Made in Galiza


Eu nunca serei yo
Um caderno de trabalho de Séchu Sende

A minha obra neste caderno está licenciada baixo creative commons, copiceibe.

O autor solicita comunicar-lhe qualquer uso ou modificaçom da sua obra no email de contacto aqui sinalado.

Contacto
madeingaliza
 CATEGORIAS
 FOTOBLOGOTECA
 OUTROS MUNDOS
 BUSCADOR
 BUSCAR BLOGS GALEGOS
 ARQUIVO
 ANTERIORES

O pesimismo, contra a língua


1.

O pesimismo nom é um bom motor de trabalho: desmotiva, entristece, paraliza e destrue mais do que motiva, dinamiza e construe.

A gente mais ou menos informada conhece desde hai anos a situaçom da língua entre a gente nova: umha situaçom catastrófica nas cidades e vilas, caracterizada pola perda de usos na nossa língua, com índices proximos á extinçom como língua de uso habitual, informal, nas grandes cidades.

A realidade é mui chunga, dramática, e a lista de adjectivos é tan longa que hai gente especialista em caracteriza-la com mil calificativos terroríficos.

Além das frias cifras e dos estudos sociolingüísticos concienzudos sobre a situaçom da língua na gente nova, muitas das persoas que vivimos em contacto directo com rapaces e rapazas ?e suponho que case todos e todas as persoas temos algum tipo de contacto com nen@s e adolescentes- nom podemos deixar de emocionar-nos, preocupar-nos e ser sensíbeis a essa crescente desgaleguizaçom.


2.

A algumha gente o contacto com realidades problemáticas e nom desejadas produce-lhe depresom, episódios de tristeza ou estados de raiba, com umha crescente sensaçom de impoténcia persoal. E colectiva.

Muita gente, entre a que me incluo, sentimos esses baixóns quando a nossa filha volta do cole falando outra língua que nom é a nossa, ou quando aparecem uns senhores dicindo que o galego está a discriminar os falantes de lingua espanhola. Ou quando nos damos conta de que um dos motores importantes do trabalho, o governamental, se mostra como um agente irresponsável, insensível e ineficaz diante deste problema.


3.

A situaçom, si, chegou a ser mui dura.

Porque nom esquezamos que ao fim de contas, nós ?e aquí que se inclua quem quixer- nós, digo, somos @s filh@s e net@s da gente que perdeu umha guerra a maos do Fascismo.

Perdemos a guerra, recordades? Machacarom-nos.

E a nossa língua foi o símbolo d@s perdedores, @s assassinad@s, @s reprimid@s, @s clandestin@s, os exilad@s, etcétera, etcétera.

Mui triste foi isso de vir perdendo palavras desde que as Suas Altezas os Reis Católicos começarom a Doma e Castraçom do Reino de Galiza hai já puffff de anos.

Si. E levamos anos e anos chorando e temos direito a seguir chorando. Mas em quanto choramos nom podemos trabalhar. Penso que é algo bastante incompatível.

E aquí é quando devemos pór-nos séri@s e ter em conta de que sem trabalho a nossa sociedade nom pode cambiar.


4.

E esse trabalho nom pode ser só individual, persoal, senóm que debe ser um labor colectivo, comunicativo, no sentido etimológico do verbo comunicar, do latim COMMUNICARE: ser, ter em comum.

Quando a gente se junta a trabalhar procura um bom clima: cooperativo, creativo, alegre, assi esteja construíndo umha estrada ou reconstruíndo um país despois dum terremoto.

A ver se nos damos conta de que queixando-nos derrotistamente do mal que está a situaçom nom vamos amanhar nada.

Si, os índices de uso da língua entre a gente nova som os que som. Nós sabemo-lo e, o que é mais importante, a gente nova sabe-o. Porque ás vezes falamos da gente nova como se fossem agentes pasivos do que está a suceder, quando realmente tenhem umha capacidade que a gente maior já temos oxidada: podem cambiar as cousas desde o seu tempo novo, criam continuamente um novo tempo, umha nova história, abrem novos caminhos.

