OUTRA VISIÓN


CONTRA O PENSAMENTO ÚNICO (Oficial ou alternativo)
Se repetimos unha mentira unha e outra vez, a xente terminará por crela.

(Joseph Goebbels)



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Gaza e o Prestige
Pedro Gómez-Valadés
Presidente da Asociación Galega de Amizade con Israel
www.amizadeconisrael.org


Novembro de 2002. Unha maré negra invade as nosas costas. No medio da perplexidade e da impotencia da cidadanía, un clamor nunca visto nestas terras sacode de norte a sur e de leste a oeste as rúas, prazas e fogares de Galicia. A sensación de impotencia e indefensión é tal que provoca nas galegas e galegos un escalofrío pola espiña dorsal como nunca antes se sentira. Ver como as nosas praias e rías eran atacadas pola inmensa maré negra coa ausencia clamorosa do Estado provocou unha mobilización cidadá inédita e dificilmente repetíbel.

Sderot, Ashkelon, Néguev. Desde hai anos unha maré negra de milleiros de foguetes, morteiros, mísiles invade as súas rúas, prazas, fogares… Anos de correr aos refuxios nos 15 segundos que se teñen unha vez soa a sirea antiaerea… 15 segundos. Só 15 segundos.

18 mortos e centos de feridos en 3 anos baixo a maré negra “artesanal” dos Qassam/Prestige. Pregúntome que faríamos nós nunha situación semellante. ¿Calaríamos? ¿Durante canto tempo? ¿Gardaríamos un estoico silencio ou esixiríamos con rotundidade a intervención contundente do Estado?

Durante anos o sul de Israel ven sendo inmisericordemente atacado polo terrorismo. Desde a Franxa de Gaza, onde desde o ano 2005 non hai nin un só israelí. Nin civil nin militar, o integrismo islámico acosa, provoca e fai imposíbel a vida normal de centos de miles de israelís. Civis israelís. Homes, mulleres e nenos. Pregúntome, ¿Que faríamos nós nunha situación semellante. ¿Calaríamos? ¿Canto tempo? ¿Gardaríamos un estoico silencio ou esixiríamos con rotundidade a resposta contundente do Estado?

No verán de 2007 o exército libanés sitia o campo de refuxiados palestinos de Nahr al Bared perto de Trípoli. Alí un grupo terrorista palestino, Fatáh Al Islam, atrinchérase con máis de 10.000 civis palestinos e fai fronte ao exercito libanes. Este ataca con artilleria pesada durante semanas – semanas- o campo de refuxiados sitiado. Pregúntome, ¿Lembra vostede algunha mobilización cidadá nas nosas rúas reclamando a fin do bombardeo? ¿Lembra vostede algún artigo de opinión nos nosos xornais atacando a “resposta desproporcional” do “xenocida” exército libanés? Non. ¿Por qué? A resposta non por evidente é menos desconcertante. Pois simplemente porque non estaba Israel na diana. Porque os palestinos, rodeados e bombardeados, érano polo exército libanés e ninguén se preocupou entón polas vítimas civís palestinas, nin pola proporcionalidade, nin por esixir a mediación internacional, nin sequera se pediu unha tregua. Curiosa sensibilidade solidaria selectiva que só se activa cando o “inimigo” é o satán Israel.


Un dos argumentos máis absurdos que estes días se escoitan e len sobre a operación militar israelí contra o grupo terrorista Hamás en Gaza, é o da “desprorcionalidade” da resposta e dos medios que Israel emprega contra Hamás.

¿Alguén pensa que as tropas da OTAN en Afganistán, con ampla presenza española, non teñen unha infinita superioridade técnica e de fogo sobre os talibáns que combaten? Que por cada soldado francés, español ou americano que morre, non caen 50 ou 60 talibáns?

¿Alguén pensa que a forza aerea e naval despregada no índico, con ampla participación española, non é infinitamenmte superior ás forzas e medios dos piratas somalís que combaten?

É dun cinismo indecente reclamar nas guerras a proporcionalidade na resposta como se dun partido de fútbol do Calcio italiano se tratara, só cando é Israel quen se defende. Ninguén, ninguén busca nunha guerra o empate. Todo o demais é demagoxia antiisraelí. Nin máis nin menos.
Comentarios (1) - Categoría: Galiza - Publicado o 12-01-2009 08:54
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Proporcionalidade e direitos humanos
Proporcionalidade e direitos humanos
Paulo Casaca
Eurodeputado do PS portugués
O drama que estamos a viver na faixa de Gaza – com uma população civil já por demais martirizada a ser vítima de uma violenta guerra – suscita naturalmente, em todos os que têm na defesa dos direitos humanos uma preocupação primeira, a maior das consternações.
É verdade que é o Hamas que, de forma repetida, tem mantido uma crescente faixa de Israel sob o contínuo bombardeamento de mísseis, para além de levar a cabo operações militares contra o exército israelita, como é também verdade que foi o Hamas que resolveu, de forma unilateral, romper a trégua que tinha sido estabelecida. Contudo, perante a desproporção de meios militares e de vítimas causadas pela guerra em ambos os lados, é natural que a generalidade da opinião pública europeia considere estarmos perante uma tremenda falta de proporcionalidade, tanto quanto aos meios como quanto aos efeitos.
Também eu considero que esta guerra não irá contribuir para derrotar o fanatismo religioso terrorista de que o Hamas é apenas uma expressão local mas, pelo contrário, tenderá a reforçar a ideologia do terrorismo suicida (que os seus ideólogos denominam de "martírio").
O problema, aqui como em várias outras circunstâncias, é o de saber quais são as alternativas, e elas não apareceram até hoje, nem da parte do mundo árabe, nem da parte da União Europeia ou dos EUA. A experiência da última década demonstrou até à saciedade que para as organizações satélites do Irão a única solução aceitável é o extermínio de Israel. Cada vez que Israel recuou e entregou territórios ou prisioneiros, o único efeito que obteve foi incentivar a pressão contra si, nunca houve qualquer esforço para chegar a qualquer consenso.
Portanto, se excluirmos mais recuos unilaterais, teríamos de ter políticas muito mais inteligentes, que passassem nomeadamente pela colaboração dos países vizinhos, da Autoridade Palestiniana e da comunidade internacional na construção de alternativas viáveis para a população de Gaza ao fanatismo do Hamas. O certo é que isso não aconteceu e, portanto, a situação que vivemos agora é o resultado dessa ausência de alternativas.
Posto isto, é absolutamente inaceitável que a opinião pública internacional esteja a tentar não ver aquilo que é cada vez mais óbvio: a lógica do Hamas é exactamente a de sacrificar os seus civis como capital político para denegrir Israel, e tem-no feito de forma cada vez mais explícita.
Quando um alto dirigente do Hamas foi morto por um míssil em sua casa, acompanhado das suas quatro mulheres e vários descendentes, dias depois de começado o conflito e quando Israel tinha feito saber que iria procurar eliminar todos os dirigentes do Hamas que pudesse, a reacção daquele movimento foi de elogio. Ou seja, em vez de lamentar que perante uma situação de elevadíssimo risco um dirigente do Hamas pusesse em tão grande perigo a sua família, considerou que se tratava de uma atitude exemplar.
O Hamas está de forma deliberada a utilizar escolas, mesquitas e hospitais como plataformas para a sua guerra, exactamente com o objectivo de transformar o massacre da sua população civil em armas contra os seus inimigos, materializando a ideologia do terrorismo suicida na sua fórmula mais abjecta.
Para Israel, como tem sido claro, o valor da vida dos seus cidadãos é absoluto e tem feito tudo o que lhe é possível – e no caso da troca de prisioneiros, do meu ponto de vista, mesmo aquilo que nunca deveria ter feito – para preservar essas vidas.
Exigir "reciprocidade" nestas circunstâncias não tem qualquer sentido. Como dizia Rafsanjani – um dos antecessores de Ahmadi-Nejad – se um dispositivo nuclear israelita liquidar quatro ou cinco milhões de iranianos ainda haverá muitas dezenas de milhões de iranianos sobreviventes, mas em sentido inverso, isso significará o fim de Israel.
É aliás a mesma ideia que outro dos dirigentes do fanatismo religioso, Osama Bin-Laden, já tinha tornado célebre: enquanto vocês amam a vida, nós amamos a morte, ou se quisermos, um aggiornamento da velha expressão fascista: Que viva la muerte!
A lógica última da "reciprocidade" é a de tornar eficaz a ideologia do terrorismo suicida e é por isso que não devemos cair na armadilha deste argumento.
Comentarios (1) - Categoría: Mundo - Publicado o 10-01-2009 13:04
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Entender o conflito entre Israe e Hamás

