Made in Galiza


Eu nunca serei yo
Um caderno de trabalho de Séchu Sende

A minha obra neste caderno está licenciada baixo creative commons, copiceibe.

O autor solicita comunicar-lhe qualquer uso ou modificaçom da sua obra no email de contacto aqui sinalado.

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Medio rural e os vagalumes


Incrível!
Comentários (18) - Categoria: Desenhos - Publicado o 24-07-2009 00:26
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Consuelo...



...e o televisor
Comentários (2) - Categoria: Desenhos - Publicado o 23-07-2009 23:18
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Corrubedo

Comentários (7) - Categoria: Desenhos - Publicado o 17-07-2009 23:46
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Uxio Novoneyra


"Non, a forza do noso amor non pode ser inutle."

Comentários (1) - Categoria: Desenhos - Publicado o 06-07-2009 20:40
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Tres esqueletos
Comentários (2) - Categoria: Desenhos - Publicado o 22-06-2009 12:36
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Makinaria, de Carlos Negro


Thunder Road

Deixa

que os motores

ruxan salvaxes

imos xuntos

queimar

a madrugada

esnifar

unhas cantas raias

da estrada

a tope

cos malotes de sempre

a arrasar

nena

a arrasar

que o día de maña

din que nunca existiu

e ti tes uns ollos azuis

e flipantes

e eu un burato de medo

no medio da chapa do peito

que se cadra ti

esta noite

es quen de encher

agora

corpo a corpo

antes de que oxiden

as horas e a vida

sexa

fume de tubo de escape

unha derrapaxe

en falso

na seguinte curva.




...

Makinária é um rapaz de Dodro flipado polos carros. A gente nova da sua comarca admira-o polo amor que lhe tenhem os motores dos coches. O seu nome dá-lhe título ao último livro de Carlos Negro, palavras sobre esse fio que separa a vida da morte, a estrada.

As rodas falam.

Se queres conhecer melhor a religiom da eufória, a velocidade e a gasolina, a Galiza a ras, e ler versos como curvas que ardem...

Makinária.

Xerais, 2009.
Comentários (1) - Categoria: Desenhos - Publicado o 21-06-2009 23:06
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Florencio Delgado Gurriarán, um poema


Preguntade a calquer neniño pera
dos que a feixes se atopan pol-as vilas,
qué opinión é a que ten da nosa fala,
e diravos axiña:
"Yo te soy más gallego que cualquiera,
mas, ¡caray! ¿voy hablar cual los paisanos?
¡no en mis días!, yo te soy hombre fino,
no te soy ordinario".

Falade con calquera señorote
(barba, facheda, calva cintilante)
orgulo do casi do seu pobo,
a asín expricaráse:
"El dulce dialecto de Galicia
está bien para hacer bonitos versos,
mas querer emplearlo a todo pasto
es utópico y necio"

Falade con calquera rapariga
(linda cara, feituca testa oca)
encol do emprego da galega fala
e ha dicir a fermosa:
"La Casa de la Troya"... te me gusta,
tan solo por sus frases en gallego,
encantiño, vidiña, tierra meiga.
¡Es tan dulce y tan bello!"

Seguide preguntando inda a mais xente,
"horteriñas", barbeiros prefumados,
"cubanitos" côs seus dentiños douro,
todos eles diranvos:
"Mismo, mismo, no puedo afegurarme
q´haiga quien el gallego inda usar quiera.
¿Hablar como el labrego ¡Dios me libre!
¡Es un habla tan feia!"
"Además, en Madrí y en la Curuña,
Habana y Buenos Aires, non se emplea
mais habla quel hermoso castellano,
nunca el habla gallega"
"¿Y si acaso las gentes se decatan
por tu hablar que naciste nesta terra?
te caístes y nadie te alevanta,
todo dios te chotea.
.................................
¿A que seguir? Como estas opiniós
moitas mais acharedes de seguro,
pois, pol-a mala fada, inda hai a feixes
imbéciles e escuros.

Korgomófilo


El Heraldo de Galicia, Ourense, nº 30, 25 de maio de 1931.


