Made in Galiza


Eu nunca serei yo
Um caderno de trabalho de Séchu Sende

A minha obra neste caderno está licenciada baixo creative commons, copiceibe.

O autor solicita comunicar-lhe qualquer uso ou modificaçom da sua obra no email de contacto aqui sinalado.

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A deriva da derrota
Em 2005, polos pelos, o PSdG-PSOE e o BNG conseguem o poder da Xunta. Desde o atentado do Prestige na Galiza fora germolando, durante 2003 e 2004, umha conciéncia realista de que si, seria difícil, mui, mui difícil, mas podia ser possível botar a Fraga do governo, debilitado, ademais pola mediática pugna interna entre as boinas e os birretes, os pseudo-galeguistas e os senhoritos.

Entre muitas outras cousas que favorecerom a caída do Fraguismo, umha parte do movimento cidadám, um activismo social plural, de corte ecológico, fronte de esquerdas multicolor, dinamizou mui activamente o proceso de participación que se chamou Hai que botalos! com o obxectivo de mobilizar o boto, com b, para bota-los. Nom estou a dicer, olho, que este projecto causara a expulsiom da dereita antediluviana da Xunta…, mas ajudou a criar atmosfera, habe-las hai-nas, e a vaquinha polo que vale.

Muita gente na Galiza tinha esta impresiom, penso que acertada, de que a chegada do bipartito -repito, polos pelinhos- se deveu mais ao boto que aos méritos próprios. Algum colega independentista botou com a pinza no naris, outra, anarquista, escolhendo entre as duas papeletas ás cegas. Digamos que havia algo de desconfianza e o que muita gente queria era poder confiar numha nova etapa.

Desde a chegada do bipartito á Xunta o movimento social que renacera no Prestige decaeu, por diferentes motivos. Vinham outros tempos, os do “Cámbio”. Relaxou-se a participaçom na rua, o movimento cidadán adormeceu, gente retirou-se a descansar, -o activismo social é um trabalho abofé duro- a fazer trabalho social desde o seu trabalho ou asociaçom, algumha gente mesmo chegou a pensar que talvez era hora de começar a construír caminhos sem saír ás ruas a berrar, outra gente conformou-se com a nova situaçom e adaptou-se perfectamente ao novo estado de cousas, e alguns, por suposto, nunca deixarom a luita…

Mas muita gente foi percebendo que o cámbio nom chegava. Aginha houvo que presionar o novo governo, erguer umha voz colectiva de indignaçom, para que nom instalassem umha piscifactória em Tourinham de entrada, –aos poucos meses da chegada do bipartito.

Passarom um, dous, tres anos e hai doce meses o movimento ecologista -mas nom só ecologista- respondeu á ondanada de agresions contra os recursos naturais com umha manifestaçom que levava o lema Galiza nom se Vende, Governe quem governe. A um ano das eleiçons mais de vinte mil persoas reúnem-se em Santiago para denunciar a política dum bipartito que estava a permitir agresions ao medio ambiente seguindo o livro de estilo de Manuel Fraga: o importante é o progreso.

A resposta do governo foi o despreço.

Essa rede de persoas que participaram activamente –na base, com o boca a boca, desde a criatividade sociocultural- no Boto contra Fraga –muita dessa gente com tendéncia de esquerdas e/ou nacionalista fica assi desactivada como aliada de qualquer dos dous partidos políticos que respondem ás críticas com indiferéncia e despreço.

O governo converte, abertamente, o movimento social num novo contrincante.

E volta ocorrer a poucas semanas das eleiçons. Princípios semelhantes que sacaram á rua centos de milheiros de persoas na época do Prestige –defensa dos recursos naturais fronte á vorágine capitalista- legitimados pola coheréncia de quem se sente na responsabilidade de saír á rua para intentar deter várias dúcias de agresions ou a destruçom inminente do seu contorno, por todo o país, voltam sacar á rua uns poucos milheiros de activistas. Galiza nom se Vende. A desproteçom do povo diante das escavadoras em forma de berro. Para o manifesto colhem as palavras do chefe Seattle. “Nós sabemos que a Terra non nos pertence, senón que somos nós os que lle pertencemos á Terra“.

