" e "râncio" o celtismo, que vá, agora já é râncido defender as palhoças... em 20 anos o galpóm, e dentro de 30, por fim, seremos españolitos de pró, renegados da nossa língua e da nossa história por igual.

Nom esqueçais sorrir
Comentários (5) - Secçom: Cousas Minhas - Publicado o 16-03-2009 16:56
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Somos
Em dias como este um reafirma-se no que é, e no que nunca devera ser. Hoje é um dia para reafirmar-nos, com orgulho, no que somos. E hoje, reafirmo-me ante vostedes, todos aqueles que fizeram possível que hoje seja o dia mais antidemocrático que eu tenha conhecido. Nós também somos cidadãos, como vostedes. Nom somos resíduos tóxicos, nom somos parasitos. A esquerda abertzale nom é um ente delitivo com artigo penal próprio. Somos seres humanos, claro que sim. E polo tanto, temos sentimentos, senhores da guerra. Nós também temos ilusões, também sonhamos, rimos, cantamos, choramos, amamos... maduramos, avelhentamos, vemos medrar aos nossos filhos, preocupamos-nos por eles, sofremos com elos, jogamos com eles, gozamos da sua felicidade... Sim, nós também, como vostede. Olhe, que somos capazes de chorar com umha cançom, por um amor perdido, ou até pola felicidade alheia. Nom só choramos de dor e raiva.

Somos professores, soldadores, padeiros, estudantes, parados, empregados de banca, electricistas, até algum sapateiro haverá... eu por exemplo, ao qual se me despoja dos meus direitos como cidadão e numhas eleições valho o mesmo que qualquer animal, dedico-me a improvisar versos, a cantar e a escrever. Nós também somos mães, pais, filhos e filhas, temos primos em Zamora, Paris ou em Lizartza. Temos tios em Madrid, Austrália ou Baiona e podemos-lhes ter agarimo, e juntamos-nos de quando em quando toda a família. Que simples soa todo isto!, verdade? Porém, agora que vostedes nos despojam de direitos básicos do ser humano, a estas alturas da história e da vida, sinto a necessidade de dizer-lho.

Devo dizer-lhes que nós também lemos, temos visto centos de filmes, acudimos a concertos, e alguns de nós mesmo criamos canções, com a mera intençom de que aquele que a escuite sinta algum tipo de prazer. Nós também imos ao teatro, subimos montes, atravessamos oceanos, também buscamos a beleza da vida, como muitos outros seres humanos. Olhe que a muitos de nós nos da por dar voltas polo mundo em bicicleta, passar media vida pendurados de cordas em rochas maciças, em subir cimas impossíveis, pescar lulas ou colher cogumelos...

Muitos gostamos de gozar da comida, dumha boa noite entre amigos, gostamos de bailar... Sim, assim é, para os que nom nos vem como pessoas, deverá-lhe soar até raro todo o que lhes estou a dizer.

Mas é assim, vivemos neste mundo, no mesmo no que vostedes vivem. Fazemos colas para sacar entradas de futebol, doamos órgãos, compramos ordenadores, fazemos a declaraçom da renda... Nom somos nada perfeitos, mas somos pessoas, como vostedes. E mesmo imos além. Com todas as nossas imperfeições e carências, cometemos o grande delito de complicar-nos a vida e intentar que o troço de terra no que nos tocou viver seja mais justo do que é agora. Sim, olhem se seremos parvos: nom pensamos só em nós próprios!

Somos gente que ainda vivendo, convivendo com o resto de cidadãos, compartindo obrigas e deveres, mesa e toalha de mesa, ledicias e penas, inferiorizaram-nos vostedes em massa, mutilaram-nos na nossa condiçom de cidadãos, até límites inferiores ao que pode tolerar umha sociedade minimamente civilizada e democratizada. E isso dá muita raiva. Como toda a passividade cômplice de intelectuais, escritores, pensadores... gentes que se ocupam de expressar, formular, analisar, julgar e reinventar a condiçom humana, paisanos e compatriotas, concidadãos nossos, todo esse silêncio dos anhos, essa passividade ante este atropelo histórico, devo dizê-lo, dá raiva. Que podo sentir eu, quando me chega umha papeleta do partido que seja falando-me de participaçom cidadã? Que querem que sinta eu, senom raiva!

E somos também mais cousas que vostedes sabem, e que nos diferençam do resto.

Somos milhares os que convivemos desde o nosso nascimento, por exemplo, com o cárcere. Sim, o cárcere. Somos centos de cativos e cativas os que medramos e convivemos com o cárcere ou a ameaça do seu fantasma, desde que tomávamos da teta da nossa mãe. Asseguro-lhes que é duro ter o cárcere na vida diária. Milhares e milhares os filhos e filhas, irmãos e irmãs, pais e mães, que tivemos que ir ao cárcere, minimamente, a visitar um ser querido, a levar-lhe roupa, comida e 50 minutos de amor. E isso marca muito, senhores da guerra. Milhares de cativos e cativas que levamos toda a vida vivendo e morrendo com a ausência de seres próximos e queridos. Milhares de cativos e cativas que vimos com nossos próprios olhos, em estado de shock absoluto, como homens armados e encapuçados levavam o nosso pai, a nossa mãe, irmão, irmã, avô ou avoa, parelhas... nom lhes exagero nem um ápice, somos muitos os que passamos por essa situaçom. Demasiados para borrar-nos do mapa.

