Made in Galiza


Eu nunca serei yo
Um caderno de trabalho de Séchu Sende

A minha obra neste caderno está licenciada baixo creative commons, copiceibe.

O autor solicita comunicar-lhe qualquer uso ou modificaçom da sua obra no email de contacto aqui sinalado.

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Comentários (25) - Categoria: Geral - Publicado o 21-03-2009 16:02
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Caramujos


Esta manhá fum com mamá e os avós apanhar caramujos e trouxemos umha bolsa cheínha para a casa e aló aínda quedavam um milhom de bolsas por recolher.

Avó e avoa iam ao xeitinho e colherom umha mao deles, e eu dei-lhe outros poucos, e dixerom-nos que lhes botaramos duas folhas de loureiro. É mui divertido comer caramujos porque necesitas umha agulha e tes que pincha-los, aínda que algum rompe e a carne queda dentro do caracol.

Pois estamos na cozinha e di mamá Ui, mira, estám cheos de chapapote! Nom se podem comer! E si, a água da pota tinha como aceite e os caramujos umha cousa negra e se achegavas o naris cheirava a gasolineira.

Dixo mamá Chama rápido aos avós e eu colhim o teléfono e Ola..., Ola, neninha, precisamente acabamos de comer os caramujos, que ricos, e vós já os comestes? Umm, dixem eu, nom, vamos deixa-los para manhá. E logo que querias? Pois nada, era por avisar de que já chegamos á casa e assi. E que tal estades? Pois mui bem. Pois eu tamém. Pois nada, alá, neninha, um biquinho. Pois... chau.

Um dia o avó barbeou-se e vinha com a barba mal afeitada. Mamá deu-se de conta de que tinha a coitela gastada e nom lhe cortava a barba e el nom se dava conta porque aínda que se mirasse no espelho já case nem se podia ver por culpa dos olhos.

Ai.
Comentários (10) - Categoria: Geral - Publicado o 16-03-2009 10:14
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Bicharada!


Genial.

Parabéns, Berrobambán! por abrir-lhes o caminho do coraçom das nenas e nenos a um escarabelho, umha formiga e umha aranha que nos aprenderom que as persoas, como os insectos, somos diferentes entre nós. Umhas comemos moscas, outras, cereixas e outras, bosta. E nom passa nada. E que trabalhando junt@s as cousas fam-se melhor. E que os idiomas no mundo dos insectos servem para fazer amig@s.

Um espectáculo mui, mui, mui divertido e recomendável para nenos e nenas... e gente maior egoísta e intolerante.
Comentários (7) - Categoria: Geral - Publicado o 15-03-2009 10:24
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Viva a Santa Companha!


Foi em Briom, hai uns anos, nas festas da Santa Mínia. O Mago Teto eligiu-me entre o público e pediu-me que o atara com um adival. Assi o fixem. Atei apertando e apertando e apesar da minha força e habilidade sem igual, o Mago Teto conseguiu-seliberar!

Teto, Galiza necesita escapistas como tu!

Viva A Mágia da Santa Companha!: "Somos o que somos, pero tamén somos o que fomos"

Viva o Mago Teto
Comentários (5) - Categoria: Geral - Publicado o 14-03-2009 22:11
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Mani contra a exclusom do asturianu do ensino


Esta finde Asturies saiu á rua para protestar pola situaçom da llingua no ensino. Aqui está o começo do manifesto:

La Llingua Asturiana ¡Como les Demás!

Güei volvemos tener que movilizanos pa denunciar los intentos d’esclusión de la llingua asturiana del sistema educativu. Una situación que nun ye nueva, una situación que ye recurrente y qu’evidencia la voluntá inequívoca de los nuesos xestores políticos por acabar cola llingua asturiana nel menor plazu posible...


Podes ler a crónica da mani e o manifesto na página da Xunta pola defensa de la llingua asturiana

Desde Galiza, com Asturies!

Força, collaci@s!
Comentários (4) - Categoria: Nom serviam - Publicado o 13-03-2009 18:28
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O calcetim


Estimado Senhor/a Director/a da firma de calcetíns XXXX:

O passado 3 de março merquei nos almacéns de roupa deportiva XXXX um par de calcetins de ciclismo da sua marca do número 41, o meu número de pé.

Chamarom-me a atençom polo seu desenho moderno e essa cinta elástica azul por riba do nocelho, como a dalguns ciclistas professionais.

Já foi difícil vesti-los nos pés, e nom porque fossem pequenos senóm porque a parte elástica cinguia-se de mais ao talom e tivem que empuxar com força para entra-los bem até dentro.

Umha vez calçados estes calcetins de ciclismo resultarom asombrosamente cómodos, ajustando-se como nunca puidem imaginar que uns calcetins se podiam ajustar a uns pés.

Assi que saím dar um paseo na minha bice como um neno com calcetins novos. Por certo, a aerodinámica dos calcetins é espectacular. Parabéns.

O problema e motivo desta carta é que ao chegar de volta á casa e intentar tirar os calcetins fum incapaz de faze-lo. Foi impossível.

Os calcetins adheriram-se aos meus pés e nom havia forma de extrae-los.

Com a ajuda dum amigo ao que chamei por teléfono -entre outras cousas porque tem uns bons bíceps- conseguimos sacar o calcetim do pé direito.

Mas por muito que o intentamos, com todas as nossas forças, tivemos que desistir com o calcetin do outro pé. Tivem que me duchar com o pé por fóra da banheira e ao dia seguinte, por muito que insistim, voltei fracasar.

