Made in Galiza


Eu nunca serei yo
Um caderno de trabalho de Séchu Sende

A minha obra neste caderno está licenciada baixo creative commons, copiceibe.

O autor solicita comunicar-lhe qualquer uso ou modificaçom da sua obra no email de contacto aqui sinalado.

Contacto
madeingaliza
 CATEGORIAS
 FOTOBLOGOTECA
 OUTROS MUNDOS
 BUSCADOR
 BUSCAR BLOGS GALEGOS
 ARQUIVO
 ANTERIORES

Made in Galiza: unidade didáctica


Um trabalho ingente de Pilar Ponte: Lendo Made in Galiza

Elaborado para o Espaço Didáctico da AELG.

Obrigado pola atençom!
Comentários (6) - Categoria: Geral - Publicado o 02-11-2010 19:45
# Ligazóm permanente a este artigo
Curso de língua para bebés impartido por bebés


Beibiceibe.
Comentários (8) - Categoria: Geral - Publicado o 26-10-2010 16:34
# Ligazóm permanente a este artigo
Pregom do Grelo Folc: Os Vampiros contra a língua


1.

Amigas e amigos
invadem-nos os vampiros!

Hoje vou ler
para o Grelo Folc
um manifesto friki,
de série B,
um pouco pop.

Abre-se a tapa
do féretro,
veludo rojo y gualda,
e aparece o Vampiro,
pálido, delgado
e cantando em castelhano
a sua cançom favorita:
La falda de Carolina.

Pom as gafas de sol
e sae da casa ligeiro
para chuchar sangue fresco
dalguém que fale galego.

Tem um ar
com Cristopher Lee,
os mesmos trajes,
o mesmo olhar
a gravata carmesí…

Abriu-se a veda
e os vampiros botarom-se
ás ruas da Galiza enteira.

Estám aí, disfrazados de gente normal,
som cálidos vizinhos, amaveis,
e aparentam ser boa gente…
para meter-che melhor o dente

Conhecia-os bem Lovercraft:
Sempre querem mais.

E tamém Baudelaire,
Estám sedentos de poder.

Escrebeu-no Bram Stoker:
A nossa debilidade fai-nos fortes.

Já o di Stephen King,
Os vampiros parecem-se a ti.

E tamém o conta Anne Rice,
semelham persoas normais.

Mas distinguem-se com facilidade
Polo seu complexo de superioridade.

Adoram o seu ego,
a sua própria vida.
Nom crem no bem social
nem no idioma galego.

Transmitem a peste, o carbunco,
a raiba, a porfíria, a diglósia,
estes seres do inframundo.

Quanto pior, melhor
como no filme Underworld.

Podes esperar deles
qualquer barbaridade
como em 30 dias de escuridade.

Pensam que Galiza é
como Salem´s Lot,
por isso andam a sementar
o terror.


2.

Sucionam as nossas palavras
com toda a força do mal
porque sabem que o idioma
é o nosso fluído vital.

A língua é o músculo
que move a nossa cultura
e eles querem arrincar-no-la,
como em Crepúsculo,
Lua Nova, Eclipse ou Amencer
fam com a carne crua:
fam-na desaparecer.

Este é o lema
da sua cultura:
O galego á sepultura.

O Vampiro chega ao Parlamento
senta na sua butaca
e, frio o seu alento,
preme o botom
para votar contra
o galego na educaçom.

Umha professora
morde de manhá
numha nena galego-falante
que chega á casa
falando castelám.

Sucede-lhes todos os dias
aos nossos filhos e filhas:
os vampiros chantam neles
o despreço pola nossa língua.

Podem modificar a tua vontade,
e chegar a fazer-che crer
que nom falar galego
é um acto de liberdade.

Na administraçom
quando um vampiro asoma
detrás do mostrador
nunca fala o nosso idioma.

Contra o galego,
na Xunta, nos concelhos, nas deputaçóns,
trabalham com o espenho
de Vlad, o Empalador.

Dam muito repelus!
para atacar a mocidade
com nocturnidade
suprimirom o Noitebus.

E ainda que adoram a Satám
nom gostam do rock nem do rap
em galego,
nem da música de Leo,
Zënzar ou Ultraquans.

Há muitos nos meios de comunicaçom:
é importante que os galegos
nom pareçam o que som.

Nom é cousa estranha
atopar vampiros a encher
La Voz de Transilvánia
ou El Faro de Bucarest.

Som famosas as suas orgias
nas festas de gastronomia.

Quando fam umha matança,
sempre há chouriços picantes
e filhoas de sangue de neo-falante.

Numha bacanal em Boqueixom
ao Príncipe das Tebras Sem Luz
faltou-lhe um tris
para saltar-lhe ao pescoço a umha actriz.
Podedes ve-lo em youtube.


3.

Chegarom no medievo
com espadas e escudos,
decapitarom os nobres galegos,
ocuparom os castelos
e impuxerom os Séculos Escuros.

O Padre Benito Feijoo
escrebeu na Ilustraçom
como dar com a sua tumba
com um cabalo garanhom.

Nom som cinco nem seis,
hoje hai-nos a centos,
como os vampiros de Blade.

Mas som menos do que parece
anque mostrem muito os dentes.

Nas grandes empresas
há muitos vampiros
e algumhas vampiresas.

Carlos Marx falou deles,
nom vos estranhedes:

“O Capital é trabalho morto
que como um vampiro
vive de sugar
o trabalho dos outros.

O vampiro nom nos há ceibar
em quanto houver um músculo,
um nervo, umha gota de sangue
que chuchar.”

Já o dicia o camarada
José Afonso:
Eles comem tudo,
eles comem tudo
e nom deixam nada.

Tenhem muito atractivo
para captar devotos,
tamém o intentarám contigo
por conseguir o teu voto.

Manipulam as emoçons
como umha seita
com o poder de seduçom
fatal da ultradireita.

Para o nosso espanto
vivem despois de mortos
como Francisco Franco

Para eles nunca é tarde,
semelham inmortais
como Fraga Iribarne.

Derom-lhe o Prémio Otero Pedrayo
por defender a nossa cultura
mas merece umha ristra de alhos
por somete-la a censura.

O seu governo de Sombras
foi violento e túrbio:
Que entren los antidisturbios!


4.

Antes era um rapaz normal,
licenciado em avogacia…
Até que foi mordido
por Romay Beccaria.

-Pide o que queiras:
Poder, fama, dinheiro…
-Quero sangue, sangue, sangue…
E passou a dirigir o Sergas,
e acadou o control
dos centros de transfusióm.

Manuel Fraga, o chefe do clam,
deu-lhe política territorial
e logo nomeou-no vicepresidente
porque tinha mui bom dente.

Puido aglutinar os diferentes clans
e com as artes da necrománcia
vencer em campanha eleitoral
com o apoio da prensa ráncia.

E assi começou a lenda:
O Vampiro dos Peares
contra a língua galega.

Fagamos, amigas e amigos,
como Buffy Cazavampiros.

Temem as nossas palavras
como ás balas de prata.

Fere-lhes a nossa unióm
como no coraçom umha estaca,

e o nosso trabalho
mais que as ristras de alho.

Ao final vamos vencer
se cremos em nós
como em Aberto até o amencer,
nós somos a luz do sol.

