Made in Galiza


Eu nunca serei yo
Um caderno de trabalho de Séchu Sende

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A deriva da derrota
Em 2005, polos pelos, o PSdG-PSOE e o BNG conseguem o poder da Xunta. Desde o atentado do Prestige na Galiza fora germolando, durante 2003 e 2004, umha conciéncia realista de que si, seria difícil, mui, mui difícil, mas podia ser possível botar a Fraga do governo, debilitado, ademais pola mediática pugna interna entre as boinas e os birretes, os pseudo-galeguistas e os senhoritos.

Entre muitas outras cousas que favorecerom a caída do Fraguismo, umha parte do movimento cidadám, um activismo social plural, de corte ecológico, fronte de esquerdas multicolor, dinamizou mui activamente o proceso de participación que se chamou Hai que botalos! com o obxectivo de mobilizar o boto, com b, para bota-los. Nom estou a dicer, olho, que este projecto causara a expulsiom da dereita antediluviana da Xunta…, mas ajudou a criar atmosfera, habe-las hai-nas, e a vaquinha polo que vale.

Muita gente na Galiza tinha esta impresiom, penso que acertada, de que a chegada do bipartito -repito, polos pelinhos- se deveu mais ao boto que aos méritos próprios. Algum colega independentista botou com a pinza no naris, outra, anarquista, escolhendo entre as duas papeletas ás cegas. Digamos que havia algo de desconfianza e o que muita gente queria era poder confiar numha nova etapa.

Desde a chegada do bipartito á Xunta o movimento social que renacera no Prestige decaeu, por diferentes motivos. Vinham outros tempos, os do “Cámbio”. Relaxou-se a participaçom na rua, o movimento cidadán adormeceu, gente retirou-se a descansar, -o activismo social é um trabalho abofé duro- a fazer trabalho social desde o seu trabalho ou asociaçom, algumha gente mesmo chegou a pensar que talvez era hora de começar a construír caminhos sem saír ás ruas a berrar, outra gente conformou-se com a nova situaçom e adaptou-se perfectamente ao novo estado de cousas, e alguns, por suposto, nunca deixarom a luita…

Mas muita gente foi percebendo que o cámbio nom chegava. Aginha houvo que presionar o novo governo, erguer umha voz colectiva de indignaçom, para que nom instalassem umha piscifactória em Tourinham de entrada, –aos poucos meses da chegada do bipartito.

Passarom um, dous, tres anos e hai doce meses o movimento ecologista -mas nom só ecologista- respondeu á ondanada de agresions contra os recursos naturais com umha manifestaçom que levava o lema Galiza nom se Vende, Governe quem governe. A um ano das eleiçons mais de vinte mil persoas reúnem-se em Santiago para denunciar a política dum bipartito que estava a permitir agresions ao medio ambiente seguindo o livro de estilo de Manuel Fraga: o importante é o progreso.

A resposta do governo foi o despreço.

Essa rede de persoas que participaram activamente –na base, com o boca a boca, desde a criatividade sociocultural- no Boto contra Fraga –muita dessa gente com tendéncia de esquerdas e/ou nacionalista fica assi desactivada como aliada de qualquer dos dous partidos políticos que respondem ás críticas com indiferéncia e despreço.

O governo converte, abertamente, o movimento social num novo contrincante.

E volta ocorrer a poucas semanas das eleiçons. Princípios semelhantes que sacaram á rua centos de milheiros de persoas na época do Prestige –defensa dos recursos naturais fronte á vorágine capitalista- legitimados pola coheréncia de quem se sente na responsabilidade de saír á rua para intentar deter várias dúcias de agresions ou a destruçom inminente do seu contorno, por todo o país, voltam sacar á rua uns poucos milheiros de activistas. Galiza nom se Vende. A desproteçom do povo diante das escavadoras em forma de berro. Para o manifesto colhem as palavras do chefe Seattle. “Nós sabemos que a Terra non nos pertence, senón que somos nós os que lle pertencemos á Terra“.