Por isso cumpre dar-se conta de que durante muitos anos aquí se trabalhou socialmente a língua ?especialmente no ensino- desde a perspectiva do uso da língua.

No ensino da língua seguimos a trabalhar milheiros de actividades sobre morfologia, léxico, hortografia... E seguimos a trabalhar pouco com a língua desde um ponto de vista social: as actitudes ou os prejuízos, por exemplo.

Lemos páginas e páginas de livros de texto, fazemos centos de actividades sobre a colocaçom do pronome, mas profes e alunado nom sacamos a língua da aula ás ruas nem traemos a língua das ruas ás aulas.

Como dixo o sábio Txepetx no seu Un futuro para nuestro pasado, claves de la recuperación del euskera y teoria social de las lenguas, e adaptou Manuel Portas no Língua e sociedade na Galiza, o processo de achegamento a umha língua tem outros elementos tam importantes como o próprio uso e entre eles está a motivaçom.

Para mim a gente que se queixa do pouco uso da língua e transmite esse derrotismo alá onde vai pode chegar a ser mais destrutiva que a gente contrária ao desenvolvemento social da nossa língua que combate contra ela. Porque o derrotismo desmobiliza, desmotiva e destrue.


5.

Quem dixo isso de que Devemos ser realistas na análise da realidade e optimistas na vontade para cambiala tinha toda a razom do mundo.

Eu, desde logo, sei que para que o meu país cámbie necessitamos muito trabalho e muita moral e bem repartida. Porque para que este país e a nossa língua mudem temos que compartir entre milheiros e milheiros de persoas umha responsabilidade: o caminho da língua.

Que, por certo, deve ser um caminho público, ou, melhor visto: umha rede de caminhos.

E nos caminhos da língua nom só estamos quem falamos galego sempre, tamém quem falam galego ás vezes, e quem falam castelam.


6.

Quando escrebim Made in Galiza nom tinha na cabeça os meus colegas sociolingüistas ou profes. Em absoluto. Tinha a minha afilhada de 7 anos que case nom fala galego, a gente de 17 de Vigo ou Ferrol, as avoas galego-falantes que lhes falam espanhol aos netos, ou o rapaz ou rapaza a quem se lhe passa pola cabeça que porque nom, claro que si, vou falar galego.

E muita outra gente a quem todos conhecemos, desde os ladróns de línguas até as bonecas que falam a nossa língua.

E claro que é triste chegar a dar-se conta de que alguem escrebe um livro para, entre outras muitas cousas, comunicar-lhes aos seus vezinhos e vezinhas que o que nos fai valiosos como sociedade é a nossa língua.

Porque suponho que quando o poeta Darwish escrebe sobre a liberdade do seu povo nom escrebe só para Palestina. Escrebe para qualquer persoa do mundo.

E a nossa língua é Made in Galiza, mas tamém´pode ser Made in Asturies, Made in Euskalherria, Made in Breizh... Pois o conflito lingüistico, como o de género, o racista o ecológico ou qualquer outro tipo de violéncia é umha expresom mais entre os processos de destruçom nos que o ser humano está implicado.

7.

Mas a energia que em muitos lugares da Galiza está a desenvolver muita gente em favor dum processo de comunicaçom em galego é muito mais intensa do que ás vezes podemos pensar. Penso.

Somos crític@s, rebeldes, exigentes, e, sobre todo, trabalhador@s.

Nestes momentos críticos para a nossa própría existéncia como povo... é umha prioridade cargar-nos de energia, falarmos da língua com humor, com seguridade e com vontade de cambiar o nosso presente, agora, e deixar de falar do futuro como se fossemos videntes ou, pior aínda, visionári@s.

