Made in Galiza


Eu nunca serei yo
Um caderno de trabalho de Séchu Sende

A minha obra neste caderno está licenciada baixo creative commons, copiceibe.

O autor solicita comunicar-lhe qualquer uso ou modificaçom da sua obra no email de contacto aqui sinalado.

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A cabra de Josua Slocum



Na ilha de Juan Fernández, oceáno Pacífico.


O dia mais agradável que passei na ilha, se nom o mais agradável de toda a viagem, foi o último -mas nom por ser o último- em terra, quando todos e cada um dos nenos da pequena comunidade me acompanharom a recolher frutos silvestres para a viagem.

Atopamos marmelos, pessegos e figos, e os rapazinhos encherom um cesto de cada clase. Custa mui pouco compracer aos nenos e estes pequenos, que na sua vida escoitaram palavra distinta do espanhol, ao escoitar as inglesas fixerom que os outeiros resoassem com gritos de alegria.

Perguntarom-me os nomes de toda clase de cousas existentes na ilha. Chegamos junto a umha figueira brava, cargada de frutos, e dei-lhes o nome em inglés. "Figuis, figuis", berrarom em quanto os recolhiam, até que encherom os cestos. Mas quando lhes dixem que a cabra que me sinalavam era só umha goat, esmendrelharom-se, caendo a rolos pola erva ao pensar que chegara á sua ilha um home que lhe chamava goat a umha cabra.


Navegando em solitário arredor do mundo, 1890.
Josua Slocum, na foto.
Comentários (0) - Categoria: Geral - Publicado o 14-09-2008 20:05
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"Vivir ao llado de Reganosa"


EXCELENTE. NOM O PERDAS: Um vídeo-reportagem de Bocixa e Raquel Rey, em A Nosa Terra.



.....

Para rir: Hommer Simpsom em Reganosa
Comentários (1) - Categoria: Nom serviam - Publicado o 14-09-2008 20:02
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Um poema de Elvira Ribeiro Tobio



Falarei na lingua de Maria Peres,
a Balteira,
musa prostibularia e tecedeira de cantigas coa quentura por
entre as coxas.
Falarei na lingua das irmandiñas que arrebolaron con forza
berros de liberación aos pais
da tiranía,
falarei bidueiro,
falarei croio,
sarabia, laxe, seara, burato, morno,
sistema de signos,
símbolo
da memoria que esmorece.
Falarei na lingua de Rosalía,
de Xaquina Trillo,
de María Mariño Carou,
a lingua renegada da meniña Carolina Otero violada
no camiño,
a lingua da miña avoa, canteira anónima,
arxina da Terra de Montes,
labradora de sucos na pedra de gra
e nas conciencias de todas as que soñaron ser amazonas
da linguaxe.
Para vós, meniñas de augamel,
mulleres en froita de madurecer,
falarán estes gromos de firmeza que me rebentan nos dentes
e son matas de arandeiras.
As palabras han ser xermolos nas miñas fillas e netas innumerábeis,
despois,
os meus ósos falarán na terra
para dar vida á terra
para dar nome á terra
e á prole que me xurdirá coa boca chea do poexo enchoupado nas brañas.


Andar ao leu, Ed. Tambo. 2005


...

Na foto, quatro pombas e Carolina Otero asomada ao balcom pouco antes da sua morte.
Comentários (2) - Categoria: Geral - Publicado o 13-09-2008 09:44
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The invisible man


Castelao, por Suso Sanmatin
Comentários (0) - Categoria: Geral - Publicado o 12-09-2008 16:03
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Duas luzes amarelas



1.

No méio da noite escura
cheguei a um caminho negro
e ali começou a aventura.

Eu fiquei paralisado,
na curva do caminho havia
um cadáver esmagado,

seco, sem vida e frio.
Vim o seu pelelho morto
e sentim um calafrio

ao ver no caminho ademais,
cinco passos adiante,
outro cadáver mais.

Onde umha planta de menta
agochei-me e aguardei
ao pé dum sinal de 80,

entre umha lata oxidada
e umha bolsa de plástico
contra a terra molhada.

A néboa cobreu-me inteiro,
cravou-se-me nas espinhas
e ventei do medo o cheiro.

Daquela escoitei um ruído
como umha pedra rodando,
medrar e medrar no ouvido.

E agochado naquelas
saquei o focinho e vim
duas luzes amarelas.

Ao princípio pequeneiras,
medrarom cara a mim
como duas fogueiras.

