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| novo mundo, vida nova |
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Os frequentadores deste sítio já devem ter reparado que há alguma coisa muito errada no modo de apresentação dos posts, de alguns dias para cá.
Incapaz de resolver o problema sem ajuda da blogoteca.com e desesperado por esta não responder aos meus apelos, mudei-me (mais uma vez!) para outra morada.
Lá vos espero a todos e a mais alguém! |
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| free burma! |
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Para quem deixa o enviado das Nações Unidas secar vários dias para despacha-lo num breve encontro como quem recebe um mero vendedor de produtos-que-não-vou-comprar-e-ele-sabe-isso-mesmo-mas-mesmo-assim-veio-e-eu-só-não-o-mando-à-fava-por-consideração-aos-meus-vizinhos-e-amigos-que-se-preocupam-com-as-aparências-e-fazem-questão-que-eu-o-receba, esta coisa dos blogues (os generais birmaneses saberão sequer o que é um blogue?) lançarem uma campanha não aquece, nem arrefece.
Mas para quem se refugia em casa, aterrorizado com os altifalantes, ou para aqueles que já estão encarcerados, torturados, e para aqueles que já perderam familiares e amigos na mortandade que continua e continuará (até quando?), espero que ajude alguma coisa saberem que aquilo por que dão (deram) a vida tem um significado comum para os homens e mulheres de qualquer lado do Mundo.
E que, neste momento, pessoas como eu se sentem reconhecidas por pertencerem a um mundo onde a dignidade humana é afirmada pelo carácter de Aung San Suu Kyi e pela coragem de todos os birmaneses que sairam às ruas nestes dias.
Mas há ainda um outro aspecto que aproveito para salientar: nestas alturas gostaria que houvesse uma Comunidade Europeia que falasse a uma só voz (institucionalmente,sim!), com capacidade para coagir empresas, instituições, particulares, dentro e fora da Comunidade, a provocarem a maior mossa possível na vida tranquila dos generais birmaneses.
E que tivesse uma atitude concertada nas Nações Unidas sempre que um energúmeno queira fazer os outros de parvos. Sei lá, podiam todos os representantes dos países da Comunidade imitarem o Krushchev. Garantidamente teriam um efeito que se faria sentir até nas casernas militares birmanesas.
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| Findo Setembro, o que fica...? |
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É no Verão que se reconhece o labor antigo que defende os caminhantes do rigor da época, plantando sombras, colorindo as bordas do caminho e perfurmando o ar.

Findo Setembro, o que fica destes caminhos poeirentos donde exalam fragrâncias silvestres? |
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| haja paciência! |
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Os participantes não vão à cimeira "para disputas mas para trocar opiniões, para encontrar um terreno de entendimento, e como o encontrar se um dos actores estiver ausente?", acrescentou o antigo chefe de Estado moçambicano durante uma visita ao Zimbabué. (Joaquim Chissano in JN)
Como se ainda houvessem dúvidas a esclarecer...
Ou talvez tenha razão, na linha da justificação de Lee Bowlinger (o anfitrião de Ahmadinejad na Universidade de Columbia) quando afirma que a liberdade de expressão implica reprimir o impulso de calar os inimigos, porque, apesar de compreensível, impede o debate daquelas ideias que não partilhamos e que tememos. (in BBC)
Apetecia, então, trocar ideias com o Presidente Mugabe sobre a disponibilidade das Forças Armadas do seu país para usar as armas no caso dos eleitores darem a maioria a quem não tivesse participado na "guerra da libertação" (in ZimOnline).
Ou sobre a sua própria apetência em nomear militares para cargos políticos, administrativos ou para supervisionar o próprio processo eleitoral.
Mas haverá alguma universidade em Portugal capaz de semelhante indelicadeza para com o sr.Mugabe?
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| um mundo sem Sabor |
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Toda uma vivência selvagem e cultural a que uns chamam património, mas que para muitos não tem sequer nome, nem identidade, por desconhecimento. Desconhecimento, só?!. Mesmo que vejam, não vêm. E se lhes apontarem a dedo e perguntarem: vês? Respondem: vejo e que tem? Não vale a estrada nova prometida, a urbanização projectada com centro comercial que a electricidade gerada alimentará, os empregos criados por dois ou três anos na construção da barragem.
Com a promessa dum lago à porta de casa, já não falta quem queira edificar uma moradia de férias no que antes era um lugar no fim do mundo. É o desenvolvimento que chega, não é mesmo?
