Made in Galiza


Eu nunca serei yo
Um caderno de trabalho de Séchu Sende

A minha obra neste caderno está licenciada baixo creative commons, copiceibe.

O autor solicita comunicar-lhe qualquer uso ou modificaçom da sua obra no email de contacto aqui sinalado.

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Quatro anos da Gentalha!



Parabéns!

Emocionante o caminho!

Umha experiéncia para aprendermos muitas cousas sobre criatividade social.

...

O audiovisual, excelente, de gzvideos
Comentários (2) - Categoria: Geral - Publicado o 11-02-2009 21:26
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A-wechoù e santan e vank gerioù em bro


Pa ne gomz ket ganin em yezh
Manouez stal ar bleunoiù e santan
Ez eus ur pradad bokedoù-an-Dreinded o vont da get,
Ha pa ne gomzer ket va yezh
E karrdi kempenn karroñsadurioù
E vergl un dra bennak ennon
Hag e kollan arc´hant
Pa ne bleder ket gant ma yezh en ti-bank
Ha pa zigoran ar c´hazetennoù
Ha ne weler ket va yezh nemet dindan ar mein
Co evel ma vefe va bro unan all.

A-echoù pa vezan er c´harr-boutin
Ha ne glevan den ebet o komz va yezh
E serran hag e tigoran va daoulagad a-benn gouzout
Hag oc´h hunvreal emaon.
Ha pa glevan war ur blasenn ur paotrig
Pe ur plac´hig hag a gomz eveldon,
Em eus c´hoant stardañ anezho etre va divrec´h
a-benn gwareziñ anezho diouzh kemen tra
a zo o c´hoarvezout
a-raok ma vefe re ziwezhat.

A-wechoù e santan e vank gerioù em bro,
Hag ez eont da get a zeiz da zeiz,
Hag eus tud hag a zilez anezho
Ha tud a guzh anezho
Ha santout a ran e ya
Va bro war vihanaat tamm-ha-tamm
Hag ez eus nebeteutoc´h ac´hanomp peogwir
Ez eus nebeutoc´h a c´herioù.

Em bro ez eus kalz tud
O klask war-lec´h
Ar gerioù a vank deomp.
Klask a reomp dindan ar mein,
Er c´hazetennoù
Pe e-touez paotredigoù ha mer´hedigoù hag a zo
O c´hedal ar c´harr kavet
Ha reoù all hag a zo bet kollet da viken.

Plijout a rafe din e kavfec´h va gerioù
Evel ma ´m eus-me ezhomm eus ho re.


Made in Galiza, Ed. Galaxia, 2007

Brezohoneg gant Carolina Díaz

...

Na revista bretoa AL LIAMM - Niverenn 371 - MIZ KERZU 2008

Obrigado, Carolina!

...

As veces sinto que no meu país faltan palabras

Sinto que cando a muller da floristería
non me fala na miña lingua
desaparece un prado de pensamentos azuis,
que cando no taller de chapa e pintura
non falan a miña lingua
oxídase algo por dentro miña,
que perdo cartos
cando no banco non me atenden no meu idioma.
E cando abro os xornais
e a miña lingua só aparece debaixo das pedras
é como se o meu país fose outro.

Ás veces cando estou no autobús
e non escoito a ninguén falando a miña lingua
fecho a abro os ollos para ver se estou soñando.
E cando no medio dunha praza escoito un neno
ou unha nena que fala como min
teño ganas de abrazala,
de protexela de todo o que está a suceder
antes de que sexa demasiado tarde.

Ás veces sinto que non meu país faltan palabras,
que desaparecen día a día,
que hai xente que as abandona
e xente que as esconde
e sinto que pouco a pouco
o meu país vai facéndose máis pequeno
e que somos menos porque hai menos palabras.

No meu país hai moita xente
buscando
as palabras que nos faltan.
Buscamos debaixo das pedras
nos xornais
ou nos nenos e nenas que agardan o autobús,
palabras que ás veces aparecen
e outras se perderon para sempre.

Gustaríame que atopásedes as miñas palabras
como eu necesito as vosas.