Bem é certo que cheguei a colher as tesoiras para acabar de vez com esta opresom que me cingue o pé. Mas pensei que romper o calcetim era, ademais de tirar os cartos, umha soluçom absurda. Ademais eu som mui túzaro e nom podo consentir que ningum calcetim me ganhe um pulso.

Já levo 10 dias com o calcetim no pé esquerdo. É mui cómodo, isso si, mas despois de tantas jornadas o calcetim em nada se parece a aquel calcetim branco e com olor a novo. Todo o contrário.

E já nom aguanto mais. Perdim a paciéncia. O calcetim nom me dá soltado e, como ás vezes quedo sem calcetins brancos limpos do pé direito, a gente pergunta-me porque levo os calcetins de diferente cor e eu tenho que inventar escusas absurdas.

Ademais, por causa do mal olor a minha vida social esta-se vendo seriamente afectada e nom quero entrar em detalhes.

Por todo isto dirijo-me a vostede, como máximo responsável da empresa desenhadora e fabricante do calcetim que invadiu o meu pé esquerdo, para comunicar-lhe que ou solucionam este grave problema ipso facto e me liberam do calcetim ou, se nom me deixam outra saída, estou disposto a denuncia-los por danos e perjuíços.

Atentamente, o seu cliente:

Séchu Sende

Santiago de Compostela,
Galiza


....


Cher Monsieur/Madamme le directeur de l’usine de chaussettes XXXX,

Le 3 octobre dernier j’ai acheté, dans les magasins de vêtements de sport XXXX de Santiago de Compostela, la Galice, une paire de chaussettes de cyclisme de la taille 41, ma taille. Leur dessin moderne a attiré mon attention, de même que cette rayure bleue et élastique au-dessus de la cheville comme emportent certains cyclistes professionnels.

Elles ont été difficiles à mettre, non pas parce qu’elles étaient trop petites mais parce que la partie élastique ne passai pas au niveau du talon et j’ai dû forcer pour les enfiler complètement. Une fois enfilées, ces chaussettes de cyclisme se sont avérées étonnamment confortables, épousant la forme des pieds comme jamais je n’aurais pu l’imaginer.

Je suis donc sorti faire un tour sur mon vélo comme un enfant avec des chaussettes neuves. D’autre part l’aérodynamisme de ces chaussettes est spectaculaire. Toutes mes félicitations.

Le problème et la raison de cette lettre, c’est qu’une fois rentré chez moi, il m’a été impossible d’enlever les chaussettes. Tout à fait impossible.

Les chaussettes me collaient aux pieds et il n’y avait pas moyen de les enlever. Avec l’aide d’un ami, auquel j’avais téléphoné parce qu’il a, entre autres, de bons biceps, nous avons réussi à enlever la chaussette du pied droit.

Mais nous avons eu beau essayer de toutes nos forces, d’enlever la chaussette de l’autre pied, impossible, nous avons dû y renoncer. J’ai dû me doucher, le pied en dehors de la baignoire, et le lendemain, j’ai eu beau insister, j’ai échoué à nouveau.

S’il est vrai que j’ai même pris les ciseaux pour en finir une fois pour toutes avec cette oppression de la chaussette sur mon pied. Puis j’ai pensé que casser la chaussette, en plus de jeter l’argent par les fenêtres, était une solution absurde. D’autre part je suis très têtu et je ne peux consentir de perdre face à une chaussette.

Ça fait 13 jours déjà que je porte cette chaussette au pied gauche. Elle est très confortable, c’est vrai, mais au bout d’autant de jours, la chaussette ne ressemble en rien à cette chaussette du premier jour : blanche et qui sentait le neuf. Sinon l’inverse.

Je n’en peux plus. Ma patience est épuisée. La chaussette ne me lâche pas et comme quelques fois, il ne me reste aucune chaussette blanche propre pour le pied droit, les gens me demandent pourquoi je porte deux chaussettes de couleur différente et je dois inventer des prétextes absurdes. D’autre part ma vie sociale se voit sérieusement touchée en raison des mauvaises odeurs, et je vous passe les détails.

C’est la raison pour laquelle, je m’adresse à vous – en tant que responsable maximum/directeur de l’entreprise dépositaire et fabricante/productrice du modèle de chaussette qui s’est rendu maître de mon pied – pour vous communiquer que ou bien vous résolvez ce grave problème ipso facto ou bien si vous ne me laissez aucune autre option, je suis près à vous dénoncer et à vous réclamer des dommages et intérêts.

Amicalement, votre client :


Séchu Sende

Santiago de Compostela,
Galiza
Comentários (5) - Categoria: Geral - Publicado o 12-03-2009 19:45
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O mundo ao revés
O xornal que merca meu pai todos os días dicía hoxe que un señor maior foi agredido por un mozo radical nunha manifestación. Había unha foto do señor cun ollo hinchado e as súas declaracións. Algo así como Colleume polo abrigo e caímos ao chan e deume un puntapé no ollo. Eu non pelexei, son un avó de sesenta anos.

Papá, cantos lectores ten este periódico cada día?, preguntei. Pois penso que uns 100.000.

Eu teño 16 anos e son unha tipa curiosa. Papá sempre di que por iso os ollos non me deixan de medrar desde que nacín. Podería dicir Son unha rapaza normal, se non fora porque cada día que pasa estou máis convencida de que ninguén é normal neste mundo. Prendín o PC, busquei un pouco e, vualá, alí estaba, un vídeo da manifestación gravado por un cámara dun xornal dixital que non coñecía. O vídeo tiña 325 visitas. 326.

