Made in Galiza


Eu nunca serei yo
Um caderno de trabalho de Séchu Sende

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Como sherpas nepalis!


Quais forom os motivos do nosso éxito? Como é que nós puidemos chegar ao cúmio e outros tantos nom o conseguirom??, preguntou-se Hillary ao acadar o pico sul do Everest em 1953. El mesmo dá a resposta: ?Só foi posíbel com o esforzo das expediçóns que nos precederon?.

As expediçóns anteriores nom fracasaram, cada umha delas significara um passo mais que a anterior. E só com a suma dos esforzos e das experiéncias, e nom antes, a montanha, o coloso que resistira todos os enfrontamentos, foi superada.

Bem, tamém nom podemos esquecer os 350 carregadores sherpas que turraron polos quilos mais prosaicos desta viage épica...

Aínda que o proceso de normalizaçom nom é um deporte, ás vezes si que semelha ter muito de aventura pola superviviéncia. Umha aventura perigosa que acomentemos com um piolet numha mao e com umha corda que nos une a muita gente na outra. Si, sabemos que subimos muita gente na mesma cordada de debilidades e forças compartidas.

Há momentos malos. Ás vezes tememos nom ter o alento suficiente para conseguir levar a nossa língua ao cúmio da montanha. Ou, quando menos, ao alto do cantil no que a guindarom.

Que injusto, nom si? Por que chegamos a pensar que a normalizaçom da nossa língua é algo assi como umha proeza? Por que o que outras línguas vivem com a normalidade de quem sae polo jornal ou o pam, nós temos que vivi-lo como umha viagem épica?

E há momentos bos. Porque, em fim, a nossa língua é a nossa viagem colectiva e sabemos que a língua nos fai poderosos e que, a pesar de todo, nos junta nesse caminho que andamos milheiros de persoas. O da profe, o do operário, do enfermeiro, do senhor da oficina, da rapaza da gestoria, de mamá e o teu, que les estas palavras e tiras da mesma corda cara arriba dia a dia.

A que altitude se atopa actualmente a nossa expediçom? Em que campamento base estamos? Saímos do campamento na treboada para levar a nossa filha de cinco anos a un colégio onde o idioma cae polo precipício. Com a neve polos geonlhos tentamos dar um passo enviando umha carta ao director dum jornal que despreça a nossa língua. Indignamo-nos pola falta de fornecementos e apoios no campamento do Plano Geral. Facemos umha fenda com o nosso piolet na parede de geo da indiferenza. A avalancha da legalidade vigente leva-nos por diante porque parece ser que a neve nom tem o deber de respeitar os nossos direitos lingüísticos. Ou um dia sae o sol sobre a rocha e sentimos, como umha raiola quente, um neno no centro da Corunha a falar galego.

Nom, nom se trata de épica. A normalizaçom da língua nom é o relato dumha aventura indómita nen umha novela de Jack London. Trata-se doutro tipo de história: a vida cotiá. A vida da língua que construímos passo a passo. A do escrito do julgado, a dos livros de texto, a do nosso próprio trabalho, a das palavras que levamos dentro, a das actitudes da gente nova no pub, ou dos prejuíços da vecinha do 3º A.

Isto é umha expediçom ao conflito humano. Á cultura, ao pensamento político, á comunicaçom. A montanha nom se vai mover. Ofrecerá resistencia.

Porque a montanha somos todos e todas nós: meu pai que me educou em castelám porque pensa o que pensa, minha mai que me confiou o galego, o facha do jornal de hoje, o profe de ciéncias que passa do idioma do lugar onde vive, a profe de mates que eligiu o galego para o trabalho e na casa fala espanhol, o empresário que elige o galego porque vai ganhar mais, a gente que simplesmente está em contra, o político que si pero nom?, ou a nossa filha que aínda nom naceu e que nom sabe o que lhe espera: umha corda á que lhe botar a mao, um cabo.

Isso si, só há umha forma de avanzar: por cada passo atrás, dous adiante. Ou como dim os muros que falam: O único caminho é a luita. E nom falo da luita livre nem da grecorromana, nas que por outro lado Galiza é umha poténcia. Nom. Falo do impulso cara adiante. Falo do Alehop! Do Arriba e alá imos! Do enfrontamento com a vida diária.

Falo do activismo das cousas pequenas e do activismo fronte ás cousas grandes. Ao abrir o periódico, quando vamos ao banco, quando entramos na asociaçom, quando saímos á rua, quando denunciamos, quando gozamos mirando umha nena de cinco anos falar a nossa língua na tele, ou nesta tarde quando me vexo no espelho do ascensor com umha bolsa do súper em cada mao e imagino um sherpa nepalí escalando o Everest, e sinto que canda mim há toda umha cordada de milheiros de persoas que me tendem a mao e me dim Nom olhes cara abaixo.

Agarra forte a corda. Colhe aire e adiante. Força!
Comentários (5) - Categoria: Geral - Publicado o 16-07-2007 18:11
# Ligazóm permanente a este artigo
Chuza! Meneame
5 Comentário(s)
1 Simplesment#blgtk08#e lindo!!!
Comentário por Nuno Norte (21-11-2008 12:27)
2 Por isso esta gentinha que somos quem trabalhamos #blgtk08#dia a dia pola língua, temos a obriga de impormos
Comentário por cheap north face jackets (21-11-2014 08:56)
3 Falo do impulso cara adiante. Falo do Alehop! Do Arr#blgtk08#iba e alá imos! Do enfrontamento com a vida diária.
Comentário por http://www.battlefield-solo.fr (10-12-2014 09:47)
4 A Asturies fum levar o Made in Galiza e de Asturies trouxem aínda mais cousas.#blgtk08# />
Aqui tedes umha dessas marabilhas cotiás do mundo: móbeis de cartóm.
Comentário por http://www.stages-corroyer.fr (07-09-2015 11:16)
5 A vida da língua que con#blgtk08#struímos passo a passo.
Comentário por cheap oakley sunglasses (22-12-2016 05:01)
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