Made in Galiza


Eu nunca serei yo
Um caderno de trabalho de Séchu Sende

A minha obra neste caderno está licenciada baixo creative commons, copiceibe.

O autor solicita comunicar-lhe qualquer uso ou modificaçom da sua obra no email de contacto aqui sinalado.

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O pesimismo, contra a língua


1.

O pesimismo nom é um bom motor de trabalho: desmotiva, entristece, paraliza e destrue mais do que motiva, dinamiza e construe.

A gente mais ou menos informada conhece desde hai anos a situaçom da língua entre a gente nova: umha situaçom catastrófica nas cidades e vilas, caracterizada pola perda de usos na nossa língua, com índices proximos á extinçom como língua de uso habitual, informal, nas grandes cidades.

A realidade é mui chunga, dramática, e a lista de adjectivos é tan longa que hai gente especialista em caracteriza-la com mil calificativos terroríficos.

Além das frias cifras e dos estudos sociolingüísticos concienzudos sobre a situaçom da língua na gente nova, muitas das persoas que vivimos em contacto directo com rapaces e rapazas ?e suponho que case todos e todas as persoas temos algum tipo de contacto com nen@s e adolescentes- nom podemos deixar de emocionar-nos, preocupar-nos e ser sensíbeis a essa crescente desgaleguizaçom.


2.

A algumha gente o contacto com realidades problemáticas e nom desejadas produce-lhe depresom, episódios de tristeza ou estados de raiba, com umha crescente sensaçom de impoténcia persoal. E colectiva.

Muita gente, entre a que me incluo, sentimos esses baixóns quando a nossa filha volta do cole falando outra língua que nom é a nossa, ou quando aparecem uns senhores dicindo que o galego está a discriminar os falantes de lingua espanhola. Ou quando nos damos conta de que um dos motores importantes do trabalho, o governamental, se mostra como um agente irresponsável, insensível e ineficaz diante deste problema.


3.

A situaçom, si, chegou a ser mui dura.

Porque nom esquezamos que ao fim de contas, nós ?e aquí que se inclua quem quixer- nós, digo, somos @s filh@s e net@s da gente que perdeu umha guerra a maos do Fascismo.

Perdemos a guerra, recordades? Machacarom-nos.

E a nossa língua foi o símbolo d@s perdedores, @s assassinad@s, @s reprimid@s, @s clandestin@s, os exilad@s, etcétera, etcétera.

Mui triste foi isso de vir perdendo palavras desde que as Suas Altezas os Reis Católicos começarom a Doma e Castraçom do Reino de Galiza hai já puffff de anos.

Si. E levamos anos e anos chorando e temos direito a seguir chorando. Mas em quanto choramos nom podemos trabalhar. Penso que é algo bastante incompatível.

E aquí é quando devemos pór-nos séri@s e ter em conta de que sem trabalho a nossa sociedade nom pode cambiar.


4.

E esse trabalho nom pode ser só individual, persoal, senóm que debe ser um labor colectivo, comunicativo, no sentido etimológico do verbo comunicar, do latim COMMUNICARE: ser, ter em comum.

Quando a gente se junta a trabalhar procura um bom clima: cooperativo, creativo, alegre, assi esteja construíndo umha estrada ou reconstruíndo um país despois dum terremoto.

A ver se nos damos conta de que queixando-nos derrotistamente do mal que está a situaçom nom vamos amanhar nada.

Si, os índices de uso da língua entre a gente nova som os que som. Nós sabemo-lo e, o que é mais importante, a gente nova sabe-o. Porque ás vezes falamos da gente nova como se fossem agentes pasivos do que está a suceder, quando realmente tenhem umha capacidade que a gente maior já temos oxidada: podem cambiar as cousas desde o seu tempo novo, criam continuamente um novo tempo, umha nova história, abrem novos caminhos.

