Made in Galiza


Eu nunca serei yo
Um caderno de trabalho de Séchu Sende

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Lingua e resiliéncia: humor social


Lijó e Meixide, esse duo cómico genial, explicam-no mui bem: Nós preferimos estar de bom humor que de mal humor. E si, preferimos estar alegres que tristes. E rir que chorar.

Pois nós tamém.

E que será isso da resiliéncia?

Em diferentes universidades sudamericanas, a resiliéncia ocupa um lugar preferente na formaçom de mestres e psicólogos sociais.

A resiliéncia é um desses conceptos clave para comprender e facilitar os cámbios sociais.

A resiliéncia comunitária investiga os procesos colectivos dos que umha sociedade bota mao para se enfrontar e superar umha catástrofe, natural ou social.

Porque a perda da nossa língua, que afecta especialmente a nossa infáncia e mocidade, é um desastre para nós e a própria humanidade, aqui estamos para reflexionarmos, mais umha vez, sobre o cámbio social que a nossa língua precisa.

Na nossa sociedade existiu e existe umha reacçom colectiva -protagonizada por diferentes grupos ou agentes sociais ao longo do tempo- que se enfronta á adversidade da desgaleguizaçom, com umha história de defensa do património cultural, ultimanente em paralelo á defensa do património natural.

Mas as desgraças podem converter-se em desafios que mobilizam as capacidades da cidadania para superar os problemas, renovando e fortalecendo o tecido social porque, si, ás vezes sucede que a resposta a um proceso destrutivo é a criatividade social.

O xurdimento dos movimentos sociais contemporáneos, de intençom política transformadora desde a cidadania -que se rebelam contra as regras da política partidista e criam e difundem umha innovadora cultura de participaçom- responde a esta vontade resiliente.

A história demostra que, especialmente nos momentos de crise, quando a gente, a cidadania, ergue as suas vozes e as suas maos o sistema trema.

E este é um momento de crise: a crise da língua.

Fala-se de quatro elementos claves da resiliéncia comunitária, que se ponhem em jogo em quanto a comunidade social sofre umha catástrofe:

- a autoestima colectiva.

- a identidade cultural.

- o humor social.

- a gestiom governamental.

A ver logo:

1. AUTOESTIMA COLECTIVA:

Um dos principais problemas da Galiza é a adopçom transgeracional de prejuíços lingüísticos que derivam numha certa patologia social do auto-ódio pola que a própria língua da Galiza é menos valorada por parte da sociedade galega.

Esta perda de valor deriva numha perda do uso do idioma, e viceversa.

Nom existem muitos estudos em profundidade sobre a percepçom negativa da língua dumha parte da cidadania mas é evidente que o principal factor de desgaleguizaçom é a escasa valoraçom social da língua galega por parte da cidadania, motivada por um proceso histórico conflitivo.

A auto-estima colectiva abrangue a conciéncia da riqueza natural, ou tamém a identificaçom com os valores criados em sociedade, entre os que a língua ocupa o lugar central pois é o principal instrumento de coesom da própria comunidade.

Porque nos esquezamos que quem construe comunidade é a comunicaçom, de COMMUNICARE: ser, ter em comum.

Quando dicemos Eu som galego ou galega mostramos umha satisfaçom -por ser como somos, nem melhores nem piores que outras culturas- que implica reconhecer que formamos parte dumha sociedade e compartimos os valores que a fundamentam, como a língua.

No ano 2003 a raíz da manifestaçom do movimento cidadám Nunca Mais em Madrid recolhemos algums textos de persoas galegas residentes na capital de Espanha a comentar a sua experiéncia com a língua. É curioso como mesmo em persoas nom galego-falantes a língua segue a ser comprendida como o sinal coesionador da identidade comum:

Chámome Natalia, teño 23 anos e son estudiante. Levo vivindo en Madrid dende hai 6 anos. Este ano estou vivindo en Villanueva, un pobo o norte de Madrid capital. O sábado 22 baixei a Madrid, collín o metro ata Praza de España e cando sain á rúa, algo novo había no ambente: o galego. Podiase escoitar á xente falando tanto en galego coma en castelán, con ese acento que nos caracteriza. Naquel intre invadiume unha gran ledicia, a pesar da distancia sentinme mais preto da casa.

O domingo, na manifestación, o uso do galego pareceume correcto e lóxico, xa que a lingua nos une. Eu son castelanfalante, pero sinto que a lingua galega uneme moito a miña terra, por iso, ainda que poida parecer estrano, falo mais galego aqui en Madrid que en Vigo.

...

Chámome Tamara, teño 23 anos e son xornalista. Vivo dende hai 6 anos en Madrid. Durante meses vivín na angustia da distancia a catástrofe que asolaba a nosas costas. A impotencia de estar lonxe sen poder acudir como voluntaria facíame sentir realmente mal.

(...)A manifestación do domingo para mín foi todo un éxito!! Durante toda a fin de semana foise notando moi a modiño como Galicia comezaba a invadir Madrid. Só con saír á rúa, de cando en vez, sentíase a alguén falando ben en galego
ou ben con ese inconfundible acento noso. O domingo foi un día grande para os galegos. Creo que todos xuntos conseguimos convertir una reinvindicación política, seria e tráxica, en toda unha festa. Todos eramos estranos pero había algo que nos unía: a protesta e a maneira de expresala.

Falar e escoitar o galego pola Castellana foi toda unha experiencia. Habitualmente non falo galego pero na miña casa, os meus pais si que o fan. Aínda que nunca lle din importancia a falta da lingua na capital xa que eu non o uso diariamente, ese día fíxome pensar que en realidade, esa lingua forma parte íntimamente de min.

