Made in Galiza


Eu nunca serei yo
Um caderno de trabalho de Séchu Sende

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Sociolingüística extraterrestre


Pregóm do Festival da Terra e da Língua
Junho, 2010


Amigas e amigos,
que acabe a diversiom!
Por se alguém nom se enterou,
sofremos umha invasiom!

Devemos estar alerta,
um perigo inmundo
ameaça o planeta
e os povos do mundo.

As forças do mal
atentam contra a diversidade
cultural.
É umha ofensiva imperialista
contra a diversidade lingüística.

Umha invasióm alienígena
ameaça as línguas indígenas.
Aliens agresivos
agridem os idiomas nativos.

Vinherom do espaço exterior
Enviarom a Galiza
Umha nave nodriza

Aliens,
do latim alienus, significa alheios,
segundo o dicionário:
que estám afastados,
alheados, distantes, indiferentes,
que nom tenhem interese,
que nom posuem, que estám privados,
Inadaptados.

Extraterrestre é quem
vive aquém
como se vivisse além.

E quere acabar com a nossa cultura
e imponher a sua.

Os marcianos
nom acabam de chegar
levam com nós muito tempo,
mais de 500 anos.

Agora no Monte Pio tenhem umha base
de Encontros na Terceira Fase.

Chegarom do espaço em pratos voadores
cheios de políticos conservadores.

Nos filmes aprendemos o guióm:
para disimular
levam traxe e garavata,
como em Men in Black.

Nós nom nos confiamos,
em V eram lagartos
que levavam carautas
de ser humano.

Como Predetor
som expertos mimetistas,
chegam a fazer-se passar
por galeguistas

Expertos em colonizaçom
querem converter Galiza
numha Alien Nation.

Querem-nos dominar
e tirar-nos a língua,
como em Mars Attack.

Nom aguardemos mais.
Loitemos como Will Smith
Em Independence Day.

Abre os olhos
ou passara-che como lhe passou á gente
na Invasiom dos Ladróns de Corpos.

E digo mais,
nom pode ser inútil,
que a força do vosso amor
vos acompanhe!
em Star Wars
Novoneyra seria um honorável jedai.

O colonizador
quer deixar-nos sem defensas,
sabe que a língua é
o nosso escudo protector.

Guardam o arsenal no Parlamento.
A sua arma mais violenta
É o decreto.

Disparam a discreçom
contra a língua no ensino
e na administraçom.

Já lançarom um misil
contra o galego em infantil.

Com as suas armas desintegradoras
fam desaparecer a nossa língua
das escolas.

E quando os nossos filhos e filhas
voltam da escola
já nom falam o nosso idioma.

Nos liceus
tomarom medidas traumáticas:
proibirom o galego das matemáticas,
da fisica e química e da tecnologia,
contra toda a pedagogia.

O ataque é furibundo,
disparam contra o nosso idioma
estes seres doutro mundo
desde as páginas do DOG.

Querem mudar com leis
a nossa forma de ser.

Com os seus raios ultrasónicos
disparam contra os nossos topónimos.

A sua arma mais perigosa
vai directa á conciéncia:
é o emisor de indiferéncia,

Procuram o sometemento
do pensamento.
Gostam muito os extraterrestres
da gente obediente.

Tenhem armas de destruçom maciça
que vaciam de contido
o significado das palavras
Liberdade ou Justiça.

E com total impunidade
atacam a nossa língua
em nome da liberdade.

E com um sorriso insensível
e a olhada fria
dim-nos que nom nos preocupemos
que assi é a vida!

É mui dificil identifica-los
á primeira olhada,
mas quando começam a falar
Nom podem disimular.

A sua frase preferida:
El gallego si pero...
El gallego si pero...
Sempre tenhem peros para a nossa língua.

El gallego si peeeeero...
e despois nom já há quem os pare:
Con el gallego no se va a ninguna parte
dim eles que vinherom de Marte.

Há um prejuíço que difundem com fervor:
“O que vem de fora é melhor”.
O nosso nom o valoram,
começando polo idioma

Querem que pensemos
que a nossa língua vale menos
para que a abandonemos.

Aparece na tele
dum tempo a esta parte
muita gente a falar
com sotaque de Marte.

Dam-lhe tam pouco uso
que ve-los falar em galego
é um fenómeno UFO.

Ocultam a língua do país
como em Expediente Xis

Nos jornais há muito cronista
colaboracionista.
E na tele muito tertuliano
que parece marciano.

Nos seus médios de comunicaçom
repitem e repitem
que a invasióm nom existe.
Por isso perdem a paciéncia
com as manifestaçons da resisténcia

Que eles vinherom em som de paz,
e que nom se fale mais.
E consideram o movimento social
como extremista e radical

É mui próprio dos invasores
presentar os oprimidos
como opresores.

Debaixo da gomina
do Valedor do Povo
Hai um alien cabeça de cono.

É o mundo ao revés
querem-nos fazer crer
que perder a nossa língua
é polo nosso bem.

O colonizador coloniza,
e os intereses do Império
nom som os de Galiza.

Por isso fam esforços ímprobos
Para que nos identifiquemos
Com as suas cores e símbolos.


Mas que nom cunda o pánico,
os extreterrestres tenhem menos poder
do que parece, ánimo.

Porque apesar de todo
o que digam
o poder é do povo,
da cidadania.

Sabem que nada pode parar
a energia
dum forte movimento social.

Passa no cine e nos livros
e passa na vida real
para cambiar as cousas
há que se revoltar.

Se nom resistes
nom existes

Se nom te pos ergueito
perdes os direitos

Contra a invasiom extraterrestre
Fai-te insurgente.

Participa no movimento cidadán
polo idioma e suma
a tua criatividade
á rede social.

Suma a tua energia
á guerrilha do dia a dia.
A língua precisa
da lógica da acçom colectiva

A revoluçom começa,
irmás, irmáns,
polas cousas cotiás.

Fala, fala, fala!
Porque este país existe nas tuas palavras.

Contra a servidume
tu podes
pode ser umha faísca a prender o lume

Na comunicaçom está a soluçom,
cumpre falar com a gente
que pensa de forma diferente.
No lugar menos pensado
a nossa língua pode ter aliados.

E podedes cre-lo:
alguns extraterrestres
deixam de se-lo.

Tenho que confesar
que eu de neno
renegava do galego.

Estava confundido...
Até que um dia descobrim
que fora abducido.

Nom convirtas o próprio em alheio,
na tua própria terra
nom te sintas estrangeiro.

Os seus prejuíços
como um virus infectam
o planeta Guezeta.
E dificultam
que as nenas e os nenos
falem galego.

Temem a gente nova
porque sabem que a mocidade
pode cambiar a história

Nom tem discusiom:
mais que parte do problema
a mocidade
sodes parte da soluçom.

E se che di alguém
que os extraterrestres nom existem
tu nom perdas o sentido do humor
e recorda que a realidade
sempre supera a ficçom.

Um saúdo a dom Manuel
Que tem pior aspecto
Que o marciano de Roswell.

E agora já me despido,
outro dia falaremos
de sociolingüistica freak,
de zombis
e da língua dos vampiros.


Nom perdas o riso
na loita final.
Viva o ridiculismo
e viva o Festival

Terra e Língua!



Comentários (10) - Categoria: Nom serviam - Publicado o 27-06-2010 12:47
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