Quem vai pedir o voto daquela para PSdG e BNG? A gente a pé de rua? @s militantes, demasiado pouc@s? @s simpatizantes, quase desaparecid@s? Os médios de comunicaçom, controlados esmagadoramente pola direita?

A alternativa chega ao patetismo quando o partido socialista de Galiza saca o lobo do sombreiro os últimos dias de campanha: Para que nom voltem! Que vem o lobo! Vota por nós!

Mais umha vez pretendia-se conservar o poder e nom, precisamente, por méritos próprios. Assi foi como diante dum Partido Popular renovado –e esta seria outra história-, o PSdG e o BNG derom a imagem de que eram um mal menor.

Muita gente votou por algum do dous partidos do bipartito porque, efectivamente, houvo cousas boas com o este governo que com o PP nunca veremos. Forom mais ou menos, segundo quem as conte, algumhas sobresalientes, poucas, mas, no sentir geral, insuficientes. É que necesitavamos mais tempo…, dixerom. Bem, mas agora muita gente já nom confia em vós e o mercado da época eleitoral nom é precisamente o melhor lugar de pedir confianza, pensaria muita gente.

E muita gente decidiu ir votar mas nom votar impulsada polo medo á volta do PP. E votou coherentemente, em branco ou com voto nulo, ou a outras opçons minoritárias.

A pregunta que me venho fazendo desde que o bipartito começou a enfrontar-se a esse movimento civil de raíz ecológica é Serám conscientes de que um dos pontos de apoio desde o que se impulsarom para subir ao poder foi este? Como é possível que PSdG e BNG se vejam tam fortes, tam respaldados socialmente –ou eleitoralmente- como para enfrontar-se ao colectivo que, legitimamente, sae á rua para defender causas tam nobres como evitar a instalaçom a discreçom de piscifactorias, de parques eólicos ou dumha planta de gas no coraçom da ria de Ferrol, entre outras muitas cousas?

Por suposto gostaria de escreber e escreber intentando comprender melhor o que passou, gostaria de ter mais datos, mais experiéncia, mais tempo, mais capacidade para elaborar umha análise mais completa sobre o que sucedeu o dia que o PSdG e o BNG perderom as eleiçons. Estaria bem tamém distinguir um pouco mais entre a deriva cara á derrota dos dous partidos. E sei que estas palavras som um achegamento mui persoal e limitadas á perspectiva de alguem que saiu á rua berra contra o governo do PP e voltou saír contra o governo do PSdG e BNG.

E agora que? Pois agora começa umha nova era para a acçom socio-política, para intentar cambiar as cousas desde abaixo entre muita gente, de forma participativa, comunicativa, em precário, como sempre, num proceso pedagógico no que tod@s aprendamos e com muito trabalho, onde as relaçons humanas sejam importantes e a transformaçom se construa a médio e longo praço. Nada novo. Ou si.
Comentários (12) - Categoria: Nom serviam - Publicado o 02-03-2009 21:48
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Lamela 2010 ????



Um parque industrial nas aldeias de Lamela e Cervanha, Silheda, entre as casas d@s vezinh@s?

Fontes directas e de toda confianza aseguram que algum empresário já foi ameaçando a vezinhanza para que vendesse as suas terras para a instalaçom dum Parque Industrial Eco-tecnológico no médio e médio da aldeia...

Umm...

Eu atopei isto em internet:

Umha notícia nos Muitos Papeis.

E a empresa de marras

Parte da vezinhanza está mui mosqueada...

Seguiremos informando...

....

ENGADIDO:

O VÍDEO FOI RETIRADO DE YOUTUBE POLA EMPRESA Svintech Innovación SL DIAS DESPOIS DE SE INICIAR UMHA RESPOSTA CONTUNDENTE D@S VEZINH@S DE LAMELA.

