Avante Galiza!
'Estamos fartos de saber que o povo galego fala un idioma de seu, fillo do latim, irmao do Castellano e pai do Portugués. Idioma apto e axeitado para ser veículo dunha cultura moderna, e co que ainda podemos comunicar-nos com mais de sesenta millóns de almas (...) O Galego é un idioma extenso e útil porque -con pequenas variantes- fala-se no Brasil, en Portugal e nas colónias portuguesas'.

(Castelão - Sempre em Galiza)



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Agaléga, o arquipélago "galego" do oceano Índico

Ilhas Mascarenhas é a designaçom dada ao um conjunto de ilhas que formam um vasto arquipélago sito no sudoeste do Oceano Índico, a leste de Madagascar, estendendo-se por mais de 1200 km através de uma área oceânica situada entre Agalega, Reuniom, Tromelin e Rodrigues.

Apesar do nome comum, as Mascarenhas nom constituem um verdadeiro arquipélago, sendo antes um conjunto de vários arquipélagos vizinhos, agrupando ilhas com estrutura geológica e história muito diferenciadas, embora com uma origem comum e constituindo uma regiom biogeográfica distinta (ecorregiom das Mascarenhas)... algo assim como a Macaronésia.

As ilhas receberam o nome de Mascarenhas em honra de Pedro Mascarenhas, navegador, diplomata e mais tarde vice-rei da Índia Portuguesa (com sede em Goa), que, por volta de 1512, teria comandado um grupo de navios portugueses que as avistaram.

O território das Agaléga consiste de duas ilhas principais (Ilha do Norte e Ilha do Sul) com uma área total emersa de 27 km², localizadas na periferia oeste de um largo atol coralino. A Ilha do Norte é a maior e mais populosa, nela se situando, para além do pequeno aeródromo que serve as ilhas. O centro administrativo da ilha está situado em Vingt Cinq. A populaçom total é de cerca de 300 habitantes. A principal produçom das ilhas é o coco, exportado para a ilha Maurícia, onde se situa a capital da República: Porto Luís.



Localizaçom do arquipélago A'Galega:

Ver mapa maior




Quanto à origem do nome de Agaléga, há três versões:

- É possível que o explorador português Pedro de Mascarenhas tivesse nomeado as duas ilhas em 1512, quando descobriu as ilhas de Maurício e Reuniom. Ele teria nomeado as ilhas d'Agalega e Santa Maria, na honra de duas das suas naves, a Galega e a Santa Maria.

- A segunda versom, que é a melhor documentada, leva a João da Nova, navegante da Galiza ao serviço da Coroa Portuguesa. Nascido em Maceda (Alhariz-Maceda, Galiza), teria fugido a Portugal com o fim de escapar das Revoltas Irmandinhas. Era conhecido polos navegantes pola alcunha de João Galego - baptismo documentado em Les Nouvelles Annales de Voyage (tomo 38, página 88). Diz-se que João Galego descobriu estes ilhéus em 1501, e deu-lhes o nome da Galega, que derivou por parte dos futuros colonos franceses em Agaléga.

- A terceira versom faz referência ao navegante português Diogo Lopes de Sequeira. Sir Robert Scott explica no seu livro Lumuria que este navegante descobriu as ilhas Agaléga em 1509 e deu-lhes por nome Baixas da Gale, significando gale - galerna, do bretom 'gwalarn' - um forte vento do noroeste (que bate com frequência no mar Cantábrico). O nome referiria-se à formaçom de umha borrasca de que teria modelado as costas de ambos os ilhéus. Após este descobrimento, as cartas náuticas da regiom teriam nomeado as ilhas como Gale, Galera, Galega e, finalmente, Agalega.
Comentários (3) - Secçom: Historia da Galiza - Publicado o 01-04-2013 15:34
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Projeto Memória, umha conta pendente
Hoje numha dessas conversas que surgem de quando em quando tomando o café despois do jantar apareceram por centésima vez as histórias dos escapados e diversas aventuras dos tempos de antes. Isto levou-me a lembrar que tenho umha conta pendente comigo: compilar diversas histórias arredor da minha família que pertencem à História, com maiúscula.