Comentarios (0) - Categoría: Mundo - Publicado o 07-01-2009 03:32
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Em defesa de Israel - por Pilar Rahola
Em defesa de Israel - por Pilar RaholaPor que não vemos manifestações em Paris, ou em Londres, ou em Barcelona contra as ditaduras islâmicas? Por que não as fazem contra a ditadura birmanesa? Por que não há manifestações contra a escravidão de milhões de mulheres que vivem sem nenhum amparo legal? Por que não se manifestam contra o uso de “crianças bomba”, nos conflitos onde o Islã está envolvido? Por que nunca lideraram a luta a favor das vítimas da terrível ditadura islâmica do Sudão? Por que nunca se comoveram pelas vítimas de atos terroristas em Israel? Por que não consideram a luta contra o fanatismo islâmico, uma de suas principais causas? Por que não defendem o direito de Israel de se defender e de existir? Por que confundem a defesa da causa palestina, com a justificação do terrorismo palestino?

E a pergunta do “milhão”, por que a esquerda européia, e globalmente toda a esquerda, estão obcecadas somente em lutar contra as democracias mais sólidas do planeta, Estados Unidos e Israel, e não contra as piores ditaduras? As duas democracias mais sólidas, e as que sofreram os mais sangrentos atentados do terrorismo mundial. E a esquerda não está preocupada por isso.

E finalmente, o conceito de compromisso com a liberdade. Ouço essa expressão em todos os foros pró-palestinos europeus. “Somos a favor da liberdade dos povos”, dizem com ardor. Não é verdade. Nunca se preocuparam com a liberdade dos cidadãos da Síria, do Irã, do Yemen, do Sudão, etc. E nunca se preocuparam com a liberdade destruída dos palestinos que vivem sob o extremismo islâmico do Hamás. Somente se preocupam em usar o conceito de liberdade palestina, como míssil contra a liberdade israelense.

Uma terrível consequência decrre destas duas patologias ideológicas: a Manipulação jornalística.

Finalmente, não é menor o dano que causa a maioria da imprensa internacional. Sobre o conflito árabeisraelense NÃO SE INFORMA, SE FAZ PROPAGANDA. A maioria da imprensa, quando informa sobre Israel, viola todos os princípios do código de ética do jornalismo. E assim, qualquer ato de defesa de Israel se converte em um massacre e qualquer enfrentamento, em um genocídio. Foram ditas tantas barbaridades, que já não se pode acusar Israel de nada pior. Em paralelo, essa mesma imprensa nunca fala da ingerência do Irã ou da Síria a favor da violência contra Israel; da inculcação do fanatismo nas crianças; da corrupção generalizada na Palestina. E quando fala de vítimas, eleva à categoria de tragédia qualquer vítima palestina, e camufla, esconde ou deprecia as vítimas judias.

Termino com uma nota sobre a esquerda espanhola. Muitos são os exemplos que ilustram o anti-israelismo e o antiamericanismo que definem o DNA da esquerda global espanhola. Por exemplo, um partido de esquerda acaba de expulsar um militante, porque criou uma página de defesa de Israel na internet. Cito frases da expulsão:`Nossos amigos são os povos do Irã, Líbia e Venezuela, oprimidos pelo imperialismo. E não um estado nazista como o de Israel.` Por outro exemplo, a prefeita socialista de Ciempuzuelos mudou o dia da Shoá pelo dia da Nakba palestina, depreciando, assim, a mais de 6 milhões de judeus europeus assassinados.

Ou em minha cidade, Barcelona, o grupo socialista decidiu celebrar, durante o 60º. aniversário do Estado de Israel, uma semana de `solidariedade com o povo palestino`. Para ilustrar, convidou Leila Khaled, famosa terrorista dos anos 70, atual líder da Frente de Libertação Palestina, que é uma organização considerada terrorista pela União Européia, que defende o uso das bombas contra Israel. E etc. Este pensamento global, que faz parte do politicamente correto, impregna também o discurso do presidente Zapatero. Sua política exterior recai nos tópicos da esquerda lunática e, a respeito do Oriente Médio, sua atitude é inequivocamente pró-árabe. Estou em condições de assegurar que, em particular, Zapatero considera Israel culpado do conflito, e a política do ministro Moratinos vai nesta direção.

O fato de que o presidente colocou uma Kefia palestina, em plena guerra do Líbano, não é um acaso. É um símbolo. A Espanha sofreu o atentado islâmico mais grave da Europa, e `Al Andalus` está na mira de todo o terrorismo islâmico. Como escrevi faz tempo, “nos mataram com celulares via satélite, conectados com a Idade Média”. E, sem dúvida, a esquerda espanhola está entre as mais anti-israelenses do planeta. E diz ser anti-israelense por solidariedade! Esta é a loucura que quero denunciar com esta conferência.

CONCLUSÃO

Não sou judia, estou vinculada ideologicamente à esquerda e sou jornalista. Por que não sou anti-israelense como a maioria de meus colegas? Porque como não judia, tenho a responsabilidade histórica de lutar contra o ódio aos judeus, e na atualidade, contra o ódio a sua pátria, Israel. A luta contra o anti-semitismo não é coisa dos judeus, é obrigação dos não judeus, Como jornalista, sou obrigada a buscar a verdade, para além dos preconceitos, das mentiras e das manipulações. E sobre Israel não se diz a verdade. E como pessoa de esquerda, que ama o progresso, sou obrigada a defender a liberdade, a cultura, a convivência, a educação cívica das crianças, todos os princípios que as Tábuas da Lei converteram em princípios universais.

Princípios que o islamismo fundamentalista destrói sistematicamente. Quer dizer, como não judia, jornalista de esquerda tenho um tríplice compromisso moral com Israel. Porque, se Israel for derrotado, serão derrotadas a modernidade, a cultura e a liberdade. A luta de Israel, ainda que n mundo não queira saber, é a luta do mundo.
Comentarios (0) - Categoría: Mundo - Publicado o 04-01-2009 19:57
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Provocación inevitable
PROVOCACIÓN INEVITABLE:
Por Joan B.Culla i Clara

Para descifrar os dramáticos sucesos desenvolvidos na franxa de Gaza durante os últimos días existen dúas claves de lectura posibles. Unha é a que, partindo da tese segundo a cal Israel -mellor aínda, "o Estado sionista"- é unha entidade política agresiva, opresora e homicida por natureza, interpreta o ataque israelí contra Hamás como a enésima demostración dese carácter asasino. Se os responsables políticos e militares israelís son uns ogros sádicos que se refocilan matando palestinos, que ten de estraño que os masacren a bombazos en Gaza, con calquera pretexto?

Dado que, desde a pasada fin de semana, esta interpretació n xa foi profusamente divulgada nos medios de comunicación e berrada en numerosas manifestacións convocadas en todo o mundo (particularmente, en Teherán e Beirut), permítanme que dedique estes parágrafos a resumir unha lectura alternativa da actual crise, unha lectura en termos políticos, militares e estratéxicos, non de duelo apocalíptico entre o ben e o mal. O primeiro que convén recordar é que Hamás non combate por liberar os territorios palestinos ocupados en 1967; o seu obxectivo programático irrenunciable -irrenunciable, porque emana dun mandato divino- é destruír o Estado de Israel para levantar, sobre todo o espazo comprendido entre o Mediterráneo e o Jordán, un Estado árabe e islámico, unha teocracia de tipo iraniano.