Made in Galiza, Galaxia, 2007

Comentários (0) - Categoria: Geral - Publicado o 06-02-2009 16:22
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Os sete ananinhos no paro


Nos oitenta a mina
do bosque encantado fecharom
e os sete ananinhos
forom ao paro.

Desde aquela os pobres
tiverom que enfrontar-se
ao espelhinho, espelhinho
da dura realidade.

E estavam todos tam tristes
(imagina-o se queres)
que nom podia alegra-los
nem sequer Branca-neves.

E como ningum deles
estava feito um alevim
ninguém lhes dava trabalho
nem de gnomo de jardim.

Agora, desmotivados,
já nom fam nada bem,
e nom se ponhem em fila
nem na cola do INEM.

O ananinho gordo
-veredes que o destino é cruel-
bebia como umha cuba
estando já como um tonel.

E como era de esperar
num conto realista
o ananinho mudo
nunca passou umha entrevista.

Canso de nom dar com nada,
o ananinho durminhom
botava-se o dia a durmir
diante da televisiom.

O ananinho resmungom
a umha velha disfrazada
um dia foi-lhe roubar
a mazá envelenada.

Os meses iam passando
e era tanta a tensiom
que o ananinho feliz
caeu numha depresiom.

E o anano grunhom
que já era sindicalista
um dia acabou metendo-se
num grupo terrorista.

Daquela os ananinhos
fartos dos luns ao sol
forom buscar trabalho
num taboleiro de rol.

E agora trabalham os sete
de trasnos meridionais
aínda que cobram mui pouco
porque ali som ilegais.

Moral:

Quem nom entenda a história
deve ser um pouco tonto:
a vida dum parado
nom é umha vida de conto


...

Traduzido de Cuentos cruentos, de Dino Lanti, Thule Ediciones, 2008
Comentários (2) - Categoria: Geral - Publicado o 03-02-2009 19:33
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Máni: Bilingüismo Mr. Marshall


Ali estaremos, em pé de festa!

Mais em Sei o que...
Comentários (0) - Categoria: Geral - Publicado o 03-02-2009 17:58
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Os meus dardos


Ovnis e isoglosas lançou-me um dos Prémios Dardos...

«Com o Prémio Dardos reconhecem-se os valores que cada blogger, emprega ao transmitir os mesmos por culturais, éticos, literários, pessoais, etc., que, em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, entre suas palavras. Esses selos foram criados com a intenção de promover a confraternização entre os bloggers, uma forma de demonstrar carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor à Web.

Este Prémio obedece a algumas regras:
1) Exibir a imagem do selo;
2) Linkar o blog pelo qual se recebeu a indicação;
3) Escolher outros blogs a quem entregar o Prémio Dardos.»

... e eu entrego-lhes os meus dardos a...

Román Landín e o seu Cadenos de Lingua

Suso e a sua Angueira

Txerra, Hizkuntzaren soziologia, soziolinguistika eta beste
Comentários (5) - Categoria: Geral - Publicado o 02-02-2009 23:34
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10


Aos 10 anos estava fazendo
um arpom
atando um garfo a um pao
para pescar solhas
no rio,
escapou-se-me e zas,
cravou-se-me aqui,
e aqui segue aínda a cicatriz
no geonlho.
Aínda tenho 10 anos.
Sempre tenho dez anos
quando fecho os olhos,
recordo e
o garfo aparece cravado no geonlho.
Sempre levo um garfo cravado na perna.
Comentários (1) - Categoria: Geral - Publicado o 02-02-2009 21:32
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Regreso do Triángulo das Bermudas
Despois destes dias no Triángulo de Bermudas, e graças ao trabalho da gente da blogoteca, Made in Galiza volta ás andadas.

Uf!


Comentários (5) - Categoria: Geral - Publicado o 02-02-2009 20:56
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5 relatos de Made in Galiza em checo




Na revista PLAV

Irena Fialova, obrigado pola ponte de palavras!
Comentários (1) - Categoria: Geral - Publicado o 23-01-2009 10:50
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Made in Galiza na rede


Alguem subiu umha grande parte do Made in Galiza ao Google Books.