Por isso cumpre dar-se conta de que durante muitos anos aquí se trabalhou socialmente a língua ?especialmente no ensino- desde a perspectiva do uso da língua.

No ensino da língua seguimos a trabalhar milheiros de actividades sobre morfologia, léxico, hortografia... E seguimos a trabalhar pouco com a língua desde um ponto de vista social: as actitudes ou os prejuízos, por exemplo.

Lemos páginas e páginas de livros de texto, fazemos centos de actividades sobre a colocaçom do pronome, mas profes e alunado nom sacamos a língua da aula ás ruas nem traemos a língua das ruas ás aulas.

Como dixo o sábio Txepetx no seu Un futuro para nuestro pasado, claves de la recuperación del euskera y teoria social de las lenguas, e adaptou Manuel Portas no Língua e sociedade na Galiza, o processo de achegamento a umha língua tem outros elementos tam importantes como o próprio uso e entre eles está a motivaçom.

Para mim a gente que se queixa do pouco uso da língua e transmite esse derrotismo alá onde vai pode chegar a ser mais destrutiva que a gente contrária ao desenvolvemento social da nossa língua que combate contra ela. Porque o derrotismo desmobiliza, desmotiva e destrue.


5.

Quem dixo isso de que Devemos ser realistas na análise da realidade e optimistas na vontade para cambiala tinha toda a razom do mundo.

Eu, desde logo, sei que para que o meu país cámbie necessitamos muito trabalho e muita moral e bem repartida. Porque para que este país e a nossa língua mudem temos que compartir entre milheiros e milheiros de persoas umha responsabilidade: o caminho da língua.

Que, por certo, deve ser um caminho público, ou, melhor visto: umha rede de caminhos.

E nos caminhos da língua nom só estamos quem falamos galego sempre, tamém quem falam galego ás vezes, e quem falam castelam.


6.

Quando escrebim Made in Galiza nom tinha na cabeça os meus colegas sociolingüistas ou profes. Em absoluto. Tinha a minha afilhada de 7 anos que case nom fala galego, a gente de 17 de Vigo ou Ferrol, as avoas galego-falantes que lhes falam espanhol aos netos, ou o rapaz ou rapaza a quem se lhe passa pola cabeça que porque nom, claro que si, vou falar galego.

E muita outra gente a quem todos conhecemos, desde os ladróns de línguas até as bonecas que falam a nossa língua.

E claro que é triste chegar a dar-se conta de que alguem escrebe um livro para, entre outras muitas cousas, comunicar-lhes aos seus vezinhos e vezinhas que o que nos fai valiosos como sociedade é a nossa língua.

Porque suponho que quando o poeta Darwish escrebe sobre a liberdade do seu povo nom escrebe só para Palestina. Escrebe para qualquer persoa do mundo.

E a nossa língua é Made in Galiza, mas tamém´pode ser Made in Asturies, Made in Euskalherria, Made in Breizh... Pois o conflito lingüistico, como o de género, o racista o ecológico ou qualquer outro tipo de violéncia é umha expresom mais entre os processos de destruçom nos que o ser humano está implicado.

7.

Mas a energia que em muitos lugares da Galiza está a desenvolver muita gente em favor dum processo de comunicaçom em galego é muito mais intensa do que ás vezes podemos pensar. Penso.

Somos crític@s, rebeldes, exigentes, e, sobre todo, trabalhador@s.

Nestes momentos críticos para a nossa própría existéncia como povo... é umha prioridade cargar-nos de energia, falarmos da língua com humor, com seguridade e com vontade de cambiar o nosso presente, agora, e deixar de falar do futuro como se fossemos videntes ou, pior aínda, visionári@s.

E si, tenho a completa seguridade de que as cousas cámbiam. E de que depende de nós e da nossa força de trabalho persoal e social a intensidade da transformaçom.

A cuestiom nom é deter o processo de desgaleguizaçom. A clave é começar o processo social de galeguizaçom.

