Made in Galiza


Eu nunca serei yo
Um caderno de trabalho de Séchu Sende

A minha obra neste caderno está licenciada baixo creative commons, copiceibe.

O autor solicita comunicar-lhe qualquer uso ou modificaçom da sua obra no email de contacto aqui sinalado.

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Língua e psicologia social


Por exemplo:

Entre os atributos e apariéncias observábeis numha persoa e que construem a sua identidade social está a língua.

?Si hombre si, el presidente de la comunidad de vecinos, ese de pelo cano, ese que habla gallego?.

Em determinados contextos falar galego está marcado fronte a umha suposta normalidade: falar castelám.

Mesmo hai gente que interpreta que quem fala galego o fai porque vem da aldeia ou´"é" dum determinado partido político.

Isso som preconceptos e os preconceptos criam estigmas.

Um estigma é um atributo desacreditador. E os estigmas construem-se socialmente.

A persoa estigmatizada sente que um atributo determinado (falar galego, ter acento galego) a converte em menos apetecíbel ou menospreçada, ou supóm um defecto ou desavantage diante dos demais.

Olho: Um atributo que estigmatiza a um tipo de posuidor (diglósico: a nossa tía galego-falante fala español com o médico porque ?o galego vale menos?) pode confirmar a normalidade doutro (eu, que non sinto por ningures esse ?menospreço? ) e, por tanto esse atributo nom é nem deshonroso nem ignominioso de seu. Evidentemente.

A persoa estigmatizada pode chegar a nom ter sensaçom de persoa normal, sensaçom de que nom encaixa, non é aceptada polos outros. Pode chegar a minusvalorarse a si mesma.

Como resposta ante esta situaçom a gente que se sente estigmatizada?

Ás vezes intentando corrigir o seu "defecto". No caso da língua a operaçom de cirurgia adoita ser a deserçom lingüística.

O resultado muitas vezes nom é a adquisiçom dum estatus ?normal? para a língua que fala, senóm a transformaçom do ?eu?. (eu=yo)

Por exemplo: pais e nais galego-falantes que evitam transmitir aos filhos e filhas o que consideram estigma e aprenden-lhes a língua ?normal?: o espanhol.

Mais dumha vez tenho visto rapaces e rapazas galego-falantes em saídas de estudos que, quando se atopam em situaçóns nas que consideram que a sua língua se converte num estigma ?por exemplo diante de gente desconhecida, num comércio-, ocultam o estigma: cámbiam o Eu polo Yo, o galego polo castelám.

Em fim, que tristemente o processo de colonizaçom lingüística de vários centos de anos aínda segue mui activa entre nós dunha forma invisíbel: a nossa psicologia social.

Por isso, umha das fontes mais valiosas da reflexom e a acçom para o cámbio social da língua na Galiza está nessa ciéncia.

Quanta gente está a abordar o processo de normalizaçom desde o enfoque da Psicologia Social -e desde outras ciéncias sociais- na Galiza?

Made in Galiza é fruto da minha impoténcia como filólogo, e dumha procura autodidacta e intuitiva de soluçons prácticas ao conflito sociolingüístico cotiám, quando me dei conta -como muita outra gente- de que despois de saír da faculdade diante da palavra estigma pouco mais podia fazer que umha análise gramatical.

E que havia que procurar outros caminhos.




Comentários (6) - Categoria: Geral - Publicado o 16-10-2007 18:04
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Xan Castro Huerga (1)


?Querería chamarvos á cara
filhos de puta,
pero respeto? demasiado as vosas faces
porque sei da natureza onde vivimos;
mais non por iso deixo que me invada
e me instalo na añoranza do perdido,
que aínda que inútil
vos digo
que non hai nada máis grande neste mundo
que a honra na derrota.?


Xan Castro Huerga, 1972-1995.
A cas dos mortos, inédito.


Companheiro de Serán-Vencello.
Grande!








Comentários (3) - Categoria: Geral - Publicado o 16-10-2007 07:23
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O homem ou é tonto ou é mulher


Um livro de Gonçalo M. Tavares

Eu gostei imenso d´O senhor Brecht:

"Hesitaçao

O homem no meio da escada hesitava há vários dias entre subir e descer. Os anos passavam e o homem continuava a hesitar: subo ou desço?
Até que certo dia a escada caiu."



Este é o caderno persoal de Tavares: ...em construçom!

Comentários (2) - Categoria: Geral - Publicado o 14-10-2007 18:58
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O home aforcado
Comentários (4) - Categoria: Desenhos - Publicado o 10-10-2007 22:09
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Bombonas de butano polas janelas


A cousa era assi, tio. Seria 1978 mais ou menos. Em Santiago havia um mogolhom de bulhas entre os estudantes e a policia.