Viva a festa!
Viva o Grelo Folc!
Falemos galego!


Monfero, 24 de outubro de 2010
Comentários (10) - Categoria: Nom serviam - Publicado o 24-10-2010 18:48
# Ligazóm permanente a este artigo
Animais, por Manuel Tomé


"O seu ollo de poeta abre outra dimensión ao coñecemento do animal que a zooloxía actual disecciona e maquiniza.

Sende achéganos e conmóvenos co descubrimento dunha fauna próxima polo trazo da súa pluma.

As súas acuarelas conxugan con mestría, a expresión artística coa reprodución perfecta da anatomía animal, a maestría dun Durero có clasismo dun Magritte.

A obra enfronta a máquina e o desarraigamento coa beleza e a harmonía do vivo. A súa viaxe poética lévanos dende a afastada Nova Zelandia ata a casa en ruínas, sempre deixando unha fiestra aberta á picaraña ecoloxista.

Máis adiante a vexetación asalta a cidade e pon un toque de distinción no mobiliario urbano. A súa palabra ábrese a unha tenrura subrealista, como un soño transformado en realidade.

O ouveo do lobo rompe nas súas páxinas as tebras nocturnas dunha Galiza marabillosa. Nel o galego de Martín Códax faise bioloxía ou esta transfórmase en poesía.

O cuco de madeira escapa do reloxo para ensinar ao home o camiño da liberdade.

Ao final do libro un queda co regusto dunha defensa da lingua galega para que sobre esta non caia a lápida da extinción.

Prégovos que compredes o libro, pois senón non poderedes apreciar os mil sabores que se desprenden da xungla das súas páxinas."



Manuel Tomé Ben, escritor.


...

Na apresentaçom do livro em Redondela, em conjunto com a gente da "Asociación Lenda", 21 de outubro, 2010.
Comentários (3) - Categoria: Desenhos - Publicado o 22-10-2010 08:42
# Ligazóm permanente a este artigo
Dia pola ciéncia em galego!


Mais, na casa da Coordenadora de ENDL
Comentários (3) - Categoria: Desenhos - Publicado o 20-10-2010 19:26
# Ligazóm permanente a este artigo
Animais + A Voz de Lenda


Presentaçom de Animais
+
do nº 21 da revista da Asociación de Axuda ao Enfermo Psiquico Lenda, “A Voz de Lenda”,
+
actuaçom do grupo “Os Mércores Musicais”

Quinta feira, joves, 21 de outubro ás 20.30
Multiusos da Junqueira
Redondela

Comentários (5) - Categoria: Geral - Publicado o 19-10-2010 13:12
# Ligazóm permanente a este artigo
Só em espanhol!

Ano 2010:

"Recordatorio a tener muy presente"
"La solicitud tiene que venir redactada en castellano"

Deputación de Pontevedra en FAX aos concelhos da província.

Nom á discriminaçom da língua galega.

Mobiliza-te.

...

Via Xosé Henrique Costas
Comentários (4) - Categoria: Desenhos - Publicado o 14-10-2010 21:18
# Ligazóm permanente a este artigo
Em galego aos 17


Um vídeo das Candongas do Quirombo

Mais vídeos, superinteressantes, aqui
Comentários (5) - Categoria: Geral - Publicado o 14-10-2010 21:17
# Ligazóm permanente a este artigo
Odiseas: antologia



Aqui vam alguns textos do meu primeiro livro, publicado a fins do século XX, pola editorial cooperativa Letras de Cal. Umha odiseia de odiseias.


I

A luz


A luz que me ilumina
e o ruído que deixan as illas
e unha muller
e ir a cabalo
e a humidade
e o meu país
e nos meus ollos só pon as mans
a muller que amo
como labrar a terra
e desde lonxe
pero desde moi adentro miña
un lume que me aquece
e falarmos de ter un fillo
e do último verán
e vir andando
e lavar-me nas fontes
e no tempo das lavandeiras brancas
e teño a idea
de lle dar a ela un caravel vermello
e ela vai e dá-me un bico
e o azor vén
a praia de Arnela comeza en ti
e agora
e a luz prendida
e o facho na man
para seguir buscando
que levar ao corazón
e un home andando un dia
e unha muller un lume
un vento un dia
a luz que alumea
mais aló
e adentro de todas as cousas
e vou na dirección das pradairas
de Irlanda
e estou con vós
e cos paxaros
e o azor vén
e penso en devorar-te
a ti
e desordenar as pedras
os cursos dos rios
que levas dentro
meu amor
as tuas águas
e fago un siléncio
porque escoito cantar
a homes e mulleres
nenas e nenos cantar
e saúdo-vos
e escoito o mar
e o nome do meu país
e vou e dou-lle un caravel vermello a ela
e ela dá-me un bico
e súa nai sorri na xanela
e leo un poema de Méndez Ferrin
e deito-me
e fago-che un lugar entre as sabas
e un lume é un lume
e a História todos os ceos
e deixar pasar
ir sentindo os rios da felicidade
entre os dedos
a luz


...

III


Ela pasaba por diante da miña casa e detivo-se ao ver o xílgaro negro na xanela, dixo. Dixo que se chamaba Lucrécia e que se lle permitia ve-lo mais de perto, por favor. Os seus ollos eran asombrosos. Tan negros. É que eu colecciono aves, dixo aquela muller. E meteu a man esquerda na gaiola e colleu entre os dedos o xílgaro negro e levou-no aos ollos grandísimos -era como se medrasen- e meteu o paxaro na profundidade do ollo dereito, como deixando caer água sobre água. Logo sorriu-me, deu-me un bico pequeno cos lábios fechados e dixo Gardo-os nunha selva. Despois, deixando-me a casa como baleira e o peito deserto, marchou.


...

V

On the Road


Ti conduces, Cynthia, e eu fecho-lle os ollos
ao sol, á velocidade, á viaxe. Sei
que os abro para buscar algo no horizonte:
Nada. Entón entra-me no folgo ese vento,

ese aire do desexo das novelas, dalguns poemas
ou das películas porno, e miro-te de esguello.
Ti conduces, Cynthia, pero dás-te conta
e sabes o que vai suceder porque ti es sábia

e es como os animais. Buscas-me de esguello
coas tuas próprias detonacións de angústia
e dis: Agora imos facer História.

Case non reduces a velocidade e pasas a conducir
só coa man esquerda. Nos nosos cóbados,
unha sombra de luz aparece e desaparece,

o equilíbrio do mundo balancea-se.


...

XIII


Asi que chegho e entro asubiando no supermercado e non sei en que irei pensando, pero collo duas cocacolas e a barra de pan, vexo-me as mans con fariña, e penso que me falta algho por comprar, entón escoito Que querias?, e é a señora da fruteria e vou e digho Un quilo de Patrísias, e miro as letras en inghlés das cocacolas e dou-me conta de que me equivoquei de palabra, que verghonsa, en que estarei pensando.

Pero non, a muller, moi séria, dá media volta e enche a bolsa e pesa un quilo e sen ghramos e di-me Ghrásias. A miña man colle a bolsa e é como se o mundo fose outro; ou toleei. Non me podo mover. Estou paralisado. Hai un pouco eu cria que o teu nome era Patrísia e aghora o sentido da vida di que te chamas Plátano. Unha señora ghorda achegha-se e preghunta-me se me encontro ben. Digho que non, señora, a vida é demasiado complicada e, atormentado, poño-me na cola para paghar.