ESTA NOTÍCIA NO CADERNO MADEINGALIZA IRÁ PASSANDO Á PRIMEIRA PÁGINA EM QUANTO ENTREM COMENTÁRIOS QUE ACTUALICEM O CONFLITO. FORÇA. GALIZA NOM SE VENDE.

Comentários (63) - Categoria: Nom serviam - Publicado o 20-02-2009 18:29
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A banheira na árbore


Por que?
Comentários (1) - Categoria: Nom serviam - Publicado o 19-02-2009 08:54
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Livros para o presidente e o vice-presidente


Porque há quem asegura que a literatura pode cambiar a história cumpre recomendar-lhes alguns livros aos nossos governantes, para que os leam a ser possível antes de deixarem o poder, algum dia mais ou menos achegado.

Julia Butterfly, senhor Touriño, passou quase dous anos no alto dumha secuoia gigante em Califórnia para salvar da tala um bosque milenário. Deveria ler o livro desta ecologista, O legado da lua, tamém vostede, senhor Quintana, para descobrer o que pode conseguer o activismo ecologista livre e independente.

O senhor Vázquez, conselheiro de Medio-Ambiente, e o senhor Fernando Blanco, de Indústria, deveríam ler os poemas de Uxío Novoneyra, -ou Roxe de Sebes de Ignacio Castro ou En terra perigosa, de Xesús Manuel Marcos-, para comprender as palavras que defendem a terra na Serra do Courel.

E hai um relato em Fridom Spik, de Jaureguizar, sobre o instinto insaciável e primário do caçador que muito me lembra ao senhor Pachi Vázquez, nom sei por que.





A senhora Carmen Gallego, conselheira de Pesca, deveria ler a Canción para ir ao mar de pesca, de Bernardino Graña, em Profecía do mar, Para que as mulleres berren na praza e haxa ruído polas tabernas traerei con nasa, con rede ou fisga luras e polbos, muxos e nécoras, meros e sargos, sollas e vieiras… da Piscifactoria?

Bernardino Graña tamém escrebeu Himno Verde, que rima com Galiza nom se Vende, para vostede, senhor Quintana, um livro na tradiçom da resisténcia ecologista galega.

E a carta que o chefe dewamish Seattle lhe enviou ao presidente dos EE.UU pode recebe-la vostede, senhor Tourinho, qualquer dia destes: Como pode vostede comprar ou vender o céu, a calor da terra? (...) Assi, quando o Grande Chefe em Washington-Compostela manda dizer que quer comprar a nossa terra, el pede muito de nós.

No livro A minha vida é a danza do sol, o activista índio lakota Leonard Peltier explica desde a cadeia a sua loita de defensa da terra. Deveria ler esse livro, senhor Quintana, porque fala dos tomahawks e os sinais de fume da gente que se enfronta ao cemento e ás escavadoras por todo o país.



E lea tamém Far West, o poemário de Carlos Negro, onde poderá ouvir os indígenas do nosso país, apaches de reserva, apaches de uralita, apaches de ladrillo, fronte aqueles que estam a converter a terra numha mercadoria, senhor Quintana, por se se dá por aludido.

Senhor Touriño, lea Morrer en Castrelo do Miño, de Fernández Ferreiro, para comprender hoje a impoténcia, a dor e raiba da gente que lhe berra a vostede Galiza nom se Vende desde a outro lado das barreiras de antidistúrbios, como no seu dia berrarom Nunca Mais.

Senhor presidente, senhor vice-presidente, deveriam saber que quando umha nena ou um neno acaba de ler As fadas verdes, de Agustín Fernández Paz, prefere as árvores aos guindastres. Assi que deveriam ler esse livro tamém, urgentemente.

Descubra, senhor Tourinho, na poesia de Antón Avilés de Taramancos, a Terra que nos amamanta e nos alcende de afervoada arxila. Reflexione, senhor Quintana, lendo no país das palavras de Lupe Gómez: Galiza non son imaxes, son restos.


