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Chega o Natal, chega o Apalpador!

Mais um ano, por estas datas, vê-se baixar umha enorme sombra entre a mesta brêtema dos montes do Courel, rodeada de pachuços prendidos, que se move ao som das gaitas. Nom lhe tenham medo, nom... é o velho carvoeiro que baixa passar o Natal à vila, e vem com um saco cheio de presentes! É o Apalpador!!

E quem é o Apalpador? Dirá algum despistado... Sentai-vos arredor do lume da lareira, qu'eí vem umha história dos tempos das lendas.

O Apalpador é um velho carvoeiro que vive nos montes do Courel. Tem umha grande barrigola de comer castanhas asadas com vinho, e rara vez foi visto separado da sua fiel pipa de fumar. Na sua vestimenta destaca umha grande chaqueta verde para tornar do frio, ainda que como da auga e da neve já nom torna tam bem também tem sido visto com umha coroça. Tem uns pantalons remendados, cosidos por ele mesmo. E já adquiriu sabedoria suficiente para levar boina diário, apesar de nom ter canas na sua rubia barba.

A lenda diz que mora nas montanhas durante todo o ano e que desce às aldeias, vilas e cidades nos dias 24 ou 31 de Dezembro à noitinha, para apalpar as barriguinhas às crianças e comprovar se comeram bem ao longo do ano. Chega-se-lhes à noite, caladinho, apalpa-lhes o ventre e, se estiverem cheias, murmura-lhes cuidadoso aos ouvidos: “Assim, assim estejas o ano todo”. Se, polo contrário, comprova que tenhem a barriguinha baleira, torce o sobrolho, deixa-lhes umha presada de castanhas às caladas, e vai-se preocupado.

O Apalpador em Compostela


Esta lenda do Apalpador, que também é conhecido como Pandigueiro na Terra de Trives, está com certeza relacionada com figuras semelhantes, sobreviventes noutros locais da cornija Cantábrica, como o “Esteru” cántabro ou o “Olentzero” basco, razom que dá para suspeitar tratar-se dumha figura de origem comum que tivo umha extensom bem maior no passado, tendo ficado relegada posteriormente — como tantas outras cousas — aos redutos mais afastados e inacessíveis da nossa geografia.

Agora está a ser recuperada na Galiza, especialmente graças ao apoio dos centros sociais, entre os que destaca a Gentalha do Pichel, e à difusom feita na internet polo Portal Galego da Língua.

A recuperaçom da tradiçom começou com o trabalho realizado polo investigador José André Lôpez Gonçâlez, no que reparou o centro social A Gentalha do Pichel, de Compostela, decidindo que a lenda era suficientemente interessante como para nem só ser espalhada, mas para recuperar a tradiçom.

Para recuperar esta figura foram editados cartazes, apareceram novas em jornais, e entrevistas nas rádios. Que a recuperaçom da nossa figura tradicional do Natal avança demonstra-se com factos como que já seja utilizada como reclamo publicitário na internet, que foram editados vários livros contando a sua história, que tenha um sítio web próprio, e mesmo seja recebido oficialmente nas cidades da Galiza. Ademais de receber o incondicional apoio da Galicola...

Galicola com o Apalpador


Com certeza, a lenda, que compartimos com outros países da cornija cantábrica (ainda que com outros nomes como Esteru ou Olentzero) tem a sua origem nos carvoeiros que baixavam nestas datas dos montes onde trabalhavam a ver as famílias levando com eles como presente as castanhas dos soutos da zona.

Bom Natal! E que o Apalpador venha carregado de agasalhos para vós!! :)
Comentários (1) - Secçom: Festas - Publicado o 23-12-2009 23:43
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I need festa
Andaba eu pola rede na procura de musikeo cuando me topei con este vídeo do gran mestre da trikitixa no concerto do ano pasado no mundo celta de Ortigueira, o ano pasado.



Por aí polo medio andaba eu perdido, hehehe. O caso é que coa calor destes dias, o rematar as clases e esas cousas teño no corpo unhas ghanas de festa que non son normais... así que a ver se o señor Pita le isto, ou se non terei que pegarlle unha telefonada, e se presenta con un calendário de festivais, hehe.