E si, tenho a completa seguridade de que as cousas cámbiam. E de que depende de nós e da nossa força de trabalho persoal e social a intensidade da transformaçom.

A cuestiom nom é deter o processo de desgaleguizaçom. A clave é começar o processo social de galeguizaçom.

Alertemos, si, sobre o perigo. Mas construamos as soluçons.

Um processo que só se pode activar desde a cultura da participaçom.

Entre moit@s!

..........




Aí vai. Isto escrebi-no ás presas ao ler este exemplo de literatura depresiva, alarmante e, por suposto, complementária, aínda que contraditória com o discurso que botei arriba: O galego, como a sida
Comentários (124) - Categoria: Nom serviam - Publicado o 10-04-2008 23:08
# Ligazóm permanente a este artigo
Made in Galiza


A 4ª ediçom está no forno.

Obrigado a todas e a todos.
Especialmente ás bocas e ás orelhas.

Nom tenho palavras.

Comentários (6) - Categoria: Geral - Publicado o 10-04-2008 19:26
# Ligazóm permanente a este artigo
Touriño abucheado


RECEBEMENTO ``CALOROSO´´ A TOURIÑO, NA ENTREGA DOS PREMIOS DA CULTURA.


Sábado 12 de avril: Gaseiro nº 18, REGANOSA, fora da ria!

Rede Galiza non se vende
Comentários (2) - Categoria: Nom serviam - Publicado o 10-04-2008 18:37
# Ligazóm permanente a este artigo
Um escarabelho verde no Courel


Via SOS Courel chega-nos este vídeo, excelente para conhecer o que se está cocendo no Courel, umha boa reportagem que explica umha das muitas frontes da Rede GALIZA NOM SE VENDE.

Realizado polo programa da tv espanhola El Escarabajo Verde, podedes ve-lo aqui: O Courel.

Para ve-lo premede abaixo da pantalha onde pom 1ª parte ou 2ª parte.

Desde SOS Courel, em relaçom com as super-ideias de Pachi Vázquez, aclaram-lhe ao conselheiro de Médio Ambiente que:

- No Courel hai varias canteiras activas na Rede Natura.

- No Courel hai varias canteiras abandonadas, sen restaurar na Rede Natura.

- Non sabemos de ningunha concesión anulada pola Xunta, dígannos cales.

- Non teñen vostedes ningunha intención de parar a desfeita nin en dez anos, acaban de "regalarlle" unha superestrada ás canteiras de 15 millóns de euros e de 22 quilómetros, coa que están desfacendo metade da Serra.

- Mentres, a estrada dos veciños cara a Autovía, leva 5 anos en obras e só hai un quilómetro asfaltado, de un total de 14, e case sempre está cortada.

- Están vostedes cometendo un erro histórico gravísimo, fíxense que falamos só de salvar un tercio do Courel.
Comentários (0) - Categoria: Nom serviam - Publicado o 10-04-2008 17:49
# Ligazóm permanente a este artigo
Sonhar é audiovisual


Dim que durmimos case a metade dos anos da nossa vida e que passamos sonhando três. Três anos som muitas images e sons. Muitas curtas e longametrages producidas directamente pola fábrica de sonhos que somos cada um, cada umha de nós.

Sonhar é audiovisual. Nos sonhos hai images e sons, personages, flash backs e forwards, e todas essas cousas que tenhem as histórias que tanto nos gustam. Por isso nom é estranho erguer-nos um dia explicando Hoje tivem um sonho tipo dogma, ou surrealista, ou Era como umha peli dos irmáns Marx, ou de animaçom em 3D, tío, eu era umha mulher de plastilina!

Como explicou um dia o psicólogo Nicholas Humphery, sería estranho que todo esse tempo que passamos a sonhar non servisse para nada. Nos sonhos tamém aprendemos a viver. E por isso eu queria falar de dous filmes favoritos e dum sonho.

