Made in Galiza


Eu nunca serei yo
Um caderno de trabalho de Séchu Sende

A minha obra neste caderno está licenciada baixo creative commons, copiceibe.

O autor solicita comunicar-lhe qualquer uso ou modificaçom da sua obra no email de contacto aqui sinalado.

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Um ninho no peito
Comentários (4) - Categoria: Desenhos - Publicado o 26-02-2009 20:44
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Modelo Burela de Planificaçom Lingüística


Pois!
Comentários (2) - Categoria: Desenhos - Publicado o 26-02-2009 18:51
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Moa


Pedro e Pile vivem na aldeia de Horreos, na Volta Grande do Courel. Poderia dicer-se que em Horreos só vivem Pedro e Pile se nom fosse porque com eles estam Aira, umha cadela ovelheira, e Moa, a mastim, e Chewaka, Choko, Brinco, Barriga Negra, Xuguete, Cabrelha, Nutela, Copito, Nuve ou Media Asta e vinte e cinco cabras mais e mais quince ovelhas e sete galinhas e mais um gato, todos com o seu nome, ao que sabem responder.

Moa é umha cadela de veras única no mundo. De muitos caos di-se que entendem quase como persoas. Que atendem a umha dúcia ou mais de palavras com inteligéncia e reconhece-se pola sua forma de olhar que percebem ás vezes mais do que pensamos quando escoitam umha conversa.

Si, a gente sabe que o cao é um animal que lhe tem muito respeito ás palavras.

Moa conseguiu desenvolver umha habilidade fora do comum. Moa conhece os lugares polo nome. Hai caes que quando escoitam Vai á casa ou Entra no alpendre sabem de que sitios se está a falar. Pois por causa do seu trabalho de pastoreo na montanha, de sol a sol, de inverno a inverno, a cadela Moa aprendeu a conhecer os nomes dos lugares da Volta Grande do Courel. Moa conhece polo seu nome os prados, outeiros, revoltas e soutos polos que acompanha as cabras e as ovelhas a diário.

Se Pedro lhe di Moa, ao Prado dos Maragatos, Moa conduce o gado polo caminho que sobe e baixa e volta a subir e a baixar e logo vira e revira e chega e aló bota a pacer as cabras e as ovelhas, justo no Padro dos Maragatos.

E se Pile lhe di Moa, vai ao Souto do Lobo, ou ao Prado das Troitas ou á Pena de Tumbalacazám ou á Revolta dos Guerrilheiros, a Moa sabe onde ir.

Nom é só que Moa conheça os lugares, nom, o extraordinario é que Moa conhece as palavras que lhe dam nome á terra e conhece os caminhos que levam dum lugar a outro, no mapa da montanha dentro da sua cabeça, os sons que pronúncia a língua humana.

E Moa sabe onde começa a Horta das Abelhas e onde acaba o Souto dos Arandos, onde, a Campa de Arriba e onde, o Prado das Estrelas, e parece saber que cada pedaço de terra, como cada persoa, como cada ovelha, é único e se distingue do resto, entre outras cousas, porque tem um nome próprio e importante, como o seu, Moa.

Mas história nom acaba aqui, aínda temos noventa e tres palavras por diante até o ponto final. Porque Pile está de seis meses e de caminho vem umha nena que tem o nome de Tegra. E como Moa é umha cadela sensível seguro que se leva bem com a nena.

Imagino como vai ser. A Tegra com oito anos perguntando-lhe á cadela polos nomes dos lugares que lhes escoita a seus pais e aínda nom conhece. Moa, leva-me ao Prado das Estrelas, ao Prado das Estrelas. Venha, Moa...

E imagino-as polos caminhos da montanha adiante, abrindo o paso a cadela.

E Tegra será a única nena do mundo que aprenda geografia seguindo os pasos dum cao.

Comentários (8) - Categoria: Geral - Publicado o 26-02-2009 12:33
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Busco amante galego-falante!


Curiosidade sociolingüística.

Anúncios na Universidade de Vigo:


BUSCO AMANTE GALEGO-FALANTE

Acabo de chegar do estranxeiro e quero aprender galego.

Busco unha relación comunicativa, libre, sen prexuízos.