...

Um poema de Florencio Delgado Gurriarán -com o pseudónimo Korgomófilo- recolhido do ensaio de Ricardo Gurriarán Florencio Delgado Gurriarán. Vida e obra dun poeta valdeorrés, republicano e galeguista. Ediciós do Castro, 1999, Sada.

...

Que se Uxio Novoneyra, que se Carvalho Calero, que se Lois Pereiro para o Dia das Letras do 2010..., pois nós tamém queremos recordar um poeta de especial interesse desde a perspectiva social da língua e o conflito lingüístico.

Um achegamento á poesia de tema sociolingüístico de Florencio Delgado Gurriarán, aqui!
Comentários (0) - Categoria: Desenhos - Publicado o 21-06-2009 13:51
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Tribo, de Ikan Paus


Benvind@s!, Ikan Paus!

Ikan Paus significa balea em indonésio.
E Ikan Paus vem sendo um grupo que, formado por Irene, Yael, Iago e Carlos, necesita defender as palavras do perigo de extinçom.
Tribo é o seu primeiro tema, que resoa desde as profundidades a rentes do Leviatám, como um canto ecológico á liberdade de expresiom, á diversidade cultural e á vida.
Como Jim Morrisom desde um deserto de lagartos arnais, como Leonard Peltier desde a prisiom, como Dylan Thomas desde os verdes outeiros de Swansea, Gales, Ikan Paus ergue o seu ouveo delicado de balea.
Indígenas de Vila de Cruzes, sobre dum eucalipto vencido por um lóstrego: Ikan Paus!

Parabéns, amig@s!


Comentários (2) - Categoria: Desenhos - Publicado o 19-06-2009 07:02
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A invasiom dos heditores?



-He dito!

Dalgum jeito, neo-falantes somos tod@s. Nom só quem nalgum momento da nossa adolescéncia ou madurez começamos a falar galego, senóm tamém quem mamarom a nossa língua desde cativ@s e, num proceso de aprendizagem mais ou menos formal, se fixerom, de novo, com as variedades mais formais do idioma.

Quero dicer que ser falante de qualquer língua supom asumir um proceso de renovaçom cotiá, de neofília constante, de adaptaçom permanente e de criativa actualizaçom.

Mas eu hoje quero distinguir entre neo-falantess e falantes heditores. Ser neo-falante é umha situaçom provisional. Tu es neo-falante até que, logo de ter dado o passo de começar a falar galego, essa novidade deixa de se-lo e, despois dum tempo de maduraçom, asumes que já es, simplemente, um falante mais.

Mas ser heditor ou heditora é outra cousa. Som heditoras aquelas persoas cuja aprendizagem fica fosilizada nos primeiros passos do proceso.

Quando cursava o bacharelato explicou-no-lo mui bem o nosso profe, Bernardo Penabade, a quem admiravamos pola sua humaníssima bondade, a sua professionalidade exemplar e por ter-lhe posto a voz em galego, quando a série de desenhos animados chegou á TVG, ao Pitufo Zoupom.

Bernardo comentou-nos um dia que os heditores chamavam-se assi porque sempre, invariavelmente, conjugavam os verbos galegos á espanhola: He dito, no canto de dixem, He feito, na vez de fixem, ou, mais pluscuamperfectos, havia ido, por fum.

Assi como @s neo-falantes falam um mal galego iniciático, de principiantes, neófito, durante um período mais bem curto de tempo, provisional, -pois na própria aprendizagem se preocupam por aprender, melhorar, perfeccionar e enriquecer a calidade da sua língua galega-, aos heditores a qualidade da sua língua galega da-lhes por aí, importa-lhes um pemento e, por causa desse despreço e falta de vergonha, o seu galego sempre é paupérrimo, inzado de erros perpétuos que, dia tras dia, ano tras ano, década tras década, repitem incansavelmente. Sem respecto ningum.

Exemplos de heditores e heditoras hai mais dos que quixeramos, mas ocupa um lugar destacado a heditora por exceléncia, -porque criou escola-, María Jesús Sainz, deputada polo PPdG no parlamento espanhol.