O primeiro, Invasion of the Body Snatchers (1956), é um dos preferidos porque cheguei a confundi-lo com um sonho. Ahá. Durante anos e anos, desde que tinha 5 ou 6, até case os 20, cheguei a pensar que a história dos ladróns de corpos fora um dos meus sonhos da infáncia. Confundira a realidade e o sonho, cousa nada estanha no mundo de hoje.

Assi que da experiéncia vivida nesse lugar utópico entre a vigília e o sonho com os extraterrestres penso que aprendim que o normal é que a gente se resista ás invasóns, ás colonizaçons dun espazo exterior. Nom sei se tem algo que ver com isso -com essa espécie de educaçom onírica- a minha tendéncia ao independentismo, em todos os sentidos.



Mas com outro dos meus filmes favoritos, El angel exterminador, de Buñuel, (1962) passou-me algo parecido. Dei com essa peli alá polos 11 ou 12 e só recordo umha situaçom: quando um grupo de gente, ali dentro dumha casa grande, naquel comedor, á hora de querer saír do cuarto atopam algo que lho impide.

Justo no momento de dar um passo e cruçar a porta para o corredor, justo no instante em que estám diante da porta aberta, dam com umha extraña força que lhes impide avançar. Como um muro invisível. Algo inmaterial nom permite que crucem a través do aire e saiam daquel cuarto no que aqueles homes e mulheres ficam presos.



Acordo-me dessa peli cada vez que atopo aquela energia inexplicável e invisível fechando-me o passo a algum dos lugares nos que gostaria ou, nalgum momento, necessitaría estar.

Por exemplo, quando eu tinha 16 anos começar a falar em galego significou dar um passo e atravesar aquel muro de aire que antes nunca fora quem de traspassar. Os meus prejuíços, os meus valores e actitudes, as minhas crenças, a presom social, o temor ao cámbio, e algumhas cousas mais aparentemente invisíveis fixerom-me recordar, anos despois, aquel filme de Buñuel que eu, como sempre fazemos, entendim á minha maneira quando neno.

Sonhar é audiovisual. E já que ao fazermos cine ou sonhar estamos a empregar umha forma de expresom semelhante, eu por isso pido ?mais umha vez, como outra muita gente fixo, fai e fará- que os galegos e galegas poidamos sonhar e fazer e ver cine livremente na nossa língua. Na língua dos sonhos deste país que se chama Galiza. Porque o nosso cine, como os nossos sonhos, só pode ser em galego. Galiza nom se vende.

......

Escrebim este artigo para a Revista do Audiovisual Galego. Esta de arriba é a versom original, antes de chegar á censura hortográfica e passar pola auto-censura.

O remake está aqui, na página 26.

Comentários (4) - Categoria: Geral - Publicado o 10-04-2008 14:12
# Ligazóm permanente a este artigo
A língua em post-its (5)











Desenhos da gente de 2º de bach do IES de Beade, Vigo: Com que identificas ou gostarias que se identificasse a língua?

Encantado de vos conhecer.
Passei-no mui bem.


Comentários (0) - Categoria: Desenhos - Publicado o 09-04-2008 19:52
# Ligazóm permanente a este artigo
Hino Gitano


Gelem, gelem lungone dromensar
maladilem baxtale Rromençar
A Rromalen kotar tumen aven
E chaxrençar bokhale chavençar

A Rromalen, A chavalen

Sàsa vi man bari familja
Mudardás la i Kali Lègia
Saren chindás vi Rromen vi Rromen
Maskar lenoe vi tikne chavorren

A Rromalen, A chavalen

Putar Dvla te kale udara
Te saj dikhav kaj si me manusa
Palem ka gav lungone dromençar
Ta ka phirav baxtale Rromençar

A Rromalen, A chavalen

Opre Rroma isi vaxt akana
Ajde mançar sa lumáqe Rroma
O kalo muj ta e kale jakha
Kamàva len sar e kale drakha

A Rromalen, A chavalen





Andei, andei por caminhos longos
Dei com afortunad@s romà
Ai, romà, de onde vindes
com as tendas e @s nen@s fament@s?