Crecerom as luzes e o som
e encherom toda a noite
os meus olhos e o coraçom.

- Acabou-se o que se dava!,
berrei-lhe em siléncio
á morte que se achegava.

Encheu a terra e o céu,
fechei os olhos, fixo Brrrrrroooum!
e aquel monstro desapareceu.

Brilhara mais que o lume,
cheirava todo a queimado
e deixou um ronsel de fume.

No médio do caminho
ficamos a noite e mais eu
e erguim ao céu o fozinho

e com passo ventureiro
e o fozinho ergueito
botei a andar silandeiro.
Comentários (2) - Categoria: Geral - Publicado o 12-09-2008 01:50
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Umha caixa monstruosa



7


- Aqui, amigo ouriço,
venhem beber os carros,
é umha estaçom de serviço.

Chamam-lhe gasolineira,
-e sinalou-me com a pata-
bebem por essa mangueira.

Aginha puidemos ver
como chegava um auto
e se ponhia a beber.

- Que nojo da esse olor!
cheira que fede -dixem-
o que sae do surtidor.

- Vem, que isto nom é nada,-
e achegamo-nos de vagar
a umha casa acristalada.

A minha sorpresa medrava,
dentro da casa havia
umha caixa que falava.

Acheguei-me um pouco mais
e vim que dentro da casa
tinham presos animais.

No interior da caixinha
puidem ver um elefante
e tamém umha girafa

e dous tigres e um leóm!
- Como podem estar dentro?
- Chama-se televisom.

Nom sei como podem fazer,
metem o mundo na caixa
e nom se cansar de o ver.

Passam os dias enteiros
sentados ao televejo
com os olhos silandeiros.

E nunca deixa de falar,
a caixa di-lhes seguido
o que tenhem que pensar

e o que tenhem que fazer.
Se di a tele: Bebe Cola,
ao pouco já a estám a beber.

Di a tele: Isto está bem,
pois aínda que esteja fatal
as persoas dizem Amem.

Como a Ulises as sereas
engaiola com o seu canto
e acaba com as suas ideias.

E tem outra propriedade:
repite umha mentira
até parecer verdade.

A tele trae cousas malas
se pensas com as suas ideias
e com as suas palavras falas.

Muito mais que o raposo
a tele pode volver-se
um monstro mui perigoso.

Ves, estás engaiolado!
Ouriço, estás a escoitar?
Tu pareces aparvado!

Vamos, amigo ouriço.
- Espera um pouquirrichinho
que estou a morrer com o riso.

- Ves, ouriço, que che digo
a tele é como umha trampa,
fecha os olhos, meu amigo.

- Vou intenta-lo, a ver,
mas estou-che atrapado,
a tele é um gran pracer.

- Esforça-te de verdade.
- Ai, que estou preso...
- Com toda a tua vontade.

- Tenho os olhos entrampados
e agora nom podo deixa-lo:
hai desenhos animados.

- Fai força, colhe alento!
- Nom dou ceibado os olhos!
- Fai um último intento!

- Aaaaaai! conseguino... menos mal.
- Se te descoidas, a tele
é um inimigo fatal.

- Manipula a tua mente!
- Isto explica porque a gente
é tam pouco inteligente.
Comentários (3) - Categoria: Geral - Publicado o 12-09-2008 00:41
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Fugindo dos caçadores



14.


- Viches por aí algum caçador?
- Pois ultimamente ningum.
- Essa gente é do pior.

Perseguem-me sem parar,
estam sempre atrás minha
com os seus cans a ladrar.

Parecem persoas correntes
até que colhem a escopeta
e se armam até os dentes

e nos prados, entre os pinos
o seu sangue quente enfria
e voltam-se assassinos.

Eu tamem quero a licéncia
para caçar seres humanos
e pendurar a cabeça

no salom da minha casa
ou num carvalho no monte.
Já estou farto, que passa?

Nós sempre a fugir: o oso,
o corço, o lobo, o coelho,
o teixugo, o raposo...

Estamos sempre em perigo,
já gostaria de ve-los
vivendo como nós, digo

eu. Os jornais anunciariam:
O governo aprobou onte
umha grande caçaria

de seres humanos. É que...
hai demasiados! e estragam
os rios, o campo, disque.

Que autoricem batidas
de persoas, e saímos
os animais em partidas

a ver quem caça o macho
mais grande e fermoso.
Tu que dis, ouriço cacho?