Alertemos, si, sobre o perigo. Mas construamos as soluçons.

Um processo que só se pode activar desde a cultura da participaçom.

Entre moit@s!

..........




Aí vai. Isto escrebi-no ás presas ao ler este exemplo de literatura depresiva, alarmante e, por suposto, complementária, aínda que contraditória com o discurso que botei arriba: O galego, como a sida
Comentários (26) - Categoria: Nom serviam - Publicado o 10-04-2008 23:08
# Ligazóm permanente a este artigo
Chuza! Meneame del.icio.us digg Fresqui
26 Comentário(s)
1 A mal tempo#blgtk08#, boa cara.
Comentário por paideleo (10-04-2008 23:20)
2 cámbio sociolingüístico: cámbio social#blgtk08#.
e viceversa.

Comentário por madeingaliza (11-04-2008 11:47)
3 Adoitaban dicirnos os mestres que en Xinzo tiñamos un paraíso lingüístico, e agora que estou en Pontevedra doume conta da razón que tiñan. Síntome forasteira#blgtk08# por non falar na mesma lingua. Tamén nalgunha ocasión tiven que oír a certa ignorante chámandome "paleta de pueblo" , polo simple feito de falar en galego.
Comentário por aNuskinha (11-04-2008 15:38)
4 Espero que non che moleste que difunda o teu texto no meu blog. Paréceme un manifesto en toda regra e se realmente é improvisado por ler o do#blgtk08#cumento deprimente que eu non dei tragado enteiro (galego, coma a sida) entón es un xenio e derías dedicarlle un tempo a pulilo e publicalo.
Comentário por turonio (11-04-2008 17:19)
5 Muy de acuerdo contigo y me recuerda bastante a la situación de mi pueblo. Las casualidades son causalidades.

Por cierto, esto también me recuerda a mi país.

h#blgtk08#ttp://nilavigil.wordpress.com/2007/09/10/alegato-de-richard-e-littlebear-sobre-las-lenguas-indigenas/

Un saludo Sechu Euskal Herritik

Izan ondo

Comentário por txerra (11-04-2008 17:41)
6 obrigado, turonio, já o pulim um pouco, por certo, génio tenho mui pouco.
#blgtk08#>
txerra, excelente ligaçom! eskarrikasko!
saúdos no caminho.
Comentário por madeingaliza (11-04-2008 23:05)
7 Noraboa polo teu artigo!!!

Por fin escoito alguén con siso nesta terra de tolos e de marcas de orixe sen sangue nin beizóns...!

Ogallá consigas abrirte paso entre tantos que andan a comer da lingua coma se fosen osos de defuntos!

Sei que igual é moito pedir pero do mesmo xeito que lin con interese as túas liñas agardo se podas dixerir parte das que eu levo escribindo dende case un ano #blgtk08#sen que niguén escoite... sen que ninguén atenda un berro desesperado por poñer algo de sentidiño nesta loucura!

Eu defendo a Liberdade Lingüística para o meu pobo... e son galego e salto de ledicia cando escoito as túas verbas!

¿É isto pecado?

Para os que van chorar á Quintana de Mortos debe ser pior que ter piollos!

Sinceiramente, grazas por estar vivo!

Comentário por Erasmo (12-04-2008 04:04)
8 vaia, erasmo,
as motivaçons, se som positivas, melhor,
mas existem outra série de "motivaçons" que dependem directamente do tipo de politica lingüistica do governo de turno e da legislaçom.

Nom vou aprofundar nas direféncias com o que ti defendes, que som muitas, mas aí vai a principal:

@s galeg@s nom temos o dever de conhecer o galego, segundo a constituçom espanhola. E si o dever de conhecer o espanhol.

E, por exemplo, quando umha profe de história se nega a impatir aulas em língua galega ou um profe de biologia se nega a impartir a reproduçon humana quando as leis assi o decidirom, está a discriminar o direito d@s #blgtk08#seus alumnos e alunas a achegar-se a essas utilidades sociais.

