Made in Galiza


Eu nunca serei yo
Um caderno de trabalho de Séchu Sende

A minha obra neste caderno está licenciada baixo creative commons, copiceibe.

O autor solicita comunicar-lhe qualquer uso ou modificaçom da sua obra no email de contacto aqui sinalado.

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Pido a demisiom do Valedor do Povo, por extraterrestre.


E porque, querendo ou sem querer, Benigno López González é um ignorante, claro.

Porque no seu discurso argumenta em torno do perigo da "imposiçom do galego", e como tan gallego como el gallego, do seu processo lógico deriva-se que a nossa língua para el supóm um problema.

Porque um Valedor do Povo que discrimina a nossa língua, considerando-a publicamente -mais consciente ou mais inconscientemente- de inferior categoria, nom pode velar pola justiça na Galiza.

Nas suas próprias palavras:

"Si a la juventud se le impone el gallego, se le exige a unos niveles de asignaturas como Matemáticas, Historia o Literatura lo único que se estará logrando es que ese niño, ese joven, logre adquirir una animadversión frente al idioma, en vez de cogerle cariño."

"Si a un niño se le suspende el gallego, si se le deja por esa simple asignatura colgado para el curso siguiente, lo único que logramos es que le goja odio al idioma"

Porque o nosso idioma nom é umha "simple asignatura"

Eu pido, por favor, Valedor, demisiom!

A entrevista nos Muitos Papeis do Papalagui aqui


Comentários (3) - Categoria: Geral - Publicado o 31-07-2007 19:53
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SOS Courel: Festa revolta!


Vários colectivos sociais galegos (SOS Courel, Asociación Fonte do Milagro, Burla Negra, Rede de Acción Socio-Cultural Arredemo e a Federación Ecoloxista Galega) convocam umha jornada de luita festiva em apoio com os colectivos do Courel que estám a defender a serra contra a ameaza de espólio e destruçom patrimonial que pode supor a legalizaçom de canteiras por parte da Xunta de Galiza.

A Festa contará com distintas actividades como um Roteiro da Arte, o visionado dos documentários "As Encrobas, a ceo aberto" e "O Salario do Siléncio", sobre o conflito de Reganosa; charlas e debates com científicos e ecologistas; Animación na Eira para nenas e nenos e a Ultranoite Obelix e Cia, especialmente adicada a SOS CAUREL, coa participación de diversos e diversas artistas, como Os da Ría, Pablo Trasno, Chévere, Mónica García, Os Cantos Rodados, Bernardo Martínez, Clara Gayo, Carlos Santiago, Expo e o Último Uruguayo, Blanca Novoneyra, Comba Campoy...


Mais informaçom em
arredemo.info
Comentários (1) - Categoria: Geral - Publicado o 31-07-2007 19:11
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Por críticas como esta de La Voz de Galicia máis dum escritor tem-se suicidado.
Eu, de momento, sigo com a boca aberta.

Aínda que continuo a dar-lhe voltas a isso de "labirinto case inextricable", que mola a mazo.

E isso de que o livro nom terá éxito? Aí já lhe dei ao focinho, ummm, vaia, vaia.

"Diagnóstico moi desesperanzado"? Aqui abro
muito os olhos, oink?

Sinto-o pola leitura negativa de Made in Galiza deste lector.
Aguardo que seja o único.

Mágoa.

Em fim, como criticar o crítico nom é o meu, umm, cremalheira.





Comentários (9) - Categoria: Geral - Publicado o 28-07-2007 13:54
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Os muitos papeis: o lugar em que a vida é de mentira


O Papalagui -em galego em Edicións Positivas, 2000- recolhe os comentários de Tuiávii, chefe da tribo Tiavéia nos mares do sul, sobre a gente occidental, redigidos por um seu colega, o belga Erich Scheurmann.

