Made in Galiza


Eu nunca serei yo
Um caderno de trabalho de Séchu Sende

A minha obra neste caderno está licenciada baixo creative commons, copiceibe.

O autor solicita comunicar-lhe qualquer uso ou modificaçom da sua obra no email de contacto aqui sinalado.

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Comentários (0) - Categoria: Geral - Publicado o 31-10-2007 12:49
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Os tres do Eixo



Como!
Justiça?
... á merda.

Em quatro palavras.

Liberdade para Os tres do Eixo
Comentários (4) - Categoria: Nom serviam - Publicado o 31-10-2007 09:31
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Biblio-sofá


Eu quero um assi.
Comentários (0) - Categoria: Geral - Publicado o 30-10-2007 15:31
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Cosmopolitas e cosmopaletos


Olá, sou madrileño, assim com eñe, chamo-me Cristóbal e atendendo ao pedido do amigo Séchu Sende vou expor a minha história como excepçom que confirma a regra.

Pode ser que me engane, mas polas referências que tenho depois de 15 anos a veranear na Galiza, devo ser o primeiro madrilenho que fala galego.

A motivaçom que me levou a falar galego nom foi ideológica, nem cultural, nem social... Nom, foi umha motivaçon também excepcional: eu comecei a falar galego por razons grastronómicas. Explico-me.

Os primeiros Veraos na Rias Baixas descobrim que quando entrava num bar ou restaurante acompanhado de amigos galegos ? ou galegas ?, no momento de pedir, um deles levantava a mao e dizia-me: «Sssh, tu cala, que já pido eu». E claro, pedia. Um pincho de tortilha, ou uns choquinhos ou umhas xoubas ou o que fosse.


Ao princípio pensei que se tratava de umha questom de boa educaçom, mas depois comecei a compreendê-lo, especialmente quando cheguei a botar-lhe umha olhadela ao tique da conta. Por isso as primeiras palavras que dixem em galego fôrom: «um café com leite, por favor». E desde aquela descobrim que a diferença entre pedir
un café con leche com sotaque de Móstoles e pedir um café com leite com sotaque de Ribeira podia ser de 50 céntimos. E nom digamos nada da
minha surpresa quando comecei a deixar de pedir em castelhano as nécoras e os percebes!

Nom tardei em dar-me conta de que um madrileno a falar galego é cousa inaudita neste país e graças à minha capacidade para imitar os sotaques e traços dialectais. Se estou em Mogia,
por exemplo digo «a chuleta com mutas patacas, por favor», como se fosse dali de toda a vida. Conseguim alviscar essa Galiza que contados veraneantes madrilenos pudérom ver nunca.

Aliás, cheguei a compreender os muitos significados que a palavra madrilenho tem neste país e que os meus vizinhos os fodechinchos nem podem imaginar.

Quando Aznar eliminou as iniciais das matrículas dos carros sentou-me bem, porque o vou negar? Era a forma mais rápida de deixar de ser um fodechinchos motorizado. A mim pessoalmente
a matrícula dava-me vergonha...

Tenho um colega em Boiro que, entre Junho e Setembro, quando vê um carro a fazer umha manobra irregular, como coar-se-lhe rapidamente
na praça que estava aguardando para arrumar o carro, di em voz mais ou menos alta, segundo as circunstáncias, «madrilenho tinhas que ser», ainda que na matrícula nom apareça já o M da
capital de Espanha e o carro seja do Porrinho ou de Lalim.

Os madrilenhos sempre nos gavamos de que Madrid é a capital da gente cosmopolita. Cousa curiosa pois, segundo as definiçons do dicionário, cosmopolita vem significar «que se considera cidadao de todos os países» ou ainda «que se acomoda aos usos estrangeiros». Enfim. Aseguro-vos que, salvando as excepçons, ? já dixem
antes que nem todos os madrilenhos somos iguais ?Madrid é a capital dos cosmopaletos.

Os cosmopaletos nom aprendêrom a dizer «bom dia» ou «chamo-me Tal», ou «tens lume?», ainda que
levem vinte anos a veranear na Galiza, porque ainda continuam a pensar que o galego é um dialecto e a Galiza umha regiom da Espanha.

