Avante Galiza!
'Estamos fartos de saber que o povo galego fala un idioma de seu, fillo do latim, irmao do Castellano e pai do Portugués. Idioma apto e axeitado para ser veículo dunha cultura moderna, e co que ainda podemos comunicar-nos com mais de sesenta millóns de almas (...) O Galego é un idioma extenso e útil porque -con pequenas variantes- fala-se no Brasil, en Portugal e nas colónias portuguesas'.

(Castelão - Sempre em Galiza)



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Reitor da UAb a favor da Galiza fazer parte da CPLP
O Professor Carlos Reis, reitor da Universidade Aberta de Lisboa, é um conhecido divulgador da obra de Eça de Queirós.

Como especialista participou, no júri da tese de doutoramento que Joel Gômez apresentou no Paraninfo da Universidade de Santiago, sobre a obra do saudoso professor galego Ernesto Guerra da Cal. Precisamente, o professor nascido em Ferrol foi o seu mestre e mentor.

Catedrático da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, ensaísta e correspondente da Real Academia Española, este professor nascido na Angra do Heroísmo, Açores, que foi Diretor da Biblioteca Nacional de Portugal e Presidente da Associação Internacional de Lusitanistas, é provavelmente mais conhecido na Galiza pela sua faceta na defesa e promoção da língua portuguesa.

A respeito das possibilidades de a Galiza fazer parte da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, acreditou: «É aceitável pensar que um dia se encontrará a forma de reunir os equilíbrios para que, uma nação com a Galiza, que tem a sua cultura, a sua identidade, a sua paisagem, a sua gente, a sua língua, ainda com os debates que esta língua sempre provoca, um dia faça parte, realmente, da CPLP, no estatuto que se entender que é o mais adequado».

Entrevista ao professor Carlos Reis



Via chuza!
Comentários (0) - Secçom: Língua - Publicado o 30-01-2010 20:02
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É umha merda ser galego
A equipa de Seioque realizou esta traduçom ao galego dumha cena do conhecido filme Trainspotting.


It's 'shite' being Scottish!
Comentários (0) - Secçom: Humor - Publicado o 24-01-2010 14:24
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A língua galega: Um olhar transmontano
Nos passados dias 19, 20 e 21, do corrente mês de Novembro, decorreu o IV Congresso Manuel Luís Acuña, na simpática vila Póvoa de Trives, sede de concelho situada bem perto da serra da Maceda e pertencente à Província de Ourense. Manuel Luís Acuña, que deu o nome ao Congresso, nasceu nessa vila, tendo sido professor insigne e poeta vanguardista e, por isso, perseguido pelo regime franquista.

Esse evento, que acontece no mês de Novembro, de três em três anos, quando o frio mais incide naquelas paragens, teve este ano um clima bem mais ameno. No entanto, não é o clima que condiciona a adesão dos participantes, pois aparecem sempre em bom número.

Na sexta-feira, logo pela manhã, rumámos, eu e minha mulher, em direcção àquele destino, onde ela ia fazer uma intervenção subordinada ao tema ”As escolas do meu tempo – planos e tipos de escolas na ditadura”. Fomos os únicos portugueses ali presentes, o que não impediu que nos sentíssemos em família.

Embora os temas desenvolvidos versassem uma problemática cultural, humana e literária galegas, foram, mesmo para quem, como eu, esteve como mero assistente, de muito interesse e de grande enriquecimento.

Este IV Congresso, tomando como temática de base – “As outras armas do franquismo – 1939-2009: uma retrospectiva”, foi organizado pela Faculdade de Ciências da Educação – Campus de Ourense – da Universidade de Vigo, da Associação Cultural Instituto Xudemecu e da Nova Escola Galega, tendo como principais dinamizadores Cid Fernández e Domingues Alberte, distintos professores e galeguistas convictos.

O Congresso teve muitos motivos de interesse e temas como “Prestexiando o Galego”, “Tipoloxía da represion en Galiza durante o primeiro franquismo”, “O ensino das Ciencias Sociais e a construción das identidades, durante o franquismo”, “Proxectos educativos galeguistas na acción dos emigrantes galegos”, “ As cicatrices do réxime na poesia galega de posguerra”, “Franquismo, emigración e cine” e “As outras armas do réxime : control ideolóxico e subordinación feminina na retaguarda franquista”, prenderam a atenção de uma vasta plateia composta por professores, estudantes universitários e alguns residentes mais interessados. Os políticos locais, lá como cá, quando lhe cheira a cor diferente alheiam-se pura e simplesmente.

De facto, a defesa do galego, como língua, devia interessar a todos os seus falantes, sem distinção de credo político. Mesmo hoje continua a sofrer ataques por parte do poder central que não vê com bons olhos a afirmação e o reforço de uma identidade ou de uma autonomia e lhe causa certamente algumas suspeitas ou desconfianças.

Desde o século XIII que o castelhano, por influência de Fernando III, iniciou a sua penetração em terras galegas, onde se fixaram famílias da nobreza castelhana e outros dignitários da igreja e da administração, colonização cultural que havia de se consumar no século XV, no reinado dos reis católicos.

Se bem que ainda hoje os galegos lutem pela preservação da sua cultura e da sua língua, essa postura deve incomodar o poder central que, muitas vezes e por via legislativa, limita o uso do galego, impondo o castelhano em certas situações administrativas ou institucionais.

A organização destes congressos não está imune a uma certa motivação política e ideológica, embora radique principalmente em aspectos literários e culturais. Assume claramente a defesa do património cultural e literário da comunidade galega.

É certo que o galego se foi afastando do português, mas houve tempo em que foram línguas siamesas, constituindo uma unidade linguística. Daí ainda haver interesse em estudar o galego, língua muito próxima do nosso português do Norte. Fonética e lexicalmente existem sinais bem evidentes dessa vida em comum. Pude assim actua-lizar vocábulos tão próprios da minha aldeia – preguiceiro por preguiçoso, auga por água e atopar por achar, encontrar – que os galegos também usam.

Este empenhamento de gente ligada ao ensino na organização destes congressos devia servir de exemplo para cá da fronteira, onde só conta o estatuto e o curriculum ou a aquisição de créditos ou habilitações, não para aumentar a qualidade do ensino, mas para satisfação do ego e a obtenção de uma reforma mais abonada. Sob o ponto de vista colectivo, também podem surgir por aí associações que nada promovem, nada organizam e se ficam pelas intenções.

Estes congressos têm uma virtude: despertar as consciências, continuar a luta e velhas aspirações através dos jovens e mobilizar o povo para a defesa da sua identidade cultural.

Não me venham dizer que de Espanha, neste caso da Galiza, sopram maus ventos. Isso não passa de conversa do passado. Se sopram ventos, é bom que saibamos aproveitar a sua melhor feição.


Um artigo de Armando Ruivo.
Comentários (1) - Secçom: Língua - Publicado o 24-01-2010 14:17
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"Se aínda somos galegos é por obra e gracia do idioma"
(Castelao)


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