¡Ai, romà, ai, rapaces!

Tamém eu tinha umha grande família
foi assassinada pola Legióm Negra (SS)
homes e mulheres forom esnaquizad@s
entre eles tamém nen@s pequen@s

¡Ai, romà, ai, rapaces!

Abre, Deus, as negras portas
que poda ver ónde está a minha gente.
Voltarei a percorrer os caminhos
e caminharei com afortunad@s ciganos

¡Ai, romà, ai, rapaces!

¡Arriba, Ciganos! Agora é o momento
Vinde comigo @s romà do mundo
Da cara morena e os olhos escuros
gosto tanto como das uvas negras

¡Ai, romà, ai, rapaces!



Pois já sabedes de onde vem a palavra Chaval!

O Hino Internacional Gitano, compuxo-o o romà Jarko Jovanovic a partir duma peça popular cigana dos países da Europa do Leste.

Os seus versos estám inspirados n@s gitan@s que forom recluíd@s nos campos de extermínio nazis. Foi adoptado oficialmente como hino no Primeiro Congresso Gitano, celebrado em Londres em 1971.

O 9 de avril é o Dia Internacinal d@s Cigan@s

Gitanos na Galiza

História do povo cigano
Comentários (0) - Categoria: Nom serviam - Publicado o 09-04-2008 19:26
# Ligazóm permanente a este artigo
Solitarios Crew


Pois umha benvida grande á rede!

É Tolo polas pinturas e pide Mais lume!, traendo este graffiti de Solitarios Producións, Vigo.

Pois isso, Lume!!!!

Comentários (3) - Categoria: Desenhos - Publicado o 09-04-2008 18:10
# Ligazóm permanente a este artigo
AID, Hip Hop de Valadares



Todo um pracer e umha sorpresa conhecer-te a ti e a tua música, AID.

Gostei deste vídeo:



Sorte no caminho e que nos voltemos ver nas ruas, nos bares ou nos concertos.




Comentários (2) - Categoria: Geral - Publicado o 08-04-2008 23:22
# Ligazóm permanente a este artigo
A língua em post-its (4)
























Ai vos vam os desenhos do IES Santa Irene, em pleno Vigo: Com que cousa, animal ou persoa identificas ou gostarias de identificar a língua?

Um cento de saúdos!

Comentários (1) - Categoria: Desenhos - Publicado o 08-04-2008 23:08
# Ligazóm permanente a este artigo
A língua em post-it (3)
















Ai vam os post-its da gente nova de Coia, do IES Álvaro Cunqueiro, Vigo, em resposta á sugestiom: Com que identificarias ou gostarias de identificar a nossa língua?

Aqui está Merlín, o seu blog.

Por certo, devia-vos isto: A Mugideira. Espero que vos riades a chorar.

Saúde!
Comentários (3) - Categoria: Desenhos - Publicado o 08-04-2008 22:58
# Ligazóm permanente a este artigo
Recycling Made in Galiza


.........

O amor e a lingua

Eu nunca serei yo, por que cando me din conta xa non era posíbel vivir sen estar xuntos, por iso Quero... tila, Quero... menta, Quero... te e volveu a dicir en baixiño ?quérote? formando as letras coas nubes brancas do ceo.

Entón dixo: por favor non te vaias e respondeulle: eu nunca pensarei en irme, porque o noso amor é máis forte que o amor dos soños, eu imaxino que na praia se reúnen os soños de moitas xentes.

Despois de dicirlle que a quería estiven chorando ao mediodía ate que me dixen, chorando non amaño nada, tiña que acabar con aquel amor que non me deixaba vivir.