...

XIX


De súpeto, Adriano encontrou-se cun poema na seguinte páxina do xornal. El por gosto só lia novelas de Verne e de Salgari e cousas polo estilo. Como habia moito que non lia nun poema animou-se a le-lo, a ver.

Leu no pé dos versos o nome do autor e non lle soaba. A ver se é un poema de amor, hai moito tempo que non leo un. Buscou o primeiro verso. A ver. Adentrou-se. Ahá, fala da vida. Ahá, e do tempo, moi ben. E da esperanza de buscar unha luz.

O poema tiña trinta e dous versos e Adriano sorria de satisfacción á altura da metade. Un poema construtivo, un poema vital de intentar vivir con alegria. E ademais é un poema moi ben elaborado, penso, a ver.

Pero no verso vinte e dous supetamente Adriano perdeu o sorriso compracido e adoptou un aceno de séria sorpresa. Xuntou o entrecello. Sindicatos. Pensou Acabo de encontrar a palabra Sindicatos neste poema vital e estou desorientado. Sindicatos, pronunciou en voz alta. O peso da incertidume entornou-lle un pouco os ollos.

Pensou a palabra. A palabra Sindicatos, que raro, umm... Política nun poema, nun poema precioso sobre a vida, a palabra Sindicatos, umm, a ver. Adriano volveu a ler os versos que envolvian a palabra. Comezou a ler outra vez o poema ata Sindicatos, e despois de Sindicatos en diante. Logo quixo ler o poema enteiro de vez procurando non deter-se na palabra, pero a palabra retivo-o.

Umm, que estraño, o poema di abrazo, di alegria, e ser humano, e de repente Sindicatos. Umm, non podo imaxinar unha manifestación con toda esa xente berrando dentro deste poema, pensou. Aqui Sindicatos debe querer dicir outra cousa, ehem... Estaba nervoso e foi buscar a palabra ao dicionário.

Asociación pola defensa dos intereses dos traballadores, fundamentalmente perante o patronato. Aquela definición borrou da imaxinación de Adriano as voces da manifestación. Umm, isto é importante, pode referir-se a unha abstracción, algo con outro sentido, as palabras teñen vida própria, umm... Defensa dos traballadores.

Adriano leu rapidamente o poema, freando un pouco en Sindicatos. Non entendia moi ben aquela situación. O poema encanta-me. Releu os versos várias veces. Recordou Pero unha vez escoiteille dicir a un escritor con barba algo asi como que non se podia misturar a política coa literatura, umm, e nen Verne nen Salgari falan nunca de política, penso.

Entón Adriano volveu sorrir. Adriano recortou con coidado o poema da páxina do xornal e gardouno na carteira debaixo da foto de Patrícia. Teño que ler mais, pensou.


...

Água sexual



Como un río
e unha pedra mollada
as árbores e as aves
e os teus ollos falan
e a area e as águas
e as águas e as águas
e a luz mollando
abre a terra e a carne
e as mans e as pernas
e lavas-te e lavas-me e lábios
e o ruído da água adentro de tí
como un rio baixa
e as mans e as pernas
e as árbores e as aves
e ardes
e orvallos e chúvias
adentro de ti
e a boca aberta e mollas
e abrazas
e abres o peito e tremes
e moves os ollos
adentro dos ollos fechados
ou casas fechadas
e abres as pernas
e as mans e as casas
e apertas
e parece que rompes
como unha égua caendo
e parece que empezas
a romper os ruídos na boca
e a deitar a água por fóra
e o vento
e a forza dos corpos
e abres os ollos
e ves
e abres a boca
e non podes falar
e abres máis os ollos
e parece que rompes
e parece que me rompes.


...

BICÉFALUS

Viaxando en dirixíbel
navego en solitário
arredor do mundo.
Guian-me os soños e os pesadelos
guia-me a búsola oxidada
De Xosé o Viaxeiro. Ser dous
é a miña maldición;
o meu camiño a bifurcación.
Busco a babor a paz,
o terror a estribor.
E para todas as cousas teño dous nomes:
o meu dirixíbel: Hoxe e Moby Dick;
o meu peito: Peito e Penélope.
A miña viaxe levou-me aos volcáns,
ao Leviatán, afora do tempo,
ao interior dos homes e os animais,
e o oráculo de Tebas anunciou-me
que no embigo dunha muller
encontraría o numero de ouro,
o equilibrio, o amor
"O seu nome é Cynthia de Santa Lucia".
Mirei-me no espello sen espello
duas veces,
lembrei que os poetas falaran dela,
Propércio, Dereck Walcott,
e collín o leme de Moby Dick
-rumo ás Antillas-
como o home primitivo,
a machada amigdaloide.
Con sede de amor
e de morte no mesmo corazón
cheguei a Cynthia,
Cynthia, veño polo teu amorte.
Ela non soubo en que ollos
deitar o medo e o noxo,
Monstro, berrou.
Subi-na a bordo,
Debo matar-te, dixen eu.
E eu debo evitá-lo, dixen eu .
Subi-na a bordo, digo,
E axeonllei-me:
Decapita-me, roguei
e dei-lle a espada.
Pero saltei sobre Cynthia
e biquei-lle os ollos
e arrinquei-lle os labios de vez,
amando-a e odiando-a a un tempo.
Bicéfalus, berraba o meu peito
ensanguentado, nunca
poderás amar, Bicéfalus,
aprende na dor a ser
un monstro
pois naceches con duas cabezas,
duas bocas e catro ollos;
duas formas de ollar
na túa única sombra eterna.


...



A NÉBOA DA RESGINACIÓN

El mundo que queremos es uno
en donde quepan muchos mundos

Subcomandante Marcos




Todo o tempo do mundo para escreber
poemas: estou no paro, como todos
os meus colegas menos tres:
o que tivo sorte, a que emigrou

e o que levaba en segredo a sua
afiliación ao poder. Mido o tempo
coa velocidade das sombras
mentres espero e des espero e

des humana a vida e o tempo esgaza-me
o futuro, a búsola, e os camiños,
o tendón, o trilce e o carpe diem

e afogo na néboa da Resignación.
Cómpre saír á rua, Galiza, e avanzar
En rio, a suma de esforzos humana vida todos.




Odiseas. Séchu Sende.
Letras de Cal. 1998


Comentários (8) - Categoria: Geral - Publicado o 14-10-2010 11:13
# Ligazóm permanente a este artigo
Coletivo Sintrom


Tema: Resisténcia animal.

Coletivo Sintrom: os sons que melhoram a circulaçom do sangue.

O primeiro anticoagulante por via auditiva.

Sem contraindicaçons.

...

Livraria Couceiro, 25 de setembro, 2010, na apresentaçom do livro Animais, Editorial Através, 2010
Comentários (5) - Categoria: Geral - Publicado o 04-10-2010 01:28
# Ligazóm permanente a este artigo
¡No hables el gallego!


Para ler o texto, tira fora a publicidade.

Comentários (22) - Categoria: Nom serviam - Publicado o 29-09-2010 17:43
# Ligazóm permanente a este artigo
Coletivo Sintrom


Umha banheira num balcom?