Aqui fala-se dos periódicos:


"Os muitos papéis produzem uma espécie de embriaguez, de delírio no Papalagui. Que história é esta dos muitos papéis? Imaginai uma esteira de tapa, fina, branca, dobrada, dividida e outra vez dobrada, com todos os lados cobertos com inscrições miudinhas: estes são os muitos papéis que os Papalaguis chamam de jornais.


E nestes papéis que está inscrito o grande saber do Papalagui que tem, pela manhã e à noite, de meter a cabeça neles a fim de alimentá-la, fartá-la, para pensar melhor, para ser mais rico em idéias; tal qual o cavalo que, para correr melhor, precisa comer bananas em quantidade, precisa encher a barriga com regularidade.


O álii ainda está deitado na sua esteira quando uns mensageiros correm pelo país, distribuindo os muitos papéis. É a primeira coisa que o Papalagui pega assim que acorda. E lê, quer dizer, prega os olhos naquilo que os muitos papéis contam; e todos os Papalaguis fazem o mesmo: lêem, lêem o que os chefes mais importantes, ou seus porta-vozes disseram nos seus fonos; e isso está marcado direitinho na tal esteira, no tal papel, mesmo que sejam só bobagens.

Até as tangas com que estavam vestidos está dito; até o que tal ou tal álii comeu, o nome do seu cavalo; até se ele próprio está com elefantíase, ou se está com a mente fraca.



Para dar uma idéia do que seriam esses papéis em nossa terra, imaginai que eles diriam o seguinte: "O pule nuu de Matautu, hoje de manhã, depois de dormir bem, primeiro comeu um resto de taro de ontem, depois foi pescar, voltou para a cabana ao meio-dia, deitou-se na esteira, leu a Bíblia e cantou até a noite.

A mulher dele, Sina, primeiro deu de mamar ao neném, depois foi tomar banho e achou, de volta, uma bela flor de pua que pôs no cabelo para enfeitar-se; depois voltou para a cabana." E assim por diante.

Tudo quanto acontece, o que a gente faz e não faz, tudo está escrito ali: os pensamentos bons e maus, o fato de alguém ter matado uma galinha ou um porco ou de ter construído uma canoa nova. Coisa alguma acontece no país inteiro que não se conte fielmente. Isso é que o Papalagui chama "estar informado de tudo".

O Papalagui quer estar informado de tudo que acontece no país, do despontar de um dia ao despontar de outro. E fica com raiva quando alguma coisa lhe escapa, porque está sempre ávido de meter tudo para dentro de si mesmo, aqueles horrores, aquilo tudo que um homem de mente sadia trataria de esquecer o quanto antes, tem de ser comunicado a todos e, aliás, é justamente o que é ruim, o que entristece, que se comunica com mais minúcias do que aquilo que é bom; como se contar o que é bom não fosse muito mais importante e mais alegre do que contar o que é ruim.

Quem lê o jornal não precisa ir a Apolima, Manono, Saváii para saber o que os amigos fazem, pensam, comemoram. Pode-se ficar deitado, calmamente, na esteira que os muitos papéis contam tudo. É muito bonito, muito agradável, ao que parece, mas é ilusão, porque se dois irmãos se encontram, se cada um deles já meteu a cabeça nos muitos papéis, nenhum dos dois terá novidades ou curiosidades a contar! Cada um dos dois traz na cabeça as mesmas coisas; os dois ficam calados ou apenas repetem entre si o que os papéis disseram. Entretanto, sempre é mais interessante ter alguma coisa, uma alegria ou uma tristeza a comemorar ou a lamentar em comum, do que apenas ouvir contá-la por uma boca estranha que nada viu com os próprios olhos.



Mas não é só isto que faz do jornal uma coisa tão ruim para a nossa mente, quando nos conta o que aconteceu; é que ele também nos diz o que devemos pensar a respeito disso e daquilo, a respeito do nosso chefe, dos chefes de outros países, de tudo quanto ocorre, de tudo que a gente faz. O jornal gostaria de fazer que todos os homens pensassem igual; o jornal é inimigo da minha cabeça, é inimigo do que eu penso. Exige que todo homem lhe dé a cabeça, os pensamentos; e consegue. Se tiveres lido os muitos papéis de manhã, saberás ao meio-dia o que cada Papalagui tem na cabeça, o que pensa.