Play! Comecei a ollar as imaxes e ao pouco recoñecín o señor maior, co seu abrigo. Podedes imaxinar a situación. Dun lado, un grupo de xente nunha manifestación, música do Himno da Alegría, e o señor maior, de verde, nervioso. Do outro lado, outro grupo de xente, mais nova. Son momentos de tensión. No medio, un cordón de policía antidisturbios, separándoos.

O señor maior berra Hijo de puta! Un rapaz novo bérralle Fascista!, provocador!, e outro mozo dille a un policía Ao señor non o identificades? É un provocador…

Daquela vese ben como a cámara segue o señor maior que, rapidamente, se cola entre a policía e se bota enriba dun rapaz, coas mans por diante. Acaban os dous polo chan. Os antidisturbios comezan a cargar, con violencia, a porrazo limpo, sobre os rapaces e rapazas novas. Doulle ao Pause coa boca aberta.

Ups, pensei, pois o xornal ten 100.000 lectores e o vídeo, 325 visitas. No xornal o señor maior aparece como unha vítima e nas imaxes como o agresor. Puff. E digo eu, penso, vai ser difícil convencer a esas 100.000 persoas de que o xornal non di precisamente a verdade. Aínda que supoño que hai que intentalo…

Papá, viches esta noticia? Ahá. Pois non di precisamente a verdade… E ti de onde sacas esas ideas? Mírao ti mesmo, vese aquí, neste vídeo. Ahá, ben, xa o mirarei despois, agora voume traballar. Por certo, nena, ollo, estas cousas son moi serias, ten coidado, que non te manipulen, que a vida é máis complicada do que parece.

E isto foi o que aprendín hoxe sobre a verdade, a mentira, o conflito interxeracional e unhas 100.000 persoas que viven cun pé no mundo ao revés.

Por certo, agora quedei intrigada, mañá teño que ver cal era o motivo da manifestación. Como era iso da árbore e o bosque?


Comentários (3) - Categoria: Geral - Publicado o 12-03-2009 19:14
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A língua na infáncia e na mocidade urbana



Este achegamento é orientativo. Cruzamos os datos do Instituto Galego de Estatística do ano 2008, recolhendo os datos do grupo de idade de “menos de 16 anos”, para saber quantos rapaces e rapazas vivem nas grandes cidades do país, com os do Mapa Sociolingüístico de Galicia, 2004, das páginas que detalham as porcentages de Língua Inicial no grupo de idade entre 15 e 24 anos em Ferrol, A Corunha, Pontevedra, Vigo, Lugo, Ourense e Compostela.

Hai que ter em conta, pois, essa falta de equivaléncia entre os grupos de idade do IGI –menos de 16-, e o MSG –entre 15 e 24-. Ademais os datos do MSG som de 2004 e os do IGI, de 2008.

Seria interessante tamém contrastar estes datos de lingua inicial com os índices da língua habitual na infáncia e mocidade urbanas, onde a presenza do galego desce. Por isso este achegamento só é orientativo. Mas pode ser indicativo.

Podemos tirar algumhas conclusións significantes:

Dos 143.908 menores de 16 anos que vivem nas sete grandes cidades arredor de 100.000 rapaces e rapazas aprenderom a falar só em castelám ou mais em castelám.

Em Vigo, por exemplo, hai mais de 31.000 menores de 16 anos que tiverom a sua aprendizage lingüística só ou mais em castelám. Menos de 9.000 fixerom-no só ou mais em galego.


A evoluçom dos datos sociolingüísticos dos últimos anos oferecem, claramente, um panorama no que o galego como língua inicial é lingua minoritária dos nen@s e moz@s das sete grandes cidades.

Isto significa que para a maioria dos rapaces e rapazas urbanas, debido á insignificante presenza da língua no contorno social urbano -espazos de lecer, deportivos, medios de comunicaçom, etc- a escola é um ámbito clave para a aprendizaxe e uso da língua.

Pode-se asegurar, pois, que a escola, -e aqui deveriamos consultar com detalhe outros estudos sobre a presenza do galego nos centros de ensino urbanos, minoritária- vem sendo um dos únicos espazos de contacto com a língua galega –de cara á sua aprendizaxe e uso- para a maioria dos rapaces e rapazas –infancia e mocidade- que tiverom e tenhem como língua inicial unica ou maioritariamente o castelám.

Nom impulsar a presenza da língua galega no sistema escolar com o obxectivo de asegurar o direito dos rapaces e rapazas a conhecer e usar o galego supóm a maior injustiza social, cultural e educativa da história da nossa sociedade. Nom só para a gente nova que tem como língua inicial o galego senom tamém para aqueles rapaces e rapazas que aprendem a falar em espanhol.

A escola, como espazo educativo e de formaçom integral, deve asegurar a aprendizaxe e uso da língua galega tanto dos galego-falantes –minoria absoluta nas cidades- como da maioria de rapaces e rapazas castelám-falantes.

Um sistema educativo que nom resolva este déficit, este desequilibrio, e que promova o distanciamento, o menospreço e a desigualdade para com a língua de Galiza estará fomentando a injustiza social, a discriminaçom cultural e, evidentemente, a desgaleguizaçom dos rapaces e rapazas.