É curioso como normalmente @s heditor@s, apesar do seu rechamante despreço no uso público do idioma, se declaram defensores acérrimos da língua galega com expresions como "Hemos dito moitas vezes que para nós a língua galega é mui importante e mui bonita" ou "He dito que ninguém melhor que nós pode defender o galego".

Que passaria se quando falasse em castelám em Madrid algum dest@s heditor@s cometesse o número de erros por minuto que perpetra falando galego?

A primeira olhada semelha que entre os novos responsáveis políticos do governo do PP hai bastante gente pouco afeita a falar a nossa língua. Eu já lhes tenho escoitado "He dito" a vários conselheir@s. Serám neofalantes ou serám heditores? Ummm... Estaremos sufrindo umha invasiom de heditores? Estará a nossa língua, a nossa cultura, nas suas maos? Nom digo que nom. Todo o contrário.

Arriba @s neofalantes! Abaixo @s heditores!

Ou como di o meu companheiro Dom Pepe, mestre da velha escola, em Vila de Cruzes: A troita perde-se pola boca!
Comentários (2) - Categoria: Desenhos - Publicado o 15-06-2009 12:53
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Outra enquisa da Xunta...


Genial!

Mais em Sei o que nos figestes nos últioms 525 anos!
Comentários (3) - Categoria: Desenhos - Publicado o 13-06-2009 21:26
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Coa lingua de fóra


Quempallou!
Comentários (0) - Categoria: Desenhos - Publicado o 13-06-2009 21:21
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Graffiti (2)


Os gaiteiros enmascarados.
Música galega na Rádio Galega.


A Roberto Ribao
Comentários (4) - Categoria: Desenhos - Publicado o 10-06-2009 19:06
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Graffiti


Escornabois vs excavadora.

Galiza nom se Vende!
Comentários (0) - Categoria: Desenhos - Publicado o 09-06-2009 21:08
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Asemblea pola música e a cultura!




Em komunikando!
Comentários (0) - Categoria: Desenhos - Publicado o 09-06-2009 20:58
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Na escola de Soldom
Comentários (0) - Categoria: Desenhos - Publicado o 03-06-2009 22:59
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Milheiros contra as agresións ao litoral!


Governe quem governe, Galiza nom se Vende!

Mais, aqui!
Comentários (0) - Categoria: Desenhos - Publicado o 01-06-2009 10:05
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Parabéns, Prémio Sarmiento!


Entregou-se o passado 29 de maio o Prémio Frei Martin Sarmiento, -organizado polas Equipas de Normalizaçom da FERE-, prémio que recebeu o livro Case perfecto, de Marina Mayoral e no que os livros de Anxos Sumai, Así nacen as baleas e Made in Galiza resultamos finalistas.

Lembro que hai tres anos agromava nalguns centros religiosos de Vigo um colectivo contrário ao proceso de normalizaçom social da nossa língua, impulsado por um grupo de gente socialmente inadaptada e de ideologia espanholista. Aquel agromo de pensamento anti-galeguista está hoje a ser decisivo na política lingüística do governo de Feijoo.

Eu, que tenho colegas profes nalgum centro concertado religioso e algumha ex-profe de colégio de monjas na família, conheço os obstáculos, represions e agresions que algumhas persoas estam a ponher diante da nossa língua -e doutras causas de justiça social- neste contexto, o dos centros concertados e privados.

E tamém conheço o trabalho generoso, descomunal e pouco reconhecido que em muitos centros nom públicos muita gente está a desenvolver a favor da nossa língua, contra os elementos. Aqui tedes umha entrevista interessante a Xosé M. Reboiras, de Escolas Católicas.

Muita mais gente da que pensamos está a procurar que o nosso bem público, o nosso bem comúm mais preçado, o idioma, se achegue aos rapaces e rapazas, na sua maioria castelam-falantes, como um impulso de criatividade, como um referente de justiça social, de rebeldia fronte ao autoritarismo, como um elemento de calidade educativa, como umha ferramenta imprescindível na formaçom persoal, como umha chave de progreso e, claro, como um sinal de identidade cultural.