O jornal é também uma espécie de máquina que fabrica, todos os dias, idéias novas, muito mais idéias novas do que a cabeça de um só homem pode fabricar. Acontece, no entanto, que a maior parte das idéias são fracas, não têm dignidade, nem força, enchem nossa cabeça de muito alimento, mas não a fortalecem; é a mesma coisa que enchê-la de areia.




O Papalagui entope a cabeça com este inútil alimento de papel: antes de digerir uma idéia, já está absorvendo outra nova. A mente do Papalagui é tal qual o pântano que sufoca no seu próprio limo, onde já não cresce nenhum verdor, nenhum fruto; onde só se elevam miasmas nocivos e nuvens de insetos que picam.

O lugar em que a vida é de mentira, junto com os muitos papéis, fizeram do Papalagui o que ele é: um homem fraco, confuso, que gosta do que não é real e que já não sabe reconhecer aquilo que é real; que toma a imagem da lua pela própria lua, que vê numa esteira escrita a própria vida."
Comentários (2) - Categoria: Geral - Publicado o 22-07-2007 18:38
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TEST: A LÍNGUA E TI


1. Como foi a primeira vez?

a. Nom me acordo.
b. Sentim-me um pouco estranha/o.
c. Aínda nom me atrevim.


2. Se a língua galega fosse um animal seria...

a. Um poni.
b. Umha boa constritor.
c. Um ornitorrinco.

3. Para ti que a diglosia é...

a. Umha enfermidade mental.
b. Um conduto do intestino delgado.
c. Ns / nc.

4. Estás fazendo o amor e a tua parelha que acaba de chegar de Toronto pide-che que entre gemido e gemido lhe digas cousas obscenas em galego...

a. Por suposto, com toda naturalidade.
b. Depende de cómo mo pida.
c. Nom che sae.

5. Sabes quem é Yolanda Castaño?

a. Umha presentadora de televisióm.
b. Umha actriz famosa.
c. Nom.

6. Completa: Galiza ceibe e...
a. Poder popular.
b. Poder copular.
c. Foder copular.

7. Completa: Espanha é...
a. Diferent.
b. A nossa ruína.
c. Una, grande y libre.

8. O melhor de falar galego é...

a. Que ligas o que queres.
b. Poder trabalhar na Xunta.
c. Ns / nc.


RESULTADOS:

Maioria de c: Levas-te francamente mal com a língua galega. Formas parte desse grupo de gente para quem o galego é umha lata ou, simplesmente, passas do tema.

Maioria de b: Tes umha relacióm amigábel com a língua. Mas estás um pouco insatisfeita. Nom te acabas de lanzar... Confia um pouco mais na língua galega: nom te falhará.

Maioria de a: Tocou-che a lotaria. Es dessas persoas afortunadas que vive o idioma com naturalidade. Nom esquezas um pouco de inconformismo. Muita sorte.

Comentários (6) - Categoria: Geral - Publicado o 20-07-2007 11:24
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VIRÁM OUTROS LADRONS
E despois destes ladróns
virám outros ladróns.

E despois destes ladróns
que entrarom na nossa casa e roubarom as joias da família
os espelhos, os livros, a música
virám outros ladróns.

Quando consigamos botar os ladróns
que hoje nos estam roubando o vento e as palavras
virám outros ladróns
e intentarám enganar-nos outra vez
para entrar na nossa casa.

Sabemos que virám outros ladróns
e que os nossos filhos e filhas
estarám aguardando a que chamem á porta
Avisemo-los.


