Avante Galiza!
'Estamos fartos de saber que o povo galego fala un idioma de seu, fillo do latim, irmao do Castellano e pai do Portugués. Idioma apto e axeitado para ser veículo dunha cultura moderna, e co que ainda podemos comunicar-nos com mais de sesenta millóns de almas (...) O Galego é un idioma extenso e útil porque -con pequenas variantes- fala-se no Brasil, en Portugal e nas colónias portuguesas'.

(Castelão - Sempre em Galiza)



Esta web apoia á iniciativa dun dominio galego propio (.gal) en Internet





 SECÇONS
 FOTOGRAFÍAS
 Também ando por:
 PESQUISAR NO BLOGUE
 PESQUISAR EM BLOGUES GALEGOS
 ARQUIVO
 ANTERIORES
 Artigos destacados

Projeto Memória, umha conta pendente
Hoje numha dessas conversas que surgem de quando em quando tomando o café despois do jantar apareceram por centésima vez as histórias dos escapados e diversas aventuras dos tempos de antes. Isto levou-me a lembrar que tenho umha conta pendente comigo: compilar diversas histórias arredor da minha família que pertencem à História, com maiúscula.

Antes tinha a escusa de nom ter umha gravadora que me permitisse levar a cabo o trabalho, agora avonda com descarregar umha App para o trebelhophone, e tratarei de dar-lhe ao 'on' quando for preciso, pra despois passar essas histórias a palavra escrita, e mesmo publicar fragmentos e/ou informações daquelas que considero mais emblemáticas, ou cujos dados mais significativos considero que deveram ser de domínio público.

Som contos de todos, que todos conhecemos; todos temos algum familiar que foi à guerra, que estivo escapado, que emigrou às Américas... mas todos temos por costume deixa-los pràs sobremesas. Vai sendo tempo de fazermos memória coletiva. Este vai ser o meu particular 'Projeto Memória', mas seria óptimo que todas as persoas com algo que contar o fizessem público, pra nom esquecermos.

Suponho que algum dia, destes que surgem sem mais como aconteceu hoje, publicarei aqui algum texto curioso... como o do avanço das tropas franquistas no Ebro graças a umhas simples bandeiras, o do 'escapado' que viveu como mulher, ou quando Francisco Franco foi enterrado numha pequena paróquia galega.
Comentários (1) - Secçom: Cousas Minhas - Publicado o 08-09-2012 16:04
# Ligaçom permanente a este artigo
Bento XVI, fôra da Galiza!
Vídeo-resumo da visita do chefe da seita católica à Galiza.

Rede Feminista Galega apresenta denúncia contra Ratzinger:


Manifestaçom de rechaço à visita do Papa:


Os mass média internacionais mostram a violência papal-policial:


Concentraçom durante a visita de Bento XVI:


... e Caminho A_Teu:
Comentários (1) - Secçom: Cousas Minhas - Publicado o 12-11-2010 16:12
# Ligaçom permanente a este artigo
Mapa e música
Eu sou, tu és, ele é... escravo do passado
Nós somos, vos sois, eles são... a razão deste fardo


A raiz de ler umha nova sobre o emprego da música para reintroduzir o português no Timor-Leste relembrei a estratégia empregada por mim próprio para explicar aos meus amigos, conhecidos e familiares o porquê do reintegracionismo: mapa e música.

O artigo em questom foi publicado na revista Pessoa; um dos parágrafos diz assim:

'Linguistas e pedagogos sabem que o desafio do ensino de uma língua é unir a aprendizagem com a emoção, e abrir caminho para explorar o prazer de aprender. O prazer afeta a produção de uma substância chamada dopamina, que funciona como mensageiro químico que facilita a aprendizagem. Quem fica passivo com a música da Daniela Mercury? Por outro lado, a memorização é imprescindível na aprendizagem de uma segunda língua, e a música, pelo ritmo, fornece uma rota para nosso cérebro. Foram estes os princípios arrojados reproduzidos em Timor'.

Eu alucinei bastante quando descobri que o mesmo que eu fazia no meu entorno mais achegado é empregado como método de reaprendizagem -da mesma língua- na outra ponta do planeta... e aí é que entra o mapa. Porque eu nom tinha nem puta ideia da existência dum país chamado Timor-Leste (e isso que sou amador da geografia) e muito menos de que lá se falasse a língua que nasceu na antiga Gallaecia há umha mão-cheia de anos.

