| Avante Galiza! |
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Porque Galiza é a nossa Terra, o nosso país.
Porque galegos somos e galegos seremos.
Porque a língua é o elemento que nos une e nos diferença.
Por umha Galiza de todos, que mire cara o futuro sem esquecer seu passado.
Sempre cara adiante, sempre em positivo.

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| Reitor da UAb a favor da Galiza fazer parte da CPLP |
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O Professor Carlos Reis, reitor da Universidade Aberta de Lisboa, é um conhecido divulgador da obra de Eça de Queirós.
Como especialista participou, no júri da tese de doutoramento que Joel Gômez apresentou no Paraninfo da Universidade de Santiago, sobre a obra do saudoso professor galego Ernesto Guerra da Cal. Precisamente, o professor nascido em Ferrol foi o seu mestre e mentor.
Catedrático da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, ensaísta e correspondente da Real Academia Española, este professor nascido na Angra do Heroísmo, Açores, que foi Diretor da Biblioteca Nacional de Portugal e Presidente da Associação Internacional de Lusitanistas, é provavelmente mais conhecido na Galiza pela sua faceta na defesa e promoção da língua portuguesa.
A respeito das possibilidades de a Galiza fazer parte da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, acreditou: «É aceitável pensar que um dia se encontrará a forma de reunir os equilíbrios para que, uma nação com a Galiza, que tem a sua cultura, a sua identidade, a sua paisagem, a sua gente, a sua língua, ainda com os debates que esta língua sempre provoca, um dia faça parte, realmente, da CPLP, no estatuto que se entender que é o mais adequado».
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| É umha merda ser galego |
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A equipa de Seioque realizou esta traduçom ao galego dumha cena do conhecido filme Trainspotting.
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| A língua galega: Um olhar transmontano |
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Nos passados dias 19, 20 e 21, do corrente mês de Novembro, decorreu o IV Congresso Manuel Luís Acuña, na simpática vila Póvoa de Trives, sede de concelho situada bem perto da serra da Maceda e pertencente à Província de Ourense. Manuel Luís Acuña, que deu o nome ao Congresso, nasceu nessa vila, tendo sido professor insigne e poeta vanguardista e, por isso, perseguido pelo regime franquista.
Esse evento, que acontece no mês de Novembro, de três em três anos, quando o frio mais incide naquelas paragens, teve este ano um clima bem mais ameno. No entanto, não é o clima que condiciona a adesão dos participantes, pois aparecem sempre em bom número.
Na sexta-feira, logo pela manhã, rumámos, eu e minha mulher, em direcção àquele destino, onde ela ia fazer uma intervenção subordinada ao tema ”As escolas do meu tempo – planos e tipos de escolas na ditadura”. Fomos os únicos portugueses ali presentes, o que não impediu que nos sentíssemos em família.
Embora os temas desenvolvidos versassem uma problemática cultural, humana e literária galegas, foram, mesmo para quem, como eu, esteve como mero assistente, de muito interesse e de grande enriquecimento.
Este IV Congresso, tomando como temática de base – “As outras armas do franquismo – 1939-2009: uma retrospectiva”, foi organizado pela Faculdade de Ciências da Educação – Campus de Ourense – da Universidade de Vigo, da Associação Cultural Instituto Xudemecu e da Nova Escola Galega, tendo como principais dinamizadores Cid Fernández e Domingues Alberte, distintos professores e galeguistas convictos.
O Congresso teve muitos motivos de interesse e temas como “Prestexiando o Galego”, “Tipoloxía da represion en Galiza durante o primeiro franquismo”, “O ensino das Ciencias Sociais e a construción das identidades, durante o franquismo”, “Proxectos educativos galeguistas na acción dos emigrantes galegos”, “ As cicatrices do réxime na poesia galega de posguerra”, “Franquismo, emigración e cine” e “As outras armas do réxime : control ideolóxico e subordinación feminina na retaguarda franquista”, prenderam a atenção de uma vasta plateia composta por professores, estudantes universitários e alguns residentes mais interessados. Os políticos locais, lá como cá, quando lhe cheira a cor diferente alheiam-se pura e simplesmente.
De facto, a defesa do galego, como língua, devia interessar a todos os seus falantes, sem distinção de credo político. Mesmo hoje continua a sofrer ataques por parte do poder central que não vê com bons olhos a afirmação e o reforço de uma identidade ou de uma autonomia e lhe causa certamente algumas suspeitas ou desconfianças.
Desde o século XIII que o castelhano, por influência de Fernando III, iniciou a sua penetração em terras galegas, onde se fixaram famílias da nobreza castelhana e outros dignitários da igreja e da administração, colonização cultural que havia de se consumar no século XV, no reinado dos reis católicos.
Se bem que ainda hoje os galegos lutem pela preservação da sua cultura e da sua língua, essa postura deve incomodar o poder central que, muitas vezes e por via legislativa, limita o uso do galego, impondo o castelhano em certas situações administrativas ou institucionais.
A organização destes congressos não está imune a uma certa motivação política e ideológica, embora radique principalmente em aspectos literários e culturais. Assume claramente a defesa do património cultural e literário da comunidade galega.