A Mahmud Darwish
Comentários (4) - Categoria: Geral - Publicado o 20-07-2007 11:16
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SOS COUREL
Comentários (5) - Categoria: Desenhos - Publicado o 19-07-2007 13:36
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"A este paso imos ter que facer unha plataforma cidadá que goberne Galiza"
Orlando Gregorio Álvarez dixit, de SOS Courel.

Umha interesante entrevista em vieiros aqui
...



Fotos de Xan G. Muras
Mais aqui
Comentários (2) - Categoria: Geral - Publicado o 17-07-2007 13:10
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Conflito lingüistico e literatura (1)
Ás vezes sonho que som um coleccionista de línguas.
Com os olhos abertos, tenho um album de poemas sobre língua.
No caminho dos livros atopei alguns textos interessantes.
Aqui vam alguns.






















"Se cámbias de língua, cámbias de vida".

Derek Walcott






Qué, quién es esta sombra, este chicano
que en español torpísimo, filtradas,
aterciopeladas sus palabras por el humo de la marihuana
susurra rencoroso, mirándome sin verme:
"ellos me han robado el idioma"


José Hierro, Cuaderno de Nueva York.




As fablas son como ros musclos. Seguntes o emplego que femos d´eras se meten fortals y zereñas u se quedan arguellatas y eslanguitas. To pende en o aprezio que cada pueblo aiga de a suya fabla. Si la femos triballar charrando y escribindo cosas importans en era ye como un musclo que fa muita chimnasia u como ro brazo d´un picador de leña. Si no la femos triballar porque nos parixe fiera u nos pensamos que no ye posible dizir u escribir cosa de bueno con era, nos s´en irá amortando dica esaparixer.

¡Asinas que to pende en nusatros, os aragoneses!


Miguel Santolaria, As charradas de Tonón, Razóns ta ra esfensa de l´aragonés. Consello d´a Fabla Aragonesa, 1987.



A un populu
mittillu a catina
spugghiatiliu
attupatici a vacca
é encora libiru.

Livatici u travagghiu
u passaportu
a tabula unni mancia
u lettu unni dormi
é ancora riccu.

Un poppulu
diventa poviro e servu
quannu ci arrobbanu a lingua
addudata di patri:
E persu pi sempri.


..............

Encadeade um povo,
despojade-o,
tapade-lhe a boca,
segue a ser livre.

Quitade-lhe o trabalho,
o seu passaporte,
a mesa onde come,
o leito onde dorme,
segue a ser rico.

Um povo volve-se pobre e escravo
quando lhe roubam a língua
herdada de seus pais:
Está perdido para sempre.

Ignazio Buttitta, poeta siciliano.





- Rramón!!
- Dime, amigo Lucash.
- Que tal vash?
- Como o carrallo.
- Eu tamén.
- Eshtou moi, moi borrracho.
- Eu eshtou moit máis borrracho ca ti.
- Non, Lucash, non. Eshtoy yo mucho másh que tú. ¡Mira, coño, shi hashta hablo cashtellano shin darme cuenta de lo borrracho que eshtoy!
- Que non, Rramón. Que eshtou eu moito máis.
- Prreguntámoshlle ao pobo?
- Vale.
- POBO! QUEN ESHTÁ MÁISH BORRRACHO? RRAMÓN OU LUCASH?
- Estais los dos como putas preas.
- ¡A la cama hombre, a la cama! ¡Qué horas son estas!
- Á policia ídesllo ter que preguntar, cagho´n Dios!
- Sheica eshtamos osh doush igual de borrrachosh.
- Sip.
- Tomámoshlle outra?
- Vale.
- Shabesh unha cousha? Cando eshtou borrracho dame por beber máish.
- A min páshame igual.
- HIP.


Carlos Meixide, O home inédito. Ediciós da Rotonda, 2007

Comentários (1) - Categoria: Geral - Publicado o 16-07-2007 21:40
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MANIFESTO PUBLICITÁRIO DA LÍNGUA


O gaélico, a língua que resiste no norte, criou a palabra eslogam, que significa originariamente grito de guerra.