A questom é que a música está omnipresente em qualquer acto lúdico e no lazer da mocidade, bem para bailar, bem por gosto pola música, bem como simples som de fundo que anime o ambiente. A nível geral, nas rádios, televisões e locais de copas da Galiza bombardeiam-nos com música em inglês e em espanhol... e a gente vê estas línguas como úteis e internacionais.

O inglês é a dia de hoje o pidgin internacional por causas geopolíticas do capitalismo global; o espanhol é a segunda língua com mais falantes nativos no planeta... o galego, do ponto de vista autonomista, é umha língua que falam os velhos dumha esquina do Reino de Espanha.

Como dizia Valentim Fagim no seu screencast sobre a estratégia lusófona para o galego, o nosso universo de referência é principalmente o espanhol, sabemos quem som Shakira, Maná, Violadores del Verso, ou Ricky Martin... mas somos bem poucos os galegos que conhecemos a Ivete Sangalo, Skank, Bob da Rage Sense ou Lizha James. E já vai sendo tempo de divulgar estes artistas no nosso país! Todos lembramos um vrão no que, enquanto na Espanha triunfava o Paquito el Chocolatero de King África, na Galiza arrasava A Cabritinha de Quim Barreiros... por que havia ser esse vrão a excepçom no lugar de ser a norma?

A minha melomania leva-me a ter, além dum disco rígido cheio de música, umha cheia de discos tanto em formato CD como USB no carro, e umha importantíssima parte destes de música em galego... em galego da Galiza, em galego do Brasil, em galego de Portugal, em galego de Angola, etc. Sempre que conheço gente nova e vamos a algum sítio no meu carro a primeira reacçom é alucinar... e com o passo do tempo algum/ha acaba por me pedir tal disco ou tal cançom. Alguns e algumhas perguntam: 'e estes de onde som?' 'Do Brasil', digo eu, ou de Angola, ou de onde forem. A cara de surpresa sempre aparece junto com o desconhecimento de que se falasse português em mais sítios que Portugal e Brasil... algumhas vezes a surpresa levo-a eu: 'como vam ser de Angola se falam como a minha avoa de Carvalho!'. Pois é... temos falta de Mapa.

E temos falta de mapa porque na escola nos dizem que o galego se fala em quatro províncias espanholas, enquanto o espanhol é falado em todo o Reino de Espanha e além disso na América do Sul. O Brasil nom existe nos nossos livros de texto, ainda sendo o gigante geográfico e económico da América Latina. Por isso era tam necessário o mapa que vem de editar a AGAL baseando-se no de Carvalho Calero, que sim chegou a aparecer nos nossos livros de texto.

Por isso é tam importante divulgar a música lusófona; porque, como no Timor-Leste, na Galiza precisamos de recuperar o nosso lugar no mundo, e nom há melhor jeito de reaprender umha língua que de jeito lúdico por médio da música. Por isso é tam importante e urgente divulgar o mapa da galeguia, para fazer ver à gente que a nossa língua é extensa.

Por se estas nom fossem razões suficientes... que me dizem da possibilidade de reproduzir música em qualquer lugar sem ter de render contas ante a SGAE? ;)

P.S.- As estrofas iniciais deste artigo som da cançom 'PALOP', dos Bob da Rage Sense.
Comentários (0) - Secçom: Cousas Minhas - Publicado o 17-09-2010 20:53
# Ligaçom permanente a este artigo
Pensando em NH
Ando pensando em fazer um blogue (apesar do abandonado que tenho este...) mais bem fotográfico. Hoje à tarde pensando nisto passou-me um flash pola cabeça com um nome guapo para ele, mas nom apontei, baixei tomar umhas cervejas... e agora nom lembro qual era ¬¬

Levo uns minutos dando voltas aos miolos e nom dou com nada que me convença 100%, assim que decidi pôr aqui umhas poucas sugestões e pedir que digam de qual gostam mais. Também aceito e agradeço enormemente que façam propostas.

Velaí uns possíveis nomes:
- Viver em Reintegrado.
- Viver em Galego com Normalidade.
- Reintegracionismo Útil.
- Vivendo em Galego, com Ñ ou NH.
- O dia-a-dia dum reintegrata.
- Galego-Português na Galiza.
- Lusofonia Galaica.
- Vantagens de ser Reintegracionista.
- Diário dum Consumista Galego.
- Português na Galiza.
- Galego Normalizado.
- Consumismo em Galego.