Todavia, nada de mais errado: há quem faça milhares de quilómetros à procura destes pequenos mundos esquecidos. São milhares, milhões a faze-lo. Haja engenho e sensibilidade para dar a conhece-los, a atrair as pessoas que os procuram e assim tirar proveito na conservação do que é único.
Destruir estes pequenos mundos é burrice. Burrice. Sem mais.
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| o rosto da tirania |
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(General Than Shwe): para memória futura
Analistas temem uma repetição da violência de 1988, quando soldados abriram fogo contra manifestantes desarmados, causando a morte de cerca de três mil de pessoas. (in BBC)
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| já não há respeito |
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Ahmadinejad foi ingénuo e mal aconselhado. Pior ainda do que o discurso da apresentação na Universidade, foram as gargalhadas do público. E toda a cena a ser filmada...!
Passou-se nos Estados Unidos, poderia ter acontecido em mais alguns lugares do mundo. De facto, há países cujos regimes políticos e costumes sociais não poupam ninguém, muito menos se for um chefe de estado, do escrutínio público, da oposição frontal e, muito pior, do riso.
Pode-se pensar que é por força de lobbies, conspirações e campanhas de denegrimento da imagem, mas, na verdade, é uma patologia social característica de certas sociedades e que começa por atacar os próprios governantes e figuras públicas locais.
Acredito que ele já não cairá noutra igual. Para a próxima fará como qualquer governante experimentado do meu país quando acede a ser entrevistado em directo na televisão: manda os assessores acertarem as perguntas com o entrevistador, escolherem a dedo a audiência no local (se houver público) e um fato a condizer com o cenário de fundo. |
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| momento crítico |
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Quem me dera enganar redondamente, mas também receio que haja o clássico banho de sangue. E, a acontecer, será para os próximos dias.
Tenho de reconhecer, porém, uma das vantagens daquelas ditaduras que conseguem destruir uma sociedade em tempo útil: a de evitar serem humilhadas publicamente pelas forças vivas dum país.
Melhor ainda: os ditadores e seus cúmplices não correrem o risco de reencarnarem novamente (provavelmente para pior) e toda a gente ficar sabendo.
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| "...that's why you have to go to work" |
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| "If you can consider our salaries, they are very low. But what you do when you are at work is what counts. Maybe you can use the phones ... that's why you have to go to work - for that phone call, which is free." (cidadã anónima do Zimbabwe in Al-Jazeera) |
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| reciclagem e reconhecimento |
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Ao juntar a papelada de casa para jogar no "papelão", este fim-de-semana, lembrei-me de verificar a factura do supermercado antes de a reciclar. Ora, nela constava umas latas de "coca-cola zero" e uma garrafa de vinagre, entre outros itens.
E verifiquei esta maravilha: a taxa do I.V.A. do vinagre é de 21% enquanto a da cola é de 5%. Ah, alguém anda a zelar pela nossa saúde, pensei eu de que.
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| barragem do Sabor |
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E em vez dos mil postos de trabalho durante o pouco tempo que dura a construção da barragem teríamos umas largas centenas de empregos que perdurariam por décadas... além dum país de que nos poderíamos orgulhar!(in Fauna Ibérica)
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| reencarnações ilegais e inválidas não contam |
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As autoridades chinesas têm toda a razão quando dizem:«As actividades do Dalai Lama não são só religiosas. Ele representa as forças políticas que visam a independência do Tibete e a desagregação da pátria chinesa» (in Portugal Diário).
Já por causa dessas coisas haviam promulgado uma lei em que a chamada reencarnação do Buda vivente é ilegal e inválida sem a aprovação do Governo (in PD).
Provavelmente, como sinal de que até nas reencarnações existe o "políticamente correcto", já houve um "reencarnado" (no caso, um Pachen-Lama) que escolheu nascer como filho dum membro do Partido.
Não tenho dúvidas que o Dalai-Lama irá, também, reencarnar numa família do Partido, depois irá fazer uma autocrítica da anterior (a actual) reencarnação declarando-se favorável ao dominio chinês no Tibete e, talvez, tornar-se um futuro membro do Comitê Central.
Posto isto, porque haveriam o presidente e o primeiro-ministro portugueses estragarem os nossos "negócios da china" por causa de minudências como "prémio nobel da Paz" ou defesa dos Direitos Humanos? |
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