Made in Galiza


Eu nunca serei yo
Um caderno de trabalho de Séchu Sende

A minha obra neste caderno está licenciada baixo creative commons, copiceibe.

O autor solicita comunicar-lhe qualquer uso ou modificaçom da sua obra no email de contacto aqui sinalado.

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Peto real
Comentários (6) - Categoria: Desenhos - Publicado o 06-05-2008 20:36
# Ligazóm permanente a este artigo
Cañita Brava no Frikiroga


O Caldo da Maria no Frikiroga 2008, acompanhado polos Armadanzas Ico, Cris, Jaime, Antón e Fran.
Comentários (1) - Categoria: Geral - Publicado o 06-05-2008 10:25
# Ligazóm permanente a este artigo
No caminho da língua


Aquí estamos, no camiño da lingua.
A nosa lingua atravesa a diario carreiros de montaña, autoestradas, avenidas e pasos de cebra!
No camiño da lingua cruzámonos todos os días milleiros de mulleres, homes, nenos e nenas
cheos de palabras e de sons
que intercambiamos na aventura diaria da comunicación.

O noso idioma está na punta de 244.388 linguas na Coruña, na punta de 2.767.524 linguas en Galiza e de millóns polo resto do mundo!
Os 365 días do ano, milleiros de galegos e galegas abrímoslle paso á nosa lingua nas cafeterías, nas
escolas, nas oficinas, nas rúas ou na internet.
No camiño da lingua xúntanse o pasado e o futuro, e é sempre presente.
O camiño da lingua ás veces é triste ou preocupante, difícil, senlleiro, costa arriba ou traballoso; alegre outras, sorprendente, en festa, colectivo, sempre aberto, hospitalario.

O camiño da lingua pasa polas nosas bocas e orellas cando falamos; por entre os nosos dedos e mans, cando escribimos; por diante dos ollos, cando lemos, vivimos e soñamos!
O camiño da lingua vai por dentro de cada un, cada unha de nós, e sae e entra nos nosos lugares máis
íntimos, máis públicos e privados.

Non hai un único camiño para o idioma, hai tantos camiños como persoas poñemos a lingua en circulación.
Milleiros e millentos!
O camiño da lingua sobe a baixa escaleiras, abre e fecha libros, apaga e prende computadores, abre e fecha xornais.

O camiño da lingua pasa por ti, por min, por nós, por vós, por eles e elas!
O camiño da lingua colle forza ao vibrar na cordas vogais dos nenos e nenas.
E nos piercings na lingua da xente nova!
É un camiño público e aberto a todo o mundo!

Abrámoslle paso ao noso idioma no traballo, nas cancións, nos correos electrónicos, nas festas, nas rúas,
abrámoslle as portas da oficina, dos autobuses, dos pubs, dos museos e cafeterías, das escolas e
universidades, do campos de deporte, dos cines e dos cíbers!

Porque o camiño da lingua pasa por nós.
Porque estamos no caminho da lingua.


.....

Festa da Lingua


DIA: Joves, 15 de maio
LUGAR: Teatro Rosalia de Castro, 20:30h

AS CANTAREIRAS DE ARDEBULLO (OS 2 DE SEMPRE)
XABIER DÍAZ SEXTETO

PRESENTA: XURXO SOUTO

Entrada de balde até completar o foro

Concelho da Corunha

....

A Corunha.
Comentários (1) - Categoria: Geral - Publicado o 05-05-2008 20:59
# Ligazóm permanente a este artigo
La Razón flipa por um tubo


Os sonhos da raçom producem monstros, Goya


Segundo o jornal espanhol La Razón, som um impresentável!

Sempre gostei de analizar os códigos ocultos dos médios de comunicaçom. Com a suficiente distáncia pode chegar a ser um labor mui divertido. Mas este artigo é um insulto á raçom.

Hoje nom estou para bromas... Chegou o momento de falar em sério:

1. Tenho que denunciar pública e mui preocupadamente que La Razón persegue e discrimina os domadores de pulgas, como se pode ler: Fuentes docentes de los institutos donde Sende dio la charla calificaron de «francamente impresentable» la iniciativa y recuerdan que en el currículo del escritor se le presenta además como «domador de pulgas en el Circo de Pulgas Carruselo».

Si, tenho que reconhecer que meu irmao Claudio e mais eu somos domadores de pulgas da escola galega de doma de pulgas. Aínda que nos consideramos inocentes de todos os cargos, sejam quais sejam... Nom esquezades o texto de Martin Niemöller: Primeiro vinherom polos domadores de pulgas, mas tu nom eras domador de pulgas...