É Serxio Landrove, o percusionista de bateria, vibrafono, marimba e banheiras do Coletivo Sintrom.

Assi começou a apresentaçom de Animais, no balcom da livraria Couceiro, em Compostela.

Música de altura.

Comentários (8) - Categoria: Nom serviam - Publicado o 28-09-2010 00:03
# Ligazóm permanente a este artigo
Animais, em Ferrol


Esta sexta feira, 24 de setembro, na Fundaçom Artábria, ás 20.00.

Animais, Editorial Através, 2010.
Comentários (4) - Categoria: Desenhos - Publicado o 20-09-2010 20:59
# Ligazóm permanente a este artigo
Coletivo Sintrom + Séchu Sende


O Coletivo Sintrom, como o seu próprio nome indica, está aqui para luitar contra os coágulos, trombos e embólias que ameaçam a tua vida.

O Coletivo Sintrom fai música anti-coagulante, resultado dum proceso de anos de experimentaçom com ondas sonoras sobre o sangue e a sua repercusiom sobre os glóbulos vermelhos.

O Coletivo Sintrom, como colectivo terapéutico e musical, está contra do copyright nos produtos culturais e médicos.

Os sons do Coletivo Sintrom prolongam a vida.

Música sem contraindicaçons, Coletivo Sintrom.

...


Galiza nom se Vende

Música para cambiar o mundo.
Comentários (8) - Categoria: Geral - Publicado o 16-09-2010 23:30
# Ligazóm permanente a este artigo
Animais: novo livro


Aqui o está: Animais.

Espero que neste livro encontres, entre outras cousas, alguns animais que levas dentro.

Pode ser um livro de aventuras, um album de cromos, um dossier top secret, umha exposiçom de aguarelas, um tratado de ecologia, umha bitácora da resisténcia, um livro censurado, umha nota na neveira, um post num blog, um tatoo...

Um livro escrito para animais, persoas e cousas.

Espero que gostes.

Irmandinho teu:

Séchu Sende

...

Através Editora, Galiza, 2010.

...

Mais em...

Galicia-Hoxe

Galiciaé

Twitter de Através

Radio Fusion
Comentários (6) - Categoria: Desenhos - Publicado o 09-08-2010 01:09
# Ligazóm permanente a este artigo
Di xewnan de jî ez ê zimanê xwe winda nekim



Eis a curta que realizou a Editorial Avesta, de Istambul, a partir da traduçom ao curdo do relato "Nin en soños vou perder a miña lingua" do Made in Galiza.


O texto original:



Eu só teño cinco anos e sei que aínda non comprendo moitas cousas. Umm, por exemplo, non comprendo por que temos dedos nos pés ou por que eu escribo coa man esquerda.

Sei algunhas cousas. Gústame darlles voltas ás cousas. Sei por exemplo que as palabras se fan dentro da boca. Algunhas nacen máis adentro, aquí, na gorxa. E moitas, na lingua. Se eu penso unha palabra, pas! nese momento aparece na lingua e só teño que movela e a palabra sae voando para afora. Aínda que non se ven. Verse só se ven cando están escritas. Cando estaba aprendendo a ler, un día pensei que gardaba na barriga todas as palabras do mundo. Despois descubrín que non, que as palabras son como os pensamentos, están e non están. É como cando dis "Teño unha idea", e a idea aparece na cabeza nese momento, como as palabras que aparecen na lingua nada mías pensalas. É así.

Resulta que hoxe non deixo de mirarme a lingua. Aaaaaaaaaaaaa. Porque estou preocupada. Porque no autobús escoitei a unha señora dicíndolle a outra algo así como que o problema máis grande é que os nenos están perdendo a lingua. Dixo iso: "Os nenos están perdendo a lingua". Que eu estaba ao seu lado e escoiteina ben. E a outra señora dixo "Ahá", con cara de preocupada.

Eu tiven que baixar do autobús na seguinte parada porque mamá me levaba da man e tiñamos que ir á carnicería. E cando chegamos á carnicería, cando collín o número na máquina, díxenlle a mamá: "Mamá, é certo que os nenos están perdendo a lingua?" E ela miroume como se lle fixese unha pregunta rara e púxose moi seria como cando me está explicando o número nove, que para min é o número máis difícil, e díxome : "Si, hai moitos nenos e nenas que están perdendo a lingua. Sobre todo nas cidades. Douscentos gramos de queixo por favor".

Así que eu collín un pouco de medo porque, claro, eu vivo nunha cidade e aínda son unha nena. E abrín a boca e, aaaaaaaaa, mirei a ver se a lingua seguía alí.

De volta no autobús, outra vez. Na radio. Despois dunha canción de non sei quen ponse a falar un señor e di algo así como o problema da perda da lingua estase estendendo por todo o país...E dixo "estendendo" como se fose unha enfermidade, como cando falan da gripe, ou como no verán cando os incendios se estenden polos montes e non poden apagalos. E eu díxenlle a mamá: "E que se pode facer para non perder a lingua?" E ela díxome "Pois falar moito"."Como de moito?", "Moito. Tes que falar seguido", dixo. Eu, cando non me vía, volvín aaaaaaaa sacar a lingua para ver se a perdera. Ufffff.

E por iso levo hoxe todo o día que non paro de darlle á lingua. Ola, ola, bos días, ola, boas tardes, fun saudando a todo o mundo pola rúa. E á veciña do terceiro no ascensor conteille que mamá mercara douscentos gramos de queixo e douscentos de chourizo e trescentos de salchichón e tres bistés de porco e, cando cheguei á casa, púxenme a cantar a canción do camarón, ron, ron e así.
E seguín cantando e falando para min e tanto falei que mamá na cea díxome "Non se fala mentres se come".

De cando en vez saco a lingua, aaaaaaaaa, e dígolle Ola, estás aí? Olaaaaaaaa. Ufff.
Eu non comprendo como se pode perder unha lingua. De verdade que non o comprendo. Como pode perder alguén a súa lingua? Parece incríbel. Aínda que se toda a xente fala diso, debe de ser certo... Eu por se acaso espero non deixar de falar nin en soños. Ha! NIN EN SOÑOS VOU PERDER EU A MIÑA LINGUA!
Comentários (5) - Categoria: Geral - Publicado o 15-07-2010 08:52
# Ligazóm permanente a este artigo
Sociolingüística extraterrestre


Pregóm do Festival da Terra e da Língua
Junho, 2010


Amigas e amigos,
que acabe a diversiom!
Por se alguém nom se enterou,
sofremos umha invasiom!

Devemos estar alerta,
um perigo inmundo
ameaça o planeta
e os povos do mundo.

As forças do mal
atentam contra a diversidade
cultural.
É umha ofensiva imperialista
contra a diversidade lingüística.

Umha invasióm alienígena
ameaça as línguas indígenas.
Aliens agresivos
agridem os idiomas nativos.

Vinherom do espaço exterior
Enviarom a Galiza
Umha nave nodriza

Aliens,
do latim alienus, significa alheios,
segundo o dicionário:
que estám afastados,
alheados, distantes, indiferentes,
que nom tenhem interese,
que nom posuem, que estám privados,
Inadaptados.

Extraterrestre é quem
vive aquém
como se vivisse além.

E quere acabar com a nossa cultura
e imponher a sua.