Pero nom era como agora, olho. Daquela case todo o mundo estava metido em politica. Todo o mundo, digo, muita gente que estudava. Era todo mui combativo, sabes. A gente era mui consciente dos abusos. E protestava. Arrea.

Eu falo-che de 1978, que já morrera Franco e estavamos com a transiçom e os ánimos mui caldeados. Era impressionante. Umha vez quedamos em ir a Simago. Daquela Simago era a óstia, claro, como agora o Corte Inglés, sabes, um súper grande, enorme, moderno e guai, sabes?.

Entom quedávamos e alá apareciamos de repente douscentos estudantes em Simago. Faciamos a compra e quando nos tocava pagar deixavamos o tiquet e diciamos Isto vai a conta da Universidade. E assi, pum, pum, pum, um a um. Paga a Universidade, Paga a Universidade. Umhas colas...!

Alá os douscentos colapsando o rolho com a movida e de súbito vemos os antidistúrbios á porta de Simago. Um monte deles, claro. Fechando a saída. E eu recordo ali todo o mundo dos nervos, A ver, como saímos, e pam, óstia, por onde saímos agora, cabróns, e tal e tumba.

Nom sei como fixemos mais atravessamos a barreira de antidistúrbios, pum, pum pum, somanta de óstias, e já estavamos do outro lado. Uf...

Umha vez na rua de Santiago de Chile. Alucinante, tio. Umha mani bastante grande, petada, e de repente, plas, plas, a policia corta todas as saídas. Furgonas, escudos, pelotas de goma. Encerrados. Aí venhem. Todas as saídas fechadas, tio, nom havia escapatória.

E alá começam a repartir porrazos e pelotazos, a discreçom, e a gente chamando aos timbres, piii, piiii, piiiiii, por favor, por favor, entrando nos portais, subindo polas escaleiras a lume de caroço, pa, pa, pa, e alá todos apretados no descanso do último andar. Alguns entraban nos pisos, abriam-lhes a porta, os que viviam ali metiam gente dentro, e eu tenho gravada na cabeça a imagem das bombonas de butano, bombonas de butano!, a gente tirando-lhe bombonas de butano desde os pisos á policia. Bombonas de butano!

...


A Miguel de Lira, que estivo ali.


(Publicado em Grial, 2005)
Comentários (3) - Categoria: Nom serviam - Publicado o 10-10-2007 19:16
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Sobre Made in Galiza






































Entre o conto e o ensaio...

...no Cartafol nos libros de vieiros

E algo sobre o humor social e a alegre rebeldia em
A cara risoña da lingua
Comentários (3) - Categoria: Geral - Publicado o 10-10-2007 12:26
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Leoparda e Babuíno


Leoparda tinha fame e meteu-lhe o dente a mamá babuina.
Mas mamá babuína nom estava soa, tinha a Babuino ao lombo.
Quando Leoparda descubriu o Babuininho começou a lamber nel. E adoptou-no.

Umha história estremecedora.
Ping, ping, para chorar de emoçom.

Para profes de língua portuguesa e curios@s:
Texto das legendas em Ensino obrigatório até os 65
Comentários (3) - Categoria: Geral - Publicado o 10-10-2007 10:48
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Homer Simpsom em Reganosa
Umha produçom Feita na Casa/Made in Galiza



....



No capítulo anterior... Heidi no Courel!

Comentários (5) - Categoria: Desenhos - Publicado o 05-10-2007 18:24
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Quando todo parece estar perdido...


Um clásico!

O búfalo, os leóns e o crocodilo:
UMHA HISTÓRIA QUE NUNCA ESQUECERÁS!

A uniom fai a força.

As raçons dos movimentos sociais.

Comentários (3) - Categoria: Geral - Publicado o 05-10-2007 17:33
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Os animais de dous em dous uah! uah!


Luar na Lubre

Como explicam: Trátase dumha melodi­a de orixe irlandés, que coas emigracións foi á América onde foi adaptada como propia, incluso variándoa con diferentes letras.

A versión de Luar na Lubre é unha adaptación de Xabier Cordal dunha das letras tradicionais, que ten unha posible orixe bí­blica.


E os primeiros comentários no youtube:

Dervish41: Great!!!

Quinindiolas: Isto ten que ir pra o Xabarín pero xa! Cheghado o caso pode ser o Pirimpimpím do outono-inverno. Que bos os LNL!!

amananast: uah, uah..
amananast: é xenial non paro de escoitalo :) :) :)

pupdnd: LINDO!!!

papigil: Moitas grazas polo adianto, meu.

florencioalonso: Grande Luar Na Lubre!
A ver cuándo los tenemos de nuevo por Montevideo!