Antes tinha a escusa de nom ter umha gravadora que me permitisse levar a cabo o trabalho, agora avonda com descarregar umha App para o trebelhophone, e tratarei de dar-lhe ao 'on' quando for preciso, pra despois passar essas histórias a palavra escrita, e mesmo publicar fragmentos e/ou informações daquelas que considero mais emblemáticas, ou cujos dados mais significativos considero que deveram ser de domínio público.

Som contos de todos, que todos conhecemos; todos temos algum familiar que foi à guerra, que estivo escapado, que emigrou às Américas... mas todos temos por costume deixa-los pràs sobremesas. Vai sendo tempo de fazermos memória coletiva. Este vai ser o meu particular 'Projeto Memória', mas seria óptimo que todas as persoas com algo que contar o fizessem público, pra nom esquecermos.

Suponho que algum dia, destes que surgem sem mais como aconteceu hoje, publicarei aqui algum texto curioso... como o do avanço das tropas franquistas no Ebro graças a umhas simples bandeiras, o do 'escapado' que viveu como mulher, ou quando Francisco Franco foi enterrado numha pequena paróquia galega.
Comentários (1) - Secçom: Cousas Minhas - Publicado o 08-09-2012 16:04
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Galegos de condiçom ou macacos de repetiçom?
Assistindo ao jogo de ontem entre Portugal e Espanha, nas meias-finais do Euro 2012, foi curioso dar umha vista de olhos aos apelidos ou sobrenomes dos jogadores de ambas equipas.

Se bem me lembro, Pereira, Veloso, Costa, Viana, Oliveira, Varela... jogárom contra Casillas, Iniesta, Busquets, Arbeloa, Negredo, Fábregas...

Os primeiros, apelidos (sobrenomes) clara e inequivocamente galegos, ou galego-portugueses se preferirmos. Os segundos, castelhanos, cataláns, bascos... nomes de família tam respeitáveis como afastados dos nossos.

É lamentável o espetáculo que umha parte significativa do nosso povo, do povo galego, está a dar polas ruas das nossas cidades, vilas e aldeias, coreando "Yo soy espanhol", pintando-se com o 'rojo y gualda' do fascismo e identificando-se com umha nacionalidade que, por princípio, exclui o nosso ser nacional. É lamentável e fai pensar no poderoso que pode chegar a ser o aparelho de poder ideológico de um Estado e o necessário que para a Galiza seria poder construir um que fosse alternativo a toda essa ideologia opressiva que nos nega, esse Estado que na atualidade padecemos.

A Galiza é radicalmente negada inclusive no plano simbólico. O atual escudo constitucional espanhol, que inclui as barras catalás e aragonesas, as cadeias navarras, os castelos castelhanos e os leons leoneses... exclui qualquer referência ao mais antigo dos reinos peninsulares: o da Galiza. A nossa história foi completamente apagada dos seus livros de história, os livros que os galegos e galegas temos que estudar até hoje. Também no plano musical, até hoje tem sido o sofrido povo andaluz que viu como utilizavam, desnaturalizando-a, a sua música popular para construir esse código nacionalizador chamado "cançom espanhola". No caso da Galiza, o desprezo pesa inclusive mais que a manipulaçom.

Desprezam-nos tam claramente que convertem o nosso nome nacional, 'galego', em apelativo insultante quando querem indicar que alguns ilustres renegados, como o atual presidente do governo espanhol, apesar dos seus esforços, mostram algum traço de caráter identificável, no código espanhol, como "gallego", o que é pouco tolerável para eles.

O mesmo poderíamos dizer até da nossa forma de falar a língua deles. Os atores e atrizes galegas devem seguir estritas pautas de dicçom para banir qualquer rasto da fonética, da curva tonal, do vocalismo identificador das falas galegas, se quigerem ter algum sucesso em Madrid e no mercado espanhol. É isso ou ficarem reduzidos a personagens marcados com o sinal de "galegos", antes para mal do que para bem.

Conseguírom há séculos cooptar a classe dirigente galega, daí a força atual da direita cavernícola espanhola entre a burguesia galega. Descabeçárom as nossas possibilidades de desenvolvimento endógeno e vendêrom-nos a incorporaçom forçada do nosso país ao seu projeto nacional, num processo de espólio nacional inacabado. Ainda hoje, quando alguns ousamos discutir a nossa suposta nacionalidade espanhola, respondem-nos que som eles que nos dam de comer e que, sem Espanha, morreríamos de fame. Que galego ou galega consciente nom tem ouvido esse "argumento" por parte dos defensores do statu quo atual dependente do nosso país?