Quem vai pedir o voto daquela para PSdG e BNG? A gente a pé de rua? @s militantes, demasiado pouc@s? @s simpatizantes, quase desaparecid@s? Os médios de comunicaçom, controlados esmagadoramente pola direita?

A alternativa chega ao patetismo quando o partido socialista de Galiza saca o lobo do sombreiro os últimos dias de campanha: Para que nom voltem! Que vem o lobo! Vota por nós!

Mais umha vez pretendia-se conservar o poder e nom, precisamente, por méritos próprios. Assi foi como diante dum Partido Popular renovado –e esta seria outra história-, o PSdG e o BNG derom a imagem de que eram um mal menor.

Muita gente votou por algum do dous partidos do bipartito porque, efectivamente, houvo cousas boas com o este governo que com o PP nunca veremos. Forom mais ou menos, segundo quem as conte, algumhas sobresalientes, poucas, mas, no sentir geral, insuficientes. É que necesitavamos mais tempo…, dixerom. Bem, mas agora muita gente já nom confia em vós e o mercado da época eleitoral nom é precisamente o melhor lugar de pedir confianza, pensaria muita gente.

E muita gente decidiu ir votar mas nom votar impulsada polo medo á volta do PP. E votou coherentemente, em branco ou com voto nulo, ou a outras opçons minoritárias.

A pregunta que me venho fazendo desde que o bipartito começou a enfrontar-se a esse movimento civil de raíz ecológica é Serám conscientes de que um dos pontos de apoio desde o que se impulsarom para subir ao poder foi este? Como é possível que PSdG e BNG se vejam tam fortes, tam respaldados socialmente –ou eleitoralmente- como para enfrontar-se ao colectivo que, legitimamente, sae á rua para defender causas tam nobres como evitar a instalaçom a discreçom de piscifactorias, de parques eólicos ou dumha planta de gas no coraçom da ria de Ferrol, entre outras muitas cousas?

Por suposto gostaria de escreber e escreber intentando comprender melhor o que passou, gostaria de ter mais datos, mais experiéncia, mais tempo, mais capacidade para elaborar umha análise mais completa sobre o que sucedeu o dia que o PSdG e o BNG perderom as eleiçons. Estaria bem tamém distinguir um pouco mais entre a deriva cara á derrota dos dous partidos. E sei que estas palavras som um achegamento mui persoal e limitadas á perspectiva de alguem que saiu á rua berra contra o governo do PP e voltou saír contra o governo do PSdG e BNG.

E agora que? Pois agora começa umha nova era para a acçom socio-política, para intentar cambiar as cousas desde abaixo entre muita gente, de forma participativa, comunicativa, em precário, como sempre, num proceso pedagógico no que tod@s aprendamos e com muito trabalho, onde as relaçons humanas sejam importantes e a transformaçom se construa a médio e longo praço. Nada novo. Ou si.
Comentários (12) - Categoria: Nom serviam - Publicado o 02-03-2009 21:48
# Ligazóm permanente a este artigo
Chuza! Meneame
12 Comentário(s)
1 adi#blgtk08#ro
Comentário por dedoscomovermes (02-03-2009 22:17)
2 E despois disto, com PSOE e BNG "tocados" para umha boa tempada, onde vai estar a oposiçom? Onde estivo estes anos, na rua, nos movimentos sociais emancipatórios.

E segundo se vaiam recuperando, que vam fazer? Espe#blgtk08#cialmente o BNG, que se supom que está mais à esquerda: que credibilidade vai têr se decide opor-se à destruçom ambiental? que relaçom vai manter cos movimentos sociais (para além de continuar o controlo das organizaçons afins)?
Comentário por signatus (03-03-2009 09:48)
3 A nosa terra vai quedar destrozada en tódolos sentidos, física e moralmente. Empezarán por aquí:

Periodista: –¿Cambiará la Ley del litoral?

Feijoó –Es que no hay Ley del Litoral. #blgtk08#Hay falta de ordenación y paralización. La tierra es para vivir, no para destrozarla, pero entre destrozar el litoral y no usar una de las zonas de mayor rentabilidad hay un paso enorme.

