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Eu nunca serei yo
Um caderno de trabalho de Séchu Sende

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O mineiro


Acordou canso, ergueu-se, comeu umha laranja, puxo a malha elástica no pulso contra a tendinite e sentou no computador.

Abriu o jogo e umha voz deu-lhe a benvida á mina. Entrou no vestuário e apanhou as cousas: a roupa, o pico, o casco, o foco, um pouco de comida e água.

Entrou no elevador, tecleou o código, desceu ao nível 13, á galeria 234 e puxo-se a picar. Com cada clic no rato o pico rebentaba violentamente contra a rocha subterránea.

Onte conseguira 25 gramos de ouro despois de dez horas de trabalho. E hoje ao final da jornada venderia-lhe ao melhor postor o médio quilo que conseguira jogando nos últimos tres meses.

El é um proletário no mundo dos jogos de computador. Começara havia anos jogando, si, para se divertir e emocionar vivendo na pel de protagonistas épicos: um cavaleiro medieval, um explorador em marte, um maqui francés na segunda guerra mundial? Mas aginha deu-se conta de que nom podia manter esse nivel de vida.

E decidiu se fazer mineiro. Jogar extraendo ouro na mina durante dez, doze, treze horas ao dia e vender-lhe o mineral por internet a algum jogador que pagasse bem. Há muita gente com dinheiro adicta aos jogos em rede que nom dubida em mercar ouro para as suas espadas samurais ou prata para as suas armaduras. Ouro virtual a cámbio de dinheiro real por internet.

El pode ganhar entre 600 e 800 euros ao mes. As jornadas fam-se longas. O trabalho no jogo da-lhe para ir tirando e saír da cidade em bicicleta um domingo cada dous.

Baixou um pouco o volume para que o TLONK, TLONK do pico contra a rocha estourasse menos na sua cabeça, mas pior era o quase inaudível e insoportável CLIC, CLIC, CLIC do dedo no rato.

Era o seu trabalho. Levava trece meses extraendo ouro naquela mina de gráficos hiperrealistas. De quando em vez os guardas batiam nel com o látego ou cuspiam-lhe insultando-o em inglés, mas preferia trabalhar oprimido por personages de ficçom que explotado na vida real.

Nom tinha estudos ?a sua adicçom começou aos 12 anos- e antes de decidir-se polos jogos de computador em rede como forma de ganhar a vida estivera trabalhando na construçom. Mas na obra passava frio, lesionara umha vértebra e os jefes insultavam no seu próprio idioma.

Nesse momento umha das vozes que saíam do computador recordou-lhe que, segundo a última revisiom médica, a neumoconiose do seu personagem, a causa da acumulaçom de po mineral nos pulmons, ia em aumento.

Sabia que o seu personage aginha morreria. Fregou os olhos com a mao. Era o destino.

Seu pai morrera de silicose numha canteira de pizarra quando el era neno.


...

Obrigado, Dani, pola conversa!
Comentários (3) - Categoria: Nom serviam - Publicado o 17-01-2009 18:01
# Ligazóm permanente a este artigo
Chuza! Meneame
3 Comentário(s)
1 Buffff... que historia... bonita, pero um pouco dura, como a vida mesma... seguro que hay umha c#blgtk08#hea de gente assi, en jogos como o second life nos que se pode jogar com dinheiro de verdade...
Comentário por Sugoi (20-01-2009 21:08)
2 pois o conto está baseado numha história #blgtk08#bem real...

saúdos, sugoi!
Comentário por madeingaliza (21-01-2009 22:06)
3 Para Alexandra.
C#blgtk08#om desenho artesanal de
Comentário por http://www.juliengril.fr (14-06-2016 03:05)
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