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Eu nunca serei yo
Um caderno de trabalho de Séchu Sende

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Um picapeixe no acuário


Hai uns dias tinha dez peixes de cores no acuário. Som acuarófilo desde hai vinte anos. O meu peixe favorito é o luitador de Siam, despois o fantasma negro.

Mas um dia apareceu um picapeixes pousado no vidro do acuário.

Esconde-se nalgum lugar na sala, detrás da tele, entre as revistas da National Geographic ou onde a Enciclopédia Galega. Nalgures.

Um amigo ornitólogo perguntou-me Passa algum regato pola tua sala de estar? Nom, dixem-lhe eu. Vivo num sétimo andar. Pois que raro, um piso nom é o hábitat natural do picapeixe, umm. Terei que passar algum dia por ali.

Mas nom passou. E ao dia seguinte só tinha oito peixes de cores na peixeira. E o picapeixes, pousado no borde do cristal, olhou-me com um fantasma negro no bico e, shhius, foi-se voando por detrás do sofá.

Quando apartei o sofá, desaparecera. E quando cheguei do trabalho dous dias despois só havia cinco peixes de cores no acuário, e o picapeixes, azul e laranja, com reflexos verdes, estava pousado no borde a olhar com olhada perdida o céu gris pola janela.

Intentei colhe-lo outra vez mas, como umha frecha, shhius!, saiu disparado e meteu-se detrás do televisor. Quando busquei entre os cables, desaparecera.

Assi que aos tres dias só quedava um peixe de cores no acuário. E o picapeixe seguia ali pousado na esquina, onde o tubo do filtro, tomando o sol que entrava pola janela, entre as antenas e o fume dos edifícios de enfrente.

Sentei com coidado no sofá e puxem-me a olha-lo. E de súbito, flassss!, disparou-se cara ao fondo do acuário, mergulhou-se batendo as asas como um lóstrego azul e, slump! caçou o penúltimo peixe de cores.

Voltou ao borde do recipiente com o peixinho no bico, secou a plumaxe num tremor, e enguliu o peixinho, sem mais. Despois olhou cara a mim, que estava com a boca aberta.

O picapeixe acabara com os meus dez peixes de cores.

Ao dia seguinte quando cheguei do trabalho o picapeixe seguia pousado no acuário vazio.
E ao outro dia tamém, como aguardando que entre as plantas do fondo aparecesse umha presa.

Por isso ao terceiro dia fum á tenda de animais e merquei outros dez peixes de cores.

Hai um picapeixe na minha sala de estar. Ás vezes desaparece entre os livros. Outras, por debaixo da mesa. Nom sei onde tem o ninho. Nalgures.

Aí o está. Aínda que deixe a janela aberta nunca sae fóra.


Comentários (3) - Categoria: Desenhos - Publicado o 18-10-2008 11:49
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Chuza! Meneame
3 Comentário(s)
1
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Comentário por North Face Jacket (05-11-2012 13:51)
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