Porque, como todo o mundo sabe, se non queres perder nen unha festa do verao, consulta ao Pita e nun instante te di cando cuadran os festivais todos e se fai falla preséntase à porta da tua casa no coche coa maleta chea de Estrellas frescas... chegar e encher!! Isto si que é unha familia macanuda, e o mais caralladas! :)
Comentários (3) - Secçom: Festas - Publicado o 27-06-2008 13:52
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Viva a Revolução!!!
O golpe de estado militar do dia 25 de Abril de 1974 derrubou, num só dia, o regime político que vigorava em Portugal desde 1926, sem grande resistência das forças leais ao governo, que cederam perante a revolta das forças armadas. Este levantamento é conhecido por 25 de Abril ou Revolução dos Cravos. O levantamento foi conduzido pelos oficiais intermédios da hierarquia militar (o MFA), na sua maior parte capitães que tinham participado na Guerra Colonial. Considera-se, em termos gerais, que esta revolução trouxe a liberdade ao povo português (denominando-se "Dia da Liberdade" o feriado instituído em Portugal para comemorar a revolução).

Grândola Vila Morena


SEMPRE!!
Comentários (0) - Secçom: Festas - Publicado o 25-04-2008 00:03
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Kepa Junkera no Mundo Celta
Este ano volta á Galiza o mestre da trikitixa!! :)

Kepa Junkera actuará o día 7 de Xullo no Mundo Celta. O máis internazonal dos trikitilaris bascos pisará de novo este ano as táboas da Alameda de Ortigueira para presentá-los temas do seu último álbum, Hiri, nunha cita na que non faltarán imprescindíbeis como a "Danza Ortigueira".

Con 14 álbumes, 8 singles, e numerosas colaborazóns con artistas de todo o mundo, Kepa é un dos cabezas de cartel do Festival Ortigueira'07. O autor de Bilbo 00:00, Maren ou K volve precedido do recoñecemento de crítica e público do seu traballo máis recente. Así, recibiu este ano o Premio da Música á mellor canción en euskara e ocupou durante meses os primeiros postos na lista World Music Charts Europe.

En Hiri, Kepa Junkera recrea coa trikitixa o seu paso por cidades de todo o planeta, dende a que da nome ao disco até Bos Aires, Nápoles, Agadir ou Reno, entre outras. Fusiona as sonoridades musicais de distintos continentes co son tradizonal de Euskal Herria, que se enriquece con elementos da música africana ou o tango... amosando así o carácter universal da música.

E para facer boca... un vídeo do seu último traballo:

Kepa Junkera - Hiri
Comentários (2) - Secçom: Festas - Publicado o 02-06-2007 22:30
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25 de Abril
O 25 de Abril é inconcebíbel sen a cantiga Grãndola Vila Morena, que se fixo famosa ó seren escollida como sinal pra a Revolución de Portugal.

Houbo dous sinais. O primero, ás 23h, foi a cantiga "E despois do adeus", de Paulo de Carvalho. Grãndola, que foi o segundo, foi emitidao no programa "Lìmite" de Radio Renascença ás 00:20h do día 25. Foi o sinal pra o arranque das tropas de Lisboa e a confirmación de que a Revolución gañaba terreo.

"Vivím o 25 de Abril uma especie de deslumbramento. Fun deica o Carme, andiven por aí... Estaba entusiasmado de tal jeito com o fenómeno político que nom me fijei bem, ou nom lhe dei importança, ao de Grándola. Soio mais tarde, quando se produciron os ataques fascistas do 28 de setembro ou os do 11 de março e Grãndola era cantada nos momentos de mais perigo ou de mais entusiasmo, me dei de conta de tudo o que sinificaba e, naturalmente, tivem uma certa satisfação", relatou José "Zeca" Afonso.

José "Zeca" - Grãndola Vila Morena


Terra da fraternidade
Em cada esquina un amigo
Em cada rostro igualdade...


O povo é quem máis ordena
Comentários (5) - Secçom: Festas - Publicado o 25-04-2007 17:31
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"Se aínda somos galegos é por obra e gracia do idioma"
(Castelao)


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