Avante Galiza!
'Estamos fartos de saber que o povo galego fala un idioma de seu, fillo do latim, irmao do Castellano e pai do Portugués. Idioma apto e axeitado para ser veículo dunha cultura moderna, e co que ainda podemos comunicar-nos com mais de sesenta millóns de almas (...) O Galego é un idioma extenso e útil porque -con pequenas variantes- fala-se no Brasil, en Portugal e nas colónias portuguesas'.

(Castelão - Sempre em Galiza)



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A língua galega: Um olhar transmontano
Nos passados dias 19, 20 e 21, do corrente mês de Novembro, decorreu o IV Congresso Manuel Luís Acuña, na simpática vila Póvoa de Trives, sede de concelho situada bem perto da serra da Maceda e pertencente à Província de Ourense. Manuel Luís Acuña, que deu o nome ao Congresso, nasceu nessa vila, tendo sido professor insigne e poeta vanguardista e, por isso, perseguido pelo regime franquista.

Esse evento, que acontece no mês de Novembro, de três em três anos, quando o frio mais incide naquelas paragens, teve este ano um clima bem mais ameno. No entanto, não é o clima que condiciona a adesão dos participantes, pois aparecem sempre em bom número.

Na sexta-feira, logo pela manhã, rumámos, eu e minha mulher, em direcção àquele destino, onde ela ia fazer uma intervenção subordinada ao tema ”As escolas do meu tempo – planos e tipos de escolas na ditadura”. Fomos os únicos portugueses ali presentes, o que não impediu que nos sentíssemos em família.

Embora os temas desenvolvidos versassem uma problemática cultural, humana e literária galegas, foram, mesmo para quem, como eu, esteve como mero assistente, de muito interesse e de grande enriquecimento.

Este IV Congresso, tomando como temática de base – “As outras armas do franquismo – 1939-2009: uma retrospectiva”, foi organizado pela Faculdade de Ciências da Educação – Campus de Ourense – da Universidade de Vigo, da Associação Cultural Instituto Xudemecu e da Nova Escola Galega, tendo como principais dinamizadores Cid Fernández e Domingues Alberte, distintos professores e galeguistas convictos.

O Congresso teve muitos motivos de interesse e temas como “Prestexiando o Galego”, “Tipoloxía da represion en Galiza durante o primeiro franquismo”, “O ensino das Ciencias Sociais e a construción das identidades, durante o franquismo”, “Proxectos educativos galeguistas na acción dos emigrantes galegos”, “ As cicatrices do réxime na poesia galega de posguerra”, “Franquismo, emigración e cine” e “As outras armas do réxime : control ideolóxico e subordinación feminina na retaguarda franquista”, prenderam a atenção de uma vasta plateia composta por professores, estudantes universitários e alguns residentes mais interessados. Os políticos locais, lá como cá, quando lhe cheira a cor diferente alheiam-se pura e simplesmente.

De facto, a defesa do galego, como língua, devia interessar a todos os seus falantes, sem distinção de credo político. Mesmo hoje continua a sofrer ataques por parte do poder central que não vê com bons olhos a afirmação e o reforço de uma identidade ou de uma autonomia e lhe causa certamente algumas suspeitas ou desconfianças.

Desde o século XIII que o castelhano, por influência de Fernando III, iniciou a sua penetração em terras galegas, onde se fixaram famílias da nobreza castelhana e outros dignitários da igreja e da administração, colonização cultural que havia de se consumar no século XV, no reinado dos reis católicos.

Se bem que ainda hoje os galegos lutem pela preservação da sua cultura e da sua língua, essa postura deve incomodar o poder central que, muitas vezes e por via legislativa, limita o uso do galego, impondo o castelhano em certas situações administrativas ou institucionais.

A organização destes congressos não está imune a uma certa motivação política e ideológica, embora radique principalmente em aspectos literários e culturais. Assume claramente a defesa do património cultural e literário da comunidade galega.

É certo que o galego se foi afastando do português, mas houve tempo em que foram línguas siamesas, constituindo uma unidade linguística. Daí ainda haver interesse em estudar o galego, língua muito próxima do nosso português do Norte. Fonética e lexicalmente existem sinais bem evidentes dessa vida em comum. Pude assim actua-lizar vocábulos tão próprios da minha aldeia – preguiceiro por preguiçoso, auga por água e atopar por achar, encontrar – que os galegos também usam.

Este empenhamento de gente ligada ao ensino na organização destes congressos devia servir de exemplo para cá da fronteira, onde só conta o estatuto e o curriculum ou a aquisição de créditos ou habilitações, não para aumentar a qualidade do ensino, mas para satisfação do ego e a obtenção de uma reforma mais abonada. Sob o ponto de vista colectivo, também podem surgir por aí associações que nada promovem, nada organizam e se ficam pelas intenções.

Estes congressos têm uma virtude: despertar as consciências, continuar a luta e velhas aspirações através dos jovens e mobilizar o povo para a defesa da sua identidade cultural.

Não me venham dizer que de Espanha, neste caso da Galiza, sopram maus ventos. Isso não passa de conversa do passado. Se sopram ventos, é bom que saibamos aproveitar a sua melhor feição.


Um artigo de Armando Ruivo.
Comentários (1) - Secçom: Língua - Publicado o 24-01-2010 14:17
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Chega o Natal, chega o Apalpador!

Mais um ano, por estas datas, vê-se baixar umha enorme sombra entre a mesta brêtema dos montes do Courel, rodeada de pachuços prendidos, que se move ao som das gaitas. Nom lhe tenham medo, nom... é o velho carvoeiro que baixa passar o Natal à vila, e vem com um saco cheio de presentes! É o Apalpador!!