Está aqui.

...

Nota posterior aclaratória:

Quem subiu umha grande parte do livro á rede foi a Editorial Galaxia, num convénio com Google.


Comentários (7) - Categoria: Geral - Publicado o 21-01-2009 16:54
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Man e Andy Goldsworthy



Umha curta sobre Man em flocos.tv e...



Se gostas da arte e a natureza...

tes que olhar o documentário Rios e marés

Um filme bárbaro!
Comentários (2) - Categoria: Geral - Publicado o 12-01-2009 10:13
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Superlatas é galego!


Galway, Irlanda.
Um estranho ser aparece na rua causando o desconcerto...
É Superlatas!

Se bem a identidade de Superlatas é um dos segredos melhor guardados na história das Superpersoas desde Made in Galiza podemos asegurar que Superlatas é galego!

Levanta-te e anda!
Como em Irlanda!
Como em Irlanda
o gram Superlatas!

A música, de Ulträqäns
Comentários (2) - Categoria: Geral - Publicado o 08-01-2009 20:17
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Activistas no C@urel


Activistas da Volta Grande numha misiom especial.

...

Courel, Parque Natural Já!
Comentários (1) - Categoria: Geral - Publicado o 07-01-2009 18:00
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O Apalpador segundo Fina de Ferramulim


Aqui está, um testemunho audio-visual pequeno mas bem interessante!

Vári@s amig@s da Associaçom A Volta Grande do C@urel estivemos a comer castanhas com Fina de Ferramulim. Fina falou-nos do Apalpadoiro, que é como lhe chamam ao Apalpador nesta parte do C@urel.

Fina pertence a essa geraçom que, quando nen@s, viviam a existéncia do Apalpador como umha das verdades mágicas da infáncia.

Fina hai mais de setenta anos foi, -como @s nen@s que agora no século XXI começam receber a visita do Apalpador- protagonista da construçom colectiva da nossa imaginaçom popular.

A chegada do Apalpador ao século XXI e a sua recuperaçom, como proceso socio-criativo, resulta fascinante.

O Apalpador atravesa o tempo e renace desde as palavras da gente maior da montanha da Galiza que quando nen@s viverom a reproduçom social dum ser imaginário que se oferecia aos pequen@s como um elemento mais do imaginário colectivo, e chega a nós, aos nossos filhos e filhas, com toda a intensidade da cultura de raíz, a própria, a que se intentou fazer desaparecer, esquecer, a que se reprimiu, a que resistiu e chegou a nós apesar de todo.



O Apalpador, como outros personagens semelhantes de culturas universais, vive entre nós até que aprendemos a distinguir entre a realidade e a ficçom, entre o mito e a história, entre a verdade e a mentira da vida.

O Apalpador fai-nos inocentes e poderos@s porque na infáncia nom existem fronteiras para a imaginaçom e qualquer realidade pode ser imaginada e o mundo pode ser transformado.

A imaginaçom transforma o mundo.
A fantasia é revolucionária.

Mas cuidado, nom nos deixemos enganar polo mito do futuro: @s ne@s nom som o futuro, som o presente.

Viva o Apalpador!

Comentários (3) - Categoria: Geral - Publicado o 06-01-2009 19:02
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A litrona eléctrica



A litrona eléctrica é um instrumento criado polo grupo de música alternativa, experimental e psicodélica SexPlease, incorporado em dezembro de 2008 ao seu Inner Tour.

Aqui aparece acompanhando um poema Made in Galiza em duas partes dedicado a Man de Camelhe, a seis anos da sua morte, Galiza nom se Vende.



Desde aqui, muitos agradecementos á gente de Sexplease, Plexo Solar, Tungsteno e
Los inútiles -e a ti, Noa, este ano sem a música do Tetris - por acolher estas palavras no avante hermético.

Viva a litrona eléctrica!

Comentários (3) - Categoria: Geral - Publicado o 01-01-2009 20:27
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Andrea Costas




Na expo Marxes e mapas, a creación de xénero en Galicia, que se pode ver no Auditório de Galiza, atopei esta foto de Andrea Costas.