A súa loita contra os sionistas, pois, é unha loita a matar, que non admite compromisos nin transaccións. Todo o máis, e só se tácticamente convén á causa, unha tregua temporal ou hudna. O seu rexeitamento radical a idea dun Estado palestino definitivo en Cisxordania e Gaza levou a Hamás a boicotear canto lle foi posible a retirada israelí da franxa mediterránea e, unha vez consumada esta retirada (no mes de setembro do 2005), a despregar unha minuciosa estratexia da provocación -traducida no disparo de miles de proxectís contra áreas civís israelís, ou no secuestro (en xuño do 2006) do soldado Gilad Shalit- para impedir que o Exército hebreo puidese desentenderse de Gaza. Buscando as represalias e os bloqueos ditados por Tel-Aviv, o obxectivo era diáfano: evitar custe o que custe a imaxe dunha Gaza normalizada e autogobernada, libre de sionistas, que puidese persuadir aos palestinos de conformarse con lograr outro tanto en Cisxordania.

A iso entregouse Hamás despois de gañar as eleccións celebradas en xaneiro do 2006 e, aínda con maior afán, tras o seu putsch contra a Autoridade Nacional Palestina de xuño do 2007. A esta lóxica responde a decisión dos islamitas de non renovar a tregua que vencía o pasado 19 de decembro, e o lanzamento, a partir desa data, de até 80 foguetes diarios sobre as localidades de Sderot, Ashkelon e outras cidades israelís.

Neste sentido ¿Cabería dicir que Israel caeu na provocación tendida por Hamás? Si, ¿Pero podía ser doutro xeito? Que Goberno do mundo se permitiría ter por centos de miles dos seus cidadáns sometidos ao fogo inimigo durante anos e mirar cara a outro lado? Sen dúbida, as vésperas electorais en Israel e o baleiro de poder na Casa Branca precipitaron unha operación que se xestaba desde hai tempo. Unha operación sanguenta, porque se trata dunha guerra, pero limitada: se os bombardeos aéreos sobre Gaza foran -como se estivo repetindo- masivos, entón o balance de baixas contaríase por decenas de miles, como sucedeu en Hamburgo ou Dresde en 1944-1945. Das dúas frontes que todas as guerras do Oriente Próximo teñen desde hai décadas (o da imaxe mediática e o da realidade sobre o terreo), Israel perderá -xa partía vencido- no primeiro. Queda por ver como se desenvolve no segundo; porque acabar con Hamás só desde o aire non será fácil, e enviar forzas terrestres ao labirinto de Gaza suporía someter de novo ao Exército israelí ao exame que non logrou aprobar con claridade, en xullo-agosto do 2006, contra Hezbolláh no sur do Líbano.
Comentarios (0) - Categoría: Mundo - Publicado o 03-01-2009 18:30
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Sr. Haníe: Vd. é un covarde
Sr.Haníe: Vostede é un covarde
José Danor

Un grupo de asasinos, irresponsables e covardes, desataron unha campaña contra Israel non xa no plano ideolóxico e nin sequera no do terror senón militar. A historia está repleta destes líderes covardes que alardean e fan ruído pero cando chega o momento da verdade escóndense ou escapan, deixando ao pobo librado á súa sorte.Desde que Hamás se fixo co control en Gaza por medio dunha sanguenta rebelión armada, o responsable do Goberno na Franxa é Ismail Haníe. Despois de anos de incesantes bombardeos Israel resolveu responder aos seus salvaxes ataques, produto da mente enfermiza del e os seus compañeiros de senda, como Hasan Nasrala, líder de Hezbollah, e outros "bos raparigos" islámicos que cargan cun rico historial de asasinatos e violencia. O presidente de Israel, Shimon Peres, que pasou todas as guerras de Israel desde a súa fundación, afirmou que esta é a que ten menos sentido. "Non recordo unha guerra sen lóxica como a que Hamás iniciou. Pregúntome cales son as razóns do ataque ou os seus obxectivos. Está claro que en Gaza non hai ningún israelí, nin soldado nin civil. Israel non actúa contra o pobo palestino nin ten o desexo de provocar dor á poboación inocente pero chegamos a unha situación na que non existe alternativa e debemos defender aos nosos civís". O mundo árabe emitiu algunhas mornas protestas. Exipto e Xordania, tradicionalmente os primeiros en condenar accións militares israelís, abstéñense de condenar a operación en Gaza. Máis aínda; no Cairo aínda está fresco o desplante de Hamás ao seu intento de negociar un arranxo entre os terroristas e a dirigencia da Al-Fatah, para devolver algo de razón ao Goberno da Franxa de Gaza. O rei Abdala de Xordania desprazou do seu cargo ao xefe da Intelixencia. Aínda que non houbo unha explicación oficial, fontes achegadas ao Goberno de Amán entenden que o despedimento se debe a que tolerou duras manifestacións contra Israel, Exipto e a Autoridade Palestina organizadas por partidarios de Hamás. O feito é que un grupo de asasinos, irresponsables e covardes, desataron unha campaña contra Israel non xa no plano ideolóxico e nin sequera no do terror senón militar. é que lanzar proxectís Kasam, Grad e bombas de morteiro contra poboacións civís non é un acto de protesta, sinxelamente é unha declaración de guerra.
Mentres que unha vez máis se escoitan protestas de intelectuais e xornalistas europeos, quizais por aquilo que é mellor quedar ben cos terroristas porque así non nos atacan a nós, os "valentes" líderes de Hamás escóndense baixo terra. Isto non lles impide enviar á súa xente a enfrontar a Israel co armamento que dispón (que non é pouco) nin tampouco esconder explosivos en casas de familia pensando en que Tzáhal, que se coida de non danar á poboación civil, non os destruirá. A historia está repleta destes líderes covardes que alardean e fan ruído pero cando chega o momento da verdade escóndense ou escapan, deixando ao pobo librado á súa sorte.
Cada tanto algún dos líderes de Hamás, como ratos miedosos, saen dos refuxios, vestidos cos seus impecables traxes, para falar do sufrimento dos civís, segundo eles os únicos atacados, aínda que é visible que a gran maioría das vítimas levaban uniformes, e alentar ás súas forzas a que pelexen aínda que non teñan ningún respaldo nin comandantes que os conduzan.
é prematuro sacar conclusións acerca da organización do operativo ``Chumbo fundido'' e das consecuencias que terá no futuro. Lamentablemente, ademais dos acertos do Exército na preparación da ofensiva aérea que destruíu as bases e algúns depósitos de armas de Hamás e outras entidades terroristas, comezan a verse erros e falta de preparación adecuada na protección da poboación civil. Sobre o fin de semana último sóubose que o Ministerio de Finanzas concedeu unha partida de diñeiro para que o Comando de Retagarda instale e mellore o funcionamento das sirenas en poboacións que poderían ser vítimas de ataques como sucedeu logo. Residentes nalgunhas cidades afirman que a alarma non funcionou ou non se escoita nas proximidades das casas. A experiencia desastrosa da Guerra do Líbano do verán de 2006 é o exemplo a tomar para que iso non se repita. Mentres que os gobernantes falan da importancia de resgardar á poboación, en moitas partes os refuxios son inhabitables e os residentes de moitos edificios non teñen onde ir. Nin falar que o Hospital Barzilai de Ashkelon, no centro da área afectada, non está protexido e menos aínda, do proxecto de construír un centro médico en Ashdod, que recibiu foguetes e os feridos deberon ser trasladados a outras cidades, cando cada segundo conta no intento de salvarlles a vida. Espero que, unha vez finalizados os combates, non haxa necesidade de designar unha comisión investigadora da conduta e o proceder dos nosos gobernantes
Comentarios (0) - Categoría: Mundo - Publicado o 01-01-2009 19:32
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No blog de Jaume Renyer (ERC)
Rellegint Fred Halliday: "La izquierda y la "yihad"jrenyer | dilluns, 29 de desembre de 2009 | 15:59h
Veient les reaccions de l'autodenominada esquerra antiimperialista (sobretot l'europea, inclosa la catalana) a l'atac del Tsahal contra Hamas a Gaza, m'ha vingut a la memòria un article de Fred Halliday, (professor de Relacions Internacionals a la London Scholl of Economics), i una entrevista seva al número 23/24 de la revista IDEES. L'article va ésser publicat a El País el 5 d'octubre del 2006 i conté prou elements de reflexió aplicables a l'actualitat, per això el reprodueixo a continuació.