Este é um Manifesto da Língua contra a Publicidade e a Propaganda!

Um ejercício de subversom das palavras dalgumhas multinacionais e organizaçons que algum dia criarom lemas para nos fazer mais pobres. E para nos roubar as nossas palavras.

Porque a criatividade move o mundo, este um manifesto pirata!

Benvindos e Benvindas á República Independente da tua Língua!

Já o dizem nos Supermercados Dia: Fala bem para viver melhor.
Porque o segredo está na língua.
E o que sabe, fala.

Tristemente, hai persoas que seguem a identificar a língua com a gente maior porque a língua predomina alá onde A enruga é bela.

Mas para cambiar as cousas, a língua debe ser como a Pepsi: O sabor da nova geraçom.

Recordade que o galego nom só é Cousa de homes, tambem de Mulheres reais orgulhosas de lucir a sua língua.

E dos pantalóns Wrangler tiramos este lema: A língua resiste se tu resistes.

E de passo podemos roubar-lhe 4 eslogans á Coca Cola e dicirmos: Aqui e agora, Em galego sempre, Todo vai melhor em galego, Agora tu!

E tamém botamos mao do eslogam de Citroen: Nom imaginas o que a língua pode fazer por ti.
Ou como diriamos com a cerveja na mao: Onde vai, trunfa!.

Se falas galego, como ao conducir um Mazda, Tes o que hai que ter.
Ou un Seat Toledo: Contigo ao fim do mundo.

Por certo: A que ulem as línguas?

Hai um anúncio baseado num texto de Cortázar que bem poderia dizer assi:
Quando che regalam a língua, regalam-che um pequeno inferno, umha cadeia de rosas. Nom che regalam a língua, tu es o regalado. Tu es quem lhe oferecem á língua.

E esse outro de Bruce Lee: Vacia a tua mente, libera-te das normas, como a língua, a língua pode fluír ou pode golpear, se língua, my friend?

Os produtos galegos tamém tenhem o seu aquel: o lema de Águas de Mondariz seria: Todos che dim que nom fales. Por que?. Fala. Fala. Fala Galego.

Ou o eslogam de Estrella Galicia, com influéncias remotas de Castelao: Despois de máis de 1000 anos juntos a nossa língua poderia nom ser o mesmo sem Galiza, mas Galiza sem a língua nom seria nada.

E nom estaria mal adoptarmos o método Feiraco: nossa de princípio a fim.

Os de Caixa Galicia mentres estragam os nossos recursos naturais dim A tua força move-nos. A nossa língua, está claro, nom.

E agora isto vai dedicado a toda essa gente que fala galego umha vez ao ano, como se comessem turrom El Almendro: Volve, á casa volve? o 17 de maio.

Em fim, que em quanto semelha que os responsábeis políticos e os seus colaboradores aceptam a deriva catastrófica do idioma, já nos gostaria que o governo socializasse umha dessas campanhinhas com repercusom mediática como a de Tráfico, essa que tanto lhe molou a Aznar: Nom podemos falar galego por ti.
Ou essa outra tipo SGAE, que mola máis: Save the língua!

E vós que nom falades galego, a que esperades?
Porque se a língua puidesse falar isto é o que che diria: vaias onde vaias, fagas o que fagas, estarei aquí esperando fazer o que necesites, estarei aquí esperando-te.

E vós que deixades de lado o nosso idioma recordade que, como Rexona, a língua nom te abandona!
Por que a nossa língua dura e dura, e dura e dura!
Nom saias da casa sem ela.

Por certo, umha mensagem á Secretaria de Normalizaçom Lingüística: Marisol, para recuperar e rexenerar a língua non vale a baba de caracol nem o primo de Zumosol.

