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'Estamos fartos de saber que o povo galego fala un idioma de seu, fillo do latim, irmao do Castellano e pai do Portugués. Idioma apto e axeitado para ser veículo dunha cultura moderna, e co que ainda podemos comunicar-nos com mais de sesenta millóns de almas (...) O Galego é un idioma extenso e útil porque -con pequenas variantes- fala-se no Brasil, en Portugal e nas colónias portuguesas'.

(Castelão - Sempre em Galiza)



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O irundarra Iñaki Goikoetxea precisou de dois anos de trabalho para gravar um vídeo em que mostra 100 locais de Euskal Herria no estilo que fez triunfar Matt Harding no YouTube.

Comentários (1) - Secçom: Euskal Herria - Publicado o 06-10-2010 17:58
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Somos
Em dias como este um reafirma-se no que é, e no que nunca devera ser. Hoje é um dia para reafirmar-nos, com orgulho, no que somos. E hoje, reafirmo-me ante vostedes, todos aqueles que fizeram possível que hoje seja o dia mais antidemocrático que eu tenha conhecido. Nós também somos cidadãos, como vostedes. Nom somos resíduos tóxicos, nom somos parasitos. A esquerda abertzale nom é um ente delitivo com artigo penal próprio. Somos seres humanos, claro que sim. E polo tanto, temos sentimentos, senhores da guerra. Nós também temos ilusões, também sonhamos, rimos, cantamos, choramos, amamos... maduramos, avelhentamos, vemos medrar aos nossos filhos, preocupamos-nos por eles, sofremos com elos, jogamos com eles, gozamos da sua felicidade... Sim, nós também, como vostede. Olhe, que somos capazes de chorar com umha cançom, por um amor perdido, ou até pola felicidade alheia. Nom só choramos de dor e raiva.

Somos professores, soldadores, padeiros, estudantes, parados, empregados de banca, electricistas, até algum sapateiro haverá... eu por exemplo, ao qual se me despoja dos meus direitos como cidadão e numhas eleições valho o mesmo que qualquer animal, dedico-me a improvisar versos, a cantar e a escrever. Nós também somos mães, pais, filhos e filhas, temos primos em Zamora, Paris ou em Lizartza. Temos tios em Madrid, Austrália ou Baiona e podemos-lhes ter agarimo, e juntamos-nos de quando em quando toda a família. Que simples soa todo isto!, verdade? Porém, agora que vostedes nos despojam de direitos básicos do ser humano, a estas alturas da história e da vida, sinto a necessidade de dizer-lho.

Devo dizer-lhes que nós também lemos, temos visto centos de filmes, acudimos a concertos, e alguns de nós mesmo criamos canções, com a mera intençom de que aquele que a escuite sinta algum tipo de prazer. Nós também imos ao teatro, subimos montes, atravessamos oceanos, também buscamos a beleza da vida, como muitos outros seres humanos. Olhe que a muitos de nós nos da por dar voltas polo mundo em bicicleta, passar media vida pendurados de cordas em rochas maciças, em subir cimas impossíveis, pescar lulas ou colher cogumelos...

Muitos gostamos de gozar da comida, dumha boa noite entre amigos, gostamos de bailar... Sim, assim é, para os que nom nos vem como pessoas, deverá-lhe soar até raro todo o que lhes estou a dizer.

Mas é assim, vivemos neste mundo, no mesmo no que vostedes vivem. Fazemos colas para sacar entradas de futebol, doamos órgãos, compramos ordenadores, fazemos a declaraçom da renda... Nom somos nada perfeitos, mas somos pessoas, como vostedes. E mesmo imos além. Com todas as nossas imperfeições e carências, cometemos o grande delito de complicar-nos a vida e intentar que o troço de terra no que nos tocou viver seja mais justo do que é agora. Sim, olhem se seremos parvos: nom pensamos só em nós próprios!

Somos gente que ainda vivendo, convivendo com o resto de cidadãos, compartindo obrigas e deveres, mesa e toalha de mesa, ledicias e penas, inferiorizaram-nos vostedes em massa, mutilaram-nos na nossa condiçom de cidadãos, até límites inferiores ao que pode tolerar umha sociedade minimamente civilizada e democratizada. E isso dá muita raiva. Como toda a passividade cômplice de intelectuais, escritores, pensadores... gentes que se ocupam de expressar, formular, analisar, julgar e reinventar a condiçom humana, paisanos e compatriotas, concidadãos nossos, todo esse silêncio dos anhos, essa passividade ante este atropelo histórico, devo dizê-lo, dá raiva. Que podo sentir eu, quando me chega umha papeleta do partido que seja falando-me de participaçom cidadã? Que querem que sinta eu, senom raiva!

