Made in Galiza


Eu nunca serei yo
Um caderno de trabalho de Séchu Sende

A minha obra neste caderno está licenciada baixo creative commons, copiceibe.

O autor solicita comunicar-lhe qualquer uso ou modificaçom da sua obra no email de contacto aqui sinalado.

Contacto
madeingaliza
 CATEGORIAS
 FOTOBLOGOTECA
 OUTROS MUNDOS
 BUSCADOR
 BUSCAR BLOGS GALEGOS
 ARQUIVO
 ANTERIORES

Livros para o presidente e o vice-presidente


Porque há quem asegura que a literatura pode cambiar a história cumpre recomendar-lhes alguns livros aos nossos governantes, para que os leam a ser possível antes de deixarem o poder, algum dia mais ou menos achegado.

Julia Butterfly, senhor Touriño, passou quase dous anos no alto dumha secuoia gigante em Califórnia para salvar da tala um bosque milenário. Deveria ler o livro desta ecologista, O legado da lua, tamém vostede, senhor Quintana, para descobrer o que pode conseguer o activismo ecologista livre e independente.

O senhor Vázquez, conselheiro de Medio-Ambiente, e o senhor Fernando Blanco, de Indústria, deveríam ler os poemas de Uxío Novoneyra, -ou Roxe de Sebes de Ignacio Castro ou En terra perigosa, de Xesús Manuel Marcos-, para comprender as palavras que defendem a terra na Serra do Courel.

E hai um relato em Fridom Spik, de Jaureguizar, sobre o instinto insaciável e primário do caçador que muito me lembra ao senhor Pachi Vázquez, nom sei por que.





A senhora Carmen Gallego, conselheira de Pesca, deveria ler a Canción para ir ao mar de pesca, de Bernardino Graña, em Profecía do mar, Para que as mulleres berren na praza e haxa ruído polas tabernas traerei con nasa, con rede ou fisga luras e polbos, muxos e nécoras, meros e sargos, sollas e vieiras… da Piscifactoria?

Bernardino Graña tamém escrebeu Himno Verde, que rima com Galiza nom se Vende, para vostede, senhor Quintana, um livro na tradiçom da resisténcia ecologista galega.

E a carta que o chefe dewamish Seattle lhe enviou ao presidente dos EE.UU pode recebe-la vostede, senhor Tourinho, qualquer dia destes: Como pode vostede comprar ou vender o céu, a calor da terra? (...) Assi, quando o Grande Chefe em Washington-Compostela manda dizer que quer comprar a nossa terra, el pede muito de nós.

No livro A minha vida é a danza do sol, o activista índio lakota Leonard Peltier explica desde a cadeia a sua loita de defensa da terra. Deveria ler esse livro, senhor Quintana, porque fala dos tomahawks e os sinais de fume da gente que se enfronta ao cemento e ás escavadoras por todo o país.



E lea tamém Far West, o poemário de Carlos Negro, onde poderá ouvir os indígenas do nosso país, apaches de reserva, apaches de uralita, apaches de ladrillo, fronte aqueles que estam a converter a terra numha mercadoria, senhor Quintana, por se se dá por aludido.

Senhor Touriño, lea Morrer en Castrelo do Miño, de Fernández Ferreiro, para comprender hoje a impoténcia, a dor e raiba da gente que lhe berra a vostede Galiza nom se Vende desde a outro lado das barreiras de antidistúrbios, como no seu dia berrarom Nunca Mais.

Senhor presidente, senhor vice-presidente, deveriam saber que quando umha nena ou um neno acaba de ler As fadas verdes, de Agustín Fernández Paz, prefere as árvores aos guindastres. Assi que deveriam ler esse livro tamém, urgentemente.

Descubra, senhor Tourinho, na poesia de Antón Avilés de Taramancos, a Terra que nos amamanta e nos alcende de afervoada arxila. Reflexione, senhor Quintana, lendo no país das palavras de Lupe Gómez: Galiza non son imaxes, son restos.


Deveriam ler vostedes tamém Ecocídio, de Franz J. Broswimmer, para serem conscientes do grao da sua responsabilidade política no proceso de destruçom da terra nesta parte do planeta.

Neste livro podemos atopar mesmo um anúncio do governo de Filipinas na revista Fortune que nos resulta mui próximo aos galegos e galegas: "Para atraer a empresas como a sua (...) derrubamos montanhas, arrasamos selvas, secamos zonas pantanosas, movemos rios, desprazamos cidades (...) todo para facilitar-lhes, a vostede e á sua empresa, fazer negócios aqui.".



Deveriam ler tamém as palavras escritas fóra dos livros, com spray nas paredes por todo o país ou nas pancartas que acompanharám os seus pasos alá onde vaiam: Governe quem governe, Galiza nom se vende.

Finalmente, e versionando a Castelao, Leo i Arremecághona escrebeu um haiku que espero que leam, senhor presidente, senhor vicepresidente, porque com el se identifica umha cidadania rebelde, imbatível e indignada com a sua política a respeito da natureza: Mexan por nós e caghamos por eles.



...

Revista GPS, 2009


...

Desenhos de Leandro, hundertwasser, Urbano Lugrís e Paco Lareo
Comentários (4) - Categoria: Nom serviam - Publicado o 16-02-2009 00:51
# Ligazóm permanente a este artigo
Chuza! Meneame
4 Comentário(s)
1 Canto me falta#blgtk08# por ler !!!.
Comentário por paideleo (18-02-2009 17:49)
2 puf,

pois a mim...

aínda que por muito que leamos sempre vam ser mais os livros sem abrir...
#blgtk08#r /> da lista de arriba, recomendo o de Julia Butterfly, a mim resultou-me interessantirmo.

aperta, paideleo
Comentário por madeingaliza (18-02-2009 22:29)
3 crisp lines with thin effect the overall mix added to the prints will not monotonous overall shape wearing plain#blgtk08# difficult to show fashion sense, so add printing the pattern, you can instantly filled with the power of fashion
Comentário por Gucci UK (03-12-2012 07:52)
4 Nom se pode medir
com a tecnologia actual
a energ#blgtk08#ia média
de transformaçom
do mundo por habitante.
Comentário por http://www.caffiaux-beffroi.fr (14-06-2016 03:12)
Deixa o teu comentário
Nome:
Mail: (Nom aparecerá publicado)
URL: (Debe começar por http://)
Comentário:
© by Abertal