En los últimos años, y especialmente desde que Estados Unidos invadió Irak, en marzo de 2003, se han visto en todo el mundo señales de una convergència creciente entre entre las fuerzas de la militancia islamista y la izquierda antiimperialista. Aparte de una simpatía muy extendida -aunque normalmente no expresada- hacia los atentados del 11-S, justificada porque "los americanos se lo merecían", desde 2003 hemos visto una coincidencia explícita de políticas y un sólido apoyo a la "resistencia" iraquí -en la que hay fuertes elementos islamistas- y más recientemente y de forma explícita, al Hezbolá libanés. Hace poco, unos manifestantes radicales vascos marcharon precedidos por un militante que ondeaba una bandera de Hezbolá. Además, como la mayoría de los que se opusieron a la invasión de Irak en 2003, existe asimismo, reconocida o no, una actitud de apoyo a los grupos armados antioccidentales, es decir, talibanes, que están actuando en dicho país. Al mismo tiempo, algunos políticos de extrema izquierda en Europa han tratado de hacer causa común con los representantes de los partidos islamistas en temas relacionados con el antiimperialismo y la exclusión social en Occidente. Un ejemplo es la acogida dada por la izquierda británica -incluido el alcalde de Londres- al líder de los Hermanos Musulmanes, el jeque Yusuf al Qaradaui. Y más importante aún que el apoyo a los grupos guerrilleros islamistas, por supuesto, son las alianzas entre estados: Irán cuenta cada vez más con el apoyo de Venezuela. Chávez ha ido a Teheran un mínimo de cinco veces. Nos encontramos, quizá de manera incipiente, ante un nuevo frente unido internacional. Lo cierto es que este asunto de la relación entre la izquierda radical y el islam político tiene una larga historia que debería hacer reflexionar a quienes tratan hoy de formar una alianza, aunque sea "táctica", con los movimientos y Estados islamistas. Ya lo intentaron los primeros bolcheviques: ante el bloqueo de la revolución proletaria en Europa después de 1917, volvieron la mirada hacia las fuerzas antiimperialistas y, a veces, islámicas que actuaban en aquella época en Asia. El primer país del mundo que reconoció la Revolución Bolchevique fue el reino de Afganistán, en pleno conflicto con los británicos. Desde aquel momento, Lenin recomendó que la Rusia soviética prestara siempre "especial atención" a las necesidades del pueblo afgano, un consejo que iba a tener consecuencias irónicas pero históricas en 1979. Incluso en los años posteriores a 1945, los estrategas soviéticos intentaron hallar un contenido "democrático nacional" en el islam e interpretar su énfasis en la igualdad, la caridad, el reparto de la propiedad y, no menos importante, la lucha -es decir, la yihad-, como formas primitivas de comunismo. Aunque en Moscú algunos orientalistas describían al profeta Mahoma como un agente del capitalismo comercial, otros autores marxistas, sobre todo el especialista francés Maxime Rodinson, trazaron una imagen más positiva, si bien este último reconoció posteriormente que su admiración por Mahoma derivaba, en parte, por las similtudes que veía entre él y Stalin.
Sin embargo, esta simpatía y esta busqueda de alianzas tácticas quedaron eclipsadas durante mucho tiempo por otra tendencia, la del enfrentamiento y la lucha entre el comunismo y el socialismo, por un lado, y el islamismo organizado por otro. En los años veinte y treinta, los bolcheviques se encontraron con una inmensa oposición religiosa y tribal en Asia Central y trataron de destruir las bases sociales de la religión organizada, fundamentalmente mediante la emancipación de las mujeres, a las que, en aquel contexto social, veían como un sucedáneo de proletariado. Como presagio de la guerra fría, la insurrección nacional en España, que acababa de vivir sus guerras coloniales en Marruecos, reclutó a decenas de miles de soldados árabes para la Guerra Civil, con el argumento de que el catolicismo y el islam recibían el mismo trato por parte de las fuerzas impías de la República.
A partir de los años cincuenta y sesenta, la situación empezó claramente a cambiar. En el mundo árabe, frente al ascenso del nacionalismo laico -sobre todo el "nacionalismo árabe" de Egipto-, Occidente y varios Estados conservadores como Arabia Saudí recurrieron a la religión, denunciaron al comunismo como un invento de los judíos y criticaron el socialismo por promover el ateísmo y la lucha de clases. En 1965, Arabia Saudí creó su propia organización internacional en contra de los socialistas, la Liga Islámica Mundial, a través de la cual financiaba y guiaba a grupos de todo el mundo; la Liga sigue en activo, sobre todo entre los inmigrantes musulmanes en Europa occidental, y mantiene -cosa tal vez sintomática- un gran edificio en el centro de Bruselas. En Egipto, el enfrentamiento entre los Hermanos Musulmanes y el régimen nasserista fue en aumento, y su líder, Sayyid Qutb -posteriormente, la inspiración intelectual de Osama Bin Laden-, murió ejecutado en 1966. Varios países de Oriente Próximo utilizaron la oposición creciente entre la izquierda laica y las fuerzas islamistas en el contexto de la guerra fría. Por ejemplo, en Turquía, el ejército promovió a grupos islamistas contra la extrema izquierda en los años setenta. En Siria, los opositores al régimen baazista fomentaron un levantamiento de los Hermanos Musulmanes en 1982. Incluso en Israel, en los años setenta, las autoridades de ocupación, decididas a debilitar las instituciones laicas de Al Fatah, permitieron que varios grupos islamistas, que más tarde se convirtieron en Hamás, abrieran centros educativos y universidades y recibieran fondos de la Liga Islámica Mundial.
Esta movilización del islam contra la izquierda resultó evidente, sobre todo, en tres países. En Sudán, la llegada al poder en 1989 del Frente Islámico Nacional -una rama alejada de los Hermanos Musulmanes- representó el recurso generalizado a la cárcel, al tortura y la ejecución contra los opositores laicos y de izquierdas. El FIN seguía el modelo de partido leninista y pretendía, además aplastar a los comunistas del Sudán, llevar a cabo la política revolucionaria de exportar su modelo a Egipto, Túnez, Argelia y Eritrea, entre otros lugares. En esta tarea contó con la ayuda, entre 1990 y 1996, de un distinguido huésped internacionalista, Osama Bin Laden. Aún mayor fue la represión en Indonesia en 1965, cuando el ejército se volvió contra el Partido Comunista, en aquel entonces el más numeroso fuera de los países comunistas. Los grupos islamistas unieron sus fuerzas a las del ejército y otros grupos interesados en arreglar cuentas locales y, en una serie de matanzas cometidas en Java y otras islas, asesinaron a un millón de personas.
La alianza más espectacular y con más consecuencias entre Occidente y el islamismo fue, claro está, la que se produjo en Afganistán. En la mayor operación secreta llevada a cabo por la CIA, Estados Unidos, con ayuda de Arabia Saudí y Pakistán, trabajó a lo largo de los años ochenta para movilizar a las fuerzas islamistas en contra del gobierno del Partido Democrático Popular y las fuerzas soviéticas que acudieron en su auxilio en diciembre de 1979. Fue en Afganistán donde Bin Laden organizó su ejército de combatientes yihadistas procedentes de todo el mundo y donde elaboró la ideología de lucha internacional que cristalizó el 11 de septiembre de 2001. No parece que a los que respaldaban a los islamistas afganos en los años ochenta les preocuparan las consecuencias posteriores de sus actos. Y, sin embargo, la guerra afgana fue al mundo del siglo XXI lo que la Guerra Civil española a la II Guerra Mundial, la cocina del diablo en la que se prepararon por primera vez todos los caldos que después envenenaron al mundo. A esta historia de la yihad contra la izquierda, a lo largo de muchos decenios, hay que añadir otra cosa más, las enormes diferencias que deberían separar cualquier programa imaginable de la izquierda radical de los de los partidos islamistas. Los derechos de la mujer, el secularismo, la libertad de expresión, son temas en los que las dos corrientes políticas se oponen radicalmente. Como deberían oponerse en relación a otro aspecto, que es la falta absoluta, en el programa islamista, de cualquier internacionalismo de inclusión; por el contrario, al mismo tiempo que hacen sus llamamientos a la umma, la comunidad de los musulmanes, los islamistas -tanto Al Qaeda como Hezbolá- desprenden veneno y un chovinismo implacable respecto a los cristianos, los judíos e incluso los musulmanes que no sean de su misma secta. Seguramente, quienes desde la izquierda se alían hoy con los islamistas lo hacen remitiéndose a cierto concepto de falsa conciencia. Pero está por ver qué conciencia es la más equivocada.
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BLOG DE JAUME RENYER
Comentarios (0) - Categoría: Mundo - Publicado o 30-12-2008 09:07
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Contra Irán