Hai que achegar a língua á gente!
Porque A língua está sempre perto de ti.
Chama agora ao 902 57 47 77 e fai-te com ela,, sem dar explicaçons.
Desde 0 euros!
A forma mais inteligente de falar!
E nom esqueças o Plan Renove da Xunta de Galicia!
Nom te conformes com menos!
Umha língua com ziritrione.

Em galego osiasion cristal guai!
Ou como dim os de Vodafon: É o teu momento!
Just do it!
Abre a tua mente.
Os tempos cámbiam e A forma dos sonhos cámbia.
É hora de que revises as tuas velhas crenzas.
Por que o ser humano é um ser extremadamente inteligente, Fala inteligente!
A nossa língua é única na sua espécie.
A nossa língua como um diamante, é para sempre.

E já estamos acabando.
En fim, já sabes: A língua e a saúde, a tua razón de ser.

Porque o proceso de normalizaçom da língua nom se contrue com eslogans, e por um proceso participativo, social e criativo, e porque estamos fartas e fartos de propaganda:
Nós, como Ramón, o do Fertimón:
Sempre em Galego!

E por que, em fim, Impossible is nothing?
E A língua precisa de nós!!
Repetimos?


...................

Para a Gentalha do Pichel.

Adaptaçom a partir do manifesto das Letras 2007.
12 maio 2007. Texto original aqui: Manifesto Publicitário da Língua
Comentários (1) - Categoria: Geral - Publicado o 16-07-2007 18:31
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Como sherpas nepalis!


Quais forom os motivos do nosso éxito? Como é que nós puidemos chegar ao cúmio e outros tantos nom o conseguirom??, preguntou-se Hillary ao acadar o pico sul do Everest em 1953. El mesmo dá a resposta: ?Só foi posíbel com o esforzo das expediçóns que nos precederon?.

As expediçóns anteriores nom fracasaram, cada umha delas significara um passo mais que a anterior. E só com a suma dos esforzos e das experiéncias, e nom antes, a montanha, o coloso que resistira todos os enfrontamentos, foi superada.

Bem, tamém nom podemos esquecer os 350 carregadores sherpas que turraron polos quilos mais prosaicos desta viage épica...

Aínda que o proceso de normalizaçom nom é um deporte, ás vezes si que semelha ter muito de aventura pola superviviéncia. Umha aventura perigosa que acomentemos com um piolet numha mao e com umha corda que nos une a muita gente na outra. Si, sabemos que subimos muita gente na mesma cordada de debilidades e forças compartidas.

Há momentos malos. Ás vezes tememos nom ter o alento suficiente para conseguir levar a nossa língua ao cúmio da montanha. Ou, quando menos, ao alto do cantil no que a guindarom.

Que injusto, nom si? Por que chegamos a pensar que a normalizaçom da nossa língua é algo assi como umha proeza? Por que o que outras línguas vivem com a normalidade de quem sae polo jornal ou o pam, nós temos que vivi-lo como umha viagem épica?

E há momentos bos. Porque, em fim, a nossa língua é a nossa viagem colectiva e sabemos que a língua nos fai poderosos e que, a pesar de todo, nos junta nesse caminho que andamos milheiros de persoas. O da profe, o do operário, do enfermeiro, do senhor da oficina, da rapaza da gestoria, de mamá e o teu, que les estas palavras e tiras da mesma corda cara arriba dia a dia.

A que altitude se atopa actualmente a nossa expediçom? Em que campamento base estamos? Saímos do campamento na treboada para levar a nossa filha de cinco anos a un colégio onde o idioma cae polo precipício. Com a neve polos geonlhos tentamos dar um passo enviando umha carta ao director dum jornal que despreça a nossa língua. Indignamo-nos pola falta de fornecementos e apoios no campamento do Plano Geral. Facemos umha fenda com o nosso piolet na parede de geo da indiferenza. A avalancha da legalidade vigente leva-nos por diante porque parece ser que a neve nom tem o deber de respeitar os nossos direitos lingüísticos. Ou um dia sae o sol sobre a rocha e sentimos, como umha raiola quente, um neno no centro da Corunha a falar galego.