Quam necessário é ter sentido de empatia em todo isto! E algum dia será. Oxalá seja manhã o dia no que veremos que é entre vítimas dum e outro bando onde maior empatia se pode dar. Nós saberemos enterrar o rancor, e mirar além da dor. Oxalá vostedes sejam capazes.

Isso é o que nos leva sucedendo durante décadas, muitas, demasiadas décadas. Desde Franco até vostedes. Som historias de muita dor, de sangue, de luita, de morte... em todas as nossas vilas há torturados, superviventes do maior abuso de poder imaginável, do crime mais horrível que se poda realizar. Porque umha violaçom é umha violaçom em Sevilla, em Gaza e na Audiência Nacional.

Bem sabem vostedes da carga de sofrimento que levamos nas nossas costas. E ainda assim, aqui seguimos. Devem vostedes saber que de cada detido, de cada torturado, de cada encarcerado floresce a solidariedade, o amor e o respeito. Que cada umha das nossas vítimas levanta umha pequena primavera ao seu arredor. Vivemos abraçando-nos, recebendo-nos, ajudando-nos, beijando-nos por solidariedade, carinho e admiraçom. Assim nos educamos, milhares de cativos e cativas durante décadas, e esse é o nosso património de futuro: todos esses valores decadentes na sociedade, que graças a esta luita conservamos na sua máxima intensidade. Como dizia Eva, recolhemos aos nossos mortos e fazemos armas massivas de criaçom. Qualquer aperta de um de nós vale mais que todas as suas homenagens e parafernálias juntas.

Eu, com todos os meus temores, o meu sofrimento ante a injustiça, a minha dor ante a morte, a violaçom dos meus direitos básicos, sinto-me um afortunado por todo o que me dá esta luita, e me faz ser umha melhor pessoa.

Tenham cuidado, posto que a mesquinhez do ser humano começa quando um se pensa mais que os demais, como parece ser que lhes sucede a vostedes, e trata aos seus semelhantes como seres inferiores. Ninguém é dono da verdade absoluta, de toda a razom, nem de toda a dor. Nós somos conscientes disso. Mas, e vostedes?
A nós, que queremos que este conflito se resolva quanto antes, nom nos interessa que vostedes sejan mesquinhos nem tiranos.

Somos os que estávamos construindo umha ponte. Umha ponte que passasse por acima das augas turbulentas que cruzam a terra da nossa história. E vostedes bombardearam-no. Vostedes quiseram que caíramos ao rio. Mas, como vostedes se terám decatado já, e se nom se dam por informados darám-se conta hoje, nunca o conseguirám.

Nós, desde esta beira do mundo, do mundo da solidariedade, dos ideais de justiça, onde os torturados, exilados, espancados, os movimentos populares, ilegalizados e proscritos nos juntamos e falamos, escrevemos cartas de amor a presos, viajamos milhares de quilómetros para ver aos nossos seres queridos, sonhamos, cantamos, rimos e choramos, nós, digo, seguiremos construindo essa ponte cara a outra beira. Umha ponte de liberdade, pola que podamos transitar todos os cidadãos deste país. Estamos intentando construir umh ponte para entender-nos, conhecer-nos e respeitar-nos, vostedes e nós. Umha ponte trás a qual nem sequer é preciso que estejam vostedes. Nom os aguardamos, nem lhes pedimos que nos ajudem neste formoso trabalho, simplesmente é o nosso dever moral fazê-lo.

Avançamos cara novos tempos, novos ciclos históricos. Vostedes marcharám e nós seguiremos aqui. Nom som mais que umha referência casual. Nós perduramos y perduraremos durante séculos, sabem-no bem. Antes que tarde, este ciclo terminará. E digam o que digam e façam o que queiram, que nunca nos sentiremos derrotados quando esta parte da nossa história remate. Algum dia, oxalá seja manhã, saberemos ser generosos com vostedes. Nós nunca os deixaremos fora dumhas eleições. E isto é o mais formoso: a ponte do diálogo, do respeito, da soluçom, da liberdade nom é tanto por nós. Nom, nom o queremos construir para salvar-nos. Nom, nunca seríamos tam egoístas. Esta nova Euskal Herria que construímos também é para vostedes, os da outra beira. Vostedes também têm direito a conhecer um mundo melhor.

Um artigo de Jon Maia, bertsolari e escritor.


Comentários (0) - Secçom: Euskal Herria - Publicado o 14-03-2009 12:55
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Libertá! Libertá! Libertá!
Comentários (0) - Secçom: Humor - Publicado o 11-03-2009 17:23
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Lei d'Hont: ti ganhas, eu governo
As maiorías decídense no Parlamento, e aínda que o escrutinio do voto emigrante lle restou un escano ao PP, este mantén a súa maioría absoluta con 38 deputados. Iso si, xa non pode presumir de obter máis votos cá suma de PSdeG-PSOE e BNG xuntos, como xa fixo na noite electoral. O 1 de marzo, a contaxe dos votos dos residentes deixaba aos populares dez mil votos arriba (760 mil fronte a 750 mil); despois de escrutar o CERA, e á espera de reclamacións e axustes, o resultado final das eleccións deixa ao PP con 789 mil votos, ao PSdeG-PSOE con 524 mil, e a o BNG con máis de 270 mil, é dicir, unha suma de 794 mil, cinco mil máis có PP.

Mais informaçom.
Comentários (2) - Secçom: Denúncia - Publicado o 11-03-2009 17:21
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"Se aínda somos galegos é por obra e gracia do idioma"
(Castelao)


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