De aventura pola rede e atopei estas outras, valiosas porque permanecerám na memória para sempre.



Da série Composturas





Entrevistas na Embaixada Prusiana e em Vieiros

Mais, aqui
Comentários (2) - Categoria: Geral - Publicado o 01-01-2009 19:33
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Peppers of Padrom with tetilha´s cheese


Umha tapa Made in Galiza ;) que apressenta o cozinheiro astur José Andrés no seu programa Made in Spain ;( para a cadea norte-americana PBS.





Comentários (2) - Categoria: Geral - Publicado o 01-01-2009 13:47
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Música para banheiras dos prados
1. Apresentaçom




Serxio Landrinou está a preparar a sua tese doutoral "Ecologia e Música para banheiras dos prados. Solos para caracois e sinfonias para vacas e aranhas."

O percusionista descobre-nos a banheira dos prados como um instrumento que está a revolucionar a música na Galiza e parte do estrangeiro.

...

2. "Solo de banheira para um corço dum sinal de tráfico"



...

3. "Improvisaçom nº 214"



...

Senhor Mestre Landrinou, desde Made in Galiza queremos agradecer-lhe -mais umha vez- a sua generosidade por compartir o seu talento e sabedoria com nós.
Comentários (4) - Categoria: Geral - Publicado o 26-12-2008 23:33
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Galiza


Non se Vende

...

A foto, de jacopins
Comentários (3) - Categoria: Geral - Publicado o 22-12-2008 09:14
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Albert Pla, La colilla


Era una camioneta repleta
de espaldas mojadas yendo a la frontera
buscando la meca buscando la happy
buscando Miami y la vida light.

Les esperaban los Federales
licenciados en humanidades.
Vaya coraje muerte al mestizaje
ni el General Custer fue tan salvaje.

¡Los quiero todos vivos o muertos!
Grito el sargento a la caza del indio
doy diez mil pesos a quien me traiga
la cabellera del más mestizo

Una cabeza cayó en la arena
en la arena cayó la cabeza
de Carlos Cuesta último descendiente
de Moctezuma un jefazo azteca

Su cabeza cayó en la arena
¡Ay! la cabeza de Carlos Cuesta
Cayó en la arena y ya estaba muerta
pero aún iba fumando rodando y fumando

Y el cigarrito cayó de sus labios
seria por miedo que siguió rodando
huyendo y rodando sin darse cuenta
cruzó la frontera y se puso a salvo
¡Welcome to UnitedStatesofAmerica!
Santa Bárbara bendita
protege a esta pobre colillita
que está que echa humo

Esta es la historia de un cigarrito
o mejor dicho de la colilla
de un cigarrito que fue rodando
desde Laredo hasta Washington.
Pa? una colilla la chispa de la vida
no es la coca-cola, que es la gasolina
¿Que es lo que pasa si una colilla mal encendida
se cuela en una gasolinera?

Pues que hace ¡¡pummm!!
Pues que hace ¡¡pufff!!.
La explosión se oyó en todo Texas
era el comienzo de una gran gesta.

Pues una chispita pilló una tubería
de esas subterráneas de gas homicida
que explotó bajo una refinería
de esas petrolíferas nuclearizadas

Y también gracias a la policía
y al súper cuerpo de los bomberos
se extendió el fuego de pozo en pozo
desde el Paso hasta San Antonio.

Y es que el petróleo es superinflamable
así que Texas voló por los aires
era la hoguera de las vanidades
era el infierno de los cobardes

La colilla iba echando chispas.
El fuego seguía crecía y crecía
y era tan grande y tan importante
que fue portada del New-York Times.

Con tanta industria y con tanta cañería
tanto cableado tan bien comunicado
fue muy sencillo pa? la colilla
sembrar de fuego todo el Estado.