A xente di que esto sucede cando rompen o corazón de alguén, como é o meu caso e só o pode ver a xente que sofre por amor. Como o meu amor non é correspondido só me quedan as miñas palabras, as persoas poden falar sen saber o que din e eu uería dicir que estou coa miña lingua porque as palabras non se venden e quen sabe falar nunca é
pobre.

Hoxe en día a xente leva nubes na cabeza como pasou coa xente daquel país que foi perdendo moitas das súas palabras porque era o país ao que lle roubaban as palabras.

Unha muller víctima desta situación pasou a fronteira co seu álbum pegado ao peito e as súas palabras foron: "nin en soños vou perder a miña lingua " e por iso volvo ao país onde sempre estiven e gustaríame que atopásedes as miñas palabras como eu necesito as vosas.

María Carolina

.......



Texto realizado coa colaboración de Yaiza, Noelia, Nohemí, Adrián Fernández, Adrián Fariñas, Ana, Lucía Salgado, Patricia, Iria, Aloia e María Carolina.


......


Elaborados a partir de anacos de Made in galiza polo alunado do IES Prieto Nespereira e do IES nº 6 de Ourense.

Grazinhas!

Comentários (0) - Categoria: Geral - Publicado o 07-04-2008 21:29
# Ligazóm permanente a este artigo
A língua em post-its (2)



























Aqui estám, os desenhos que sairom do IES Lagoa de Antela, em Xinzo de Límia.

A proposta era: Com que cousa, animal ou persoa identificades a língua ou gostariades que se identificasse?

Outros desenhos de gente nova recolhidos polo Coleccionista de Línguas:

Santiago de Compostela

Laracha

Silheda


.....

Gracie mille, gente da Límia!

Comentários (0) - Categoria: Desenhos - Publicado o 07-04-2008 20:59
# Ligazóm permanente a este artigo
Animaçom á leituga


A pesar do rexeitamento que algumha gente sente pola cultura, a agricultura, a verdura e outras palavras rematadas em ura, é importante saber que a leituga nos fai melhores persoas, ademais de resultar mui saudável para a nossa saúde e o nosso intelecto.

A leituga posue antioxidantes, é rica em potásio, cálcio e fósforo e, atençom!, ajuda a combater a caspa. Ademais é um bo diurético e tem propriedades carminativas, liberando o organismo das molestas fratuléncias, e facilita a digestiom.

Um pouco de leituga antes de deitar-se ajuda a durmir mehor e, segundo o romano Plínio ?e já o diciam no antigo Egipto- a leituga fai medrar a líbido. Em 2006 descubriu-se que umha dose moderada de leituga tem efectos lixeiramente afrodisíacos, aínda que o consumo excesivo pode actuar como um ansiolítico.

Se consomes umha folha ou duas de vez em quando, pois, em fim, algo é algo. Aínda que a gente afeccionada á leituga sabe que quantas mais leitugas, mais oportunidades teremos de atopar experiéncias únicas entre as suas folhas. E hai quem na leituga busca e atopa outra dessas vivéncias que acabam em ura, nom apta para persoas com pouco valor: aventura!

Hai gente que probou com umha leituga e, como nom foi do seu gosto, deixou de achegar-se a ela: Nom me gusta a leituga, aseguram. Bah, venha, se che pasou isso, insiste, proba outra vez, que umha mala experiéncia, ou duas, nom te privem dumha das chaves que abrem mais portas na vida!

Hai muitas leitugas diferentes, para todos os gostos e formas de ser. É bem sabido que a variedade de leitugas é imensa e que qualquer persoa pode ter a completa seguridade de que nom hai só umha leituga esperando por ela, senóm muitas, centos, milheiros, a aguardar que alguém abra as suas folhas e descubra algo único e de seu.

Na última Feira da Leituga Infantil e Juvenil de Santiago de Compostela ponhia-se especial atençom em resaltar a importáncia que tem achegar a leituga aos nenos e nenas, pois é nessas idades quando a descoberta da leituga como fonte de pracer pode cambiar a nossa vida e fazer-nos ver que com a leituga se nos podem abrir caminhos que sem leitugas nunca conheceremos.