Deveriam ler vostedes tamém Ecocídio, de Franz J. Broswimmer, para serem conscientes do grao da sua responsabilidade política no proceso de destruçom da terra nesta parte do planeta.

Neste livro podemos atopar mesmo um anúncio do governo de Filipinas na revista Fortune que nos resulta mui próximo aos galegos e galegas: "Para atraer a empresas como a sua (...) derrubamos montanhas, arrasamos selvas, secamos zonas pantanosas, movemos rios, desprazamos cidades (...) todo para facilitar-lhes, a vostede e á sua empresa, fazer negócios aqui.".



Deveriam ler tamém as palavras escritas fóra dos livros, com spray nas paredes por todo o país ou nas pancartas que acompanharám os seus pasos alá onde vaiam: Governe quem governe, Galiza nom se vende.

Finalmente, e versionando a Castelao, Leo i Arremecághona escrebeu um haiku que espero que leam, senhor presidente, senhor vicepresidente, porque com el se identifica umha cidadania rebelde, imbatível e indignada com a sua política a respeito da natureza: Mexan por nós e caghamos por eles.



...

Revista GPS, 2009


...

Desenhos de Leandro, hundertwasser, Urbano Lugrís e Paco Lareo
Comentários (4) - Categoria: Nom serviam - Publicado o 16-02-2009 00:51
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Domingo 15: Tod@s á Máni!


Eu vou



Por mim que chova..., eu vou!



Nós tamém!



É que isto nom se pode aturar!



Se nom vou vai-me mal.



Mecagho nas escavadoras!



Ferrolterra a Compostela!



E logo nom vou ir?



Vou, vou...



Vou quedar afónico de berrar!



E seremos mais que na mani do outro dia?



@s koalas da Marinha de Lugo nom vamos faltar!



E vai ser umha máni bem colorida!



Hai que turrar da corda que se nom nos arrastram!


...

As agresions ao médio ambiente nom podem continuar.

Só a cidadania pode deter esta escalada de violéncia contra a natureza respaldada polo governo.

Tod@s a Compostela o 15-F.

Terra viva e vida digna para tod@s!

Aqui, o mapa da desfeita

Aqui, o comunicado de GNSV


Comentários (4) - Categoria: Nom serviam - Publicado o 11-02-2009 15:19
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Ridiculismo vs Espanholismo


Perigosa vaca revolucionária detida pola policia.



Perigosa activista social armada de maracas.

Parabéns, Ridiculismo galego em pé.

Poucas vezes podemos ver 30 antidistúrbios armados até os dentes empurrando e ameaçando 60 palhasos -como nos berrou alguem-, a muita honra, por certo.

Abraços ao tuno armado com bombo e prato que -como se ve no vídeo de gznacion (abaixo)- foi agredido pola polícia em pleno pasodobre.

O ABC explica-o assi:

Entre los antagonistas, estaban "Los Españolísimos", que disfrazados de obispos, bailarinas y toreros corearon consignas como "En Galicia, en cristiano", "Gallego y Portugués, la misma mierda es", "El dialecto que se lo metan por el recto", "Vamos a tomar un vino español", o "La Policía es nuestra amiga". Algunos de los adscritos a Galicia Bilingüe pensaron, al principio, que era un grupo de apoyo, aunque pronto se percataron de que los estaban parodiando y burlándose.

La única nota cómica la marcó un niño que le dijo a su padre: "¿Pero no ves que están diciendo "somos fachas, fachas de verdad"... Eso es que no lo son".


Um vídeo mui significativo sobre o ridiculismo e as outras caras mais sérias da manifestaçom e a contra-manifestaçom em gzvideos

A violéncia policial, indiscutível, inhumana.