Nom, nom se trata de épica. A normalizaçom da língua nom é o relato dumha aventura indómita nen umha novela de Jack London. Trata-se doutro tipo de história: a vida cotiá. A vida da língua que construímos passo a passo. A do escrito do julgado, a dos livros de texto, a do nosso próprio trabalho, a das palavras que levamos dentro, a das actitudes da gente nova no pub, ou dos prejuíços da vecinha do 3º A.

Isto é umha expediçom ao conflito humano. Á cultura, ao pensamento político, á comunicaçom. A montanha nom se vai mover. Ofrecerá resistencia.

Porque a montanha somos todos e todas nós: meu pai que me educou em castelám porque pensa o que pensa, minha mai que me confiou o galego, o facha do jornal de hoje, o profe de ciéncias que passa do idioma do lugar onde vive, a profe de mates que eligiu o galego para o trabalho e na casa fala espanhol, o empresário que elige o galego porque vai ganhar mais, a gente que simplesmente está em contra, o político que si pero nom?, ou a nossa filha que aínda nom naceu e que nom sabe o que lhe espera: umha corda á que lhe botar a mao, um cabo.

Isso si, só há umha forma de avanzar: por cada passo atrás, dous adiante. Ou como dim os muros que falam: O único caminho é a luita. E nom falo da luita livre nem da grecorromana, nas que por outro lado Galiza é umha poténcia. Nom. Falo do impulso cara adiante. Falo do Alehop! Do Arriba e alá imos! Do enfrontamento com a vida diária.

Falo do activismo das cousas pequenas e do activismo fronte ás cousas grandes. Ao abrir o periódico, quando vamos ao banco, quando entramos na asociaçom, quando saímos á rua, quando denunciamos, quando gozamos mirando umha nena de cinco anos falar a nossa língua na tele, ou nesta tarde quando me vexo no espelho do ascensor com umha bolsa do súper em cada mao e imagino um sherpa nepalí escalando o Everest, e sinto que canda mim há toda umha cordada de milheiros de persoas que me tendem a mao e me dim Nom olhes cara abaixo.

Agarra forte a corda. Colhe aire e adiante. Força!
Comentários (1) - Categoria: Geral - Publicado o 16-07-2007 18:11
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A mulher que cámbia as cousas de sítio.

Orixe, Editorial Galaxia, 2004
Comentários (1) - Categoria: Desenhos - Publicado o 16-07-2007 12:29
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Móbeis de cartón? Si. Móbeis de sonho!
Uvieu, Xixón, Carabia, Candás, Bimenes...

A Asturies fum levar o Made in Galiza e de Asturies trouxem aínda mais cousas.

Aqui tedes umha dessas marabilhas cotiás do mundo: móbeis de cartóm.

R R R.

Kachu kartón!



Fai-nos Teo.

Teo é um collacio que já conhece o Caurel e desse tipo de gente que veu botar umha mao com um dragom na era do Prestige...



Tem umha horta preciosa com groselhas e mostaza e patacas e cabazas e...

Vaia! Teo, esquecim a lavanda para Rocio na cocinha!

Comentários (0) - Categoria: Geral - Publicado o 15-07-2007 10:59
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Sabes voar?
Comentários (8) - Categoria: Desenhos - Publicado o 11-07-2007 01:02
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Umha nova espécie no Caurel
Comentários (4) - Categoria: Desenhos - Publicado o 11-07-2007 00:45
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Llingua asturiana oficial ya!

El Trasgu d´Areces puxo na língua irmá a Guia Sexual da Sociolingüística

Obrigado, collacio!

E manhá vou a Asturies, ver @s colegas.

Tenho ganas de ver á Pita...

....