Una central nuclear por aquí
un arsenal militar por allá
y en un plis plas de aquí para allá
Santa Bárbara que barbaridad

La colilla arrasaba y seguía
Lousiana, Missouri, Alabama, Georgia
y lo peor es que aun nadie sabia
que pasaría llegando a Florida:
Que en una centésima de milésima
voló una base de la marina
de esas que fabricaba yo qué sé
porquerías atómicas químicas
muy radioactivas

A tomar po?l culo toda Florida,
las dos Carolinas, la pobre Virginia
y en el Oeste llegaban noticias
que el fuego crecía, crecía y crecía
El fuego se iba de New Laredo
Cruzando Arizona por el gaseoducto
Y en California fue recibido
con artificios y pirotecnia

¡Welcome to UnitedStatesofAmerica!
Santa Bárbara bendita
protege a esta pobre colillita?
¡Que estoy que echo humo!

La cabeza de Carlos Cuesta seguía
muerta tirada en la arena
pero su cigarro se abría el paso
se estaba cumpliendo
el Sueño Americano.

En San Francisco era la sensación
estaba de moda en toda la nación
Entró en San Diego por la puerta grande
la costa Oeste estaba a sus pies

Muchos efectos especiales
pa? quemar todo Silicon Valley
llegó a los Ángeles ¡viva el buen cine!
se quema la industria de Hollywood

Luego la colilla se fue a las Vegas
tirada en la acera vio otra colilla
le prendió fuego juega conmigo
apuesto al rojo a que lo quemo todo.

Así que todos los cigarritos
tirados, pisados, solos, despreciados,
se hicieron todos del Sindicato
había a nacido la mafia del fuego.

Mientras en algún Estado Sureño
un montón de puros Habanos
sembraba el caos dando po?l culo
a los Marlboros Americanos

Era la orgía de las colillas
era la fiesta de Hallowen
Operación Galimatías
Arriba arriba y arriba iré

(Himno americano)



Les habla el Presidente
de los Estados Unidos de América:
Nuestro país esta siendo atacado?
pero tranquilos, que desde el gobierno
lo tenemos todo controlado?.

Una mierda todo controlado
todo se estaba yendo al carajo
ni el séptimo de caballería
pudo evitar tal carnicería.

Nebraska y Kansas ya no existían
Y de Omaha no quedaba ni rastro
Amarillo estaba al rojo vivo
Y Nueva Orleans ardía y ardía

El fuego ardía como el Jack Daniels
apestaba como el Mcdonald
que mal que huele cuando se quema
una bandera con tanta estrella

Se nos quema el salvaje oeste
¡Ay va! qué peste, qué mala suerte
arde Wyoming, arde Oregon,
arde Montana, arde Washington.

Es una mega superproducción
un business Showextratelevisivo
con muchos extras, muy bien dirigido
muy aplaudido en el resto del mundo

Es una cosa muy rara, muy rara
declaraba la NASA no sé lo que pasa
Y en el Pentágono ya preparaban
cuales serian las represalias

En el País de las maravillas
todo se quema mucho mas aprisa
sin FBI ni marines ni CIA
todos a la mierda, justicia divina

Es la venganza de Moctezuma
va por Chile, por Guatemala,
por Argentina, por Nicaragua,
¡Así se queman las dictaduras!

Houston, tenemos un problema?
Houston, tenemos un problema..
Y es que estoy que hecho humo?

?Surcando el Mississipi

una colilla río arriba
quemando toda la orilla
tranquila y con alegría

Danzad danzad malditos
desde Missouri hasta Illinois
desde Memphis a Wisconsin
Fried Chicken Kentucky?

Se acabó el blues
y el Pop-Rock-Jazz
y el Country-Soul
Y el Rap-Hip- hop
no hay otro ritmo mas vacilón
que la colilla con su canción.

Cuando estallaron los mil megatones de microplutoniobiofilizado
que había enterrado bajo Colorado
retumbó todo bajo sus pies.

Y la pobre falla de San Andrés,
se que quedo puesta toda del revés
y hubo maremotos con muchos ciclones
y algunos volcanes llenos de tornados.
Y luego vino el gran terremoto
de mas de 10 en la escala de Richter
súmale esto, a que al mismo tiempo
explotaba un barco lleno de misiles.