Os cosmopaletos contam chistes de cataláns
tacanhos, bascos brutos e galegos parvos.
Os cosmopaletos roubam berberechos nas praias e quando lhes chamam a atençom dizem que «o mar é
de todos». Para os cosmopaletos só há umha cousa melhor que comer barato no Verao, que é comer de gratis numha festa gastronómica. Os cosmopaletos
normalmente só falam espanhol, idioma que como todo cosmopaleto sabe, hablan muchísimos millones de personas en el mundo.

Quando um cosmopaleto viaja a Portugal tem complexo de superioridade, e quando vai à França, de inferioridade. O cosmopaleto sempre
acaba dizendo «yo es que soy cosmopolita
» ou «una cosa es la libertad y otra el libertinaje» ou «a los catalanes y a los vascos había que...», porque os cosmopaletos sempre se esquecem, intencionadamente, dos galegos. Para
os cosmopaletos a Galiza nom é o país onde nom vivem os galegos, nom, para os cosmopaletos Galicia é um lugar onde vivem galeguiños, assim,
com eñe. E galeguiñas, claro.

Enfim, volvendo ao meu caso pessoal. Quero despedir-me, como bom madrilenho, depois de todo, levando a contrária a Castelao, que escreveu aquela frase de «? Yo no siento la necesidad de hablar gallego / ? Porque essa necesidade nom se sente no bandulho ». Nom. Ponho-me como exemplo de que algum dia os madrilenhos descobrirám a necessidade de falar galego quando venham comer e botar a sesta à Galiza, para que o marisco lhes saia um pouco mais barato.

Claro que antes tenhem de aceitar dar o passo de se fazerem passar por galegos no momento de pedir no bar ou no restaurante, cousa que de um
ponto de vista antropológico implica mudar a castiza chularia pola enxebre humildade ? se continuamos a falar com tópicos ?, cousa abofé difícil para os madrilenhos que continuam
a pensar que veraneam en províncias e que os galegos somos simplesmente paletos de segunda. Porque o cosmopaleto madrilenho joga em primeira
divisom.

.................

Publicado n´O Pasquim, nº 2, suplemento humorístico do Novas da Galiza
Comentários (3) - Categoria: Geral - Publicado o 30-10-2007 15:13
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Made in Galiza na prensa

Autobombona:

A primeira, aqui.

E a segunda, acó.

Comentários (0) - Categoria: Geral - Publicado o 29-10-2007 19:43
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ESCHER


Ai vai umha animaçom criada a partir dum desenho de Escher

E aqui a página oficial de Cornelius,, para @s amig@s.

Isto tambem é curioso, a banana e o círculo vicioso:



Comentários (2) - Categoria: Geral - Publicado o 28-10-2007 21:59
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ONDE ESTÁM AS PALAVRAS DE LAURA


Para Candela,
e Rocio,
e Marga,
e Maria de Malpica,
e Fran e Ana,
e Pimi e Marta,
e Concha e Javi,
e Mario,
e Xiana e Mara,
e Eva, Miguel, Lua e Cora,
e Edu e Mateu,
a Dom Pepe,
e para Etcétera Etcétera...

................


Onde estám as palavras de Laura?
é um relato made in galiza escrito em maio e desenhado em outubro de 2007, a partir de desenhos de alunos e alunas de infantil de diversos centros da Galiza recolhidos por Rocio.

Aí vai -obrigado, xano- a ligaçom: http://apps.rockyou.com/rockyou.swf?instanceid=88673429

Para beibiceibes: Copyceibe.



Comentários (6) - Categoria: Desenhos - Publicado o 26-10-2007 16:10
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Ler deve ser proibido


Cuidado, ler pode volver as pessoas perigosamente mais humanas...

Comentários (2) - Categoria: Geral - Publicado o 25-10-2007 18:56
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Mecaches!


Umha de cal e outra de areia...

Na revista Protexta, Eloy García escrebe, entre outras cousas:

- Em Made in Galiza... "Hai de todo agás esa cousa estraña que chamamos literatura"

- "No mellor dos casos as historias producen un leve sorriso (...) pero por desgraza, a meirande parte das historia non tiran por este camiño, senón polo das branduras máis obvias"

- "Ás veces un pregúntase se libros como este terían sentido nalgún outro lugar do mundo".


Em fim... Nom chove a gosto de tod@s!

