Made in Galiza


Eu nunca serei yo
Um caderno de trabalho de Séchu Sende

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O taxista de Calcutá


Isto sucedeu-lhe a Paula Rios, umha colega, numha viagem a Calcuta. Pois si.

Resulta que Paula entrou num táxi amarelo e aproveitou para telefonar á casa.

- Sim, sim, a cidade é impressionante.

- ...

- Isto é umha formigueiro, as ruas estám ateigadas de gente, si...

- ...

- As cores, as cores som maravilhosas, estou a descobrer cores que nom conhecia!

- ...

- Venha, um abraço!

E justo no momento em que Paula desligou o telefone o taxista freou o táxi em seco, nhiiiiiiii, e olhou para atrás, com os olhos mui abertos e dixo-lhe a Paula:

- Havia anos que nom escoitava falar na minha língua! Desculpe, estou emocionado...

Si, o home, o taxista de Calcutá, contou-me Paula, estava emocionado, brilhavam-lhe os olhos como se acabasse de encontrar alguém que nom via em muitos anos.

E o taxista de Calcutá contou-lhe a sua história: nascera em Goa, a antiga colónia portuguesa na Índia. E aprendera a falar em portugués. Mas de novo deixou Goa e chegou a Calcutá, trabalhar.

- Havia anos que nom escoitava falar a minha língua!, repetiu. E perguntou: A senhora de onde é?

Pois, dixo Paula, sorrindo. E começou a explicar-lho:

- Conhece a Galiza?
Comentários (22) - Categoria: Geral - Publicado o 01-03-2012 17:26
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