2. Sobre o Test: a língua e ti gostaria de explicar que:

a. É un texto criativo que, despois de presentar-me como um tipo que escrebe livros, reparto entre @s rapac@s para abrir um dos focos temáticos do encontro: A relaçom com a língua e as línguas tem umha cara social e outra persoal. O test, que se reparte mas QUE NOM SE RECOLHE, é um texto literário humorístico que se pode ler como se le um poema ou um relato e que serve para reflexionar sobre o seguinte: a relaçom que tem cada um de nós com a língua é única.

b. Quando entrego o Test explico a profes e alumnado que é um exercizo de surrealismo, de absurdo, que está criado como brincadeira ao xeito dos tests das revistas do coraçom que nom se identificam precisamente pola cientificidade á hora de avaliar psicologicamente "Si tu novio te es infiel" ou "A que concursante de Gran Hermano te pareces".

c. O surrealismo é umha forma de expresom nom mui difícil de explicar mas que pode ter como umha das bases o sentido do humor e como outra, o absurdo, além da ruptura lógica com a realidade cotiá e a criaçom de novas realidades.

La Razón por exemplo é um jornal surrealista. O Test tamém pertence a essa tradiçom.

Proba dessa ruptura com a lógica é a absurda explicaçom dos resultados deste test. A ver. Um exemplo, na pergunta número 2:

Se a língua galega fosse um animal seria...

a. Um poni.
b. Umha boa constrítor.
c. Um ornitorrinco.


3. Segundo a notícia, Un test a estudiantes anima a decir procacidades en ese idioma al hacer el amor , ou como se di no titular: Las obscenidades, también en gallego

«Estás haciendo el amor y tu pareja, que acaba de llegar de Toronto, te pide que entre gemido y gemido le digas cosas obscenas en gallego... a) Por supuesto, con toda naturalidad. b) Depende de cómo me lo pida. c) No te sale. Ésta es una de las preguntas a las que debieron responder el pasado abril los alumnos de Bachillerato de dos centros gallegos para calibrar si su relación con el idioma gallego es o no satisfactoria

Gostaria de aclarar que este Test nom é umha actividade de animaçom á procacidade. Poderia ser interessante a nível criativo mas eu persoalmente nom me vejo animando a ninguém a dicer obscenidades em galego: A ver, anima-te: Ca-ra-lho, venha, a agora: Pa-rro-chi-nha... E agora: Me-cago-em-Cris-to Ben-di-to...

Nom, sentindo-o muito e aínda que ás vezes tenho utilizado palavras feas nalgum dos meus textos, tenho que desmentir que o Test esteja feito para animar a mocidade a enriquecer o registro vulgar da língua.

Mais obsceno, considero eu, é publicar umha notícia totalmente manipulada pola ideologia do nacionalismo lingüístico espanhol que apressenta de forma tendenciosa e com um enfoque falso um encontro entre umha persoa que escrebeu um livro e um grupo de gente nova, com a conseguinte práctica comunitária de liberdade de expresom, e polo tanto, umha actividade educativa. Alegra-me que se diga que "se lo pasaron bárbaro, fue un auténtico jolgorio", aínda que nom havia Estrella Galicia.

4. Dentro dessa práctica persoal de creatividade está a minha proposta para reflexionar, a partir dum Test com muita retranca, sobre a situaçom social da língua.

Sempre pensei que a escola deve ser um espaço para a educaçom social, que a escola deve abrir-se á sociedade e que a sociedade deve entrar nas aulas.

Por isso o feito de que a um jornal madrilenho lhe pareza mal que um escritor introduza num texto tres chiscadelas da actualidade social -conflitiva- da Galiza deve ser considerado como um desses síntomas dumha patologia social bem conhecida: espanholismo.

Por outro lado, seguramente o redactor de La Razón nom conheça os grandes textos dramáticos da literatura espanhola de Miguel Gila, esse mestre internacional do humor social que tam bem, e com tanta ironia, escrebeu sobre represores e reprimidos, como fixerom Dario Fo ou os irmáns Groucho e Carlos Marx.

Em fim, está claro que a manipulaçom de La Razom é de livro. Se a partir deste Test sae esse titular, é fácil imaginar como poderia ser interpretado um Test humorístico numha actividade sobre, por exemplo, sexualidade onde umha das perguntas fosse:

Em cuestiom de sexo prefiro:
1. As persoas.
2. Os animais.

Seria talvez o titular de La Razón: "Un test en las escuelas gallegas anima a practicar la zoofilia"?