Aínda que, claro, a leituga nom se pode servir á força. Toma, venha, como que nom! Alá, toda enteira, para adentro! Nom, a leituga deve apressentar-se como o que é: um pracer. E algo mui persoal.

Quanta gente maior vítima de traumas infantís e juvenís nom sabe o que é gozar com umha boa leituga! Eu passo, dim uns, e outras: A leituga? Puff, que aborrecemento! É umha mágoa ter vivido a leituga como um trauma! Aínda que nunca é tarde para voltar intenta-lo.

Queria recordar antes de acabar algo que di a sabedoria popular sobre a leituga. Por exemplo, esse dito que sempre repetia minha mai: A umha boa leituga nom lhe pode faltar um verme! Assi temos a seguridade de que é de confianza. Porque, contra o que algumha gente pensa, a leituga do país é de excelente qualidade! E nom como essas dos grandes centros comerciais que nos vendem polos olhos e, em muitos casos, nom tenhem substáncia nengumha!.

No XX Congresso Internacional de Animaçom á Leituga, a professora Rosa Salgueiro, especialista em Hortografía, asegurou que hai duas clases de persoas neste mundo: as afeccionadas á leituga e o resto. E nesse mesmo foro, na Jornada de Potas Abertas, o especialista em Leituga de Avangarda, Celso Fernández, afirmou que umha vida sem boas leitugas é como um lacom sem grelos.

Ademais, as revistas mais prestigiosas aseguram que a leituga vai ser o complemento revolucionário na moda desta tempada primavera-begano.

Por certo, durante muito tempo a minha leituga favorita foi a de Folhas Novas.

Anima-te. Vive novas experiéncias. As folhas da leituga podem cambiar a tua vida.
Comentários (0) - Categoria: Desenhos - Publicado o 07-04-2008 10:22
# Ligazóm permanente a este artigo
Umha nova vogal em espanhol?



Feitos reais:

Sábado, 5 de março, 18.45.
Radio María
Programa: La hora feliz

- Tenemos una llamada. ¿Hola?

- Hola, mira, yo quería saber si hay una nueva vocal...

- ¿Cómo? Perdona, ¿una vocal nueva?

- Si, he escuchado algo así...

- Pues... que yo sepa no. Aunque ahora, con esto del gallego, el catalán y el valenciano...

- ¿Entonces no hay?

- Pues no..., que yo sepa..., a, e, i, o, u, y nada más.

- Vale, gracias.

- Venga, adios... Y si alguien sabe algo sobre esta nueva vocal, que nos llame, por favor...




...

A transcriçom é aproximada, recolhida justo despois de ter escoitado, com a boca mui aberta, este minuto surrealista e desconcertante para a audiéncia da rádio da mai de cristo bendito.

E que fazia eu escoitando Radio Maria?

Pois sintonicei a rádio alo no Courel e dei com um programa infantil um pouco raro. Ponhiam ruídos de passaros, do vento, do mar, de leons pelexando e cousas assi e a gente -toda gente maior, anciana, mais bem- chamava e tinha que acertar... Até que chamou a senhora da vogal nova, falando sincera e preocupadamente!


Era lo que faltaba, el chiki-chiki a eurovisión y una vocal nueva!!!!





Comentários (2) - Categoria: Geral - Publicado o 06-04-2008 18:52
# Ligazóm permanente a este artigo
Courel em bíci
BubbleShare: Share photos - Powered by BubbleShare



1. De Soldóm a Outeiro.

Umha baixada facilinha pola beira do rio, saíndo de Soldóm, passando pola ferreiria do Mazo, até chegar a Outeiro.
Um passeio, 5 km.