Made in Galiza nasceu com a pretensiom, entre outras,, de achegar umha visiom social actual, criativa e conflitiva, da nossa língua, com a idea de fazer ver que o proceso de normalizaçom é um proceso participativo, aberto a todo o mundo, para quem falamos sempre em galego, para quem fala mais em castelám, ou mais em galego, ou para quem aínda só fala castelám; aberto a qualquer ideologia, posiçom social ou idade.

E nestes tempos nos que o menospreço pola nossa lingua é institucional e cobra mais força que nunca o discurso do supremacismo lingüístico espanhol, cumpre reconhecer especialmente o trabalho de resisténcia e criatividade socio-cultural que muita gente está a impulsar nos espaços mais agresivos com a nossa identidade... Tantos...

Obrigado! E parabéns á premiada, parabéns ás leitoras e leitores por formar parte desse proceso participativo a prol da nossa língua.

E, de parte dum ateo, anticlerical, e defensor do ensino laico, parabéns ao Prémio Frei Martín Sarmiento polo seu trabalho en favor do nosso idioma!

A língua une-nos.
...


O blog do Premio Sarmiento

Comentários (5) - Categoria: Desenhos - Publicado o 31-05-2009 11:41
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Um vaso de iogurt


Soldom, A Volta Grande do C@urel!
Comentários (0) - Categoria: Desenhos - Publicado o 21-05-2009 16:55
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Nais e pais pola língua


Recibimos este correio electrónico, passade-o:

"Este sábado día 9 ás 12 horas nas escadas dianteiras do Museo do Pobo Galego (en Bonaval), queremos reunirnos un grupo de nais e pais e manifestar que os nosos fillos e as nosas fillas tamén teñen dereitos lingüísticos e que, como se exclamou hai xa anos, aprender en galego non é ningún delito.

É máis necesario que nunca que as nais e os pais nos movamos en defensa da lingua e cultura dos nosos fillos e das nosas fillas, ante os ataques que se reciben e as propostas de desprotección xurídica que realiza o actual goberno da Xunta.

Por favor, participa neste acto e difúndeo entre a xente que coñezas. Así mesmo, tenta estar uns 5 ou 10 minutos antes para nos distribuírmos para a foto perante os medios de comunicación."

Comentários (2) - Categoria: Desenhos - Publicado o 08-05-2009 19:42
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Made in Galiza, a Croácia



III Dias das línguas e culturas ibero-románicas

Programa de actividades

LUNS, 11 DE MAIO DE 2009

10h – Zadar: ruta turística (en catalán)
16h en D143 – Català, aragonès, castellà... Recorregut per la diversitat romànica a la riba occidental de la Mediterrània, José Enrique Gargallo, Universitat de Barcelona

MARTES, 12 DE MAIO DE 2009

12h en D136 – Charla de Màrius Serra
18h en Arsenal – Noite de contos curtos. Participantes: Xandru Fernández (asturiano), Séchu Sende (galego), Màrius Serra (catalán), José Luís Peixoto (portugués) e Inma Luna (castelán). Moderadores: Nikola Vuletić, Ivana Lončar, Davor Gvozdić. Premio pola mellor tradución.

MÉRCORES, 13 DE MAIO DE 2009

10h – Zadar: ruta turística (en castelán e en galego)
12h en D136 – O micro-relato hispanoamericano, Basilio Pujante Cascales, Universidad de Murcia
18h en D136 Reinos medievais e linguas no noroeste hispánico, José Ramón Morala Rodríguez, Universidad de León



XOVES, 14 DE MAYO DE 2009

18h – Charla de Séchu Sende.



VERNES, 15 DE MAIO DE 2009

12h Charla de Xandru Fernández
18h Na igrexa de Sto. Domingo – Grupo de teatro Los Tarjeta Roja (título e asistencia do grupo portugués por confirmar). Conta-contos.
20:30h (Citadela) – Día de Letras Galegas: Queimada

Festa dos estudantes
Comentários (2) - Categoria: Desenhos - Publicado o 08-05-2009 07:34
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