CONTRA IRÁN
XOSÉ A. PEROZO
GALICIA-HOXE
27.12.2008


Debo confesar que nunca presenciei un partido de fútbol nun estadio nin son afeccionado a ningún deporte. Cústame meterme na pel dos que gritan nas bancadas dos campos e non son quen de entender as fobias e filias que desatan os equipos profesionais. É polo que, cando escoito a publicidade do encontro a celebrar hoxe entre Galiza e Irán, non consigo captar a profundidade semántica dese eslogan no que se di que "o fútbol une". Parece unha inocentada propia do día de mañá. En realidade todo este tumulto que a Consellería de Cultura e Deportes pretende xerar coa selección galega ten máis cara de carnaval que de espectáculo deportivo. Crean unha selección para medir o fútbol galego cun país tan prestixioso como Irán. A quen se lle ocorreu semellante xenialidade?

Hoxe unimos o noso esforzo deportivo para poñérmonos ó nivel dun país onde a revolución islámica contra os Pahlevi conseguiu, hai unhas décadas, facer retroceder a súa historia ó medievo. Onde Amnistía Internacional non para de denunciar a represión de menores e as lapidacións. Onde o seu presidente, Mahamoud Ahmadineyad, ameaza o mundo con bombas nucleares no nome do seu deus... Todo un universo para imitar en Galicia
Comentarios (0) - Categoría: Galiza - Publicado o 27-12-2008 02:26
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O déficit do estado: demasiado grande ou demasiado pequeno?
O déficit do estado: demasiado grande ou demasiado pequeno?
Vicenç Navarro

O Partido Popular fixo da expansión do déficit do Estado o campo de batalla para oporse ao goberno socialista cuxo Presidente, indicou que tal déficit podería mesmo alcanzar unha cifra equivalente a un 4% do PIB do país, excedendo o límite autorizado polo Pacto de Estabilidade da Unión Europea que establece como máximo a cifra dun 3%. O dirixente do PP, o Sr. Rajoy, subliñou que esta permisividade do goberno, aumentando tanto o déficit do Estado, é unha medida que danará a economía española, propondo, no seu lugar, unha diminución de tal déficit, cunha redución do gasto público. Tales recortes xunto con outra proposta do PP, a de reducir os impostos, diminuirá enormemente o tamaño do gasto público en España, un dos máis baixos da Unión Europea dos Quince (UE-15), o grupo de países máis próximos ao noso polo nivel de desenvolvemento económico. A primeira observación que a proposta do Sr. Rajoy xera é subliñar que, polo xeral, non coincide coas propostas feitas pola maioría de partidos conservadores ou liberais que gobernan na maioría de países da UE-15 e de Norteamérica (EE.UU. e Canadá). A maioría destes están a levar a cabo políticas expansivas de gasto público, mesmo á conta de aumentar significativamente o déficit do Estado. En EE.UU., baixo a Administración Bush, tal déficit alcanzou xa case un 6% do PIB. é certo que historicamente os partidos de dereitas fixeron da redución e mesmo eliminación do déficit público un elemento crave das súas propostas de goberno. Iso foi así até a revolución neoliberal na década dos anos oitenta. O Partido Republicano en EE.UU. criticara tradicionalmente ao Partido Demócrata por ser o Partido identificado con grandes déficits. Esta postura, con todo, cambiou co Presidente Reagan, e máis tarde co Presidente Bush pai, cando o gasto público aumentou considerablemente (debido primordialmente ao crecemento do gasto militar), pagándose, en parte, cun aumento do déficit público. Os gastos do goberno federal foron moi superiores (o equivalente ao 6% do PIB) aos ingresos ao Estado. Paradoxalmente, foron os Demócratas os que a partir de entón fixeron da redución do déficit o centro da súa campaña, un cambio que non foi moi rendible electoralmente. Aínda que retóricamente a poboación declarase nas enquisas que favorecía a redución do déficit, ningún candidato conseguiu moito apoio electoral centrándose neste tema. Mesmo dúas terceiras partes do electorado do candidato Perot (que fixo da eliminación do déficit o elemento central na súa campaña) indicaron nas enquisas a saída das urnas que a redución do déficit non foi a causa de que lle votasen. E, aínda que a redución do déficit estaba incluída no programa do candidato Clinton en 1992, este tema pasou desapercibido durante a súa campaña electoral. O que mobilizou ao electorado de Clinton foron as súas propostas de reformas sociais, incluíndo a universalización da sanidade naquel país. Un tanto semellante ocorreu na campaña de Obama, que incluía no seu programa a redución do déficit. Unha vez elixido, propuxo un programa de gran expansión do gasto público que aumentará o déficit do estado, alcanzando cifras por encima do 7%.

Argumentos que se utilizaron en contra da expansión do déficit.