E adhiro-me, solidariamente, ás apertas do
colectivo ridiculista: Um abraço muuuito especial às três vacas da Isca! que, junto com outros sete activistas pro-galego, estám agora mesmo estabuladas nos calabouços da Polícia espanhola, à espera de serem postas a disposiçom judicial. Vacas à rua, o leite continua!


...

Um exemplo de parcialidade informativa. Comparem:

Artigo da Voz

vs segundo 50 do vídeo de A Nosa Terra

...

Saúdos aos jornalistas que se arriscarom a receber porrazos e botelhazos a cámbio de images e sons.

Aperta aos colegas jornalistas de A Nosa Terra e Gzifoto agredidos pola policia.

...

E apertas á gente da Gentalha do Pichel (e por suposto a tod@s @s agredid@s), á que lhe levantarom e deixarom caer as porras por levantar a voz.

...

Vídeo da acçom ridiculista na frente da manifestaçom espanholista: Tres vacas detidas
Comentários (13) - Categoria: Nom serviam - Publicado o 09-02-2009 02:47
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Os lobos


El sabe onde estám os lobos. Agora hai dous. Um coxo e outro novo. Ás vezes leva uns prismáticos e mira-lhes a barrigha, os olhos, o andar. A gente sempre dixo que os lobos comem umha semana carne, outra, terra e outra, ar. Agora passam mais fame. E dam lástima, estám nos ósos, esqueléticos.

El tem um amigo carniceiro. Dixo-lhe que tinha uns cans e vai-lhe polas alegrias e os ósos que sobram. Leva-lhes as tripas e as tíbias de vaca aos lobos, deixa-lhas num claro de arriba á tardinha e ás vezes chegam antes que a noite. E mira-lhes a barrigha, os olhos, o andar. E assi já vai para dez anos, levando-lhes de comer aos lobos. Por isso o seu coche ás vezes cheira a vísceras.



A Perico.

...

2005
Comentários (4) - Categoria: Nom serviam - Publicado o 03-02-2009 20:28
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Máni: Galiza nom se Vende


Em defensa da terra, governe quem governe.

Nom serviam.
Comentários (0) - Categoria: Nom serviam - Publicado o 03-02-2009 17:42
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O C@urel solidariza-se com a Galiza Urbana.



Milheiros de fogares de todo o país sufrirom as consecuéncias do temporal que no mes de janeiro bateu contra nós. O vento botou por terra a instalaçom de baixa, média e alta tensom em muitos pontos do país e umha grande parte do território ficou ás escuras. Deixarom de funcionar congeladores, televisores, internet ou teléfonos e, sem energia, casas, empresas ou colégios virom-se afectados durante vários dias.

Desde A Volta Grande do C@urel, vertente oriental da Serra do Caurel, queremos solidarizar-nos com a Galiza Urbana. Solidarizamo-nos com toda sinceridade porque nestas terras onde, segundo xa escribiu Uxio Novoneyra, "síntese ben o pouco que é un home", nom é necesário sofrer umha ciclogénese explosiva para sofrer a perda de serviços públicos mais básicos, durante dias. Ou a permanente caréncia doutros como transporte público ou internet.

Solidarizamo-nos com o resto do país porque sabemos o que supom que se descongelem os frigoríficos, as estradas fiquem cortadas, os velhos e podres postes de luz e teléfono caiam, os aparelhos eléctricos se botem a perder, os teléfonos fiquem em siléncio ou sem cobertura, e sem luz e frias, as nossas casas.

Apoiamos a gente que está a reclamar a consideraçom de Zona Catastrófica porque, ano tras ano –e ás vezes duas ou mais vezes ao ano- no C@urel vivem-se, com a chegada da neve ou o aumento da chúvia, as mesmas consecuéncias pois padece-se umha situaçom de abandono e desatençom crónica por parte das autoridades e empresas responsábeis dos serviços.

Eiquí hai mais de dous meses que numerosos postes da luz pública e do tendido eléctrico estám tirados no chao, sem amanhar, sendo sabedoras as autoridades pertinentes. A meirande parte da instalaçom eléctrica em geral está sem renovar desde que a luz chegou a estes lares.