Se bem a extorsom secular só tem vindo a incrementar-se nas últimas décadas, o forte aparelho de propaganda representado nestes dias polo culto a "La Roja" (nome de invençom recente, como invençom recente é a própria Espanha) tem demonstrado nestes anos umha grande efetividade na incorporaçom do resistente povo galego à normalidade plana do sistema mesetário. Conseguírom dar continuidade ao nom menos efetivo trabalho realizado polo franquismo.

É verdade que, ainda hoje, o sentimento nacional espanhol nom se vive nas ruas galegas com a intensidade que se aprecia em qualquer cidade ou 'pueblo' da Espanha profunda. É verdade que subsiste um contraditório sentimento nacional galego e até um minoritário independentismo. Porém, as distáncias reduzem-se ao ritmo que a nossa língua é liquidada, a memória histórica esquecida e a integraçom do nosso nacionalismo no seu regime jurídico-político um facto palpável.

Em condiçons normais, a Galiza olharia mais para o sul e teria relaçons de irmandade plena com Portugal. Torceria por Varela, Veloso e Pereira, mais que por Busquets, Casillas e Iniesta. Nom andaria tanto galego exaltado a insultar os negros da equipa contrária e a presumir de umha seleçom que, por nom ter, nom tem um só galego nas suas fileiras.

De facto, Portugal sempre foi, e continua a ser, um bom espelho em que observarmos o nosso próprio estado de descomposiçom ou regeneraçom coletiva como povo. Os preconceitos contra Portugal, alter ego da Galiza histórica e autêntica, som só umha manifestaçom do bem estudado e conhecido auto-ódio que se manifesta em povos colonizados como o galego.

De resto, e voltando para o Euro 2012, em condiçons de normalidade hoje inexistentes, a Galiza teria as suas próprias seleçons. Teria os seus próprios Varelas, Velosos e Pereiras, e nom se importaria com a cor da pele de nengum deles. Nem sequer com a forma do apelido.

Teríamos um Estado próprio, democrático, socialista, republicano; e seríamos -acredito que ainda seremos- galegas e galegos com legítimo orgulho da própria condiçom, e nom como os que nestes dias andam por aí fora pintados do insultante 'rojigualda', que nom passam de espanhóis por imitaçom ou macacos de repetiçom.


Um artigo de Maurício Castro.
Comentários (0) - Secçom: Desportes - Publicado o 30-06-2012 00:40
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Valentim Paz-Andrade, Letras Galegas 2012

Semelha quase impossível conseguir dedicar um 17 de Maio (aka Dia das Letras Galegas) a um escritor que nom tenha mostrado o seu apoio à estratégia reintegracionista para a língua.

Vai aí umha escolma de frases de Valentim Paz-Andrade, a quem lhe dedicaram a ediçom de 2012:

“dada la identidad estructural que conservan el portugués y el gallego, recíprocamente inteligibles. Se trata de una lengua con la cual pueden entenderse millones y millones de personas, aunque lo hablen con distinto acento o escriban de forma diferente cierto número de vocablos
(Galicia como tarea, 1959, 2-3, 139)

“no puede parecer razonable cualquier tendencia que reduzca el problema a la rehabilitación literaria de una lengua retardada en su forma escrita, haciendo caso omiso, o poco menos, de la evolución que experimentó durante siglos de uso múltiple y pleno, fuera del área de origen
(Galicia como tarea, 1959, 2-13, 146)

“Sô desrespeitando o resultado histórico de tan fecunda andadura se pode deixar de comprender que hoxe pouco representa o destiño autónomo da fala galega. O que importa, por enriba de todo, é o destiño conxunto da lingua galaico-portuguesa. A integración e desenvolvimento d-un dos grandes dominios lingüísticos da civilización atlántica”
(O porvir da lingua galega, 1968, p.121)

Dunha mais chea interpenetración do galego no portugués, ou as avesas, sô ventaxas comúns poderán colleitarse [...] Da doble conxungación do mesmo verbo poderían agardarse ainda acentos endexamais ouvidos”
(O porvir da lingua galega, 1968, p.130)