Apertas
Comentário por mer (03-03-2009 11:43)
4 Mais penso que esquece un dato moi importante, e é que guste ou non, Galiza é de deritas, hai unha serie de factores sociais, culturais, historicos, etc, que a fixeron e a fan moi conservadora. A maneira de loitar contra elo, penso eu, e intenentar cam#blgtk08#biar esta realidade, e aquí estou totalmente de acordo con vostede, é a partir da movilización cidadá, do activismo puro e duro, do día a día na rúa, traballos, escolas, e non só cando o poder está nas mans da extrema dereita. Vamos, digo eu.
Comentário por Quico Vieiros (03-03-2009 12:52)
5 ...pois agora a ver que pasa... porque non está a cousa para botar unhas risas...

Tede en conta que xogamos contra-reloxo: o Idioma Galego esmoreze (daquí a uns 10 anos Castejanos todos).

Movilización cidadá desde agora mes#blgtk08#mo!! E todos xuntos!!! (que outra cousa facer??? Eu afiliareime esta semana á mesa pola normalización lingüistica. ...e sobre todo; no tema do idioma é moi importante pelexar nas cidades; falar galego e falar moito

Unha forte aperta
Comentário por Manuel (03-03-2009 16:59)
6 por suposto, Quico, a participaçom cidadá, imprescindível sempre, govenr#blgtk08#e quem governe.

graças a tod@s por participar, seguimos.
Comentário por madeingaliza (03-03-2009 17:55)
7 Eu també#blgtk08#m adiro.
Comentário por Galeguzo (04-03-2009 19:32)
8 O que máis pesou para que un crítico per se (que posíbelmente votara no 2005 co nariz tapado, ou pode que non, que votara máis cara a esquerda ou en branco) foi non só remitirse a un conxunto de accións de goberno que calificara como pésimas e un conxunto de ausencias que calificara como extremadamente precisas; foi que na análise nin sequera moi profunda de determinadas actuacións (por exemplo o plano eólico ou a lei do solo) percibiu o esquerdista que estes energúmenos non eran máis que impostores. Personaxes de partido, homes de política pura, vendedores de proxectos e vendidos, a peor calaña que podía aparecer pa#blgtk08#ra dirixir o cambio coa faz do PSOE e o BNG.

Coido que dentro de ambos partidos (non tanto do PSOE) hai xente decente, que a pesar de non coincidir ideoloxicamente coas miñas ilusións, ben poderían merecer e ser quen de emprender un cambio esquerdista. Non era preciso gran cousa, o país na situación na que estaba e na que está, tiña fertilizante de sobras para plantar iniciativas rompedoras.

As poucas iniciativas que se presentaron foron dirixidas no senso contrario, o suficiente para saber, polo menos no que a min respeta, que ían aínda por riba con esa intención. Isto é o importante.
Comentário por AfonsoDaniel (04-03-2009 22:01)
9 Por outra banda, adírome ao artigo. Tamén me molestou moito o baleiro ideolóxico e o patriotismo barato, alén de moitas outras posturas con#blgtk08#tra a crítica que me cheiraban a mediocridade e megalomanía.

Chegouse a defender o indefendible. E iso na esquerda é letal.
Comentário por AfonsoDaniel (04-03-2009 22:04)
10 Por outra banda, adírome ao artigo. Tamén me molestou moito o baleiro ideolóxico e o patriotismo barato, alén de moitas outras posturas con#blgtk08#tra a crítica que me cheiraban a mediocridade e megalomanía.

Chegouse a defender o indefendible. E iso na esquerda é letal.
Comentário por AfonsoDaniel (04-03-2009 22:13)
11 aqui, as declaraçons de adega:

http://www.adega#blgtk08#.info/index.php?option=com_content&task=view&id=1264&Itemid=2
Comentário por adega responde (04-03-2009 22:30)
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Comentário por North Face Jacket (03-12-2012 08:06)
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