Pedimos que a Galiza Urbana seja consciente de que no rural, onde se produce a meirande parte da energia eléctrica, na montanha, longe das cidades e das vilas, muitos galegos e galegas sofrem habitualmente,–e nom de forma excepcional como pretendem transmitir os responsáveis políticos- , situaçons próprias de países terceiro-mundistas.


Associaçom Cultural A Volta Grande do C@urel"
Comentários (0) - Categoria: Nom serviam - Publicado o 02-02-2009 21:10
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Boicoz!


...

Suso é muito!
Comentários (3) - Categoria: Nom serviam - Publicado o 21-01-2009 19:07
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O mineiro


Acordou canso, ergueu-se, comeu umha laranja, puxo a malha elástica no pulso contra a tendinite e sentou no computador.

Abriu o jogo e umha voz deu-lhe a benvida á mina. Entrou no vestuário e apanhou as cousas: a roupa, o pico, o casco, o foco, um pouco de comida e água.

Entrou no elevador, tecleou o código, desceu ao nível 13, á galeria 234 e puxo-se a picar. Com cada clic no rato o pico rebentaba violentamente contra a rocha subterránea.

Onte conseguira 25 gramos de ouro despois de dez horas de trabalho. E hoje ao final da jornada venderia-lhe ao melhor postor o médio quilo que conseguira jogando nos últimos tres meses.

El é um proletário no mundo dos jogos de computador. Começara havia anos jogando, si, para se divertir e emocionar vivendo na pel de protagonistas épicos: um cavaleiro medieval, um explorador em marte, um maqui francés na segunda guerra mundial? Mas aginha deu-se conta de que nom podia manter esse nivel de vida.

E decidiu se fazer mineiro. Jogar extraendo ouro na mina durante dez, doze, treze horas ao dia e vender-lhe o mineral por internet a algum jogador que pagasse bem. Há muita gente com dinheiro adicta aos jogos em rede que nom dubida em mercar ouro para as suas espadas samurais ou prata para as suas armaduras. Ouro virtual a cámbio de dinheiro real por internet.

El pode ganhar entre 600 e 800 euros ao mes. As jornadas fam-se longas. O trabalho no jogo da-lhe para ir tirando e saír da cidade em bicicleta um domingo cada dous.

Baixou um pouco o volume para que o TLONK, TLONK do pico contra a rocha estourasse menos na sua cabeça, mas pior era o quase inaudível e insoportável CLIC, CLIC, CLIC do dedo no rato.

Era o seu trabalho. Levava trece meses extraendo ouro naquela mina de gráficos hiperrealistas. De quando em vez os guardas batiam nel com o látego ou cuspiam-lhe insultando-o em inglés, mas preferia trabalhar oprimido por personages de ficçom que explotado na vida real.

Nom tinha estudos ?a sua adicçom começou aos 12 anos- e antes de decidir-se polos jogos de computador em rede como forma de ganhar a vida estivera trabalhando na construçom. Mas na obra passava frio, lesionara umha vértebra e os jefes insultavam no seu próprio idioma.

Nesse momento umha das vozes que saíam do computador recordou-lhe que, segundo a última revisiom médica, a neumoconiose do seu personagem, a causa da acumulaçom de po mineral nos pulmons, ia em aumento.

Sabia que o seu personage aginha morreria. Fregou os olhos com a mao. Era o destino.

Seu pai morrera de silicose numha canteira de pizarra quando el era neno.


...

Obrigado, Dani, pola conversa!
Comentários (3) - Categoria: Nom serviam - Publicado o 17-01-2009 18:01
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غاليسيا من أجل فلسطين



ننادي الشعب الغاليسي لإعلان رفضه للهجوم ضد الشعب الفلسطيني و إعلان تضامنه الكلي و دعمه للقضية الفلسطينية بسبب الحالة الحرجة التي مازال يعانيها الشعب الفلسطيني

ننادي هؤلاء الذين يرفضون جرائم الحرب و يطالبون بوقف إطلاق النار في قطاع غزة لحضور مظاهرة يوم الأحد الموافق 18 من شهر كانون الثاني ، الساعة 12:00 ظهرا في ساحة ألاميدا في مدينة سانتياغو دي كومبوستيلا
الرجاء نشر هذا النشاط التضامني

...

