Made in Galiza


Eu nunca serei yo
Um caderno de trabalho de Séchu Sende

A minha obra neste caderno está licenciada baixo creative commons, copiceibe.

O autor solicita comunicar-lhe qualquer uso ou modificaçom da sua obra no email de contacto aqui sinalado.

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Literatura contra Reganosa


Poema:

Esta quinta feira, xoves,
4 de outubro
ás 19:30,
em apoio e solidariedade
com os vecinhos e vecinhas fechadas
desde o 23 de julho
no concelho de MUGARDOS
em oposiçom
á apertura da planta de gas
de REGANOSA
dentro da ría de Ferrol.








Comentários (8) - Categoria: Nom serviam - Publicado o 03-10-2007 08:38
# Ligazóm permanente a este artigo
Resistem em Mugardos

Mais de dous meses de feche.

E seguem adiante!

Reganosa: perigosa e ilegal.

Goberno galego culpábel.

Ver mais
Comentários (9) - Categoria: Nom serviam - Publicado o 30-09-2007 20:06
# Ligazóm permanente a este artigo
Hai que Rebotarse!

Seguem-se tecendo os fios.
Emoçom na rua: os conflitos locais reunem-se.
Criam-se novos laços persoais.
Estabelece-se um consenso: Galiza nom se vende.
Aqui, no Courel, nas Encrobas, em Ribadavia...
Nunca Máis.
Hai que rebotarse!

A dinámica do movimento é imparábel.
Uniformemente acelerado.
Vam-se erguendo todos os chanzos do proceso. Muitos, inesperados.
Algum passo atrás, muitos passos adiante.

A indignaçom medra, o capital coacciona, os média manipulam, a clase política distáncia-se, unem-se várias geraçons de activistas...
Aparecem paráguas de todas as cores...
Existe umha experiéncia recente.

Podem olhar para outra parte...
Podem seguir pensando que somos umha minoria...
Podem pensar -como os outros- que nom somos realistas, que o progreso tem custos, que o tempo o soluciona todo...
Podem minusvalorar o pensamento crítico e a conciéncia política da gente mais activa da cidadania...

Mas algo está claro, queridos amiguitos, queridas amiguitas, isto segue cambiando.

E adiante.







Comentários (9) - Categoria: Nom serviam - Publicado o 30-09-2007 19:59
# Ligazóm permanente a este artigo
NOM SERVIAM, NUNCA MAIS. (2)
Comunicaçom, ecologia e cámbio social na Galiza

2. RENEGAR DA ESPÉCIE HUMANA?


1.

Umha pantasma percorre o planeta, a pantasma da comunicaçom social. E os poderes destrutivos do mundo aliarom-se para umha caceria contra esse espectro.

Só a criaçom social de caminhos de comunicaçom que unam a cidadania do planeta pode salvar-nos como espécie.

2.





As minhas palavras nom som minhas como a água nom pertence ao cauce e segue correndo. As palavras que levamos dentro nom som só as nossas palavras, som as palavras do planeta. As palavras que eu recibim do meu povo debo transmiti-las. Como a seiva das árbores, tenhem o seu próprio caminho.

A nossa herdanza é biológica e cultural. Herdamos a natura e herdamos a cultura.

Nom podemos destruír o mar, o río ou os animais que chegarom com nós desde a gerazóm anterior. E nom podemos abandonar a língua que nos transmitirom. Nom podemos, nom devemos.

3.

Ir contra a natureza ou a cultura da que formamos parte na cadea do tempo é umha forma de violéncia contra o presente. Nom tem nada que ver com o passado nem com o futuro. Ás vezes o passado ou o futuro distraem-nos do agora.

A batalha pola vida livra-se principalmente hoje.



Nom podemos abandonar a nossa responsabilidade de fazer, construír, actuar agora, sempre agora, baixo as desculpas de que todo é froito do passado ou de que o fim futuro justifica os médios, presentes. O fim sempre está aqui.

O passado e o futuro som intocábeis. Formam parte do nosso pensamento. Mas já nom existem, aínda nom existem.

Só som ideias a ter em conta para a nossa estratégia criativa.


4.

Nós formamos parte da natureza em igualdade de condiçóns que as pedras, as árbores e o vento.

Fóra os privilégios para o ser humano!, pediriam os seres da natureza se tivesem voz. Mas as pedras, as árbores e o vento nom tenhem palavras.