E o desenvolvemento da língua tamém depende dumha legislaçom, que nom se está a cumprir, e que é insuficiente, para chegarmos a um desenvolvemento social justo da nossa língua.

Qualquer política social, a favor do medio ambiente ou do medio social ou sociolingüistico tem um ámbito impositivo, normativo.

Assi como se declaram parques nacionais de protecçom e desenvolvemento da natureza, com processos participativos, assi deveriamos declarar a nossa sociedade como um Grande Parque Natural da Língua.

Saúds desde a discrepáncia.



Comentário por madeingaliza (12-04-2008 10:02)
9 Dende a máis cordial discrepancia dígoche que UNHA LINGUA NON SE FALA POR DECRETO!

Ou a transmitimos dende o corazón dos homes e mulleres desta terra, sen noxo nin envexas, sen falsas poses patrioteiras, ou mellor será ir aprend#blgtk08#endo árabe ou chinés!

Sigo pensando que o teu artigo é unha rara xema digna de ser estudada de vagar!

Ten a vantaxe marabillosa de poder construir un mundo en liberdade para tódalas fillas deste pobo...! Ogallá!
Comentário por Erasmo (12-04-2008 13:08)
10 O principal sementador de actitudes pesimistas e derrotistas, ademais da condena ideolóxi#blgtk08#ca de moita xente que loitou pola normalización nos últimos anos, é o reintegracionismo.
Comentário por Bendado (12-04-2008 17:29)
11 Bilingüismo necesario: obriga de todos de coñecermos e usarmos prevalentemente a lingua propia do territorio no seu territorio ou da comunidade lingüísica sen territorio no seu seo e mais outra universal ou común a todas as comunidades lingüísticas do mundo que permita a comunicación lingüística directa entre calquera membro de calquera comunidade lingüística con calquera outro de calquera outra.

E, isto, madia leva, sen prexuízo de que AMAIS se aprendan e u#blgtk08#sen excepcionalmente outras linguas alleas.

Ese évos o bilingüismo que precisa cada ser humano, cada galego.

O resto évos pretender manterse no politicamente correcto para levar a auga ó muíño propio.

Na Galiza na súa lingua territorial propia, coma en Castela na súa, coma en ... na súa; sen prexuízo de usarmos excepcionalmente linguas alleas. Isto évos o que di o ordenamento xurídico español: cúmprase e fágase cumprir!
Comentário por LOIS DE SILÁN (12-04-2008 18:15)
12 Erasmo, faime o favor de explicar a túa teima por defender os postulados de Galicia Bilingüe compartindo plantexamentos cos seus foreiros, algúns deles xenófobos e racistas (estou a desexar ter un par de días libres para facer un dossier das barbaridades que se din alá). Baixo o paraugas #blgtk08#dunha suposta "liberdade lingüística" collen moitas cousas e sabes coma min que hai resortes máis poderosos que os decretos (sobre todo dos decretos do papel mollado) que traballan pola desgaleguización do país. Ti cres que son democráticos e non atentan contra os dereitos das persoas?
Comentário por Román (12-04-2008 22:55)
13 Co permiso de Séchu respostarei a Román.
Non defendo TODOS os postulados de GB (e moito menos suscribo as barbaridades que se poden ler no seu foro por ambas partes) pero SÍ concordo ab initio cun principio básico e -para mín- INNEGOCIABLE!

Unha lingua (e menos aínda a miña) non vou soportar que teña que falala Por Decreto!

Fareino porque sí, porque me peta...
tal e como o fago agora mesmo xa que a sinto coma propia e a teño en máis estima cunha simple esixencia administrativa...!

O día que o galego non pase de ser un requisito administrativo estará MORTO!

Por outra banda -e lamentablemente- pertenzo a eses cento de miles de diglósicos que aínda padecemos a enfermidade!