Os marcianos
nom acabam de chegar
levam com nós muito tempo,
mais de 500 anos.

Agora no Monte Pio tenhem umha base
de Encontros na Terceira Fase.

Chegarom do espaço em pratos voadores
cheios de políticos conservadores.

Nos filmes aprendemos o guióm:
para disimular
levam traxe e garavata,
como em Men in Black.

Nós nom nos confiamos,
em V eram lagartos
que levavam carautas
de ser humano.

Como Predetor
som expertos mimetistas,
chegam a fazer-se passar
por galeguistas

Expertos em colonizaçom
querem converter Galiza
numha Alien Nation.

Querem-nos dominar
e tirar-nos a língua,
como em Mars Attack.

Nom aguardemos mais.
Loitemos como Will Smith
Em Independence Day.

Abre os olhos
ou passara-che como lhe passou á gente
na Invasiom dos Ladróns de Corpos.

E digo mais,
nom pode ser inútil,
que a força do vosso amor
vos acompanhe!
em Star Wars
Novoneyra seria um honorável jedai.

O colonizador
quer deixar-nos sem defensas,
sabe que a língua é
o nosso escudo protector.

Guardam o arsenal no Parlamento.
A sua arma mais violenta
É o decreto.

Disparam a discreçom
contra a língua no ensino
e na administraçom.

Já lançarom um misil
contra o galego em infantil.

Com as suas armas desintegradoras
fam desaparecer a nossa língua
das escolas.

E quando os nossos filhos e filhas
voltam da escola
já nom falam o nosso idioma.

Nos liceus
tomarom medidas traumáticas:
proibirom o galego das matemáticas,
da fisica e química e da tecnologia,
contra toda a pedagogia.

O ataque é furibundo,
disparam contra o nosso idioma
estes seres doutro mundo
desde as páginas do DOG.

Querem mudar com leis
a nossa forma de ser.

Com os seus raios ultrasónicos
disparam contra os nossos topónimos.

A sua arma mais perigosa
vai directa á conciéncia:
é o emisor de indiferéncia,

Procuram o sometemento
do pensamento.
Gostam muito os extraterrestres
da gente obediente.

Tenhem armas de destruçom maciça
que vaciam de contido
o significado das palavras
Liberdade ou Justiça.

E com total impunidade
atacam a nossa língua
em nome da liberdade.

E com um sorriso insensível
e a olhada fria
dim-nos que nom nos preocupemos
que assi é a vida!

É mui dificil identifica-los
á primeira olhada,
mas quando começam a falar
Nom podem disimular.

A sua frase preferida:
El gallego si pero...
El gallego si pero...
Sempre tenhem peros para a nossa língua.

El gallego si peeeeero...
e despois nom já há quem os pare:
Con el gallego no se va a ninguna parte
dim eles que vinherom de Marte.

Há um prejuíço que difundem com fervor:
“O que vem de fora é melhor”.
O nosso nom o valoram,
começando polo idioma

Querem que pensemos
que a nossa língua vale menos
para que a abandonemos.

Aparece na tele
dum tempo a esta parte
muita gente a falar
com sotaque de Marte.

Dam-lhe tam pouco uso
que ve-los falar em galego
é um fenómeno UFO.

Ocultam a língua do país
como em Expediente Xis

Nos jornais há muito cronista
colaboracionista.
E na tele muito tertuliano
que parece marciano.

Nos seus médios de comunicaçom
repitem e repitem
que a invasióm nom existe.
Por isso perdem a paciéncia
com as manifestaçons da resisténcia

Que eles vinherom em som de paz,
e que nom se fale mais.
E consideram o movimento social
como extremista e radical

É mui próprio dos invasores
presentar os oprimidos
como opresores.

Debaixo da gomina
do Valedor do Povo
Hai um alien cabeça de cono.

É o mundo ao revés
querem-nos fazer crer
que perder a nossa língua
é polo nosso bem.

O colonizador coloniza,
e os intereses do Império
nom som os de Galiza.

Por isso fam esforços ímprobos
Para que nos identifiquemos
Com as suas cores e símbolos.


Mas que nom cunda o pánico,
os extreterrestres tenhem menos poder
do que parece, ánimo.

Porque apesar de todo
o que digam
o poder é do povo,
da cidadania.

Sabem que nada pode parar
a energia
dum forte movimento social.

Passa no cine e nos livros
e passa na vida real
para cambiar as cousas
há que se revoltar.

Se nom resistes
nom existes

Se nom te pos ergueito
perdes os direitos

Contra a invasiom extraterrestre
Fai-te insurgente.

Participa no movimento cidadán
polo idioma e suma
a tua criatividade
á rede social.

Suma a tua energia
á guerrilha do dia a dia.
A língua precisa
da lógica da acçom colectiva

A revoluçom começa,
irmás, irmáns,
polas cousas cotiás.

Fala, fala, fala!
Porque este país existe nas tuas palavras.

Contra a servidume
tu podes
pode ser umha faísca a prender o lume

Na comunicaçom está a soluçom,
cumpre falar com a gente
que pensa de forma diferente.
No lugar menos pensado
a nossa língua pode ter aliados.

E podedes cre-lo:
alguns extraterrestres
deixam de se-lo.

Tenho que confesar
que eu de neno
renegava do galego.

Estava confundido...
Até que um dia descobrim
que fora abducido.

Nom convirtas o próprio em alheio,
na tua própria terra
nom te sintas estrangeiro.

Os seus prejuíços
como um virus infectam
o planeta Guezeta.
E dificultam
que as nenas e os nenos
falem galego.

Temem a gente nova
porque sabem que a mocidade
pode cambiar a história

Nom tem discusiom:
mais que parte do problema
a mocidade
sodes parte da soluçom.

E se che di alguém
que os extraterrestres nom existem
tu nom perdas o sentido do humor
e recorda que a realidade
sempre supera a ficçom.

Um saúdo a dom Manuel
Que tem pior aspecto
Que o marciano de Roswell.

E agora já me despido,
outro dia falaremos
de sociolingüistica freak,
de zombis
e da língua dos vampiros.


Nom perdas o riso
na loita final.
Viva o ridiculismo
e viva o Festival

Terra e Língua!



Comentários (10) - Categoria: Nom serviam - Publicado o 27-06-2010 12:47
# Ligazóm permanente a este artigo
Prólogo á traduçom ao curdo de Made in Galiza
Olá, chamo-me Séchu Sende e sinto-me honrado de poder falar com vós. Conhecedes Galiza?

Pois aqui está, presento-vos o meu país:



Galiza tem quase tres milhons de habitantes. Aqui podedes ve-la um pouco mais de perto:



E aqui estou eu, com Breogán:



Breogán é quase invisível.... É que eu, ademais de escreber livros e ser profesor de língua e literatura galega, som domador de pulgas no Galiza Pulgas Circus, o menor espectáculo do mundo.

Aqui podedes ver melhor a pulga Breogán, a saltar da minha orelha:



Os meus trabalho como escritor, como profe e como domador de pulgas servem-me para compartir as palavras da minha língua com a gente do meu país. Gostaria de falar-vos um pouco da minha língua que, se nom me equivoco, tem muito parecido com a vossa língua.

