Nasas


SUMANDO TODAS, SUMAMOS MÁIS
Março 6, 2007
8 de março: dia da luita feminista


20 anos desafiando o patriarcado

Todas as sociedades estam atravessadas por estruturas patriarcais mais ou menos evidentes que, de múltiplas formas, discriminam, excluem ou infringem violência sobre as mulheres. Os movimentos feministas levamos muitos anos desafiando o patriarcado e muitas das nossas vitórias fazem hoje parte do nosso dia a dia. Mas, porem, afirmamos a necessidade de seguir abrindo espaços de luita feminista.

Abrindo espaços antipatriarcais. Porque as nossas luitas puxerom de manifesto o carácter estrutural do patriarcado que se mantém sem ver os seus piares teóricos ameaçados. Estes piares originam e reproduzem a subordinaçom das mulheres, pois baseiam-se na autoridade do varom em todos os ámbitos. O sistema patriarcal, inculcado através dos mecanismos tradicionais de socializaçom, hierarquiza homes e mulheres segundo os roles de género, fundamentando a assimetria no poder e na valoraçom dos sexos.

Abrindo espaços anticapitalistas. Porque afirmamos a relaçom de dependência destes dous sistemas. O patriarcado, como sistema de poder e modelo de dominaçom, apóia-se no capitalismo neoliberal. No esquema capitalista, a vida humana mercantiliza-se e o mercado dirige as decissons sociais, conduze políticas e asigna valor aos seres humanos segundo a sua capacidade de gerar ganâncias econômicas.

Abrindo espaços de liberdade. As estruturas patriarcais utilizam a condiçom imposta de inferioridade das mulheres, convertidas em objectos sexuais ao serviço do prazer masculino, proibindo em case todo o mundo o controlo da nossa sexualidade; controlando o aborto e limitando o acceso aos métodos anticonceptivos; convertendo-nos em mercadoria de compra-venda e em objecto de consumo.

Abrindo espaços contra a violéncia. A violéncia normalizada contra as mulheres permite atentados contra a integridade, a saúde, as liberdades e a vida das mulheres. Em todo o mundo, em gradaçons diferenciadas, a violéncia segue e tem continuidade com velhos conteúdos e novas formas.

Abrindo espaços de independência. Rejeitamos a instrumentalizaçom das nossas luitas para legitimar as estruturas patriarcais. Falar no nosso nome é desposuir-nos da nossa trajectória. É sabotar as nossas luitas quotidianas. Fronte a isto defendemos a autonomia pessoal e intelectual dos movimentos de mulheres. Quando umha mulher, mais outra, mais outra, luitam por ser mais livres e por romper o entramado da opressom masculina, esta-se construindo um movimento feminista que atenta contra o sistema de dominaçom patriarcal. Este é o cerne do feminismo: juntas numha luita comum gerando resistências e criando novas formas de rebeliom.

O feminismo que defende MNG compom-se destes espaços de luita que já abriram fendas na estrutura patriarcal. Nom para pequenas transformaçons que nom mudam o sistema, a nossa história de reivindicaçons é mais do que isso. Trabalhamos por que a sociedade nom continue a reproduzir esta ordem estabelecida há miles de anos, num processo que se alimenta da nossa vida diária, com avanços, retrocessos, certezas e ilussom cara a umha sociedade nova baseada em novas e superadoras relaçons de género.
Em MNG, desde Galiza, desde a rebeldia, desde há vinte anos e mais para diante, as mulheres seguimos
DESAFIANDO O PATRIARCADO
Lanses (0) - Categoría: arrastres - Publicado o 08-03-2007 09:26
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