Umha das mil rutas d´A Volta Grande do Courel.
Comentários (1) - Categoria: Desenhos - Publicado o 06-04-2008 18:15
# Ligazóm permanente a este artigo
Animaçom á leituga


Música na horta.
Jornada de potas abertas.
Animaçom á leituga.
Moda primavera-begano!

Mais, aqui
Comentários (0) - Categoria: Geral - Publicado o 05-04-2008 09:38
# Ligazóm permanente a este artigo
A tua sombra á luz da lua


A gente cre conhecer mui bem a sua sombra. Medramos com ela aos nossos pés, á luz do dia, ou mesmo dentro das casas, quando o sol entra polas janelas. Tamém conhecemos a nossa sombra de luz eléctrica ou a nossa sombra ao lume. A sombra da nossa mao sobre o livro, ao passar a folha por diante da lámpada, ou a nossa sombra tremendo á luz dum misto ou dumha vela, por exemplo.

Mas nom todo o mundo conhece a sua sombra á luz da lua.

De noite, quando a lua está cheia, se vas a um lugar fóra do alcance da luz eléctrica, longe das cidades, na montanha, por exemplo, quando o mundo se interpóm no caminho da luz da lua, as sombras aparecem ao teu lado. E a tua sombra com elas.

Hoje de noite na montanha dei com a minha sombra á luz da lua nova. O resplandor que ilumina a noite desde a lua, um brilho tenue, mol, que permite ver de noite, distinguir cousas e poder caminhar, por exemplo, por um prado ou bosque sem tropezar, á luz da lua, é umha sombra gris, com um tingido azul que nom tem a do dia, com o contorno difuminado de qualquer sombra, com a superfície em forma de árbore ou casa ou corpo humano, segundo de onde venha projectada a sombra.

A sombra que nasce no meu corpo á luz da lua é mui semelhante á minha sombra de dia. Mas com algumha diferéncia. Por exemplo: a sombra de dia está sempre aí, nom sendo em dias anubados ou escuros, com o sol escondido.

Mas mui poucas vezes podo ter a oportunidade de encontrar-me com a minha sombra de noite. Porque a minha sombra de noite só aparece quando estou frente a lua, no lugar adecuado, fora do alcance de qualquer outra sombra.

Daquela aí aparece, com claridade, formando-se justo a partir dos meus pés. E podo ver a minha sombra na noite clara, e podo ver as grandes sombras das montanhas sobre o val, e as sombras dos bosques sobre os prados, as sombras das árbores sobre os caminhos, a sombra dum passaro no poste da luz, a sombra do cao de Pedro e Pilar a correr diante da casa que a esta hora tem todas as luzes apagadas agás a do reflexo da lua no cristal da janela da cozinha.

Quem nom visse nunca a sua própria sombra á luz da lua é que nom se conhece demasiado bem. Ou quando menos nom conhece tanto como cre conhecer a sua própria sombra.

Ninguém pode morrer sem ter visto a sua sombra á luz da lua.

Já sabedes o que se di de quem nom conhece a sua própria sombra.

.....

A foto é de mer, obrigado!
Comentários (1) - Categoria: Geral - Publicado o 03-04-2008 18:16
# Ligazóm permanente a este artigo
Home bala cruza fronteira



Nom é conha!

Si, um home bala cruzando a fronteira entre Tijuana e Sam Diego!!!!!!

Sem papeis?

Que vida é a dura!

Eu flipo.

Puff.

Ai, mi madrinha.



Comentários (1) - Categoria: Desenhos - Publicado o 01-04-2008 22:34
# Ligazóm permanente a este artigo
Hincrível CircO FaVuloso da GZ


Boíiiiiiiisssssiiiiiimoooooo!

- Viva o Circoooooooooooooooo!
- Vivaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!



.....

Bem..., estes circos nom.
Comentários (0) - Categoria: Geral - Publicado o 01-04-2008 22:17
# Ligazóm permanente a este artigo
[1] [2] 3 [4]
© by Abertal