Manifa este domingo, 18,
ás 12:00 am.
na Alameda
Comentários (3) - Categoria: Nom serviam - Publicado o 15-01-2009 17:56
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Manual da destrución



Sociolingüística


pero é que ninguén di GRAZAS
GRAZAS por non dicilo talvez
GRAZAS e AO e IMPOSÍBEL
sereas e tres horas de noite
benvidos ao paraíso
pero es que los gramáticos
son los de la mesa
los del bloque
bloqueiros
inciso
a xente que di
son los del bloque
teñen as fincas rodeadas de
bloque

feísmo remata en ismo
como catolicismo
pode que sexan os mesmos
y yo-no-sé
pero nos lo imponen
y a los niños no les justa aprenderlodetalxeito-de-tal-modo dóeme
o peito
cancro
lingüístico
y me encanta galicia YO TAMBIÉN SOY GALLEGA
quei me encanta o teu catro por catro
rapaces en uniforme
pelo louro tinguido
apelidos com-postos
com-postos na xunta
opus dei
dei
deirlle a misa de cando en cando


"nunca fue la nuestra lengua de imposición
sino de encuentro
a nadie se le obligó nunca a hablar en castellano"
juancarlosprimerodehispanialavieja

y
joderNENO
yoTAMBIÉNgalizaCEIBE
peroESqueMISPADRESPAPÁSPROXENITORES
meENSEÑARONaHABLARenESPAÑOL
e tamén a fumar porros
e a lamberlle a coniña á mosa
os pais non ensinan todo
os países tampouco

na galiza
en galego
na rabiza
en rabego
bilingüismo sesentaenove
e non fales de amor á patria
cando queres dicir
SEXO


Samuel L. París

...

O livro em PDF, aqui

Mais info, acolá

...

Sentimos nom poder respeitar -por raçons técnicas- a disposiçom gráfica original do texto.
Comentários (2) - Categoria: Nom serviam - Publicado o 14-01-2009 15:19
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Top Secret




Se estás lendo este poema,
disimula.
Esta é umha mensagem secreta:
A tua misiom consiste
em organizar a Resisténcia dentro da tua cabeça.
Desde agora formas parte
dos milheiros de persoas
que estám organizando as palavras
para cambiar o mundo.
Disimula, nom levantes os olhos
do poema,
podem estar vigiando-te.
Viaja polo teu interior.
Asegura-te de que nom te seguem.
E nom fagas caso da gente que di
que as palavras nom cambiam o mundo!
Ás 24.00 h. atoparas-te com a palavra Justiça.
Ela indicara-che o caminho até a palavra
Independéncia que
está secuestrada numha oraçom subordinada adverbial
de tempo.
Deves libera-la do seu nexo.
A palavra Liberdade está da nossa parte
e dara-che instruçons precisas
quando o necessites.
Sorte!
Deves saber que há muita gente
com a mesma misiom:
Justiça, Independéncia, Liberdade
para os povos do mundo!
Quando acabes de ler o último verso
este poema auto-destruira-se em dez segundos
e convertera-se num desses textos
dentro dum desses livros de poesia que nom le
?quase-
ninguém.
Comentários (3) - Categoria: Nom serviam - Publicado o 13-01-2009 13:37
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A campaínha


Marcos tem o coraçom negro de ciumes.
Quando telefona a Maite á noite falam e falam.
El di Quero-te muitas vezes.
Ela menos.
Ao final el sempre pergunta E onde estás?
Estou no meu cuarto...
Despois dum siléncio el susurra A ver, quero escoitar a campaínha.
Entom Maite fai soar o tilim, tilim dumha campaínha com forma de peixe que pendura sobre a porta do seu cuarto.
Parece que só aquela campaínha lhe asegura a Marcos que Maite está onde di estar.
Assi cada noite.
Nem Maite sabe porque segue com el.
Com um home que confia mais no tilím dumha campaínha...