A notícia n´A Nosa Terra e em Vieiros...
Comentários (3) - Categoria: Geral - Publicado o 25-02-2009 14:46
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Nace un Planeta na Galiza...




... de Equipos de Normalización e Dinamización Lingüística.


Planeta Aqui

Mais info no Caderno da Lingua

"Con este planeta de ENDL pretendemos visibilizar o labor dos equipos a nivel social e apostar pola comunicación por medio da rede porque hai que (e)levar a tensión lingüística, en termos construtivos, á sociedade."

Energia e força no caminho!
Comentários (2) - Categoria: Geral - Publicado o 24-02-2009 23:45
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Tu podes cambiar o mundo


Quando alguém abre um livro
está a cambiar o mundo.
E no meu país
hai milheiros de casas sem livros.

Nom se pode medir
com a tecnologia actual
a energia média
de transformaçom
do mundo por habitante.
Nem sequera existe umha unidade de medida
aínda.

Mas quando o fontaneiro
fai um caminho de cobre
para a água está a cambiar o mundo
e quando o fotógrafo dispara
está a cambiar o mundo,
e a rapaza que escrebe
num muro com spray.

Quando a tele nos di sobre que temos
que pensar hoje
tamem está a cambiar o mundo,
e se um jornal
pode cambiar o mundo
como é possível que aínda haja gente
que pense que a poesia
nom pode cambiar o mundo?

Os anuncios publicitários tamém som poemas.

A ver se te das conta dumha vez.
Tu podes cambiar o mundo.
Quando calas ou falas,
se baixas a cabeça
ou das um passo adiante,
o mundo cámbia proporcionalmente
á quantidade de energia
que produces.

Pode que algum dia cheguemos a conhecer
o número de utopias por metro quadrado,
o mínimo comum múltiplo entre os sonhos a realidade,
o detector de individualismo,
o visor de ingenuidade,
umha Guia para deter as colonizaçons lingüísticas
ou o Manual de instruçons
da justiça social.

No meu país hai milheiros
de persoas no sofá vendo a tele.

Quando apagas a tele
estás cambiando o mundo.

Sonhei que o dia que começavam as rebaixas
havia colas diante das livrarias.

Quando alguém abre um livro
está a cambiar o mundo.
E no meu país tamém
hai milheiros de casas cheas de livros.

Comentários (3) - Categoria: Desenhos - Publicado o 24-02-2009 19:22
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O Merdeiro de Vigo


"O merdeiro é un personaxe do entroido vigués de caracter popular que remitiu nos anos 20 do século XX por medio de ordenanzas municipais que sen mentalos atacaban a súa figura.

Vestirse no entroido de merdeiro era un costume típico entre os mariñeiros da ribeira viguesa. O seu obxectivo era incordiar á xente na época do entroido, restregando indiscriminadamente ás súas vítimas con restos de peixes apodrecidos. O motivo da creación desta figura foi a xenreira existente entre mariñeiros e labregos."

da galipedia.



O desenho da careta é de Pánchez, investigador das máscaras da Europa.

A investigaçom, de Gerardo Fernández Santomé.

A acçom cultural, do Centro Social Revolta

Mais aqui
Comentários (4) - Categoria: Geral - Publicado o 22-02-2009 12:03
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Lamela 2010 ????



Um parque industrial nas aldeias de Lamela e Cervanha, Silheda, entre as casas d@s vezinh@s?

Fontes directas e de toda confianza aseguram que algum empresário já foi ameaçando a vezinhanza para que vendesse as suas terras para a instalaçom dum Parque Industrial Eco-tecnológico no médio e médio da aldeia...

Umm...

Eu atopei isto em internet:

Umha notícia nos Muitos Papeis.

E a empresa de marras

Parte da vezinhanza está mui mosqueada...

Seguiremos informando...

....

ENGADIDO:

O VÍDEO FOI RETIRADO DE YOUTUBE POLA EMPRESA Svintech Innovación SL DIAS DESPOIS DE SE INICIAR UMHA RESPOSTA CONTUNDENTE D@S VEZINH@S DE LAMELA.

ESTA NOTÍCIA NO CADERNO MADEINGALIZA IRÁ PASSANDO Á PRIMEIRA PÁGINA EM QUANTO ENTREM COMENTÁRIOS QUE ACTUALICEM O CONFLITO. FORÇA. GALIZA NOM SE VENDE.