- Digo que aí os venhem,
escoita, som os seus cans!
Mira que ganas che tenhem!.

- Toda a vida a escapar
das persoas, espero que
hoje tamem poda librar.

Em fim, ouriço cacho, adeus,
e lembra: os meus inimigos
tamem som inimigos teus.

Esconde-te bem, amigo,
que estes matam por pracer
e levam a morte consigo.

- Vai pola sombra, jabali,
eu já me agocho nos fieitos,
nom te preocupes por mim.


Comentários (1) - Categoria: Geral - Publicado o 11-09-2008 17:07
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Na casa do taxidermista



35

Entom entrei pola porta
dumha casa amarela
que havia ao final da horta

e o que ali vim nom sei
se foi sonho ou pesadelo
mas nunca o esquecerei.

Nada se movia, só eu.
Era como se o tempo
se parasse, agás no meu

coraçom, que latejava
arreitado e mui forte.
Pensei que alucinava.

Havia muitos animais
paralisados, inmóbeis
e pareciam vivos mais

nos seus olhos enxoitos
o brilho estava morto.
Eu acheguei-me a muitos

deles, animais parados
no tempo: um raposo
saltando no ar, dous veados

um lobo a ouvear-lhe á nada,
um peto verdeal, umha
garça gris paralisada

e, como num pesadelo,
umha parelha de ouriços
que só pareciam se-lo:

a pel que nom cheira,
a língua toda violeta,
a sua olhada baleira...

Acheguei o meu ouvido
ao peito do ouriço cacho
e nom escoitei sonido

ningum, dei-lhe com a pata,
toc, toc, estava baleiro!
soava como umha lata

vacia. Estavam secos,
vaciados, em vez de vida
por dentro só tinham ecos.

Entom vim coitelos, fio,
agulhas, olhos de cristal...
e sentim um arrepio.

E até que perdim de vista
a morte corrim longe da
casa do taxidermista.
Comentários (1) - Categoria: Geral - Publicado o 11-09-2008 16:45
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A ovelha negra


27.

Atopei umhas ovelhas
que só se diferenciavam
com um número nas orelhas.

Acheguei-me ao rabanho
e dixem-lhe a umha,
parecia aínda um anho:

- Poderias explicar-me
onde ides todas juntas?
E a ovelha dixo: - Meee.

- Ola, ovelha, desculpa...me,
acheguei-me-lhe a outra,
e a ovelha dixo: - Meee.

Isto é desesperante,
- Onde vas, dixem-lhe a outra,
- Onde vai a de diante...

Insistim um pouco mais
e as respostas das ovelhas
pois eram todas iguais.

Assi que decidim ir-me
porque as ovelhas eram
todas a dicer-me: meee, meee!

- Que aborrecida semelha,
dixem antes de machar,
a vossa vida de ovelha!

- Eu som a excepçom á regra!
dixo alguém ao meu carom,
era umha ovelha negra!

- Todas vam o mesmo lugar,
todas pensam o mesmo
e todas o mesmo falar.

Todo isso é terrível,
mas eu quero umha vida
única, irrepetível.

As outras falam mal de mim
porque eu som diferente,
a mim importa-me plim.

Simplesmente eu som como som,
no rabanho aprendim que
a maioria nom dá a raçom.



Continuará...
Comentários (2) - Categoria: Geral - Publicado o 11-09-2008 14:56
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Reganosa perigosa


PSOE-BNG responsábeis.



Contra a injustiça, em pé

Somos poténcia: Galiza nom se Vende.

Comentários (0) - Categoria: Nom serviam - Publicado o 10-09-2008 11:19
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A tua casa no Courel



A tua casa no Courel
é pequena,
20 m2,
mas aqui colhe o mundo enteiro
e as portas estam abertas
á gente que defende as estrelas
e as formigas
e que fai por que as casas nom caiam.

A tua casa no Courel
está na aldea onde as casas caem,
e por cada casa que a chuva desfai
e bota abaixo
cumpre erguer umha casinha
sobre as ruínas dumha casa que vai caer
na aldeia onde as casas caem
de vez em quando.

A tua casa no Courel
é como a de Quico e Mai,
e Saca e Diego, Pablo, Andrés, Maria, Afonso,
ou Pedro e Pile
e o resto da gente que está amanhando casas
para demostrar que a única forma
de salvar as casas de caerem
é entrando nelas, durmir no saco,
fazer café, ter água, luz
e pouco a pouco.