E somos também mais cousas que vostedes sabem, e que nos diferençam do resto.

Somos milhares os que convivemos desde o nosso nascimento, por exemplo, com o cárcere. Sim, o cárcere. Somos centos de cativos e cativas os que medramos e convivemos com o cárcere ou a ameaça do seu fantasma, desde que tomávamos da teta da nossa mãe. Asseguro-lhes que é duro ter o cárcere na vida diária. Milhares e milhares os filhos e filhas, irmãos e irmãs, pais e mães, que tivemos que ir ao cárcere, minimamente, a visitar um ser querido, a levar-lhe roupa, comida e 50 minutos de amor. E isso marca muito, senhores da guerra. Milhares de cativos e cativas que levamos toda a vida vivendo e morrendo com a ausência de seres próximos e queridos. Milhares de cativos e cativas que vimos com nossos próprios olhos, em estado de shock absoluto, como homens armados e encapuçados levavam o nosso pai, a nossa mãe, irmão, irmã, avô ou avoa, parelhas... nom lhes exagero nem um ápice, somos muitos os que passamos por essa situaçom. Demasiados para borrar-nos do mapa.

Quam necessário é ter sentido de empatia em todo isto! E algum dia será. Oxalá seja manhã o dia no que veremos que é entre vítimas dum e outro bando onde maior empatia se pode dar. Nós saberemos enterrar o rancor, e mirar além da dor. Oxalá vostedes sejam capazes.

Isso é o que nos leva sucedendo durante décadas, muitas, demasiadas décadas. Desde Franco até vostedes. Som historias de muita dor, de sangue, de luita, de morte... em todas as nossas vilas há torturados, superviventes do maior abuso de poder imaginável, do crime mais horrível que se poda realizar. Porque umha violaçom é umha violaçom em Sevilla, em Gaza e na Audiência Nacional.

Bem sabem vostedes da carga de sofrimento que levamos nas nossas costas. E ainda assim, aqui seguimos. Devem vostedes saber que de cada detido, de cada torturado, de cada encarcerado floresce a solidariedade, o amor e o respeito. Que cada umha das nossas vítimas levanta umha pequena primavera ao seu arredor. Vivemos abraçando-nos, recebendo-nos, ajudando-nos, beijando-nos por solidariedade, carinho e admiraçom. Assim nos educamos, milhares de cativos e cativas durante décadas, e esse é o nosso património de futuro: todos esses valores decadentes na sociedade, que graças a esta luita conservamos na sua máxima intensidade. Como dizia Eva, recolhemos aos nossos mortos e fazemos armas massivas de criaçom. Qualquer aperta de um de nós vale mais que todas as suas homenagens e parafernálias juntas.

Eu, com todos os meus temores, o meu sofrimento ante a injustiça, a minha dor ante a morte, a violaçom dos meus direitos básicos, sinto-me um afortunado por todo o que me dá esta luita, e me faz ser umha melhor pessoa.

Tenham cuidado, posto que a mesquinhez do ser humano começa quando um se pensa mais que os demais, como parece ser que lhes sucede a vostedes, e trata aos seus semelhantes como seres inferiores. Ninguém é dono da verdade absoluta, de toda a razom, nem de toda a dor. Nós somos conscientes disso. Mas, e vostedes?
A nós, que queremos que este conflito se resolva quanto antes, nom nos interessa que vostedes sejan mesquinhos nem tiranos.

Somos os que estávamos construindo umha ponte. Umha ponte que passasse por acima das augas turbulentas que cruzam a terra da nossa história. E vostedes bombardearam-no. Vostedes quiseram que caíramos ao rio. Mas, como vostedes se terám decatado já, e se nom se dam por informados darám-se conta hoje, nunca o conseguirám.

Nós, desde esta beira do mundo, do mundo da solidariedade, dos ideais de justiça, onde os torturados, exilados, espancados, os movimentos populares, ilegalizados e proscritos nos juntamos e falamos, escrevemos cartas de amor a presos, viajamos milhares de quilómetros para ver aos nossos seres queridos, sonhamos, cantamos, rimos e choramos, nós, digo, seguiremos construindo essa ponte cara a outra beira. Umha ponte de liberdade, pola que podamos transitar todos os cidadãos deste país. Estamos intentando construir umh ponte para entender-nos, conhecer-nos e respeitar-nos, vostedes e nós. Umha ponte trás a qual nem sequer é preciso que estejam vostedes. Nom os aguardamos, nem lhes pedimos que nos ajudem neste formoso trabalho, simplesmente é o nosso dever moral fazê-lo.