Datos orientativos:

Ferrol:

Em Ferrol, segundo o censo de 2008, hai 75.181 habitantes. Segundo o IGI, dessas persoas hai 8.604 que tenhem menos de 16 anos. Segundo o Mapa Sociolingüístico de 2004, em Ferrol, no grupo entre 15 a 24 anos, a língua inicial era Só galego/ mais galego: 4,6% e 10%, respectivamente, é dicer 1.256 rapaces e rapazas. E máis castelán ou só castelán: 32,3% e 23,7%, respectivamente, é dicer: 7.348 mozos e mozas nom tiverom relaçóm com o galego como língua inicial familiar.

Assi mesmo:

Vigo
Povoaçom: 295.703
40.215 tenhem menos de 16 anos.
Como lingua inicial: Só galego/ mais galego 13,6% 8,1% : é dicer: 8.726
Como lingua inicial, máis castelám ou só castelám: 30,7% 22,7% , é dicer: 31.489

A Corunha,
Povoaçom: 245.164
28.966 tenhem menos de 16 anos.
Língua inicial: só galego/ mais galego 12,9% 15,7%: por tanto 8.284
Língua inicial: máis castelám ou só castelám: 25,9% 18,9%, por tanto 20.682

Compostela
Povoaçom: 94.339
27.830 de menos de 16 anos.
Como língua inicial: Só galego/ mais galego 21,6% 24%, por tanto: 12.690
Como língua inicial: máis castelán ou só castelán: 23% 20,8%, é dicer: 15.140

Lugo
95.416 habitantes
12.645 de menos de 16 anos.
Como língua inicial: Só galego/ mais galego 16,7% 18,2%, por tanto: 4.413
Como língua inicial: máis castelán ou só castelán: 25,1% 24,6%, é dicer: 8.232

Ourense:
107.057 habitantes
13.600 de menos de 16 anos
Língua inicial: Só galego/ mais galego 14,3% 18,6%, ou seja: 4.474
Língua inicial: Máis castelán ou só castelán: 24,4% 27,2%, por tanto: 9.126


Pontevedra
80.749 habitantes
12.054 tenhem menos de 16 anos.
Como língua incial: Só galego/ mais galego 16,3% 15,5% 3.833
Com língua inicial: Máis castelán ou só castelán: 26,3% 24% 8.221


Galiza:
2.784.169 habitantes.
338.550 tenhem menos de 16 anos.
Na 7 grandes cidades vivem 143.908 que tenhem menos de 16 anos.
Como língua inicial nas grandes cidades:
Só ou mais galego: 43.676
Só ou mais castelám: : 100.232




Instituto Galego de Estatística do ano 2008, aqui
Mapa socilingüístico galego 2004 Lingua inicial e competencia lingüística, Seminario de Sociolingüística, Real Academia Galega, A Coruña, 2007
Comentários (6) - Categoria: Nom serviam - Publicado o 12-03-2009 13:49
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Flow
Trailer do DVD-Documental Unidos Por El Flow






Hai um tempo em Barcelona
com os Latim King e os Ñetas,
e Celso Fernández Sanmartín,
durante o proceso de paz dos hermanitos,
Unidos por el Flow,
escoitei em tres dias mais de cem histórias
das que recordo especialmente
todas.

Edgar Braulio Belfort Murillo,
Yanero, contou-nos que em Ecuador
El Fantasma era um ladrom
que -quando a polícia o perseguia
polas ruas- recitava umhas palavras
mágicas e convertia-se
em qualquer objecto,
um papel no chao ou
um sinal de tráfico, por exemplo.
Nunca o colherom.

El Justiciero era um assasino a soldo
da polícia
que che enviava
umha carta antes de detornar-che
dez balas na cabeça,
e La Pulga, um killer de 13 anos.

Yanero tamem falou do televisor velho
que só funcionava em vertical,
colocado sobre um costado,
que el olhou deitado no chao
durante meses.

Escoitando a Julio, o líder dos Ñeta
que monta pladur e parket,
contar a história do seu balaço nas costas
ou a Crazy Man rapeando
com a sua língua de spray,
ou a Manava a falar da horta
que se converteu em deserto
ou a Manny, Bullterrier, Young Mill,
Sofia ou Escopeta
vimos como o mundo ia cambiando
diante dos nossos olhos.
E nós com el.

Sucede á vezes.

...



O xeito de Unidos por el Flow vai achegar-se a Galiza, proximamente.

O projecto, coordenado em Barna por um de Lalim, Xaime López, Chispón, é todo um modelo de proceso de transformaçom social.

Voltaremos encontrar-nos.

Comentários (2) - Categoria: Nom serviam - Publicado o 10-03-2009 17:59
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Erea Portas


(...)

Saben que pode existir un mundo, e non é lenda, onde a chuvia caia cara arriba e cara
abaixo e a lingua non se teña que esconder debaixo do asfalto das estradas. Saben que quen as busque as vai atopar agardando alí. Pero a súa voz é fráxil e acostuma a perderse co ruído das cidades e daqueles que falan elevándose e rompendo o xeso dos tellados. Invisibles, antes de volveren ás súas casas, fúndense na herba mentres a leña dos seus xeonllos se molla e se envolve de liques. E ás veces choran. E as vacas lámbenlles as bágoas afrouxando as vértebras.


(...)

De súpeto, sentín como botaban terra sobre nós e o meu reflexo meteume no mar que inunda os seus ollos. Os fíos que nos sostiñan resgaban e a forza que teceran as anguías, a que unía o seu
pensamento ao meu pescozo, afogaba polo peso.