Numha casa do Courel que esteja a piques
da derruba
podem entrar milheiros de persoas
ao mesmo tempo.
Fecha os olhos. Imagina.
Tu tamém estas dentro agora.

Na tua casa no Courel
está amencendo,
é mércores,
um esquio no lousado,
Tarim dorme no colchom inflável
e o teu bóli escrebe na mao aberta
polo pico e a pa:
Dentro de pouco
teremos ducha.
Hoje chega o azulejo.
Quero-te.


Na aldeia onde as casas caem,
se amanhas umha casa sentes
que estás cambiando o mundo
mais ou menos,
nom todo vai ser sonhar
e o trabalho
ademais de músculo e poemas
levanta casas aqui no Courel
onde hai gente que as derruba
mentres nós as erguemos.

A nossa casa no Courel
é de pedra e de palavras
e agora acabo porque me doem
os pulsos de levantar palavras
tantos dias seguidos
com outra gente
para que nom caiam mais casas.

Quando o sol entra pola porta
sentes que todo começa
e nada acaba na tua casa
no Courel
e isso é bem.
Hai muito que fazer
e dar umha volta em bicicleta
atrás dum raposo de vez em quando.

Sae pola porta da noite
e entra pola do dia o ouriço cacho.
Ai o vem:
Volta á casa a salvo.
- Que, como foi?
- Uf, por pouco! Numha curva
case me esmaga um 4 por 4. Agora
vou durmir.

E entra debaixo da cama
na tua casa no Courel,
mentres fóra se escoita
como cae umha casa ao longe
e outra se levanta aqui ao lado.

É a de Gringo Lou,
o famoso desorientador,
que está aprendendo a levitar as pedras.


....


Á casa de Fon e Maria, na foto.

Comentários (7) - Categoria: Geral - Publicado o 10-09-2008 11:18
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Aguas de Mondariz resposta


Acabo de receber este correio electrónico, em resposta ao meu anterior

NOM DI NADA SOBRE A RESPONSABILIDADE DE AGUAS DE MONDARIZ -COMO MEMBRO DO CLUB FINANCIERO DE VIGO-, NO COMUNICADO CONTRA A LÍNGUA GALEGA: SILÉNCIO!

A OFENSA PÚBLICA CONTRA A LINGUA GALEGA DO COMUNICADO DO CLUB FINANCERO DE VIGO EXIGE QUE OS MEMBROS QUE NOM ESTEJAM DE ACORDO COM O TEXTO O MANIFESTEM PUBLICAMENTE.

ASSI QUE, COMO O DEMO E OUTRA MUITA GENTE, SEGUIMOS ADIANTE COM O BOICOT

Aqui está o correio:

..........


Estimado Señor:


Póñome en contacto con vostede en relación co correo electrónico que nos
envía, e no que se fai eco do rumor estendido a través de internet
acerca da oposición de Augas de Mondariz á difusión da lingua e cultura
galegas.


Descoñecemos a orixe desta noticia, que desmenten as iniciativas que
desde Mondariz se levaron a cabo pola Cultura e Lingua Galegas nos
últimos anos:


No campo da literatura, merecen especial mención a coedición con Ed.
Xerais de NA NOITE ESTRELECIDA, escrito por Ramón Cabanillas en
Mondariz, ou a colaboración na publicación da histórica cabeceira La
Temporada ?La Temporada? -dirixida no seu momento polo poeta- en
colaboración coa Fundación Mondariz Balneario, xunto coa que se teñen
patrocinado Exposicións de Pintores Galegos (X.M. Barreiro, M. Aramburu
ou X. Pousa), ou a recuperación de esculturas de indubidable valor de
escritoras galegas como Rosalía de Castro, E. Pardo Bazán ou Concepción
Arenal.


Tamén destacable é o esforzo actual por documentar a presenza e
actividade de personalidades históricos en Mondariz. Nunha primeira
etapa, motivadas pola relación da familia Peinador con A. R. Castelao,
Valle Inclán, E. Pardo Bazán, W. Fernández Flórez, Rei Soto, M. Murguía,
ou a propia Real Academia Galega? . Posteriormente, cando Mondariz
recuperou o seu esplendor, con C. Casares, Torrente Ballester, ou Fco.
Fernández del Riego.