Obrigado!
Comentários (3) - Categoria: Geral - Publicado o 25-10-2007 11:49
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Os tres do Eixo


Se os tres do Eixo,
Simón Márquez,
Xosé Moreira
e Xesús Montoiro,
entram na cadea
este 30 de outubro de 2007,
milheiros de persoas confirmaremos
-mais umha vez algumha gente,
por vez primeira outra-,
que esta justiça que se nos impóm
é tam injusta
e aliada do poder
que chega enviar á cadea
tres inocentes,
sem que ninguem poda evita-lo,
polo que a ti mesm@ te poderiam apanhar
e privar de liberdade manhá!

E a partir de ai
outra vez
já nada voltará ser como antes.

Liberdade!!!

Mais info aqui

e aqui

...e aqui

e mais aqui

Comentários (7) - Categoria: Desenhos - Publicado o 24-10-2007 18:48
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Nao há estrelas no céu!


Não há estrelas no céu
Não há estrelas no céu
A dourar o meu caminho
Por mais amigos que tenho
Sinto-me sempre sozinho

De que vale ter a chave
De casa para entrar
Ter uma nota no bolso
Para cigarros e bilhar

A primavera da vida é bonita de viver
Tão depressa o sol brilha como a seguir está a chover
Para mim hoje é Janeiro, está um frio de rachar
Parece que o mundo inteiro se uniu para me tramar

Passo horas no café
Sem saber para onde ir
Tudo a volta é tão feio
Só me apetece fugir

Vejo-me a noite ao espelho
O corpo sempre a mudar
De manha ouço o conselho
Que o velho tem para me dar

Refrão

Vou por aí às escondidas
A espreitar às janelas
Perdido nas avenidas
E achado nas vielas

Mãe o meu primeiro amor
Foi um trapézio sem rede
Sai da frente por favor
Estou entre a espada e a parede

Não vês como isto é duro
Ser jovem não é um posto
Ter de encarar o futuro
Com borbulhas no rosto

Porque é que tudo é incerto
Não pode ser sempre assim
Se não fosse o rock and roll
O que seria de mim?

Refrão

Rui Veloso

Comentários (1) - Categoria: Geral - Publicado o 24-10-2007 11:28
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Museu 3D do Circo de Pulgas Carruselo


Aínda nom conheces o Galiza Pulgas Circus?

Ahá, o Circo de Pulgas Carruselo é umha desas cousas pequenas que podem encher a nossa vida de grandes emoçons.

Podes fazer umha viagem polo Museu em 3 Dimensóns.

Move-te com as frechas do teclado...

Olho com as pulgas!!!
Comentários (0) - Categoria: Desenhos - Publicado o 24-10-2007 09:27
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A Casa, de Vinicius de Moraes


Era uma casa
Muito engraçada
Não tinha teto
Não tinha nada
Ninguém podia entrar nela, não
Porque na casa não tinha chão
Ninguém podia dormir na rede
Porque na casa não tinha parede
Ninguém podia fazer pipi
Porque penico não tinha ali
Mas era feita com muito esmero
Na rua dos Bobos
Número zero




Imprescindíbel para os nenos e as nenas da casa!

E aqui a história da cancioncinha!

Esta é casa que originou ésta música de Vinicius de Moraes:

Comentários (3) - Categoria: Geral - Publicado o 23-10-2007 21:45
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Franco Battiato / Nómadi




Em La Bola de Cristal


Nomadi Lyrics

.............

Nómadas que buscam
os ángulos da tranquilidade
nas néboas do norte,
nos tumultos civilizados
entre os claro escuros
e a monotonia
dos dias que pasam

Caminhante que vas
em busca da paz no crepúsculo

Darás con ela
ao final do teu caminho

Longo o transito da aparente dualidade
a poalha de setembro
esperta o vacio do meu cuarto
e os lamentos da soidade
aínda se prolongam
como um estranxeiro nom sinto ataduras do sentimento

E marcharei da cidade
esperando um novo espertar

Os viaxantes vam em busca de hospitalidade
em aldeas soleadas,
nos baixos fondos da imensidade
e despois dormem sobre as almofadas da terra

Forasteiro que buscas
a dimensom insondábel
darás com ela, fora da cidade,
ao final do teu caminho.

Comentários (5) - Categoria: Geral - Publicado o 23-10-2007 17:50
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O corvo


O home da camisa branca espertava com um corvo no cabeçal da cama e barbeava-se com o corvo no ombro.