Só pido curarme en Libe#blgtk08#rdade!

Pero por todas partes semella xurdir unha caza e captura do 'disidente' e iste non é o camiño que -penso- debe transmitirse ás novas xeracións do país!

Unha política lingüística miope que prefire subvencionar con 50 millóns de ?uros ós media... e nin siquera se lembra dos profesionais do ensino, para mín Román, non merede siquera o nome de política: é un pesebre!

Como remata dicindo Séchu: Alertemos, si, sobre o perigo. Mas construamos as soluçons. Um processo que só se pode activar desde a cultura da participaçom.
Entre moit@s!

Eu diría máis: TODOS SOMOS NECESARIOS PARA A LINGUA (porque este pobo é e será por moitos anos bilingüe -por sorte- e isto non se debe cambiar á forza!)

Á forza aforcan!
Comentário por Erasmo (13-04-2008 01:11)
14 Antes de nada, agradezo a Séchu que o seu Made in Galiza da rede acolla este intercambio de opinións.

Erasmo, sen compartir para nada os 50 millóns de euros que se lles dá aos media ou outro tipo de medidas improdutivas, o uso das linguas na sociedade en situacións como a nosa debe estar regulada pois do seu uso derívanse dereitos e danse discriminacións. Sendo ademais o galego a lingua que foi apartada dos usos formais e que, como ti dis, soporta os comportamentos diglósicos, precisa dun sostén legal que garanta que alí onde o galego está en condicións inferiores recibe un tratamento especial. Ou as primeiras medidas lexislativas que se tomaron a favor da igualdade da muller nos últimos 70 e primeiros 80 fo#blgtk08#ron aprobadas polas presión dun movemento feminista amplo e potente? Non, había un movemento crecente (si) que facía as súas propostas (tamén) mais precisáronse leis que abriran camiños. A discriminación positiva conleva este tipo de medidas. No caso do ensino, alén de ser papel mollado o decreto, imos cumprir o mandato do parlamento galego que lle encargou ao sistema educativo formar rapaces e rapazas competentes na lingua propia do país?

PD: desculpa unha apreciación, nos foros de GB non se din barbaridades por ambos lados. A calquera defensor do galego que pase por aqueles lares e argumente de maneira construtiva e dialogante os seus posicionamentos póñeno a parir con palabras grosas á segunda resposta.
Comentário por Román (13-04-2008 11:53)
15
Non deixedes que o Sr. Erasmo acapare a conversa, representa moi ben a visión que moitos dos" non galegos teñen de nós". O seu perfil é o do mantedor de case todos os tòpicos forxados ao longo da hª, sobre Galiza e os galeg@s.É o prototipo de moitas das historias #blgtk08#que reflicte Sechu no seu magnifico libro, pero o peor non é iso, faino desde o convencemento non desde o descoñecemento, polo tanto non é un aliado d@os pensamos coma Sechu,é un perigo para a nosa lingua.
" A marca do escravo é falar a lingua do seu señor" TÁCITO"
Comentário por Dixit (13-04-2008 12:19)
16 upa, marcho dous dias e arma-se a de ningúm cristo!

1. sobre reintegracionismo e o processo de normalizaçom:

Galiza nom pode intentar implicar no chamado processo de normalizaçom a gente que vive o galego desde a distáncia em quanto nós mesmos, nós mesmas, quem falamos e escrebemos em galego, estamos a impedir que umha parte substancial, dinámica e imprescindível para a vida da nossa língua, @s do NH, sejam integrad@s em igualdade de condiçons neste processo que deve ser comunitário, participativo e integrador.

O processo de normalizaçom da nossa língua nom está legitimado como processo comum, sumativo, se se exclue, de facto, umha parte das persoas mais interessadas e trabalhadoras pola língua.

Nom se pode entender no século da Comunicaçom Social e os projectos sociais participativos, que o processo que poderia cohesionar-nos arredor da língua continue a discriminar um número, qual for, de persoas por questiom ortográfica.