Augas de Mondariz foi ademais Membro Fundador da Fundación Galicia
Emigración nos seus esforzos por achegar lazos coa "outra Galicia", e de
forma continuada colabora con decenas e decenas de asociacións e
entidades culturais de toda Galicia, ademais de exercer o mecenado nos
concellos da súa contorna inmediata: Mondariz, Mondariz Balneario e
Ponteareas.


As tecnoloxías da información e comunicacións avanzaron moito nos
últimos anos, pero o esforzo de lograr un diálogo fluído en internet
require un soporte demasiado grande para dar cobertura a consumidores
-afortunadamente- dos cinco continentes. Por iso a decisión de Augas de
Mondariz de empregar na súa web os idiomas Inglés e español.


Por todo iso pensamos que non pode argumentarse que Augas de Mondariz
estea contra a cultura galega, salvo que esta afirmación sexa promovida
por intereses alleos á cultura.


AUGAS DE MONDARIZ


P.D.- Se vostede ten interese, temos algúns exemplares de "NA NOITE
ESTRELECIDA", e catálogos das exposicións de Xaxier Pousa, X.Mª Barreiro
ou Manuel Aramburu no noso arquivo que poñemos á súa disposición até
esgotar existencias, se nos facilita unha dirección física á que enviarllo.


ESTA é A UNICA NOTA OFICIAL DE AUGAS DE MONDARIZ, POLO QUE
AGRADECEREMOSLLE NON PRESTE ATENCIÓN A OUTROS COMUNICADOS"
Comentários (5) - Categoria: Geral - Publicado o 09-09-2008 20:37
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Boicote a Aguas de Mondariz


Mais, aqui!

Quem despreça a nossa língua nom merece os nossos cartos. Nem muito menos.

Suma-te ao boicote e visibiliza a tua queixa.

....


Eu enviei este breve correio:

Senhores e senhoras de Aguas de Mondariz:

Escrebo estas palavras para lhes comunicar que, debido ao seu compromiso político contra a língua galega, a partir de hoje eu comprometo-me a ejercer todo o meu poder como cidadám -consumidor, comunicador, etc- para fazer-lhe ver á gente com a que convivo a todos os niveis -familiar, local, profesional, virtual...- que NOM consumir Águas de Mondariz supom a melhor forma de evitar que empresas que menospreçam a língua galega se enriquezam a costa dos galegos e galegas.

Sem mais, um saúdo.

Séchu Sende, escritor e domador de pulgas.

Comentários (28) - Categoria: Nom serviam - Publicado o 07-09-2008 23:18
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O senhor Sinsonte



Conheço um tipo
que sempre intenta dicer
o que cre que queres escoitar.
Fai isso com toda a gente
e, claro, ao final
das-te conta
de que a ti pode dicer-che umha cousa agora
e ao vizinho em 5 minutos, a contrária.

O sinsonte é um paxaro
do que escoitei falar
por vez primeira nos poemas de Walt Whitman.
Hoje descobrim
numha enciclopédia de aves
que o sinsonte ou paxaro imitador
tem a habilidade de simular o canto
de 20 espécies de paxaros distintos.
Fai-se passar por cada um deles
estrategicamente segundo lhe interesa.

O tipo que conheço vive umha vida
moi parecida a este paxaro.
É a sua forma de relacionar-se
com o mundo.
Intenta ser como a persoa
que tem diante
e chega a falar mesmo
com as suas palavras.

Quem conhece a este tipo
sabe que nom pode confiar nunca
nas suas palavras
porque nom som as suas palavras.

Chamo-lhe o senhor Sinsonte,
a persoa que nom é como parece,
o tipo que parece o que nom é.
Comentários (0) - Categoria: Desenhos - Publicado o 04-09-2008 11:59
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Presos independentistas: jejum de 24 horas
Contra a dispersom.

"A iniciativa dentro do cárcere acompanhará-se por parte do organismo popular anti-repressivo com diversas iniciativas propagandísticas no exterior tendentes a socializar a situaçom de excepcionalidade jurídica e repressom a que estám submetid@s @s quatro militantes galeg@s que inclue, como no caso do militante Sánti Vigo, agressons reiteradas por parte dos funcionários."

Mais, aqui.
Comentários (0) - Categoria: Desenhos - Publicado o 04-09-2008 11:11
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O pano branco



Ergueu-se, almorçou e botou a andar ao trabalho. Á tarde voltou cruçar o campo entre os prados como todos os dias. E quando chegou á casa soou o nariz e viu um pouco de terra no pano branco.

