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Eu nunca serei yo
Um caderno de trabalho de Séchu Sende

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Livre


Teo e Estrela mercarom umha cartolina negra e umha branca e subirom ao ibiza e saírom da cidade. A cámada de vídeo, o arame, a cinta adhesiva, o trípode, as tesoiras…

Quando atoparom o sinal de precauçom, paso de animais em liberdade, um desses triángulos com a silueta negra dum corço, Teo montou o trípode e preparou a cámara.

Estrela recortou na cartolina negra umha figura exactamente igual á do corço do triángulo e despois pegou um triángulo de cartolina branca sobre o sinal da estrada, dentro das marges vermelhas, cubrindo de branco o corço do sinal.

Um extremo do arame enganchou-no ao corço de cartom, reforzado com várias capas de cartolina. Vai!

Bem, dixo Teo, agora mantém o corço no centro do sinal, aí, si, sem move-lo, bem, bem, começo a gravar. Assi, nom o movas. 10, 15, 20 segundos.

Vale, agora, si, move-o. Lentamente, como tremendo, despácio, fai que o corço, a modo, se mova, cara adiante e arriba, dentro do sinal, e agora, agora um chimpo! salta fóra!

O corço saltou fóra do sinal de tráfico, sobre o céu azul e o prado verde e a estrada gris e foi-se, saíndo do plano.

A cámara ficou olhando o sinal baleiro, 10, 15, 20 segundos.

Bem, aqui está o guiom, vamos grava-lo, dixo Teo já na casa. Estrela, le a modinho, como nos documentais da National Geographic. Oquei, ai vai:




Era umha vez um corço que vivia num sinal de tráfico numha estrada secundária.
Aparentemente estava saltando no ar, com as patas estricadas, a cabeça ergueita, mas o certo é que levava muitos anos sem se mover dentro daquel triángulo.

Ás vezes distraia-se: um ciclista, umha muher com um paráguas vermelho, paxaros, um autobus, e contava coches, 1, 2, 3 , 4, 325…, ou nuves.

A sua vida era tam monótona e triste que um dia descobreu que estava começando a oxidar-se. E pensou algo que nunca antes chegara a pensar: intentar ser livre.

Intentou-no pola manhá ao saír o sol, fixo força com as patas de diante e… nada.
Voltou intenta-lo a mediodia, fixo força toda a tarde com as patas de atrás e… nada.
E voltou intenta-lo á noite, fixo força toda a noite com as patas de diante e de atrás e… quando sentiu a calor da primeira luz do sol deu-se de conta de que… estava movendo-se! Era possível.

Fixo força e força e upa! Pegou um chimpo e conseguiu liberar-se do sinal de tráfico de animais em liberdade.


Como quedou?
Um pouco hippi… Falta-lhe a música e a ver que tal.
E como é?
Umm… De momento vas tes que imagina-la.



...

Para a livraria Couceiro, no seu XXXX aniversário. Parabéns!
Comentários (3) - Categoria: Desenhos - Publicado o 05-02-2009 22:13
# Ligazóm permanente a este artigo
Chuza! Meneame
3 Comentário(s)
1 1) Que imaginemos? Mas não sabes que com tanta consola, PC, internet e demais já não sabemos imaginar??? ;-)
#blgtk08#>
2) Por certo, alguém sabe se é certo isso de que a Couceiro já não voltará vender livros portugueses??
Comentário por Galeguzo (06-02-2009 13:31)
2 pois nom che sei,
de todas formas, na livraria A Palavra P#blgtk08#erduda, em Compostela, há quilos e quilos de livros em portugues.
Comentário por madeingaliza (16-02-2009 10:20)
3 The representations, subsequently, afforded many learners engaged in the experience added semantic facts within a value#blgtk08# in addition to dialect. It truly is ture of which now you can have on silver in addition to diamond jewelry.
Comentário por panerai replica (07-09-2015 08:05)
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