Sabía que podiamos desaparecer ou quedar alí atrapados en calquera momento, incluso antes da destrución das ás e dos xinetes das troitas, pero nós fomos fortes, encollemos os ombreiros acollendo o desafío e seguimos plantando castiñeiros a dereito e ao revés.

Cando volvemos, nas cadeiras azuis do vagón, o meu sorriso era de satisfacción.Hai xente que prefire enterrar as súas raíces e medrar derriba de nada.

Hai xente que baleira a súa lingua ou a abandona nunha gasolineira. Hoxe no supermercado atopeime cun rapaz que tiña unha mochila chea de ourizos, e contoume que cada vez son máis as enfermeiras que entenden por que son tantos os que van alí a que lles saquen as espiñas que levan incrustadas na pel.

Entón sorriume e puiden escoitar a melodía que soaba dentro del.


...

infoxove, fevereiro, 2009
Comentários (1) - Categoria: Nom serviam - Publicado o 09-03-2009 21:45
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AID, em galego para o mundo!


Aid, Ai non!, no Festival Heineken Greenspace 2008, Valéncia, no que, entre mais de 1.300 trabalhos, resultou ganhadora.

Com xeito.

Upa!
Comentários (2) - Categoria: Geral - Publicado o 08-03-2009 19:26
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SEGUROS DE LÍNGUA, S.L.



- Ola, bom dia!

- Ola, encantado, chamo-me Marcos, Marcos González, e queria um seguro...

- Ahá, eu som Sofia, Sofia Verde, diga-me... Que tipo de seguro?

- Pois verá, resulta que escoitei na rádio que Jeniffer López..., pois que Jennifer López asegurou o seu, ehem, o seu traseiro por umha milhonada e..., em fim, e que Keith Richards, o dos Rolling Stones, o dedo de tocar a guitarra, e Madonna e Springsteen, a sua voz e, em fim, eu queria asegurar umha língua...

- Desculpe, como di?

- Quero um seguro de língua.

- A ver, a ver, a ver, nom vaia tam rápido, poderia repetir?

- Ehem, quero saber se é posíbel asegurar umha língua.

- Umha língua?

- Ahá.

- A sua língua?

- Oh, nom, a minha língua já nom me preocupa, eu já passei por muitas e... Nom, eu quero asegurar a língua da minha filha Lídia.

- A sua filha?

- Si, tem tres anos, está aprendendo a falar e...

- A ver, espere aqui, penso que a minha jefa... Espere um minuto, por favor.

(...)

- Ahá, pode passar...

- Bom dia, ola, chamo-me Marcos, Marcos González, e queria...

- Si, si, encantada, eu, Rosa, Rosa Salgueiro... Assi que quere asegurar a língua de sua filha... A língua?

- Si, o idioma, vaia.

- Ahá, o idioma. Pois nom sei, penso que é o primeiro caso que, ehem...

- Sempre hai umha primeira vez. Era o que vinha pensando eu. Dicia-me eu: Aínda se che me ocorreu umha cousa bem rara, um seguro de língua!, com o pouco imaginativo que sempre fuches. Pero já ve, hai ideias que.., pois, pois isso.

- Já, já. Em fim. E por que quere...?

- Pois pensei eu: o carro asegurado, o seguro da casa, o seguro de vida. E se tenho um seguro de casa polo que poida passar, por se arde ou eu que sei, por que nom vou asegurar a língua de Lídia, que é bem mais valiosa que a casa. Sabe, a língua da minha filha nom tem preço.

- Pero, pero nom se pode comparar umha casa com umha língua.

- Pois depende.

- Depende?

- Pois. Tem algum filho?

- Nom.

- Claro.

- Claro que.

- Que assi nom o pode entender. É, como lhe diría, é que eu quero que a minha filha fale como falamos na casa, sabe, a nossa língua. Quero que a minha filha nunca perda a sua própria língua.

- Já, já.

- E por isso queria o seguro, por se lhe pasa algo e perde a língua ou, eu que sei, por fazer umha metáfora, por se lha roubam.

- Ahá.

- Pois.

- E se ela decide abandona-la voluntariamente?

- Ah! Conhece alguém que decidira abandonar voluntariamente o seu nariz?, o seu coraçom? Ou, eu que sei, os seus olhos?

- Aum...

- Mire, a nena comeza o ano que vem no cole e eu quero asegurar-lhe a língua, porque tal como estám as cousas...

- Humm, pois isto é um serviço mui especial, e suponho que lhe vai saír um pouco caro. A ver, deixe-me pensar. Pode aguardar um pouco na sala de espera? Vou consultar umhas cousas. Tenho que fazer umhas chamadas, informar-me bem. Cubra este papel com os seus datos.

(...)

- Pase, pase...

- ...

- Tivem que consultar a prima, consultar os riscos.

- ...

- O índice de sinistralidade, bastante alto...

- ...

- Os factores de seguridade, pouca seguridade...

- ...

- Exposiçom ao perigo..., elevada...

- ...

- A quanto tempo quer o seguro?

- Até os dezaoito anos.

- E que quantidade está disposto a asegurar?

- Diga-me?

- O capital do seguro... Que valor lhe dá á língua? Dependendo desse valor terá que pagar umha prima mensual mais ou menos alta.

- Pois...

- Isso si, em caso de que a língua de sua filha, em fim, em caso de que sucedesse o pior, nom o queiramos, toco madeira, cobraria todo esse valor.

- Isto.

- Isto?

- Ahá.

- Pois a cota mensual sería esta.