E mais que se me/vos ocorram.

Agradecido pola ajuda! :)
Comentários (7) - Secçom: Cousas Minhas - Publicado o 20-05-2010 00:49
# Ligaçom permanente a este artigo
Chuzando polo rego
Palhoças nazistas
Ir polo rego, esta é umha expressom muito galega, que se pode ouvir mesmo nas mais espanholizadas cidades da Galiza (como poderia ser Corunha) a gente que duvido saiba a sua origem apesar do óbvio desta.

Qualquer pessoa que, coma mim, tivera a oportunidade de arar as leiras com arado romano sabe que se a vaca se vai do rego mais lhe vale obedecer a voz que ordena volver a este se nom quer levar umha losquetada.

Há um problema... eu nom sou mansa vaca galega. E isto é algo que molesta, a muita gente. O galego para ser considerado bom galego tem de ser raça falsa, pequeneiro e humilde, avaro e servil. Tem-me sucedido muitas vezes que me disseram que nom pareço galego, tanto galegos como forasteiros. E por que nom dizê-lo, orgulho-me de destroçar tópicos :)

Bom... ao tema. Há já bem tempo que descobri chuza! a melhor rede galega que tenha visto. Entre as cousas boas desta rede está (estava) a enorme liberdade que se goza dentro dela. Os usuários enviam as novas que lhes parecem interessantes para comparti-las com o resto da comunidade, tendo como único requisito redigir a nova em galego (com plena liberdade normativa: ILG, AGAL e AO).
Depois essa nova é comentada e votada polo resto da comunidade (positiva ou negativamente). Deste jeito som os usuários quem decidem a importância das novas segundo os seus gostos, interesses, fobias e prejuízos.

Há bastante menos tempo descobri o Forum-Gallaecia. Trata-se dum forum principalmente sobre história da Galiza e celtismo, mas também há borralha nazista. É o que tem a internet e, sobretudo, a ausência de votos à hora de publicar cousas como sucede em chuza!. Mas tenho atopado cousas mui interessantes e que desconhecia, como pode ser isto.

Chegados a este ponto, faço um pequeno parêntese. No nacionalismo galego, como em todo movimento político nacional, há direitas e esquerdas. No nacionalismo galego produz-se um fenómeno curioso (e sumamente estúpido): a esquerda defende a língua, a direita, a história.
Eu, como toda-la-vida, vou ao meu rolho, pois considero que ambos som compatíveis, defendíveis e dignos de conservar, mas nom num museu, senom vivos para amossar-lhos ao mundo em todo o seu esplendor. E assim como defendo a nossa língua defendo a nossa história e tradiçom e nom vejo que sejam incompatíveis. Mas nom se confundam, não. Sou um tipo raro e isto nom é comum ;)

E agora, volvendo à história, a prova de que nom é comum. O senhor webmaster de chuza, um tipo que apenas conheço de conversar pola rede mas que desde primeiros me caeu bem, diz que chuzar umha nova sobre palhoças é fomentar o nazismo. Eu, como mal galego, nego-me ir por nenhum rego que nom seja o que a mim me gosta... e dá-me igual que mo diga um tipo que me cai bem como o susodito ou um tipo que me cai mal como o papa. Já estou canso de tanto papanatismo galaico.

Galegos, raça falsa. Em muitos lugares do planeta chamar a alguém 'galego' é um insulto... nom sei, cada vez estou mais seguro de que eles estám no certo, um povo de renegados, do meu ponto de vista, nom me merece respeito. Faríamos bem auto-extinguindo-nos, pois a estas alturas já nom é "nazista" e "râncio" o celtismo, que vá, agora já é râncido defender as palhoças... em 20 anos o galpóm, e dentro de 30, por fim, seremos españolitos de pró, renegados da nossa língua e da nossa história por igual.

Nom esqueçais sorrir
Comentários (5) - Secçom: Cousas Minhas - Publicado o 16-03-2009 16:56
# Ligaçom permanente a este artigo
© by Abertal
"Se aínda somos galegos é por obra e gracia do idioma"
(Castelao)


Apoiamos a Candidatura do Patrimonio Inmaterial Galego-Portugués


Creative Commons License
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.