Ergueu-se, almorçou, colheu a moto para ir trabalhar. Á tarde voltou cruçar a cidade polos tuneis, entre os coches como todos os dias. E quando chegou á casa soou o nariz e viu a mancha negra do fume no pano branco.

Comentários (2) - Categoria: Geral - Publicado o 02-09-2008 01:05
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I Volta Ciclo-nocturna polo Courel


O passado 25 de agosto, arredor das 23.00, tivo lugar este primeiro tour nocturno na Volta Grande do Courel.

Courel: Parque natural Já!

O percorrido foi exigente com as pernas dos cicleiros que desfrutarom de noite estrelada, piares de noitaregas e a escura luz da noite.



Da aldeia de Soldom á de Ferramulim, passando polos centros rurais da Seara e Vieiros, o alto da Golada foi o porto de montanha de primeira categoria que os focos frontais iluminarom na lenta subida e na rápida baixada cara ao rio Selmo, em Finamulim.

Courel: Parque Natural Já!



A emocionante aventura a través da noite foi compartida por um numeroso grupo de tres intrépidos ciclo-noctámbulos que, como se pode olhar nas fotografias, gozarom dumha experiéncia única no Courel dos tesos cumes que olham de lonxe. Eiqui sintese ben o pouco que é un home!, como dicia o poeta do Courel.

Courel: Parque Natural Já!

Debido ao éxito desta primeira ediçom, para a II Volta Ciclo-noctuna polo Courel, na vindeira tempada, já confirmarom a sua participaçom importantes cicleiros do pelotom courelao e do resto do mundo.

De cara ao ano que vem recomenda-se levar bem engraxadas as bicicletas, para goçar com o siléncio da noite e os sons da natureza do Courel.

Courel: Parque Natural Já!







Comentários (1) - Categoria: Desenhos - Publicado o 02-09-2008 00:42
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Festival de Poesia do Condado


Especial Governe quem governe, Galiza nom se Vende

Um Festival da Poesia que na vigéssimo-segundo ediçom quer "servir como ponto de encontro das entidades que confluem na plataforma, como altofalante do sentir popular e como homenagem a todas aquelas luitas que continuam a livrar-se ao longo do território nacional."

Comentários (1) - Categoria: Nom serviam - Publicado o 01-09-2008 18:00
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Made in Galiza, em checo


Dous relatos traduzidos por Irena Fialová forom premiados no Concurso Nacional de Novos Tradutores da República Checa!

Obrigado, Irena, por construír esta ponte entre a nossa e a vossa língua!

Upa!


Kategorie próza:
1.cena: Dominika Kovářová (Jean Ray, Fantom v podpalubí, francouz?tina)
2.cena: Vendula Va?áková (Zadie Smith, Dal?í tři na cestě, angličtina)
2.cena: Irena Fialová (Séchu Sende, Zloděj slov etc., galicij?tina)
2.cena: Pavel Bakič (Nick Mamatas, Pod zemí, angličtina)
3.cena: Jana Poláková (Willem G. Maanen, Miluj a neohlí?ej se, nizozem?tina)
3.cena: Roman Tilcer (Jeff Noon, Automated Alice, angličtina)

Comentários (0) - Categoria: Geral - Publicado o 01-09-2008 17:53
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Alcalde Roqueiro: Éche muy guay de Dios
Na Galiza Irredenta, entrando pola Volta Grande do Courel seguindo a estrada de Ferramulim, no concelho de Oéncia, no Bierzo, podemos atopar um dos alcaldes mais extraordinários do mundo: o alcalde roqueiro, José Estanga.

Na primeira aldeia, Vilarubim, podemos atopar as primeiras mostras do seu labor: umha pintada, "Estanga Ladrón", num depósito de água e umha águia imperial de mármore branco junto a um placa com a sua esfinge com lentes de sol e chupa de coiro, "Alcalde Roquero", ao caróm dumha escola rehabilitada ao estilo feíssimo.



"Alcalde Roquero: yo me dejo querer, quiéreme tú, te necesito, Vótame" ou "O Bierzo éche muy guay de Dios", assi na língua do país, som dous dos seus lemas electorais mais populares.

As fotos destes chisqueiros de anos passados podem seguir a completar a ideia deste alcalde que gosta de conducir coches de luxo entre os castinheiros do Bierzo e tem 13 discos editados, escritos, segundo conta, ao pé das gestas ou em rolos de papel higiénico.



















Comentários (11) - Categoria: Desenhos - Publicado o 01-09-2008 16:02
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