- Esta?

- Ahá.

- Bem. Pois é-che o que hai.

- Entóm deixe-me um minuto que preparo os papeis do precontrato.

- ...

- Antes de preparar o contrato definitivo um dos nossos peritos passará a reconhecer, ehem, perdóm, a conhecer a sua filha, para comprobar, para peritar a sua língua.

- Por suposto, por suposto.

- E despois desta proposta contractual básica, em dous ou tres días, já poderá vostede asinar.

- Mui bem.

- Pois, em fim. Toda umha experiéncia.

- Já sabe, algumha vez tinha que ser a primeira.

- Pois parece que si.

- Pois é-che o que hai.

- E digo eu, nom conhecerá ninguén mais nas suas circunstáncias? Assi, com esta preocupaçom?, com esta demanda?

- Umm, pois eu suponho que si. Hai-lhe bem de gente que estaria disposta, digo eu, si, a fazer, a fazer o que fixera falta para asegurar a língua de seus filhos e filhas.

- Pois... que interessante.

- Pois estou-lhe bem agradecido.

- Em fim, é o nosso trabalho, vai ser toda umha experiéncia, todo um risco empresarial, a ver...

- Pois nada, polo menos, se vém umha desgraça... Em fim, melhor nom pensar nisso, a ver se a nena medra com sorte e nom passa nada.

- Diga-mo a mim, a quem se lhe conte! Asegurar a língua da nena!

- Pois encantada.

- Igualmente.

- Muita sorte.

- Falta fai!

- Pois chau.

- Pois abur.


........


Courel, 2007
Comentários (3) - Categoria: Nom serviam - Publicado o 06-03-2009 21:27
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"Busco amante galego-falante". A campanha


Quando Desoños se dirigiu a mim para colaborar no desenho dumha campanha que tinha como um dos objectivos dar a conhecer a Área de Normalizaçom Lingüística de Universidade de Vigo considerei que...

1. O objectivo devia ser a participaçom da comunidade universitária -a mim interessava-me especialmente a gente nova- na reflexiom e na acçom sociolingüística.

2. Podia ser interessante abordar o conflito lingüístico desde umha situaçom provocativa, mesmo humorística, oferecendo umha comunicaçom atractiva, próxima, interactiva, e que suscitasse o grao suficiente de sorpresa como para deter-se e reflexionar um minuto sobre o nosso idioma, e animar a responder. o diálogo.

3. Tinha que estar relacionada com a situaçom actual da língua e as suas fortalezas e debilidades, nom despegar-se da realidade senom formar parte dela. Por isso a forma de apressentar o texto foi fazendo-o passar como real, de verdade, de veras.



"Busco amante galego-falante" tem como protagonista umha persoa estrangeira que acaba de chegar a Galiza e quere aprender a nossa língua "de forma aberta, comunicativa, sem prejuíços".

Mas por que umha persoa estrageira como protagonista?

Na nossa experiéncia com gente que chegou de fóra -Asturies, Itália, Romania, Argentina, Marrocos, República Checa...- puidemos comprobar que as que se botarom a falar galego ao pouco de chegarem aqui fixerom-no porque, entre outras raçons, virom-no algo necessário.

A língua -apesar da sua situaçom minorizada e desvalorizada por umha parte da povoaçom- favorece o proceso de adaptaçom social, é um factor de melhora das relaçons sociais, realmente imprescindível se queremos viver sem déficits de comunicaçom e interacçom social nesta terra e este tempo.

Conhecemos muitas persoas que vivem na Galiza e que som inadaptad@s sociais por raçom de língua. Os casos mais extremos som aqueles que entendem a língua galega como umha língua prescindível, inútil ou innecesária, no ensino, na administraçom, ou, em geral, nas relaçons sociais.

Mas tamém conhecemos gente que chega de fóra de Galiza que aprende a língua e se bota a fala-la com menos prejuíços que persoas que levam aqui toda a vida.

O feito de que umha persoa que acaba de chegar sinta a necesidade de aprender a nossa língua deveria dar que pensar a muita gente que nom a valora como umha língua útil e necessária e imprescindível na nossa sociedade.

A relaçom que procura esta persoa estrangeira que protagoniza a campanha "Busco amante galego-falante" é umha relaçom persoal porque quere aprender a falar a nossa língua desde esse ámbito. A orelha e a língua d@ amante. As persoas vivemos em sociedade e as línguas som construçons sociais que se enriquecem mediante todo tipo de relaçons: sentimentais, laborais, económicas, culturais, administrativas, sexuais...



Hai gente que identifica a língua galega quase em exclusiva com o ámbito do sentimentalismo: É umha língua agarimosa, que hai que incentivar com carinho. As línguas hai que ama-las..., dim. Muita gente identificou durante muito tempo a língua a galega com a poesia, e mais aínda com a poesia sentimental: o galego é umha língua mui poética, é tam doce..., dim. O Franquismo foi um experto em sentimentalizar até a nhonheria a nossa língua.

Mas estas actitudes respondem a um prejuíço agresivo contra a língua galega porque nom podemos restringir funcionalmente o nosso idioma ao ámbito da sentimentalidade, e qualquer idioma deve desenvolver-se nom só como língua de "amor" senom tamém como língua de economia, de comunicaçom social, das matemáticas, da música punk ou dos tíquets de compra dum supermercado.