Comentários (63) - Categoria: Nom serviam - Publicado o 20-02-2009 18:29
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Castanha eleitoral


Desde o C@urel, cousa curiosa:

A castanha entra em campanha eleitoral!

Comentários (1) - Categoria: Geral - Publicado o 20-02-2009 17:55
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A banheira na árbore


Por que?
Comentários (1) - Categoria: Nom serviam - Publicado o 19-02-2009 08:54
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Livros para o presidente e o vice-presidente


Porque há quem asegura que a literatura pode cambiar a história cumpre recomendar-lhes alguns livros aos nossos governantes, para que os leam a ser possível antes de deixarem o poder, algum dia mais ou menos achegado.

Julia Butterfly, senhor Touriño, passou quase dous anos no alto dumha secuoia gigante em Califórnia para salvar da tala um bosque milenário. Deveria ler o livro desta ecologista, O legado da lua, tamém vostede, senhor Quintana, para descobrer o que pode conseguer o activismo ecologista livre e independente.

O senhor Vázquez, conselheiro de Medio-Ambiente, e o senhor Fernando Blanco, de Indústria, deveríam ler os poemas de Uxío Novoneyra, -ou Roxe de Sebes de Ignacio Castro ou En terra perigosa, de Xesús Manuel Marcos-, para comprender as palavras que defendem a terra na Serra do Courel.

E hai um relato em Fridom Spik, de Jaureguizar, sobre o instinto insaciável e primário do caçador que muito me lembra ao senhor Pachi Vázquez, nom sei por que.





A senhora Carmen Gallego, conselheira de Pesca, deveria ler a Canción para ir ao mar de pesca, de Bernardino Graña, em Profecía do mar, Para que as mulleres berren na praza e haxa ruído polas tabernas traerei con nasa, con rede ou fisga luras e polbos, muxos e nécoras, meros e sargos, sollas e vieiras… da Piscifactoria?

Bernardino Graña tamém escrebeu Himno Verde, que rima com Galiza nom se Vende, para vostede, senhor Quintana, um livro na tradiçom da resisténcia ecologista galega.

E a carta que o chefe dewamish Seattle lhe enviou ao presidente dos EE.UU pode recebe-la vostede, senhor Tourinho, qualquer dia destes: Como pode vostede comprar ou vender o céu, a calor da terra? (...) Assi, quando o Grande Chefe em Washington-Compostela manda dizer que quer comprar a nossa terra, el pede muito de nós.

No livro A minha vida é a danza do sol, o activista índio lakota Leonard Peltier explica desde a cadeia a sua loita de defensa da terra. Deveria ler esse livro, senhor Quintana, porque fala dos tomahawks e os sinais de fume da gente que se enfronta ao cemento e ás escavadoras por todo o país.



E lea tamém Far West, o poemário de Carlos Negro, onde poderá ouvir os indígenas do nosso país, apaches de reserva, apaches de uralita, apaches de ladrillo, fronte aqueles que estam a converter a terra numha mercadoria, senhor Quintana, por se se dá por aludido.

Senhor Touriño, lea Morrer en Castrelo do Miño, de Fernández Ferreiro, para comprender hoje a impoténcia, a dor e raiba da gente que lhe berra a vostede Galiza nom se Vende desde a outro lado das barreiras de antidistúrbios, como no seu dia berrarom Nunca Mais.

Senhor presidente, senhor vice-presidente, deveriam saber que quando umha nena ou um neno acaba de ler As fadas verdes, de Agustín Fernández Paz, prefere as árvores aos guindastres. Assi que deveriam ler esse livro tamém, urgentemente.

Descubra, senhor Tourinho, na poesia de Antón Avilés de Taramancos, a Terra que nos amamanta e nos alcende de afervoada arxila. Reflexione, senhor Quintana, lendo no país das palavras de Lupe Gómez: Galiza non son imaxes, son restos.


Deveriam ler vostedes tamém Ecocídio, de Franz J. Broswimmer, para serem conscientes do grao da sua responsabilidade política no proceso de destruçom da terra nesta parte do planeta.