Comentários (5) - Categoria: Geral - Publicado o 05-10-2007 17:18
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Um grao de areia polo Courel


Aqui: Imposto revolucionário polo Courel...
Comentários (2) - Categoria: Nom serviam - Publicado o 05-10-2007 13:34
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No feche de Mugardos


Lerom-se um capítulo d´O home inédito e tres relatos de Made in Galiza e Orixe. Despois a gente falou.
Algumhas ideias sobre o que se comentou e sentiu:

1. Objectivo prioritário:

Vertebrar o movimento social. Tecer a rede entre os conflitos locais. Hai que botar a rede.

Hai convocada umha reunióm pola Rede Litoral Vivo o 20 de outubro em Compostela: Galeria Sargadelos. 12.00.

2. Nova detonaçon de humanidade: as relaçons persoais a unir gente que nom se conhecia. A rede mais efectiva é tamem afectiva.

3. Estado de ánimo social:

Muita energia!!!!!
Hai que rebotarse!!!!!

4. Diante dos intentos de criminalizaçom: alegre rebeldia.

5. Com Luz e António lembramos, despois da charla, o feche no Concelho de Allariz com Anxo Quintana como um dos líderes sociais:




"O 11 de agosto de 1989, ducias de veciños de Allariz iniciaron un peche peche nas oficinas da casa do concello para denunciar o mal estado das augas do río Arnoia.

Os veciños de Allariz que se pecharon no concello aquel verán do 89 viviron ameazas de desaloxo, negociacións políticas a múltiples bandas, denuncias xudiciais, grandes celebracións festivas, cárcere, demisións, procesos de disolución da corporación, cambio de alcalde, enfrontamentos personais, soños colectivos...

En definitiva, unha explosión de acontecementos sociais e individuais que lle deron corpo ao seu futuro cun intermedio de ?acción revolucionaria? de pouco máis de tres meses"




Comentários (3) - Categoria: Nom serviam - Publicado o 05-10-2007 13:01
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Freebatasuna
Freebatasuna

Comentários (2) - Categoria: Geral - Publicado o 03-10-2007 12:38
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Literatura contra Reganosa


Poema:

Esta quinta feira, xoves,
4 de outubro
ás 19:30,
em apoio e solidariedade
com os vecinhos e vecinhas fechadas
desde o 23 de julho
no concelho de MUGARDOS
em oposiçom
á apertura da planta de gas
de REGANOSA
dentro da ría de Ferrol.








Comentários (8) - Categoria: Nom serviam - Publicado o 03-10-2007 08:38
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No Festival Internacional Galicreques


Ehem, ehem...

Fai-se saber que o Circo de Pulgas Carruselo apressenta o pequeno grande espectáculo

GALIZA PULGAS CIRCUS

na sua primeira participaçom num Festival, o Festival Internacional Galicreques, de Compostela.

Este sábado 6 de outubro ás 12.00
no Centro Sociocultural do Ensanche.

Com o grande domador de pulgas e psicoentomólogo
CLAUDIO CARRUSELO, (na foto).

E um guióm contra o medo deste que tamém escrebe guións made in galiza para pulgas selvagens.

Se tes entre 3 e 9 anos -cronológicos ou mentais-nom podes perde-lo!


Mais info:
Galiza Pulgas Circus
Festival Internacional Galicreques

A foto é da agéncia gráfica de informaçom galiza independente
Comentários (1) - Categoria: Geral - Publicado o 01-10-2007 19:59
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O chinés que falava galego em Nova York


Pois parece ser que um dia a Torrente Ballester deu-lhe um ataque de saudade em Nova York.

E como um dos lugares onde mais afecta a morrinha é o bandulho, Torrente Ballester procurou por toda a cidade umha casa de comida galega.

E, claro, como nom é de estranhar, atopou-no.

Assi que entrou e sentou e apareceu o camareiro, que era chinés.

O camareiro preguntou-lhe Que vai querer o senhor.

E a Torrente estranhou-lhe que o chinés falasse galego mas pediu um caldo para começar.

O camareiro chegava, servia, falava em galego, e a Torrente, como nunca vira um chinés a falar a nossa língua, com sotaque de Camarinhas, aquilo pareceu-lhe tam curioso que despois de pagar a conta colheu e foi falar com o chefe do bar.

- Ola, debeu dicer-lhe. E logo, mire, se nom é indiscreçom..., e logo como fala este chinés tam bem o galego.

E dixo-lhe o senhor ponhendo o dedo diante da boca:

- Ssssh, cale, cale, que el pensa que está aprendendo inglés.


......

Obrigado pola história a Javier, que nos fixo rir com ela na apressentaçom de Made in Galiza em Carvalho.

Comentários (8) - Categoria: Geral - Publicado o 01-10-2007 15:36
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2 ª ediçom de Made in Galiza!


Alegria!

Em 4 meses esgotastes a 1º ediçom e hai que meter-lhe máis papel á máquina de comunicar.

Obrigado a todos e a todas vós pola transmisom boca a boca e a generosidade.

Vemo-nos nos bares!

Comentários (21) - Categoria: Geral - Publicado o 01-10-2007 10:39
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