Ou expresado em positivo, que sempre nos leva a ver as cousas doutra maneira: é posível q#blgtk08#ue quando a gente que escrebe com NH na Galiza deixe de estar silenciada polos organismos públicos, a nossa voz comum seja mais alta, mais criativa, tenha mais energia e nos ajude a comprender-nos melhor para seguir adiante pulando junt@s polo bem comum.

2. a minha postura mais séria, quando me ponho ortodoxo, e que por certo estou descubrindo que cmpartem muit@s rapac@s, curiosamente, urban@s e castelám-falantes:
eu nunca serei yo


3. sobre a teoria conspirativa da "imposiçom do galego": as respostas á paranoia estám na ciéncia: sociologia, sociolingüística, psicolingüística, pedagogia social, etc.

tamém se podem atopar respostas na ONU, na UNESCO, e noutras organizaçons humanitárias que, mesmo melhor que alguns galegos e galegas, fixerom a sua a diagnose do conflito lingüístico na Galiza e, sobre todo, recomendam, em atençom a experiéncias que se repitem por todo o planeta, POLITICAS LINGÜISTICAS DEDICIDAS EM FAVOR DA LÍNGUA MINORIZADA.

4. Saúde!







Comentário por madeingaliza (13-04-2008 19:09)
17 Boas,

Nova publicada

http://www.ciber#blgtk08#irmandade.org/sitio2007/content/view/501/1/

Apertas
Comentário por Kiko das Leiras (15-04-2008 12:18)
18 obrig#blgtk08#ado!
Comentário por madeingaliza (15-04-2008 20:18)
19 Sobre a teoria conspirativa da "imposiçom do galego": as respostas á paranoia estám na ciéncia: sociologia, sociolingüística, psicolingüística, pedagogia social, etc.

Básicamente está no DOG onde se determinan por Decreto as materias do ensino Secundario que se han de impartir en GALEGO! Se isto non é #blgtk08#unha IMPOSIÇOM da propia lingua non sei cómo chamarlle?

Á forza aforcan!

Para comprender mellor o que digo:
http://vigo.cidadans.net/Erasmo/29451

Dixit ten moita razón, os escravos falan a lingua que lles impón o Amo... por iso eu falarei sempre a Lingua que me pete!
Comentário por Erasmo (16-04-2008 09:20)
20 Estou de acordo contigo:

e que o alunado curse matemáticas ou tenha um tempo de lecer entre aulas, como está regulamentado, tamém é imposiçom.

deveriam desaparecer todas as normas do mundo!

pero todas, todas!
empezando polas de circulaçom e seguindo polas hortográficas,
e continuando polas normas de protecçom do medio ambiente,

...ou só molestam as que defendem e promovem -insuficiente e timidamente- o desenvolvemento da língua galega????

fóra bromas, que o asunto é sério,

as línguas, como todas as realidades sociais, e especialmtne em territórios com conflitos lingüísticos, tamém precisam de normas. E a natureza das normas vai-na constituíndo a própria sociedade.

Apesar de que o tema das leis e as línguas nom é um dos me#blgtk08#us preferidos, é evidente que devem existir normativas em determinados ámbitos que defendam os direitos lingüísticos das persoas.

Num centro onde @s profes exercem o seu "direito" persoal a nom dar aulas em galego, polas razons persoais que tenham -que nom sabem, que nom lhes dá a gana, que nom querem, que se sentem incómod@s falando, que o falam mal... - estám a privar o alunado dum direito fundamental, a língua.

E isso está passando: Quando um profe antepóm a sua vontade persoal aos direitos ingüísticos do alunado.

Porque @s profes somos trabalhadores públicos, trabalhamnos polo bem público.

E a língua é um dos nossos mais valiosos bens públicos.

Saúde!