Paréceme ben que se emplease o galego para manifestar o que os galegos levamos dentro. A traxedia da terra é tan forte, tan inmensamente triste que a única e a mellor maneira de expresala é deixando saír desde o máis profundo da alma os sentimentos. E cando un sentimento é profundo exprésase na lingua materna, neste caso o galego.





2 IDENTIDADE CULTURAL

Entende-se identidade cultural, nesta altura, como a persisténcia dum ser social como unidade e identidade durante o transcurso dos cámbios e diante de circunstancias adversas.

É um proceso interactivo que implica a participaçpm dumha série de valores, costumes, cultura e idioma.

O grupo social adquire assi um sentido de igualdade e continuidade.

Na era da globalizaçom e as forças uniformizadoras, a identidade cultural é umha das fontes de biodiversidade cultural para a humanidade.

Diante dum problema social, as povoaçons que respectam e celebram a sua cultura tradicional, e a actualizam e modernizam, mostram umha maior capacidade de recomponher-se e renacer.


3. HUMOR SOCIAL

http://castelao.tripod.com/files/imaxes/cousas/cousas63.GIF

-Ese muchacho dicen que sabe muchísimo.
- Si, pero tiene un acento tan gallego...



É a capacidade da comunidade para atopar o cómico em méio da tragédia á que se enfronta. Sobre essa espécie de humor galego que demos em chamar retranca hai umha interpretaçom que asegura que é umha forma de expresom defensiva diante dumha autoridade ou poder agresivo.

O humor facilita a visualizaçom das privaçons e problemas colectivos e permite manter umha distáncia do problema originando soluçons e toma de decisons para resolver esse problema. O humor favorece o pensamento divergente, a criatividade e as soluçons innovadoras para acometer a crise.

Quando um povo ou grupo tem umha alta autoestima colectiva o humor que aponta aos símbolos, aos mitos, nom deve gerar-lhe inseguridade.

Um exemplo do humor social que melhor calhou na Galiza actual forom as mensages irónicas sobre a própria identidade galega criadas, por exemplo, por Aduaneiros sem Fronteiras -com esse desenhos de Castelao ensanguentado e o lema Kill you idols-.

A versom mariachi da que tanto gostamos -com música adaptada desde Allá en el Rancho Grande- do himno galego poderia ser outro exemplo.


4. GESTIOM GUVERNAMENTAL




- Yo os juro, bajo mi palavra de honor...

A adecuada gestiom guvernamental a prol da soluçom da catástrofe é o cuarto elemento necessário para superar a crise. Fai reféréncia á honestidade e dignidade no trabalho dos asuntos públicos cara á superaçom da crise.

Quem estaria disposto a participar dumha reconstruçom se nom confia naqueles que administram os recursos asignados á tarefa?

Ao nosso entender temos dous problemas importantes:

1. O actual governo da Xunta segue sem socializar, sem comunicar, sem informar directamente á cidadania, sem criar comunicaçom, -algo que o governo do Partido Popular simplemente censurou, no sentido amplo da palavra- e sem criar relaçons na cidadania en torno á situaçom preocupante da língua galega.

A Xunta segue sem fazer visíbel cara á cidadania o problema da língua galega, e sem asumir cara adentro que o problema é grave, umha das catástrofes culturais da Europa do séc. XXI.

2. E polo tanto, desde essa inconsciéncia e borrosidade, ao nom existir preocupaçom social, nom se dá activado -desde quem teria supostamente a responsabilidade política- o proceso de cámbio social do idioma.

De aí que, sempre vital, necessária, imprescindível, -em qualquer momento histórico- a participaçom social directa por parte da cidadania mais comprometida e consciente segue a ser absolutamente vital, necessária e imprescindível diante da desafecçom social dumha parte importante da cidadania, do enfrontamento directo de grupos de poder e da impotente e ineficaz política lingüística do governo.














Comentários (1) - Categoria: Desenhos - Publicado o 25-09-2008 17:02
# Ligazóm permanente a este artigo
Chuza! Meneame
1 Comentário(s)
1 "A história demostra que, especialmente nos momentos de crise, quando a gente, a cidadania, ergue as suas vozes e as suas maos o sistema trema.

E este é um momento de crise: a crise da língua.
"

grazas.
eu vivo na coruña, é dificil falar galego aquí. miña nai falábao na casa e coa xente do barrio, máis cando falaba con alguén "importante" falaba o castelán (mal) a mín dábame xenreira, dicialle: fala en galego, non cambies
máis eu cambiei, cambiei no colexio,
e cambiei no instituto,
e cambiei na discoteca,
e cambiei no traballo,
falaba en galego só nas visitas á aldea onde nacín,
ou cando tiña que contestar a alguen que me falaba en galego...
ás veces co meu fillo, poñía#blgtk08#lle na tvg o xabarín club, e él vía "as bolas máxicas", e despois berraba polo pasillo:
"voute esnaquizar, verme noxento",
e eu sorría dende a cociña...
agora nolos dous, ás veces, cando estamos sós, falamos galego.

paréceme que chegou o tempo de darlle a volta, de cambiar outra vez á orixe.
agora, con todo isto do decretazo,
e coma se espilise de golpe,
un mazazo,
debe ser un efecto similar ó que falas tí neste artigo.
o certo é que toda axuda me é pouca,
ampárome nas poucas persoas que coñezo que falan galego,
falo e sorrío moito mentres falo, como se dixese, "perdoade" non me miredes raro.
por iso sinto gana de decirche grazas,
porque, hoxe tí,
axúdasme.
Comentário por zeltia (25-02-2010 18:59)
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