Made in Galiza


Eu nunca serei yo
Um caderno de trabalho de Séchu Sende

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Hai que roe-los!
Os meus primeiros recordos da rádio chegam da infáncia, das viages no Renault 5, os domingos polo serao, de volta da casa dos avós. Sempre havia fútbol na Rádio Galega. Alondras, Flávia, Pasarom. Era um programa sobre o fútbol do país e as vozes dos corresponsais chegavam de todos os recunchos da Galiza. Arenteiro, Racing, Lemos.

Entre gol e gol, aprendia a toponímia e a geografia do país, na minha língua, a língua que falavam os maiores entre si, e que a mim nom me falavam.

Aínda que o fútbol nunca me entusiasmou de mais, recordo que as palavras daquel programa, quando neno, eram emocionantes.

Muitos anos despois, conducindo o meu Picasso, voltei viver aquela emoçom quase infantil, neófila, ao descobrer, dia a dia, os outros meus países através das ondas da rádio. Um programa de música, Aberto por Reformas, ponhia-me ao dia do que, polo país adiante, estám a construír centos de rapaces e rapazas, grupos, bandas, solistas, crews.

Fixo-se normal, como para os siareiros do balom os domingos, poder descobrer todas as tardes o grupo de rock da banda de Laínho e o de funky da banda de Lestrove, o hip hop de Aid de Valadares, o punk de Leo de Matamá, a Cochikeira de Cerceda. Dia a dia, as palavras Lamatumbá, Zénzar, Galegoz, Keltoi, Retobato forom-se fazendo minhas, e as suas letras e os seus sons, meus. Palavras novas que abriam um caminho de Sons Sísmicos.

Descobrer, aprender, goçar com a música mais nova, actual, moderna, que se está a fazer na minha língua foi umha emoçom cotiá. Da rádio germolava um vínculo diário com a criatividade, com a cultura, com a admiraçom pola gente que está a construír o País Sonoro. A banda sonora da minha vida.

O amigo Antón Papaqueixos dixo-mo por teléfono, anguriado: Imaginas que o programa de fútbol, Galicia en goles, da noite para a manhá, se bota-se a retransmitir os partidos do Valhadolid, do Teruel ou do Manchester e que desaparecessem da rádio galega os equipos de fútbol, de balonmán, de baloncesto, de remo, de futbol sala galegos? Pois isso é o que acabam de fazer com os nossos grupos de música. Apagar-lhes a voz.

Hai que dize-lo alto e claro, e dizer-lho aos colegas e aos colegas das colegas: o governo está a censurar a nossa música na nossa rádio pública. Alondras, Homens, Flávia, Quempallou, Coruxo, Ataque Escampe, Arenteiro, Guadi Galego, Muradana, Ultracáns. O punk, o reggea, o techno, o rap em galego acabam de ser desterrados da Rádio Galega. Para muita gente afeccionada á rádio vai ser como se deixassem de existir. Um buraco negro.

E quando um governo toma a decisom de silenciar a voz da música galega na rádio pública galega está a fazer públicas as suas intençons: faze-la desaparecer.

Nom o conseguirám. Gente da música, seguimos convosco. Sempre. E sempre em galego.
Montañeiros, Safari Orquestra, Céltiga, Kastomä, Mencer Vermelho, Skárnio, Sárdoma, Sonoro Maxín, Sacha na Horta, Rápido, Esquios, Polvorin, Galicia Gaiteira, Banda Potemkin, Balaídos, A Regueifa Plataforma, Riazor, Komunikando, Hai que roe-los!
Comentários (2) - Categoria: Geral - Publicado o 13-06-2009 13:53
# Ligazóm permanente a este artigo
Chuza! Meneame
2 Comentário(s)
1 Sorte tiveches (que eu tampouco me queixo), porque escoitabas a galega: na miña cas#blgtk08#a foi sempre o Carrusel Deportivo na SER (que non é mal programa pero en castelán).
Comentário por Edu (13-06-2009 16:02)
2 Até quando Catilina seguirás #blgtk08#a abusar da nossa paciência!
Comentário por O Afiador da Galiza (16-06-2009 00:57)
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