Neste livro podemos atopar mesmo um anúncio do governo de Filipinas na revista Fortune que nos resulta mui próximo aos galegos e galegas: "Para atraer a empresas como a sua (...) derrubamos montanhas, arrasamos selvas, secamos zonas pantanosas, movemos rios, desprazamos cidades (...) todo para facilitar-lhes, a vostede e á sua empresa, fazer negócios aqui.".



Deveriam ler tamém as palavras escritas fóra dos livros, com spray nas paredes por todo o país ou nas pancartas que acompanharám os seus pasos alá onde vaiam: Governe quem governe, Galiza nom se vende.

Finalmente, e versionando a Castelao, Leo i Arremecághona escrebeu um haiku que espero que leam, senhor presidente, senhor vicepresidente, porque com el se identifica umha cidadania rebelde, imbatível e indignada com a sua política a respeito da natureza: Mexan por nós e caghamos por eles.



...

Revista GPS, 2009


...

Desenhos de Leandro, hundertwasser, Urbano Lugrís e Paco Lareo
Comentários (4) - Categoria: Nom serviam - Publicado o 16-02-2009 00:51
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Galiza nom se Vende


Governe quem governe.

Pois!

Umha pantasma percorre Galiza..., o Ridiculismo
...

Aqui, mais info
Comentários (1) - Categoria: Geral - Publicado o 16-02-2009 00:51
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Rocio C. Romeo: "Isto é umha revoluçom"


A professora Rocio C. Romeo naceu na Barqueira (A Corunha)-1972- e os seus estudos sobre a educaçom e a estimulaçom infantil venhem de dar como resultado um método revolucionário, popularmente conhecido com "Limpa-te, nen@".

Made in Galiza - Pode ponher-nos em antecedentes?

Professora Rocio C. Romeo - Diversos estudos sobre o desenvolvemento psico-motriz tenhem analisado profundamente os processos de evoluçom do bebé humano, mesmo já na vida intra-uterina.

Essa evoluçom é um caminho cara á autonomia persoal, a independéncia, vaia. O neno ou a nena adquire pouco a pouco destrezas numha sucesom de logros continuados, desde o control das cordas vogais até o equilíbrio sobre as extremidades inferiores.

As nais e os pais acompanham com admiraçom e sorpresa, mas tamém estimulando e motivando cada cámbio nese caminho...

- E é nesse processo onde tem lugar a sua experiéncia?

- Ahá. Nesse caminho podem-se acadar logros inusitados no desenvolvemento, como o que demos em chamar Método de Autolimpeza Infantil.

- Em que consiste?

- Durante séculos os pais e nais vivirom o crecemento das crianças como umha sucesom de pasos adiante que, entre outras, passa pola tortuosa etapa do control dos esfíncteres.

Entre os dous e os tres anos, nalguns casos um pouco mais tarde, dependendo da madurez da criança em questiom, as nenas e os nenos abrem um processo de descoberta, conhecemento e relaçom persoal com os próprios excrementos.

- Ahá... E os cueiros...?

- Segundo um estudo da Universidade de Michigam, mudar os cueiros é a tarefa mais denostada por pais e nais. Nós preguntamo-nos... Como pode ser que na história da evoluçom nom dirigisemos a nossa capacidade criativa de cara a mitigar este importante trastorno...?

- E aí entra o seu Método...

- Ahá. O Método de Autolimpeza Infantil levado da teoria á practica com um éxito cientificamente comprobado, -este estudo tem o aval da Universidade de Santiago de Compostela...- tem como objectivo que -despois dum trabalho de educaçom psico-motriz, estimulaçom muscular e motivaçom condutual- o bebé consiga cambiar-se os cueiros a si mesmo.

- É isso realmente possível? De veras? Algo assi como um "Limpa-te, nen@?

- Si, claro, comprobamos que no caminho cara á autonomia..., ou independéncia, melhor, do neno ou a nena, a partir dos 13 meses, e como resultado do nosso programa, o bebé pode chegar a, em primeiro lugar, retirar o cueiro sujo, despois, limpar-se, mais ou menos exhaustivamente, e, logo, claro, pór um cueiro limpo.

Poderam ve-lo proximamente, na presentaçom mundial, com vídeo, em Estocolmo... Ademais de desconcertante é simpatiquissimo!

- Vaia.. E que supóm isto?

- Nós pensamos que isto introduce um cámbio de paradigma, um giro copernicano na história da educaçom infantil... Sem dúbida haverá um antes e um despois do Método de Autolimpeza Infantil ...