É certo que o galego se foi afastando do português, mas houve tempo em que foram línguas siamesas, constituindo uma unidade linguística. Daí ainda haver interesse em estudar o galego, língua muito próxima do nosso português do Norte. Fonética e lexicalmente existem sinais bem evidentes dessa vida em comum. Pude assim actua-lizar vocábulos tão próprios da minha aldeia – preguiceiro por preguiçoso, auga por água e atopar por achar, encontrar – que os galegos também usam.
Este empenhamento de gente ligada ao ensino na organização destes congressos devia servir de exemplo para cá da fronteira, onde só conta o estatuto e o curriculum ou a aquisição de créditos ou habilitações, não para aumentar a qualidade do ensino, mas para satisfação do ego e a obtenção de uma reforma mais abonada. Sob o ponto de vista colectivo, também podem surgir por aí associações que nada promovem, nada organizam e se ficam pelas intenções.
Estes congressos têm uma virtude: despertar as consciências, continuar a luta e velhas aspirações através dos jovens e mobilizar o povo para a defesa da sua identidade cultural.
Não me venham dizer que de Espanha, neste caso da Galiza, sopram maus ventos. Isso não passa de conversa do passado. Se sopram ventos, é bom que saibamos aproveitar a sua melhor feição.
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| Chega o Natal, chega o Apalpador! |
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 Mais um ano, por estas datas, vê-se baixar umha enorme sombra entre a mesta brêtema dos montes do Courel, rodeada de pachuços prendidos, que se move ao som das gaitas. Nom lhe tenham medo, nom... é o velho carvoeiro que baixa passar o Natal à vila, e vem com um saco cheio de presentes! É o Apalpador!!
E quem é o Apalpador? Dirá algum despistado... Sentai-vos arredor do lume da lareira, qu'eí vem umha história dos tempos das lendas.
O Apalpador é um velho carvoeiro que vive nos montes do Courel. Tem umha grande barrigola de comer castanhas asadas com vinho, e rara vez foi visto separado da sua fiel pipa de fumar. Na sua vestimenta destaca umha grande chaqueta verde para tornar do frio, ainda que como da auga e da neve já nom torna tam bem também tem sido visto com umha coroça. Tem uns pantalons remendados, cosidos por ele mesmo. E já adquiriu sabedoria suficiente para levar boina diário, apesar de nom ter canas na sua rubia barba.
A lenda diz que mora nas montanhas durante todo o ano e que desce às aldeias, vilas e cidades nos dias 24 ou 31 de Dezembro à noitinha, para apalpar as barriguinhas às crianças e comprovar se comeram bem ao longo do ano. Chega-se-lhes à noite, caladinho, apalpa-lhes o ventre e, se estiverem cheias, murmura-lhes cuidadoso aos ouvidos: “Assim, assim estejas o ano todo”. Se, polo contrário, comprova que tenhem a barriguinha baleira, torce o sobrolho, deixa-lhes umha presada de castanhas às caladas, e vai-se preocupado.
Esta lenda do Apalpador, que também é conhecido como Pandigueiro na Terra de Trives, está com certeza relacionada com figuras semelhantes, sobreviventes noutros locais da cornija Cantábrica, como o “Esteru” cántabro ou o “Olentzero” basco, razom que dá para suspeitar tratar-se dumha figura de origem comum que tivo umha extensom bem maior no passado, tendo ficado relegada posteriormente — como tantas outras cousas — aos redutos mais afastados e inacessíveis da nossa geografia.
Agora está a ser recuperada na Galiza, especialmente graças ao apoio dos centros sociais, entre os que destaca a Gentalha do Pichel, e à difusom feita na internet polo Portal Galego da Língua.
A recuperaçom da tradiçom começou com o trabalho realizado polo investigador José André Lôpez Gonçâlez, no que reparou o centro social A Gentalha do Pichel, de Compostela, decidindo que a lenda era suficientemente interessante como para nem só ser espalhada, mas para recuperar a tradiçom.
Para recuperar esta figura foram editados cartazes, apareceram novas em jornais, e entrevistas nas rádios. Que a recuperaçom da nossa figura tradicional do Natal avança demonstra-se com factos como que já seja utilizada como reclamo publicitário na internet, que foram editados vários livros contando a sua história, que tenha um sítio web próprio, e mesmo seja recebido oficialmente nas cidades da Galiza. Ademais de receber o incondicional apoio da Galicola...
Com certeza, a lenda, que compartimos com outros países da cornija cantábrica (ainda que com outros nomes como Esteru ou Olentzero) tem a sua origem nos carvoeiros que baixavam nestas datas dos montes onde trabalhavam a ver as famílias levando com eles como presente as castanhas dos soutos da zona.
Bom Natal! E que o Apalpador venha carregado de agasalhos para vós!! :)
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| Rio 2016, as Olimpíadas falam galego |
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Rio de Janeiro é a cidade vencedora que vai sediar os Jogos Olímpicos em 2016, conseguindo que, pola primeira vez, um país de fala galego-portuguesa organize este evento.
Resultando vitoriosa, Rio leva os Jogos pola primeira vez para a América do Sul.
Ante este enorme evento só fica celebrar, e luitar por receber a emissom televisiva em versom original na Galiza ou, melhor ainda, poupar para ir ver na jóia da galeguia o maior espectáculo desportivo do mundo.
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