O ser humano foi-se volvendo mais letal para a Vida quanto mais se foi desenvolvendo a Ditadura da Comunicaçom.

A medida que uns poucos privilegiados forom concentrando o Poder das Palavras, os desposuídos começarom a ver como a destruçom dos seus recursos culturais ía em paralelo com a destruçom da natureza que os acolhía.

5.

Talvez nom somos nós quem criamos as palavras e som as palavras quem nos construem a nós tal como somos.

E o nosso organismo só seja umha casa da linguagem. E os seres humanos, persoal e comunitariamente, estejamos ao servizo das palavras.

A nossa mente é a sua casa. Hospedamo-las na nossa cabeça. E transportamo-las desde as nossas cordais vogais ou os dedos. Por isso temos a obriga de conhece-las, de saber como actuam, como nacem, se reproducem e morrem. Como destruem e criam.

Por isso a nossa língua é a nossa principal defensa.
Porque as nossas palavras criam o nosso pensamento.
A língua protege a terra como a terra protege a língua.

Se cámbias de língua, cámbias de vida, escrebeu Derek Walcott.

6.

A justiza social debe acadar-se sociolingüisticamente a través da criatividade social da comunicaçom. Debe ser um processo compartido, cooperativo, comúm.

A sociolingüística tem a obriga de identificar, como qualquer ciéncia, os factores que agridem a diversidade lingüística e a sustentabilidade das línguas dos povos do mundo. Os mesmos agentes que agridem as línguas como máxima representaçom das culturas dos povos, agridem a a natureza por todo o planeta.

O imperialismo, o colonialismo, o centralismo, o caciquismo? e todas as correntes de pensamento e acçom que atentam contra a natureza atentam contra a diversidade cultural e colaboram na destruçom das línguas e, por tanto, no empobrecimento dos seus falantes, e de toda a humanidade.



Os mesmos factores e agentes que agridem a língua deste medioambiente cultural que chamamos Galiza agridem os seus recursos naturais.

Os mesmos agentes e estratégias que defenden a Vida natural defendem pois a vida cultural e, por tanto, a justiza social e a sustentabilidade sociolingüística e ecológica.

Nom pode haver desenvolvimento sustentábel em quanto nom se vençam a discriminaçom cultural e as agressons á natureza.

7.

A agressom histórica á língua dumha comunidade só tivo como objectivo separar o povo ?ou a cidadania- da sua cultura e, por tanto, distanciar as persoas do seu próprio contorno natural.



8.


O dinheiro acumula-se nas maos dos terroristas do capital.
Si, terroristas.

O terror forma parte do mito do passado: muitos dos nossos avós e avoas, pais e nais, e irmaos e irmás seguem temendo que se repita o que vivirom quando jovens. A violéncia fascista.

O medo ás consecuéncias do fascismo do passado segue actuando nas mentes de muitas persoas hoje. A pantasma do passado segue a encadear a liberdade agora.

Nom podemos esquecer quem perdeu a guerra: nós.
Nom podemos esquecer que lhes sucede nos filmes e nas novelas e na História a quem perde a Guerra.



E o fascismo impuxo-se nas nossas aldeias, vilas e cidades. Encheu de medo as ruas.

Esse medo produz individualismo e temor da política entendida como participaçom nos processos de convivéncia da comunidade social. Esse medo produz desarraigo da própria comunidade porque se considera que os problemas grupais ou sociais nom se podem afrontar social ou comunitariamente. Esse medo produz insularidade e, por tanto, um desterro do próprio ecosistema social.

E o terror, por outra parte, forma parte do mito do progreso. E a violéncia é a sua ferramenta para transformar o mundo destruindo-o, violando a cultura e a natureza, indefensas, muitas vezes, quando o terrorismo de estado ou os atentados consentidos por este superam as defensas.

O mito do futuro gera o temor a perder o caminho do progreso. E nom se pode perder o carro do futuro, asegura-se, por uns poucos escrúpulos morais. A natureza converte-se pois num factor moral, subxectivo.

A paisagem converte-se numha questiom sentimental, e por tanto inútil, anuncia-se. Pois isso hai que transforma-la aproveitando os seus recursos, e por tanto, destrue-se.
É asume-se que a destruçom da natureza só é umha perda sentimental, emocional. Umha questiom de gente demasiado sensíbel.