- Porque, claro, pensam que vai ser bem recibido nesta sociedade...

- Claro, claro, a descuberta supom um logro para o bebé, mas sobre todo para a nai e o pai. Já sabemos que na sociedade actual o tempo é ouro, e já nom podemos perder minutos e minutos cambiando cueiros. Sabe quantos cueiros gasta umha criatura? Puff!.

Estamos a falar dum importante aforro energético, ademais de solucionar muitos problemas com pais e nais aos que lhes repugnam os excrementos das suas crianças. Muita gente vai-no agradecer... isto é umha verdadeira revoluçom.

Comentários (1) - Categoria: Geral - Publicado o 14-02-2009 11:28
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Primeiro disco de AID!


Flooooooooooooooooooww!

Jugando, aqui podes escoitar Non importa e Ai non

Da poesia ao rap

Aí vai Aid!







Comentários (2) - Categoria: Geral - Publicado o 13-02-2009 20:04
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Quatro anos da Gentalha!



Parabéns!

Emocionante o caminho!

Umha experiéncia para aprendermos muitas cousas sobre criatividade social.

...

O audiovisual, excelente, de gzvideos
Comentários (2) - Categoria: Geral - Publicado o 11-02-2009 21:26
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Domingo 15: Tod@s á Máni!


Eu vou



Por mim que chova..., eu vou!



Nós tamém!



É que isto nom se pode aturar!



Se nom vou vai-me mal.



Mecagho nas escavadoras!



Ferrolterra a Compostela!



E logo nom vou ir?



Vou, vou...



Vou quedar afónico de berrar!



E seremos mais que na mani do outro dia?



@s koalas da Marinha de Lugo nom vamos faltar!



E vai ser umha máni bem colorida!



Hai que turrar da corda que se nom nos arrastram!


...

As agresions ao médio ambiente nom podem continuar.

Só a cidadania pode deter esta escalada de violéncia contra a natureza respaldada polo governo.

Tod@s a Compostela o 15-F.

Terra viva e vida digna para tod@s!

Aqui, o mapa da desfeita

Aqui, o comunicado de GNSV


Comentários (4) - Categoria: Nom serviam - Publicado o 11-02-2009 15:19
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Olhar como tres animais


Segundo contam na Volta Grande do Courel, o jabarim avança olhando por riba do focinho o que tem justo diante, como se fozasse com os olhos, de perto, buscando com curiosidade pequenas cousas, arandos, landras, escornabois.

O merlo avança a média altura, no espazo que vai das raíces das árvores ao cimo, olhando cara adiante e atrás, esquerda e direita, mui rápido e com curiosidade.

E o açor olha desde o céu, ao longe, a grande altura, ás vezes pousa no poste da luz ou no bidueiro que nom partiu o temporal, com curiosidade.

Um dia o açor desde a nuves albiscou um brilho apagado entre o outono ao pé dum castanho, um brilho que parecia...

Justo nesse momento o merlo cruçou o souto voando a média altura e viu na terra uns dentes escondidos entre as folhas, que semelhavam...

E chegou o jabarim afocinhando entre os ouriços das castanhas e o cepo Chak! fechou-se e o jabarim berrou ferido e aterrorizado.

Segundo contam na Volta Grande do Courel, devemos aprender a olhar ao mesmo tempo como os tres animais -o jabarim, o merlo e o açor- para descobrer os cepos escondidos no caminho, na fábrica, na oficina, na televisiom, na rua ou no jornal.

No lugar menos pensado podes pisar um cepo de dentes oxidados.

Por isso, cuidado:

Sempre hai que olhar como tres animais.
Comentários (2) - Categoria: Desenhos - Publicado o 09-02-2009 19:38
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Ridiculismo vs Espanholismo


Perigosa vaca revolucionária detida pola policia.



Perigosa activista social armada de maracas.

Parabéns, Ridiculismo galego em pé.

Poucas vezes podemos ver 30 antidistúrbios armados até os dentes empurrando e ameaçando 60 palhasos -como nos berrou alguem-, a muita honra, por certo.

Abraços ao tuno armado com bombo e prato que -como se ve no vídeo de gznacion (abaixo)- foi agredido pola polícia em pleno pasodobre.