Avançamos cara novos tempos, novos ciclos históricos. Vostedes marcharám e nós seguiremos aqui. Nom som mais que umha referência casual. Nós perduramos y perduraremos durante séculos, sabem-no bem. Antes que tarde, este ciclo terminará. E digam o que digam e façam o que queiram, que nunca nos sentiremos derrotados quando esta parte da nossa história remate. Algum dia, oxalá seja manhã, saberemos ser generosos com vostedes. Nós nunca os deixaremos fora dumhas eleições. E isto é o mais formoso: a ponte do diálogo, do respeito, da soluçom, da liberdade nom é tanto por nós. Nom, nom o queremos construir para salvar-nos. Nom, nunca seríamos tam egoístas. Esta nova Euskal Herria que construímos também é para vostedes, os da outra beira. Vostedes também têm direito a conhecer um mundo melhor.

Um artigo de Jon Maia, bertsolari e escritor.


Comentários (0) - Secçom: Euskal Herria - Publicado o 14-03-2009 12:55
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Itoitz hustu!!!
Itoitz hustu arte, Até vaziar Itoitz em galego, é um documentário realizado por Eguzki Bideoak a modo de denúncia, repassando a luita que se está a levar a cabo contra a construçom e enchido do encoro de Itoitz, em Nafarroa. Nel saem alguns dos protagonistas da sabotagem à construçom do encoro e comparam os movimentos sísmicos que se estám a produzir com o desastre de Vajont.

Itoitz hustu arte










Aurrera!! Itoitz hustu!


Askatu egiten duen herriaren
duintasuna borroka solidariotik sortzen da
Comentários (0) - Secçom: Euskal Herria - Publicado o 10-08-2008 16:23
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Big Beñat

** O 'beñat' é umha espécie de emparedado basco. [Aqui a Letra.]

Traduçom
Chega a Korrika!
Yeah! yeah! yeah! yeah! yeah!
Já vem
Korrika, um povo em movimento
Já vem e para Big Beñat
Umha nova missom impossível
'Reunir o mundo' é a consigna
E nom pode falhar o nosso anti-herói
Utilizando o ritmo gigante Big Beat
Quem poderá resistir-se a esta chamada?

Desde Gasteiz - Vitoria
Até Baiona
Temos um novo século para começa-lo correndo

Na nossa mente o mundo
Umha cheia de gente
Trata-se de pensar globalmente,
Actuar localmente, nom é?
Somos bascos e cidadãos do mundo
Persoas, à margem da uniformidade
Nem cabeças transgénicas, nem números
Vivos, pois o euskara nom tem data de caducidade
Se a modernizaçom implica ser homogéneo
Tatua-me no cu um código de barras

Mira... O ritmo gigante de Big Beñat
Mira... Abaixo o Big Mac
Chega a Korrika: À cabeça está Big Beñat
Uu, uu, uu, uu... Reunir o mundo!

Cultura globalizada, macdonalizaçom
Consumir plástico, ao igual que a comida rápida
Umha cousa é fusionar e outra obrigar
Inter-cambiar ou impor modelos à força
Big Beñat, feijons e verça popular
Taco mexicano de serpe
e pam com tomate catalám
Queijo e nozes, pois a terra nom é pavimento
Evitemos dumha vez por todas a velha merda

Mira... O ritmo gigante de Big beñat
Mira... Big Mac fuge espavorido
Chega a Korrika... Big Beñat está à cabeça
Uu, uu, uu, uu... Reunir o mundo!

Passo a passo... Correndo
Passo a passo... Korrika
Comentários (0) - Secçom: Euskal Herria - Publicado o 07-07-2008 13:20
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Euskal Kronikak
Cronache basche - Euskal Kronikak (Crónicas Bascas) é um documentário realizado polos italianos Matteo Scanni e Angelo Miotto em 2007 sobre o mal chamado Conflito Basco.

Cá o tendes, em 6 partes:

Os inícios do conflito


A língua, o euskara


A apariçom da ETA


As vítimas do conflito e as suas famílias


As vítimas oficiais, assassinados pola ETA


As torturas, a violência do Estado espanhol
Comentários (0) - Secçom: Euskal Herria - Publicado o 16-06-2008 17:06
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(Castelao)


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