Y qué coño hacían tantos misiles
apuntando a objetivos civiles
rumbo a Detroit y a Nueva Jersey
van diez misiles surcando los aires.

¡Welkome to UnitedStatesofAmerica!?
Santa Bárbara bendita
protege a esta pobre colillita?
¡Que estoy que echo humo!

Sta. Bárbara baila que baila
de su mirada tan inmaculada
lanzaba rayos, lanzaba truenos
sobre la tierra norteamericana.
Era todo como Disneylandia
mucha fantasía muy bien animada
cuándo mas arriba se sube en la cima
mas duro seguro será la caída.

Porque luego vinieron las plagas
salieron las ratas buscando carne humana
y la lluvia ácida arrasaba
Wisconsin y Cincinnati
toda Minneapolis e Indianápolis.

A que no saben dónde estaba escondido
el famosísimo botón rojo
estaba sumergido muy bien protegido
bajo del lago de Michigan.

Solo tenia que haber explotado
en caso que el país hubiera sido atacado
pero hubo un fallo, el botón se apretó
y el holocausto se desencadeno.
Adiós Chicago, adiós Detroit
adiós Boston, adiós cowboy?s
se nos quema la gran Babylón
la colilla por fin llegaba a New York.

Entró en Manhattan
a la gran manzana
me la como asada, me la como guisada
y es que la colilla era muy sibarita
una gran amante de la buena cocina.

Y es que la colilla ya no sabia
si estaba huyendo de la policía
o simplemente se divertía
pero ella seguía, seguía, seguía

De la costa Este a la costa Oeste
el gran Imperio se fue al garete.
y con lo que quede
no podrá identificarse
ni con las pruebas del ADN.

Podría daros muchos mas detalles
Pero ya nadie cubría el desastre?
Comentários (7) - Categoria: Geral - Publicado o 18-12-2008 11:31
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O bilingüismo segundo Florencio Delgado Gurriarán



Cantarenas do castrapo

(Panxoliñas leigas)


Verdade de "Perogrullo"
que compre non esquencer
Galiza é soio Galiza
inda que o non queira ser.

"A Jota", o mesmo que os cactos,
medra bem na terra enxoita,
mais, coa humedén, na Galiza
apodrecerán "as jotas".

¿Bilingüismo? Seique as cobras
teñen a lingua fendida:
Bilingüismo é o que nos compre?
¿E "reptiliña Galiza?

A Galiza "acastrapada"
é coma un cadro do "Bosco"
cheo de monstros e trasnos
ou coma casa de tolos.

"Caille" o castrapo a Galiza
como á "Pietá" o matelazo,
á toca "Venus do Milo"
uns ortopédicos brazos.

A "Samotracia" un chapeo,
permanente á "Nefertiti",
uns bigodes á "Xioconda",
á "Calípiga" un bikini.

Un gabán ao San Martiño,
a "mini" á Santa Tereixa,
un tanque ao Siñor Sant Iago,
a Cristo unha metralleta.

O esquecermos o galego
para falar en castrapo,
é coma o choio da toupa
que os ollos deu por un rabo.

Ou como a moza que tendo
a cariña churrusqueira,
fai a cirurxía plástica
para a pór feia e ruguenta.

Mais conde, do mal falar,
o noxentísimo andacio:
a máis do castrapo, temos
o frantrapo, o xermántrapo
e, por Londón e Niuiorque,
o anglotrapo ou ianquitrapo.

¡Santa María milagreira
que, dos ouvidos, tes garda:
enxorda as nosas orellas
pra non ouvir esas falas!

Porén, dixo "Perogrullo"
e compre o non esquencer:
¡Galiza é sempre Galiza
inda que o non queira ser!


Guadalaxara, Nova Galicia, Nadal do 1972,

Em O Soño do guieiro
, Ediciós do Castro, 1986.

...

Mais sobre FDG e a sua poesia de tema sociolingüistico aqui
Comentários (3) - Categoria: Geral - Publicado o 17-12-2008 20:10
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