Un dos argumentos máis utilizados en contra da expansión do déficit (que Rajoy tamén utilizou) é que o Estado debese facer o que as familias fan: equilibrar as súas contas. Segundo tal suposto, "As familias non gastan máis do que gañan". O problema con esta observación é que ignora que a maioría das familias gastan en calquera momento determinado máis do que gañan. As economías familiares non poderían manter o seu nivel de vida sen pedir diñeiro prestado. Isto é o que se chama endebedamento, baseado á súa vez na existencia de crédito. As familias piden préstamos para poder pagar (non agora, senón máis tarde) a casa, os estudos dos seus fillos, os medios de transporte (coche e outros) que necesitan, e un longo etcétera. A xente non acumula e aforra diñeiro ata que ten o suficiente para pagar o prezo total da vivenda que queren comprar. As familias piden a hipoteca e págana aos poucos en varios anos. Pois o mesmo fai o Estado. O Estado, como as familias, debe pedir prestado (chámase a débeda pública), para poder asegurarse un mellor presente e futuro para a cidadanía. Debe construír escolas, servizos públicos, estradas, e un longo etcétera. Non permitir ao Estado, sexa este Central, Autonómico ou Municipal, que se endebede ou permitirlle unha porcentaxe moi baixa do seu PIB (como ocorre en España), é un enorme erro. Parte das enormes insuficiencias nas infraestruturas e estado do benestar do Estado español, das CC.AA. e dos Municipios, baséanse nestas políticas de ter baixos déficits, esixindo excesiva austeridade aos CC.AAs. e ás autoridades locais. Outro argumento que se utiliza en contra da expansión do déficit é que deixamos aos nosos fillos unha enorme débeda que terán que pagar eles. Aparecen así artigos que falan da falta de solidariedade coas xeracións futuras, cargándolles cunha débeda que terán que pagar os nosos fillos e netos. Este argumento ignora que na maioría dos países europeos, incluíndo España, os déficits do estado que determinaron a existencia da débeda pública, foron necesarios para pagar os investimentos públicos e o estado do benestar, gastando en escolas, obras e servizos públicos e outros gastos que son investimentos para o futuro. Un tanto distinto é en EE.UU. onde gran parte da débeda pública débese aos gastos militares utilizados para financiar a enorme cantidade de guerras que son unha constante na historia daquel país. Este non foi o caso na Unión Europea. Por iso é polo que a discusión do déficit oculta outra discusión que é mesmo máis importante, e que ten que ver coa natureza do gasto e da débeda pública. Cando se analiza a débeda pública (que é o diñeiro que o Estado ten que pagar por pedir prestado diñeiro para cubrir o déficit), hai que analizar de onde vén. Nunha familia non é o mesmo endebedarse para pagar a educación dos nenos e outros gastos relacionados coa súa formación, que endebedarse para irse a unha viaxe de pracer ao Caribe. Pois igual cos estados. Poden haberse gastado en gastos superfluos (moitos dos gastos militares sono) ou en gastos necesarios que melloran o presente e o futuro do país. E é aí onde debese haber un debate que non está a ocorrer en España sobre o que é investimento ou o que é mero gasto corrente. En círculos económicos e financeiros admítese que construír AVES ao longo do territorio español é un investimento. E construír escolas e investir en educación é tamén un investimento. E axudar ás empresas a que se modernicen é tamén un investimento.
Pero non se ten a mesma receptividade para ver aos servizos do estado do benestar como un investimento. E con todo, investir en escolas de infancia, servizos de dependencia, servizos sanitarios, servizos de prevención da exclusión e da pobreza é tan ou máis importante para mellorar a economía dun país, que os investimentos en infraestruturas. En EE.UU., por exemplo, calculouse que cada muller que entra no mercado de traballo crea novos postos de traballo, posto que alguén, no mercado de traballo, ten que cociñar, limpar a roupa, coidar da familia, e unha longa lista de funcións que agora fai o ama de casa. Tamén temos evidencia de que o soporte ás familias (escolas de infancia e servizos de dependencia) libera aos membros das familias, e moi en especial ás mulleres, incrementando a súa participación no mercado de traballo e a súa produtividade. A seguridade e protección social é un enorme investimento. Por iso é polo que sería importante e urxente que a moi positiva aceptación por parte do equipo económico do goberno socialista de aumentar o gasto público (á conta de aumentar o déficit público) traducísese tamén nun cambio de orientación, considerando o gasto social -non só en educación-como un investimento e non só como un gasto. Unha última observación. Está a proporse mesmo en amplos sectores socialistas (e non digamos en círculos conservadores), a idea de que non é agora o tempo para resolver (a través da reforma do financiamento autonómico) o gran déficit de gasto público social que existe nas CC.AA. Esta postura parece ignorar que é precisamente agora cando é máis urxente que nunca, que se resolva esta situación dunha maneira equitativa e suficiente para as CC.AA., posto que estas son agora responsables pola xestión dos dezasete estados do benestar autonómicos.Existe en España un déficit de gasto público social de 58.000 millóns de euros. A situación social en España. Volume III. 2008. Que está a dificultar enormemente o desenvolvemento social de España (España continúa estando á cola da UE-15 en gasto público social per cápita). é precisamente neste momento de crise e urxencia, cando se require incrementar substancialmente o gasto público (incluíndo o gasto público social), non só en conseguir unha maior cobertura do desemprego (unha función moi importante), senón tamén en cubrir os enormes déficits de emprego nos servizos públicos do estado do benestar. O escaso desenvolvemento da excelente Lei de Dependencia, consecuencia da súa subfinanciacion, é un claro exemplo diso. Estes gastos debesen realizarse a base de incrementar o déficit, aumentar os impostos dos súper ricos (España está entre os dez países do mundo con máis millonarios), e corrixir a fraude fiscal (que alcanza a cifra de 85.000 millóns de euros). Paralizar todas estas intervencións esperando que se resolva a crise é a maneira errónea de perpetuala.
Comentarios (0) - Categoría: Xeral - Publicado o 22-12-2008 20:11
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De Silleda ao Palace baixo a sombra do vento
Luis Ventoso

O domingo, o vicepresidente invitou a comer en Silleda a 5.000 mulleres, nun remake dos festíns preelectorais de Fraga, custeado, coma entón, polas arcas públicas da Xunta en beneficio da imaxe dun candidato. O luns viaxou a Madrid e houbo máis chiscadelas populistas. Nunha intervención no Palace, o segundo hotel máis luxoso da capital, o vicepresidente pediu que se recupere o «control público» da AP-9 (é dicir, que se estatalice) e que se intente tamén algo similar con Fenosa. O que non aclarou é como se pode facer algo así no noso modelo xurídico, un tanto distante aínda do de Evo Morales .
Tampouco explicou algo máis sinxelo: se resulta saudable que os bens de Galicia sexan de titularidade pública, que sen dúbida pode ser, ¿por que el opta xusto polo contrario e entrega a mans privadas, e con criterios moi discutibles, os molinillos do maior concurso eólico en marcha en Europa? Navarra se autoadxudicou os seus muíños e cando os revendeu ingresou 700 millóns de euros para as arcas de todos. Canarias conserva o 26% da propiedade dos seus parques e os vascos reserváronse no seu día o 22%. En Galicia a vía non foi esa e ata pode darse a circunstancia de que empresarios ao bordo do concurso de acredores sexan agraciados coa lotería do vento. Se tanto queremos ao país, ¿non era mellor facelo dono dos seus recursos eólicos? Estraño concurso. Ate os computadores de Industria cascan (ou iso din) no momento en que toca ensinarlle ao socio do bipartito a relación de agraciados co outro gordo deste Nadal.
Comentarios (1) - Categoría: Galiza - Publicado o 18-12-2008 05:18
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Dereitos humanos e manipulación
Derechos humanos y manipulación
JOAN B. CULLA I CLARÀ
EL PÁIS
05/12/2008