É necesário destruír isto hoje para manhá viver melhor! É a sua messegem.
É inevitábel destruír a natureza aquí e agora porque aí hai trabalho e sem trabalho nom hai futuro, difundem os seus médios de comunicaçom.

Mas nom se explica que o trabalho nom tem porque ser inimigo da natureza. E nom se explica quem, quanto e como se lucram o empresário e os seus colaboradores com a destruçom dos NOSSOS recursos naturais.

E os medios de comunicaçom do Poder nunca explicam as alternativas de desenvolvimento sustentábel da natureza. Porque o desenvolvimento sustentábel favorece a toda a gente e o desenvolvemento capitalista só beneficia milhonariamente a uns poucos.

8.

E a violéncia tamém é psicológica: O terror manifesta-se com múltiples rostros.
Manifesta-se no temor á cultura própria. Quanta gente tem medo ?em qualquer das suas manifestaçons: complexo de inferioridade, vergonha, inseguridade, auto-odio- a falar a língua da sua família, dos seus?
E manifesta-se no medo a viver no entorno natural. Quanta gente considera que a vida do campo fracasou e teme, sequera, pensar na posibilidade de que viver na cidade é umha forma de estabulaçóm da raza humana.



9.

Quem agride a Galiza agride o planeta. Nós temos a responsabilidade de proteger este anaco de terra, mar e ceo do que formamos parte. Por isso temos a obriga de organizar-nos socialmente em defensa dos nossos recursos culturais e naturais, para continuar a colaborar na criaçom do progreso cultural e social do planeta.

Temos a obriga de defender a nossa terra e a nossa cultura com as ferramentas das que se dotou o ser humano no seu proceso de colonizaçom do medio natural.

10.

Mas que fazer quando chega a desesperaçom?

Se a agresom humana ao próprio medio natural e cultural é de tal magnitude que leva á própria destruçom e nom se pode evitar com as ferramentas da raçom, a inteligéncia e a palavra, podemos tomar a alternativa de renegar da nossa condiçom humana e defender o território com as nossas defensas animais? As mans e os dentes?

Podemos rexeitar a nossa própria humanidade e renegar da nosa espécie e comportar-nos como animais que se vem agredidos? Moder e cravar as unhas?

Devemos voltar á animalidade para enfrontar-nos ao futuro?

Devemos renegar da espécie humana?

Comentários (2) - Categoria: Nom serviam - Publicado o 17-09-2007 23:49
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NOM SERVIAM, NUNCA MAIS (1)


Comunicaçom, ecologia e cámbio social na Galiza


1. INTRODUÇOM

A palabra ecologia provem do grego oikos (casa, fogar) e logos (doctrina, ciencia). Alguém definiu ecologia como ?as relaçons dos organismos com o mundo exterior que o rodea, entre as que se podem contar, num sentido amplo, todas as condiçons de vida.?

Leonadro Boff dixo que a ecologia é um saber acerca das relaçons, interconexons, interdependéncias e intercámbios, en todos os pontos e en todos os momentos. E segundo o Manifesto Ecologista, a história da natureza nom é so natural, tamém é social.

Comunicaçom é o processo e o resultado da relaçom, mediada polo intercámbio de informaçons e emoçons entre indivíduos, os seus grupos e organizaçons sociais, instituçons, etc.

Comunicaçom, de COMMUNICATIO, significa compartir o que se tem em comúm, reciprocidade e diálogo, interacçom com o medio e transmisom de procesos diversos.

A comunicaçom gera comunidade e as comunidades sustentam-se em intereses comuns, temporais, duradeiros, em objectivos de actividade e existéncia . Os intereses comúns criam os bens comuns da comunidade, e INTER-ESSE, que tamém vem do latím, claro, fai referéncia ao estar ou ser entre espazo, tempo e persoas: convívio, comunidade.

Por tanto, a base material da criaçom e desenvolvimento dumha comunidade radica na necesidade de cooperaçom entre os membros da comunidade.

A criaçom de comunidades próprias é posíbel quando se estabelecem relaçons comunicativas que nom só respondem aos intereses próprios, individuais, senom que tamém procuram o benestar comum, o benestar doutras persoas.

É dicer, existe comunidade en quanto essa comunidade gera um proceso de comunicaçom.



A foto é de Mariano Grueiro
Comentários (7) - Categoria: Nom serviam - Publicado o 17-09-2007 18:55
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