Tenho umha afilhada de 10 anos que se chama Candela que apenas fala a língua de Galiza, o galego. Como a muitas nenas e nenos, da-lhe vergonha, e ademais, na sua cidade, Vigo, quase nom há nenos e nenas que falem galego. A gente fala maioritariamente o espanhol. A nossa língua fala-se sobre todo fora das cidades. Si, duns anos para aqui, especialmente desde a dictadura de Franco, espanholista e fascista amigo de Hitler, muita gente no nosso país deixou de falar-lhe a nossa língua aos seus filhos e filhas.

Eu tenho umha filha dum ano que se chama Estrela, e hai duas semanas começou a dicer as suas primeiras palavras na nossa língua: pa, ma, cam, auga. Espero que Estrela nom deixe nunca de sonhar na nossa língua.

A nossa língua é umha língua mui especial, penso que mui parecida á vossa, em certa medida.

Eu falo umha língua que outros nom querem falar. Eu falo umha língua que outros despreçam. Eu falo umha língua que outros agredem. Eu falo umha língua que outros censuram. Eu falo umha língua que outros desejam ver desaparecer.

E milheiros de mulheres, homes, nenos e nenas falamos a nossa língua.

Eu falo a língua do meu país, da minha naçom, do meu povo, Galiza.

É curioso, Galiza é o berce do galego-portugués, e o portugués é hoje um dos cinco idiomas mais falados no mundo. Podemos falar galego com gente do Brasil, Moçambique, Angola ou Timor-Leste. A nossa língua é falada por mais de douscentos milhons de persoas. Mas...

Mas no nosso próprio país fala-se cada vez menos. E se hai poucos anos era a língua maioritária e falava galego mais do 90 % da povoaçom, hoje apenas um trinta por cento da gente nova fala habitualmente o nosso idioma. Galiza está a viver um proceso de substituçom lingüística do galego polo espanhol.

E poderia parecer que esse proceso nom tem volta atrás mas...

Mas na Galiza há muita gente que nunca deixará de falar galego e que sabemos que, com trabalho e inteligéncia, justiça e insisténcia, humanidade e confianza em nós mesmos, a nossa língua será a chave do progreso do nosso país.

Queremos cambiar a história.

O arquitecto francés Le Corbusier dixo que "A primeira proba de existéncia é ocupar o espaço". Porque as nossas palavras nos dam vida, espalhemo-las no vento, que as veja todo o mundo. Que as nossas línguas ocupem os espaços públicos e os privados, os nossos territórios íntimos e colectivos, os lugares cotiás e os sonhados. Que as nossas palavras ocupem os ecrans dos computadores, os graffitis dos muros, o peito das nossas camisolas, os coraçons de amor que pintam os adolescentes, os folhetos de publicidade, os livros de texto das nossas filhas e filhos ou as páginas das leis que devem falar na língua do povo.

Este livro quere ser um livro alegre. Um livro que faga sorrir. Ter sentido do humor ás vezes é um esforço para nom volver-se tolo. O humor libera-nos da dor, da tragédia, e permite-nos enfrontar-nos aos problemas com criatividade. Porque o humor é criativo e pode ser um arma mui poderosa. Pode ridiculizar o opresor, debilitando-o. E permite rir-nos de nós mesmos, das nossas contradiçons e debilidades para nos fortalecer. O humor é umha forma de poder e, segundo a psicologia social, o humor é um elemento fundamental nos procesos de criatividade colectiva, como é a construçom dum presente e futuros justos para a nossa língua.

Galiza debate-se entre a resignaçom e a rebeldia. Castelao, um dos nossos humoristas, políticos e escritores mais importantes do séc. XX escrebeu: Mexan por nos e dicimos que chove. Mas, como as cousas cámbiam, um intelectual punk do XXI, O Leo, actualizou essa frase: Mexan por nós e nós caghamos por eles.

Há muitos caminhos para cambiar as cousas e cada povo, cada sociedade, debe procurar os seus. Mas entre os povos do mundo há caminhos que se cruçam, caminhos que se compartem, caminhos irmaos. Alguns fragmentos deste livro forom traducidos para diversas línguas: galés, bretóm, euskera, asturiano, catalá, croata, checo, escocés, ruso, inglés...

Mas esta é a primeira traduçom íntegra do Made in Galiza a umha língua da mesma família, a família das línguas golpeadas pola história, as línguas que procuram a liberdade. Porque temos que dar-nos conta de que nom estamos sós, de que milhons de persoas por todo o planeta se enfrontam dia a dia ao mesmo desafio: dar-lhe vida á língua do seu povo. Somos a irmandade das línguas minorizadas, das palavras oprimidas.

E sabemos que quem melhor defende o nosso país som as nossas palavras, as que levamos dentro e as que compartimos. Quem melhor defende o nosso povo é a língua própria do nosso povo. Sem ela estariamos indefensos. Se falamos, lemos, escrebemos a nossa língua, ninguém poderá com nós.

Separam-nos mais de 5.000 quilometros, mas entre o Curdistam e Galiza semelha que há menos dum paso. No mapa separam-nos muitos países, mas é como se fossemos povos vizinhos. Por isso eu hoje digo: Galiza e Curdistám, povos irmaos.

Sinto-me honrado porque as palavras do meu idioma se transformassem em palavras da vossa língua. Sinto-me honrado porque as palavras do meu idioma entrem como vossas nas vossas casas, bibliotecas, escolas ou livrarias. Imagino as palavras que nacerom na Galiza cruçar umha rua num livro escrito com as vossas palavras na mao dumha rapaza vestida de azul e branco, com um broche vermelho, como a nossa bandeira. Imagino um rapaz a levar o livro na mochila, entre os botes de spray.

Sinto-me honrado por ter sido convidado ás vossas casas, e, como as minhas palavras, sinto-me tamem parte do vosso povo, da vossa naçom, cidadám das vossas cidades, aldeam das vossas aldeias. Sinto-me agradecido por terdes contado comigo para trabalhar, ombro com ombro, na construçom da vossa casa de palavras.

Que os nossos filhos e filhas nos agradeçam ter-lhes aprendido a falar a nossa língua. Que os nossos filhos e filhas nos agradeçam ter-lhes aprendido a escoitar.

Que os nossos nenos e nenas sonhem nas nossas línguas!

E já sabedes, "A vida é melhor em galego", "Jiyan bi kurdî xwes e".
Comentários (11) - Categoria: Desenhos - Publicado o 23-05-2010 19:07
# Ligazóm permanente a este artigo
Made in Galiza em curdo!

Umha alegria emocionante!

A traduçom ao curdo de Made in Galiza foi apressentada o passado 17 de maio, Dia das Letras Galegas, no Kurdistán com o título: Di xewnan de jî ez ê zimanê xwe winda nekim, “Nem em sonhos vou perder a minha língua”

A obra, da que já forom traducidos vários relatos ao bretóm, o checo, o croata, o ruso, o galés, o euskera, o asturiano, o catalám ou o inglés, apressentou-se na Feira do Livro da capital curda Diyarbakir.

O libro foi traducido por 35 persoeir@s kurd@s e publicarom-se tres ediçóns juntas de 1000 exemplares cada umha , marcando assi -segundo a editorial Avesta- um período novo no mercado do livro curdo. Terá um preço de 4 Liras –arredor de 2 euros- que é umha terceira parte do preço habitual para um livro com as mesmas características.