“¿O galego ha de seguir mantendo unha liña autónoma na sua evolución como idioma, ou ha de pender a mais estreita similaridade co-a lingua falada, e sobre todo escrita, de Portugal e-o Brasil? Os termos da cuestión non deben ser tomados no senso de que o galego, pra marchar en maior irmandade formal co portugués, teña que deixar de ser o que é
(O porvir da lingua galega, 1968, p.131)

“la identidad con la lengua de Portugal había de arrancar forzosamente de los orígenes./ Ni aún bajo el período de mayor depresión social y cultural de Galicia resultó oscurecida la idea de tal unidad primigenia. Las pocas figuras que descollaron sobre el nivel de su época no dejaron de proclamar ‘que el idioma gallego y el lusitano son uno mismo’
(La marginación de Galicia, 1970, 8: 101)

“La circunstancia de que la evolución morfológica entre la rama gallega y la lusitana no haya sido sincrónica representa menos de lo que parece”
(La marginación de Galicia, 1970, 8: 103)

unha lingua que aínda se fala hoxe no grande sertao, como se fala na Galiza
(A galecidade na obra de Guimarães Rosa, 1978, II: p. 104)


Comentários (1) - Secçom: Língua - Publicado o 17-05-2012 10:07
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Murguia, lusista convencido
O investigador Ernesto Vázquez Souza desenterrou dos arquivos da Real Academia Galega um texto manuscrito de Manuel Murguía, que corresponde aparentemente ao rascunho incompleto do prólogo de um livro sobre o cancioneiro popular galego. Nele, Murguía manifesta-se claramente partidário de escolher a ortografia portuguesa para o galego como "ortografia nacional". Aqui o texto:

'Había llegado a ser para mi, cosa de verdadero empeño, la publicación del presente libro. Aparte de su importancia manifiesta y el influjo que espero que ejerza bajo varios conceptos, como lo había anunciado tanto tiempo ha, no pasaba día sin que me recordase el compromiso contraído. A pesar de ello, graves inconvenientes me impedían arriesgarme, siendo el primero y principal el deseo que tengo de que, como cosa de la musa popular, y por esto mismo obra nacional, su ortografía, agena á los caprichos de la que cada autor que escribe en gallego tiene para su uso, fuese lo que se dice nacional tambien, y si tanto pudiese alcanzarse, definitiva. Esperaba por ello que la Academia Gallega en la cual pusimos todos tantas esperanzas, se decidiese y publicase, la verdadera ortografía de nuestro romance, ó cuando menos la más aceptable. El fracaso experimentado de la Academia en su creación, nos dice bien claro que ya no la tendremos jamás, y por lo mismo que en la cuestión de la ortografía, seguiremos por largo tiempo en la amable anarquía á que nos tiene condenados la voluntariead y á veces la ignorancia de los que escriben en el idioma gallego. Dispuesto a salvar tan grave escollo, hube de decidirme por lo más racional. El gallego y el portugués, me dije, son uno mismo en el origen, gramática (1) y vocabulario. ¿Por que no aceptar la ortografia portuguesa? ¿Si nos fue comun en otros tiempos, por que no ha de serlo de nuevo? Solo un total olvido entre nosotros, de la lengua hermana, pudo hacer que se alcanzaran y prevaleciesen la especial confusión con que escribieron y escriben el gallego; atendiendo los unos, como es justo, al origen de las voces, atendiendo los otros á lo que da de si la fonética, y en fin mermando los mas sin tino inconsciente ambos sistemas. Para evitar tan grave inconveniente y sobre todo para echar de una vez las bases de una ortografía con la cual podamos y debamos conformarnos, me decidí por de pronto á seguir la portuguesa, modificada en aquella parte a que puede sin peligro asimilarse á la que usamos. Un docto amigo mío el Sr. Don Florº Vaamonde, que se encargó de esta tarea, y el fue quien copió como conviene las composiciones que forman el presente volumen. A el pues los aplausos'.


Informaçom extraída do livro 'Guerra de Grafias. Conflito de Elites', de Mário Herrero Valeiro.
Comentários (2) - Secçom: Língua - Publicado o 16-01-2012 21:57
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"Se aínda somos galegos é por obra e gracia do idioma"
(Castelao)


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