O corvo olhava o seu reflexo dentro das culheres na cocinha e quando o home da camisa branca prendia a tele o corvo voava e pousava nela suavemente.

Quando saía da casa sabia que o corvo saía com el da casa tamém. E sabia que estaria arriba se olhava o ceu. Quando o home da camisa branca chegava á casa á noite o corvo aguardava que sacasse a chaqueta e pousava outra vez no seu ombro.

Fregava a taça e a culher com o corvo no ombro, fazia a ceia com o corvo no ombro, o corvo seguia-o despois ao sofá, e quando as vozes da tele soavam como a vários quilómetros de distáncia, o home da camisa branca erguia-se corvo no ombro.

Lavava a cara com o corvo no ombro e deitava-se fechando os olhos mirando o corvo aos pés da cama.

O home da camisa branca durmia. E nos seus sonhos o corvo, o corvo nom podia entrar.

......


Contigo, Annabel
Comentários (1) - Categoria: Geral - Publicado o 23-10-2007 17:32
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Apresentaçom em Ferrol, em Artábria!


Sexta-feira 26: Apresentaçom de Made in Galiza, às 22 horas.

Dentro do seu programa de setembro/outubro, no seu noveno aniversário.

Vemo-nos no local social!
Comentários (2) - Categoria: Geral - Publicado o 21-10-2007 21:10
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Livros bonitos

Nove dos melhores desenhos de portadas de livros de 2006 e 2007 segundo The Book Design Review , mais o desenho Made in Galiza das bombonas, que bem podia estar num museu de livros bonitos...

Obrigado mais umha vez, Pánchez, por essa imagem que vale mais que mil palavras!


Comentários (2) - Categoria: Desenhos - Publicado o 20-10-2007 16:22
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Asembleia: Galiza nom se vende


Este sábado, 20 de outubro, na Galeria Sargadelos, 12.00. Compostela.

Convoca Rede Litoral Vivo:

"Pregamos a asistencia de todos os colectivos cidadáns, organizacións ecoloxistas, representantes da cultura e calesquera cidadáns que sintan a necesidade ineludíbel de opoñerse á perda do privilexiado hábitat galego, o que mellor define a nosa identidade."

Aqui mais info: Galiza nom se vende

Aqui:
Homer Simpsom em Reganosa
Comentários (0) - Categoria: Nom serviam - Publicado o 18-10-2007 14:40
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É tam difícil dicer Josep Lluis?


No programa Tengo una pregunta para usted.

Primeiro, um rapaz:

- Señor José Luís...

- Perdón, yo me llamo Josep Lluis...

- No, es que yo no entiendo catalán...

- No, es que no hace falta entender el catalán... Yo me llamo como me llamo aquí y en la China Popular y usted no tiene ningún derecho a modificar mi nombre. Yo me llamo Josep lluis, no me llamo de otra forma.

- Bueno, pues, Carod-Rovira..., como quiera usted llamarse.





Mais tarde, umha senhora:

- Señor José Luís... (...)

- (...) Yo no me llamo Jose Luís. Si ustedes en trescientos años, desde 1714 hasta ahora, no aprendieron siquiera a decir Josep Lluis, pero en cambio saben decir Schwarzenegger o Shevardnadze, ustedes tienen algún problema...
Comentários (8) - Categoria: Nom serviam - Publicado o 17-10-2007 17:38
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Yolanda Castaño impom-lhe fronteiras aos aduaneiros


A página web de Aduaneiros Sem Fronteiras vem de suspender-se ante as ameaças legais do serviço jurídico de Yolanda Castaño. E nom é broma.

A criatividade rebelde e humorística dum dos referentes do activismo lúdico da rede galega vem de caer no siléncio.

Eu sempre me sentim de aduaneiros sem fronteiros, e hoje tamem.

E o Ex-aduaneiro Pánchez tamem fai parte de Made in Galiza, polas bombonas com olhos da portada.

Conseguistes ver o desenho gráfico?

Aqui hai muito que ler...

Gostaria de ler o que pensades, especialmente as mulheres que o tenhades visto. Tamem, gostaria de conhecer os pareceres de, se tal, humoristas gráficos, poetas e gente do comum. ;)
Comentários (20) - Categoria: Nom serviam - Publicado o 16-10-2007 20:25
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