O responsável da Editorial Avesta Abdulhah Keskin di que “O interés dos leitores polo livro será umha enquisa para nós, publicamo-lo tendo em conta os desejos do leitor kurdo. Chamamos aos lectores a que venham e que ponham as suas palavras encima das nossas e desta maneira construamos uma casa de palavras, fagamos um país de palavras desde um lugar sem palavras!”.

Do prólogo da Editorial Avesta:

Umha parte importante da situaçom da língua curda está relacionada com a psicologia. Neste livro podemos ver que este problema nom é só dos curdos, despreciar-se a si mesm@ é umha característica comúm dos povos sometidos. Cremos que este livro pode jogar um papel importante. Para que se lea, figemos importantes innovaçons, com a traduçom, com a ediçom, com o preço, com a presentaçom, com a sua publicidade… representando todos estes factores um concepto novo. Ogalhá que o tenhamos conseguido!

Tradutores do libro

Os contos do livro forom traducidos desde umha versom turca realizada por Irfan Guler com a ajuda de Pepa Baamonde.

Os tradutores ao kurdo som Fahriye Adsay, Mehmet Aktaş, Remezan Alan, Arjen Arî, Hêja Bağdu, Rûken Bağdu Keskin, Ferhad Birûsk, Fewzî Bîlge, Selahattin Bulut, Şukran Çaçan, Silêman Demir, Şerif Derince, Mehmet Dicle, Mûrad Dildar, Receb Dildar, Ismail Dindar, Lorîn S. Doğan, Husên Duzen, Zana Farqînî, Irfan Guler, Gulîzer, Dîlber Hêma, Sacha Ilitch, M. Alî K., Yakup Karademir, Metin Kaygalak, Abdullah Keskin, Songul Keskin Duraker, Mahmûd Lewendî, Hesenê Metê, Ergîn Opengîn, Osman Özçelik, Şivan Perwer, Fatma Savci e Salih Yillik.


Do prólogo do livro para ediçom curda:


Separam-nos mais de 5.000 quilometros, mas entre o Curdistam e a Galiza semelha que há menos dum paso. No mapa separam-nos muitos países, mas é como se fossemos povos vizinhos. Por isso eu hoje digo: Galiza e Curdistám, povos irmaos.

Sinto-me honrado por ter sido convidado ás vossas casas e, como as minhas palavras, sinto-me tamem parte do vosso povo, da vossa naçom, cidadám das vossas cidades, aldeam das vossas aldeias. Sinto-me agradecido por terdes contado comigo para trabalhar, ombro com ombro, na construçom da vossa casa de palavras.

Que os nossos filhos e filhas nos agradeçam ter-lhes aprendido a falar a nossa língua. Que os nossos filhos e filhas nos agradeçam ter-lhes aprendido a escoitar.
Que os nossos nenos e nenas sonhem nas nossas línguas!

E já sabedes, “A vida é melhor em galego”, “Jiyan bi kurdî xweş e”.


...

O prólogo íntegro do livro, no Diário Liberdade
Comentários (11) - Categoria: Geral - Publicado o 18-05-2010 02:01
# Ligazóm permanente a este artigo
O Pregom da Festa do Queijo!
Diante da queija e mal humor de quem califica a leitura como "obscena, morbosa, degradante, vergoñenta e desonrosa (sic)" aqui vai o texto original para compartir o pregom que, com muita emoçom, respeito pola gente da comarca e admiraçom pola Festa do Queijo, lim na inauguraçom oficial do evento.

Honra-me ter como referentes poéticos nesta composiçom popular grandes modelos -aos que nom chego á altura dos nocelhos- como Pessoa, Shakespeare, Rosalia ou a Bruja Averia.

Em fim, semelha que nom toda a gente -especialmente algumha gente da órbita do Partido Popular- tem o suficiente sentido do humor como para encaixar a retranca e o espírito lúdico da literatura...

...especialmente quando se utiliza a retranca para fazer umha achega crítica sobre o tema da língua.

Por certo, agradeço de coraçom os aplausos, sorrisos e gargalhadas que dinamizarom a leitura do pregom por parte do público asistente.

E como sempre fixem e farei, desde aqui todas as minhas louvanças, respeito e admiraçom para o Queijo de Arçua e as persoas que, apesar dos muitos obstáculos, querem viver dignamente do seu trabalho no rural.

Para incrédul@s, aqui vai a notícia sobre a polémica de Feijoo e os nomes das vacas, apartir da que me documentei para enriquecer o texto com um exemplo surrealista, absurdo e trágico sobre o conhecemento que do rural tenhem alguns dos nossos responsáveis políticos.

Ás vezes a realidade é mais obscena, morbosa, degradante, vergoñenta e desonrosa (sic) que a própria literatura.

Saúde.



...


Pregóm da Festa do Queijo de Arçua 2010




É para mim umha honra
compartir com vós este pregom,
com emoçom fonda
e um pouco de sentido do humor.

Parabéns a toda a gente
que com muito trabalho
conseguiu que a Festa cumprisse
35 anos.

Ule a frescura
o queijo de Arçua,
é cousa boa
o queijo da Ulhoa

É parte da cultura
que vivim desde neno:
a proba do queijo
na ponta do coitelo
e o sorriso da mulher
a falar galego

Este queijo é bom amigo
do pam e do vinho.
É um queijo companheiro
do mel, as noces e o marmelo

E ademais é um queijo elegante,
um queijo pret-á-porter
com o seu pano cinguido
que nom tem o de gruyere

É mui bom o requeijo
da parróquia de Brandeso.
Do queijo nom te aburres
se vas a Burres.
O queijo sabe a crema
na parróquia de Lema
e em Maroxo
o queijo é mui cremoso

Que rico em Melha
o queijo com o mel das abelhas.
E com marmelo de maçá
na parróquia de Branzá,
e com mel com filhoas
em Figueiroa,
e com anchoas e pam
em Dombodám

Que nom sobre
o queijo em Pantinhobre!
Comim queijo com mazá
na parróquia de Branzá.
Em Tronceda e Castanheda
o queijo o corpo aleda,
e en Rendal
ningum queijo sabe mal.

Casam os queijos com os vinhos
na parróquia de Vinhós
De bom queijo e melhor dente,
a gente de Boente.
Prados de queijos mil
os de Viladavil.

Chegam a todos os confins
os queijos de Oíns.
Em Vilantime,
proba o queijo e di-me.
Em Campos e Calvos
o queijo fai-nos bravos
Em Santa Maria
o quejo é cousa fina.
E em Sam Martinho,
queijos ao caminho

Nas terras do Ulha,
nas duas ribeiras,
fai-se um queijo de primeira.
O queijo é a melhor marca
de toda a comarca

De Arçua ao Pino,
de Antas a Mesia,
de Taboada a Boimorto,
de Boqueijom a Touro,
o queijo é de ouro.

Este nosso queijo
com denominaçom de origem
já se vende
em mais de vinte países.

E com cabaça caramelizada,
com foie-grass ou com sardinhas
chegou á alta cozinha.



Quem sabe muito de vacas
é o presidente da Xunta,
em Noia visitou umha granja
e recorda-lo aínda me asusta:

O gandeiro apresentou-lhe
ás vacas Maruxa e Paca
e Feijoo perguntou:
Por que som femininos
todos os nomes das vacas?