Comentário por madeingaliza (16-04-2008 11:00)
21 Eu pensaba cas túas palabras referíanse a outra cousa distinta ó chamado conflito lingüístico... Lástima!


A clave é começar o processo social de galeguizaçom. Alertemos, si, sobre o perigo. Mas construamos as soluço#blgtk08#ns.

Um processo que só se pode activar desde a cultura da participaçom. Entre moit@s!

¿Exactamente quenes son eses moitos?
¿A que participación te refires?
Sen Liberdade non vexo claro o camiño!
Comentário por Erasmo (22-04-2008 22:17)
22 moit@s participando: @s que falamos galego sempre, @s que falamos mais galego e menos castle#blgtk08#ám, @s que falamos menos galego e mais espanhol, e @s que só falam espanhol.

Comentário por madeingaliza (23-04-2008 09:56)
23
Sr. Erasmo, non ten vostede moi bos compañeiros de viaxe,e ademais demasiado variopintos.
Veño de ler no foro de GB que Neira Vilas ( un dos nosos escritores máis internacionais) é un "LADRÓN "ao que lle aconsellan que" SE JUBILE".
O lingüísta madrileño,profesor da Complutense Juan Carlos Moreno Cabrera, quen afirma nun artigo de prensa - que o español non sofre ningún acoso nas comunidades con lingua propia e que existe un nacionalismo lingüístico español cada vez máis patente que despreza todo o que non sexa o idioma oficial do estado.Ade#blgtk08#mais di respectar o dereito á autodeterminación, é para GB un inepto, un vividor e non ten ningunha autoridade para opinar polo que o seus artigos e opinións non deben ser publicados.
Sinceiramente a palabra LIBERDADE quédalles moi pero que moi grande a algúns falsos demócratas que se quedan só en aprendices de demagogos.
Ou como diría miña avoa- a palabra liberdade- é coma o virgo de Juana que cada un estira para onde lle parece e sempre permanece intacto.
Pois si : " a marca do escravo é falar a lingua do seu señor.
Saúdos
Comentário por Eu (23-04-2008 18:54)
24 Sechu, hoxe saes nos enlaces de GB. Cando podas le o artigo "Las obscenidades también en gallego" no xornal LA RAZ#blgtk08#ÓN _non podía ser outro- ásben alí estás con nome e apelidos, dígocho por se queres respostar.
Unha aperta
Comentário por Dixit (04-05-2008 12:37)
25 (desculpade a falta de tiles pois escribo desde un computador en Italia...)

Penso que e a primeira vez que opino nun foro, pero e que o artigo este encantoume.

Sen desprezar o valioso da cultura reivindicativa e da esixencia d leis que defendan dereitos (se os demais non conhecen o galego eu vèxome limitado à hora de querer falalo) etc.... penso que, hoxe en dia, precisamos moito màis desfrutar a nosa lingua e contaxiar ese amor por ela, evitando posturas moralistas ou autoritarias que lle digan aos demais o que tenhen que facer, que rematan por espantar à xente da nosa lingua, por vela como un patrimonio de rixidos e amargados militantes.

Q#blgtk08#uizais precisemos de màis "a cantar co xabarin" e cousas atraintes e placenteiras en galego e menos pesados discursos e dificiles exames...

Eu traballo co tema do consumo consciente e fago unha anàlise aplicada a ese tema do consumo (no que tamèn poderia haber motivos para a desesperacion)na que atopo moitos paralelismos co da lingua. Se vos interesa o tema recomèndovos ler a primeira parte do libro que podedes descargar en: http://www.nodo50.org/consumirmenosvivirmejor

Grazas por este espazo e por tan interesante artigo e debate.

Unha aperta e a desfrutar todolos dias da nosa lingua... e "que nos quiten lo bailao"
;)

Comentário por tonicongrelos (27-07-2008 20:47)
26 ¿Esta o libro enteir#blgtk08#o publicado no blog?
Comentário por Eu (07-03-2009 14:22)
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