Quem sabe!

Nom quero imaginar quantos leitores e leitoras de La Razón lerám está notícia, que presenta um texto humorístico, absurdo e surrealista, como umha dessas histórias que se convertem em lendas urbanas em Espanha: Si, tio, en Galicia como tienen el carallo en la boca todo el día están enseñando a los niños a decir tacos y obscenidades para promocionar el gallego en las aulas!

Por último quereria informar á gente de La Razón, e de qualquer outro jornal interessado na socio-lingüística, do Método de Hipnose para Falar galego, outro exercicio de humor, jogo e complicidade com a gente, sobre o que poderia resultar outro destes titulares socio-psicologicamente trastornados e absolutamente surrealistas:
En las escuelas de Galicia hipnotizan a los niños para que hablen gallego

Em conclusom, hai médios que intentan representar a realidade ao seu xeito... E despois estám os medios como La Razón que já nem representam a realidade: La Razón supera a ficçom.

Está claro que La Razón nom entende o humor galego. Nom nos entendem, nom.

Em fim, um cápitulo mais made in spain do livro dos apóstoles da supremacia da língua espanhola na Galiza.


Continuará...

Comentários (27) - Categoria: Nom serviam - Publicado o 05-05-2008 13:23
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Free-Quiroga


Umha festa brava, em todos os sentidos.

Conhecemos a Cañita, boa gente, que si, chegou a falar um pouquinho galego, na intimidade.
Sorprendeu-nos a sua capacidade de sintonizar com a gente e de crear um ambiente moi alegre.


FREE QUIROGA
Comentários (0) - Categoria: Nom serviam - Publicado o 04-05-2008 22:16
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Galiza Pulgas Circus no Free Quiroga


Umha festa friki por umha boa causa

Este sábado:

TOD@S SOMOS FRIKIS

Concerto:

Santa Compaña, Nunca Se Sabe & Kain233, Cañita Brava & Armadanzas, Ruxe-Ruxe & Ultraqäns

Animación
Banda de Gaitas O Recanto
Charanga Os Veraneantes

Para nen@s: Circo de Pulgas Carruselo, Galiza Pulgas Circus. Ás 12.30

Actividades:

1º Campionato Mundial de Liado de Cigarros. Modalidades artística e de velocidade.
Trofeo de Chave-Evolution Soccer.
Xogos Tradicionais.


FRIKIROGA: 3 de maio, parroquia da Hermida, Quiroga.


......

Comentários (0) - Categoria: Geral - Publicado o 01-05-2008 19:52
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Ecologia e língua


Aínda hai gente que quando ve umha píntega
amarela e negra
esmaga-a com o pé.
Gente que pesca troitas com lixívia
e de noite mata os jabarins no laço
com o machado.
E o governo permite canteiras no Courel
e umha planta de gas ao pé do mar
e das nossas casas.

Devemos proteger os rios de palavras
e as montanhas de significados.
O infinitivo conjugado é um porco teixo
que se agocha no bosque.
Colocar alumínio nas janelas de madeira
e deixar de falar-lhe a língua própria aos filhos.

Se a lei nom protege a nossa terra nem a nossa língua
devemos faze-lo nós.
Conhece a fauna do nosso idioma:
a culher garça, o verme parafuso,
os lobos montarom um grupo punk
manifestaçom de ouriços cacho este domingo:
Galiza nom se vende.

El País despreça o galego e da-lhe voz
ao Clúster da Madeira.
La Voz defende a Reganosa
e discrimina o nosso idioma.
Na TVG nom hai programas de hip hop,
rock, tecno para gente nova
nem, que coincidéncia, nemgum programa ecologista.
O presidente e o vicepresidente do governo
falam mal a nossa língua
porque tenhem piscifactorias e parques eólicos na boca.

A gente pom-se diante das máquinas excavadoras
que ameaçam o nosso idioma.
Nom damos nem um passo atrás.
Um poema pode ser como um esquio
esmagado na estrada
ou como o ouveo dum lobo.
Juntemos as nossas palavras para ser mais fortes.
Nom lhe botes sulfato ás tuas cordas vogais.
Nom lhe vendas os teus traços dialectais
aos especuladores.
Nom tires cigarros entre os libros.
Transmite-lhes aos teus o amor pola vida.
A nossa lingua é o nosso médio ambiente.

....

Á gente que se une baixo as palavras Galiza nom se vende

E aos gandeiros e gandeiras.
Comentários (6) - Categoria: Nom serviam - Publicado o 01-05-2008 10:58
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