O ABC explica-o assi:

Entre los antagonistas, estaban "Los Españolísimos", que disfrazados de obispos, bailarinas y toreros corearon consignas como "En Galicia, en cristiano", "Gallego y Portugués, la misma mierda es", "El dialecto que se lo metan por el recto", "Vamos a tomar un vino español", o "La Policía es nuestra amiga". Algunos de los adscritos a Galicia Bilingüe pensaron, al principio, que era un grupo de apoyo, aunque pronto se percataron de que los estaban parodiando y burlándose.

La única nota cómica la marcó un niño que le dijo a su padre: "¿Pero no ves que están diciendo "somos fachas, fachas de verdad"... Eso es que no lo son".


Um vídeo mui significativo sobre o ridiculismo e as outras caras mais sérias da manifestaçom e a contra-manifestaçom em gzvideos

A violéncia policial, indiscutível, inhumana.

E adhiro-me, solidariamente, ás apertas do
colectivo ridiculista: Um abraço muuuito especial às três vacas da Isca! que, junto com outros sete activistas pro-galego, estám agora mesmo estabuladas nos calabouços da Polícia espanhola, à espera de serem postas a disposiçom judicial. Vacas à rua, o leite continua!


...

Um exemplo de parcialidade informativa. Comparem:

Artigo da Voz

vs segundo 50 do vídeo de A Nosa Terra

...

Saúdos aos jornalistas que se arriscarom a receber porrazos e botelhazos a cámbio de images e sons.

Aperta aos colegas jornalistas de A Nosa Terra e Gzifoto agredidos pola policia.

...

E apertas á gente da Gentalha do Pichel (e por suposto a tod@s @s agredid@s), á que lhe levantarom e deixarom caer as porras por levantar a voz.

...

Vídeo da acçom ridiculista na frente da manifestaçom espanholista: Tres vacas detidas
Comentários (13) - Categoria: Nom serviam - Publicado o 09-02-2009 02:47
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A-wechoù e santan e vank gerioù em bro


Pa ne gomz ket ganin em yezh
Manouez stal ar bleunoiù e santan
Ez eus ur pradad bokedoù-an-Dreinded o vont da get,
Ha pa ne gomzer ket va yezh
E karrdi kempenn karroñsadurioù
E vergl un dra bennak ennon
Hag e kollan arc´hant
Pa ne bleder ket gant ma yezh en ti-bank
Ha pa zigoran ar c´hazetennoù
Ha ne weler ket va yezh nemet dindan ar mein
Co evel ma vefe va bro unan all.

A-echoù pa vezan er c´harr-boutin
Ha ne glevan den ebet o komz va yezh
E serran hag e tigoran va daoulagad a-benn gouzout
Hag oc´h hunvreal emaon.
Ha pa glevan war ur blasenn ur paotrig
Pe ur plac´hig hag a gomz eveldon,
Em eus c´hoant stardañ anezho etre va divrec´h
a-benn gwareziñ anezho diouzh kemen tra
a zo o c´hoarvezout
a-raok ma vefe re ziwezhat.

A-wechoù e santan e vank gerioù em bro,
Hag ez eont da get a zeiz da zeiz,
Hag eus tud hag a zilez anezho
Ha tud a guzh anezho
Ha santout a ran e ya
Va bro war vihanaat tamm-ha-tamm
Hag ez eus nebeteutoc´h ac´hanomp peogwir
Ez eus nebeutoc´h a c´herioù.

Em bro ez eus kalz tud
O klask war-lec´h
Ar gerioù a vank deomp.
Klask a reomp dindan ar mein,
Er c´hazetennoù
Pe e-touez paotredigoù ha mer´hedigoù hag a zo
O c´hedal ar c´harr kavet
Ha reoù all hag a zo bet kollet da viken.

Plijout a rafe din e kavfec´h va gerioù
Evel ma ´m eus-me ezhomm eus ho re.


Made in Galiza, Ed. Galaxia, 2007

Brezohoneg gant Carolina Díaz

...

Na revista bretoa AL LIAMM - Niverenn 371 - MIZ KERZU 2008

Obrigado, Carolina!

...