El pasado 25 de noviembre apareció en la sección de Cartas al director de este diario una misiva suscrita por David Bondia, director del Instituto de los Derechos Humanos de Cataluña, "y 10 firmas más", en la que se arremetía contra el entonces consejero de la Vicepresidencia de la Generalitat, Josep Lluís Carod Rovira, a causa de su reciente viaje oficial a Israel y de su anunciada asistencia a una cena de "la asociación de Amistad Cataluña-Israel" (sic). Bien, en democracia los políticos están para ser criticados y, de cualquier modo, todos tienen pluma y lengua para, de creerlo necesario, defenderse por sí mismos. En este caso, sin embargo, la crítica contra Carod contenía falsedades y tergiversaciones que trascienden la persona o la actuación del político cuestionado y que, exigen, a mi juicio, una respuesta. Para empezar, tal "asociación de Amistad Cataluña-Israel" no existe ni ha existido jamás; no con ese nombre. Lo que existe desde noviembre de 1978 es una Associació de Relacions Culturals Catalunya-Israel (ARCCI), inicialmente etiquetada "España-Israel" por ser la primera de su género en todo el Estado. Del carácter cultural y no político de la entidad dan fe los cientos de actividades organizadas por ella a lo largo de tres décadas en colaboración con todas las administraciones, así como el perfil de sus sucesivos presidentes, entre los que me permito citar al músico Jordi Cervelló, al escritor Baltasar Porcel y a la actriz y directora teatral Núria Espert. Como socio fundador y, durante muchos años, miembro de la directiva de ARCCI, debo negar categóricamente la imputación del señor Bondia de que ésta "apoya la ocupación israelí de Palestina", si por Palestina entendemos Gaza y Cisjordania. Lo único que ARCCI ha defendido siempre es el derecho de Israel a la existencia como, por otra parte, hacen todos los demócratas del mundo, a diferencia de Mahmud Ahmadinejad, Osama Bin Laden y algunas otras figuras del mismo jaez. Sería interesante saber de qué lado se sitúa, a este propósito, David Bondia.Si de lo más local pasamos a lo más global, la carta del Instituto de los Derechos Humanos de Cataluña da a entender que, viajando a Israel y rubricando allí diversos acuerdos en nombre de la Generalitat, Carod contravino las indicaciones de la Asamblea General de la ONU y del Tribunal Internacional de Justicia de La Haya (TIJ), nada menos. Será útil recordar que ni esa Asamblea ni este Tribunal poseen capacidad jurídica para dictar a los gobiernos del mundo su política exterior; sólo las resoluciones del Consejo de Seguridad y las sentencias del Tribunal Internacional de Justicia sobre los pleitos entre Estados que le hayan sido sometidos tienen fuerza de obligar. Pero pasemos por encima de este detalle: ¿podría el profesor Bondia precisarnos cuándo y en qué términos exactos la Asamblea General de Naciones Unidas o el TIJ han recomendado a la comunidad internacional el boicoteo diplomático o comercial contra Israel? Boicoteo, sí, porque eso es exactamente lo que proponen los remitentes de la carta de marras, bajo el delicado eufemismo de "aumentar la presión hacia el Estado de Israel". Y bien, ¿cuántos gobiernos democráticos se han apuntado a este boicoteo, cuántas delegaciones extranjeras han cancelado en los últimos años sus visitas a Israel como gesto de presión? ¿Por qué, entonces, debía hacerlo el Gobierno que preside José Montilla? El señor Bondia y demás firmantes, autoerigidos en voceros del "sentimiento mayoritario del pueblo catalán" (¿acaso han celebrado un referéndum?) quisieran someter la política exterior de la Generalitat al dictado de sus filias y de sus fobias. Como fundamento moral de su tesis, los responsables del Instituto de los Derechos Humanos de Cataluña invocan las dramáticas condiciones de vida de la población palestina en Gaza. Ciertamente, se trata de una situación deplorable, que mejoraría de forma inmediata si Hamás -que ejerce allí una dictadura férrea- dejase de disparar sus cohetes sobre las áreas civiles israelíes aledañas a la franja y de excavar túneles bajo la frontera para infiltrarse y atentar en Israel. Fue así como la milicia islamista capturó hace ya dos años y medio al recluta Guilad Shalit, a quien aún mantiene secuestrado sin que su familia sepa siquiera si está vivo o muerto. Pero, al parecer, ni Guilad Shalit, ni sus padres, ni los habitantes de Sderot acosados desde hace años por los cohetes Kassam tienen derechos humanos...
La pasada semana, un ataque terrorista a gran escala ensangrentó la ciudad india de Bombay y conmocionó a la opinión pública internacional. Aunque la excusa de los asesinos -siempre tienen una- era la opresión de los musulmanes de Cachemira bajo la férula de Nueva Delhi, de hecho, las víctimas a las que los terroristas pusieron más ahínco en liquidar fueron norteamericanos, británicos... y en especial los ocho huéspedes adultos del centro judío Chabad House, paradójicamente regentado por la secta ultraortodoxa Lubavitch, ajena al sionismo y apartada de la política israelí. Pues bien, no he leído a ningún paladín de los derechos humanos denunciar esa recurrente saña antisemita del islamismo armado. De hecho, ni siquiera les he oído condenar, con la contundencia que usan en otros casos, los crímenes del terrorismo islamista en India, en Afganistán, en Irak... o en Israel. La bandera de los derechos humanos, y en concreto la justa aspiración palestina a tener un Estado soberano y pacífico junto a Israel no necesitan, para su defensa, de triquiñuelas, manipulaciones ni sectarismos. Al contrario, esas armas más bien desprestigian tan nobles causas.
Comentarios (0) - Categoría: Mundo - Publicado o 08-12-2008 13:37
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Eusko Alkartasuna condena y expresa su “total repulsa” por el atentado de ETA contra Ignacio Uria
Eusko Alkartasuna condena y expresa su “total repulsa” por el atentado de ETA contra Ignacio Uria
Eusko Alkartasuna condena rotundamente el atentado perpetrado por ETA contra el empresario Ignacio Uría Mendizabal, que le ha costado la vida, y desea expresar su más profundo pesar y solidaridad con los familiares y amigos de la víctima. Una vez más, ETA utiliza su estrategia de muerte y dolor que choca contra la voluntad de la sociedad vasca que exige vivir en paz. Eusko Alkartasuna condena rotundamente el atentado perpetrado por ETA contra el empresario Ignacio Uría Mendizabal, que le ha costado la vida, y desea expresar su más profundo pesar y solidaridad con los familiares y amigos de la víctima. Una vez más, ETA utiliza su estrategia de muerte y dolor que choca contra la voluntad de la sociedad vasca que exige vivir en paz. Con la sinrazón de este atentado, ETA pretende incidir en el proceso de la construcción de la Y vasca de manera autoritaria, pero saben que no van a doblegar la voluntad del Parlamento Vasco que se ha expresado mayoritariamente a favor de una infraestructura que es “clave” para el progreso de Euskal Herria. Por ello, EA desea expresar su solidaridad y decidido apoyo a todos los empresarios y trabajadores involucrados en la Y vasca.No cabe duda de que ETA constituye una lacra para el pueblo vasco. Carece de legitimidad alguna, y reiteramos que la normalización política se alcanzará exclusivamente a través del respeto escrupuloso de los derechos humanos y el desarrollo de los valores democráticos.
www.euskoalkartasuna.org
Comentarios (0) - Categoría: Mundo - Publicado o 03-12-2008 19:07
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Aralar reprueba firmemente el asesinato del empresario Ignacio Uria y solicita a ETA el abandono definitivo de las armas
Aralar reprueba firmemente el asesinato del empresario Ignacio Uria y solicita a ETA el abandono definitivo de las armasAralar reprueba firmemente el asesinato del empresario Ignacio Uria y exige a ETA que abandone definitivamente el uso de las armas. Queremos hacer llegar a la familia de Uria y a sus allegadas nuestro más sentido pésame acompañado de un mensaje de solidaridad. Aralar quiere anunciar que participará en los actos para la denuncia de este atentado. Actos como el de hoy son totalmente reprobables y tal y como ha recordado el coordinador de Aralar, Patxi Zabaleta, "la sociedad de Euskal Herria también los reprueba. El uso de la violencia no es el camino para la solución del conflicto político que vive Euskal Herria, por lo que nos vemos en la necesidad de exigir el uso exclusivo de vías políticas. Reivindicamos todos los derechos humanos sin exclusiones y seguimos trabajando para que esos derechos estén garantizados". Aralar se reafirma en su compromiso de ser una izquierda abertzale política y pacifista. “Vemos más necesario que nunca estructurar y fortalecer esa izquierda abertzale política. No permitimos que en nuestro nombre, ni en el nombre de Euskal Herria, ni utilizando el nombre de la izquierda abertzale, se realicen este tipo de atentados y asesinatos”. La sociedad vasca está hastiada de ETA y de su violencia. En ese sentido, Aralar invita a todas las personas y colectivos que estén en desacuerdo con este tipo de asesinatos que muestren su repulsa con total claridad y de manera pública, porque sólo de esa manera llegaremos a construir la paz.
www.aralar.net
Comentarios (0) - Categoría: Mundo - Publicado o 03-12-2008 19:02
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Onde está a condena dos musulmáns moderados?

Onde está a condena dos musulmáns moderados?
MARTIN VARSAVSKY


Por que non poden os musulmáns moderados sendo centos de millóns no mundo, organizar unha protesta contra Al Qaeda, contra Osama Bin Laden, contra o que está a ocorrer falsamente en nome do islamismo agora en India? (Desde Madrid) EN MÁIS DUNHA OCASIÓN critiquei no meu blog persoal ao goberno de Israel e inclusive creei un grupo chamado Jews For Lebanon no que xuntamos fondos para as vítimas dos bombardeos israelís no Líbano. E son xudeu. Non por ser xudeu son incapaz de ver as inxustizas cometidas polo goberno israelí. A invasión de Líbano foi unha reacción desproporcionada en comparación co secuestro de soldados israelís por parte de Hezbolá e eu, así como moitos outros xudeus dentro ou fóra de Israel, manifestámonos contra ela.