Durante anos e anos atopei nos asentos dos autobuses que me levavam ao colégio coraçons de amor pintados com rotulador. Dentro dos coraçons de amor lia-se Maria y Tomás, Lucas y Vanessa. A gente que escrebia esses coraçons de amor falava galego mas para eles o "normal", o que a sociedade imponhia como norma, era tratar dos asuntos do coraçom na língua de prestígio, o Y espanhol.

É curioso. E triste.



O objectivo da campanha "Busco amante galego-falante" era intentar trascender a dimensiom publicitária convencional, muitas vezes recibida com pasividade por parte das persoas receptoras, e transgredir umha convención social aceptada com normalidade por umha parte da cidadania: ás persoas estrangeiras fala-se-lhes em espanhol.

Resulta curioso situar-se diante desse tópico da sociologia de que ás vezes é a gente de fora quem valora mais que algumhas de nós a nossa própria riqueza: natureza, cultura, língua...

Hai dez anos em Ribeira conhecim umha rapaza italiana que chegara á Galiza havia 3 meses. Seu pai era submarinista, tinha os olhos grises, nacera ao pé do Vesúbio. Vinha a um curso de iniciaçom de língua porque queria aprender a nossa língua. Mercou livros, um dicionário, gostava descobrendo a nossa a literatura, a nossa música, a nós, e acabou escrebendo galego com umha facilidade sorprendente, em pouco mais de dous meses!

Mas falando quase nom dava palavra. Ela queria aprender a falar galego e a gente, @s vizinh@s, galego-falantes habituais, quando a atendiam no súper ou na panadaria, em quanto percebiam que era "de fóra" passavam a falar castelhano.

Umha anécdota mais: recordas, Miro, aquela profe de portugués que che dixo que o melhor lugar para aprender umha língua era a cama?

Em fim, espero com impaciéncia o resultado do concurso "Busco amante galego-falante". De seguro que entre os audios, os textos e os vídeos atopamos novas formas de olhar e comprender o conflito lingúístico.

...


Animamos desde aqui ao alunado, professorado e persoal nom docente da Universidade de Vigo, e campus de Ourense e Pontevedra, a participar de forma criativa neste proceso que desde o primeiro dia resultou e está a resulta mui participativo.


Ligaçons:


A noticia da apariçom dos anúncios na universidade de Vigo

A notícia da apariciom dos anúncios em vieiros e em chuza

A notícia da rolda de prensa explicando a campanha em galicia-hoxe


Xa se deu a coñecer o/a amante galego-falante

A PÁGINA DE CONTACTO


Comentários (3) - Categoria: Geral - Publicado o 06-03-2009 17:49
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Activistas no C@urel


1. Março 2009



2. Janeiro 2009




3. 2007
Comentários (1) - Categoria: Geral - Publicado o 04-03-2009 07:31
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Foi-se Avelino Abuín de Tembra


¿Por que hai que insistir tanto no concepto "lingua de Galicia"? Porque aínda hai quen considera, a estas alturas autonómicas, que a lingua de Galicia tamén o é o castelán. Séntense cómodos e oufanos con esa pírrica victoria. Unha falacia. O castelán é lingua cooficial por razóns constitucionais, estatutarias, políticas, pacificadoras, contemporizadoras, indulxentes e transixentes. Por debilidade, tal vez, da Comisión dos 16.

Debe afirmarse que a única lingua de Galicia é a lingua galega. A lingua galega é a lingua natural, orixinaria, indíxena, nativa e oriúnda de Galicia. A lingua galega é a lingua aborixe, autóctona, vernácula e auroral de Galicia. A lingua galega é a lingua esencial, fundamental, primordial, inherente, substancial e básica de Galicia. Tanto e tanto, que sen ela Galicia desaparecería do mundo.

Deixaría mesmo de existir. De nada serviría que os galegos falasen castelán, ou francés, ou inglés. Eses idiomas son estranxeiros. Non nos confiren carácter nin condición humana, cuño e sinal, carimbo e xenio, personalidade e temperamento. Tanto máis cando son instrumentos necesarios de colonización. Especialmente o castelán.

Ventos ábregos
, Galicia-Hoxe, 2007

Em Laínho, 1931-2009

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Sempre comigo.
Comentários (1) - Categoria: Geral - Publicado o 03-03-2009 19:52
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A deriva da derrota
Em 2005, polos pelos, o PSdG-PSOE e o BNG conseguem o poder da Xunta. Desde o atentado do Prestige na Galiza fora germolando, durante 2003 e 2004, umha conciéncia realista de que si, seria difícil, mui, mui difícil, mas podia ser possível botar a Fraga do governo, debilitado, ademais pola mediática pugna interna entre as boinas e os birretes, os pseudo-galeguistas e os senhoritos.

Entre muitas outras cousas que favorecerom a caída do Fraguismo, umha parte do movimento cidadám, um activismo social plural, de corte ecológico, fronte de esquerdas multicolor, dinamizou mui activamente o proceso de participación que se chamou Hai que botalos! com o obxectivo de mobilizar o boto, com b, para bota-los. Nom estou a dicer, olho, que este projecto causara a expulsiom da dereita antediluviana da Xunta…, mas ajudou a criar atmosfera, habe-las hai-nas, e a vaquinha polo que vale.

Muita gente na Galiza tinha esta impresiom, penso que acertada, de que a chegada do bipartito -repito, polos pelinhos- se deveu mais ao boto que aos méritos próprios. Algum colega independentista botou com a pinza no naris, outra, anarquista, escolhendo entre as duas papeletas ás cegas. Digamos que havia algo de desconfianza e o que muita gente queria era poder confiar numha nova etapa.