As veces sinto que no meu país faltan palabras

Sinto que cando a muller da floristería
non me fala na miña lingua
desaparece un prado de pensamentos azuis,
que cando no taller de chapa e pintura
non falan a miña lingua
oxídase algo por dentro miña,
que perdo cartos
cando no banco non me atenden no meu idioma.
E cando abro os xornais
e a miña lingua só aparece debaixo das pedras
é como se o meu país fose outro.

Ás veces cando estou no autobús
e non escoito a ninguén falando a miña lingua
fecho a abro os ollos para ver se estou soñando.
E cando no medio dunha praza escoito un neno
ou unha nena que fala como min
teño ganas de abrazala,
de protexela de todo o que está a suceder
antes de que sexa demasiado tarde.

Ás veces sinto que non meu país faltan palabras,
que desaparecen día a día,
que hai xente que as abandona
e xente que as esconde
e sinto que pouco a pouco
o meu país vai facéndose máis pequeno
e que somos menos porque hai menos palabras.

No meu país hai moita xente
buscando
as palabras que nos faltan.
Buscamos debaixo das pedras
nos xornais
ou nos nenos e nenas que agardan o autobús,
palabras que ás veces aparecen
e outras se perderon para sempre.

Gustaríame que atopásedes as miñas palabras
como eu necesito as vosas.


Made in Galiza, Galaxia, 2007

Comentários (0) - Categoria: Geral - Publicado o 06-02-2009 16:22
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Livre


Teo e Estrela mercarom umha cartolina negra e umha branca e subirom ao ibiza e saírom da cidade. A cámada de vídeo, o arame, a cinta adhesiva, o trípode, as tesoiras…

Quando atoparom o sinal de precauçom, paso de animais em liberdade, um desses triángulos com a silueta negra dum corço, Teo montou o trípode e preparou a cámara.

Estrela recortou na cartolina negra umha figura exactamente igual á do corço do triángulo e despois pegou um triángulo de cartolina branca sobre o sinal da estrada, dentro das marges vermelhas, cubrindo de branco o corço do sinal.

Um extremo do arame enganchou-no ao corço de cartom, reforzado com várias capas de cartolina. Vai!

Bem, dixo Teo, agora mantém o corço no centro do sinal, aí, si, sem move-lo, bem, bem, começo a gravar. Assi, nom o movas. 10, 15, 20 segundos.

Vale, agora, si, move-o. Lentamente, como tremendo, despácio, fai que o corço, a modo, se mova, cara adiante e arriba, dentro do sinal, e agora, agora um chimpo! salta fóra!

O corço saltou fóra do sinal de tráfico, sobre o céu azul e o prado verde e a estrada gris e foi-se, saíndo do plano.

A cámara ficou olhando o sinal baleiro, 10, 15, 20 segundos.

Bem, aqui está o guiom, vamos grava-lo, dixo Teo já na casa. Estrela, le a modinho, como nos documentais da National Geographic. Oquei, ai vai:




Era umha vez um corço que vivia num sinal de tráfico numha estrada secundária.
Aparentemente estava saltando no ar, com as patas estricadas, a cabeça ergueita, mas o certo é que levava muitos anos sem se mover dentro daquel triángulo.

Ás vezes distraia-se: um ciclista, umha muher com um paráguas vermelho, paxaros, um autobus, e contava coches, 1, 2, 3 , 4, 325…, ou nuves.

A sua vida era tam monótona e triste que um dia descobreu que estava começando a oxidar-se. E pensou algo que nunca antes chegara a pensar: intentar ser livre.

Intentou-no pola manhá ao saír o sol, fixo força com as patas de diante e… nada.
Voltou intenta-lo a mediodia, fixo força toda a tarde com as patas de atrás e… nada.
E voltou intenta-lo á noite, fixo força toda a noite com as patas de diante e de atrás e… quando sentiu a calor da primeira luz do sol deu-se de conta de que… estava movendo-se! Era possível.

Fixo força e força e upa! Pegou um chimpo e conseguiu liberar-se do sinal de tráfico de animais em liberdade.


Como quedou?
Um pouco hippi… Falta-lhe a música e a ver que tal.
E como é?
Umm… De momento vas tes que imagina-la.



...

Para a livraria Couceiro, no seu XXXX aniversário. Parabéns!
Comentários (3) - Categoria: Desenhos - Publicado o 05-02-2009 22:13
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