O gandeiro ante tal inteligéncia
explicou-lho com a boca aberta:
Porque todas as vacas som fémias

Se esta vaca fosse macho
seria boi
e chamaria-se Paco

Feijoo pom-me medo.
Se estudasse primária
suspenderia Conhecemento do Médio.


Quando vaias mercar
quando vaias eligir
pensa no trabalhinho
que vai da vaca ao tetrabric

Há muito gasto, sabede-lo bem
o penso, o mantemento
da granja
e o gasoil para o John Deere.

Baixam os ingresos,
baixam os salários
dos gandeiros,
nunca dos empresários

Aqui sabedes mui bem
quem rouba e mente:
a máfia que baixa e baixa
o preço do leite.

Isto nom tem cabeça nem pés
dizem que é leite galego
e vendem leite francés.

Orgulho e dignidade
enchem as estradas
quando a gente do leite
sae em tractorada

Merecem as nossas louvanzas:
quando vertem polo cham
o leite das marcas brancas
os gandeiros defendem o seu pam,
defendem o pam dos seus filhos.

Passa no cine e nos livros
e passa na vida real
para cambiar as cousas
há que se revoltar.

Parece que nom interesa falar
da crise do sector leiteiro,
o siléncio dalguns jornais
compra-se com dinheiro

Nom me creo nada eu
da sua objectividade,
muita prensa obedece
a quem paga a publicidade

Muito olho com os jornais
que dim defender causas justas
e vivem de subvençons
por ser a voz da Xunta


E agora quero-vos falar
doutro tema de actualidade
com denominaçom de origem,
produto galego de qualidade

Tenhem mais em comum
do que parece
a crise da língua
e a crise do leite.

Eu petisco do queijo castelhano
e do que vem de Londres ou Paris,
mas sempre estará primeiro
o queijo do país.

Baixam o preço do leite
e queriam rebaixar o galego,
por certo,
no ensino ao 33 por cento.

E agora vou falar do passado,
vou ponher-me um pouco sério,
Dixo hai muitos anos Nebrija:
La lengua es compañera del imperio

E tiverom muita perícia
Isabel e Fernando
na sua “Doma y castración
del Reino de Galicia”

-Por donde empezamos el castigo?
-Producem mucho aceite…
cortemos sus olivos

Derom-nos bem com a estaca
menos mal que nom lhes deu
por proibir-nos as vacas...

Nom estava nos seus planos
que seguissemos a falar galego
despois de 500 anos.

Mas a gente do campo
contra toda adversidade
falou a nossa língua
com fidelidade

O idioma nom só é umha herdanza
que recibimos dos antergos,
é tamem um empréstimo
que lhes devemos aos netos.

A língua une
e se nom a falas
tu mesm@ te exclues,
tu mesmo te separas

Há quem leva toda a vida aqui
e dim he dicho, había hecho,
com tempos compostos,
em castelán de Madrid.

Há quem vive em Vigo
no bárrio do Berbés
e quer falar
como se vivisse em Lavapies.

E aínda hai gentes por aqui
que lhe dim El Carbalhino ao Carbalhinho,
como nos tempos de Paquinho,
e a Melide, chamam-lhe Milli,

Aos que dim que o galego é inútil
digamos-lhes Si, ho, si ,
se nom falas a língua da sociedade onde vives
inútil es ti.


Se nom lhes falas galego
ás nenas e nenos
das-lhes a entender
que o nosso vale menos.

Estava o outro dia no súper
com a minha filha Estrela
e dixem-lhe á fruteira:
-Vou levar um quilo de mandarinas
Ela dixo mui cantarina
-Ai que bonita é a nena,
Hola, y como te llamas, cuchi, cuchi
Eu nom me puidem reprimir:
- Señora, fale-lhe galego
que a nena nom é de Madrid


Mas o pior de todo isto
é que é o próprio governo
quem difunde os prejuíços,
arre demo!

O conselheiro de cultura
dixo que a nossa língua limita,
e mais de 200 escritores dixerom-lhe
Dimita!

Os idiomas nom limitam
limitam as persoas
que pensam que valem mais
umhas línguas que outras.

Dim que querem o equilíbrio
e rim como se fosse umha broma
mas no Parlamento aprobam leis
que debilitam o idioma.

Isto vai de mal em pior
a Xunta deu eliminado
a proba de galego
nas oposiçons a professor.


E num hospital da Corunha
o médico dixo-lhe á paciente
Si no me hablas en castellano
no te entiendo.

Se nom é imprescindível
que os médicos saibam a língua de aqui
que apliquem essa norma
tamém em Madrid.

Nom pedimos nada estrafalário:
médico, juíza ou policia,
tem a obriga de saber galego
quem seja funcionário.


A quem vides de fora
vou-vos dicer umha cousa
está ao alcance da mao
a nossa língua é vossa.

Se queres conhecer
a nossa forma de ser,
de rir, cantar e pensar
a nossa língua has de falar.

Isso é assi
na China e mais aqui,
porque afortunadamente
as culturas fam-nos diferentes


Já o dicia Manuel António:
a gente nova deve eligir:
ir costa abaixo pola história
ou erguer-se cara ao porvir.

Faram-vos sentir estranhos
porque falades galego
e recibiredes presions
para falar castelhano

sobre todo se es rapaza...
aínda há muito tópico,
muito machismo
muita ignoráncia.

Estás mas guapa si hablas castellano
dixo-lhe um tipo em Santiago
a umha rapaza de Merza
e ela: Ti es parvo ou comes merda.

É umha aventura emocionante
ser galego-falante

Conheço umha moza
que fai umha cousa mui rara
fala sempre em galego
agás em Berska e em Zara

E hoje quero dicer-vos
que @ mais importante
de tod@s @s responsáveis políticos
é cada um de nós.

Somos os responsáveis,
eu, tu, ela, todas e todos,
do presente e do futuro
da língua do nosso povo.

por isso cumpre participar
na escola, na rua, no trabalho,
na festa, na asociaçom
e no movemento social.

No caminho do idioma
se tivese que elegir
prefiro menos poemas
e mais galego nos cinemas.

Está mui bem a poesia
mas a língua precisa mais
das novas tecnologias.

E tam bom como umha novela
com toda seguridade
é escreber em galego
a nossa publicidade.

E tan útil como um ensaio
pode ser atopar
o tíquet de compra
do supermercado

Tamém se fai cultura
se fazemos em galego
as nossas facturas


Levemos a língua a internet,
ao twenty, ao facebook
aos emails e aos blogs.

Fagamos em galego
pintadas com spray,
poesia,
banda desenhada, audiovisual,
pop, punk ou rap.

A força provém da unióm
e para pular polo nosso
a palavra clave é
colaboraçom.

Aqui vai a despedida
aqui vai a derradeira,
viva o queijo da Ulhoa
e que vaia bem na feira

Arde-lhe o eijo!
Viva a Festa do Queijo!
A festa continua
Viva o Queijo de Arçua!


Comentários (24) - Categoria: Desenhos - Publicado o 08-03-2010 22:29
# Ligazóm permanente a este artigo
[1] ... [5] [6] [7] 8 [9] [10] [11] ... [49]
© by Abertal