DÓNDE ESTÁN AS DENUNCIAS?
Pero o agora eu que me pregunto é por que os meus amigos musulmáns moderados, e digo amigos porque no meu círculo íntimo de amigos algúns son musulmáns ou de orixe musulmá (é dicir, son laicos coma min pero de orixe musulmá) non se declaran publicamente en contra do que fan os terroristas musulmáns, das atrocidades que estes extremistas comenten en nome da súa relixión; relixión, non hai que esquecer, que profesan millóns de persoas en todo o mundo. Por que é tan pouco común escoitar que os musulmáns indios (hindús), por exemplo, salgan á rúa a protestar contra os extremistas que están a cometer a masacre en Bombai (Mumbai) mentres escribo estas liñas? Por que os musulmáns moderados ingleses non saen á rúa a protestar contra outros musulmáns ingleses que cometeron a masacre do 7 de xullo? Por que os musulmáns españois non se manifestan en contra dos asasinos do 11M como facemos a maioría dos españois cando ETA comete un atentado co consecuente número de vítimas?

ELES MATAN, NÓS NON
Persoalmente, creo que somos moitos os que estamos a esperar que os musulmáns moderados, que non me cabe dúbida de que son a maioría, organícense de maneira pacífica e digan, e denuncien, e sinalen, que eles matan, nós non.
O tema da invasión de Iraq é algo concreto. Eu, sendo xudeu, fun a moitas manifestacións en contra desa inxusta ocupación. Pero, se eu podo ir a unha manifestación en contra da invasión dun país musulmán, por que non poden os musulmáns moderados sendo centos de millóns no mundo, organizar unha protesta contra Al Qaeda, contra Osama Bin Laden, contra o que está a ocorrer falsamente en nome do islamismo agora en India? Non entendo como permiten que unha minoría se manifeste e exprésese coma se estivéseno facendo en nome da maioría. Os musulmáns moderados teñen que recuperar a voz de Islam, que hoxe, parece, reside en mans das minorías extremistas.
Comentarios (1) - Categoría: Mundo - Publicado o 29-11-2008 16:09
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A hora da socialdemocracia

Por Antonio Estella
Esta crise mundial tivo xa efectos que van moito máis alá do terreo económico. No fondo, o que puxo de manifesto é que estamos ante un cambio de paradigma, ante todo un cambio de modelo ideolóxico. A crise non só puxo en cuestión o neoliberalismo, senón tamén o seu compañeiro, o neoconservadurismo. Pero ao afundimento da paradigma neoliberal e neoconservador non lle sucedeu, cando menos aínda, o xurdimiento dun novo modelo que sirva de marco de referencia para poder mirar cara ao futuro con algo máis de seguridade. Con todo, antes de deixarnos levar polo medo ao horror vacui, quizais deberiamos expornos a situación actual como o que creo que en realidade é: unha gran oportunidade para a emerxencia dun novo consenso planetario de tipo socialdemócrata. Ábrese unha xanela de oportunidade para que a socialdemocracia dea un paso cara a adiante e asuma o desafío de ofrecer un novo eixo ao redor do cal facer virar a actuación futura dos actores políticos neste aínda incipiente século XXI. Existe material dabondo para afrontar ese reto: non faltan excelentes pensadores na órbita da socialdemocracia, nin tampouco excelentes ideas. O que probablemente falta é introducir un pouco de orde no debate en curso, fixar prioridades, analizar como as ideas poden traspasar a sempre espesa fronteira do mundo académico e científico para chegar á "praza pública", de tal xeito que os cidadáns se carguen de argumentos cando queiran defender visións próximas á paradigma da socialdemocracia. é dicir, á socialdemocracia fáltalle facer aquilo que tan ben fixo o neoliberalismo até hoxe, aínda que sen esquecer que unha das súas fallas máis importantes foi a súa inusitada tendencia a vender fume. Non se trata por tanto de crear imaxe, polo menos non só; trátase de dar contido e logo ver como se pode traducir ese contido nunha linguaxe facilmente accesible para todos. Polo menos neste caso, a orde dos factores si que altera o produto. A primeira recomendación sería non empezar a casa polo tellado. Indo aos contidos, habería que empezar, precisamente, por revisar as ideas socialdemócratas en relación coas virtudes do mercado. O que estamos a ver nos últimos meses mostra, máis que demostra, que quizais a socialdemocracia arroxe ao bebé xunto coa auga da bañeira", por empregar a gráfica expresión inglesa, ao renunciar a algúns dos postulados orixinais da súa ideoloxía, abrazando, con máis intensidade quizais da debida, ao mercado. O abrazo ao que me refiro ten ademais data de inicio: novembro de 1989, ano no que cae o Muro de Berlín. Nese momento deixa de estar de moda que a socialdemocracia fale de intervención dos mercados. De vez, o antigo era ser intervencionista, o moderno era o mercado. O mercado convértese nunha especie de mantra budista para a socialdemocracia, tan ocupada como estaba por evitar ser tachada de rancia e anticuada. Pero é probábel que nese proceso acabe sendo máis papista que o propio papa. Afrontémolo con valentía: en determinados ámbitos económicos (subliño para que se me entenda ben: en determinados ámbitos económicos) non basta con regular e supervisar a acción dos axentes económicos. Nalgúns sectores, é a participación directa do Estado o único que pode dar unha maior dose de seguridade de que se atenderá ao interese xeral. Cando o Estado deixa de ser protagonista directo da actividade económica, e convértese nun mero espectador, perde información sobre o que está a ocorrer no mercado, así como capacidade de corrección dos seus fallos. é esa implicación en determinados ámbitos económicos o que pode dar ferramentas para equilibrar os problemas de asimetría de información e de capacidade de actuación, o que pode en definitiva dar maiores garantías (nunca plena seguridade) de que as cousas se farán como deben facerse. O segundo reto é volver situar o principio de igualdade no mesmo corazón da socialdemocracia, nos seus valores, e no seu discurso político. Creo que a forma na que ás veces se resolveu a tensión existente entre igualdade e liberdade non foi a máis adecuada. O "son socialista a fuer de liberal" de Indalecio Prieto parece terse interpretado por algúns no sentido de que o principio de igualdade funciona fundamentalmente como instrumento para alcanzar o verdadeiro fin da socialdemocracia, que é conseguir maiores cotas de liberdade. Con todo, a igualdade non pode ser sempre e unicamente unha ferramenta ao servizo doutros valores superiores, e en particular da liberdade. é en moitas ocasións un fin en si mesmo, un digno obxectivo a alcanzar per se e en nome da socialdemocracia. O é, tamén, nun sentido económico. Porque de igual maneira que nos parece lexítimo repartir por igual os custos dunha crise económica, deberíanos parecer lexítimo repartir de forma moito máis igualitaria os seus beneficios, e para iso os cidadáns terían que poder participar, en pé de igualdade, na toma de decisións económicas que poden ser transcendentais para as súas vidas. O terceiro eixo sobre o que debería reflexionarse é como abordar o problema do pragmatismo. Estou persuadido de que se presta un fraco servizo á socialdemocracia cando se di aquilo de "non son un dogmático da miña ideoloxía, son un pragmático". Evidentemente, non hai que ser dogmático, pero tampouco avergoñarse de ter unha determinada visión democrática do mundo. E a socialdemocracia gaña a batalla cando é capaz de situarse no plano dos valores. Isto, que parece un mero slogan político, ten a súa explicación. Como recorda Barack Obama na Audacia da Esperanza, cando nos volvemos pragmáticos deixamos de argumentar; cando deixamos de argumentar, volvémonos perezosos, e cando nos volvemos perezosos, somos incapaces de ofrecer respostas aos desafíos que veñen desde outras paradigmas valorativos ou ideolóxicos. Vímolo na revisión dos consensos básicos á que nos someteu a dereita neoconservadora en boa parte do mundo, por exemplo en España e Estados Unidos. Como a socialdemocracia deixou de pensar, de argumentar e de elaborar a partir dos seus propios valores, como se volveu "pragmática", tivo dificultades para atopar respostas adecuadas aos desafíos do noso tempo. Quizá chegue o momento de porse a iso.
Comentarios (0) - Categoría: Mundo - Publicado o 17-11-2008 19:47
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