Guía sexual de la sociollingüística

1. Exixamos pa la nuesa llingua´l mesmu placer del que goza cualesquier llingua.

2. Si tovía nun lu ficisti busca daquién que te preste y alantre. Anque a vegaes facelu con persones desonocíes, asina de sutrucu, presta más.

3. El procesu de normalización ye un procesu social que parte de ca persona y que se basa nel intercambeu de comunicaciones. Podemos facer munches coses a soles... pero nun mos podemos morrear a nós mesmos

4. Si´l to pá y la to má nun t´enseñaron nin te dixeron como se fai, nun pasa nada... Tovía tas a tiempu de deprender tu solu.
Sobre esti tema siempre hubo ?y hai? tabús, falsos mitos, poca información y muncha ignorancia? Refuga los prexuicios d´otros tiempos y alantre.

5. Hai xente a la que-y prestaría probar porque camienten que-yos va prestar más..., ¡da-yos corte! Nun t´acobardes, desinhíbete y goza cola llingua.

6. Anque hai xente que piensa que dái a la llingua nun ye finu y xente que piensa que ye un poco vulgar?. ¡He, nun tienen nin idea!

7. La llingua ye una ferramienta imprescindible pa relacionanos, integranos, danos a conocer y conocer xente. Si nun uses la llingua pieslles puertes. Nun seyas zarráu o zarrada.
Pue ser un rollu d´una nueche o una relación pa tola vida.

8. La eficacia de la llingua depende de la práctica. La llingua meyora col usu. ¡Naide ñaz aprendíu!

9. Hai persones que tienen problemes psicolóxicos que-yos impiden dái a la llingua con normalidá. Esos problemes ?identificaos pola Sociollingüística como diglosia, autoodiu?? tienen solución.

10. Hai persones que tienen problemes ideolóxicos que dificulten o impiden l´usu natural de la llingua. Esos problemes tienen más difícil solución?

11.Esto tamién ye un fechu cultural. Respeta la cultura de la to sociedá. Si viviéramos nel polu norte ente esquimales sería normal danos los besos chocando les ñapies.

12. Hai persones que consideren que la so llingua ye más útil, más áxil, más atractiva y meyor. La ignorancia nun ocupa llugar.

13. El morreo, como la llingua, nun diferencia les persones, ye democráticu: nun debe discriminar por edá, raza, sexu, clas social o llugar de ñacimientu.

14. Ye bono pa la salú y pa la to calidá de vida personal y social. Una habilidá necesaria nel mundu d´anguaño.

15. Hai quien camienta que son les llingües les que dan prestixu a les persones cuando somos les persones les que prestixamos o desprestixamos la nuesa llingua. Y si nós nun valoramos la nuesa llingua, ¿Quién va facelu?.


La llingua ye´l meyor xeitu d´atopanos y descubrir otres persones. Lo meyor ye tener como oxetivu vivir la nuesa llingua como la nuesa sexualidá; de xeitu llibre, satisfactoriu, consciente, responsable y saludable. ¡Con normalidá!.
Comentários (7) - Categoria: Geral - Publicado o 09-07-2007 17:02
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A flor de nubes
Comentários (1) - Categoria: Desenhos - Publicado o 09-07-2007 16:36
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A cabeça voadora
Comentários (3) - Categoria: Desenhos - Publicado o 09-07-2007 02:07
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Eu fixem ouigha com o espírito de Castelao
ouigha
Si, tinha que confesa-lo.

E conto-o na página 39 do Made in Galiza

Foi há muito tempo...

E desde aquela falo galego.

E tu, ainda nom falaste com os espíritos?

Pois aqui tes umha ouigha virtual.

Pergunta ao mais alá.

A tua vida pode cambiar...



Clica-lhe aqui
Comentários (1) - Categoria: Geral - Publicado o 08-07-2007 19:34
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TAN GALLEGO COMO DIOS MANDA



Alabada seja a web de Tan gallego como el gazpacho
Comentários (0) - Categoria: Geral - Publicado o 07-07-2007 01:40
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