Desde a chegada do bipartito á Xunta o movimento social que renacera no Prestige decaeu, por diferentes motivos. Vinham outros tempos, os do “Cámbio”. Relaxou-se a participaçom na rua, o movimento cidadán adormeceu, gente retirou-se a descansar, -o activismo social é um trabalho abofé duro- a fazer trabalho social desde o seu trabalho ou asociaçom, algumha gente mesmo chegou a pensar que talvez era hora de começar a construír caminhos sem saír ás ruas a berrar, outra gente conformou-se com a nova situaçom e adaptou-se perfectamente ao novo estado de cousas, e alguns, por suposto, nunca deixarom a luita…

Mas muita gente foi percebendo que o cámbio nom chegava. Aginha houvo que presionar o novo governo, erguer umha voz colectiva de indignaçom, para que nom instalassem umha piscifactória em Tourinham de entrada, –aos poucos meses da chegada do bipartito.

Passarom um, dous, tres anos e hai doce meses o movimento ecologista -mas nom só ecologista- respondeu á ondanada de agresions contra os recursos naturais com umha manifestaçom que levava o lema Galiza nom se Vende, Governe quem governe. A um ano das eleiçons mais de vinte mil persoas reúnem-se em Santiago para denunciar a política dum bipartito que estava a permitir agresions ao medio ambiente seguindo o livro de estilo de Manuel Fraga: o importante é o progreso.

A resposta do governo foi o despreço.

Essa rede de persoas que participaram activamente –na base, com o boca a boca, desde a criatividade sociocultural- no Boto contra Fraga –muita dessa gente com tendéncia de esquerdas e/ou nacionalista fica assi desactivada como aliada de qualquer dos dous partidos políticos que respondem ás críticas com indiferéncia e despreço.

O governo converte, abertamente, o movimento social num novo contrincante.

E volta ocorrer a poucas semanas das eleiçons. Princípios semelhantes que sacaram á rua centos de milheiros de persoas na época do Prestige –defensa dos recursos naturais fronte á vorágine capitalista- legitimados pola coheréncia de quem se sente na responsabilidade de saír á rua para intentar deter várias dúcias de agresions ou a destruçom inminente do seu contorno, por todo o país, voltam sacar á rua uns poucos milheiros de activistas. Galiza nom se Vende. A desproteçom do povo diante das escavadoras em forma de berro. Para o manifesto colhem as palavras do chefe Seattle. “Nós sabemos que a Terra non nos pertence, senón que somos nós os que lle pertencemos á Terra“.

Quem vai pedir o voto daquela para PSdG e BNG? A gente a pé de rua? @s militantes, demasiado pouc@s? @s simpatizantes, quase desaparecid@s? Os médios de comunicaçom, controlados esmagadoramente pola direita?

A alternativa chega ao patetismo quando o partido socialista de Galiza saca o lobo do sombreiro os últimos dias de campanha: Para que nom voltem! Que vem o lobo! Vota por nós!

Mais umha vez pretendia-se conservar o poder e nom, precisamente, por méritos próprios. Assi foi como diante dum Partido Popular renovado –e esta seria outra história-, o PSdG e o BNG derom a imagem de que eram um mal menor.

Muita gente votou por algum do dous partidos do bipartito porque, efectivamente, houvo cousas boas com o este governo que com o PP nunca veremos. Forom mais ou menos, segundo quem as conte, algumhas sobresalientes, poucas, mas, no sentir geral, insuficientes. É que necesitavamos mais tempo…, dixerom. Bem, mas agora muita gente já nom confia em vós e o mercado da época eleitoral nom é precisamente o melhor lugar de pedir confianza, pensaria muita gente.

E muita gente decidiu ir votar mas nom votar impulsada polo medo á volta do PP. E votou coherentemente, em branco ou com voto nulo, ou a outras opçons minoritárias.

A pregunta que me venho fazendo desde que o bipartito começou a enfrontar-se a esse movimento civil de raíz ecológica é Serám conscientes de que um dos pontos de apoio desde o que se impulsarom para subir ao poder foi este? Como é possível que PSdG e BNG se vejam tam fortes, tam respaldados socialmente –ou eleitoralmente- como para enfrontar-se ao colectivo que, legitimamente, sae á rua para defender causas tam nobres como evitar a instalaçom a discreçom de piscifactorias, de parques eólicos ou dumha planta de gas no coraçom da ria de Ferrol, entre outras muitas cousas?

Por suposto gostaria de escreber e escreber intentando comprender melhor o que passou, gostaria de ter mais datos, mais experiéncia, mais tempo, mais capacidade para elaborar umha análise mais completa sobre o que sucedeu o dia que o PSdG e o BNG perderom as eleiçons. Estaria bem tamém distinguir um pouco mais entre a deriva cara á derrota dos dous partidos. E sei que estas palavras som um achegamento mui persoal e limitadas á perspectiva de alguem que saiu á rua berra contra o governo do PP e voltou saír contra o governo do PSdG e BNG.

E agora que? Pois agora começa umha nova era para a acçom socio-política, para intentar cambiar as cousas desde abaixo entre muita gente, de forma participativa, comunicativa, em precário, como sempre, num proceso pedagógico no que tod@s aprendamos e com muito trabalho, onde as relaçons humanas sejam importantes e a transformaçom se construa a médio e longo praço. Nada novo. Ou si.
Comentários (12) - Categoria: Nom serviam - Publicado o 02-03-2009 21:48
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