E quem é o Apalpador? Dirá algum despistado... Sentai-vos arredor do lume da lareira, qu'eí vem umha história dos tempos das lendas.

O Apalpador é um velho carvoeiro que vive nos montes do Courel. Tem umha grande barrigola de comer castanhas asadas com vinho, e rara vez foi visto separado da sua fiel pipa de fumar. Na sua vestimenta destaca umha grande chaqueta verde para tornar do frio, ainda que como da auga e da neve já nom torna tam bem também tem sido visto com umha coroça. Tem uns pantalons remendados, cosidos por ele mesmo. E já adquiriu sabedoria suficiente para levar boina diário, apesar de nom ter canas na sua rubia barba.

A lenda diz que mora nas montanhas durante todo o ano e que desce às aldeias, vilas e cidades nos dias 24 ou 31 de Dezembro à noitinha, para apalpar as barriguinhas às crianças e comprovar se comeram bem ao longo do ano. Chega-se-lhes à noite, caladinho, apalpa-lhes o ventre e, se estiverem cheias, murmura-lhes cuidadoso aos ouvidos: “Assim, assim estejas o ano todo”. Se, polo contrário, comprova que tenhem a barriguinha baleira, torce o sobrolho, deixa-lhes umha presada de castanhas às caladas, e vai-se preocupado.

O Apalpador em Compostela


Esta lenda do Apalpador, que também é conhecido como Pandigueiro na Terra de Trives, está com certeza relacionada com figuras semelhantes, sobreviventes noutros locais da cornija Cantábrica, como o “Esteru” cántabro ou o “Olentzero” basco, razom que dá para suspeitar tratar-se dumha figura de origem comum que tivo umha extensom bem maior no passado, tendo ficado relegada posteriormente — como tantas outras cousas — aos redutos mais afastados e inacessíveis da nossa geografia.

Agora está a ser recuperada na Galiza, especialmente graças ao apoio dos centros sociais, entre os que destaca a Gentalha do Pichel, e à difusom feita na internet polo Portal Galego da Língua.

A recuperaçom da tradiçom começou com o trabalho realizado polo investigador José André Lôpez Gonçâlez, no que reparou o centro social A Gentalha do Pichel, de Compostela, decidindo que a lenda era suficientemente interessante como para nem só ser espalhada, mas para recuperar a tradiçom.

Para recuperar esta figura foram editados cartazes, apareceram novas em jornais, e entrevistas nas rádios. Que a recuperaçom da nossa figura tradicional do Natal avança demonstra-se com factos como que já seja utilizada como reclamo publicitário na internet, que foram editados vários livros contando a sua história, que tenha um sítio web próprio, e mesmo seja recebido oficialmente nas cidades da Galiza. Ademais de receber o incondicional apoio da Galicola...

Galicola com o Apalpador


Com certeza, a lenda, que compartimos com outros países da cornija cantábrica (ainda que com outros nomes como Esteru ou Olentzero) tem a sua origem nos carvoeiros que baixavam nestas datas dos montes onde trabalhavam a ver as famílias levando com eles como presente as castanhas dos soutos da zona.

Bom Natal! E que o Apalpador venha carregado de agasalhos para vós!! :)
Comentários (1) - Secçom: Festas - Publicado o 23-12-2009 23:43
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Rio 2016, as Olimpíadas falam galego
Rio de Janeiro é a cidade vencedora que vai sediar os Jogos Olímpicos em 2016, conseguindo que, pola primeira vez, um país de fala galego-portuguesa organize este evento.

Cidade Maravilhosa, coração do meu Brasil



Resultando vitoriosa, Rio leva os Jogos pola primeira vez para a América do Sul.

Vídeo-apresentação das instalações


Ante este enorme evento só fica celebrar, e luitar por receber a emissom televisiva em versom original na Galiza ou, melhor ainda, poupar para ir ver na jóia da galeguia o maior espectáculo desportivo do mundo.

Viva o Brasil!
Comentários (3) - Secçom: Desportes - Publicado o 03-10-2009 17:13
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Arins 2009, direito de autodeterminaçom
Cartaz do evento
Após prender-se a mecha com o referendo sobre a independência da Catalunya realizado em Arenys de Munt, a bomba independentista estourou fazendo chegar o seu eco à Galiza.

Na localidade compostelã de Arins vai-se realizar umha homenagem a Catalunya com referendo sobre o futuro da Galiza incluído. Como em todas eleiçons galaicas que se prezem, nom há faltar nem o voto por correio dos nom-residentes nem a carretagem.



Eu já enviei o meu voto por correio-e devidamente acreditado.
E tu a que aguardas?
Comentários (0) - Secçom: Resistência Galega - Publicado o 02-10-2009 18:49
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De Galescola a Curral

Vem de fazer-se pública a nova imagem que o governo feixista da Xunta quer para as escolas infantis anteriormente conhecidas como Galescolas.

Nom gostam nem da bandeira galega nem de que as crianças se considerem Galegas... é melhor que os "galegos" do futuro sejam dóceis como as pitas, e por isso querem que se criem com umha galinha (azul, por suposto) num curral.

Aguardo que entre tanto pitinho saia algum galo... GALEGO:

Comentários (1) - Secçom: Denúncia - Publicado o 18-08-2009 16:33
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"Se aínda somos galegos é por obra e gracia do idioma"
(Castelao)


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