Avante Galiza!
'Estamos fartos de saber que o povo galego fala un idioma de seu, fillo do latim, irmao do Castellano e pai do Portugués. Idioma apto e axeitado para ser veículo dunha cultura moderna, e co que ainda podemos comunicar-nos com mais de sesenta millóns de almas (...) O Galego é un idioma extenso e útil porque -con pequenas variantes- fala-se no Brasil, en Portugal e nas colónias portuguesas'.

(Castelão - Sempre em Galiza)



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Fronteiras
Há já bem tempo que publiquei um artigo deste documental.

Fronteiras é um documental sobre as lindes geográficas e culturais da Galiza, centrado em como as percevem os propios habitantes destas zonas. Um percorrido polo Eo-Navia, O Bierzo, As Portelas e outros enclaves de semelhantes caraterísticas. "Fronteiras" quere pôr em relevância o feito de que as fronteiras culturais da Galiza nom coinciden com as fronteiras político-administrativas do Estado. Mais sobre tudo quere amosar o jeito totalmente desdramatizado em que os habitantes destas zonas abordam os seus conflitos identitarios e territoriais, moi afastado da crispaçom co que estes temas se acostumam a tratar no descurso político e jornalístico.

Fronteiras
Comentários (10) - Secçom: Cultura - Publicado o 16-11-2007 23:01
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Milhons que falam o idioma nosso
Somos escravos do nosso passado. Muito. Nom só da opressom sufrida; paradoxalmente também estamos presos da nossa resistência. E penso na luita particular, modesta e valente, dum taxista de Rianjo que em 1972 reage e estampa na porta do seu carro, "Rianxo", com esse xis que é símbolo de orgulho e dignidade, de reivindicaçom da identidade pessoal, de reclamaçom da pertença a um povo.[...]

E levamos assim a escrever como podemos, "Rianxo" frente ao "Rianjo" a que nos obrigárom. E assim desde o século XIX em que, sem língua escrita, sem estado, sem palavras, tomamos as palavras da gente e começamo-las a escrever como sabíamos, com a ortografia que conhecíamos, a castelhana. E desde aquela sempre à contra, sempre a resistir contra a corrente.

E levamos isso dentro, em cima de nós. Levamos essa história dura dum país e umha gente encerrada dentro dum estado castelhanista, esse é o nosso contexto histórico. De tam duro e longo que foi o nosso encerramento já mesmo temos esquecido o Atlântico, aí diante de nós; mesmo pensamos que o mapa mente, que nom é certo que haja um Sul, pois Portugal nom existe, nem que o mundo começa e abre-se na nossa costa por todo um Atlântico no que se ouvem as nossas palavras nesta beira e mais na outra.

Temos esquecido já a evidência e acreditamos unicamente na razom centralista de Madrid que nos diz que a nossa é umha fala rústica e que tem que inventar as palavras ("choiva", "beirarrúa"...) ou tomá-las directamente do grande idioma castelhano segundo o fala a Espanha (como "coche"). Há tempo que perdemos o compás, que nom temos mapas e que andamos a dar voltas sobre nós mesmos, até cair na obsessom.

A "AGAL" fai-nos a lembrança da evidência: se estamos encerradinhos, é porque queremos; a nossa impotência nasce da nossa covardia. E no mundo nom somos estranhos, há milhons que falam o mesmo idioma nosso.


Um artigo de Suso de Toro.
Comentários (3) - Secçom: Língua - Publicado o 11-11-2007 21:44
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Bom vento e bom casamento
PortuGaliza“Há quem diga que os Galegos gostam mais dos portugueses do que do espanhóis!

A frase saiu-me e como estava rodeado de cidadãos da Galiza, quis acrescentar: “Claro que provavelmente isto não corresponde à verdade…”
A resposta foi rápida e sincera: “Há quem o diga, há quem o pense e com muita verdade!”

Foi assim que tomei conhecimento de algumas novidades. Por exemplo, que os galegos vêm no Aeroporto Sá Carneiro no Porto, o seu aeroporto internacional. Há já carreiras de transporte regulares. O mercado de negócio natural para as empresas galegas é o português. Os portugueses são o destino da captação turística.

Nós, por nosso lado, também não estamos completamente desatentos. Nas feiras que acontecem em Vigo, já se vêm grandes áreas ocupadas por instituições e empresas portuguesas.

Longe vai da memória, as cenas de horas de fila à espera da autorização para passar a fronteira minhota. Foi há tão pouco tempo e já parece que tem séculos!

Uma coisa parece certa: estes espanhóis, os da Galiza, gostam de nós! O velho ditado que nos ensina que de Espanha nem bom vento nem bom casamento, se, se aplica de facto não inclui os galegos. De certeza!
Aplica-se mais aquele também célebre dito popular: “trabalha como um galego!”, quando se pretende identificar uma pessoa como trabalhadora acima da média!

Parece que o destino vai cuidar de concluir a vontade do nosso Rei Afonso, que achava que devíamos ser um povo único! Isto é, Portugal e a Galiza, tal como são hoje, deviam ser um só Estado!
Pelo menos, uma só Região da Eurolândia parece que nos estamos a tornar!


Um artículo de Eduardo Costa
Comentários (4) - Secçom: PortuGaliza - Publicado o 07-11-2007 23:03
# Ligaçom permanente a este artigo
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"Se aínda somos galegos é por obra e gracia do idioma"
(Castelao)


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