Comentários (2) - Categoria: Nom serviam - Publicado o 12-01-2009 19:56
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Vergonha eléctrica no C@urel



E como anda o C@urel de serviços públicos?

Imaginai.

Orlando, de SOS C@urel, chegou a telefonar a Médicos Sem Fronteiras. Suponho que a conversa foi algo assi:

-Ola, mirem, chamo em nome dumha associaçom da Serra do C@urel, na montanha de Lugo, acabam de reducir o serviço médico e agora se alguém enferma á tarde ou de noite aqui nom temos médico.

- Ahá?

- Queria saber se, vista a nossa situaçom terceiro-mundista, Medicos Sem Fronteiras poderia vir polo C@urel prestar serviço... Necesitamos a Médicos sem Fronteiras no C@urel!


...

O C@urel, a montanha de Lugo que está repartida administrativamente entre vários concelhos - Quiroga, Folgoso, Pedrafita...- é um exemplo mais da desatençom e o abandono que está a sofrer o rural no nosso país, nom só pola situaçom de violéncia estrutural contra a vida rural, senom tamém pola mala gestiom das autoridades políticas.

A aldeia de Soldom, no concelho de Quiroga, na comarca que algumha gente deu em chamar A Volta Grande do C@urel, está a protagonizar estes dias um desses episódios de indignaçom, vergonha e rábia que o nosso país padece cronicamente.

As nevaradas de dezembro derrubarom parte do tendido eléctrico da aldeia, -um tendido com várias décadas de uso, em situaçom ruinosa, tecido com postes de madeira podres- e a vizinhanza -como em grande parte da comarca- ficou sem luz nem teléfono durante tres dias logo da primeira tormenta e quatro, na segunda.

Estas images de postes caídos e apariéncia terceiro-mundista som do tres de janeiro.

Denunciemos o abandono do C@urel!
Denunciemos a responsabilidade política das diferentes administraçons!

Reclamemos atençom e vida digna para o C@urel!








Comentários (7) - Categoria: Nom serviam - Publicado o 07-01-2009 21:15
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Galiza por Palestina


بدأت المرحلة الثانية للهجوم الإسرائيلي على الشعب الفلسطيني في قطاع غزة مساء اليوم الموافق الثالث من شهر كانون الثاني . حيث أطلقت الدبابات الإسرائيلية النيران في شمال القطاع عندما بدأت بدخول الأراضي الفلسطينية
تعبر غاليسيا من أجل فلسطين تضامنها مع شعب غزة و تدين العدوان العسكري الإسرائيلي . نطالب بوقف إطلاق النار و سحب القوات الإسرائيلية من الأراضي الفلسطينية و وقف المذابح و المجازر المرتكبة بحق الشعب الفلسطيني
مؤسسة غاليسيا من أجل فلسطين


Mais em Galiza por Palestina
Comentários (1) - Categoria: Nom serviam - Publicado o 06-01-2009 17:48
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GNSV: Caravana Concerto!




Comentários (1) - Categoria: Nom serviam - Publicado o 01-01-2009 17:37
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De-construcións


De Quique Otero

E proximamente, Os Crebinsky!

Comentários (3) - Categoria: Nom serviam - Publicado o 13-12-2008 20:59
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Made in Ribadávia


O til perdeu-se polo caminho...

Ribadávia, um bom lugar para compartir ideias sobre o conflito lingüístico, hoje tamém falaremos sobre ecolíngua.

Que dim as paredes que falam no Ribeiro?
Comentários (4) - Categoria: Nom serviam - Publicado o 12-12-2008 10:52
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